Arquivos eleições 2018 - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/eleicoes-2018/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Sat, 11 Jun 2022 12:01:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 A coisa certa https://canalmynews.com.br/paulo-totti/a-coisa-certa-guerra-eleitoral/ Fri, 04 Feb 2022 17:30:40 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23540 A guerra eleitoral de 2022 não é a mesma de 2018

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Winston Churchill em sua “Memórias da Segunda Guerra Mundial”, conta que ao assumir em 1940 o cargo de primeiro ministro acumulado com o de ministro da Defesa, dizia-se como piada que, até ali, o governo de Sua Majestade costumava preparar-se para as guerras passadas e não para a futura, que já estava para começar. No Brasil dos nossos tempos a guerra é política e parece que dois ilustres candidatos à presidência estão muito bem armados para a campanha passada, a de 2018, não para a do próximo 2 de outubro, praticamente depois de amanhã.

São eles Jair Messias Bolsonaro e Sérgio Fernando Moro. O primeiro, veterano de sete mandatos como deputado federal, faz guerra pública ao comunismo desde 1991. Até então, pelo que sabemos, a beligerância era voltada contra o Regulamento Disciplinar do Exército (RDE). O movimento que Bolsonaro idolatra e do qual não participou por causa da idade, levantou-se contra o comunismo em 1964, quando nem os comunistas pensavam, ou desejavam, que o governo de João Goulart fosse, ou devesse ser, comunista. Ao derrotar Fernando Haddad há quatro anos, o comunismo foi mais uma vez combatido como prioridade, apesar de Haddad não ser comunista e o comunismo já ter deixado de existir. Na guerra atual, o inimigo ainda é o comunismo, uma ameaça tão velha e fantástica quanto, na minha terra, a lenda de Teiniaguá, a Salamandra de Jarau. No cercadinho do Palácio da Alvorada e dali espalhados pelo Brasil em conexão de ilegais robôs cibernéticos, voltarão a chamar o adversário de “Nove dedos” e a inventar que João Pedro Stedile, líder do MST, vai mandar no agronegócio. Em São Paulo, repetirão que Haddad, se eleito, substituirá a educação física pelo homossexualismo no currículo do ensino médio.

A guerra para alcançar o Palácio do Planalto precisa ser atualizada. Foto: Pixabay

O Bolsonaro de 2022 desembainhará novamente a espada da anticorrupção e invocará a seriedade da tradição militar para o combate. Neste particular o propósito será decepcionante, pois o eleitor, desiludido com o falso salvador da pátria, já percebeu que a seriedade era um engodo e que, por exemplo, a ocupação fardada do ministério da Saúde resultou na criminosa fuzarca que todos conhecemos. O exército, que um dia adotou a ciência como primado de sua cultura e por isso chegou a ser exageradamente chamado de positivista, acoberta hoje e por mais um século os malfeitos de um general chegado ao terraplanismo.

Não é isso que o leitor de agora quer e as pesquisas já estão a demonstrar. O eleitor quer emprego, comida na mesa, assistência médica com gratuidade estendida aos medicamentos, opção de morar longe de encostas que desabam, avenidas, estradas e linhas de metrô sem crateras no meio do caminho, Amazônia e Pantanal protegidos contra desmatamento e incêndios. Um país, enfim, sem discriminação odiosa de raça, cor e gênero, e, como anunciou o eleito no Chile, com um governo que não declare guerra a seu próprio povo.

O ex-juiz Moro, cristão novo da política, é o outro que aparece municiado para a guerra que já passou. Em 2018, os eleitores, embalados talvez pelo ainda mal estudado movimento de massas de 2013, esperavam, até exigiam, a chegada do outsider, alguém vindo de fora para exorcizar a política, expurgá-la de todos os maus costumes, entre eles o da corrupção. Com essa mensagem e 57,79 milhões de votos (55,13% dos válidos), Bolsonaro ocupou o espaço. Deu no que deu. A mensagem convincente, que emerge destes tristes tempos de pandemia, mira a mitigação das iniquidades, o caminho que conduza ao fim de um mundo desigual. Lembrete histórico: Churchill, com apoio de Franklin Delano Roosevelt, rearmou a Inglaterra e animou Londres à sobrevivência, dias e noites, ante a novidade das bombas voadoras de Hitler. Nosso exército fez a coisa certa: foi à guerra ao lado de Estados Unidos, Reino Unido e União Soviética.

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TSE decide arquivar ações que pediam cassação da chapa Bolsonaro/Mourão https://canalmynews.com.br/politica/tse-arquivar-acoes-pediam-cassacao-chapa-bolsonaro-mourao/ Thu, 28 Oct 2021 18:59:04 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/tse-arquivar-acoes-pediam-cassacao-chapa-bolsonaro-mourao/ TSE também definiu que uso de aplicativos para espalhar mensagens falsas pode configurar abuso de poder econômico

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta (28) pelo arquivamento de duas Ações de Investigação Judicial Eleitorais (Aije) que pediam a cassação dos diplomas e a inelegibilidade por oito anos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), por abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2018, por disparos de mensagens em massa através do aplicativo WhatsApp e por uso fraudulento de nome e CPF de pessoas idosas para registrar chips de celular.

O ministro Luis Felipe Salomão, relator do processo, reconheceu a ilicitude dos disparos de mensagens em massa, mas considerou que as provas apresentadas não são suficientes para provar os fatos. Votaram com o parecer do relator os ministros Mauro Campbell Marques, Sérgio Banhos, Carlos Horbach, Alexandre de Moraes, Edson Fachin e o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso.

TSE rejeita cassação da chapa Bolsonaro/Mourão
TSE decidiu não caçar a chapa Bolsonaro/Mourão por disparos de mensagens em massa nas eleições de 2018 por considerar que não há provas suficientes/Foto: Abdias Pinheiro/SECOM/TSE

TSE definiu que uso de aplicativos para espalhar fake news pode ser punido

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral também definiram que o uso de aplicativos para espalhar mensagens instantâneas com notícias falsas (fake news), de modo a ter benefício eleitoral, pode configurar abuso de poder econômico, sendo punida pela Lei de Inelegibilidade (LC 64/1990), artigo 22. A decisão pode ser considerada um indicativo da atuação do TSE nas próximas eleições, em 2022 e nas próximos pleitos.

Para o ministro Alexandre de Moraes a Justiça Eleitoral está preparada para agir, caso haja práticas semelhantes nas próximas eleições. “Já sabemos como são os mecanismos, já sabemos agora quais provas rápidas [podem ser obtidas], em quanto tempo e como devem ser obtidas e não vamos admitir que essas milícias digitais tentem novamente desestabilizar as eleições, as instituições democráticas a partir de financiamentos espúrios não declarados, a partir de interesses econômicos também não declarados e que estão também sendo investigados”, disse, ressaltando que “se houver repetição do que foi feito em 2018, o registro será cassado e as pessoas que assim fizerem irão para a cadeia por atentarem contra as eleições e a democracia no Brasil”.

* Com informações do Tribunal Superior Eleitoral


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