Arquivos enchente no rio grande do sul - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/enchente-no-rio-grande-do-sul/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 24 May 2024 14:42:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Saúde anuncia mais R$ 202 milhões para o Rio Grande do Sul https://canalmynews.com.br/noticias/saude-anuncia-mais-r-202-milhoes-para-o-rio-grande-do-sul/ Tue, 21 May 2024 19:48:57 +0000 https://localhost:8000/?p=43244 Medida foi anunciada pela ministra Nísia Trindade, em Porto Alegre

O post Saúde anuncia mais R$ 202 milhões para o Rio Grande do Sul apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>

O Ministério da Saúde vai destinar mais R$ 202,2 milhões para a ampliação e a manutenção da assistência à saúde no Rio Grande do Sul. O anúncio foi feito nesta terça-feira (21) pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, durante coletiva de imprensa em Porto Alegre. Ao todo, a pasta já destinou mais de R$ 1,7 bilhão ao estado, fortemente atingido por temporais e enchentes desde o fim de abril.

“O desafio hoje do Rio Grande do Sul não é só um desafio do estado, não é um desafio dos municípios afetados, sejam os mais de 40 em calamidade, sejam os mais de 300 classificados como em emergência. Não é só um desafio de reconstrução de todo o estado, mas é um desafio para o Brasil”, avaliou Nísia. “Cada um de nós, de alguma forma, tem as marcas do Rio Grande do Sul na sua formação”, completou.

Dos R$ 202,2 milhões anunciados, segundo a ministra, R$ 135,9 milhões são de recursos para reconstrução e fortalecimento da rede de saúde gaúcha. A previsão é que 33 municípios sejam beneficiados. O montante será dividido em R$ 76,3 milhões oriundos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Outros R$ 59,6 milhões serão liberados via portarias a serem publicadas.

“É hora de reflexão, sem dúvida. Para pensarmos o futuro. Mas agora, como nos advertiu ontem o presidente Lula, é, sobretudo, hora de ação. E é nesse sentido que o ministério vem atuando”, disse. O ministério destinou ainda R$ 66,3 milhões em recursos emergenciais para investimento na compra de medicamentos e insumos para a atenção primária.

“Estamos ainda num momento de resposta emergencial, mas já damos passos importantes no sentido do fortalecimento do SUS no estado, nos municípios e também da reconstrução à saúde nesse esforço global do governo federal”, completou.

Síndromes respiratórios

Ainda segundo Nísia, está previsto um recurso de custeio para o atendimento de adultos com síndrome respiratória aguda grave. “As doenças respiratórias são uma grande preocupação neste momento”, destacou. A pasta vai destinar, em parcela única, para o Rio Grande do Sul R$ 56,6 milhões para esse enfrentamento.

“O maior risco, neste momento, é o de doenças respiratórias. Vamos estar atentos aos sintomas, vamos nos vacinar para influenza e covid-19 – estamos com a vacina atualizada. A vacinação está sendo feita. Não acreditem nas informações de que não vai haver vacina ou de que a vacina faz mal”.

Leptospirose

“No quadro sanitário atual, temos falado da preocupação com doenças infecciosas, como é o caso da leptospirose, para a qual também já temos protocolo de orientação”, lembrou a ministra. “Às vezes, é difícil, na saúde, nós acertarmos o tom dos alertas que temos que dar sobre os riscos e da confiança que temos que passar para a população”, completou.

Porto Alegre (RS), 21/05/2024 – CHUVAS/ RS - ENCHENTE - Bairro Farrapos, em Porto Alegre, continua alagado. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Caso de leptospirose também preocupa Ministério da Saúde FotoRafa Neddermeyer/Agência Brasil-Enviado especial

Nísia lamentou a morte de um homem de 67 anos por leptospirose no município de Travesseiro, no Vale do Taquari, uma das regiões mais afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. A morte ocorreu na última sexta-feira (17), mas foi confirmada pela secretaria municipal de saúde no domingo (19).

“É um problema evitável se, com os sintomas que já foram descritos, como febre, dor lombar, dor na panturrilha, imediatamente, as pessoas procurarem o atendimento de saúde”, destacou.

“É um momento com várias etapas. Neste momento, sem dúvida, além da questão de salvar vidas e dos resgates, que foram fundamentais num primeiro momento, hoje, lidamos já com o rebaixamento do nível das águas e, com isso, a questão de doenças infecciosas.”

