Anistia Internacional cobra respostas sobre caso Marielle e Anderson

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Estamos chegando ao quarto mês sem respostas. No dia 14 de março, a vereadora do PSOL-RJ Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados no bairro do Estácio, localizado na região central do Rio de Janeiro. Em documento divulgado nesta quarta-feira (12), a Anistia Internacional destaca lista de “informações muito preocupantes” que seguem sem esclarecimentos.

Vereadora Marielle Franco, assassinada em março no Rio.

Manifestação da organização

Dados das investigações foram veiculados pela imprensa, mas as respostas à sociedade segue escassas. Os questionamentos originados desde o dia em que o brutal assassinato ocorreu se mantém: quem matou? Quem mandou matar? Qual foi a motivação do crime?

Anderson Gomes conduzia o carro alvejado e faleceu no local.

Cobrança por esclarecimentos trilha o caminho das informações divulgadas até o momento. Uma das descobertas da investigação, apurada e noticiada pelo jornal O Globo, aponta que a munição utilizada pertenceria a um lote vendido à Polícia Federal. Outro ponto seria que a submetralhadora de onde partiram os disparos é de uso restrito das forças armadas. Também chama a atenção a possibilidade de que a arma do crime seja uma das que teriam desaparecido do arsenal da Polícia Civil.

Detalhes indicam que as câmeras que poderiam ter registrado o assassinato foram desligadas na véspera do crime. O modo como os criminosos efetuaram a execução sugere treinamento específico e qualificado, tendo em vista a precisão dos tiros.

Indicação de descaso?

Protesto da Anistia Internacional em frente à sede do Ministério Público do Rio de Janeiro.

A organização destaca ainda um “pacto de silêncio” entre autoridades, com o objetivo de blindar o trabalho da Divisão de Homicídios da Polícia Civil. A falta de respostas por parte do general Walter Braga Netto, interventor federal de segurança pública do Rio de Janeiro, do ministro Raul Jungmann e do presidente Michel Temer “sugere descompromisso das autoridades com a solução do caso”, declara o documento.

Um crime contra a democracia

A segunda edição do Segunda Chamada foi dedicada a Marielle e Anderson. O crime brutal e sua conjuntura iniciou um debate inflamado nas redes sociais, desviando-se muitas vezes para o campo ideológico e ignorando a gravidade do caso. Os comentários da bancada do programa pode ser encontrado em nosso canal.

LEIATAMBÉM