Arquivos Alckimin - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/alckimin/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 24 May 2024 14:42:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Cientista político faz contraponto entre diplomação de Lula e atos golpistas https://canalmynews.com.br/politica/cientista-politico-faz-contraponto-entre-diplomacao-de-lula-e-atos-golpistas/ https://canalmynews.com.br/politica/cientista-politico-faz-contraponto-entre-diplomacao-de-lula-e-atos-golpistas/#respond Mon, 12 Dec 2022 20:32:31 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34860 Cientista político Rodrigo Prando destaca a importância do ato após um processo eleitoral conturbado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice Geraldo Alckmin (PSB) foram diplomados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (12).

Na cerimônia, que confirma a aptidão da posse presidencial, Lula se referiu à solenidade como uma “celebração da democracia”.

“Este não é um diploma do Lula presidente. É um diploma de uma parcela significativa do povo que ganhou o direito de viver em democracia. Vocês ganharam esse diploma”, disse Lula no discurso após a diplomação.

O ato foi realizado pela primeira vez em 1946 e marca o fim de um processo eleitoral, formalizando a decisão da população nas eleições. Neste ano, Lula e Alckmin receberam os diplomas assinados pelo ministro do TSE, Alexandre de Moraes, que também discursou em defesa da democracia. Os diplomas atestam que as eleições foram legítimas e garante que ambos exerçam os seus mandatos a partir do dia 1 de janeiro de 2023.

Diplomação Presidente e Vice Eleitos . Alexandre de Moraes (Presidente do TSE) ; Geraldo Alckmin (Ex-governador de São Paulo)

 

Em entrevista ao Almoço do MyNews, o cientista político Rodrigo Prando diferenciou a diplomação da cerimônia de posse, que deve acontecer no primeiro dia do próximo ano.

“É necessário destacar que há dois atos: um jurídico e o outro público. A diplomação se encaixa no ato jurídico. Ao diplomar o presidente e o vice-presidente, torna os dois aptos a assumir e a legitimar suas representações. Diferente da posse, que se trata de um ato público, realizado após a diplomação, e que de fato o governo se inicia”, comenta Rodrigo.

Prando destaca, ainda, a importância do ato após um processo eleitoral conturbado: “Essa diplomação, que costuma ser algo sem tanta importância, a possui agora, pois o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou quatro anos colocando em dúvida as eleições, atacando as urnas e o sistema eleitoral e até hoje não realizou um ato em que deixasse claro que foi derrotado”. 

“Esse tipo de conduta acaba alimentando grupos golpistas que não reconhecem o resultado das eleições”, completou o cientista político.

Veja a entrevista completa no Almoço do MyNews

 

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Após 33 anos no PSDB, Alckimin anuncia filiação ao PSB https://canalmynews.com.br/politica/apos-33-anos-no-psdb-alckimin-anuncia-filiacao-ao-psb-para-ser-vice-do-lula/ Fri, 18 Mar 2022 14:24:23 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26709 Ex-PSDB, Alckimin é cotado para ser candidato à vice-presidência na chapa do Lula (PT). Anúncio da filiação ao PSB foi feito nesta sexta-feira (18).

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O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin anunciou, na manhã desta sexta-feira (18), sua filiação ao PSB. Cotado para ser o vice na chapa presidencial encabeçada por Lula (PT), Alckmin anunciou a adesão à legenda nas redes com uma referência ao ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em um acidente de avião durante a campanha eleitoral de 2014. O ato de filiação deve acontecer na próxima quarta-feira (23), em Brasília.

“Depois de conversar muito e ouvir muito eu decidi caminhar com o Partido Socialista Brasileiro. O momento exige grandeza política, espírito público e união”, tuitou Alckmin. “A política precisa enxergar as pessoas. Não vamos deixar ninguém para trás. Nosso trabalho para ajudar a construir um país mais justo e pronto para o enfrentamento dos desafios que estão postos está só começando”, completou.

A filiação no PSB não foi uma surpresa. Membro fundador do PSDB, Geraldo Alckmin compôs os quadros do partido por 33 anos. Nesse período, Alckmin foi governador do estado de São Paulo por quatro mandatos (2001-2006 e 2011-2018) e candidatou-se à presidência da República duas vezes (em 2006, quando enfrentou Lula no segundo turno, e em 2018, quando foi o quinto mais votado na disputa pelo Planalto). Em 2021, Alckmin anunciou sua saída do PSDB.

