Arquivos ALTA DO DOLAR - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/alta-do-dolar/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Thu, 19 Dec 2024 21:21:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Gabriel Galípolo diz não ver ataque especulativo em alta do dólar https://canalmynews.com.br/noticias/gabriel-galipolo-diz-nao-ver-ataque-especulativo-em-alta-do-dolar/ Thu, 19 Dec 2024 21:21:02 +0000 https://localhost:8000/?p=49532 Segundo o diretor, o termo ataque especulativo não resume corretamente o movimento de alta na moeda americana, que chegou a valer R$ 6,30 nesta manhã

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O diretor de Política Monetária e próximo presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, disse nesta quinta-feira (19) não ver um ataque especulativo como justificativa para a alta do dólar nos últimos dias. Segundo o diretor, o termo ataque especulativo não resume corretamente o movimento de alta na moeda americana, que chegou a valer R$ 6,30 esta manhã, mas recuou diante dos leilões de venda de US$ 8 bilhões pelo BC.

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Para Galípolo, não é correto tratar o mercado como uma coisa só, um bloco monolítico, e que sempre haverá posições contrárias com alguém vendendo ou comprando ativos.

“Quando o preço de ativo [como o dólar] se mobiliza em uma direção, têm vencedores e perdedores. Ataque especulativo não representa bem como o movimento está acontecendo no mercado hoje”, explicou Galípolo durante entrevista coletiva para detalhar o relatório de inflação divulgado nesta quinta-feira.

Na terça-feira (17), circularam em redes sociais informações falsas envolvendo a política monetária. Na rede X, foi identificada uma série de postagens com falsas declarações de Galípolo sobre o BC. As alegações foram desmentidas pelo banco, mas ganharam repercussão em perfis de analistas econômicos, o que acabou impactando na cotação do dólar.

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Nesta quinta-feira a Polícia Federal e a Comissão de Valores Mobiliários informaram que vão investigar um possível crime de manipulação contra o mercado de capitais. A investigação vai ocorrer a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

Ao explicar a alta do dólar, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que a instituição registrou um movimento atípico na alta do dólar e que a variação no valor da moeda está relacionada a disfuncionalidades sistêmicas.

“A gente entende que o princípio da separação é fundamental, ou seja, que política monetária é para juros, macroprudencial para estabilidade financeira, e que o câmbio é flutuante. Que o Banco Central deve agir no câmbio quando entende que tem algumas disfuncionalidades no fluxo, por alguma operação pontual, saída extraordinária ou fator de mercado”, esclareceu.

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Campos Neto disse que a instituição registrou a saída atípica de dólares no fim do ano, que incluiu o pagamento de taxas de dividendos, remessas de pessoas físicas e operações em plataformas e que, diante da constatação, o BC decidiu agir, vendendo dólares.

“Entendemos que começou a ter, através do que a gente vinha levantando com o mercado, uma saída maior, uma saída atípica no fim do ano. A parte de dividendos estava acima da média, e o fluxo financeiro estava bastante negativo”, disse.

Segundo Campos Neto, diante da constatação, o BC trabalhou para identificar o tamanho do fluxo e em fazer uma intervenção fatiada para contrabalancear o movimento de alta.

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“A gente fatia esse volume que é razoável para suprir essa liquidez em alguns dias”, explicou. “Hoje fizemos um leilão e a demanda foi muito maior do que esperávamos e decidimos fazer uma outra intervenção e de novo: tendo um volume na cabeça e entendendo que é para fazer fatiado. Não tem nenhum desejo do Banco Central de proteger nenhum nível de cambio”, defendeu.

Campos Neto disse que a decisão de fatiar a intervenção foi tomada com cuidado para evitar uma contaminação na taxa de juros. Ainda de acordo com Campos Neto, o BC segue monitorando o fluxo do dólar, mas a tendência é de arrefecimento na alta do dólar, especialmente na próxima semana, devido à diminuição nas transações em razão das festas de final de ano.

“O Banco Central tem muita reserva e vai atuar se for necessário e a gente entende que nesse fim de ano tem um fluxo atípico muito grande”, disse.

Taxa Selic

Ao comentar a decisão do BC de aumentar a taxa Selic em um ponto percentual e sinalizar que vai manter o ritmo de aumento nas duas próximas reuniões.

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Segundo ele, além do aumento recente na taxa de câmbio e da inflação corrente, também foi determinante para decisão a percepção negativa do mercado sobre o pacote de corte de gastos do governo e o cumprimento da meta fiscal.

“A sinalização com essa elevação é um passo importante para mostrar que o Banco Central está comprometido em atingir a meta, que entende que a gente tem uma incerteza maior que a usual e que algumas incertezas se tornaram certezas”, disse.

“No final o nosso objetivo é ganhar o máximo de credibilidade, fazendo com que a gente tenha o máximo de convergência nas expectativas, da forma mais suave possível”, avaliou.

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Campos Neto disse ainda que durante o processo de transição da presidência, Galípolo e os novos diretores do banco passaram a ter um peso maior nas decisões do BC, especialmente nas duas últimas reuniões, sendo determinantes para o aumento na Selic.

“Essa foi a tônica das duas últimas reuniões. O peso deles foi sendo cada vez maior que o meu. O que eu quero dizer é que o peso deles foi sendo cada vez maior que o meu, culminando na última reunião. Não entendíamos que isso facilitava a passagem de bastão”, disse.

Recesso

Nesta sexta-feira (20), na prática, será o último dia de Campos Neto à frente do BC, já que a instituição entrará em recesso até o próximo ano. A partir de janeiro, Galípolo já responderá pelo comando do banco.

