Arquivos comércio eletrônico - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/comercio-eletronico/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 07 Jun 2022 14:44:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Shopee sai da Índia e deve concentrar operação no Brasil https://canalmynews.com.br/economia/shopee-sai-da-india-e-deve-concentrar-operacao-no-brasil/ Mon, 28 Mar 2022 22:33:56 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26972 Encerramento das atividades no mercado indiano abre oportunidades internacionais fora do Sudeste Asiático e Taiwan. Ao lado do México, centro comercial brasileiro é um dos mais relevantes para a Shopee.

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A Sea Group (antiga Garena), companhia dona da Shopee, comunicou formalmente que está fechando a principal operação de comércio eletrônico na Índia, ressaltando como justificativa a incerteza do mercado – as atividades serão encerradas na terça-feira (29). De acordo com levantamento realizado em dezembro do último ano, a plataforma de comércio eletrônico singapurense possui cerca de 300 funcionários e 20 mil vendedores locais no território indiano.

A hesitação sobre o mercado decorre da decisão de Nova Délhi de banir, em fevereiro, o Free Fire, jogo digital mobile de ação-aventura mais popular da Sea. Desde 2020, a Índia vem banindo centenas de aplicativos chineses, mas a expansão dessa política para a proprietária da Shopee ocasionou certo espanto entre a administração e os investidores.

Analistas apontam que a Índia foi um centro comercial relevante para a Sea, juntamente com México e Brasil. Com as portas indianas fechadas, compreende-se que os outros dois mercados podem se tornar ainda mais importantes para o crescimento da empresa.

Prédio comercial da Shopee no parque científico de Singapura.

Prédio comercial da Shopee no parque científico de Singapura. Foto: Karl Walter Schneider (Commons)

O banco suíço UBS pondera que, do ponto de vista da Shopee, a movimentação demonstra um maior foco na disciplina de capital, fator que estimula a aproximação de novas aplicações. Ainda de acordo com a instituição, a saída deve ser interpretada positivamente pelo mercado, uma vez que:

  • Reforça o posicionamento que indica uma abordagem mais calibrada para investimentos, especialmente em oportunidades internacionais fora do Sudeste Asiático e Taiwan (tendo o Brasil como prioridade);
  • Elimina o potencial de alta queima de caixa em um mercado de e-commerce competitivo (na Índia, há uma forte presença de gigantes globais e locais do segmento, como Amazon, Flipkart e JioMart).

MP do “camelódromo virtual”

Na contramão desse possível crescimento, a Receita Federal brasileira prepara uma Medida Provisória (MP) sobre o que agentes do órgão denominaram “camelódromo virtual”.

Durante um almoço organizado pela Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, organização de agentes políticos, governos, iniciativa privada e sociedade civil, que discute a competitividade brasileira no mercado internacional, o secretário especial da Receita Julio Cesar Vieira falou sobre a necessidade reagir à sonegação.

“A Receita Federal está trabalhando em uma Medida Provisória para combater o camelô virtual, o camelódromo virtual. Essa prática consiste na introdução de produtos no país sem o correspondente pagamento de tributos. Nessa MP, a gente procura trabalhar tanto o fluxo financeiro, quanto o que é declarado na mercadoria, que muitas vezes não corresponde. São produtos importados. O controle é feito exclusivamente no País e a gente tem dificuldade de olhar apenas para aquilo que é declarado”, declarou o secretário.

A pressão para a criação da MP é proveniente de uma parcela de empresários do setor varejista, tendo como um dos líderes Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan.