Automedicação

“O atendimento à saúde continua a funcionar – e isso é muito importante – em todo o estado. Claro que com baixas, com dificuldades. Mas essa nossa organização permite que as pessoas tenham esse atendimento, seja nas unidades que não foram destruídas, nos hospitais de campanha, nos abrigos, onde está sendo feita, por exemplo, a vacinação”, reforçou a ministra.

“Não vamos nos automedicar. Vamos procurar atendimento. As orientações aos profissionais de saúde já foram dadas”, disse. “Vamos procurar esse atendimento para evitarmos que a automedicação leve a um agravamento de quadros”, concluiu.

O post Saúde anuncia mais R$ 202 milhões para o Rio Grande do Sul apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
RS anuncia plano para reconstruir o estado após as chuvas https://canalmynews.com.br/noticias/rs-anuncia-plano-para-reconstruir-o-estado-apos-as-chuvas/ Fri, 17 May 2024 17:42:05 +0000 https://localhost:8000/?p=43083 Iniciativa contará, inicialmente, com R$ 12 bilhões

O post RS anuncia plano para reconstruir o estado após as chuvas apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Publicado em 17/05/2024 – 14:28 Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Brasília

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou nesta sexta-feira (17) a criação do Plano Rio Grande, iniciativa estadual destinada a reparar os danos causados pelas consequências das fortes chuvas que atingiram o estado nas últimas semanas.

Segundo Leite, o projeto é abrangente e destinado “à reestruturação e reconstrução do estado”, e que exigirá a união de amplos setores da sociedade, além do apoio federal e da coordenação de esforços.

“Queremos engajar o setor privado, a sociedade civil, as prefeituras, o governo federal, todos em torno de um grande plano de reconstrução do estado”, declarou Leite ao assegurar que, no âmbito estadual, a iniciativa envolverá a todas as secretarias e órgãos públicos, que atuarão sob a coordenação da nova Secretaria da Reconstrução Gaúcha.

“Este é um plano que não se limita a uma única secretaria. Não teremos divisões. A cooperação será fundamental, em todos os níveis”, acrescentou Leite, explicando que a nova secretaria será responsável por “gerenciar e revisar as soluções e instruir os processos das demais secretarias”.

“Não é o caso de termos um compartimento, uma unidade que, sozinha, responderá pela reconstrução do estado. Vamos ter o alinhamento das ações em cada uma das secretarias, mas haverá nesta secretaria, um escritório de projetos. E caberá a ela promover o alinhamento e a transversalidade dos projetos com as secretarias finalísticas”, detalhou o governador.

Para garantir a efetividade das medidas, será criado o Fundo Plano Rio Grande (Funrigs), com um aporte inicial de R$ 12 bilhões provenientes do valor que o estado pagaria de dívidas com a União. O fundo também poderá receber recursos federais e emendas parlamentares.

Frentes

O Plano Rio Grande prevê ações em três frentes. Uma, de trabalho emergencial, com ações focadas no curto prazo, prioriza a assistência social, como o atendimento às pessoas afetadas pelas chuvas, especialmente as mais de 78 mil que precisaram deixar suas casas e buscar refúgio em abrigos públicos ou de entidades assistenciais.

A segunda frente, de reconstrução, envolve ações de médio prazo, como empreendimentos habitacionais, obras de infraestrutura e iniciativas que promovam a atividade econômica gaúcha. De acordo com Leite, técnicos do governo estimam que, nos próximos meses, o governo estadual deve deixar de recolher aos cofres públicos ao menos R$ 14 bilhões em tributos, em consequência da retração da atividade econômica.

A terceira frente do Plano Rio Grande prevê ações de longo prazo, como um plano de desenvolvimento econômico mais amplo, e será coordenada pelo próprio governador. “Não basta cuidarmos das pessoas no curto prazo e reconstruirmos o que tínhamos da forma como era. Vamos precisar apontar um horizonte e o futuro do estado com a capacidade de animar os próprios gaúchos e o Brasil”, explicou Leite durante a entrevista coletiva no novo Centro Administrativo de Contingência, espaço adaptado para abrigar parte da estrutura e dos servidores do Poder Executivo estadual, deslocados do Centro Administrativo Fernando Ferrari, um dos prédios públicos da capital gaúcha atingidos pelas inundações e alagamentos.

