Arquivos esporte - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/esporte/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 01 Mar 2023 13:18:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 STJD do vôlei arquiva denúncia contra o jogador Wallace Souza https://canalmynews.com.br/brasil/stjd-do-volei-arquiva-denuncia-contra-o-jogador-wallace/ Wed, 01 Mar 2023 13:18:01 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36173 Atleta postou enquete sugerindo dar tiro no presidente Lula

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O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do voleibol decidiu arquivar a notícia de infração apresentada em desfavor de Wallace Souza, informou a equipe do atleta, o Cruzeiro, em nota.

“Em seu parecer, a Procuradoria do STJD lamenta muito a atitude do atleta, mas afirma não ter encontrado requisitos para um eventual processo desportivo disciplinar, e que a única ligação com o esporte é o fato de Wallace ser um atleta. O Sada Cruzeiro reitera que repudia e não compactua com nenhum ato que possa significar incitação à violência, e destaca a grande responsabilidade que carregam as figuras públicas e exemplos do esporte”, diz a mensagem divulgada pela equipe mineira.

Após a decisão, a CBV informou, através do seu departamento de comunicação, que “o STJD é um órgão autônomo e independente em relação a seus procedimentos e decisões, cabendo à CBV acatar a decisão da Procuradoria do Tribunal, que entendeu pelo arquivamento das denúncias encaminhas pela entidade e a AGU”.

“A CBV reitera que repudia qualquer tipo de violência ou incitação a atos violentos, incompatíveis com os valores de respeito e igualdade que norteiam o esporte”, afirmou a entidade máxima do vôlei brasileiro.

Suspensão do COB
O jogador de vôlei, campeão olímpico pela seleção brasileira, foi suspenso, no início do mês, de forma cautelar, pelo Conselho de Ética do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) após postar em sua conta no Instagram uma foto sua com uma arma calibre 12 na mão e abrir uma enquete perguntando: “Daria um tiro na cara do [presidente da república] Lula com essa 12?”.

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No parecer oficial o conselheiro-relator Ney Belo acolheu a representação da Advocacia-Geral da União (AGU) contra a conduta de Wallace, por promover, de forma pública, incitação ao crime.

“No caso em análise, as ofensas, as incitações ao crime e as ameaças – ainda que algumas delas veladas já que postas em forma de pergunta ou interpretáveis por se tratar de imagem – foram todas elas praticadas contra a autoridade máxima do país, que ocupa o posto em razão de processo eleitoral democrático e escorreito. Fica justificada processualmente, dessa forma, a intervenção da Advocacia Pública nesse feito. Assim, fica acolhida a participação processual da Advocacia Geral da União (AGU) nos termos solicitados”, diz um dos trechos do despacho assinado por Ney Belo.

O Sada Cruzeiro, clube que o atleta defende na atual temporada, afastou e suspendeu o jogador por tempo indeterminado, e exigiu que ele pedisse desculpas. Após a repercussão da postagem, Wallace apagou a publicação e se desculpou, dizendo que não quis “incitar a violência”.

O documento do Conselho de Ética do COB enfatiza também a responsabilidade de atletas olímpicos perante a sociedade, em especial os campeões, pois sua conduta reflete na sociedade: “O atleta campeão olímpico exerce influência em toda a juventude, que através do esporte vê em seus ídolos um exemplo a ser seguido. Adolescentes observam o atleta com admiração e respeito, e talvez seja esse o único posto – salvaguardada a ficção no cinema – onde heróis são educativos, construtivos e fazem bem para o ideário de um povo”.

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Com quebra de recorde paralímpico, brasileiro Petrucio Ferreira é ouro nos 100m https://canalmynews.com.br/mais/com-quebra-de-recorde-paralimpico-brasileiro-petrucio-ferreira-e-ouro-nos-100m/ Fri, 27 Aug 2021 13:00:43 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/com-quebra-de-recorde-paralimpico-brasileiro-petrucio-ferreira-e-ouro-nos-100m/ Atleta confirma favoritismo, bate o melhor tempo dos jogos e se torna bicampeão da categoria. Brasileiro Washington Junior sobe ao pódio na terceira colocação

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O brasileiro Petrucio Ferreira dos Santos conquistou o ouro nos 100 metros rasos nas Paralimpíadas de Tóquio e se tornou bicampeão na categoria para atletas com deficiências nos membros superiores (classe T46/47). Em 2016, nos jogos do Rio de Janeiro, o paraibano alcançou o primeiro lugar ao bater o recorde olímpico com o tempo de 10,57 segundos. Dessa vez o brasileiro foi além, melhorou seu próprio desempenho e terminou a prova em 10,53 segundos.

Petrucio Ferreira dos Santos posa ao lado do placar eletrônico que mostra o tempo recorde do brasileiro.
Petrucio Ferreira dos Santos posa ao lado do placar eletrônico que mostra o tempo recorde do brasileiro. Foto: Wander Roberto (CPB)

Mesmo não largando muito bem, o bicampeão teve competência para assumir a liderança da prova nos metros finais, conseguindo ultrapassar o brasileiro Washington Junior, que ficou com o bronze, e o polonês Michal Derus, que terminou em segundo – Lucas Lima, outro representante do Brasil nas finais, terminou na sexta colocação.

Em entrevista ao SporTV, Petrucio dedicou a vitória ao treinador Pedrinho de Almeida, que o acompanha desde antes dos jogos do Rio: “Eu tive uma pequena DR com meu treinador, perguntei se ele confiava em mim. E dedico essa vitória a ele, que está comigo desde 2014 e pediu para eu correr com a cabeça”.

