Arquivos endividamento - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/endividamento/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 28 Dec 2022 20:56:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Endividamento federal volta a subir e atinge R$ 5,87 trilhões https://canalmynews.com.br/economia/endividamento-federal-volta-a-subir-e-atinge-r-587-trilhoes/ Wed, 28 Dec 2022 20:56:26 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35198 Abrange tanto os empréstimos feitos por instituições financeiras públicas e privadas, como por organismos nacionais e internacionais, entes governamentais e até mesmo pessoas físicas

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O endividamento do Tesouro Nacional voltou a crescer em novembro deste ano, atingindo R$ 5,87 trilhões – cifra 1,6% superior aos R$ 5,778 tri registrados em outubro, mês em que a Dívida Pública Federal (DPF) já tinha avançado 0,46% em comparação a setembro (R$ 5,752 tri).

A dívida pública federal engloba todos os empréstimos financeiros que o Tesouro Nacional precisa fazer quando a arrecadação de impostos e contribuições não é suficiente para cobrir as despesas resultantes da prestação dos serviços públicos e os necessários investimentos públicos. Abrange tanto os empréstimos feitos por instituições financeiras públicas e privadas, como por organismos nacionais e internacionais, entes governamentais e até mesmo pessoas físicas.

Segundo o relatório que a Secretaria do Tesouro Nacional divulgou nesta terça-feira (27), os R$ 92,56 bilhões acrescidos à DPF no mês passado são resultado da manutenção da atual taxa de juros, que agregou R$ 51,31 bi ao estoque da dívida, e à diferença entre as emissões (R$ 67,09 bi) e os resgates (R$ 25,84 bi) de títulos da dívida pública, com a qual se somou mais R$ 41,25 bi à dívida total.

Dos R$ 41,25 bi de emissão líquida (emissões menos resgates totais), R$ 39,81 bi são relativos à emissão líquida da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) e R$ 1,44 bi à emissão líquida da Dívida Pública Federal externa (DPFe).

A chamada reserva de liquidez, ou colchão da dívida pública, usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos de títulos da dívida pública, apresentou um aumento de 11% em termos nominais, passando de R$ 1,028 bi, em outubro, para R$ 1,142 bi, em novembro. Em relação ao mesmo mês do ano anterior (R$ 1.096,94 bi), houve aumento, em termos nominais, de 4,11%.

“O índice de liquidez aponta a suficiência da reserva para cobertura dos vencimentos dos títulos da DPMFi [Dívida Pública Mobiliária Federal interna]”, sustenta o Tesouro Nacional no relatório, garantindo que as reservas disponíveis na Conta Única destinada ao pagamento da dívida pública “garante o pagamento dos próximos 9,30 meses de vencimentos”, destacando que os meses de janeiro, março, maio e julho de 2023 concentrarão vencimentos estimados em R$ 943,93 bi.

Tesouro Direto
Em novembro, as emissões do Tesouro Direto atingiram R$ 3,59 bi, enquanto os resgates corresponderam a R$ 2,785 bi, resultando em uma emissão líquida de pouco mais de R$ 805 milhões. O título mais demandado pelos investidores foi o Tesouro Selic, que respondeu por 51,32% do montante vendido.

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Endividamento atinge 78,9% das famílias brasileiras, mostra pesquisa https://canalmynews.com.br/brasil/endividamento-atinge-789-das-familias-brasileiras-mostra-pesquisa/ Tue, 06 Dec 2022 18:23:42 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34809 Famílias que não terão condições de pagar contas subiram para 10,9%

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A parcela de famílias com dívidas, em atraso ou não, ficou em 78,9% em novembro deste ano. A taxa é inferior aos 79,2% de outubro, mas superior aos 75,6% de novembro de 2021.

Os dados, divulgados nesta terça-feira (6) no Rio de Janeiro, são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

As famílias inadimplentes, ou seja, com dívidas em atraso, somavam 30,3% em novembro deste ano, mesmo patamar do mês anterior, mas acima dos 26,1% de novembro de 2021.

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Já as famílias que não terão condições de pagar suas contas subiram para 10,9%, acima dos 10,6% de outubro e dos 10,1% de novembro do ano passado.

A parcela daqueles que se consideram muito endividados aumentou de 14,8% em novembro de 2021 para 17,5% em novembro deste ano. O comprometimento médio da renda com dívidas ficou em 30,4%, acima dos 30,3% de outubro deste ano e de novembro de 2021.

