Arquivos eleicao sp - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/eleicao-sp/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 29 Oct 2024 15:47:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Nunes reeleito e Boulos enfraquecido https://canalmynews.com.br/politica/rodrigo-augusto-prando/nunes-reeleito-e-boulos-enfraquecido/ Tue, 29 Oct 2024 15:27:18 +0000 https://localhost:8000/?p=48031 Candidato derrotado do PSOL teve, neste segundo turno, votação muito próxima daquela de 2020, mesmo tendo mais recursos e o apoio do presidente Lula

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O segundo turno na cidade de São Paulo seguiu a lógica do país: foi uma vitória do incumbente, Ricardo Nunes (MDB), num cenário no qual a reeleição nos municípios chegou a ficar na casa dos 80% — em 2020, ano pandêmico, ficou em cerca de 60%. Guilherme Boulos (PSOL) teve, neste segundo turno, votação muito próxima daquela de 2020, mesmo tendo mais recursos e o apoio do Presidente Lula (PT).

Os institutos de pesquisa foram bastante precisos nos dois turnos: no primeiro, apontavam um empate triplo entre Nunes, Boulos e Pablo Marçal (PRTB); no segundo, sempre apontaram uma boa distância entre Nunes e Boulos. A diferença entre Nunes (59,35% dos votos válidos) e Boulos (40,65%) foi dentro, por exemplo, da margem de erro do Datafolha que apontou, na véspera: Nunes com 57% e Boulos com 43%.

Nunes – assim como os demais prefeitos reeleitos – contou com a força da máquina, com uma coligação forte, vereadores nas ruas pedindo votos e apoio firme e presente do governador Tarcísio de Freitas. Apesar de ter demorado para que fosse conhecido pelos paulistanos, uma vez que herdou a prefeitura do falecido Bruno Covas, o poder da máquina e a cidade com obras em andamento foram elementos importantes da candidatura e lhe garantiram a vitória.

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Jair Bolsonaro (PL) dirigiu a Nunes um apoio reticente, protocolar, fraco mesmo. O ex-presidente – derrotado por Lula e inelegível – saiu menor do que entrou nessa eleição, e não apenas em São Paulo. Se, no primeiro turno, Nunes sentiu o impacto da candidatura de Marçal e correu risco de se ver alijado da disputa final, agora, os votos de Marçal foram em massa para o prefeito reeleito.

Tarcísio se consagrou como o grande vencedor desta eleição, uma vez que foi o cabo eleitoral de Nunes. Mas, no dia da votação de segundo turno, um fato ocorrido desabona a presença dele. O governador, sem provas, asseverou que integrantes da facção criminosa PCC teriam orientado familiares e apoiadores a votar em Boulos. Tal fato mancha a trajetória de Tarciso e terá, por certo, consequências jurídicas no âmbito eleitoral.

Boulos, por sua vez, tem sua segunda derrota – a primeira, em 2020, foi para o tucano Bruno Covas. Diz-se muito acerca da proximidade dos votos obtidos por Boulos, no segundo turno, em 2020 e em 2024, indicando um possível teto do psolista, que tem sua imagem construída e comunicada por sua participação no movimento social de luta pela moradia. Embora afirme ter orgulho de sua trajetória, há uma percepção de que sua conduta está ligada à invasão de propriedades privadas.

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Marçal, no primeiro turno, atacou todos os adversários, com agressividade conjugada às fake news. Fez insinuações de que Boulos era 1) usuário de cocaína; 2) de que havia sido preso por porte de drogas (desmentido rapidamente por tratar-se de um homônimo); e 3) apresentou um laudo falso antes do primeiro turno afirmando que Boulos havia sido internado por surto psicótico por uso de cocaína (já demostrado ser falso o documento pelas autoridades policiais).

Apesar de todo esse histórico, Boulos achou uma boa ideia participar de uma “entrevista” de emprego com Marçal, proposta que Nunes recusou. Politicamente, o psolista fez um movimento político em busca do voto por mudança que estaria no eleitorado marçalista; biograficamente, todavia, foi uma ação de legitimar a conduta de Marçal de ataque à civilidade política e aos adversários. E, por fim, tal ação não trouxe nada de votos e, pior, Boulos ganhou apenas em três distritos eleitorais em São Paulo.