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Ciro Gomes está ‘perdido’ nas estratégias digitais, diz especialista https://canalmynews.com.br/politica/ciro-gomes-esta-perdido-nas-estrategias-digitais-de-campanha-afirma-especialista/ Mon, 14 Feb 2022 18:43:33 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23826 Especialista analisou as estratégias digitais dos presidenciáveis. Segundo Alexandre Inagaki, Sergio Moro encontra dificuldades em se tornar popular, enquanto Lula e Bolsonaro encontram desafios em mídias diferentes.

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No Café do MyNews desta segunda-feira (14), o especialista em estratégias digitais Alexandre Inagaki analisou as ações dos presidenciáveis nas redes sociais. Para ele, a atual estratégia do presidenciável Ciro Gomes (PDT) nas plataformas não é suficiente para conquistar eleitores e se consolidar como principal nome da terceira via.

Inagaki já trabalhou diretamente com o planejamento de estratégias digitais em campanhas presidenciais e comentou sobre os nomes que melhor pontuaram nas pesquisas de intenção de voto até o momento.

Com o marqueteiro João Santana na equipe, que foi responsável pela campanha Dilma-Temer de 2014, Ciro Gomes investe fortemente na construção de uma identidade digital e num contato próximo com os jovens. Nas redes sociais, Ciro tem opinado sobre pautas econômicas, políticas e sociais, mas também faz memes com adversários políticos. As cutucadas vão desde tweets simples até reacts de entrevistas dos oponentes. 

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Nas lives “Ciro Games”, programa fixo no seu canal do YouTube, Ciro traz uma estética gamer e outros conteúdos além dos reacts. Ele entrevista políticos, influencers e intelectuais e também transmite games que aproveita com a família. Na avaliação de Alexandre Inagaki, falta uma “linha mestra” na comunicação do pedetista para unir todos os nichos que ele visa alcançar.

“O desafio da campanha do Ciro é de fato se consolidar como uma terceira via. A gente ainda não viu, nas pesquisas mais recentes, algum candidato que tenha conseguido ultrapassar a barreira dos dois dígitos. E não vai ser com vídeo de react, com vídeo de gameplay, que isso vai acontecer”, afirmou Inagaki. 

Ciro Gomes em evento. Foto: José Cruz (Agência Brasil).

A escolha de João Santana também foi questionada pelo especialista. Segundo ele, Santana tem a capacidade de criar peças comunicacionais que se popularizam, mas o trabalho com redes sociais é diferente. Alexandre Inagaki também lembrou que o marqueteiro é colocado como o responsável por ataques difamatórios à ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva na disputa de 2014. 

A contratação de Santana é vista como um impedimento para uma maior aproximação de Marina à chapa cirista. “Até que ponto vale realmente você investir um dinheiro – que está longe de ser pouco – em um marqueteiro que até atrapalha articulações políticas?”, questionou Inagaki. 

Terceira via nas redes 

O ex-ministro Sergio Moro (Podemos) aparece empatado com Ciro Gomes nas duas pesquisas eleitorais divulgadas na semana passada, Genial/Quaest e XP/Ipespe – 7% e 8%, respectivamente. Na presença digital, segundo o levantamento da Agência em Dados MAP, Moro sai na frente com 2% contra 0,53% de Ciro Gomes. Apesar disso, na avaliação de Alexandre Inagaki, também falta para Sergio Moro uma mensagem central – que não fique somente na pauta de combate à corrupção.

Moro chegou oficialmente ao páreo presidencial em novembro do ano passado. Desde então, existe um trabalho em torno da melhoria da imagem do ex-juiz da Lava Jato, não só na dicção e na forma como ele apresenta fisicamente, mas nas publicações das suas redes sociais. Inicialmente, Moro estava administrando seus perfis online por conta própria, mas desistiu depois de publicar um vídeo com uma edição amadora que se transformou num meme. 

Publicação de dezembro de 2021 viralizou pelo amadorismo e dificuldade na fala de Sergio Moro (Podemos).