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Endividamento e inadimplência crescem em agosto, diz CNC https://canalmynews.com.br/economia/endividamento-e-inadimplencia-crescem-em-agosto-diz-cnc/ Mon, 05 Sep 2022 20:20:04 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33532 Inadimplência alcançou 29,6% do total das famílias

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O endividamento das famílias com carnês e cartões de lojas de varejo e a inadimplência das famílias avançaram em agosto. O endividamento alcançou 19,4%, percentual que representa alta de 0,5 ponto percentual (p.p) se comparado ao mês anterior e de 1,2 p.p. em relação com agosto do ano passado. Já a inadimplência alcançou 29,6% do total de famílias no país, sendo o maior patamar desde o começo da série histórica em 2010.

Os resultados foram divulgados hoje (5) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela entidade, o volume de endividados com estes meios de compras vem crescendo desde maio deste ano.

O levantamento mostrou ainda que o aumento do indicador pode ser explicado pela procura por crédito direto no varejo das famílias de menor renda. Nos últimos quatro meses, o endividamento nos carnês para esta parcela da população cresceu 1,8 p.p. e chegou a 19,8%.

Conforme a CNC, a alta da contratação de dívidas foi mais expressiva para as famílias com rendimentos até 10 salários mínimos (1,1 p.p), do que entre as famílias de maior renda (0,9 p.p.).

A economista da CNC responsável pela Peic, Izis Ferreira, afirmou que a melhora no mercado de trabalho e as políticas de transferência de renda mais robustas têm favorecido os rendimentos das famílias nas faixas mais baixas, mas elas enfrentam dificuldades. “A inflação em nível ainda elevado desafia o poder de compra desses consumidores. O crédito tem sido uma forma importante para eles sustentarem o consumo”, disse.

Anual

No ano, a alta no endividamento direto em lojas do varejo é de 0,7 p.p. entre as famílias com até 10 salários de rendimento mensal. Já nas famílias consideradas mais ricas, cresceu 3 p.p.. A Peic também apontou, que no mesmo período, o público masculino está mais endividado nos carnês (19,5%) do que o feminino (18,8%). “A proporção de homens que contrataram crédito direto operado pelo varejo cresceu 2,3 p.p. em um ano; esse número caiu 1,1 p.p. entre as mulheres”, acrescentou a CNC.

No último quadrimestre, a maior proporção do endividamento em carnês do varejo ocorreu junto com a redução de endividados no cartão de crédito (de 3,2% p.p.). As duas modalidades têm forte associação ao consumo no comércio varejista.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o movimento é provocado pela busca de compras com crédito mais barato “As famílias estão buscando alternativas de crédito mais baratas por conta da elevação dos juros, e o cartão de crédito foi o tipo de dívida com a segunda maior alta dos juros médios em um ano até junho, 17 pontos percentuais, segundo dados do Banco Central”, observou.

Endividamento dos lares

Ainda em agosto, o percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer no cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa chegou a 79% do total dos lares no Brasil. “O crescimento da proporção de endividados acelerou na passagem mensal, com aumento de 1 ponto percentual. Em relação a agosto do ano passado, a proporção de endividados apontou alta de 6,1 p.p.”, informou a entidade.

A proporção de mulheres e homens endividados é maior em agosto, com avanço mensal mais expressivo para os homens (1 p.p.). No entanto, segundo a economista da CNC responsável pela Peic, no período de julho a agosto houve elevação no endividamento das mulheres. “Entre o público feminino, o volume de mulheres endividadas aumentou 0,5 p.p. entre julho e agosto; no intervalo de um ano, no entanto, as mulheres contrataram mais dívidas do que os homens, uma vez que a alta do endividamento foi maior para elas”, apontou.

Inadimplência

Pelo segundo mês consecutivo, subiu o volume de consumidores que atrasaram o pagamento de contas de consumo ou de dívidas. A segunda alta seguida, que em agosto atingiu 29,6% do total de famílias no país, ocorreu depois da inadimplência se manter moderada entre abril e junho, com o reflexo das medidas de injeção de renda extra, como os saques do FGTS e a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS.

No mês, a proporção de famílias com atraso em contas ou dívidas cresceu 0,6 p.p., enquanto em um ano subiu 4 pontos percentuais. Entre os inadimplentes, 10,8% relataram não ter condições de pagar contas já atrasadas, e, por isso, vão continuar na inadimplência.

“A alta do volume de famílias com contas atrasadas deu-se nas duas faixas de renda pesquisadas, mas foi maior entre as famílias de menor renda. Isso mostra os desafios que esses consumidores seguem enfrentando na gestão mensal de seus orçamentos”, disse a economista.

