Arquivos BNDES - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/bndes/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 29 Nov 2024 18:43:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 BNDES anuncia crédito de R$ 10,65 bi para obras de mobilidade em SP https://canalmynews.com.br/noticias/bndes-anuncia-credito-de-r-1065-bi-para-obras-de-mobilidade-em-sp/ Fri, 29 Nov 2024 18:43:46 +0000 https://localhost:8000/?p=48992 Contrato prevê expansão do metrô, compra de ônibus elétricos, execução de trecho do Rodoanel e obras do novo trem intercidades para conectar SP e Campinas

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmou, nesta sexta-feira (29), com o estado de São Paulo e com a prefeitura da capital paulista quatro contratos de financiamento para obras de infraestrutura e mobilidade, no total de R$ 10,65 bilhões. As ações integram o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e envolvem a expansão do metrô, compra de ônibus elétricos, execução de trecho do Rodoanel e as obras para o novo trem intercidades que vai conectar São Paulo a Campinas.

De acordo com o presidente do BNDES, Aloysio Mercadante, nos últimos 10 anos, o banco financiou apenas R$ 23 bilhões para São Paulo. “É um esforço muito grande [a assinatura dos atuais contratos]. É praticamente metade do que tivemos em 10 anos recentes”, disse em cerimônia no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Isso só é possível porque o senhor [presidente Lula], além de ser uma grande democrata, e demonstrou isso ao longo de toda a sua vida, tem um profundo compromisso com o pacto republicano. Não é fácil um presidente e um vice-presidente, que foram ameaçados de morte, de um golpe de Estado e tudo que nós assistimos recentemente, manter a mesma atitude de compromisso e respeito ao voto popular, com quem é eleito, um PAC que trata com todos os prefeitos e governadores do Brasil. É assim que a gente vai melhorar esse país”, acrescentou Mercadante, em referência à parceria com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e com o prefeito Ricardo Nunes, que são de grupo político de oposição ao governo federal.

Brasília (DF), 29/11/2024 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante cerimônia para assinatura de contratos de financiamento do BNDES para infraestrutura e mobilidade urbana de São Paulo. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 29/11/2024 – Presidente Lula e governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em cerimônia para assinatura de contratos de financiamento do BNDES para infraestrutura e mobilidade urbana de São Paulo – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com a Prefeitura de São Paulo, o BNDES assinou contrato de R$ 2,5 bilhões para a aquisição de 1,3 mil ônibus elétricos de fabricação nacional. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, destacou a importância da medida para as metas de combate às mudanças climáticas no país e os recursos da prefeitura que estarão disponíveis para investimentos em outras ações, já que a parceria com o BNDES prevê crédito com juros mais baixos.

“Um dado importante: 64% de emissão do dióxido de carbono que é emitido na cidade de São Paulo é proveniente dos veículos que circulam em São Paulo: 7 milhões de carros e 1,3 milhão de motos. Mas metade de toda essa emissão de dióxido de carbono são provenientes basicamente dos ônibus, uma cidade com 12 mil ônibus, obviamente, o trabalho de se substituir essa frota de ônibus a diesel para ônibus não poluente. Então, a gente cuida da melhor qualidade do transporte, da questão do meio ambiente, de fazer a prevenção das doenças respiratórias e de cuidar do nosso planeta”, disse Nunes.

Novas vias

Com o estado de São Paulo, o BNDES assinou contrato para extensão da Linha 2 Verde do Metrô, que atualmente liga a Vila Madalena à Vila Prudente e será prolongada por 8,2 quilômetros. A linha ganhará oito novas estações até o bairro da Penha, onde haverá integrações com a Linha 3 (Vermelha) e a Linha 11 (Coral). A extensão vai exigir a necessidade de 44 novos trens.

O investimento total é de R$ 6 bilhões, com R$ 3,6 bilhões para os trens e R$ 2,4 bilhões na obra civil. O financiamento do BNDES ao governo paulista refere-se aos trens e garante que sejam produzidos pela indústria nacional. O projeto tem previsão de conclusão até dezembro de 2028 e vai atender 1,2 milhão de pessoas diariamente.

Para o governador Tarcísio de Freitas, a condicionante de que os trens sejam fabricados no Brasil é fundamental para a geração de emprego e indução da indústria do país. “Uma nova era está se abrindo no transporte ferroviário, no transporte metroferroviário, com a expansão do metrô, com expansão dos trens, ou seja, está se criando a demanda para que a gente possa ter aqui a indústria de material rodando sendo revigorada”, disse.

Intercidades

O contrato com o estado prevê, ainda, o trem intercidades, que vai conectar São Paulo a Campinas, numa intervenção que deve beneficiar 11 municípios e 15 milhões de pessoas. O investimento total é de R$ 14,5 bilhões, com R$ 6,4 bilhões de financiamento do BNDES para apoiar o aporte do governo de São Paulo no Eixo Norte da obra. O financiamento foi dividido em duas etapas, sendo a etapa atual, assinada hoje, no valor de R$ 3,2 bilhões. A segunda etapa, de mesmo valor, será assinada em 2025.

O trem de média velocidade atinge até 140 quilômetros por hora. O serviço expresso entre as duas cidades terá 101 quilômetros de extensão, com serviços paradores entre Francisco Morato e Jundiaí e conexões com os trens intermetropolitanos e a linha 7-Rubi do metrô de São Paulo.

“O tão sonhado trem intercidades Campinas-São Paulo […], com certeza, vai mudar muito aquele eixo de desenvolvimento. A gente vai poder fazer esse deslocamento em 64 minutos quando o trem estiver pronto”, disse o governador Tarcísio, contando que a previsão é que, em 2029, o serviço com os trens intermetropolitanos comece a operar. O serviço expresso deve funcionar em 2031.

