EMPREENDER NOS TEMPOS DO CÓLERA

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Ministro Paulo Guedes e presidente do Banco Central temem a concordata branca, ou seja, o ninguém paga ninguém

É a cólera o maior inimigo que ameaça nossas vidas, tirando a nossa razão, a nossa harmonia, a cada passo, dizimando relações e deixando maiores estragos que a própria pandemia, destruindo o mais importante pilar da economia: a força, a confiança, a energia que nos faz levantar diariamente para trabalhar.

Já está claro, embora alguns ainda não consigam enxergar, que vencer esta guerra em todas as suas frentes exige união e colaboração de todos. Todas as famílias, toda sociedade, todos os políticos, todos os países, todo o mundo.

Com os seus negócios não será diferente. Não importa seu tamanho, atravessar esta crise exigirá que você se alie a seus funcionários e seus fornecedores, procure por informações confiáveis e faça contas, muitas contas.

Todos estão no mesmo barco. Duvida? O trabalhador é também o consumidor, o “Tracon”, como batizou um banqueiro de investimento. E ele precisará estar confiante e animado para sair da cama, trabalhar e consumir. É isso que manterá a máquina funcionando.

Diferentemente de outras crises, nesta você precisará ficar muito atento a toda cadeia de produção e consumo. Qualquer elo que se parta causará sérios danos a economia. Não por outra razão o ministro Paulo Guedes e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em eventos online nos últimos dias, mostraram-se muito preocupados com a cadeia de pagamentos. Em outras palavras, eles temem a concordata branca em cadeia. Traduzindo, o efeito dominó do ninguém paga ninguém tem um potencial gigantesco de desorganizar a economia.

Por isso, antes de demitir seu funcionário, veja os recursos oficiais disponíveis para ajudá-lo atravessar essa crise. Algumas medidas já saíram (veja entrevista do secretário do Trabalho e Previdência, Bruno Bianco, ao MyNews) e muitas outras virão. Haverá uma forte expansão fiscal para salvar postos de trabalho. Fique de olho porque estes recursos vão ajudá-lo a manter-se longe de ondas de demissão.

Você terá que reinventar sua empresa para ser mais eficiente num mundo onde todos nós estamos mais pobres. O período de isolamento social será longo, pois mesmo depois de liberados, os brasileiros dificilmente sairão pelas ruas como antes.

Mas a economia não vai quebrar se você e seus empregados seguirem as recomendações do Ministério da Saúde, porque ainda serão muitos que ficarão vivos para reconstruir o país e a própria reconstrução é um combustível poderoso para a atividade econômica.

A prioridade é a vida, daí a importância de seguir as recomendações das autoridades sanitárias, médicos e pesquisadores, ainda que contabilize perdas econômicas.

Torço para que o pensamento econômico, há tempos em busca de um novo modelo, caminhe em direção a um mundo mais colaborativo e não competitivo como tem sido pautado até agora. Esse será o maior tributo às milhares de vítimas da covid19 por todo o mundo. Assim, essas mortes não terão sido em vão. Será o maior legado da covid19.

LEIATAMBÉM