Arquivos Cocaína - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/cocaina/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 20 Nov 2024 21:51:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Boulos pede prisão de Marçal após publicação de laudo falso que o acusa de uso de cocaína https://canalmynews.com.br/politica/boulos-pede-prisao-de-marcal-apos-adversario-publicar-laudo-falso-que-o-acusa-de-uso-de-cocaina/ Sat, 05 Oct 2024 02:33:31 +0000 https://localhost:8000/?p=47353 Segundo candidato do PSOL, dono da clínica do receituário em questão é apoiador do adversário do PRTB e teria até um vídeo com ele

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O candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) afirmou que vai pedir a prisão do adversário Pablo Marçal (PRTB) após ele divulgar, na noite desta sexta-feira (4), um suposto laudo médico com a informação de que Boulos teria sido internado por uso de cocaína. A declaração foi dada por Boulos em live feita no Instagram.

O receituário divulgado por Marçal é datado de 19 de janeiro de 2021, com a assinatura do médico José Roberto de Souza. O MyNews apurou que o CRM dele está inativo no Conselho Regional de Medicina desde abril de 2022 e que ele já morreu (clique neste link para consultar). O documento indica que Boulos, com “surto psicótico grave”, teria sido submetido a um exame toxicológico que constatou a presença de 2,825 ng/mg de cocaína no sangue.

Leia mais: Boulos diz que fez exame toxicológico e desafia Marçal: ‘Faça o psicotécnico’

“O Pablo Marçal não tem limite. Ele acabou de publicar na rede social dele um documento falso querendo sustentar a fake news dele, que já foi desmascarada, de que eu usaria drogas”, começou Boulos, ressaltando que o dono da clínica do laudo em questão teria um vídeo com Marçal e que ele publicaria o material assim que encerrasse a live.

“Estamos entrando agora à noite com um pedido de prisão contra o Pablo Marçal, dele e do dono da clínica. Além de todas as medidas cabíveis junto à Justiça Eleitoral”, acrescentou.

Desde o início da campanha, Marçal vem acusando Boulos de fazer uso de cocaína. A denúncia, no entanto, tem como base um processo judicial sobre posse de drogas em que o réu também se chama Guilherme Boulos, mas não é o candidato do PSOL. O réu do processo é Guilherme Bardauil Boulos, empresário que disputa uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo pelo Solidariedade. O caso envolveu maconha, não cocaína.

Entenda como o cenário eleitoral pode mudar e a influência do debate na decisão do eleitor:

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Polícia Federal espera apreender volume recorde de cocaína este ano https://canalmynews.com.br/brasil/policia-federal-espera-apreender-volume-recorde-de-cocaina-este-ano/ Sun, 09 Oct 2022 14:34:57 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34168 Em 3 anos, foram sequestrados R$ 2,8 bi em bens de investigados

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A Polícia Federal apreendeu até agosto deste ano 72 toneladas de cocaína no país. Em entrevista à Agência Brasil, o delegado federal Fabrício Martins, da Coordenação-Geral de Repressão a Drogas, Armas, Crimes contra o Patrimônio e Facções Criminosas da PF, disse acreditar que, este ano, será alcançado um recorde nas apreensões da substância.

O recorde atual foi anotado em 2019, quando registrou-se a apreensão de 104 toneladas de cocaína. Em 2020 e 2021, o número girou em torno de 90 toneladas. O montante inclui todas as apreensões feitas pela PF e outras autoridades públicas (como a Receita Federal e a Polícia Rodoviária Federal) que arrecadaram a droga e entregaram à PF.

Martins destaca, no entanto, que o combate ao tráfico não deve se dar apenas pela apreensão das drogas. “A apreensão de drogas por si é eficiente? Não. Dentro do quadro de perdas da organização criminosa já está computado o quanto ela vai perder para as apreensões. A empresa vai continuar lucrando, porque o lucro é muito grande”, argumentou.

O delegado afirmou que, desde 2012, a Polícia Federal vem adotando outra abordagem: a descapitalização dos traficantes e de suas organizações. “As apreensões retiram um ativo financeiro [da quadrilha] e também demonstram que o dinheiro [que os traficantes têm] vem da droga. A partir daí, a gente pode fazer o sequestro dos bens”, afirmou.

Segundo dados da Polícia Federal, nos últimos três anos, foram sequestrados ou apreendidos com autorização da Justiça R$ 2,8 bilhões em bens de investigados por tráfico de droga em operações como a Enterprise e a Rei do Crime.

“Hoje, você não pode fazer uma investigação sobre tráfico de drogas sem investigar também a lavagem de dinheiro. Fazemos a análise fiscal, bancária e patrimonial. Assim, podemos pedir bloqueio de contas, sequestro de bens. Quando você tira os bens, [o traficante] fica sem poder de ação. Procuramos fazer o desmantelamento da organização pela descapitalização”, explicou.

Atacado

O delegado disse, também, que o Brasil é um país que faz fronteira com os três únicos grandes produtores de cocaína do mundo (Colômbia, Peru e Bolívia) e tem mais de 15 mil quilômetros de fronteira terrestre com os vizinhos sul-americanos (incluindo os produtores e o Paraguai, que funciona como entreposto).

Por isso, o Brasil não é apenas um grande consumidor da droga como também um importante ponto de trânsito para a cocaína que tem como destino a África, a Europa e a Ásia.

Ele disse que o transporte da droga entre os países vizinhos e as grandes cidades brasileiras (ou para o mercado consumidor internacional) não é necessariamente feito pelas próprias facções criminosas.

Há muitos esquemas envolvendo atacadistas independentes que veem organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho apenas como revendedoras para seus produtos.

“Essas pessoas não pertencem às facções. Elas têm uma logística pronta e são grandes fornecedoras de drogas. Essas pessoas são tidas como empresárias e não têm sobre si um carimbo de criminosas [como os integrantes das facções criminosas]”, salientou.

A logística, acrescentou Martins, envolve buscar a droga nos quatro vizinhos (os produtores e o Paraguai) por diversos meios, como barcos que navegam por rios amazônicos, pequenos aviões que pousam em pistas clandestinas (principalmente em Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e veículos rodoviários que cruzam a fronteira.

Daí as drogas são levadas aos grandes centros do país. Parte da carga é revendida nas próprias cidades pelas facções criminosas. Mas boa parte é remetida ao exterior, principalmente por via marítima. Mais de 50% da cocaína apreendida no ano passado foram em portos brasileiros.

Lucro

Ainda segundo o delegado, a exportação mostrou-se muito lucrativa. Um quilo de cocaína seria comprado a 2,5 mil dólares (cerca de R$ 13 mil) na fronteira do Brasil com os vizinhos sul-americanos e revendido por quatro vezes esse valor (10 mil dólares) nas grandes cidades do país. Se a carga chegar à Europa, no entanto, pode render de 30 a 40 mil euros (aproximadamente o mesmo valor em dólares no câmbio atual), ou seja, até quatro vezes mais.

O Porto de Santos (SP) é reconhecido pelo Escritório sobre Drogas e Crime das Nações Unidas (Unodc) como um dos principais pontos de trânsito de cocaína do mundo. E portos do Norte e Nordeste foram apontados como novos pontos de envio da droga para o exterior. “Houve um incremento no uso de veleiros e pesqueiros [para o transporte de cocaína] no norte do país. Somente em um veleiro, foram apreendidas seis toneladas”, finalizou Martins.

Edição: Kleber Sampaio

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