O ANO QUE VIVEMOS EM PERIGO

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2020 não será esquecido. Para as crianças, foi o ano em que a escola se deslocou para dentro de casa. Para os casais apaixonados, o ano em que o amor foi colocado à prova, seja pela intensa convivência, seja pela separação compulsória.

Para os que trabalham na saúde, o ano em que seus esforços foram acompanhados pelo mundo de joelhos. Para os religiosos, o ano em que a fé foi cega. O ano em que a vida ficou por um fio, para ricos e pobres.

O ano em que perdemos alguns dos que nos eram caros, em que o futuro ficou nublado, em que nos decepcionamos. O ano da melancolia, em que vislumbramos o fim da humanidade. O fim, como descrito nas profecias, batendo à nossa porta. O ano da solidão. Quem teremos ao nosso lado quando chegarmos ao fim?

Mas 2020 ficará também marcado como o ano em que ganhamos resiliência, novos amigos, em que fortalecemos laços e renovamos a esperança por meio da solidariedade e da humanidade que nos une.

Um ano de dias mais luminosos, menos poluídos.

Para os brasileiros, contudo, 2020 trouxe mais um desafio.

Será lembrado como o ano em que a balzaquiana democracia foi ultrajada, ameaçada, abusada.

Mas, espero, será lembrado também como o ano em que homens de boa vontade, de diferentes matizes políticas, se uniram para renovar os laços com esta jovem senhora.   

LEIATAMBÉM