Arquivos Conferência do Clima 2021 - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/conferencia-do-clima-2021/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Mon, 06 Jun 2022 12:38:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 COP26 termina nesta sexta (12) sem acordos em diversos compromissos https://canalmynews.com.br/tecnologia/cop26-termina-sexta-12-sem-acordos-diversos-compromissos/ Fri, 12 Nov 2021 00:35:02 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/cop26-termina-sexta-12-sem-acordos-diversos-compromissos/ Brasil sinalizou possibilidade de acordo, mas documento final da COP26 deve frustrar expectativas sobre metas para conter o aquecimento global

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As delegações dos países devem passar esta madrugada entre quinta e sexta-feira negociando um acordo final para a Conferência do Clima da ONU (COP26). A tentativa é encontrar um ponto em comum sobre temas ainda polêmicos como o financiamento para que países emergentes invistam em redução de emissão de gases poluentes e noutras medidas que representem compromisso com metas claras sobre como reduzir os impactos das mudanças climáticas no mundo.

Um acordo que deve sair é uma meta conjunta sobre a questão dos créditos de carbono. “O Brasil sinalizou flexibilidade, abriu mão de uma postura tradicional do país nos últimos anos e indicou que poderá haver de fato um acordo, fundamental para estabelecer o livro de regras do acordo de Paris de 2015”, explicou o jornalista Jamil Chade – que faz a cobertura da COP26 direto de Glasglow, na Escócia.

COP26 deve terminar sem acordo em vários pontos
COP26 deve terminar sem acordo entre os países em vários pontos. Manifestantes pedem justiça de gênero em protesto da Conferência do Clima/Foto: Kiara Worth/UNFCCC.

Segundo Chade, ainda existem resistências dos países ricos sobre a questão do financiamento aos países emergentes. “Em 2009 foi estabelecido que os países ricos deveriam destinar aos emergentes 100 bilhões de dólares por ano para promover, ou facilitar a transição climática. Mas uma década depois esse dinheiro ainda não chegou de uma forma completa. Agora os emergentes insistem que este valor sequer será suficiente e que um novo mecanismo terá que ser criado para repensar o valor a ser destinado aos emergentes”, detalhou Jamil Chade.

O principal indicativo é que ao fim da conferência, nesta sexta (12), alguns compromissos das nações em relação à crise climática devem ficar para o futuro.

* A cobertura da COP26 do Canal MyNews está sendo realizada em parceria com a Vale.

 

Conferência do Clima da ONU termina nesta sexta, em Glasglow, na Escócia. Acompanhe a cobertura do Canal MyNews

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Mudanças climáticas colocarão mundo em cenário de pobreza e fome https://canalmynews.com.br/meio-ambiente/mudancas-climaticas-colocarao-mundo-em-cenario-pobreza-fome/ Tue, 09 Nov 2021 01:00:03 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mudancas-climaticas-colocarao-mundo-em-cenario-pobreza-fome/ Análises apontam para aumento da pobreza extrema e da fome. Mudanças climáticas também devem provocar queda do PIB, da produtividade agrícola, instabilidade política e social

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A Conferência do Clima da ONU (COP26) chegou nesta segunda (8) a um impasse sobre se os países conseguirão firmar um acordo para diminuir as emissões de gases de efeito estufa e assumir compromissos com metas firmes e factíveis até a próxima sexta (12) – quando o evento será encerrado. Uma posição inusitada adotada em conjunto por Brasil, China e Índia deu um recado aos países ricos: se não transferirem recursos financeiros aos países com economias emergentes, não haverá acordo firmado na conferência de Glasglow.

É o que destaca o jornalista Jamil Chade – que realiza uma cobertura especial do evento, diretamente da Escócia. Chade teve acesso a um rascunho confidencial do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) – que será lançado apenas em fevereiro de 2022. O cenário mostrado pelo documento aponta para o aumento da pobreza, da fome e para a queda do Produto Interno Bruto (PIB) em diversos países.

Marcha para o Clima (Glasglow Green) na COP26/Foto: Fotos Públicas/The Left in the European Parliament

“A crise na negociação é profunda e a COP26 entra na sua fase final numa situação delicada. Não existe nesse momento uma perspectiva de que esse acordo chegue até sexta. O relatório do IPCC vai apontar justamente o impacto social das mudanças climáticas. Os números são assustadores”, alerta Jamil Chade.