Já o Rodoanel Mário Covas interliga as 12 rodovias que cortam a Região Metropolitana de São Paulo, facilitando o tráfego, especialmente de caminhões, e melhorando o acesso ao porto de Santos. Em março de 2023 foi realizado o leilão da parceria público-privada do trecho norte do Rodoanel, que deverá desviar o tráfego de cerca de 30 mil caminhões e 54 mil automóveis da Marginal Tietê por dia. O investimento total é de R$ 3,4 bilhões, dos quais R$ 2 bilhões destinados à finalização. O financiamento do BNDES é de R$ 1,35 bilhão.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de quinta-feira (28):

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‘Governo e Faria Lima não se entendem’, diz Mendonça de Barros, ex-BNDES, ao MyNews https://canalmynews.com.br/economia/governo-e-faria-lima-nao-se-entendem-diz-mendonca-de-barros-ex-bndes-ao-mynews/ Fri, 28 Jun 2024 20:26:18 +0000 https://localhost:8000/?p=44276 Para economista, investidores defendem que a intervenção do Estado pode ser importante para estimular a economia, mas há limites

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O governo Lula e a Faria Lima não se entendem, afirmou em entrevista ao MyNews o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dos tempos de Fernando Henrique Cardoso, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Para ele, os investidores e o mercado financeiro – a tal Faria Lima da metáfora, o centro empresarial de São Paulo – defendem que a intervenção do Estado pode ser importante para estimular a economia, mas o governo não percebe que há limites. Mendonça de Barros acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem como mote o lema “governar é gastar”, que é o mesmo do ex-presidente José Sarney (MDB).

“Eles acham que o crescimento do governo é perene — isto é, que se continuar sendo estimulado, vai seguir crescendo. Mas existe um limite. Se olharmos para os índices econômicos deste ano de crédito, renda e outros, todos estão crescendo e vão crescer além do esperado. Agora era a hora de preservar isso”, afirma.

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Mendonça de Barros faz um retrospecto das últimas décadas para apontar em que período a economia começou a desandar, na avaliação dele. Ele reconhece que a economia deslanchou no primeiro mandato de Lula, entre o início de 2003 e o fim de 2006. À época, a influência de nomes como o ex-ministro da Casa Civil Antônio Palocci e o ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles contribuíram para a construção de uma economia próspera.

Em 2010, a demanda agregada brasileira registrou um crescimento de 12%. Ali, no entendimento de Mendonça de Barros, era o momento de recuar. Mas, em vez disso, o governo fez o exato oposto.

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“Naquele momento, faltou alguém dizer: ‘Vamos dar uma moderada, esticamos demais a corda’. Mas quando a economia começou a dar sinais de desaquecimento, entre 2012 e 2013, a Dilma [então presidente Dilma Rousseff] redobrou a aposta”, diz o economista.

“O que Lula tinha que fazer era chamar o Haddad [Fernando Haddad, ministro da Economia] e fazer um programa de redução de gastos, por mais medíocre que seja. É isso o que a Faria Lima está pedindo”, acrescenta.

Nesta semana, Lula concedeu uma entrevista ao UOL em que foi questionado sobre os gastos públicos. Em resposta, afirmou que o país está aquém, nesse quesito, do que a média das nações da Organização  para Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), a exemplo dos Estados Unidos, da China e do Japão.

Lula disse que o governo tem empregado muitos recursos na área da educação e da saúde, o que ele não considera um gasto, e sim um investimento. Para ele, o dinheiro do Estado precisa ser bem empregado em políticas de inclusão social para que haja um crescimento efetivo do país.

“No Brasil, habitualmente, não se faz política social. Quando muito, se faz um vale gás. E nós queremos fazer política de inclusão social que permitam às pessoas crescerem. O que nós precisamos é fazer um gasto bem feito, bem utilizado, e acho que isso vem acontecendo”, declarou.

“Estamos fazendo agora uma análise dos gastos, vendo onde tem gasto exagerado, que não deveria ter, pessoas que não deveriam receber que estão recebendo. Isso com muita tranquilidade, sem levar em conta o nervosismo do mercado”, acrescentou.

Assista abaixo à entrevista de Luiz Carlos Mendonça de Barros ao MyNews:

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Petrobras e BNDES anunciam criação de comissão mista https://canalmynews.com.br/economia/petrobras-e-bndes-anunciam-criacao-de-comissao-mista/ Thu, 20 Apr 2023 12:56:47 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37190 Entre os temas estão transição energética e reindustrialização

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Os presidentes da Petrobras, Jean Paulo Prates, e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciaram nesta quarta-feira (19), no Rio de Janeiro, a criação de comissão mista BNDES-Petrobras. A medida tem o objetivo de facilitar a apresentação de projetos em matérias de interesse comum às duas instituições.

O trabalho será desenvolvido por meio de subcomissões temáticas compostas por integrantes das duas empresas. Entre os principais focos da parceria estão medidas catalisadoras da transição energética, reindustrialização e fomento à pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

“Demos um passo importante para fortalecer uma aliança de trabalho com o BNDES em prol do desenvolvimento de propostas e projetos relevantes para o Brasil. É o começo de uma parceria estratégica para a Petrobras e para o país”, avaliou o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.

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Mercadante: BNDES não tem um real de risco com Americanas https://canalmynews.com.br/economia/mercadante-bndes-nao-tem-um-real-de-risco-com-americanas/ Thu, 16 Feb 2023 13:27:48 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35940 Presidente do banco disse ainda que não tomará nenhuma decisão a respeito da companhia

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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloízio Mercadante, disse que a instituição havia aberto uma linha de crédito para a Americanas S.A. da ordem de R$ 2,4 bilhões, mas que não corre ameaças financeiras com a empresa. “Eles ainda tinham uma pendência de R$ 1,2 bilhão, mas o BNDES foi prudente, tinha carta de fiança que já foi executada, já foi paga. Nós não temos um real em risco com a Americanas”, garantiu, em entrevista coletiva à imprensa, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (15).

O presidente do banco disse ainda que não tomará nenhuma decisão a respeito da companhia. Segundo afirmou, compete agora à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e ao Banco Central avaliar com rigor o que aconteceu, “inclusive porque os sócios principais têm um volume de capital bastante expressivo para aportar e salvar a empresa e, sobretudo, proteger os fundos de investimento, 40 mil trabalhadores e micro e pequenas empresas que são fornecedoras”.

Mercadante participou de reunião na sede do banco, no Rio de Janeiro, que reinstalou o Comitê Orientador do Fundo Amazônia (Cofa), na companhia das ministras do Meio Ambiente, Marina Silva, e dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara.

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O Presidente do BNDES disse que vai discutir com o Ministério da Fazenda e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) a abertura de linha de crédito para os pequenos e médios fornecedores da Americanas, “que são vítimas dessa (suposta) fraude. Era uma empresa em que havia muita fidelização no fornecimento e você tem que dar alternativa para não agravar a crise e essas empresas poderem continuar as suas atividades. Elas não têm nenhuma responsabilidade com a crise da Americanas. Ela foram vítimas. Os indícios de fraude no balanço são muito graves, estão sendo apurados. Vamos aguardar”. Para ele, o problema da Americanas junto ao banco está resolvido. “Não há possibilidade de tratar da crise da Americanas. O que nós tínhamos que fazer já fizemos: executamos a fiança e recuperamos o nosso capital”.

