Arquivos estratégia - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/estrategia/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 24 May 2024 14:55:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Ditadura venezuelana usa estratégia nazista https://canalmynews.com.br/coluna-da-sylvia/ditadura-venezuelana-usa-estrategia-nazista/ Wed, 14 Feb 2024 16:31:51 +0000 https://localhost:8000/?p=42346 Regime utiliza o Sippenhaft, aplicado pelos alemães, ao deter opositores e vários de seus familiares

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Uma história terrível, e com inspiração na crueldade do regime nazista, está ocorrendo na Venezuela e mobilizando a comunidade internacional. Se trata da prisão, por parte da ditadura, da ativista de direitos humanos Rocío San Miguel, grande conhecedora dos assuntos militares do regime, uma fonte inestimável para jornalistas de vários países.

A referência ao nazismo vem por conta do recurso chamado de Sippenhaft, aplicado pelos alemães durante a época da Segunda Guerra e que consistia em castigar toda a família da pessoa-alvo. 

Primeiro, Rocío San Miguel foi detida no aeroporto de Maiquetia (Caracas), de onde faria uma viagem de férias com a filha, Miranda. Ficou desaparecida mais de três dias. O site Efecto Cocuyo (referência no valente jornalismo independente da Venezuela) foi o primeiro a revelar que San Miguel estava no Helicóide, edifício icônico de Caracas planejado e construído durante o “boom do petróleo” para ser um shopping, mas transformado pela ditadura chavista em prisão política. Alí estão mais de mil detidos por serem opositores, a maioria sem julgamento, segundo a ONG Provea. Esta obra arquitetônica única que se destaca no meio de Caracas acabou se transformando num dos principais centros de tortura do regime. 

San Miguel, 57, foi levada para lá no último dia 9 de fevereiro, pelo Sebin (Serviço de Inteligência do regime). A operação de Sippenhaft aconteceu nos dias seguintes, levando para o mesmo centro de detenção outros seis membros da família San Miguel, incluindo a filha Miranda, que mora em Madri, mas que tinha vindo passar férias com a mãe.

A filha telefonou para o pai ainda do aeroporto. Víctor Díaz Paruta, ex-marido de San Miguel foi buscar a filha no aeroporto. Daí, porém, ambos também foram levados pelo Sebin a um lugar indeterminado.

O governo dos EUA afirmou estar ““profundamente preocupado” pela detenção da ativista e diz acompanhar a situação com atenção. 

“Estamos atualizados quanto às informações sobre a detenção de Rocío San Miguel, e de seus familiares. Estamos profundamente preocupados por conta disso”, disse John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional.

Além de Miranda e seu pai, também foram presos o atual marido e dois irmãos da ativista, entre outras pessoas próximas a ela.

San Miguel é diretora da ONG Control Ciudadano, em que reune e publica informações sobre o universo militar do regime, que reconheceu publicamente ter detido a ativista sob a acusação de ser uma das pessoas que atuaram nos bastidores do suposto atentado contra Maduro, em 2018. 

San Miguel está sendo acusada de tentativa de matar o ditador, traição à pátria, conspiração e terrorismo. As demais pessoas da família estão presas sem acusações, por ora.

O caso de Rocío San Miguel joga por terra o já moribundo acordo de Barbados, em que a oposição e regime se haviam colocado de acordo com relação a eleições livres neste ano. Os EUA apoiam a ideia e tem alta expectativa com relação a esse pleito.

Porém, como já fez em 14 ocasiões, Maduro, depois de assinar acordos de compromisso de democratizar o país, faz de tudo para enterrá-los. Desta vez, já tomou diversas atitudes para matar o último tratado. A primeira delas foi considerar nula a eleição primária realizada pela oposição, e vencida por María Corina Machado, depois, reafirmou a inabilitação da mesma. Agora, coloca detrás das grades e sob ameaças de tortura, uma das mais importantes defensoras dos direitos humanos da Venezuela e vários membros de sua família. 