 

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A saída da Shopee do mercado indiano e sua expansão no Brasil foram pautas do MyNews Investe desta segunda-feira (28). Confira:

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O futuro do trabalho tem espaço para as mulheres? https://canalmynews.com.br/mais/futuro-do-trabalho-tem-espaco-para-mulheres/ Fri, 24 Sep 2021 19:06:19 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/futuro-do-trabalho-tem-espaco-para-mulheres/ Numa realidade multitarefas e com diversas exigências sociais para as mulheres, o futuro do trabalho cada vez mais digital pode ser oportunidade de promover equidade de gênero, ou de aumentar as disparidades

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O comércio eletrônico cresceu 68% em 2020 no Brasil e, com a pandemia da COVID-19, a adoção do trabalho remoto decolou, assim como a educação a distância. A acelerada transição da economia digital no mundo, juntamente com a inserção de novas tecnologias, como inteligência artificial e robótica, prometem redesenhar a natureza do trabalho. A questão que fica é: o futuro do trabalho está sendo pensado de forma a incluir as mulheres? Reportagem da revista AzMina busca debater este tema.

A artesã Isabel Ribeiro, 61 anos, viu o isolamento social desafiar a existência da Associação de Artesãos de Campos Sales, no Ceará, que vende produtos feitos com palha de milho, couro e trançados há mais de 18 anos. Muitos clientes chegavam pela loja física e ela se sentiu de mãos atadas desde o ano passado, sem saber como manter o negócio, coordenado por ela.

“Para mim está sendo difícil. Eu ainda estou meio perdida”, disse sobre a transição do negócio para o digital. Isabel conseguiu fazer uma conta no Instagram para a associação, mas as vendas virtuais são escassas e o balanço comercial já está perto do vermelho. Ela considera que domina bem competências digitais básicas, como acesso ao e-mail e às fotos no computador. Mas não tem noção de gerenciamento de redes, plataformas de vendas ou mesmo como usar planilhas eletrônicas para controlar o fluxo de caixa do negócio.

“O desespero da mulher empreendedora hoje é que ela já entendeu que o digital é necessário, que é a única saída, mas ela ainda não sabe como usar as ferramentas nos negócios”, explica Ana Fontes, fundadora e presidente da Rede Mulher Empreendedora (RME).

A alta exigência por competências digitais e a demanda por estudos e requalificação são desafios para muitas profissionais no Brasil. Mulheres enfrentam jornadas duplas atreladas ao trabalho doméstico, algo que foi ainda mais acentuado durante a pandemia. Com a redução de redes de suporte presenciais, muitas se tornaram as únicas cuidadoras responsáveis pelos filhos e parentes.

A transição para o futuro do trabalho pode ser uma oportunidade para promoção de equidade de gênero, com a possibilidade de as mulheres assumirem cargos mais bem remunerados e papéis de liderança. Mas também pode levar ao aumento das disparidades sociais e salariais, e eventualmente até à exclusão do mercado de trabalho.

“Se o mundo continuar como está, o futuro do trabalho vai ser de quem sempre ocupou as posições de poder: homens brancos, cisgênero, de classe média alta”, argumenta Silvana Bahia, idealizadora do PretaLab, um projeto dentro da organização Olabi, que busca estimular a participação de mulheres negras e indígenas no setor de tecnologia.

Elas na tecnologia

Lorrane Santos, 27, começou a trabalhar ainda na infância. Quando fez 15 anos, ela foi selecionada para um programa de jovem aprendiz em Salvador e pôde realizar o sonho de comprar um computador. Com a bolsa de R$ 250 por mês, Lorrane cobria as parcelas do laptop que o tio dividiu em dez vezes no cartão e usava o restante do valor para ajudar a avó, que vivia de reciclagem, a pagar o aluguel e as despesas da casa.

“Ninguém na minha família me incentivou. Minha mãe queria que eu fizesse medicina ou engenharia para melhorar de vida”, conta Lorrane, que não desistiu. “Eu queria fazer daquilo a minha profissão. Queria investir no computador para estudar”. Hoje, ela trabalha como UX Designer em uma startup que vende soluções digitais para negócios.