As análises dos especialistas apontam para o aumento da pobreza extrema para mais 132 milhões de pessoas até 2030 e o aumento da fome para mais 80 milhões de pessoas. Também devem ocorrer a queda do PIB e da produtividade agrícola em várias regiões do mundo, num cenário que aponta para instabilidade política e social.

COP26 - protesto contra mudanças climáticas
Pessoas protestam por medidas para conter as mudanças climáticas durante a COP26, em Glasglow, na Escócia/Foto: Fotos Públicas/The Left in the European Parliament

As mudanças climáticas terão impacto direto noutra agenda firmada por 192 países: a Agenda 2030 do desenvolvimento sustentável. Se os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) – negociados a partir da Rio+20 já pareciam distantes de serem alcançados no prazo, o aquecimento global pode distanciar o mundo ainda mais de compromissos como a erradicação da pobreza e da fome, saúde e bem-estar, educação de qualidade, igualdade de gênero, universalização do acesso a água limpa e saneamento, energia acessível e limpa, consumo e produção responsáveis, crescimento econômico sustentável, entre outras metas.

No caso do Brasil, desde 2016 o país vem se distanciando do alcance desses objetivos, especialmente com a adoção do teto de gastos, com o desmonte das políticas ambientais e das políticas públicas com foco na redução das desigualdades sociais. Os dados sobre desmatamentos e queimadas, violência contra povos originários, quilombolas e agricultores familiares e o aumento da pobreza, do desemprego e da fome no país apontam para uma imagem deteriorada que não vai se recuperar com promessas vazias.

* A cobertura da COP26 do Canal MyNews é realizada em parceria com a Vale

 

Acompanhe a cobertura da COP26 do Canal MyNews, com o jornalista Jamil Chade, diretamente de Glasglow, na Escócia

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Sociedade civil cobra compromissos concretos das nações na COP26 https://canalmynews.com.br/meio-ambiente/sociedade-civil-cobra-compromissos-concretos-nacoes-cop26/ Sun, 07 Nov 2021 18:31:35 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/sociedade-civil-cobra-compromissos-concretos-nacoes-cop26/ COP26 entra na semana final ainda sem acordo das nações sobre compromissos ambientais. Protestos acontecem em Glasglow, denunciando que Cúpula do Clima pode terminar sem resultados concretos

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Ao final da primeira semana da Conferência do Clima da ONU, a COP26, que acontece em Glasglow, na Escócia até o próximo dia 12 de novembro, as lideranças políticas responsáveis por se comprometerem com metas concretas de redução das emissões de gases de efeito estufa e demais medidas para frear o aquecimento global e, por consequência, as mudanças climáticas, têm enfrentado uma série de protestos da sociedade civil e de grupos que militam pelas causas ambientais. A principal crítica é a de que estão sendo anunciadas metas sem comprometimento efetivo e estratégias para alcançá-las.

COP26 - manifestação
Protestos têm tomado as ruas de Glasglow, na Escócia. Movimentos da sociedade civil exigem compromissos ambientais das nações na COP26/Foto: Redes Sociais/Reprodução

Na última sexta-feira (5) um protesto com cerca de 25 mil pessoas, segundo o jornal Washington Post, criticou o posicionamento das grandes nações – principais responsáveis pelas emissões de gases de efeito estufa. Outras manifestações reunindo milhares de pessoas aconteceram também no sábado (6) e neste domingo (7). A ativista Greta Thunberg chegou a classificar a COP26 como “um fracasso”. Thunberg afirmou que não é possível “resolver uma crise com os mesmos métodos que nos colaram nela”.

Entre os protestos, a Coalizão Negra por Direitos – entidade que reúne cerca de 250 organizações e movimentos sociais, lançou um manifesto exigindo a regularização das terras quilombolas e o comprometimento com a meta de zero desmatamento, além do fim do racismo ambiental no Brasil. A organização luta contra o genocídio da população negra, na cidade e no campo, “defendendo a terra, os territórios e as territorialidades negras como espaços de vida ambiental e humana, lutando, portanto, também, contra o racismo ambiental”.

“O governo do Brasil tem violado leis e códigos ambientais e o resultado tem sido o aumento do desmatamento das florestas na Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e no Pantanal. No caso da Amazônia, a floresta, os povos indígenas e as comunidades quilombolas têm sofrido os impactos do desmatamento e das atividades criminosas da mineração legal e ilegal. As ações criminosas se somam às queimadas legais e ilegais em escalas expressivas nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, impactando nos territórios dos povos e comunidades tradicionais. Assim como, historicamente, são as regiões onde mais ativistas de direitos humanos, indígenas, quilombolas e ambientalistas na luta em defesa das terras, das águas, das florestas e dos territórios são assassinados”, denuncia o documento da Coalizão Negra por Direitos.