Hospital de empresas
Aloízio Mercadante assegurou que o BNDES não vai voltar a ser hospital de empresas. Deixou claro que o BNDES não tem que concorrer com o setor privado. O BNDES pode desenvolver novos mercados, e atuar, sobretudo aonde o mercado não chega. “Esse é o papel fundamental”.

O presidente do BNDES também esclareceu que o banco não pode tratar uma pequena e micro empresa ou uma cooperativa de crédito do mesmo modo que vai tratar um projeto de infraestrutura de 35 anos. “São dois clientes totalmente diferentes, duas situações diversas e nós precisamos de instrumentos específicos”.

Ele assegurou que o período histórico de subsídios com a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) do Tesouro Nacional para o banco ficou para trás, porque isso criou instrumentos de transferência de recursos do BNDES para o Tesouro. O BNDES não pode continuar a ser um grande financiador do Tesouro, disse Mercadante. “Nós já transferimos R$ 678 bilhões para o Tesouro. E não é esse o papel do BNDES. Ele é um banco de fomento, de desenvolvimento. É um banco para gerar emprego, inovação, apoiar micro e pequena empresa, para fazer a transição para a economia verde, para financiar a transição energética, para fortalecer uma agricultura de baixo carbono. Esse é o papel histórico de 70 anos dessa casa e vai voltar a ser assim, enquanto eu estiver aqui”.

Mercadante prometeu ainda que o BNDES vai voltar a debater o Brasil, como fazia no tempo do falecido ministro do Planejamento, João Paulo dos Reis Veloso, do mesmo modo que não vai haver mais censura intelectual na instituição. “Cada um pode ter a sua visão, a sua concepção. Nós queremos pluralidade e diversidade, mas vai debater Brasil e pensar no futuro”, concluiu.

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Alemanha anuncia doação de 200 milhões de euros para ações ambientais no Brasil https://canalmynews.com.br/internacional/alemanha-anuncia-doacao-de-200-milhoes-de-euros-para-acoes-ambientais-no-brasil/ Tue, 31 Jan 2023 04:49:49 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35693 Ao lado da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a ministra alemã Schulze confirmou, dentro do aporte total, 35 milhões de euros para o Fundo Amazônia

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A ministra da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha, Svenja Schulze, anunciou nesta segunda (30) a liberação de cerca de 200 milhões de euros a serem empenhados em ações ambientais no Brasil num período de 100 dias. O comunicado foi feito durante coletiva de imprensa em Brasília.

Ao lado da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a ministra alemã Schulze confirmou, dentro do aporte total, 35 milhões de euros para o Fundo Amazônia e 31 milhões de euros para apoio a estados da Amazônia na implementação do que o governo alemão se refere como “ações ambiciosas” para maior proteção da floresta.

A cifra total inclui ainda 29,5 milhões de euros em apoio a um fundo garantidor de eficiência energética para pequenas e médias empresas, com contribuição direta a investimentos privados em eficiência energética; e 5,37 milhões de euros em projeto de consultoria para o fomento de energias renováveis na indústria e no setor de transportes.

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Também estão previstos no montante anunciado 13,1 milhões de euros em projeto destinado a apoiar pequenos agricultores em ações de reflorestamento de suas terras; 80 milhões de euros para que agricultores tenham acesso a linhas de crédito a juros reduzidos; e 9 milhões em apoio a cadeias de abastecimento sustentáveis.

Fundo Amazônia
A doação de 35 milhões de euros ao Fundo Amazônia foi formalizada por meio da assinatura de um contrato financeiro entre o banco alemão KfW e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Estados da Amazônia
O governo alemão sinalizou a intenção de destinar 31 milhões de euros a estados da Amazônia para projetos de proteção e de uso sustentável das florestas, alinhados com políticas e objetivos estratégicos do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia.

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Conselho aprova nome de Mercadante para a presidência do BNDES https://canalmynews.com.br/economia/conselho-aprova-nome-de-mercadante-para-presidente-do-bndes/ Thu, 26 Jan 2023 11:44:44 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35589 Indicações de três diretores também foram aprovadas

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O Conselho de Administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta quarta-feira (25), por unanimidade, os nomes de Aloizio Mercadante (presidente), Tereza Campello, Natalia Dias e Helena Tenorio para comporem a diretoria da instituição. Os aprovados se juntam aos diretores já nomeados Alexandre Corrêa Abreu, José Luis Gordon, Nelson Barbosa e Luiz Navarro.

O novo presidente, Aloizio Mercadante, é graduado em economia pela Universidade de São Paulo (1976), com mestrado em ciência econômica (1989) e doutorado em teoria econômica (2010), pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Professor licenciado de economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e aposentado da Unicamp, Mercadante foi deputado federal por dois mandatos (1991/1995 e 1999/2003). Em 2002, foi eleito o senador, tendo permanecido no mandato até 2011.

Mercadante foi ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (2011/2012), da Educação (2012/2014), ministro Chefe da Casa Civil (2014/2015), e novamente titular da pasta da Educação (2015/2016). Ao assumir o banco, ele deixa a presidência da Fundação Perseu Abramo.

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Tereza Campello é economista, pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde Nupens da Universidade de São Paulo (USP) e professora do Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas em Saúde da Escola Fiocruz de Governo. Também é doutora notório saber em saúde pública pela Fundação Oswaldo Cruz, com pós-doutorado em segurança alimentar pela Universidade de Nottingham, no Reino Unido.

Entre 2020 e 2022, Tereza foi titular da cátedra Josué de Castro de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis da Faculdade de Saúde Pública da USP. Foi ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome entre 2011 e maio de 2016. Entre 2002 e 2011, esteve à frente de projetos como o Plano Nacional de Mudanças Climáticas.

Natália Dias possui mais de 25 anos de experiência em bancos de investimento, atuando em instituições financeiras como JP Morgan Chase, Bank of America Merril Lynch, ING Bank e Banif Investment Banking. Também ocupou o cargo de presidenta executiva do Standard Bank Brasil, posicionando-o como banco de referência para grandes multinacionais que fazem negócios com a África, tendo alcançado Taxa de Crescimento Anual Composta (CAGR) de 25% em quatro anos.

