Arquivos bolsonarista - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/bolsonarista/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 04 Feb 2025 21:22:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Zé Trovão se aproxima do governo e troca telefone com Padilha https://canalmynews.com.br/coluna-evandro-eboli/ze-trovao-se-aproxima-do-governo-e-troca-telefone-com-padilha/ Tue, 04 Feb 2025 21:22:19 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=50659 Deputado contou que está preocupado com o aumento do diesel e que deseja ser um interlocutor dos caminhoneiros junto ao Palácio do Planalto

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Uma cena no Salão Verde da Câmara, ontem, logo após a solenidade de abertura dos trabalhos legislativos, quase passou à margem. Causou certa perplexidade uma inusitada conversa entre o deputado Zé Trovão (PL-SC) e o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

O encontro foi testemunhado pelo MyNews e durou poucos minutos. Zé Trovão e Padilha, no final, trocaram seus números de telefone, o que foi feito também com um assessor do ministro. O tema da conversa foi o aumento do óleo diesel, promovido há poucos dias pela Petrobras e que elevou em mais de 6% o preço médio do litro nas distribuidoras, atingindo a média de R$ 3,72.

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Na tarde desta terça, o deputado bolsonarista contou que sua intenção é ser um interlocutor junto ao governo desse assunto, ele que é uma das liderança dos caminhoneiros no país e tem sua votação atrelada a essa mobilização.

“Falei sim com o Padilha e o objetivo é ser um interlocutor junto ao governo nessa questão do óleo diesel. Encaminhei também um ofício, mas até agora não obtive resposta alguma”, afirmou Zé Trovão.

Este não foi o primeiro gesto de aproximação do parlamentar com o Planalto, que chegou a ser preso e a usar tornozeleira eletrônica e que defende os golpistas do 8 de janeiro, a quem se refere como “presos políticos”. Em março de 2023, o líder dos caminhoneiros foi ao Palácio do Planalto, onde participou com o próprio Padilha e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, de um café da manhã para os deputados das bancadas das regiões Sul e Centro-Oeste.

Na época, Trovão afirmou que sua presença foi uma maneira de “mostrar diplomacia entre os Poderes”.

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Entenda em que momento Ricardo Nunes passou a se alinhar à extrema direita https://canalmynews.com.br/noticias/entenda-quando-ricardo-nunes-passou-a-se-alinhar-a-extrema-direita/ Wed, 24 Jul 2024 18:48:22 +0000 https://localhost:8000/?p=45218 Prefeito de São Paulo e candidato à reeleição escolheu como companheiro de chapa um coronel da reserva da Polícia Militar, indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro

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Ricardo Nunes (MDB) mudou de postura. Antes, enquanto vice de Bruno Covas (PSDB), e a partir de maio de 2021, já prefeito de São Paulo, adotava um discurso moderado. Agora, candidato à reeleição, se alia à extrema direita, tendo escolhido como companheiro de chapa um coronel da reserva da Polícia Militar, indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na segunda-feira (22), Nunes participou de convenção do PL que oficializou a nomeação de Ricardo Mello Araújo. No evento, proferiu ofensas ao deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), seu principal adversário na disputa. Sem citar Boulos nominalmente, se referiu a ele como “vagabundo”, “invasor” e “sem vergonha”. O cientista político Cláudio Couto, que conversou com o MyNews, chamou a conduta de “covarde” e “lamentável”.

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Segundo Couto, a intenção de Nunes ao fazer tais declarações na convenção do PL foi sinalizar ao eleitorado bolsonarista que mudou de postura e está agora alinhado à extrema direita, não mais a uma direita moderada. Essa é uma mudança recente. O cientista político lembra que o prefeito marcou presença em uma manifestação promovida por Bolsonaro na Avenida Paulista, em 25 de fevereiro, mas mal apareceu publicamente.

“Nunes foi à manifestação, mas ficou escondido. Entrou no meio da multidão que estava perto do carro de som e ali ficou, de forma que ninguém conseguia vê-lo. Procurou não passar muito recibo de sua presença”, afirmou Couto. Ele acredita que Nunes só começou a ter uma mudança de postura um pouco mais clara com a entrada do coach Pablo Marçal (PRTB) na disputa pela Prefeitura. “Quando Marçal se reúne com Bolsonaro, se apresenta como um candidato mais autêntico e começa a pegar votos que poderiam estar indo para ele, Nunes percebe que precisa se mexer.”