Edição: Maria Claudia

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Juros para famílias e empresas sobem em junho, diz Banco Central https://canalmynews.com.br/economia/juros-para-familias-e-empresas-sobem-em-junho-diz-banco-central/ Mon, 29 Aug 2022 17:12:12 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33390 Endividamento das famílias bate recorde de 52,8% em maio

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As famílias e as empresas pagaram taxas de juros mais altas em junho deste ano, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas hoje (29) pelo Banco Central (BC). A taxa média de juros para pessoas físicas no crédito livre chegou a 51,5% ao ano, com aumento de 1,1 ponto percentual em relação a maio e de 11,7 pontos percentuais em 12 meses.

Nas contratações com empresas, a taxa livre cresceu 0,7 ponto percentual no mês e 8,1 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 22,6% ao ano.

Para pessoas físicas, o destaque foi o cartão, com alta de 2,1 pontos percentuais no mês, alcançando 78,7% ao ano. No crédito rotativo, que é aquele tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão e dura 30 dias, houve aumento de 1,6 ponto percentual no mês, para 370,4% ao ano. Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida. No caso do cartão parcelado, os juros subiram 0,5 ponto percentual, para 173,2% ao ano.

Também influenciaram o aumento dos juros para as famílias as taxas do cheque especial, com alta de 1,3 ponto percentual (129,2% ao ano). e o crédito pessoal não consignado, que subiu 1,2 ponto percentual (87,5% ao ano). Os juros do cheque especial subiram 1,3 ponto percentual no mês para 129,2% ao ano.

No crédito livre às empresas, houve incrementos na maioria das modalidades, especialmente em capital de giro, alta de 1,3 ponto percentual, para 23,3% ao ano; cheque especial, aumento de 2 pontos percentuais, chegando a 316,9% ao ano; e desconto de cheques, que subiu 1,5 ponto percentual, alcançando 36,8% ao ano. Já o financiamento a importações caiu 3,7 pontos percentuais, para 8,8% ao ano, assim como o cartão de crédito, que teve recuo de 1,9 ponto percentual nos juros, para 29,9% ao ano.

Crédito direcionado

Essas taxas são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado, que tem regras definidas pelo governo, é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

No caso do crédito direcionado, a taxa média para pessoas físicas ficou em 10,4% ao ano em junho, alta de 0,1 ponto percentual no mês. Para as empresas, a taxa caiu 0,7 ponto percentual para 11,5% ao ano no mês passado.

No total, nas contratações de crédito livre e direcionado, a taxa média de juros do Sistema Financeiro Nacional (SFN) aumentou 0,5 ponto percentual no mês e 8,1 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 28,1% ao ano.

A alta dos juros bancários médios ocorre em um momento de aumento da taxa básica de juros da economia, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano.

Endividamento recorde

De acordo com o BC, a inadimplência (considerados atrasos acima de 90 dias) tem mantido-se estável há bastante tempo, com pequenas oscilações, e está em 2,7%. Nas operações de crédito para pessoas físicas, está em 3,5% e para pessoas jurídicas em 1,4%.

O endividamento das famílias, relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses, chegou ao recorde de 52,8% em maio, na série histórica iniciada em janeiro de 2005, refletindo o aumento das concessões de empréstimos. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, ficou em 33,5% no mês.

Já o comprometimento da renda, relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período, ficou em 27,6% naquele mês. Para esses últimos dados, há uma defasagem maior do mês de divulgação, pois o Banco Central depende de dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a renda das famílias.

Saldo das contratações

Em junho, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional ficou em R$ 4,956 trilhões, com aumento de 1,6% em relação a maio. O crescimento em 12 meses da carteira chegou a 17,8% em junho. O saldo do crédito correspondeu a 53,9% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços que o país produz.

O crédito ampliado ao setor não financeiro, que é o crédito disponível para empresas, famílias e governos independentemente da fonte (bancário, mercado de título ou dívida externa) alcançou R$ 14,139 trilhões, crescendo 3% no mês e 12,7% em 12 meses.

O aumento foi devido sobretudo à dívida externa, que se elevou em 6,8%, afetada pela depreciação cambial de 10,8%. Na comparação trimestral, o crédito ampliado cresceu 5,4%, prevalecendo as elevações na carteira de empréstimos do Sistema Financeiro Nacional, 3,7%, e nos títulos públicos de dívida, 5,3%.

Edição: Nádia Franco

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Moedor de Pobres https://canalmynews.com.br/opiniao/moedor-de-pobres/ Thu, 23 Jun 2022 12:04:06 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=30508 A solução para acabar com a ação desse moedor estaria na diminuição do tamanho do Estado. Começando pela eliminação do déficit e diminuição do endividamento. Passando pela venda de toda as estatais e ativos desnecessários.

