Arquivos emissão de gases - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/emissao-de-gases/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Mon, 23 Sep 2024 18:57:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Emissões de gases por incêndios batem recorde em dois estados brasileiros https://canalmynews.com.br/noticias/emissoes-de-gases-por-incendios-batem-recorde-em-dois-estados/ Mon, 23 Sep 2024 17:51:54 +0000 https://localhost:8000/?p=46933 No AM e no MS, emissões de gases de efeito estufa atingiram o volume de 28 milhões e 15 milhões de toneladas, respectivamente

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As emissões de gases do efeito estufa pelos incêndios no Amazonas e no Mato Grosso do Sul atingiram, neste ano, um volume recorde, segundo o Serviço de Monitoramento Atmosférico Copernicus (Cams), da União Europeia. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (23), as queimadas nesses dois estados têm resultado nos maiores volumes de emissão desde que o Cams começou a monitorar esse tipo de fenômeno, há 22 anos.

As emissões de carbono na atmosfera pelo Brasil pelos incêndios, segundo o observatório europeu, acumulam, neste ano, um volume de 183 milhões de toneladas, dos quais um terço (65 milhões de toneladas) foram apenas no mês de setembro. Com isso, as emissões seguem um caminho similar ao recorde registrado em 2007.

No Amazonas e no Mato Grosso do Sul, as emissões por incêndios, neste ano, atingiram 28 milhões e 15 milhões de toneladas, respectivamente.

Ainda de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira, as emissões das queimadas na Bolívia em 2024 já acumulam o maior volume dos últimos 22 anos: 76 milhões de toneladas.

Em nota, o Cams informa que as emissões têm estado consistentemente acima da média (até mesmo quebrando recordes nacionais e regionais), principalmente devido a graves incêndios nas regiões do Pantanal e da Amazônia, impactando severamente a qualidade do ar em toda a região.

“A ocorrência destes incêndios florestais pode ser considerada fora do comum, mesmo considerando que julho-setembro é o período em que normalmente ocorrem incêndios florestais na região. As temperaturas extremamente altas que a América do Sul tem experimentado nos últimos meses, a seca prolongada indicada pela baixa umidade do solo e outros fatores climatológicos provavelmente contribuíram para o grande aumento da escala das emissões de incêndios, fumaça e impactos na qualidade do ar”, prossegue a nota.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de quarta-feira (18):

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Bolsonaro não vai a Glasgow para COP-26 https://canalmynews.com.br/politica/bolsonaro-nao-vai-a-glasgow-na-cop-26/ Thu, 04 Nov 2021 13:30:53 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bolsonaro-nao-vai-a-glasgow-na-cop-26/ Ausência do governo na COP-26 deve limitar ainda mais o relacionamento do Brasil com demais países. Enquanto ações sobre o meio ambiente são discutidas, indígenas brasileiros seguem reivindicando espaço sem serem ouvidos

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Começou a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, COP-26, em Glasgow, Escócia. O evento tem como objetivo reafirmar os riscos que o planeta corre com as mudanças climáticas, enfatizar a importância da defesa da natureza e obter compromissos dos líderes mundiais. Ações de desenvolvimento e preservação do meio ambiente, emissão de gases que provocam efeito estufa e aquecimento global são temas que devem ser debatidos no evento.

Ao todo, segundo os signatários do Acordo de Paris, a COP-26 reúne representantes de 196 países.  Cerca de 20 mil pessoas estão envolvidas para que o evento previsto até o dia 12 de novembro possa ser realizado.

Nesta edição, o presidente Jair Bolsonaro optou em não comparecer. Bolsonaro, que estava na Itália participando do G20, permaneceu no país para visitar a cidade de seus antepassados e realizar homenagens a militares mortos na guerra. Em pronunciamento gravado, o presidente discursou com poucas soluções práticas, mas afirmou que o país é capaz de diminuir a emissão de carbono.

Pronunciamento Bolsonaro a COP-26
Pronunciamento em rádio e TV Foto: Reprodução

Joaquim Leite, ministro do Meio Ambiente, foi o representante do Brasil na abertura da COP-26. Ele afirmou que o país poderá reduzir a emissão de gases em 50% até 2030. Leite projetou que o país vai neutralizar as emissões até 2050. Ainda em seu pronunciamento, o ministro enfatizou que o governo brasileiro irá zerar o desmatamento ilegal até 2028. Assim como o presidente, Leite não esteve em Glasgow para participar do evento. Sua transmissão foi feita de Brasília. 

No governo Bolsonaro foram registrados crescimento de desmatamento, queimadas, emissões de gases do efeito estufa e invasões de áreas públicas. 

Em entrevista ao Almoço do MyNews, o secretário executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, que está participando do COP-26 diretamente de Glasgow, disse que “o presidente não estar aqui (em Glasgow) com tantos líderes globais ao mesmo tempo é uma perda de oportunidade. Na verdade, o prejuízo do Brasil viria de qualquer maneira, ele vindo ou não vindo, ele prejudica a imagem do país. Bolsonaro não desperdiçou nenhuma oportunidade em colocar propostas absurdas, chegando a negar a questão ambiental na Assembleia Geral da ONU, e diz que a culpa do desmatamento era dos indígenas e que a Amazônia não pegava fogo”.

Diante dessa imagem, um discurso que precisa ser valorizado é o da indígena brasileira Txai Suruí. A jovem questionou as ações políticas realizadas até o momento e acusou os líderes políticos de fecharem os olhos para a realidade. Para ela, a ação precisa ser feita agora que o seu povo vem sendo assassinado por proteger a terra.

