Atentado em Suzano: relembre os mais notórios ataques a escolas no Brasil

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Até o momento, dez mortes foram confirmadas; outras 17 pessoas ficaram feridas

Por volta das 9h30 da manhã desta quarta-feira (13), dois atiradores invadiram a Escola Estadual Raul Brasil em Suzano, na Grande São Paulo. Até o momento, as autoridades confirmaram dez mortos após o atentado, incluindo os autores dos disparos, que se suicidaram após matarem cinco alunos e duas funcionárias do colégio.

Os assassinos foram identificados como Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos. Eles entraram na escola encapuzados e efetuaram disparos a esmo contra estudantes e funcionários.

A Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, onde ocorreu o atentado desta quarta-feira. (Foto: Divulgação)

As vítimas são: Marilena Vieira Ferreira Umezo e Eliana Regina de Oliveira Xavier – funcionárias – e os alunos Pablo Henrique Rodrigues, Cleiton Antônio Ribeiro, Caio Oliveira, Samuel Melquíades Silva de Oliveira e Douglas Murilo Celestino também tiveram as mortes confirmadas. A décima vítima é Jorge Antonio de Moraes, que foi baleado três vezes em uma loja de automóveis próxima à Escola Estadual Raul Brasil. Os criminosos estiveram no estabelecimento antes de seguirem para o colégio.

Internautas relembraram casos similares que ocorreram nos Estados Unidos, com ênfase na tragédia Columbine, em 1999. No atentado, dois adolescentes mataram 13 pessoas e depois tiraram as próprias vidas. O país norte-americano é recordista nesse tipo de crime.

Atentados em escolas brasileiras:

Medianeira

No ano passado, um adolescente de 15 anos entrou no Colégio Estadual João Manoel Mondrone em Medianeira, no oeste do Paraná, e atirou contra os colegas. Dois estudantes ficaram feridos, um de 15 anos, que ficou paraplégico após ser atingido nas costas, e outro de 18 anos, que recebeu um disparo de raspão na perna.

Goiânia

Em 2017, um estudante de 14 anos fez disparos no interior do Colégio Goyases, em Goiânia. Dois estudantes foram assassinados e outros quatro ficaram feridos.

O atentado à escola particular ocorreu em outubro e uma das motivações citadas na investigação foi a prática de bullying. Filho de policiais militares, ele foi convencido a cessar os disparos por uma funcionária da escola, relataram testemunhas. O jovem foi apreendido.

João Pessoa

Cinco anos antes, dois adolescentes de 13 e 16 anos foram apreendidos na Escola Estadual Enéas Carvalho, localizado na região central de Santa Rita, cidade na Grande João Pessoa. Foram efetuados seis disparos, deixando três alunos feridos.

São Caetano do Sul

Um aluno de dez anos atirou em uma professora na Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, disparando contra a própria cabeça em seguida. O estudante morreu no hospital, enquanto a professora, de 38 anos, sobreviveu.

Realengo

Um dos casos mais notórios ocorreu no bairro da zona oeste do Rio de Janeiro. Na ocasião, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, usou dois revólveres para disparar contra os alunos. Onze estudantes da Escola Municipal Tasso da Silveira morreram, enquanto outros 13 ficaram feridos.

Ex-aluno da instituição de ensino, Wellington deixou uma carta na qual afirmava que se suicidaria depois de cometer o crime. Após ser atingido por um disparo da polícia, o assassino tirou a própria vida.

Taiúva

Durante atentado à Escola Estadual Coronel Benedito Ortiz, localizada na cidade paulista, cinco alunos ficaram feridos. Além deles, também foram atingidos o caseiro, uma professora e a zeladora do colégio.

O responsável pelo ataque foi Edmar Aparecido Freitas, de 18 anos à época. Ele era ex-aluno da instituição e utilizou um revólver calibre 38 e um punhal para fazer o ataque. Vítima de bullying quando aluno da escola segundo a polícia, ele se suicidou em seguida. Crime ocorreu em 2003.

Salvador

Em 2002, um adolescente de 17 anos assassinou duas colegas a tiros no colégio particular Sigma, localizado no bairro de Jaguaribe, na capital baiana Salvador. Após o atentado, efetuado dentro de uma das salas de aula da instituição, ele se entregou à polícia.

Janaúba

Outro caso similar ocorreu no ano de 2017. Em Janaúba, na região norte de Minas Gerais, um segurança colocou fogo no Centro Municipal de Educação Infantil Gente Inocente, vitimando oito crianças e uma professora. No crime, o vigia derramou álcool nos presentes e ateou fogo em seguida.

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