Lorrane, no entanto, é parte de uma minoria na realidade brasileira. O número de mulheres no mercado de trabalho no Brasil caiu de 53,1% no quarto trimestre de 2019 para 45,8% no terceiro trimestre de 2020, o percentual mais baixo em 30 anos, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Mesmo com a economia brasileira em baixa, o setor de tecnologia gerou 54 mil novos empregos em 2020, conforme dados da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais, a Brasscom. O problema é que mulheres como Lorrane ocupam menos de 40% de todas as vagas formais, enquanto os homens estão em 70% dos cargos de liderança. A pandemia também levou muitas mulheres a migrarem para o empreendedorismo digital por necessidade, onde encontraram novos desafios relacionados à manipulação de plataformas online e digitalização dos negócios, como foi o caso da artesã Isabel.

Gráfico mercado de trabalho tecnologia - AzMina
Homens ainda são maioria no mercado de trabalho relacionado à tecnologia/Imagem: Revista AzMIna/Reprodução

Segundo dados da Rede Mulher Empreendedora (RME), organização da sociedade civil que reúne mais de 1 milhão de mulheres donas de negócios no Brasil, 80% das empreendedoras foram impactadas pela pandemia. A maioria das empresas cadastradas na rede operava presencialmente a nível local antes da COVID-19. A mesma pesquisa do RME demonstrou que mais de 70% das mulheres não sabem como fazer vendas online ou não tem estrutura empresarial para fazer. Mais de 91% acreditam que as redes sociais são os únicos meios digitais para vendas pela internet.

“Existe uma questão de gênero no acesso às tecnologias que vai além das relações individuais e afasta as mulheres dessas carreiras”, afirma Iana Chan, CEO e fundadora da PrograMaria, que promove formação e engajamento de mulheres na tecnologia para aumentar a diversidade no setor. Iana reforça que as mulheres enfrentam estigmas e estereótipos que associam carreiras em ciência, tecnologia e engenharia ao sexo masculino.

Um futuro do trabalho excludente também inquieta Emanuelly Oliveira, CEO e fundadora do Social Brasilis, que desenvolve programas educacionais voltados para o desenvolvimento de habilidades digitais e empreendedorismo em comunidades periféricas.

“O avanço da tecnologia, principalmente da robótica e da automação, vai cortar postos de trabalho, que serão substituídos por sistemas e máquinas”, indica Emanuelly. Ela imagina um futuro do trabalho muito excludente para a população na base da pirâmide e, sobretudo, para as mulheres que têm menos familiaridade com as novas tecnologias. “Robótica, por exemplo, virou uma questão de gênero”, destaca.

Sobrecarga pandêmica

É preciso trazer o fenômeno chamado de “crise do cuidado” para essa conversa. Cuidados com filhos, idosos e doentes, e as tarefas domésticas ainda são responsabilidades que recaem sobre as mulheres no Brasil. Inclusive, ficaram mais complexas com a crise sanitária: metade das brasileiras passaram a cuidar de alguém desde o início da pandemia , segundo levantamento da Gênero e Número e da Sempreviva Organização Feminista.

A professora de espanhol Ivana Oliveira, 40 anos, é parte dessas estatística. Quando a pandemia foi declarada, ela estava de licença-maternidade. Mãe de um bebê recém-nascido e de uma menina de 11 anos, perdeu o emprego quando a licença acabou e precisou buscar vagas em um mercado reticente com a crise econômica.

Como muitas mulheres brasileiras, Ivana começou a empreender através de plataformas online. Ela criou uma conta no Instagram para buscar estudantes e divulgar seu trabalho, se inscreveu em uma pós-graduação em novas tecnologias aplicadas à educação, e abriu uma empresa para oferecer aulas através do Zoom.

“Antes eu era professora, agora são várias novas responsabilidades. Eu administro a empresa, cuido da parte financeira e do marketing, faço contratos, planejo as aulas. Tudo isso no ambiente de casa onde surgem as demandas da família o tempo todo”, contou Ivana, que teve que se adaptar.

Realidades como a de Ivana, mostram que é impossível pensar em um futuro do trabalho que seja inclusivo sem refletir seriamente sobre a distribuição e remuneração dos trabalhos de cuidado.

