PARCERIA EM TEMPOS DIFÍCEIS

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Sempre desconfiei que pagar escola cara para os filhos tinha algo de vaidade dos pais. Envolveria um certo status, assim como ter o carro do ano já foi um dia. Pais associam o comprometimento com a educação dos filhos a escolas caras, muitas vezes acima do que o orçamento lhes permitiria pagar. Trabalham horas a mais, sacrificam inclusive o tempo que dedicariam aos próprios filhos, para deixar aquela que é a mais nobre herança: uma boa educação.

Nesses tempos de pandemia, tenho pensado muito na forma como vivemos. Não tenho filhos em idade escolar, aliás nem filhos tenho. Este, portanto, é um universo que conheço pouco. No entanto, observando o comportamento de filhos de amigos, posts em redes sociais e algumas entrevistas sobre a paralisação das aulas, não tenho dúvidas de que é um bom momento para se reavaliar a forma para se investir na educação das crianças.

Estudos de finanças pessoais provam que, mais importante que o valor da mensalidade escolar, a presença dos pais é o principal fator para a boa formação, educação e sucesso dos filhos. Mas isso é assunto que deixo para outra coluna.

Hoje, minha proposta é fazê-lo refletir o papel da escola nesse grande investimento que é a educação dos filhos. Ela é realmente sua parceira?

Há cerca de duas semanas, ao ouvir a entrevista da Secretária de Educação do Rio de Janeiro, Telma Suane, para a rádio CBN, lembrei de amigos que estão tendo que lidar com o fato de manter seus filhos em casa por conta da pandemia que fechou as escolas. Ninguém estava preparado para isto, nem crianças nem tampouco pais.

“Embora essas crianças não estejam na sala de aula, a gente não quer que se afastem da escola”, disse a Secretária. “A gente sabe da importância da escola na vida dessas famílias”, acrescentou a Secretária, para justificar que mantinha os portões das escolas abertos no horário do almoço, mesmo durante o período de isolamento, para garantir a rotina da merenda escolar. Isto demonstra preocupação e parceria em momentos difíceis.

Ao contrário das crianças da rede pública, os alunos da rede particular não precisam da escola para se alimentar. Mas seus pais pagam caro, acreditando ter a escola como uma parceira na educação de seus filhos.

Parceria, este é o ponto. Agora é a hora de ver, realmente, se você tem parceiros com quem contar em momentos difíceis, quando sua renda tende a diminuir e seu emprego pode até desaparecer. Haverá espaço para negociação das mensalidades? Para parcelamentos? Ou ainda para reduzir a demanda incessante por materiais escolares, por atividades e passeios que, apesar da alta mensalidade, precisam ser pagos à parte?

Será nesse momento difícil provocado pela pandemia que descobriremos quem de fato são nossos parceiros. Isso valerá para todos os relacionamentos. A conferir.

LEIATAMBÉM