Natália possui experiência e profundo conhecimento dos mercados financeiro, bancário e de capitais, finanças e governança corporativa. É ativista de diversidade e inclusão, além de investidora e mentora em projetos de impacto social.

Helena Tenorio é funcionária de carreira do BNDES há 25 anos e possui graduação e mestrado em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e MBA Executivo pelo COPPEAD-UFRJ. Além disso, cursou Economic Development Thinking, na Harvard Kennedy School, e Master in Digital Transformation, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

No BNDES, Helena desempenhou funções nos segmentos de mercado de capitais, exportação, planejamento, comunicação e relacionamento institucional.

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BNDES voltará a financiar projetos e obras em países vizinhos, diz Lula https://canalmynews.com.br/economia/bndes-voltara-a-financiar-projetos-e-obras-em-paises-vizinhos-diz-lula/ Tue, 24 Jan 2023 20:51:15 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35562 Presidente deu a declaração em evento com empresários na Argentina

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Após anos de proibição, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltará a financiar projetos de desenvolvimento e de engenharia em países vizinhos, disse nesta segunda-feira (23) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele deu a declaração acompanhado do presidente argentino, Alberto Fernández, em encontro com empresários brasileiros e argentinos durante a viagem a Buenos Aires.

Segundo Lula, a atuação do banco de fomento é importante para garantir o protagonismo do Brasil no financiamento de grandes empreendimentos e no desenvolvimento da América Latina.

“Eu vou dizer para vocês uma coisa. O BNDES vai voltar a financiar as relações comerciais do Brasil e vai voltar a financiar projetos de engenharia para ajudar empresas brasileiras no exterior e para ajudar que os países vizinhos possam crescer e até vender o resultado desse enriquecimento para um país como o Brasil. O Brasil não pode ficar distante. O Brasil não pode se apequenar”, declarou Lula.

No discurso, o presidente também defendeu que o BNDES empreste mais. “Faz exatamente quatro anos em que o BNDES não empresta dinheiro para desenvolvimento porque todo dinheiro do BNDES é voltado para o Tesouro, que quer receber o empréstimo que foi feito. Então, o Brasil também parou de crescer. O Brasil parou de se desenvolver e o Brasil parou de compartilhar a possibilidade de crescimento com outros países”, disse.

No governo anterior, o BNDES fez auditorias em financiamentos a países latino-americanos na década passada e divulgou o resultado numa página especial no site da instituição na internet. As investigações não encontraram irregularidades.

Relação bilateral
Ao lado de Fernández, Lula destacou a importância da relação bilateral entre o Brasil e a Argentina. O país é o terceiro maior destino das exportações brasileiras e o principal mercado dentro da América Latina. Por sua vez, o Brasil é o país de onde os argentinos mais compram. O comércio concentra-se na compra de trigo argentino pelo Brasil e na venda de automóveis e peças de veículos dos brasileiros para o país vizinho.

“A Argentina é, em toda a América Latina, o principal parceiro comercial do Brasil. A Argentina e Brasil tinham um comércio maior do que Brasil e Itália, maior do que Brasil e Inglaterra, maior do que Brasil e França, maior do que Brasil e Rússia, maior do que Brasil e Índia”, declarou Lula.

Durante o evento, Lula disse que a posição da Argentina no comércio exterior precisa ser valorizada. “A Argentina é o terceiro parceiro comercial do Brasil, só perde para a China e para os Estados Unidos. Isso tem que ser valorizado. Isso só pode ser valorizado, não por conta dos presidentes, mas por conta dos empresários. São vocês [os empresários] que sabem fazer negócio, que sabem negociar”, acrescentou o presidente brasileiro.

Do lado argentino, Alberto Fernández saudou a retomada das conversações em alto nível entre as duas nações. “O que nós estamos fazendo é voltar a fazer com que os vínculos Brasil e Argentina voltem a funcionar, vínculos esses que foram prejudicados”.

Os dois presidentes ainda receberam um documento conjunto elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a União Industrial Argentina (UIA) com propostas para impulsionar as relações comerciais entre os dois países, e com outros parceiros comerciais, especialmente a partir do Mercosul.

Moeda comum
Antes do evento com empresários, Lula reuniu-se com Fernández. Na saída do encontro, disse que os dois países estão trabalhando o projeto de moeda comum, que funcionaria como uma câmara de compensação digital que reduziria a necessidade de dólares nas trocas comerciais entre Brasil e Argentina.

“Acho que, com o tempo, isso [a moeda comum] vai acontecer, e é necessário que aconteça. Se dependesse de mim, a gente teria comércio exterior sempre nas moedas dos outros países, para que a gente não precise ficar dependendo do dólar. Por que não tentar criar uma moeda comum entre os dois países, com países do Brics [grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul]?”, disse Lula.

A moeda comum seria uma unidade de valor atrelada ao peso argentino e ao real, mas não implicaria uma moeda única, com cada país mantendo a sua moeda. Na visita à Argentina, ficou acertado que os dois países criarão um grupo de trabalho para analisar a viabilidade da moeda comum, com análises que levarão anos. Segundo Lula, um eventual projeto só será apresentado “depois de muitos debates e reuniões”.

Financiamento especial
Durante a viagem, será apresentada a proposta de um mecanismo de financiamento às exportações de manufaturados do Brasil para a Argentina. Bancos brasileiros públicos e privados concederiam empréstimos em reais para importadores argentinos que comprarem produtos industrializados do Brasil. O banco brasileiro adiantaria o dinheiro ao vendedor e cobraria do comprador argentino.

Os dois países forneceriam garantias (recursos para cobrir eventuais calotes e impedir que os juros subam). O Tesouro Nacional usaria recursos do Fundo Garantidor às Exportações. Os financiamentos só seriam liberados quando a Argentina oferecer a quantia equivalente em reais, por meio de títulos ou contratos com circulação internacional depositados nos Estados Unidos, na Inglaterra ou no Brasil.

O mecanismo funcionaria em moldes semelhantes aos financiamentos concedidos pela China aos importadores argentinos desde 2019. A diferença é que o país asiático fornece contratos de swap (troca de moedas), que passam pelos bancos centrais da China e da Argentina.