Brasil tenta liderar acordo para transferência de recursos, mas esbarra em desconfiança de países na COP26

Segundo o jornalista Jamil Chade – que realiza cobertura especial da COP26 para o Canal MyNews, o governo brasileiro tenta apresentar uma proposta para criar um compromisso dos países ricos de transferirem recursos financeiros para as economias emergentes, no intuito de garantir a transição energética e climática.

Chade explica que a proposta foi apresentada no sábado (6), num momento crítico das negociações, na reta final do encontro, quando se espera que as nações cheguem de fato a acordos para reduzir as emissões de gases poluentes e se comprometam com ações tangíveis para frear o aquecimento global. A questão financeira está no centro do debate. O ponto crucial é sobre quem pagará a conta.

“Não há neste momento uma garantia de que esse acordo seja anunciado porque vários pontos, inclusive sobre o mercado de carbono, continuam em aberto. A parte técnica da negociação já foi concluída, mas a partir de segunda-feira (8) caberá aos ministros encaminharem a negociação e aí as decisões não serão mais técnicas, mas essencialmente políticas”, explica Jamil Chade.

O jornalista acrescenta que os países ricos estão hesitantes em se comprometerem com a distribuição de dinheiro, sem que haja um compromisso de redução, por exemplo, de desmatamento e de emissões de gases de efeito estufa. Na outra ponta, estão os países emergentes – argumentando que sem uma garantia de dinheiro, não será possível garantir um compromisso.

Marina Silva
Marina Silva foi a primeira entrevistada de Jamil Chade no Cruzando Fronteiras/Imagem: Reprodução/Canal MyNews

Na sexta (5), a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, na estreia do programa Cruzando Fronteiras – do Canal MyNews, considerou inexistente a credibilidade do governo brasileiro para assumir compromissos de conservação ambiental. “A credibilidade é inexistente. (…) O governo Bolsonaro se especializou em fazer anúncios vazios para ganhar tempo de fazer mais queimadas, mais desmatamentos e mais emissão [de gases]”, pontuou Marina Silva.

A semana promete ser de muito debate e pressão social para que políticos e grandes empresas se responsabilizem por ações ambientais concretas que terão impacto sobre a existência de vida na Terra em várias regiões do mundo ainda neste século XXI.

 

Acompanhe a cobertura especial do Canal MyNews sobre a COP26, diariamente, com o jornalista Jamil Chade

* A cobertura da COP26 do Canal MyNews é realizada em parceria com a Vale


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Mudanças climáticas exigem compromisso claro de países com metas https://canalmynews.com.br/meio-ambiente/mudancas-climaticas-exigem-compromisso-paises/ Wed, 03 Nov 2021 22:39:09 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mudancas-climaticas-exigem-compromisso-paises/ Brasil ainda é visto como pouco flexível a firmar acordos para frear as mudanças climáticas. Compromissos assumidos precisam estar no documento final do evento

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Depois dos discursos iniciais das autoridades de mais de 100 países que abriram os trabalhos na Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP26), que acontece em Glasglow, na Escócia, até o próximo dia 12 de novembro, a expectativa dos participantes do evento é de que os compromissos anunciados pelas lideranças realmente façam parte do documento final. O processo de negociação sobre que acordos que serão firmados para garantir a conservação ambiental nas próximas décadas e para frear o aquecimento global é lento e demanda muito esforço.

No primeiro dia do evento, a ativista indígena brasileira Txai Surui, de 24 anos, falou que os líderes globais “fecharam os olhos” para a mudança climática e apelou por medidas imediatas, e não com metas para 2030, ou 2050.

Txai Surui - mudanças climáticas - COP26
Ativista indígena brasileira Txai Surui disse que países fecharam os olhos para as mudanças climáticas/Foto: Fotos Públicas

A meta principal da COP26 é conseguir o comprometimento dos países com o limite de 1,5ºC de aumento da temperatura da Terra, até o final desse século – tendo como referência a temperatura global da era pré-industrial. Longe de ser uma meta simples, as medidas necessárias para alcançar esse objetivo demandarão bastante negociação e que os principais emissores de gases do efeito estufa realmente se comprometam com modos de produção sustentáveis.