As eleições prometidas para este ano estão em risco, e mais distante ainda parece um retorno da Venezuela à democracia.

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Bolsonaro inelegível está mais para Collor do que para líder https://canalmynews.com.br/politica/bolsonaro-inelegivel-esta-mais-para-collor-do-que-para-lider/ Mon, 03 Jul 2023 13:57:05 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=38309 Ex-presidente não tinha Plano B para a derrota e só a reeleição poderia consolidar seu projeto

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Inelegibilidade consumada, discute-se agora o futuro do ex-presidente Jair Bolsonaro e sua capacidade de consolidar-se como liderança política da extrema-direita – minoritária, porém influente e predominante nos últimos quatro anos.

O sufixo “ismo”, incorporado à corrente ideológica representada pelo seu principal líder, sugere que o ex-presidente tem a fidelidade da parcela do eleitorado do conservadorismo radical. Mas pode não ir além disso.

O contexto da polarização, do petismo versus o antipetismo, fez com que o eleitorado de centro e direita se unissem sob a plataforma da extrema-direita, cujo discurso de anticorrupção, nacionalismo e associação com militares tinha mais chances na disputa.

Mas, se Bolsonaro teve êxito como catalisador para a vitória eleitoral, nunca teve sofisticação para conduzir o movimento de ruptura ansiado por militares que o viram como um atalho para uma estratégia de retorno a 64 por uma paciente construção política, que se consolidaria com sua reeleição.

Também não tinha biografia que contribuísse para a tarefa. Vestiu-se mais tempo como paisano do que com a farda – esta, a serviço de um projeto que conspirou contra a hierarquia nos quartéis e planos de ações violentas.

Por isso, a aventura de marchar com o antigo subversivo custa caro hoje às Forças Armadas. A cúpula militar, em sua maioria, não quis o golpe mais ousado, menos por não o desejar e mais por não confiar. “Dar um golpe com Bolsonaro? Se tivéssemos um Castelo Branco…” reagiu, certa vez, uma alta patente, ao acalmar um interlocutor preocupado.

No campo político, aliados cumprem o script de defender o ex-presidente das consequências judiciais por avaliar que ainda tem capital eleitoral para influir nas eleições municipais. Porém, modos e falas em tom burocrático denunciam o pragmatismo dessa estratégia.

A inelegibilidade de Bolsonaro abre oportunidade para que a direita sóbria retome o espaço que a polarização lhe roubou, se junte ao centro e, mesmo, torne possível alianças à esquerda como obteve nos anos 90 com Fernando Henrique Cardoso.

O ex-presidente tem hoje a fidelidade do chamado bolsonarismo-raiz, estimado por experientes políticos entre 12 e 15% do eleitorado – a extrema-direita que engoliu a direita e o centro., o que agora se inverte.

Vale lembrar que o discurso anti-corrupção, na esteira da Lava Jato, não se sustenta mais desde a saída de Sérgio Moro do governo. E nem a operação, desmontada pacientemente pela cúpula do Judiciário.

Bolsonaro fez da reeleição sua aposta única e mostra que não estava preparado para a derrota. Sua cartada na mesa era o “tudo ou nada” com o blefe da intervenção militar.

Não é de se supor que fora do poder consiga manter uma liderança consistente e duradoura, até porque ainda tem um calvário de processos pela frente, inclusive na esfera penal.

O bolsonarismo, como força ideológica não morrerá, mas como corrente majoritária sob sua liderança é mais difícil. Mais provável que integre as forças conservadoras, em condição minoritária, e que a referência ao ex-presidente seja uma página da história política.

Bolsonaro está mais para um personagem a reproduzir o ex-presidente Collor do que para um líder nacional.