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BNDES financia R$ 3,5 bilhões em energia renovável https://canalmynews.com.br/economia/bndes-financia-r-35-bilhoes-em-energia-renovavel/ Sat, 07 Jan 2023 02:02:59 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35301 Projetos serão instalados na Bahia e Minas Gerais

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos no valor de R$ 3,5 bilhões para a implantação de dois complexos eólicos e um solar e as respectivas linhas de transmissão, na Bahia e em Minas Gerais. A capacidade instalada será de 1,5 GW, com investimentos totais alcançando R$ 10,6 bilhões. A participação do banco ocorrerá por meio do programa BNDES Finem.

A energia gerada será equivalente à necessária para atender cerca de 2,6 milhões de residências. Com isso serão evitadas emissões superiores a 8,6 milhões toneladas de CO2. Os empreendimentos contribuem para o aumento da capacidade instalada em energias renováveis e para o desenvolvimento do mercado livre de energia no país.

O Complexo Eólico Serra do Assuruá, implementado pelo Grupo Engie, está localizado no município de Gentio do Ouro (BA). É composto por 24 parques eólicos com 188 aerogeradores da Vestas. Sua capacidade instalada total é de 846 MW. Com um empréstimo do BNDES de R$ 1,5 bilhão, o empreendimento tem previsão de entrada em operação comercial, de forma escalonada, a partir de julho de 2024 até junho de 2025.

O Complexo Eólico Novo Horizonte, do Grupo Pan American Energy, localizado nos municípios baianos de Novo Horizonte, Boninal, Brotas de Macaúbas, Ibitiara, Oliveira dos Brejinhos e Piatã, é formado por 10 parques eólicos, dos quais oito receberão apoio de R$ 900 milhões do BNDES para implantação. O empreendimento somará investimentos de R$ 3 bilhões, com uma capacidade instalada total de 423 MW.

O Complexo Solar Boa Sorte, do Grupo Atlas, será composto por oito usinas fotovoltaicas. Está localizado no município mineiro de Paracatu. O apoio do banco será de R$ 1,1 bilhão. O escopo do projeto também engloba a instalação de sistema de supervisão, segurança, controle, monitoramento local e remoto, assim como sistemas de comunicações. O complexo contará com mais de 778 mil painéis solares. A data prevista para o início da operação comercial é janeiro de 2025.

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BNDES lança inclusão de MEIs em programa emergencial de crédito https://canalmynews.com.br/economia/bndes-lanca-inclusao-de-meis-em-programa-emergencial-de-credito/ Fri, 19 Aug 2022 20:00:19 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33112 Operação terá vigência até dezembro de 2023

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anuncia, na próxima segunda-feira (22), a reabertura do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI PEAC). A novidade é a inclusão de microempreendedores individuais (MEIs), além de e micro, pequenas e médias empresas contempladas anteriormente.

Até o momento, 40 instituições financeiras já se habilitaram para operar com a linha. O programa terá vigência até dezembro de 2023.

O BNDES informou que para que uma operação de crédito seja elegível à garantia pelo programa, ela deve ser destinada a investimento ou capital de giro e ter valor entre R$ 1 mil e R$ 10 milhões, com prazo de pagamento de até 60 meses e carência entre 6 e 12 meses. A cobertura estabelecida pelo programa é de 80% do valor do contrato.

A avaliação quanto ao uso do programa como garantia em operações de crédito é de responsabilidade dos bancos operadores. Cada um deles deverá limitar a taxa de juros média de sua carteira a 1,75% ao mês. Com essas condições, a estimativa do BNDES é que serão viabilizados R$ 22 bilhões em novas operações de crédito para MPMEs e MEIs até dezembro de 2023.

De acordo com o BNDES, a ideia de priorizar fundos garantidores para MEIs e MPMEs estimula o mercado financeiro brasileiro a operar com esses segmentos. “Ao conceder garantias para quem fatura até R$ 300 milhões ao ano, o FGI/PEAC aumenta o apetite dos bancos a conceder crédito com condições mais favoráveis aos clientes”, concluiu a instituição.

Pandemia

O Programa Emergencial de Acesso a Crédito, em sua modalidade de garantias, foi instituído pela Medida Provisória 975, de 1º de junho de 2020, convertida na Lei 14.042, em agosto daquele ano. Seu primeiro período de vigência estimulou a obtenção de crédito durante a crise econômica decorrente da pandemia da covid-19, visando apoiar principalmente as pequenas e médias empresas (PMEs), associações, fundações de direito privado e cooperativas, excetuadas as cooperativas de crédito.

A reabertura foi propiciada pela Medida Provisória 1.114/22, de 20 de abril de 2022, com a finalidade de contratação de novas operações até 31 de dezembro de 2023.

Edição: Maria Claudia

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BNDES e BID vão avaliar projetos viáveis na área de saneamento https://canalmynews.com.br/economia/bndes-e-bid-vao-avaliar-projetos-viaveis-na-area-de-saneamento/ Wed, 10 Aug 2022 02:29:09 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32695 Acordo tem foco em favelas e áreas rurais brasileiras

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Acordo de cooperação técnica firmado entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) vai permitir a avaliação prévia da viabilidade de projetos de parceria público-privada (PPP) e de concessão de serviços de água e saneamento, com foco em favelas e áreas rurais do país.

Com recursos doados pelo BID no montante de US$ 350 mil, serão desenvolvidas ferramentas paramétricas que auxiliarão o BNDES no processo de estruturação, especialmente em regiões remotas e de menor viabilidade financeira. A ideia é direcionar e ampliar investimentos para essas localidades, reduzindo os riscos associados e elevando a probabilidade de sucesso para todos os envolvidos.

De acordo com o BNDES, uma das ferramentas estabelecerá parâmetros para avaliar previamente a viabilidade técnica, financeira e econômica de projetos de universalização de água e saneamento de um município, um grupo de municípios ou uma região. “Essa avaliação prévia dará celeridade e permitirá um uso mais eficiente dos recursos empregados na estruturação dos projetos, uma vez que o BNDES terá em mãos, rapidamente, a informação necessária para fazer a modelagem com mais segurança”, disse o banco, por meio de sua assessoria de imprensa.

O BNDES informou que os trabalhos já foram iniciados. “No momento, estamos em fase final de contratação dos consultores externos. A previsão é concluir todos os estudos até o fim de 2022”.