Nunes, vencedor, sai fortalecido, junto com Tarcíso e Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e um dos impulsionadores da campanha do prefeito reeleito — o PSD foi o maior vitorioso no segundo turno das eleições deste ano, elegendo nove de seus candidatos, o maior número entre os partidos. Boulos sai derrotado, enfraquecido, ao lado de Lula e do campo progressista.

Entenda por que Tarcísio, Kassab e Marçal saem mais fortes das eleições, apesar das tretas da direita:

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Nunes é reeleito prefeito em SP com ampla vantagem em relação a Boulos https://canalmynews.com.br/noticias/com-9161-das-urnas-apuradas-ricardo-nunes-e-reeleito-prefeito-em-sao-paulo/ Sun, 27 Oct 2024 21:51:48 +0000 https://localhost:8000/?p=47983 Com 100% das urnas apuradas, candidato do MDB obteve 59,35% dos votos válidos, contra 40,65% de seu adversário; diferença foi de mais de 1 milhão de votos

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Com 100% das urnas apuradas, Ricardo Nunes (MDB), foi reeleito prefeito de São Paulo neste domingo (27), com 59,35% dos votos válidos. Seu adversário na disputa, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), obteve 40,65% dos votos válidos. A diferença entre os dois candidatos foi de 1.069.209 votos.

Nunes e Boulos chegaram ao segundo turno após a eleição mais concorrida da história da prefeitura paulistana no primeiro turno. Nunes terminou a primeira etapa com 29,48% dos votos, enquanto Boulos obteve 29,07%. Pablo Marçal (PRTB) ficou em terceiro, com 28,14% dos votos.

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Na eleição de 2020, Nunes foi eleito vice-prefeito de São Paulo e, no ano seguinte, assumiu a administração da cidade quando o então prefeito Bruno Covas morreu, aos 41 anos, vítima de um câncer. Anteriormente, foi vereador da capital por dois mandatos.

Nunes teve como principal padrinho político o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ex-ministro do governo Bolsonaro. O prefeito contou com o apoio também de uma coalizão de 11 partidos, que formaram uma frente ampla de direita. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apoiou a candidatura do emebedista, mas timidamente, principalmente no primeiro turno. Na primeira etapa da eleição, procurou se distanciar da campanha e chegou a orientar Tarcísio a fazer o mesmo.

Boulos, por sua vez, recebeu o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tinha como candidata a vice a petista Marta Suplicy. A força de ambos os nomes, porém, não foi suficiente para eleger o candidato do PSOL. Em pronunciamento após a derrota, o deputado federal afirmou que perdeu a eleição, mas que a campanha recuperou a “dignidade da esquerda brasileira”.

Equilíbrio venceu extremismo, diz Nunes no discurso da vitória:

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Reta final da disputa à prefeitura de São Paulo https://canalmynews.com.br/politica/rodrigo-augusto-prando/reta-final-da-disputa-a-prefeitura-de-sao-paulo/ Sat, 26 Oct 2024 15:18:43 +0000 https://localhost:8000/?p=47967 Boulos apostou no discurso da mudança e, perto do segundo turno, deixou de lado a estratégia 'paz e amor' para adotar postura mais agressiva; tática, no entanto, se mostrou insuficiente

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Estamos a poucos dias do segundo turno da eleição municipal. Em São Paulo, temos Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL) numa situação distinta do primeiro turno, na qual até o fim da apuração, havia, praticamente, um empate triplos entre Nunes, Boulos e Pablo Marçal (PRTB). Neste segundo turno, Nunes — atual prefeito, com a máquina nas mãos, coligação robusta e muitos vereadores nas ruas — tem situação bem mais confortável do que Boulos.

Boulos apostou no discurso assentado na mudança. Quis, em muitos momentos, reafirmar a polarização, trazendo à tona Lula (seu padrinho) e Bolsonaro (apoiador de Nunes), buscando rememorar a eleição presidencial de 2022. Uma chuva, nem tão forte, foi capaz de deixar milhares de paulistanos sem energia e, com isso, a campanha do psolista se empolgou e quis carimbar em Nunes a culpa pelo ocorrido. Não foi suficiente, e o prefeito conseguiu, no tempo certo, apresentar sua narrativa e direcionou parte das críticas à Enel e ao governo Lula.

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Nunes, por sua vez, buscou trazer a campanha para o campo da comparação entre as biografias: do prefeito, realizador de obras e moderado; contra Boulos, cuja imagem percebida por muitos é de um radical, dado sua atuação nos movimentos sociais pela luta por moradia. O prefeito não teve um Bolsonaro ativo no primeiro turno e, mesmo agora, foi assaz singela a participação do ex-presidente.