Currículo de ouro

O atleta Petrucio Ferreira dos Santos, de 24 anos, acumula grandes resultados na carreira. Na Rio 2016, o brasileiro faturou três medalhas (ouro nos 100 metros, prata nos 400 metros e prata no revezamento 4×100 metros).

Em 2019, no Mundial de Dubai, subiu na posição mais alta do pódio duas vezes (nos 100 metros e 400 metros). No Parapan de Lima, também em 2019, conquistou o ouro nos 100 metros e a prata nos 400 metros.

Agora, com a quebra de mais um recorde olímpico, o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura das Paralimpíadas de Tóquio escreve mais um belo capítulo em sua dourada história.

  • Largada da prova 100m T47
    Largada da prova 100m T47. Foto: Reprodução (Redes)

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O que as Olimpíadas nos ensinam? https://canalmynews.com.br/luiz-gustavo-mariano/o-que-as-olimpiadas-nos-ensinam/ Thu, 29 Jul 2021 20:33:13 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-que-as-olimpiadas-nos-ensinam/ Inspirado pelo talentosíssimo Ítalo Ferreira, pela fadinha Rayssa Leal e por tantos outros atletas (brasileiros ou não) decidi pesquisar a respeito desses jogos e de suas tradições

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Você já parou para pensar em por que as Olimpíadas existem? Quando começaram a ser realizadas? Inspirado pelo talentosíssimo Ítalo Ferreira, pela fadinha Rayssa Leal e por tantos outros atletas (brasileiros ou não) decidi pesquisar a respeito desses jogos e de suas tradições. E me chamou a atenção as semelhanças que existem entre o mundo dos esportes e a nossa realidade corporativa.

As Olimpíadas surgiram na Grécia Antiga e eram realizadas na cidade de Olímpia (daí o nome). Cidadãos de diversos lugares se reuniam para disputar competições, entre elas as de corridas. No final do século 19, com o objetivo de celebrar o esporte e a união entre os povos, foram criados os Jogos Olímpicos da Era Moderna. Esta edição, em Tóquio, é a de número 32. E, seja pela televisão ou pela internet, as disputas e as atitudes dos atletas nos ensinam diversas lições que deveriam ser compreendidas por executivos e líderes.

Uma delas: saber perder. O que é saber perder? Significa não conseguir atingir um objetivo e ficar resignado? Não. Significa entender o que ocorreu, por que o adversário (a concorrência) saiu-se melhor, entender o contexto e a partir daí recomeçar novamente, de cabeça erguida, com o propósito de superar obstáculos sem cometer os mesmos erros.

Foi o que fez, por exemplo, Ítalo Ferreira. O potiguar estreou no principal campeonato do surfe em 2015. Em 2017, ficou em 22º lugar. Não se deu por vencido. Em 2019, foi o campeão. E agora ganhou a medalha de ouro em Tóquio. Ou seja: não tem a ver com perder, mas, sim, em saber levantar no dia seguinte.

Uma lição que Ítalo nos ensina: temos de ter resiliência e perseverança.

O esporte também nos mostra que nunca devemos nos acomodar. A seleção feminina de basquete dos EUA estreou em Tóquio na terça (27). Elas ganharam os últimos seis ouros olímpicos. Não perdem uma partida em Olimpíadas desde os Jogos de 1996. Mas você acha que elas estão satisfeitas? Nesta terça, chegaram à 50ª vitória seguida. Não há sinais de que elas estejam acomodadas – porque sabem que as outras seleções estão melhorando, há novas jogadoras surgindo e a competição tende a ficar cada vez mais acirrada.

Principalmente nas modalidades coletivas, o esporte é ótimo exemplo para destacar a importância de uma boa liderança e do trabalho em equipe. Já vi e li diversos treinadores e treinadoras contando como fazem para motivar as suas equipes. É importante mostrar como chegar a um objetivo, mas um bom treinador deve saber a hora de ouvir. Em vez de apenas passar sermão, ser visto pelos atletas como um mentor. Que sabe falar e sabe ouvir. Além disso, o esporte incentiva os atletas a colaborarem entre si, a entenderem os pontos fortes e fracos uns dos outros. Como no vôlei, em que um ponteiro ou o líbero ficam próximos ao levantador para que este não seja o responsável por receber o saque do time adversário.

Por fim, o esporte nos ensina uma qualidade indispensável nos negócios: a disciplina. Atletas de alto nível seguem uma alimentação adequada, treinam constantemente, observam os adversários. Sem essa disciplina, não há talento que faça um atleta chegar ao pódio. Não é preciso ser implacável consigo mesmo; é preciso entender que se você não quiser, ninguém vai querer por você.

Deixo aqui algumas outras lições que o esporte pode nos ensinar:

  • Meritocracia: o negócio não é menosprezar quem fez menos, mas em todos aprenderem com quem fez mais e melhor. E compartilhar o conhecimento para evoluirmos;
  • Time: lutar em conjunto e criar um ciclo virtuoso;
  • Oportunidade: não é preciso baixar o sarrafo, mas garantir que todos tenham as mesmas chances e condições;
  • Vencer: significa deixar um legado para as próximas gerações, mostrando o que vale a pena;
  • Respeito: quando perder, aceitar que o adversário fez melhor; quando ganhar, acolher o concorrente;
  • Tomada de decisão: pode ser feita a cada microssegundo, criando estratégias e alterando a execução; não fique preso em algo que está dando errado.

As Olimpíadas mostram o que somos capazes como raça humana, e não que somos melhores uns do que os outros.

O esporte me ensinou muito. Tentei ser atleta, fiz de tudo um pouco, e o tênis foi o que me formou como ser humano. Se todos brasileiros, de todas as classes, tivessem a oportunidade de aprender e experimentar o esporte, o nosso país seria outro. Imagine um país que carregue os valores do esporte!


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