“As primeiras impressões apontam que não será um acordo fácil. A cúpula está sendo vista como a última chance, pois o mundo sabe que está se esgotando o tempo para que medidas concretas sejam adotadas. No caso do Brasil, o país está tentando quitar suas hipotecas internacionais acumuladas nos últimos dois anos e meio. Mas de nada valem as declarações sem acordos no texto final”, explica o jornalista Jamil Chade – que faz uma cobertura especial da COP26 para o Canal MyNews.

 

Acompanhe a cobertura especial de Jamil Chade na COP26 no Canal MyNews

Chade explica que o Brasil ainda é visto com uma posição resistente e pouco flexível para firmar acordos e se quiser mudar a imagem do país, precisará adotar uma outra postura nas negociações. Apesar dos compromissos assumidos de reduzir as emissões de CO2 e de metano e de frear o desmatamento até 2030 – a expectativa ainda é de que o governo apresente de forma clara como mudará a política ambiental implementada nos últimos anos.

“O país anunciou o corte nas emissões de CO2 e metano até 2030 e inclusive foi aplaudido por John Kerry – enviado especial dos Estados Unidos para questões climáticas – e não o ator Jim Carrey, como confundiu o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Mas não se pode confundir anúncio com medidas concretas e o Brasil precisa dizer o que vai mudar na política ambiental brasileira para que os compromissos sejam atingidos. Nos últimos anos houve um desmonte da política ambiental brasileira, com retirada de recursos para lutar contra o desmatamento. De onde virá o dinheiro e como será reconstruída a política ambiental brasileira?” – questiona Jamil Chade, reverberando questões que o mundo está fazendo neste momento.

Exposições fotográficas mostram a diversidade e as belezas da Amazônia na COP26

No Climate Action Hub – espaço organizado pela sociedade civil brasileira dentro da COP26 – é possível visitar a exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado, e a mostra “Para quem está por vir”, com fotógrafos da região Norte do Brasil.

A exposição de Sebastião Salgado – que registra o cotidiano de 12 comunidades indígenas da Amazônia – está atualmente em cartaz no Science Museum, em Londres, e terá uma pequena mostra durante a Conferência do Clima. Já a mostra “Para quem está por vir”, tem curadoria de Eduardo Carvalho e Vanessa Gabriel-Robinson e foi montada especialmente para o evento, com fotografias Marcela Bonfim (Rondônia), Nailana Thiely (Pará) e Bruno Kelly (Amazonas).

Transição energética no Nordeste brasileiro é tema de debate

Nesta quinta (4), dentro da programação do Climate Action Hub, haverá a palestra “O Nordeste Brasileiro e o potencial da Transição Energética Justa no Brasil”, quando serão apresentados estudos sobre o potencial de energia renovável da região, com discussão sobre os desafios inseridos nessa transição, entre os quais a pobreza energética e os impactos fundiários. O evento pode ser acompanhado ao vivo, através do site da plataforma.

* A cobertura da COP26 do Canal MyNews está sendo realizada em parceria com a Vale

 

O presidente Jair Bolsonaro confundiu o enviado do governo dos Estados Unidos John Kerry com o ator Jim Carrey

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COP26: líderes mundiais assinam compromisso para diminuir a emissão de metano em 30% https://canalmynews.com.br/meio-ambiente/cop26-lideres-mundiais-assinam-compromisso-para-diminuir-a-emissao-de-metano-em-30/ Wed, 03 Nov 2021 22:29:15 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/cop26-lideres-mundiais-assinam-compromisso-para-diminuir-a-emissao-de-metano-em-30/ O Brasil é um dos cinco maiores emissores de metano no mundo e assinou o acordo

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Nesta terça-feira (2), na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), cem líderes mundiais assinaram os compromissos de reduzir emissões de metano em 30% e acabar com o desmatamento em 2030. Os esforços para a assinatura do acordo partiram dos Estados Unidos e União Europeia. A conferência da ONU sobre o clima está sendo realizada em Glasgow, na Escócia, desde domingo (31).

O Brasil é um dos cinco maiores emissores de metano no mundo e assinou o acordo. No entanto, China, Rússia e Índia, que também estão entre os principais poluentes, não estão entre os signatários.