Galípolo disse que Campos Neto foi “generoso” durante o processo de transição. “Na verdade ela foi uma transição entre amigos, e ele foi muito generoso ao longo desse processo de passagem de bastão, de dar liberdade, de falar: é importante que o Gabriel tenha um peso diferente na fala, nas decisões”, comentou.

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Assista abaixo ao Segunda Chamada de quinta-feira (19):

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Lula é populista e ‘faz discurso de rico contra pobre’, diz empresário ao MyNews https://canalmynews.com.br/economia/lula-e-populista-e-faz-discurso-de-rico-contra-pobre-diz-empresario-ao-mynews/ Fri, 05 Jul 2024 17:06:50 +0000 https://localhost:8000/?p=44459 Para Marcos Magalhães, presidente vem fazendo críticas ao mercado porque está desconfortável com a falta de apoio

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “faz discurso de rico contra pobre, que é a coisa mais básica do populismo”, afirmou o empresário Pedro Paulo Magalhães ao Não é bem assim, programa do Canal MyNews, exibido na quinta-feira (4). Para ele, Lula vem fazendo recorrentes críticas ao mercado financeiro porque está desconfortável com a falta de apoio que vem enfrentando, sobretudo pela política fiscal de seu governo. Ele acredita que tais críticas são “inconsequentes” e têm como único objetivo melhorar o desempenho apresentado nas pesquisas.

“O discurso que Lula faz é de rico contra pobre. Aquela coisa: ‘Vou cortar gasto, mas não vou cortar do pobre’. Essa é a coisa mais básica do populismo”, diz.

“Ele também critica a todo momento o Banco Central. Diz que está errado, que não pode ser autônomo, mas não tem nenhum projeto para acabar com a autonomia da instituição. São falas inconsequentes que não têm nenhum objetivo a não ser fazer barulho para ter manchete”, acrescenta.

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As críticas de Lula ao Banco Central (BC) tiveram impacto imediato sobre o mercado financeiro nesta semana. Isso se refletiu com a alta do dólar, que passou para R$ 5,65, o maior índice desde janeiro de 2022, e depois caiu ligeiramente para R$ 5,48. O encarecimento da moeda é um fator que apresenta grande influência sobre os investimentos, o que, por sua vez, também afeta o poder de consumo.

Segundo o político Márcio Fortes, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) durante o governo de José Sarney, em um cenário de investidores insatisfeitos, há o temor de que “eles não respondam à sua responsabilidade de financiar o desenvolvimento do país”, o que desestimula a economia e eventualmente interfere no bolso dos brasileiros. A alta do dólar também encare os produtos importados e os insumos usados, o que pressiona os preços e eleva a inflação.

“A inflação que é gerada com o dólar é rápida. Não é para depois de 2026, é para já. Se ela começar a passar de 3,9% para 4, 5, 6, começa a atrapalhar o dia a dia de quem vai ao supermercado. E aí é desgoverno, e ponto”, avalia.

Assista abaixo ao Não é bem assim exibido na quinta-feira (4):

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Dólar volta a fechar acima de R$ 4,90 com juros altos nos EUA https://canalmynews.com.br/economia/dolar-volta-a-fechar-acima-de-r-490-com-juros-altos-nos-eua/ Fri, 22 Sep 2023 11:51:51 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39930 Bolsa cai 2,15% e atinge menor nível em duas semanas

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A perspectiva de que os juros nas economias avançadas fiquem altos por mais tempo que o previsto fez o mercado financeiro global ter uma quinta-feira (21) de turbulência. O dólar voltou a fechar acima de R$ 4,90, e a bolsa de valores (B3) atingiu o menor nível em duas semanas.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,935, com alta de R$ 0,055 (+1,13%). A cotação operou em alta durante toda a sessão. Embora tenha desacelerado para R$ 4,91 no menor nível do dia, por volta das 12h, a moeda norte-americana ganhou força durante a tarde, até fechar perto da máxima.

A cotação está no maior nível desde o último dia 12, quando atingiu R$ 4,95. Com o desempenho de hoje, a divisa acumula alta de 1,36% em setembro, mas cai 6,52% no ano.

No mercado de ações, o dia também foi tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 116.145 pontos, com recuo de 2,15%. O indicador fechou no nível mais baixo desde o último dia 8, com destaque para ações de bancos, petroleiras e mineradoras.

Os investidores reagiram à reunião dessa quarta-feira (20) do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Embora tenha pausado a alta de juros, a autoridade monetária dos Estados Unidos indicou que pode elevar os juros da maior economia do planeta antes do fim do ano ou no início de 2024, caso a inflação não ceda.

Inflação
Nas últimas semanas, um novo choque nos preços internacionais do petróleo voltou a pressionar a inflação nas economias avançadas. O preço do barril do tipo Brent, que estava em torno de US$ 73 em junho, saltou para US$ 93 este mês. Isso induz os principais bancos centrais do planeta a manter os juros elevados por mais tempo, o que estimula a fuga de recursos em países emergentes, como o Brasil.

O dia também foi turbulento no mercado internacional. O índice Dow Jones, das empresas industriais, caiu 1,08%. O S&P 500, das 500 maiores empresas, recuou 1,64%. O Nasdaq, das companhias de tecnologia, perdeu 1,82%.

A Agência Brasil está dando as matérias sobre o fechamento do mercado financeiro apenas em ocasiões extraordinárias. A cotação do dólar e o nível da bolsa de valores não são mais informados todos os dias.

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