No começo deste mês, o marqueteiro Pablo Nobel foi anunciado como o novo responsável pela campanha do lavajatista e, em entrevista à coluna Painel da Folha de S. Paulo, disse que o foco de Moro é filiar ex-bolsonaristas. Tornar o ex-juiz mais informal e próximo do povo também faz parte da estratégia da campanha.

Para Inagaki, falta a Moro uma maior proximidade com o ambiente digital. “Quando a gente fala em comunicação, e principalmente comunicação digital, você precisa estar imerso na linguagem digital. Você precisa entender que quando opta por seguir um perfil no Twitter, no Instagram, quer alguém que se comunique com você, alguém que poderia estar trocando ideia numa mesa de bar. Precisa ter uma linguagem mais objetiva e direta. Esse é um desafio que Moro vai precisar enfrentar para consolidar a candidatura”. 

O ex-ministro do governo Bolsonaro precisa enfrentar esse desafio em meio a uma corrida contra o tempo. Enquanto Lula, Bolsonaro e Ciro Gomes trabalham a presença nas redes há muito tempo, Moro chegou ao páreo recentemente. “Beleza, ok. Já entendemos que você é anticorrupção. Mas e a economia, por exemplo. O que você vai fazer para se diferenciar? […] Você precisa dar uma mensagem de esperança”, analisou Inagaki. 

Os desafios de Bolsonaro e Lula 

É inegável que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem uma forte base de apoio nas redes sociais. Toda comunicação dele é feita por ele e pelos filhos. Para a campanha deste ano, a ideia é que o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) continue no comando da parte digital, enquanto o marqueteiro do Partido Liberal, Duda Lima, é cotado para fazer a campanha offline, mas até então tem resistido a assumir esse papel. 

A pesquisa Genial/Quaest da última semana mostrou que as pessoas que se informam sobre política através da televisão tendem a desaprovar mais o governo Bolsonaro, enquanto quem se informa pelas redes sociais, tende a desaprovar menos. O especialista Alexandre Inagaki lembrou que a consolidação de Bolsonaro nas redes sociais é fruto de um trabalho de anos. O mesmo não acontece com a imagem do presidente nas mídias tradicionais.

Diante disso, aparecer mais nesses meios offlines pode ajudar na popularidade do chefe do executivo? Inagaki respondeu que “comunicação é importante, mas não faz milagre”. O especialista acredita que essa rejeição na mídia tradicional vem do desgaste político de ações do próprio Bolsonaro, como ser contrário à vacinação. 

Presidente Jair Bolsonaro em live semanal. Foto: Reprodução (Redes sociais).

Enquanto isso, o ex-presidente Lula (PT) é o candidato preferido entre quem se informa pela televisão, segundo a Genial/Quaest. Já no digital, a próxima aposta do PT é a estratégia “Cada Celular um Comitê”, em que devem se criar núcleos digitais a partir do engajamento de filiados do partido. A ideia é a criação de comitês populares a partir do compartilhamento de informações que é possível através de um celular.

O especialista em estratégia digital comenta que o PT está mirando em nichos específicos, em especial, o dos eleitores evangélicos. Esse público é visto hoje como uma das bases de apoio de Bolsonaro, que tem alianças com lideranças evangélicas conhecidas pelo extremismo. 

Inagaki lembrou, ainda, que a essa altura tudo é estratégia. Ele comentou como os conteúdos online da socióloga Rosângela da Silva, Janja, noiva de Lula, aproximam o ex-presidente dos usuários das redes sociais.

“No caso da presença da Janja, é importante no sentido de humanizar o candidato, torná-lo mais próximo. Quando a gente fala em redes sociais, é aquilo: você não quer acompanhar um perfil muito engessado, que fale só sobre proposta de campanha, que mostre agenda. É preciso ter em mente que quando você tem um perfil no Instagram, no Twitter, você quer saber dos bastidores, dos extras do DVD, da vida pessoal”, afirmou o especialista.

A foto relacionada à política mais comentada em 2021 foi publicada por Janja. Na imagem, aparecem ela e Lula abraçados numa viagem ao Ceará. 

Assista à entrevista completa com Alexandre Inagaki

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