Especialistas das duas instituições vão trabalhar em conjunto com equipes de consultores na criação de uma ferramenta para calcular os custos operacionais (Opex) e de investimentos de capital (Capex) dos serviços de água e saneamento em favelas e áreas rurais. Esses dados serão incluídos nos modelos financeiros dos contratos de PPP e concessões, de modo a viabilizar a definição de ações para atendimento a essas áreas. O modelo a ser desenvolvido será importante para cumprimento da meta de universalização do serviço de saneamento no país, completou o BNDES.

Edição: Aline Leal

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Qual será a política de Lula para o BNDES, caso seja eleito? https://canalmynews.com.br/economia/qual-sera-a-politica-de-lula-para-o-bndes-caso-seja-eleito/ Tue, 19 Jul 2022 15:44:19 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=31803 O ex-presidente quer que o BNDES focado nas pequenas empresas e esqueça a política de apoiar grandes empresas brasileiras com expressão global. A proposta não agradou nem empresários, nem os próprios funcionários do banco. É um tema relevante para a economia se queiermos sair da estagnação de décadas.

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Qual será a política do ex-presidente Lula para o BNDES caso seja eleito. Em conversa reservada com alguns empresários, Lula disse que quer o BNDES focado nas pequenas empresas, como revelou a jornalista Malu Gaspar em sua coluna no jornal O Globo. Empresários e funcionários do banco não estão convencidos de que este é o melhor caminho.

O ex-governador Tarso Genro é muito próximo ao presidente. No programa Segunda Chama, no MyNews, deu algumas pistas do que seria essa política para o BNDES focado nas pequenas empresas caso o ex-presidente seja eleito. Segundo Genro, o plano obedece a uma modificação que houve nos processos de trabalho, derivado das transformações tecnológicas que ocorreram nos últimos 30 anos. Hoje o sistema de implementação de uma grande empresa é muito diferente do que era antes. “Há um sistema de cooperação horizontal entre as empresas que forma as grandes plantas internacionais”, diz ele. “E há micro, pequenas e médias empresas que compõem uma constelação produtiva”, diz.

Essas empresas são orientadas pelas novas tecnologias e impulsionam a economia de base, daí a tese de ter o BNDES focado nas pequenas empresas . “Impulsionando a economia de base os recursos vão refletir nos grandes conglomerados globais”. O que o presidente disse, como explica Genro, é que o BNDES não vai se ocupar mais exclusivamente desses grandes projetos.  “Ele vai socializar mais os recursos para estimular a micro, pequena e média empresa que são elementos centrais de recuperação de qualquer economia”.  Resumindo, o que Genro diz é: tem que começar de baixo pra cima sem perder a perspectiva de que o Brasil tem grandes empresas multinacionais

Para Arthur Koblitz, membro do conselho do BNDES e representante dos funcionários do banco, há um equívoco grande nesta estratégia e ele sente falta de um debate sobre o papel do banco dom os presidenciáveis.  “É obvio que inclusão financeira das empresas é importante e democratizar o capital também”, diz ele. Segundo Koblitz,  dar acesso ao mercado de crédito e de capitais a um número maior de empresas é fundamental para que elas desenvolvam todo o seu potencial .

“Governo Temer e governo Bolsonaro fizeram um governo muito semelhante neste sentido”, diz ele. Nos dois casos o discursos é que havia chegado a hora do BNDES  apoiar a pequena empresa. E por que ele não gosta deste discurso? “Este discursos faz parecer que o BNDES não apoia a pequena e média empresa. Isso é falso”, diz. Segundo Koblitz, no governo Dilma o desembolso para de 63 bilhões para pequenas e médias empresas. Em 2021 caiu para 29 bilhões.

Não é uma novidade, portanto. Boa parte desse dinheiro vai para capital de giro. “Se nosso sistema financeiro fosse menos anormal poderia dar mais conta”, observa. Capital de giro são empréstimos de curto prazo. Não são empréstimos para investir em capital fixo, do qual o Brasil precisa desesperadamente.

O apoio a grandes empresas é para financiar o desenvolvimento que se quer para o País. “Sei que não é popular, mas é preciso enfrentar este tema porque qualquer governo que assuma será cobrado do que prometeu”.

A íntegra do vídeo você pode ver abaixo

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BNDES muda foco e financia mais o agro que a indústria https://canalmynews.com.br/economia/bndes-muda-foco-e-financia-mais-o-agro-que-a-industria/ Sat, 25 Jun 2022 11:50:31 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=30621 No ano passado, o banco estatal de fomento destinou 26% de seus recursos aos produtores rurais e 16% aos empresários industriais — respectivamente R$ 18 bilhões e R$ 11,2 bilhões em valores de hoje (corrigidos pela inflação).

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi criado pelo governo federal com a missão de alavancar o parque industrial brasileiro, mas hoje financia mais a agropecuária do que a indústria.

No ano passado, o banco estatal de fomento destinou 26% de seus recursos aos produtores rurais e 16% aos empresários industriais — respectivamente R$ 18 bilhões e R$ 11,2 bilhões em valores de hoje (corrigidos pela inflação).

Até algum tempo atrás, o BNDES gastava relativamente pouco com as atividades do campo. Em 2009, o agronegócio recebeu apenas 5% dos recursos enquanto a indústria ficou com 47% — R$ 14,6 bilhões e R$ 134,9 bilhões em valores atualizados.

A balança do BNDES pendeu para o lado da agropecuária pela primeira vez em 2018. Desde então, a indústria vem ficando cada vez mais para trás.

Especialistas em economia, industriais e senadores veem com preocupação a nova orientação do BNDES. Eles lembram que a indústria passa por dificuldades e o agronegócio já conta com os empréstimos do Banco do Brasil. O BNDES, por sua vez, argumenta que faz parte de sua missão atual apoiar as diversas estruturas produtivas do Brasil, inclusive a agropecuária.

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O diplomata Rubens Ricupero, que foi ministro da Fazenda no governo Itamar Franco e secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), afirma:

— Eu não consigo compreender essa tendência. Getúlio Vargas criou o BNDES [em 1952] com o intuito de assegurar os investimentos necessários à indústria, que era e continua sendo o setor mais dinâmico, inovador e estratégico de qualquer economia. São financiamentos com juros baixos e prazos longos que os empresários [por causa dos riscos do negócio industrial] não conseguiam e ainda não conseguem obter nos bancos privados.

Os recursos do BNDES, oriundos principalmente do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), são limitados. Para que a agropecuária receba mais do banco, pelo menos um dos demais setores da economia (indústria, comércio, serviços e infraestrutura) necessariamente tem que receber menos.

