Arquivos aeroporto de ezeiza - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/aeroporto-de-ezeiza/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 28 Jun 2022 12:31:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Avião iraniano continua detido em Ezeiza, Argentina https://canalmynews.com.br/internacional/aviao-iraniano-continua-detido-em-ezeiza-argentina/ Tue, 28 Jun 2022 12:31:47 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=30903 O avião não poderia ter sobrevoado o espaço aéreo Sul-americano e muito menos aterrissado em um país do Mercosul.

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Nesta segunda-feira (28) completam-se 3 semanas que um Boeing 747 cargueiro, pintado com as cores da Venezuela, mas de matrícula iraniana, aterrissou no aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires. Oficialmente a aeronave levava autopeças do México, via Caracas, para uma montadora argentina. Desde então o avião só vem levantando suspeitas e hoje permanece apreendido pelo Judiciário argentino para averiguações, pois tanto a aeronave, quanto sua proprietária formal, são identificadas por autoridades americanas e europeias como vinculadas ao terrorismo islâmico. O avião não poderia ter sobrevoado o espaço aéreo Sul-americano e muito menos aterrissado em um país do Mercosul . A imprensa brasileira continua sem nada noticiar, apesar das preocupações que este e outros voos suspeitos levantam em todo o continente.

Um resumo do que se sabe até agora:
(1) o cargueiro formalmente ainda pertence ao Irã, inclusive o seguro também foi contratado por aquele país;
(2) trata-se de um cargueiro “Tabajara”. Ou seja, originalmente era uma aeronave de passageiros. Mas que não foi adaptada para permitir que containers entrem em seu deck principal. A carga entra pelas portas comuns, destinadas a passageiros…;
(3) nem as autoridades venezuelanas, nem as iranianas, protestaram até agora contra a apreensão do avião em território argentino;
(4) todas as empresas que abastecem aviões em Ezeiza se negam a encher o tanque da aeronave, temerosas com as sanções que podem ser impostas;
(5) nenhuma explicação foi apresentada pela suposta dona do avião sobre a quantidade incomum de tripulantes: 19 pessoas, sendo 5 iranianos e 14 venezuelanos;
(6) ao menos dois iranianos, responsáveis por pilotar a aeronave, são ligados à Guarda Revolucionária do Irã;
(7) a aeronave realizou recentemente vários voos pela região e diversas vezes o valor da carga transportada era superior ao custo de deslocamento da aeronave;
(8) ninguém sabe o nome da empresa que contratou o voo entre o México e a Argentina;
(9) as autoridades de segurança da Argentina não sabem explicar como o pouso foi autorizado e o desembarque da numerosa tripulação de uma aeronave ligada ao terrorismo; e
(10) o Brasil deveria estar acompanhando de perto o “imbróglio”, pois esse avião já pousou algumas vezes na tríplice fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina).

Quais as verdadeiras razões para esses voos deficitários? A principal suspeita é que seja para planejamento de ataques terroristas na região, especialmente contra alvos judaicos. Como dizem os espanhóis: “hay que vigilar”.

*Cândido Prunes é advogado, pós graduado em Direito Econômico pela Universidade de São Paulo e no programa executivo de Darden – Universidade de Viriginia, é autor de “Hayek no Brasil”.

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Incidente Internacional https://canalmynews.com.br/internacional/incidente-internacional/ Tue, 14 Jun 2022 18:32:40 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=29997 Aeronave apreendida no aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires, tem de bandeira Venezuelana, mas já pertenceu ao Irã.

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A América Latina tem potencial para gerar incidentes internacionais bizarros. Hoje, por exemplo, encontra-se apreendido no aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires, um Boeing 747 cargueiro. A aeronave, de bandeira Venezuelana, pertenceu ao Irã até há poucos meses e encontrava-se na lista do Departamento do Tesouro Americano como ligada ao terrorismo. Procedente do México, o avião pousou na capital argentina no último dia 6 de junho, aparentemente trazendo componentes para a indústria automobilística daquele país do Prata. Mais um detalhe chama a atenção: o cargueiro tinha uma tripulação de 17 (dezessete) homens, quando o normal seria de dois a quatro. Cinco tripulantes eram iranianos, entre eles o comandante da aeronave. No dia 8 o avião decolou de Buenos Aires em direção a Montevidéu, onde iria abastecer para seguir viagem para Caracas. No meio do trajeto as autoridades uruguaias proibiram o pouso em seu território. A tripulação tentou levar então o avião para o Paraguai e o Brasil, mas a autorização para pouso foi negada. Assim não restou aos tripulantes outra alternativa senão retornar a Ezeiza, onde a Shell e YPF se negam a abastecer o avião por conta das sanções americanas.

Esse incidente não entrou na pauta da grande imprensa brasileira, mas como a Argentina e a Venezuela são  nossos sócios no Mercosul, há muitos aspectos relevantes que precisam ser acompanhados de perto. Esse incidente está ocorrendo num momento crítico para o Irã, por conta de seu programa nuclear. Teme-se que a proximidade do atual governo argentino com o regime dos aiatolás possa levar a uma colaboração nessa área. Também especula-se que a verdadeira intenção do voo seria levar pessoas e equipamentos para perpetrar mais um atentado contra alvos judaicos, como aconteceu contra a embaixada de Israel e a entidade AMIA há vários anos em Buenos Aires, cometidos por radicais iranianos ligados a Guarda Revolucionária.

Este avião, meio iraniano, meio venezuelano, tem circulado pela América Latina. Soube-se que há pouco, por exemplo, esteve em Ciudad del Leste, no Paraguai, para pegar um carregamento de cigarros destinado ao Caribe. Aliás, surpreende que aquela cidade paraguaia tenha um aeroporto que comporte um Boeing 747.

A proximidade desses dois sócios do Mercosul com o regime iraniano deveria ser razão para grande preocupação. Há um risco efetivo para a segurança da região.

*Cândido Prunes é advogado, pós graduado em Direito Econômico pela Universidade de São Paulo e no programa executivo de Darden – Universidade de Viriginia, é autor de “Hayek no Brasil”.

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