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Carreira depende de estratégia, não de tática https://canalmynews.com.br/luiz-gustavo-mariano/carreira-depende-de-estrategia-nao-de-tatica/ Wed, 14 Apr 2021 13:16:39 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/carreira-depende-de-estrategia-nao-de-tatica/ Assim como no mercado financeiro, o desenvolvimento e a construção de uma carreira sólida e agradável depende de planos de ação eficientes, que visam benefícios a longo prazo

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No mercado financeiro, os gestores de patrimônio familiar ou de wealth management dos bancos de investimento desenham a estratégia de investimento de alguém (ou de uma empresa etc.) por meio de uma metodologia que tem como base o perfil dessa pessoa: essa estratégia poderá ser conservadora, moderada, arrojada ou agressiva.

Geralmente, a recomendação é que 90% do seu ganho sairá da alocação estratégica dentro do seu perfil, que visam ganhos no longo prazo; o restante será de movimentos táticos, que pretendem capturar oportunidades específicas de mercado no curto prazo. Dessa maneira, uma pessoa de perfil moderado poderá ter, por exemplo, 60% do investimento alocado em fundos atrelados à renda fixa; 20% atrelado a fundos multimercado; e 20% distribuídos em ações e fundo cambial/internacional.

Assim como no mercado financeiro, o desenvolvimento de uma carreira exige, para além da tática, uma estratégia eficiente.
Assim como no mercado financeiro, o desenvolvimento de uma carreira exige, para além da tática, uma estratégia eficiente. Foto: Reprodução (Pixabay – com alterações).

De acordo com flutuações do mercado, há um direcionamento pontual da carteira. Se o mercado de ações flutuar, a pessoa moderada pode mexer no portfólio: colocar 50% em fundos conservadores e aumentar a posição em bolsa de 5% para 10%, por exemplo.

Mas especialistas dizem que, no longo prazo, 90% do ganho no mercado financeiro ocorrerá graças à carteira recomendada de acordo com o seu perfil estratégico. O curto prazo (movimentos táticos) não vai corresponder a mais de 10% dos ganhos. Assim, é sempre recomendável respeitar o seu perfil, pensando no longo prazo.

A mesma lógica pode ser usada em outra situação: o desenvolvimento e a construção da carreira. Vamos usar como exemplo uma pessoa que começa a trabalhar com 24 anos, já depois de passar como estagiária ou trainee. Essa pessoa espera trabalhar até os 65 anos. O recomendável aqui é que esse profissional tome decisões tendo como objetivo o longo prazo – a construção de uma carreira que faça com que esse profissional chegue aos 65 anos se sentindo realizado.

Mas vejo que, na prática, muita gente faz movimentos de carreira pensando no curto prazo. Aceitam mudar de empresa porque recebem uma proposta que aumentará o salário em 15%, 20%. Esse tipo de decisão deveria estar ancorada na estratégia de longo prazo, e não em uma tática imediata.

Faço uma analogia com o mercado financeiro: esses movimentos táticos, voltados para o curto prazo, vão representar o que dentro da estratégia de carreira de longo prazo? Quando a pessoa estiver com 65 anos e olhar para trás, será que esses movimentos táticos terão tido uma influência realmente benéfica e duradoura na sua evolução profissional? Será que eles realmente ajudaram a pessoa a construir uma carreira em instituições que têm valores parecidos com os dela? Será que ela teve a chance de conviver com o tipo de profissional que desejava?

Muitas vezes, animadas com ganhos pontuais e relativamente pequenos (ou até mesmo por uma ansiedade em apressar o crescimento da carreira), as pessoas acabam deixando de lado o macro (a trajetória de longo prazo) e privilegiam o micro (uma recompensa de fôlego curto, como um salário um pouco maior).

Será que é mais vantajoso trocar de empresa para ganhar um pouco a mais ou seria mais prudente continuar na atual companhia para, no futuro, construir uma trajetória mais sólida e consistente? É sempre bom avaliar se um movimento é tático ou estratégico.

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