Todavia, a presença e entusiasmo do governo Tarcísio de Freitas fez, simbolicamente, a diferença a favor de Nunes. Se, no primeiro turno, o prefeito foi considerado, por alguns, como fraco ou moderado demais para o gosto do bolsonarismo, agora, é uma imagem que se distancia daquela construída a respeito de Boulos.

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Tendo ficado em terceiro lugar, Marçal tem um considerável número de votos e estes, segundo as pesquisas, foram direcionados majoritariamente para Nunes. Mesmo Tabata Amaral (PSD) e José Luís Datena (PSDB) tendo declarado apoio a Boulos, o deputado encontra-se em desvantagem em relação ao prefeito.

A pesquisa Quaest, divulgada na última quarta-feira (23), apresenta Nunes com 44% e Boulos com 35% das intenções de voto. Já a pesquisa Datafolha, da última quinta (24), coloca o prefeito com 49% e o candidato do PSOL com 35%. Houve variação positiva para Boulos e Nunes caiu alguns pontos se comparado com pesquisas anteriores. Contudo, isso se mostrou insuficiente, até o momento, para colocar em risco a virtual reeleição do prefeito.

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No universo das metáforas futebolísticas, Nunes joga parado, não se arriscando muito em sair para o jogo – inclusive participação em debates e sabatinas. Boulos, no caso, tem que se defender, construir o ataque, cruzar a bola e se apresentar na área para fazer o gol. Há quem assevere que o candidato do PSOL teve uma crise de identidade durante a campanha.

Começou paz e amor; perdeu a paciência com Marçal, no episódio da carteira de trabalho; teve que atacar Nunes de forma incisiva, mas não podia parecer radical para assustar o eleitor; e, agora, no final, além de buscar votos no eleitor do então candidato do PRTB, aceitou uma sabatina proposta por ele com os dois candidatos (que Nunes descartou peremptoriamente).

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Vale lembrar que, no debate Record/Estadão, Boulos, ao estilo de Marçal, anunciou que algo “grave” sobre Nunes seria apresentando durante a semana. Até a manhã deste sábado (26), nada nesse sentido havia sido divulgado.

Em três dias saberemos quem será o prefeito eleito de São Paulo. Os números e o cenário são francamente favoráveis a Nunes, contudo, fatos extraordinários podem ocorrer e uma virada de Boulos se apresentar. Política não é ciência exata e isso traz emoção até o final!

Saiba como foi o debate da Globo na reta final da disputa pela prefeitura de São Paulo:

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Declarei apoio a Marçal porque Nunes foi ‘frouxo’ e ‘covarde’ comigo, diz Joice Hasselman https://canalmynews.com.br/noticias/declarei-apoio-a-marcal-porque-nunes-foi-frouxo-e-covarde-comigo-diz-joice-hasselman/ Thu, 10 Oct 2024 16:25:24 +0000 https://localhost:8000/?p=47499 Ao MyNews, jornalista afirmou que o prefeito gravou um vídeo em apoio à candidatura dela, mas depois apagou e gravou outro desmentindo o que havia sido dito

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A jornalista Joice Hasselman (Podemos), que obteve menos de 2 mil votos e não conseguiu se eleger vereadora pela cidade de São Paulo, afirmou ao MyNews que declarou apoio ao empresário Pablo Marçal (PRTB), então candidato à Prefeitura da capital paulista, porque o prefeito Ricardo Nunes (MDB) foi “frouxo” e “covarde” com ela. Segundo Joice, Nunes gravou um vídeo em apoio à candidatura dela, mas depois apagou e gravou outro desmentindo o que havia sido dito.

O motivo do recuo de Nunes teria sido a pressão do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que, assim como o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, apoia a candidatura do prefeito à reeleição. Durante a campanha presidencial de 2018, Joice era aliada de primeira hora de Jair Bolsonaro, mas a relação com o governo se desgastou. Hoje, ela faz oposição ao bolsonarismo.

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“Eu acabei declarando apoio a Marçal porque o Nunes foi muito frouxo e covarde comigo. Ele fez um vídeo de apoio a mim […] e aí veio esse maldito bolsonarismo de novo. Veio o Eduardo Bolsonaro, que tem fixação por mim. Ele só pode desejar ser eu”, afirmou Joice.