— O agronegócio também precisa de financiamentos públicos, mas deveria obtê-los por mecanismos próprios e separados — continua Ricupero. — Além disso, por ser altamente rentável e gozar de preços em alta no comércio mundial, não enfrenta a mesma dificuldade da indústria e é capaz de obter empréstimos com facilidade no setor privado. O BNDES precisa retomar a vocação, da qual se desviou, de financiar o setor industrial.

Em 2017, o banco lançou o cartão BNDES Agro, exclusivo para fazendeiros. Em 2020, criou o programa BNDES Crédito Rural.

A guinada do banco em direção ao agronegócio ocorre num dos momentos mais críticos da indústria brasileira. Entre as empresas que fecharam as portas nos últimos tempos, estão multinacionais como a farmacêutica Eli Lilly, a fotográfica Nikon, as automobilísticas Ford e Mercedes-Benz e as eletrônicas Sony e Panasonic.

O cientista político José Alexandre Altahyde Hage, professor de relações internacionais na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirma:

— O nosso setor elétrico acabou. As fábricas de eletrodomésticos fecharam. Nas cidades do ABC Paulista, historicamente industriais, o que antes era fábrica agora é shopping center. As dificuldades se agravaram na pandemia. Mesmo assim, continuamos formando um número elevado de engenheiros, técnicos, químicos. A nossa indústria minguante não tem lugar para todos eles. Vamos jogá-los no campo?

O professor da Unifesp lembra que um dos estudos que embasaram a criação do BNDES em 1952 foi um detalhado raio X da economia brasileira feito pela Comissão Mista Brasil-Estados Unidos, que apontou os gargalos da época e as respectivas soluções. Para ele, é necessário realizar hoje um trabalho técnico semelhante e, a partir dele, criar uma política de Estado.

— Não entendo como o governo pode negligenciar assim a indústria. No passado, tivemos líderes como João Paulo dos Reis Velloso e Mário Henrique Simonsen, ministros que entendiam o setor como estratégico para o Brasil. Não temos agora nenhum líder parecido. As próprias indústrias parecem ter aceitado a decadência e desistido de brigar.

Contatada pela Agência Senado, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) preferiu não comentar a questão.

De acordo com Hage, o desmonte do parque industrial brasileiro tem implicações graves:

— Muito do que era fabricado aqui passou a ser fabricado na China. Por falta de peças produzidas no exterior, carros ficaram parados nas nossas linhas de montagem, contribuindo com a disparada dos preços, e a nossa indústria naval não conseguiu entregar embarcações. Essa dependência da indústria externa é perigosa. É aquele barato que no fim sai caro. O Brasil, por não ter um parque industrial pujante, corre o risco de parar. Qualquer movimento da China é capaz de nos deixar de joelhos. O problema não é o BNDES dar apoio ao agronegócio. O problema é estar secando o apoio à indústria.

O senador Esperidião Amin (PP-SC) concorda com a avaliação de que a dependência industrial em relação à China é prejudicial aos interesses nacionais:

— A pandemia criou situações constrangedoras. Santa Catarina, o meu estado, embora tenha indústria têxtil, no início da crise sanitária precisou importar máscaras. O Brasil penou para importar respiradores. Agora a guerra na Ucrânia mostra a nossa dependência de fertilizantes estrangeiros. Temos que nos reindustrializar de forma inteligente, e o BNDES precisa cumprir o seu papel nesse processo. Não faz sentido que mandemos para o exterior um navio com toneladas de minério ou grãos e recebamos em troca a metade de um contêiner com chips semicondutores.

Para Esperidião Amin, se o BNDES quer investir no setor agropecuário, “que seja na transformação das matérias-primas em produtos industrializados”.

A área industrial hoje responde por cerca de 20% do produto interno bruto (PIB) do país. Desde a criação do BNDES, a participação do setor na riqueza nacional nunca foi tão baixa. A indústria impulsionou o “milagre econômico brasileiro”, entre o fim dos anos 1960 e o início dos anos 1970, e chegou a contribuir com quase 50% do PIB.

A desindustrialização do Brasil, contudo, não é um processo recente. Após crescer vertiginosamente entre as décadas de 1950 e 1970, alavancado pelo Estado, o parque industrial começou a encolher na década de 1980, primeiro em razão de crises internacionais que afetaram a economia brasileira e depois por causa da adoção de políticas neoliberais, que retiraram investimentos públicos do setor econômico. A opção pela indústria seria retomada nos anos 2000, porém sem os mesmos resultados expressivos do passado.

BNDES

A indústria é capaz de gerar mais riquezas do que o agronegócio. As fábricas exigem mais empregados do que o campo. A qualificação deles precisa ser mais alta, o que estimula a educação e eleva os salários. Esses pagamentos permitem que os trabalhadores consumam mais mercadorias e serviços, estimulando o setor produtivo e gerando receita tributária para o governo federal, os estados e os municípios.

Os produtos manufaturados têm maior valor agregado e geram mais inovação tecnológica do que os agrícolas. Ao mesmo tempo, cada indústria estimula uma série de outras cadeias produtivas e sustenta um grande número de empregos indiretos.

É por essa razão, por exemplo, que a China só aceita importar do Brasil a soja em grão. O país asiático não compra o óleo de soja brasileiro, porque o produto processado vale no mercado o dobro da soja in natura. De forma estratégia, os chineses mesmos transformam o grão no óleo.

Em 1776, nos primórdios do capitalismo industrial, o economista britânico Adam Smith já apontava no clássico livro A Riqueza das Nações a situação mais confortável dos países industriais diante dos países agrários.

A Grã-Bretanha consolidou-se como potência mundial entre o fim do século 18 e o início do século 19, logo após protagonizar a Revolução Industrial. No fim do século 19, também apoiados na industrialização, os Estados Unidos assumiram a hegemonia econômica. Foi a indústria que tirou países asiáticos como Japão, Singapura e Coreia do Sul do atraso econômico e social. A China deverá ocupar a liderança econômica global ainda nesta década, também graças à indústria.

— A agropecuária é necessária, mas não existe na história mundial país algum que tenha se desenvolvido contando apenas com ela — resume o economista Victor Leonardo de Araújo, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF).

