Ossada de desaparecido político da ditadura militar é identificada

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Restos mortais de Aluísio Palhano foram encontrados na Vala de Perus, em São Paulo

Uma das 1.047 ossadas localizadas em 1990 na vala clandestina de Perus, em São Paulo, foi identificada como pertencente ao desaparecido político Aluísio Palhano. Integrante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), ele foi visto por presos políticos no DOI-CODI do estado em maio de 1971, mas não se sabe ao certo a data de seu desaparecimento.

O desaparecido político Aluísio Palhano. (Foto: Sindicato dos Bancários)

Os restos mortais de Palhano foram reconhecidos após serem enviados pela equipe de antropologia forense do Grupo de Trabalho Perus, da Unifesp, ao International Comission on Missing Persons (ICMP).

A instituição, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de identificar as vítimas do conflito na ex-Iugoslávia, tem sede na cidade holandesa de Haia.

O resultado positivo do exame de DNA foi obtido no dia 27 do último mês e o anúncio foi oficializado nesta segunda-feira (3). Comunicado ocorreu em um encontro com familiares em Brasília, que contou com a presença de Márcia Ferreira, filha de Aluísio.

Antropólogos atuam na identificação das pessoas que perderam a vida durante o regime militar no Brasil desde 2014, quando foram contratados pela Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos (Cemdp) do governo federal.

Biografia

Palhano trabalhava como bancário e dirigente sindical no Brasil antes de ter os direitos políticos cassados e ser forçado a deixar o país pouco após o golpe de 1964. Ele exilou-se em solo mexicano antes de seguir para Cuba. Em 1970, Palhano retornou clandestinamente à sua terra natal.

Pistas de sua localização tiveram base nos relatos de ex-presos políticos, que afirmaram tê-lo visto no DOI-CODI paulista. Uma das mais famosas militantes da época, Inês Etienne Romeu também relata que o viu na Casa da Morte em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro.

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