“Ele [Eduardo Bolsonaro] foi em cima do prefeito, o pressionou a gravar um vídeo ‘desdizendo’ [sic.] aquilo que estava gravado. Dizendo que não, que nem me conhecia direito, que foi uma gravação por acaso. Foi tão patética a situação que eu falei: ‘Não, eu não posso apoiar um frouxo desse'”, acrescentou.

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Ao longo da campanha, Joice teve algumas rusgas com Marçal. Ainda assim, decidiu apoiar a candidatura dele. No final de agosto, o empresário Filipe Sabará, coordenador do plano de governo do então candidato do PRTB, chamou Joice de “traíra” e afirmou que a campanha não queria o apoio dela.

“Ela é uma traíra! Ela que abrace o Nunes! Aqui, não! Xô, satanás”, escreveu Sabará à coluna da jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, por meio de mensagem no WhatsApp. Ao MyNews, Joice chamou Sabará de “babaca” e disse que Marçal foi “babaca por tabela” por ter “publicado essa declaração”. Apesar disso, avaliou que, naquele momento, a candidatura de Marçal representava uma proposta mais “disruptiva” para São Paulo e decidiu apoiá-lo.

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Em determinado momento, Joice parou de pedir voto para Marçal porque achou que ele passou dos limites, em especial “do meio para o final” da campanha eleitoral. Ela citou um laudo falso, publicado pelo candidato derrotado, que acusava seu então adversário Guilherme Boulos (PSOL) de ter tido um surto psicótico por uso de cocaína. O documento passou por perícia, que comprovou a fraude.

“Eu sou arqui-inimiga do Boulos, […] mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. O fato de eu não gostar do Boulos, pessoalmente e politicamente, […] não significa que eu vá passar a mão na cabeça de quem forja laudo e publica isso na internet”, disse.

Procurada pelo MyNews, a assessoria do prefeito Ricardo Nunes não quis se manifestar. A reportagem também contatou o empresário Filipe Sabará, que ainda não retornou. Em caso de qualquer novidade, este texto será atualizado.

Ricardo Nunes foi ‘covarde’ e Pablo Marçal ‘esticou a corda’, diz Joice Hasselman:

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Marçal diz que não apoiará Nunes e fala em ‘arrogância’ do prefeito e seus aliados https://canalmynews.com.br/noticias/marcal-diz-que-nao-apoiara-nunes-e-fala-em-arrogancia-do-prefeito-de-tarcisio-e-de-bolsonaro/ Wed, 09 Oct 2024 15:59:39 +0000 https://localhost:8000/?p=47464 Emebedista afirmou que empresário não o procurou para oferecer apoio na reta final da disputa e que também não fará nenhum aceno nesse sentido

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O empresário e influenciador digital Pablo Marçal (PRTB), derrotado no primeiro turno das eleições municipais em São Paulo, afirmou, nesta quarta-feira (9), que não apoiará a candidatura do prefeito Ricardo Nunes (MDB), candidato à reeleição, no segundo turno do pleito. A declaração de Marçal vem depois de Nunes ter dito que Marçal não o procurou para oferecer apoio na reta final da disputa e que também não fará nenhum aceno nesse sentido.

“Diante das afirmações de Ricardo Nunes, comunico que não apoiarei sua candidatura neste segundo turno. A arrogância demonstrada não só por ele, mas também por Tarcísio de Freitas [governador de São Paulo], Jair Bolsonaro [ex-presidente], Eduardo Bolsonaro [filho de Jair], Silas Malafaia [pastor evangélico que apoia a candidatura de Nunes] e Valdemar Costa Neto [presidente do PL] inviabiliza qualquer tipo de apoio”, disse Marçal em nota enviada à imprensa.

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“Libero os 1.719.024 cidadãos paulistanos que confiaram na minha candidatura para votarem de acordo com suas convicções, princípios e ideologias. E que fique bem claro: se essa atitude arrogante resultar na entrega da prefeitura da cidade mais importante do hemisfério sul à extrema esquerda, a culpa não será minha. A arrogância precede a queda”, acrescentou.

Marçal afirmou que estaria “aberto ao diálogo” caso as pessoas citadas “reconheçam os erros cometidos” contra ele. Disse, ainda, que entrou na eleição para evitar a vitória do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), possibilidade que, para ele, “se tornou uma certeza” diante da racha na direita em São Paulo.