O metano é um gás muito poluente e tem um poder de aquecimento 80 vezes mais potente que o dióxido de carbono, sendo um dos principais gases causadores do efeito estufa. Minas de carvão a céu aberto, pecuária, petróleo e aterros são fontes do gás.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. Foto: Doug Peters/ UK Government

Recado da Rainha na COP26

Em uma mensagem de vídeo divulgada nesta terça, a Rainha Elizabeth II disse para os líderes participantes da COP26 se elevarem acima das políticas do momento e agirem como verdadeiros chefes de Estado para promoverem um futuro mais seguro e estável para o planeta.

A rainha era esperada para participar da conferência, mas por motivos médios, cancelou a participação.  Já o príncipe Charles e o príncipe William, filho e neto da monarca, estão participando da reunião da ONU.

 

* A Cobertura da COP26 do Canal MyNews está sendo realizada em parceria com a Vale.

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Na Europa para o G20, Bolsonaro não comparecerá à Conferência do Clima https://canalmynews.com.br/meio-ambiente/na-europa-para-g20-bolsonaro-nao-comparecera-a-conferencia-do-clima/ Mon, 01 Nov 2021 14:01:57 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/na-europa-para-g20-bolsonaro-nao-comparecera-a-conferencia-do-clima/ Bolsonaro foi recebido pelo presidente italiano, Sergio Matarella, antes do início da Cúpula do G20. Imagem do Brasil está arranhada diante do mundo por conta do desmatamento e da falta de políticas ambientais

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) viajou para a Europa para participar da reunião do G20 – evento que reúne as 20 maiores economias do mundo e que este ano servirá de aquecimento para a Conferência do Clima da ONU, a COP26. Entretanto, mesmo estando na Itália, o presidente brasileiro não seguirá para Glasglow, na Escócia, onde ocorrerá o debate sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas.

Bolsonaro foi recebido nesta sexta (29) pelo presidente italiano Sergio Matarella e visitará a cidade de Pádua, no Norte da Itália, onde fará uma homenagem aos militares brasileiros que morreram durante a Segunda Guerra Mundial. O presidente brasileiro pretende visitar a basílica de Pádua. A diocese da região informou que não receberá o presidente brasileiro oficialmente, com honras de chefe de estado, mas se ele quiser visitar a igreja como um peregrino, as portas estão abertas.

Bolsonaro e Sergio Matarella antes da reunião do G20
O presidente Jair Bolsonaro se encontrou com o presidente da Itália, Sergio Matarella, nesta sexta-feira (29)/Foto: Alan Santos/PR

Segundo o jornalista Jamil Chade – que está em Roma, na Itália, o Brasil vive um momento de pressão por conta do desmatamento e também por causa das políticas públicas do governo Jair Bolsonaro, de desmonte dos controles ambientais no país. Bolsonaro passou o dia fazendo turismo em Roma, visitou pontos turísticos e caminhou pelas ruas da cidade.

“Hoje Bolsonaro é um personagem tóxico e que não suscita nenhum tipo de credibilidade. No G-20 ele certamente enfrenta resistências e até uma certa desconfiança das outras delegações. Já em Glasglow, ele sequer viajará para a Cúpula do Clima. Mais de cem líderes tomarão a palavra nos dias 1º e 2 de novembro, mas Bolsonaro optou por uma outra programação pela Europa. Bolsonaro optou por não ir à Cúpula do Clima e o mundo percebeu isso”, explicou Chade.

Na próxima segunda (1º), o presidente do Brasil visitará a cidade de Anguillara Veneta, onde receberá o título de cidadão honorário oferecido pela prefeitura local, cuja administradora, a prefeita Alessandra Buoso, é ligada ao partido de extrema direita Liga Norte.

Nesta sexta, houve protestos na cidade, em frente a prefeitura, organizado por grupos políticos e organizações sociais. A fachada da prefeitura foi pichada com a frase “Fora Bolsonaro”.

MyNews terá cobertura especial da Conferência do Clima da ONU, direto da Escócia

O Canal MyNews terá, a partir deste domingo uma cobertura especial da Conferência do Clima da ONU, a COP26, direto de Glasglow, na Escócia. O jornalista Jamil Chade trará diariamente os principais assuntos debatidos na COP26, com informações exclusivas e análises especiais.

O Canal MyNews fará uma cobertura integrada da COP26

* A Cobertura da COP26 do Canal MyNews está sendo realizada em parceria com a Vale.