Redes de apoio para incluir

Menos de 20% da população brasileira domina operações básicas de informática como copiar e mover pastas e arquivos eletrônicos ou enviar e-mails com anexos, segundo dados do último levantamento feito pela União Internacional das Telecomunicações, agência da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2019.

Os números são piores entre as mulheres. Em competências especializadas, como a linguagem de programação, o total de mulheres hábeis não chega a 1,5% da população brasileira. A situação é ainda mais restrita quando analisada com recortes de raça. O total de mulheres negras e indígenas não chega a 2% dos profissionais do setor de tecnologia, segundo dados da Brasscom.

Gráfico desigualdades trabalho tecnologia - AzMina
A desigualdade de gênero começa ainda no treinamento básico para capacidades profissionais/Imagem: Revista AzMina/Reprodução

Em levantamento feito com 570 negras e indígenas que trabalhavam com tecnologia e inovação no Brasil em 2018, o projeto PretaLab identificou que mais de 50% chegou até o setor por contato informal, em grupos de apoio e pela internet. Para Silvana Bahia, idealizadora do projeto, a trajetória por caminhos não-tradicionais mostra a dificuldade que essas mulheres encontram para acessar cursos de graduação e educação técnica. “O fato de muitas dessas mulheres não serem absorvidas nas estruturais formais faz com que elas empreendam e busquem alternativas”, argumenta.

Aline Bezzoco, 30 anos, engenheira de software front-end há quase dez anos, começou a trabalhar como designer gráfico e com marketing digital antes de migrar para a tecnologia. “Eu sempre me interessei por tecnologia e quando era adolescente gostava de consertar computador”, recorda Aline. “A faculdade de ciência da computação me espantou porque era extremamente masculina e branca e continua sendo até hoje”, disse ela, que é negra

Existem muitas iniciativas querendo mudar essa realidade, como Programaria, Preta Lab, Reprograma e tantas outras. E o processo de inclusão e ascensão no setor passa pela desconstrução de estereótipos e estreitamento de redes de apoio, para evitar inclusive assédios

Quando decidiu migrar para a área de tecnologia no final de 2019, Aline Paz, 26 anos, atuava há sete anos como cabeleireira e maquiadora, e se sentia estagnada profissionalmente. Hoje, ocupando um cargo de analista de sistemas, ela acredita que encontrou as portas abertas durante a transição de carreira por causa das comunidades que surgiram nos últimos cinco anos para facilitar a inserção feminina no setor.

“As redes de apoio ajudam muito. Ver que outras mulheres passaram pelos mesmos programas de treinamento e hoje ocupam cargos de gestão dá força para quem está começando”, revela Aline. Ela fez um bootcamp (tipo de treinamento intensivo) de três meses no projeto Reprograma – que ensina programação para mulheres – e, no estágio final do curso, foi contratada por um grande banco.


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A gente não quer só preço, quer atendimento e qualidade https://canalmynews.com.br/economia/a-gente-nao-quer-so-preco-quer-atendimento-e-qualidade/ Thu, 17 Dec 2020 18:42:55 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/a-gente-nao-quer-so-preco-quer-atendimento-e-qualidade/ O preço não deixou de ser importante, mas a confiança, cada vez mais, é a palavra chave

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Mais de 7 milhões de novos consumidores passaram a fazer compras online, uma das consequências que a economia viu nascer a partir da pandemia do novo coronavírus. O que antes era impensável para muitos tornou-se uma rotina, como compras roupas sem experimentar, milhares de produtos diferentes para casa, sapatos, fazer supermercado entre outros itens. O próprio Reclame AQUI é um termômetro que confirma esse movimento, uma vez que tivemos um crescimento de 40% nos acessos ao portal.

Mas o que isso significa? Qual a importância disso?

Primeira coisa, indica que o consumidor está comprando muito mais online, está atento e não quer ser enganado. Segundo, mostra que as empresas precisam entregar um bom atendimento. E terceiro, aponta que estamos no caminho certo, andando lado a lado com o consumidor para que ele tenha respostas e um atendimento cada vez melhor. E ao lado das empresas para que elas entendam, conheçam e entreguem a melhor experiência para seus clientes.

