Quando os minions saem do armário

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Houve um tempo em que escrever colunas era bem mais fácil. Hoje, cada palavra tem que ser cuidadosamente pensada. Com ânimos exaltados, ambiente polarizado e visões tão estreitas, não sobra espaço sequer para metáforas. Emitir opiniões, então, pode ser gravíssimo.
Justamente agora, quando um debate equilibrado seria tão útil ao País. Momento de se arquitetar um Estado mais eficiente, com crescimento econômico sustentável e duradouro, de gerar empregos, de retirar um contingente de brasileiros da linha da pobreza. Ou será que estamos fadados a viver mais um ciclo de populismo, de promessas mirabolantes a nos iludir, sem entregar oportunidades aos jovens e tranquilidade, segurança e prosperidade a todos.
Um Estado eficiente se faz com a união, equilíbrio e um mínimo de consenso. Não com enfrentamentos do tipo que temos visto. A máxima “quanto pior, melhor”, não é boa para ninguém, esteja à direita ou à esquerda. A população, esgotada, não tem mais o que entregar em sacrifício.
Há os que olham para a Venezuela e temem um futuro parecido para o Brasil. Muito improvável, já que aqui se vive numa democracia plena com as instituições funcionando bem.
É com um imbróglio parecido com o que vive a Argentina que devemos nos preocupar. Na primeira metade do século passado, a renda do argentino se equiparava a de países desenvolvidos. No entanto, a sequência de governos peronistas, uns mais à esquerda outros mais à direita (sim, porque o peronismo é tão abrangente que acomoda todas as colorações) foi destruindo o bem-estar da população ano a ano, década a década, acabando por levá-la ao empobrecimento e ao descrédito do País frente aos investidores. E, sem investimentos sustentáveis (inclusive ambiental), qualquer economia patina e empobrece.
Só o investimento será capaz de resgatar as oportunidades e esperanças dos brasileiros; fazer com que enxerguemos o futuro como um lugar bom de se estar e de realizar planos. Investidores são avessos a riscos. Não colocam seus recursos em países instáveis, em economias não confiáveis, onde haja risco de inflação elevada, de quebra de contratos, de ambiente adverso a negócios, de poucas chances de crescimento. Simples assim.
Entretanto, qualquer debate, à esquerda e à direita, tira os minions do armário. Frente a uma opinião ou a um dado que não corrobore suas visões de mundo, saem disparando ofensas, ataques, ameaças. Matam o debate democrático no seu nascedouro. Isso é bom para quem?

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