 

Confira a análise do jornalista Jamil Chade sobre a presença de Bolsonaro no G20, no Canal MyNews

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COP26 começa exigindo compromisso para frear aquecimento global https://canalmynews.com.br/meio-ambiente/cop26-comeca-exigindo-compromisso-frear-aquecimento-global/ Mon, 01 Nov 2021 14:01:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/cop26-comeca-exigindo-compromisso-frear-aquecimento-global/ O Brasil – que desde a Rio-92 liderou esse debate, do alto da posição de quem detém o pulmão do mundo – a Floresta Amazônica – chega a Glasglow, na Escócia, com a imagem abalada

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Começa neste domingo a COP26 – a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), que debaterá até o próximo dia 12 de novembro sobre como o mundo pode se comprometer com metas para reduzir drasticamente o aquecimento global, de modo a frear as mudanças climáticas e o cenário de catástrofes ambientais e humanitárias que um planeta mais quente anuncia já para as próximas décadas.

Sustentabilidade
Lideranças de todo o mundo se reúnem em Glasglow, na Escócia, para debater compromissos ambientais na COP26, até o próximo dia 12 de novembro/Imagem: Pixabay

A meta a ser alcançada é limitar o aumento da temperatura a no máximo 1,5ºC até o final deste século. Um objetivo ousado num cenário de destruição ambiental e de pouco compromisso dos países mais industrializados com as reduções de gases do efeito estufa.

O Brasil – que desde a Rio-92 liderou esse debate, do alto da posição de quem detém o pulmão do mundo – a Floresta Amazônica – chega a Glasglow, na Escócia, com a imagem abalada por uma política ambiental praticamente inexistente e manchada pelo aumento das queimadas, desmantelamento dos órgãos de fiscalização e perseguição aos povos originários.

Estarão presentes 190 líderes mundiais, com expectativa de circulação de mais de 20 mil pessoas no evento. O posicionamento do Brasil durante a cúpula pode amenizar a péssima imagem que o Brasil cultivou nos últimos anos, ou colocar de vez o país como um pária diante da conservação ambiental e do futuro econômico, social e tecnológico que aponta cada vez mais para a necessidade de um pacto de conservação ambiental.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não comparecerá à COP26. Apesar de estar na Europa, onde participou da reunião de Cúpula do G-20 (as 20 maiores economias do mundo) – Bolsonaro optou por permanecer na Itália e viajar para o Norte do país, onde nesta segunda receberá o título de cidadão honorário na pequena cidade de Anguillara Veneta. O título honorário será oferecido pela prefeita Alessandra Buoso – filiada ao partido de extrema direita Liga Norte. A homenagem já provocou diversos protestos na região, organizadas por entidades da sociedade civil e por partidos de esquerda.

Sociedade civil terá espaço para debater compromisso do Brasil com metas ambientais

A sociedade civil organizada brasileira terá um espaço montado dentro da Conferência do Clima, em Glasglow, na Escócia, onde serão debatidas estratégias de como manter vivo o Acordo de Paris e a meta de aquecimento máximo do planeta em 1,5º neste século. A iniciativa, batizada de Brazil Climate Action Hub, é organizada pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), Instituto ClimaInfo e pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).

A abertura do espaço acontecerá no dia 2 de novembro, na Zona Azul da COP26, com uma programação que será transmitida através do site https://www.brazilclimatehub.org/ – em português e inglês – com o intuito de aproximar os debates que ocorrem na conferência da população brasileira. A programação será transmitida ao vivo, mas para acompanhar, deve-se considerar o fuso horário de três horas a mais, em relação ao horário de Brasília (DF).

MyNews tem cobertura especial da COP26 até o próximo dia 12 de novembro

O Canal MyNews terá, a partir deste domingo uma cobertura especial da Conferência do Clima da ONU, a COP-26, direto de Glasglow, na Escócia. O jornalista Jamil Chade trará diariamente os principais assuntos debatidos na COP-26, com informações exclusivas e análises especiais.

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Clima Internacional https://canalmynews.com.br/dialogos/clima-internacional/ Fri, 29 Oct 2021 21:16:55 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/clima-internacional/ Às vésperas da COP-26 em Glasgow, que reunirá lideranças para discutir metas e compromissos dos países em relação às mudanças no clima, a imagem do Brasil continua altamente deteriorada

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Meio Ambiente é tema essencial da agenda brasileira. Tem sido assim historicamente. Pioneiro em criar uma estrutura governamental para sistematizar o setor e detentor de uma das mais importantes biodiversidades do mundo, o Brasil é um player relevante nesta matéria, servindo de referência ao longo dos anos em política ambiental por diversos governos.