Esse crescimento mostra também que não há mais tempo a perder. Uma tendência que já vinha crescendo nos últimos anos e que agora veio para ficar é que o consumidor passou a viver intensamente a experiência de compra com a Covid-19. O preço não deixou de ser importante, mas a confiança, cada vez mais, é a palavra chave. Tanto é que aprendeu outro hábito nesse período: mudar de marca, trocar a loja e buscar o melhor atendimento. E no meio desse jogo, acabamos nos fortalecendo como um “trustee” para ambos os times. 

E-commerce, vendas, comércio
Quem pensa só na venda e não no pós venda, sai perdendo.
(Foto: Pixabay)

Esses temas foram amplamente discutidos com dezenas de  empresas entre as mais importantes do país, como Magalu, iFood, BTG, Hotel Urbano e etc, para citar algumas com as quais tivemos contato.

A empresária Luiza Trajano, disse que dói ver uma reclamação. É doído. Manter o cliente é mais barato do que conquistar um novo e trocar de fornecedor é mais simples do que lidar com a dor de cabeça de uma compra mal feita.

 E agora vou falar da minha experiência. Percebi que nós, no ReclameAqui, o meu próprio atendimento não estava bom como eu gostaria. Esse olhar para dentro é importante, difícil, mas reconhecer que temos problemas e que sempre precisamos melhorar é combustível importante para o crescimento. O que eu fiz? Larguei tudo e mergulhei, me mudei para o atendimento. Estou na linha de frente para cuidar, pessoalmente, dessa área e do meu principal cliente, o consumidor. Qual a experiência que estou entregando? O que está funcionando e o que eu preciso deixar de lado ou aprimorar? O que posso trazer de novo? O que o meu cliente está falando de mim? 

Eu digo sempre que é preciso ter o DNA do consumidor, e não é de hoje. Os presidentes, diretores etc, precisam saber quem é o seu público, não adianta se trancar numa sala e resolver questões burocráticas. O setor de atendimento talvez seja o que mais tenha informações estratégicas para o crescimento sustentável por meio de um serviço de excelência. Atender bem e ter o Feedback é uma arma poderosa, uma questão de sobrevivência. Você, que é o CEO, experimente passar uma semana, um mês, alguns dias pelo menos ao lado do seu time e veja como é o atendimento da sua empresa, ouça o seu cliente, o seu consumidor. 

Os times das empresas precisam estar cada vez melhor preparados e prontos para, em poucas horas, virar o jogo. As empresas aéreas foram citadas como um exemplo. As que se saíram melhor, ou menos pior, foram as que buscaram uma resposta rápida, com um alto nível de negociações e acordos com seus clientes. Isso vale para qualquer companhia. Sem essa estratégia, muitas estão fadadas a virar pó. Os bancos, por exemplo, estão correndo atrás para ter de volta os clientes que migraram para as fintechs, e elas mesmas, estão se reinventando para dar conta do recado. Nós também nos reinventamos com uma nova plataforma de comparação de oferta, reputação de empresas e alertas de preços, algo que o nosso público demandava e cobrava.

Quem pensa só na venda e não no pós venda, sai perdendo. Esse ano digo que o “safety car” entrou na pista e nivelou todos os concorrentes. Mas, ao mesmo tempo, abriram-se inúmeras oportunidades e quem soube e ainda souber acelerar no tempo certo pode ganhar posições. Quem é o quarto pode ser primeiro e vice versa. As empresas que passaram na frente da corrida conseguiram manter um bom relacionamento com o consumidor foram para o pódio.

Mas a temporada continua e ainda temos o GP Final, o Natal,  com um desafio gigante que é atender mais de 7,5 milhões de novos consumidores,  que serão implacáveis em buscar a melhor experiência de compra. Preparem as suas máquinas, o consumidor está no grid de largada.


Maurício Vargas é fundador e CEO Global do Reclame AQUI

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