“Os povos indígenas estão na linha de frente da emergência climática, e nós precisamos estar no centro das decisões sendo tomadas aqui”, afirmou Suruí.

Boris Johnson, primeiro-ministro da Inglaterra, fez a abertura da conferência com um discurso enfático sobre a importância de ações rápidas, pois os efeitos da emissão de dióxido de carbono, poluição ambiental e desmatamento são problemas atuais e que precisam ser resolvidos agora. Discurso pragmático e emergencial, mas que já foi feito por outras autoridades até mesmo em edições anteriores à conferência em Glasgow.

“O Boris Johnson quando diz isso, parece que ele se exime da responsabilidade que ele mesmo realiza dentro do seu governo. A Inglaterra não paralisou os investimentos em combustíveis fósseis. Tem planos para o futuro, investindo em energia renovável, mas continua com subsidio para estes combustíveis (fósseis)   “  afirma Marcio Astrini.

A meta prevista pela COP-26 é limitar o aumento da temperatura global em 1,5ºC até o final deste século. Um objetivo ousado num cenário de destruição ambiental. O evento será transmitido no site https://www.brazilclimatehub.org/ – em português e inglês – com o intuito de aproximar os debates que ocorrem na conferência da população brasileira

* A Cobertura da COP26 do Canal MyNews está sendo realizada em parceria com a Vale.

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Brasil está comprometido com as urgências da COP26? https://canalmynews.com.br/politica/brasil-esta-comprometido-com-as-urgencias-da-cop26/ Wed, 03 Nov 2021 22:18:13 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/brasil-esta-comprometido-com-as-urgencias-da-cop26/ Discurso dos líderes mundiais durante a COP26 não reflete a realidade e urgência do problema representado pela emissão de carbono. Promessas do passado repetem-se hoje sem grandes avanços.

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O governo brasileiro se comprometeu a cortar 50% das emissões de carbono, gás que contribui para o efeito estufa. O anúncio, feito nesta segunda-feira (01) durante o painel do país na COP26, a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, em Glasgow,  pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite,  prevê a neutralização das emissões de carbono até 2050.

Este direcionamento atualiza a contestada posição pré firmada pelo governo antes da Cúpula do Clima, em que se comprometia a cortar 43% da emissão de gases. O novo anúncio foi criticado por ser o mesmo corte anteriormente firmado por Dilma Rousseff em 2015, no Acordo de Paris. A diferença agora é o uso de uma nova base de cálculo.

Ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, em painel da COP26/Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Em 2015, o cálculo foi feito em relação ao padrão de 2005, que era de 2,1 gigatoneladas anuais de CO2e (dióxido de carbono equivalente). Já o governo atual, em dezembro de 2020, realizou uma nova estimativa do nível de emissão de 2005. Agora a referência é de  2,8 gigatoneladas de CO2e. 

“Me parece mais uma fala para encontro internacional, para tentar mais recursos neste campo do que um compromisso sério do governo brasileiro”, afirma Cristina Pecequilo, professora de Relações Internacionais da Unifesp, em entrevista ao Almoço do MyNews.

Para a professora, o governo brasileiro realiza um projeto de destruição ambiental que vem vigorando desde 2019 com mudanças de regras, desmonte dos órgãos ambientais, de fiscalização, de formalização de políticas públicas e, também, um desmonte no setor de ciência e tecnologia.

“Não existem políticas públicas reais que estejam trabalhando no sentido de mostrar ao mundo e trazer para sociedade brasileira a sensação que algo vai ser feito para mudar aquilo que vem sendo aplicado desde 2019”, acrescenta Pecequilo.

Discursos na COP26 não impressionam

O Brasil é um dos mais de 100 países que se comprometeram a realizar reduções drásticas nas emissões de gases do efeito estufa até 2030. Essa diminuição é vista como uma realidade que não pode ser deixada em segundo plano, com riscos de refletir em mudanças climáticas irreversíveis sentidas por esta geração nos próximos anos. Se as medidas forem cumpridas, ainda sim, o planeta vai registrar 1,5ºC de aumento na temperatura média da Terra.

Para a professora, os discursos na COP26 não impressionam: “A gente vem acompanhando as manifestações desde a Rio 92, e veja, nós estamos hoje em 2021, e lá já se falava de aquecimento global, preservação das florestas e oceanos, extinção das espécies. Tudo aqui que está na mesa, em Glasgow, é uma agenda que vem desde aquele momento. Para a gente, que vem cobrindo há muitos anos, causa um certo desamparo. Toda vez que vamos ter uma COP ou uma conferência ambiental de grande porte, os assuntos são os mesmos, os problemas são os mesmos e as questões vêm se agravando. Pelo que me parece existe um descolamento do que os líderes falam, o que eles praticam e o que eles passam para a população. Existe negacionismo sobre o meio ambiente desde a Rio 92”.

Primeiro Ministro da Inglaterra Boris Johnson faz discurso de abertura da Cop26. Foto: Karwai Tang/ UK Government

A temperatura média do planeta subiu 1,1 graus desde a Revolução Industrial, no século 19. O aumento da temperatura é irreversível e, no melhor dos casos, podemos chegar a 1,5°C nas próximas duas décadas. Com base nestes fatos, os cientistas afirmam que o nível dos oceanos vai se elevar. 

* A Cobertura da COP26 do Canal MyNews está sendo realizada em parceria com a Vale.


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