Couto ressalta que, ainda que Nunes tenha assumido só recentemente uma postura alinhada à extrema direita, o passado político do prefeito mostra que essa mudança não é nenhuma grande surpresa. Antes de assumir a Prefeitura de São Paulo, entre 2013 e 2021, Nunes foi vereador da capital paulista e, no período, defendeu pautas ultraconservadoras. Ele fez parte da bancada religiosa na Câmara Municipal e atuou contra a chamada “ideologia de gênero”. Foi também coautor do texto que pretendia implementar o “Escola sem Partido”, projeto de lei criado em 2014 para avançar uma agenda conservadora na educação brasileira.

Assista ao Segunda Chamada de terça-feira (23) e veja indiretas de Ricardo Nunes a Guilherme Boulos:

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Um crime coletivo, liderado pelo Presidente https://canalmynews.com.br/politica/politica-com-bosco/um-crime-coletivo-liderado-pelo-presidente/ Wed, 14 Feb 2024 03:32:42 +0000 https://localhost:8000/?p=42341 A diferença entre a realidade do golpe e a ficção da célebre escritora inglesa é que em nosso enredo, a vítima é atingida, mas não morre. A democracia sobreviveu, mas como nos gêneros policiais, tentativas de homicídios por ódio ou vingança, tendem a se repetir.

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O Golpe de estado frustrado do governo bolsonarista é muito mais que a minuta que estes usam para terceirizar a trama a um redator anônimo. Em vão: a minuta isolada não tem assinatura, mas a mesma operação que a apreendeu, trouxe o vídeo dos que a produziram.

À época do escândalo das joias, o jornalista Luiz Carlos Azedo, do Correio Braziliense, lembrou um dos contos da escritora inglesa Agatha Christie, uma lenda do romance policial, em que um assassinato é elucidado a partir de quatro relógios encontrados na residência da vítima.

Pois o vídeo da reunião ministerial em que o então presidente Bolsonaro lidera a discussão do golpe de Estado, remete a outro conto de Agatha Christie: a Morte no Expresso Oriente, em que todos os 12 passageiros de um trem tiveram participação no assassinato de um dos passageiros.

Assim é o enredo do golpe, uma trama coletiva do governo Bolsonaro, onde os que menos participaram foram omissos. Caso, por exemplo, do ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, testemunha muda do vídeo da reunião ministerial em que, um a um, seus integrantes confessam o crime.

Mais que isso, cada um relata o que já fez e o que fará dentro de suas funções no governo. A de Paulo Guedes, manter silêncio. Como numa chamada escolar, onde cada citado diz “presente”, os ministros contaram o andamento da operação e o estágio da parte que lhes cabia.

Como em todo o trabalho de grupo, aquele que, por preguiça ou cautela, foi negligente, mas recebe a mesma nota dos que participaram, têm sua assinatura no conjunto da obra.

Naquela sala da reunião, há uma banca examinadora: Bolsonaro e seu candidato a vice, o então ministro do Gabinete Civil, general Braga Neto. Líder da trama, o presidente era o mais exaltado a cobrar resultados ante a perspectiva da derrota. Tinha seu diagnóstico e a pressentira.

A diferença entre a realidade do golpe e a ficção da célebre escritora inglesa é que em nosso enredo, a vítima é atingida, mas não morre. A democracia sobreviveu, mas como nos gêneros policiais, tentativas de homicídios por ódio ou vingança, tendem a se repetir.

Por isso, é indispensável que se feche não só o cerco aos envolvidos, mas também as brechas que permitiram a ousadia do golpe: o corte absoluto à participação militar na política, incluindo a inelegibilidade de membros das Forças Armadas, como também a limitação de participação em governos aos cargos restritos à função militar.

Por ora, até que o Legislativo decida enfrentar uma reforma que revise o papel constitucional das Forças Armadas.

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