Internacionalmente o país se tornou interlocutor respeitado no assunto logo depois de sediar a Rio 92, conferência internacional das Nações Unidas, que recebeu dezenas de Chefes de Estado e Governo, assim como lideranças ambientais e ONGs para amplo debate sobre os rumos da questão ambiental. A partir daquele momento, o Brasil, que retomava sua democracia, adquiria legitimidade real para tratar do tema.

Termômetro mostra aumento da temperatura - mudanças no clima
De interlocutor respeitado na Rio-92 à imagem arranhada na COP-26. Como o Brasil chega a Glasglow?/Imagem: Pixabay

Fato é que a imagem internacional do Brasil dialogou de forma profícua com a questão ambiental ao longo dos anos, passando a um entrelaçamento natural. Tanto na esfera multilateral, como nas relações bilaterais, esta agenda integrou-se em nossa política externa como tema relevante e estratégico. Isto significa, em outras palavras, que a percepção internacional do Brasil passou a transitar também por este assunto.

No governo Bolsonaro houve uma inversão. O Brasil saiu da posição de player para pária na questão ambiental. Às vésperas da COP-26 em Glasgow, que reunirá lideranças de todo o mundo para discutir metas e compromissos dos países em relação às mudanças climáticas, a imagem do Brasil continua altamente deteriorada quando o assunto é meio ambiente. Foram negativas 80,7% das 114 reportagens sobre o tema publicadas sobre o país de janeiro a setembro deste ano em alguns dos mais importantes veículos das Américas.

Grande número de notícias nos primeiros nove meses do ano deu destaque a questões relativas a Amazônia e políticas do presidente Bolsonaro “que estão ativamente prejudicando a floresta tropical”. Algumas reportagens colocaram o tema ambiental em perspectiva mais ampla, na esfera das chamadas melhores práticas em governança, mas sempre em desfavor do Brasil. Isto ficou estampado em publicações como Wall Street Journal, The Economist, Libération, Toronto Star e La Nación. Muitas matérias têm especial foco em Minas Gerais, pois citam a terrível tragédia em Brumadinho, além do desastre em Mariana e a contaminação do Rio Doce.

O Brasil tem diante de si mais uma oportunidade para operar uma guinada profunda em sua imagem internacional. A conferência em Glasgow apresenta-se como instrumento para este caminho. Os governos estrangeiros pouco esperam de Bolsonaro, é verdade, mas uma política mais profissional e menos ideológica já cairia muito bem para o Brasil.

Ao dialogar de forma propositiva, existe real possibilidade de colhermos êxito. Podemos discutir a agenda climática, fortalecendo nossa posição histórica de referência no meio-ambiente e construir pontes para a discussão de uma série de assuntos estratégicos. Assim como no período pós-Rio-92, seria inteligente voltar a liderar esta agenda como o mais importante player internacional. Uma estratégia de longo prazo com benefícios políticos e sociais, além dos reflexos positivos diretos na imagem internacional do Brasil.


Quem é Márcio Coimbra?

Márcio Coimbra é presidente da Fundação Liberdade Econômica. Ex-Diretor da Apex-Brasil. Cientista Político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos, Espanha.


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Rogério Studart: Brasil deve decidir se embarca no trem do desenvolvimento sustentável https://canalmynews.com.br/mais/rogerio-studart-brasil-desenvolvimento-sustentavel/ Fri, 27 Aug 2021 19:40:43 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/rogerio-studart-brasil-desenvolvimento-sustentavel/ O economista e pesquisador do World Resources Institute (WRI), Rogério Studart, avalia que o Brasil está atrasado em iniciativas de estímulo ao desenvolvimento sustentável

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Se existe um trem para o futuro, ele já partiu e o Brasil chegou atrasado à estação. Essa é a análise do economista e pesquisador do World Resources Institute (WRI), em Washington (EUA), Rogério Studart – em conversa com a jornalista Mara Luquet, no MyNews Entrevista desta sexta (27) – ao avaliar que o país ainda pode alcançar as grandes nações em relação a medidas de desenvolvimento sustentável e para contornar a crise climática – aproveitando oportunidades socioeconômicas que de fato existem no país. Às vésperas da 26ª Conferência Mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Clima (COP26), que acontecerá de 31 de outubro a 12 de novembro, em Glasglow, na Escócia, Studart se diz mais otimista com a forma como governadores e prefeitos de várias regiões do Brasil têm lidado com a temática, buscando soluções inovadoras para questões de meio ambiente e sustentabilidade.