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Neste momento em que os colunistas e comentaristas econômicos tanto falam da inflação corroendo o poder de compra da moeda, atingindo principalmente os mais pobres, e que a Petrobras vem sendo apontada como uma vilã gananciosa, elevando o preço dos derivados de petróleo às alturas, convém abrir o livro de Alexandre Ostrowiecki. O título é sugestivo: “O Moedor de Pobres – Nada Atrapalha tanto a sua Vida quanto o Sistema” (LVM Editora, 2021). O autor é um experiente empresário em São Paulo, além de ter sido criador do utilíssimo “Ranking dos Políticos”.

Nessa obra o autor aborda como o Estado brasileiro (por meio da União, dos estados, dos municípios e de seus inúmeros ministérios, secretarias, autarquias e empresas públicas) que forma esse “Sistema”, cotidianamente “moi” os pobres das mais diversas formas. Se a Petrobrás fica muito lucrativa (e provavelmente poderia ser muito mais se tivesse uma boa e contínua governança), há queixa. Se dá prejuízo, o “Sistema” consegue rapidamente recursos do contribuinte para socorrer a estatal do petróleo. O trabalhador perde com os rendimentos do FGTS. O pobre não encontra emprego por conta da excessiva onerosidade das folhas de pagamento. O empreendedor não encontra financiamento a juros razoáveis pois o Estado suga todos os recursos para financiar seus gastos sempre crescentes e incontroláveis. O doente não encontra assistência médica adequada por conta da má gestão dos recursos da Saúde, entregue nas mãos de pessoas no mínimo sem experiência na área. Na Educação ocorre a mesma coisa. A vítima de um crime não encontra na Polícia o amparo esperado (mais de metade dos homicídios no Brasil são sequer esclarecidos, imagine-se furtos e outros crimes de menor potencial ofensivo). Quem teve seu direito prejudicado por um terceiro, ou mesmo pelo Estado, perde as esperanças diante de um Judiciário lento, capaz de levar décadas para resolver um conflito.

Esse “Sistema”, na verdade, é um moedor de todos nós brasileiros. Aos mais pobres é reservada a peneira mais fina, onde ele é praticamente transformado em suco…

A solução para acabar com a ação desse moedor estaria na diminuição do tamanho do Estado. Começando pela eliminação do déficit e diminuição do endividamento. Passando pela venda de toda as estatais e ativos desnecessários. Exige a eliminação de inúmeras autarquias e “agências reguladoras”. Abertura da economia, para que o consumidor brasileiro possa ter acesso a produtos de qualidade e mais baratos. Demanda uma reforma total do Judiciário, começando pelo critério de seleção de magistrados.

Infelizmente, como naquele verso do poeta, “Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno”, é verdade. Nenhuma das principais candidaturas presidenciais das eleições de outubro tem qualquer proposta que contemple os itens do parágrafo acima. O Brasil, a partir de 2023, continuará a moer seus pobres, cada vez mais numerosos graças a esse “Sistema”.

*Cândido Prunes é advogado, pós graduado em Direito Econômico pela Universidade de São Paulo e no programa executivo de Darden – Universidade de Viriginia, é autor de “Hayek no Brasil”.

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Serasa: 30% da população está inadimplente https://canalmynews.com.br/economia/serasa-30-da-populacao-esta-endividada/ Mon, 05 Jul 2021 23:16:37 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/serasa-30-da-populacao-esta-endividada/ País tem mais de 62 milhões de pessoas inadimplentes. Tendência passou a ser de alta em 2021

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O Brasil tem 62,56 milhões de pessoas inadimplentes, o equivalente a 30% da população. O valor médio das dívidas é de R$ 3,9 mil por pessoas. Os dados são referentes ao mês de maio e foram divulgados hoje pela Serasa no “Mapa da Inadimplência do Brasil”.

As maiores dívidas estão no cartão de crédito, que representa 29,7% dos mais de 211 milhões de débitos. Depois aparecem contas básicas como luz, água e gás.

Em maio de 2020, o número de inadimplentes chegou ao maior patamar, de 65 milhões de inadimplentes. O número caiu até dezembro chegando a 61 milhões, mas essa tendência de queda passou a mudar em 2021.

O gerente da Serasa, Matheus Moura, explica como a pandemia influenciou nos resultados.