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Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada na véspera da eleição, a maioria dos eleitores que se declaram bolsonaristas preferem Marçal (51%) a Nunes (34%), uma diferença de 17 pontos percentuais. Na sondagem anterior, divulgada em 27 de setembro, essa diferença era ainda maior, de 25 pontos percentuais. Marçal era o candidato de 55% dos bolsonaristas, ante 30% de Nunes.

Desde o resultado do primeiro turno das eleições municipais, Bolsonaro vem sendo atacado nas redes sociais por bolsonaristas que apoiavam Marçal na disputa em São Paulo. Eles o acusam de ter “traído” a direita, o chamam de “comunista” e ameaçam votar em Boulos por vingança. Diante desse cenário, a peça fundamental da campanha de Nunes seguirá sendo Tarcísio, conhecido por ser um bom gestor e aliado de primeira hora do prefeito.

Saiba o que disse Malafaia sobre Bolsonaro e como isso pode afetar seguidores e apoiadores:

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Entenda por que Ricardo Nunes não quer o apoio de Pablo Marçal https://canalmynews.com.br/politica/entenda-por-que-ricardo-nunes-nao-quer-o-apoio-de-pablo-marcal/ Tue, 08 Oct 2024 18:14:14 +0000 https://localhost:8000/?p=47448 Prefeito afirmou que não foi procurado pelo empresário, deixado de fora do segundo turno da eleição, e que também não fará nenhum aceno nesse sentido

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O prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB), candidato à reeleição, afirmou que não quer o apoio do empresário e influenciador digital Pablo Marçal (PRTB), derrotado no primeiro turno, na reta final da eleição. Em entrevista coletiva no Edifício Joelma, no centro de São Paulo, na segunda-feira (7), Nunes afirmou que não foi procurado por Marçal e que também não fará nenhum aceno nesse sentido.

“Se eu for procurado, vou dizer a ele que espero que tenha aprendido com os erros, que ele possa fazer uma boa reflexão de tudo aquilo que cometeu, que ele siga o caminho dele e eu o meu”, disse Nunes, que tenta conseguir o apoio do eleitorado de Marçal pelo viés ideológico. “Eu preciso que os eleitores do Pablo Marçal entendam que estamos em uma batalha contra a extrema esquerda. É um eleitor de direita. O meu campo representa o centro e a direita.”

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A disputa em São Paulo foi acirrada até os últimos minutos. O segundo turno foi definido às 21h07, com 99,52% das urnas apuradas. Nunes obteve 29,48% dos votos válidos; Guilherme Boulos (PSOL), 29,07%; e Marçal, 28,14%. Ainda que as pesquisas mostrem o prefeito como favorito no segundo turno, por que ele dispensaria o apoio do empresário? Segundo a jornalista Amanda Klein, repórter da RedeTV e da Jovem Pan, que conversou com a campanha de Nunes, o prefeito não quer associar a própria imagem à do empresário.

“Eles [os integrantes da campanha] acreditam que os votos do Marçal virão para Nunes quase que por osmose, de forma natural”, afirmou Amanda, que apurou também a importância do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro na campanha de Nunes. “Eles acreditam que [o apoio de Bolsonaro] é importante, mas não fundamental. Acham que, se tivessem colado muito a imagem de Nunes à de Bolsonaro [na campanha do primeiro turno], ele provavelmente teria perdido para Marçal.”

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De acordo com a última pesquisa Datafolha, a maioria dos eleitores que se declaram bolsonaristas preferem Marçal (51%) a Nunes (34%), uma diferença de 17 pontos percentuais. Na sondagem anterior, divulgada em 27 de setembro, essa diferença era ainda maior, de 25 pontos percentuais. Marçal era o candidato de 55% dos bolsonaristas, ante 30% de Nunes.

Desde o resultado do primeiro turno das eleições municipais, Bolsonaro vem sendo atacado nas redes sociais por bolsonaristas que apoiavam Marçal na disputa em São Paulo. Eles o acusam de ter “traído” a direita, o chamam de “comunista” e ameaçam votar em Boulos por vingança. Diante desse cenário, a peça fundamental da campanha de Nunes seguirá sendo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), conhecido por ser um bom gestor e aliado de primeira hora do prefeito.

Saiba sobre a disputa dos votos de Marçal e Tabata e como eleições mostram racha e novo jogo em 2026:

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