“Temos um grande desafio de coordenação entre todos os agentes [públicos envolvidos], o setor privado, a sociedade civil, as prefeituras e o governo federal. Tenho absoluta confiança de que estaremos à altura do que o momento histórico nos exige. Assim como sempre falamos sobre a enchente de 1941, no futuro, nos livros de História, vão falar da enchente de 2024. E temos a obrigação de estarmos à altura do que o momento histórico nos exige”, afirmou o governador Eduardo Leite.

O post RS anuncia plano para reconstruir o estado após as chuvas apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Lula sanciona lei que suspende dívida do RS com a União por três anos https://canalmynews.com.br/noticias/lula-sanciona-lei-que-suspende-divida-do-rs-com-a-uniao-por-tres-anos/ Fri, 17 May 2024 17:06:20 +0000 https://localhost:8000/?p=43072 Estado vive maior catástrofe climática de sua história

O post Lula sanciona lei que suspende dívida do RS com a União por três anos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto que suspende o pagamento da dívida do Rio Grande do Sul com a União pelo prazo de três anos. A Lei Complementar nº 206/2024 foi publicada na edição desta sexta-feira (17) do Diário Oficial da União.

O estado vive a maior catástrofe climática de sua história, com chuvas e enchentes que já resultaram na morte de 154 pessoas e afetaram 461 dos 497 municípios do estado. Hoje, há mais de 618,3 mil pessoas fora de suas casas.

texto, aprovado pelo Senado na última quarta-feira (15), autoriza a União a postergar o pagamento da dívida de entes federativos afetados por estado de calamidade pública decorrente de eventos climáticos extremos e a reduzir a taxa de juros dessa dívida.  O valor adiado deverá ser utilizado para investimentos em ações de enfrentamento e mitigação dos danos da calamidade pública e de suas consequências sociais e econômicas, por meio de fundo público específico a ser criado no âmbito do ente federativo.

De acordo com a Presidência, o estoque da dívida do Rio Grande do Sul com a União está em cerca de R$ 100 bilhões atualmente e, com a suspensão das parcelas nesses três anos, o estado poderá direcionar R$ 11 bilhões para as ações de reconstrução. Já o perdão dos juros da dívida, de 4% ao ano, gerará economia de cerca de R$ 12 bilhões aos cofres do estado.

De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em declaração nesta semana, a decisão de suspender o pagamento é um “pacto provisório” e que a dívida do Rio Grande do Sul “vai ter que receber um tratamento adicional”, já que há outros estados também no processo de negociação.

“Apesar de o texto ter surgido para a situação específica das inundações no Rio Grande do Sul, a mudança beneficiará qualquer ente federativo em estado futuro de calamidade pública decorrente de eventos climáticos extremos, após reconhecimento pelo Congresso Nacional e por meio de proposta do Executivo federal”, explicou o governo.

A lei estabelece que a União pode adiar parcial ou totalmente os pagamentos das dívidas do Distrito Federal ou estados afetados e reduzir a taxa de juros a zero por até 36 meses. O ente federativo beneficiado pela postergação da dívida terá que encaminhar um plano de investimentos ao Ministério da Fazenda com os projetos e as ações a serem executadas. Também deverá dar publicidade à aplicação dos recursos não pagos à União.

O texto sancionado também altera a Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) e a Lei Complementar nº 159/2017, que institui o Regime de Recuperação Fiscal dos estados e do Distrito Federal, a fim de facilitar a contratação de operações de crédito por entes em recuperação.

O post Lula sanciona lei que suspende dívida do RS com a União por três anos apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Saiba como vai funcionar novo saque calamidade do FGTS no RS https://canalmynews.com.br/noticias/saiba-como-vai-funcionar-novo-saque-calamidade-do-fgts-no-rs/ Thu, 16 May 2024 23:14:58 +0000 https://localhost:8000/?p=43054 Trabalhadores de 59 cidades podem sacar até R$ 6.220

O post Saiba como vai funcionar novo saque calamidade do FGTS no RS apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Os moradores de municípios com até 50 mil habitantes, reconhecidos como em situação de emergência ou calamidade pública pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), não precisarão apresentar comprovantes de endereço para sacar o FGTS na modalidade Saque Calamidade. A medida, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União, permite que os trabalhadores apresentem uma declaração própria ou uma certidão do governo municipal ou distrital. A Caixa Econômica Federal deve verificar a veracidade das declarações nos cadastros oficiais do governo federal.