Rogério Studart - economista e pesquisador do WRI fala sobre desenvolvimento sustentável
O economista e pesquisador do WRI, Roberto Studart, avalia como o Brasil está se posicionando em relação às iniciativas de desenvolvimento sustentável/Imagem: Reprodução Internet/Canal MyNews

“O Brasil, na sua representação nacional, chega atrasado à estação. Ainda tem tempo, nada em negociações internacionais é definitivo e sempre é possível mudar a abordagem, a ambição e a sua forma de se apresentar ao mundo. A gente chegou tarde à estação; a nossa ambição apresentada sobre a mudança do clima e à agenda ambiental é no mínimo tímida. Por outro lado, observo diversas iniciativas em nível estadual e municipal que, pelo contrário, têm avançado muito. Tenho acompanhado muitas conversas de governadores e prefeitos e prefeitas com a comunidade internacional. (…) Sou mais otimista com a forma que governadores e prefeitos têm se posicionado”, argumenta o professor, ressaltando que é preciso uma iniciativa do povo brasileiro sobre os temas, para que o país utilize essas discussões sobre meio ambiente e sobre o clima para sair de uma situação socioeconômica complicada.

Entre as iniciativas que têm chamado a sua atenção, Rogério Studart ressalta o Fundo de Gestão da Amazônia Oriental, desenvolvido pelo estado do Pará, e algumas coalizões de governadores do Norte do país pelo clima em nível nacional. “Vi com muito interesse uma conversa com a administração Biden, quando disse que as relações com o Brasil deveriam ser pautadas pelo tema ambiental. (…) Vejo essa e outras iniciativas e uma potencialidade enorme para que prosperem. Enviar essa sinalização [para o mundo] é muito importante porque esse é um trem que não vai parar e o Brasil tem possibilidade de se favorecer e de dar a sua contribuição ao mundo”, acrescenta.

Desenvolvimento Sustentável tem reflexos em oportunidades sociais e econômicas

Parte de um grupo do WRI que tem estudado o tema da sustentabilidade em várias regiões do mundo, o professor elenca diversas oportunidades e benefícios que o Brasil teria se investisse seriamente em projetos sustentáveis, promovendo negócios verdes e energias alternativas, por exemplo. “Há possibilidade de ganhos em crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), aumento da produtividade, diminuição da poluição, melhoria da mobilidade. Investir em cidades inteligentes favorece a população e aumenta a produtividade”, destaca. Para Studart, países como o Brasil – com uma economia continental – necessitam de um eixo de crescimento calcado no desenvolvimento interno, no capital humano, tecnológico e na agricultura.

O Brasil tem um potencial para desenvolvimento nesses segmentos, assim como os Estados Unidos e a China – dois países também continentais, observa o economista. “Basta olhar uma foto de satélite do Brasil e perceber que existe um capital natural extraordinário que está sendo destruído; mas se for utilizado de maneira eficiente, pode se tornar uma potência. Estou falando de biocombustíveis, energia renovável, ônibus elétricos, agricultura sustentável – diversas frentes de investimento e desenvolvimento. Isso acaba atraindo uma juventude e criando empregos em áreas com futuro. A gente perdeu hoje em dia a capacidade de saber como investe no futuro. O Brasil está investindo do passado”, complementou, lembrando que, ao contrário do momento atual, o Brasil tem uma tradição de colocar o conceito de desenvolvimento sustentável na pauta global.

O pesquisador lembra que existem boas iniciativas acontecendo no país em relação ao financiamento para projetos sustentáveis e cita instituições como o BNDES, o Banco Central e o Banco do Brasil com exemplos de iniciativas positivas para atrair, estimular e financiar iniciativas e recursos “verdes”. Para se colocar novamente como um líder em defesa de uma economia sustentável, Rogério Studart diz que é preciso que o país apresente uma visão sobre este futuro, com um discurso claro para agentes privados, investidores, e comunidade internacional, com uma visão de longo prazo. “A gente tem que decidir se sobe ou não no trem. Não é só uma questão de comércio. É tecnologia verde, finanças verdes, investimento verde. É assim que os países se posicionam. China, Estados Unidos, a Colômbia está espetacularmente se apresentado assim ao mundo. Resta saber o que o Brasil quer fazer com isso”, finalizou.

Assista à íntegra do MyNews Entrevista, no Canal MyNews, com o economista Rogério Studart e a jornalista Mara Luquet, sobre as oportunidades do desenvolvimento sustentável para o crescimento socioeconômico

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