“Logo no início da pandemia, esse número cresce bastante e tivemos várias medidas que ajudaram esse número a diminuir. O auxílio emergencial ajudou algumas famílias a colocar as contas em dia, algumas leis determinaram a não inclusão do brasileiro no cadastro negativo. E aos poucos, tivemos aberturas e reaberturas da economia. Afetando a economia, vai afetar o número de inadimplentes. É um cobertor curto, tira daqui para colocar ali.”

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4 em cada 10 brasileiros estão em descontrole financeiro https://canalmynews.com.br/economia/4-em-cada-10-brasileiros-estao-em-descontrole-financeiro/ Thu, 15 Apr 2021 23:37:32 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/4-em-cada-10-brasileiros-estao-em-descontrole-financeiro/ Levantamento da Serasa indica quais contas os brasileiros priorizaram na pandemia e quais classes foram mais afetadas pela crise

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A pandemia da Covid-19 causou descontrole financeiro para 4 em cada 10 pessoas no Brasil, segundo uma pesquisa feita pelo Serasa em parceria com a Opinion Box. O levantamento “Bolso dos brasileiros”, feito com 2.059 pessoas, entre 11 e 22 de fevereiro deste ano, mostra também uma queda no número de brasileiros que conseguem pagar as contas em dia.

O objetivo do levantamento foi identificar os impactos causados pela pandemia, como o endividamento causado pela alta do desemprego e a retração econômica.

Com os gastos elevados a 50%, se comparado ao mês de fevereiro de 2020, foi registrado uma redução na renda para 38% dos entrevistados e uma queda de 5 pontos percentuais no número de pessoas que conseguem pagar em dia suas contas.

O endividamento que predominou corresponde aos planos de saúde, escolas e faculdades. Já os serviços de assinatura se tornaram essenciais, com alto índice de pagamentos em dia e os cartões de crédito, ficaram em terceiro lugar, com 74% dos pagamentos em dia.

Para Jéssica Vicente, especialista em pesquisa e comportamento do consumidor da Serasa, a mudança de prioridade nos pagamentos se deu por conta da quarentena e isolamento social. “Streaming e internet, uma questão de custo-benefício para o lazer, a forma mais barata. O estudo mostra que foram essas contas que os entrevistados conseguiram manter em dia. Sabemos que os aluguéis e as contas básicas tiveram algum tipo de abono ou foi possível uma renegociação dos valores, então, dessa forma, as pessoas escolheram ter algum lazer”.

Outros dados da pesquisa mostram que os perfis mais impactados pela pandemia foram mulheres e pessoas das classes C, D e E. Foi identificado que 71% dos entrevistados dão mais mais valor a ter dinheiro guardado, 64% concordam que aprenderam a cuidar melhor do dinheiro e 54% afirmaram que gastavam desnecessariamente.

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Endividamento das famílias bate recorde durante a pandemia https://canalmynews.com.br/economia/endividamento-das-familias-bate-recorde-durante-a-pandemia/ Wed, 17 Feb 2021 12:32:44 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/endividamento-das-familias-bate-recorde-durante-a-pandemia/ De acordo com dados do Banco Central, dívidas com bancos comprometeram 51% da renda dos brasileiros

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Dados do Banco Central mostram que o endividamento das famílias bateu recorde em 2020. Os números de novembro, os mais recentes disponíveis, revelam que as dívidas com bancos chegaram a 51% da renda acumulada nos 12 meses anteriores. É o volume mais alto desde o início da série histórica, em 2005.

Fachada da sede do Banco Central, em Brasília
Fachada da sede do Banco Central, em Brasília. (Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasi)

Se for levado em consideração somente o mês de novembro, o comprometimento médio das rendas das famílias brasileiras ficou em 20,87%. Os percentuais levam em consideração todos os tipos de empréstimo, inclusive, financiamento da casa própria.

Segundo a economista e professora do Insper, Juliana Inhasz, esse resultado se deve em parte à pandemia do coronavírus, já que muitos ficaram sem renda e precisaram se endividar para honrar compromissos. Mas, ponderou a economista em entrevista ao Dinheiro na Conta, esse é um movimento iniciado ainda em 2009.

Juliana destaca ainda que os juros mais baixos também favorecem esse endividamento. “As pessoas a se endividam mais pq elas acabam programando mais suas contas daqui para frente”, afirmou.

O crescimento não representou um aumento na inadimplência. O percentual de pessoas com dívidas atrasadas em mais de 90 dias terminou 2020 em 2,8%, menor do que os 3,5% de 2019. Na avaliação da economista os motivos foram o auxílio emergencial, o esforço dos bancos para refinanciar as dívidas, em vez de executá-las, além da possibilidade que uma parcela pequena da população teve para economizar durante o isolamento social.

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