Essa mudança entrará em vigor cinco dias úteis após a publicação, para permitir que a Caixa adote os procedimentos necessários. No Rio Grande do Sul, trabalhadores de 59 cidades podem sacar até R$ 6.220 de cada conta do FGTS, mesmo que já tenham realizado um saque nos últimos 12 meses, se suas residências foram afetadas por desastres naturais reconhecidos pela Defesa Civil.

A Caixa orienta que a senha do aplicativo nunca deve ser compartilhada e oferece canais de atendimento para dúvidas: 4004 0104 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800 104 0 104 (demais regiões).

O post Saiba como vai funcionar novo saque calamidade do FGTS no RS apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O Rio Grande do Sul: a sua e a nossa tragédia https://canalmynews.com.br/politica/rodrigo-augusto-prando/o-rio-grande-do-sul-a-sua-e-a-nossa-tragedia/ Tue, 14 May 2024 16:52:41 +0000 https://localhost:8000/?p=43025 Sabemos – prezado leitor e prezada leitora – da catastrófica situação de nossos concidadãos, moradores do estado do Rio Grande do Sul, atingidos por chuvas incessantes que causaram mortes e perdas materiais inimagináveis. A vida cotidiana, assim como no período pandêmico, a normalidade, está suspensa. Sociologicamente, há um contexto de patologia social e, por isso, há que se preocupar para que não se degenere para uma anomia.

O post O Rio Grande do Sul: a sua e a nossa tragédia apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Segundo estimativas do governo gaúcho, serão necessários R$ 19 bilhões para a reconstrução do estado, em ações de: resposta, assistência, reestabelecimento e reconstrução. É, por certo, o maior desafio político sobre um governador, no caso, Eduardo Leite, nos últimos 50 ou 100 anos. E, o pior, é pensar e projetar que tais eventos climáticos extremos poderão, num curto espaço de tempo, se repetirem trazendo tudo isso à tona novamente. Especialistas já asseveram acerca da necessidade de mudar cidades inteiras de lugar. Mudar uma cidade de lugar? Sim, pois a continuidade desta formação territorial trará, não raro, novas situações de catástrofe.

Uma população que, neste momento, vivencia o choque da perda – humana, de seus animais de estimação, de seus bens materiais – e que terá que, social e psicologicamente, reconfigurar suas vidas. Rememoremos as guerras, os rompimentos de barragens, os terremotos e os incêndios de grandes proporções. Tudo isso traz não apenas feridas físicas, perdas materiais, mas, sobretudo, impacto na saúde mental dos atingidos, todos, indistintamente, sentem e sentirão os resultados da vivência traumática em tela.

Não bastassem as desgraças já ocorridas e a projeção de novas chuvas e a queda intensa da temperatura, pululam nas redes sociais e nas ruas um conjunto de fake news que são direcionadas para intenções distantes da ética e da decência humana. A fake news não é uma mera, simples, mentirinha. Ela é produzida com objetivo de ser uma mensagem fraudulenta em seu conteúdo e que toma a forma de uma informação assentada em fatos, da realidade, mas que causará prejuízo econômico, político e, por isso, trará vantagens para seus disseminadores. Observe-se que o mecanismo da fake news, das teorias da conspiração, da pós-verdade e dos distintos tipos de negacionismo sempre busca captar atenção por conta do apelo emocional, de uma informação extraordinária, de uma grande conspiração das elites, dos governos, que, por isso, tem que ser compartilhada antes que a tirem de circulação. Assim, em pouco tempo ganham as redes, as ruas e formam narrativas que pouco tem de compromisso com a verdade factual.

Todos nós podemos, de alguma forma, contribuir. Pode-se contribuir com doações (financeiras ou itens de necessidade), com doação de trabalho voluntário, com ações de conscientização e não divulgando fake news e informações incompletas ou não verificadas. O momento reclama, de cada um, uma reflexão de que, independente de nosso grupo ou classe social, nossa vida poder mudar abruptamente e que teremos que tratar de forma profunda, séria e científica da relação da humanidade com a natureza, da ocupação do solo e da formação de nossas cidades. Estaremos, em breve, em período eleitoral e cabe, como cidadão e eleitor, questionar candidatos a prefeito e vereador: o que propõem no que tange a estes temas? Às catástrofes? A ocupação do solo? Aquecimento global?.