O BNDES afirma que, ao apoiar o agronegócio, indiretamente apoia também a indústria. Em nota enviada à Agência Senado, o banco explica:

“A maior parte do crédito para o setor [do agronegócio] é destinada à aquisição de bens industriais, sobretudo tratores, colheitadeiras, máquinas e equipamentos para o processamento agroindustrial, o que, associado à política de conteúdo mínimo local, tem direcionado a demanda à indústria brasileira”.

A instituição nega que negligencie os investimentos diretos na indústria:

“Continuamos reconhecendo o papel estratégico da indústria. Dispomos de linhas e produtos que podem apoiar os investimentos das empresas industriais, desde projetos de inovação tecnológica até a ampliação da capacidade produtiva, passando pela descarbonização”.

De acordo com o BNDES, o agronegócio vem obtendo mais recursos do que a indústria como consequência da recente valorização do real frente ao dólar, que incentivou as exportações de produtos agropecuários e desestimulou as importações, motivando o setor a buscar dinheiro para a ampliação da capacidade produtiva.

O banco diz que financia desde os produtores rurais familiares até os empresariais, mas que o maior volume de recursos vai para empresas agropecuárias de médio e pequeno porte, não para as gigantes do agronegócio.

O economista André Redivo, professor da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), explica que o tímido financiamento destinado pelo BNDES à indústria nos últimos anos não provém de desinteresse dos empresários. Ao contrário, a procura pelo banco estatal é alta.

Os industriais solicitaram no ano passado R$ 37,4 bilhões em valores atualizados, mas o BNDES liberou R$ 11,2 bilhões (30%). Os produtores rurais, por sua vez, pediram R$ 22,5 bilhões e conseguiram R$ 18 bilhões (80%).

— O setor industrial busca os recursos, mas não os encontra. O que se depreende disso é que houve uma reorientação da política econômica do governo em direção ao agronegócio — analisa Redivo. — Isso é um fato novo na história do banco. Até meados da década passada, o governo encarava a indústria como um setor estruturante da economia. Atualmente, não a vê como primordial. Eu discordo dessa visão.

Para o economista Paulo Kliass, gestor federal especialista em políticas públicas, o Brasil adota hoje uma política econômica atrasada, que ele chama de “neocolonial”:

— Estamos voltando aos tempos da Colônia, do Império e da República do Café com Leite, quando vendíamos ao mundo apenas itens agrícolas, pecuários e minerais, de baixíssimo valor agregado, e comprávamos somente produtos manufaturados, muito mais valorizados. É um contrassenso fazer isso em pleno século 21, deixar de financiar o futuro para financiar o passado. Já fomos a sexta maior economia do planeta, agora somos a décima e tendemos a continuar rolando ladeira abaixo. Getúlio Vargas deve estar se revirando no túmulo.

Kliass lembra que os países desenvolvidos também dão apoio à agropecuária e passam por desindustrialização, mas esclarece que o processo deles é diferente do brasileiro:

— Os Estados Unidos e a Europa protegem o setor agropecuário mais por uma questão de reconhecimento histórico do que de estratégia econômica. No caso da desindustrialização nesses países, as fábricas tradicionais que são fechadas e transferidas a outros países dão lugar a indústrias de tecnologia de ponta e serviços de alto valor. A população e a economia lucram com a mudança. No Brasil, quando as fábricas fecham, às pessoas resta buscar serviço em setores que pouco agregam à economia nacional, como o de telemarketing, e que oferecem condições precárias de trabalho, como o de aplicativos de transporte ou entrega de comida.

No setor público, o BNDES não está sozinho no custeio do agronegócio. Os produtores rurais contam há décadas com os empréstimos subsidiados do Banco do Brasil, o financiador mais robusto do setor. A Caixa entrou nesse novo ramo, da mesma forma que o BNDES, e anunciou que até 2024 pretende tomar do Banco do Brasil o primeiro lugar.

— O presidente Jair Bolsonaro está priorizando os interesses do agronegócio porque é um dos setores que dão sustentação ao seu governo — prossegue Kliass. — Direcionar os bancos públicos é fácil, já que estão direta ou indiretamente subordinados ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

O senador Jean Paul Prates (PT-RN), que é economista, também entende que a atual política de financiamentos públicos resulta da “pressão da base bolsonarista, que tem raízes profundas no agronegócio”.

— O governo é míope. Prefere adotar uma estratégia econômica de tiro curto, que nos deixa suscetíveis às flutuações dos preços das commodities e cada vez mais afunilados nas nossas exportações — diz Jean Paul. — Deveríamos buscar maior complexidade na nossa economia, mas a prioridade é exatamente o contrário. Estamos assistindo à nossa economia definhar em um monobloco agrícola.

Quando assumiu a Presidência da República, em 2019, Bolsonaro dissolveu o Ministério da Indústria. As atribuições dessa pasta, assim como as da Fazenda, do Planejamento e do Trabalho, foram transferidas para o novo Ministério da Economia. O Ministério da Agricultura foi preservado.

Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), as fábricas poderiam se beneficiar se o Ministério da Indústria fosse restabelecido.

— É sempre positivo quando existe um interlocutor específico para o setor — afirma o economista-chefe da Fiesp, Igor Rocha. — Isso também ajudaria a superar outros problemas que contribuem com a desindustrialização, como a nossa estrutura disfuncional de tributos, que desestimula a produção nacional e incentiva a importação de itens de maior valor agregado. O Brasil tem uma política agrícola clara, o que é compreensível, mas não tem nenhum plano estrutural para a indústria, o que vai na contramão do restante do mundo.

O Ministério da Economia foi procurado pela Agência Senado, mas não se pronunciou.

Na opinião do senador Plínio Valério (PSDB-AM), o BNDES não tem se comportado como instrumento inteligente de fomento nem mesmo no setor agropecuário. Ele diz que o Amazonas, o maior estado do Brasil, recebe do banco menos recursos rurais do que o Distrito Federal, a menor unidade federativa.

— Já me reuni mais de uma vez com representantes do BNDES e fiquei com a impressão de que só se interessam por projetos que já estão encaminhados. Não me parece certo. O banco deveria estimular justamente as regiões que ficaram para trás. No Amazonas, sem comprometer as unidades de conservação, temos um potencial enorme na pesca e na agricultura. Não nos faltam terra, água e sol. A inação do BNDES fica ainda mais preocupante quando se considera a atual situação de insegurança alimentar no Brasil.

Veja a entrevista de Mara Luquet com o conselheiro do BNDES, Arthur Koblitz:

 

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