Se, enfim, tudo isso seja demasiado difícil para alguns, lembro da simplicidade de meus pais, de cultura caipira: “muito ajuda quem não atrapalha”. Sigamos em solidariedade e apresentando valores que possam minorar o sofrimento em voga. A tragédia que é deles é, na verdade, nossa.

O post O Rio Grande do Sul: a sua e a nossa tragédia apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Rio Grande do Sul: Emergência e reconstrução https://canalmynews.com.br/carlos-alberto-dos-santos-cruz/rio-grande-do-sul-emergencia-e-reconstrucao/ Sun, 05 May 2024 15:36:35 +0000 https://localhost:8000/?p=42974 É hora de acabar com o absurdo crescimento de valores de emendas originados no “orçamento secreto” e reverter os recursos para ações de governo como ajuda emergencial e plano de reconstrução

O post Rio Grande do Sul: Emergência e reconstrução apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O Brasil assiste com tristeza a devastação do Rio Grande do Sul por conta da catástrofe que assola o estado. O sofrimento das pessoas, das famílias e a destruição da infraestrutura são transmitidos em imagens impressionantes. A bravura dos gaúchos e de todos os envolvidos nas operações de resgate são exemplos de tenacidade e heroísmo. Também existem aqueles que, no anonimato, dedicam suas vidas para auxiliar o próximo. Vemos as inciativas de muitas pessoas e de grupos para angariar recursos financeiros e material para aliviar o sofrimento dos atingidos.
A dimensão da catástrofe é de proporções que exigem não só auxílio emergencial do governo federal. Também é urgente a necessidade de um plano de reconstrução com garantia orçamentária e permanência no tempo que vai além do governo atual (federal, estadual e municipal).

No Brasil não faltam recursos para isso e não há necessidade de ampliar o déficit orçamentário. O Brasil não tem falta de recursos. Existem recursos aos bilhões!

Não é possível o Brasil continuar tendo o crescimento de valor das emendas como forma de acesso ao dinheiro público e pressão política. As emendas do relator, assim chamadas, foram criadas para comprar apoio político. Pelas dificuldades na identificação de responsabilidades, distribuição e acompanhamento da execução, é que receberam o apelido de “orçamento secreto”. Inadmissíveis no trato do dinheiro público. Inaceitáveis. No ambiente brasileiro, aonde a prática do desvio é histórica e por demais conhecida, foi uma irresponsabilidade. Mesmo extinto pela Justiça, o “orçamento secreto” inspirou um crescimento vertiginoso de valores no conjunto das emendas.

Os bilhões dessa parcela do orçamento são pulverizados e não produzem nada de visível, com impacto positivo concentrado. É simplesmente uma grande pulverização do dinheiro público. É hora de reverter essa situação, com cancelamento ou contingenciamento e reversão dos recursos para o governo federal aplicar em auxílio emergencial e num plano de reconstrução para o Rio Grande do Sul e outros casos semelhantes que possam ocorrer.

A distribuição e a responsabilização seguem a organização federativa – concentração dos recursos no governo federal e distribuição aos estados (nesse caso, o RS) e municípios. A fiscalização no Brasil precisa mudar e ter mais participação das organizações civis e da sociedade. Todos os projetos com seus detalhes e orçamentos precisam ser acompanhados pela sociedade, com ampla divulgação e transparência. Os órgãos de controle e de investigação têm suas responsabilidades definidas, mas são deficientes por várias razões, incluindo o excesso de politização, politicagem e até mesmo ineficiência de longa data. É hora de aperfeiçoar a fiscalização pela sociedade!

Apesar das decisões, no caso, serem todas de natureza política, não é hora de politicagem e politização do sofrimento humano e da reconstrução econômica e social. É hora de pensamento humanitário, de considerar as pessoas, as famílias, a reconstrução de uma sociedade inteira, os serviços públicos, a recuperação da infraestrutura e da capacidade de produção. É hora de patriotismo de verdade!

Existem políticos honestos e dedicados e é hora deles se apresentarem para acabar com essa parcela absurda do orçamento, eliminar os valores inspirados pelo “orçamento secreto”, reverter os recursos ao governo federal, para serem destinados a estados e municípios em emergências e planos de reconstrução, nesse momento, no Rio Grande do Sul.

Carlos Alberto dos Santos Cruz

O post Rio Grande do Sul: Emergência e reconstrução apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>