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]]>“Após anunciar o acordo, o exército inimigo atacou o local onde estava uma das prisioneiras da primeira etapa do acordo esperado. Qualquer agressão e bombardeio nesta fase pelo inimigo pode transformar a liberdade de um prisioneiro em uma tragédia”, informou Abu Ubeida, porta-voz da organização militar.
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Enquanto isso, o Hamas negou comunicado de Israel e reafirmou, nesta quinta-feira (16), que o grupo está comprometido com o acordo de cessar-fogo anunciado pelos mediadores, segundo Izzat al-Rishq, representante político da organização palestina.
O acordo do cessar-fogo foi colocado em xeque ontem pelo gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que alegou que o Hamas teria feito exigências de última hora. De acordo com a agência Associated Press, a votação do acordo prevista para hoje pelo governo de Israel teria sido suspensa por “crise de última hora” provocada pelo Hamas, segundo informou o gabinete de Netanyahu.
O anúncio do cessar-fogo pelas autoridades do Catar, país que participou como mediador ao lado do Egito e dos Estados Unidos, foi intensamente comemorado pela população de Gaza e por manifestante em Israel, que esperam ver de volta os reféns ainda mantidos em cativeiro.
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O acordo determina uma fase inicial de seis semanas de trégua com a retirada gradual das forças israelenses de Gaza e a libertação de 33 reféns mantidos pelo Hamas em troca de palestinos presos por Israel. A última fase do acordo prevê a discussão de um governo alternativo em Gaza e planos para reconstruir a região sem a participação do Hamas.
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]]>Quando o Brasil conseguiu trazer os 32 brasileiros que estavam em Gaza, no dia 14 de novembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que o governo trabalharia para trazer todos os nacionais e seus parentes que desejassem sair do local. “A gente vai tentar fazer todo o esforço que estiver ao alcance da diplomacia brasileira”, disse na ocasiaão.
O Itamaraty, por meio da assessoria de imprensa, destacou que não há prazo para que essas pessoas saiam de Gaza porque ainda existem outras listas de nacionais de outros países que ainda não obtiveram autorização para sair do local e que estariam na frente dessa fila.
A saída de estrangeiros tem sido feita aos poucos, com cerca de 600 autorizações por dia. Isso quando não há interrupções na fronteira de Rafah, que liga Gaza ao Egito.
Segundo o embaixador do Brasil no Egito, Paulino Franco de Carvalho Neto, só é autorizada a saída de pessoas da Faixa de Gaza após uma análise dos serviços de segurança dos países envolvidos nessas negociações, que além de Egito e Israel, reúne as autoridades de Gaza, que é controlada pelo Hamas, e de países como Estados Unidos e Catar, que atuam como intermediários do conflito.
Família desiste
A família do brasileiro resgatado de Gaza Hasan Rabbe, comerciante de 32 anos de idade que vive em São Paulo, desejava sair da zona de conflito, porém, depois de ter recebido ameaças vindas de pessoas no Brasil, a família desistiu de deixar o local. Hasan tem sido vítima de ameaças desde que chegou ao Brasil, chegando a pedir proteção ao governo.
Ele disse à Agência Brasil que sua família, em Gaza, também tem recebido ameaças e, por isso, desistiram de vir. “Infelizmente, a minha família não vai chegar aqui. Eles estão recebendo muitas ameaças em Gaza. Por enquanto, eles desistiram [de vir]. Eu não estou sentindo segurança em mandarmos as meninas para a escola”.
Voos
A Operação Voltando em Paz, do governo federal, organizou dez voos da região do conflito para repatriar brasileiros e familiares. A maioria saiu de Tel-Aviv, em Israel, um grupo saiu de Amã, na Jordânia, sendo repatriados do território palestino da Cisjordânia ocupada. O último grupo, com 32 pessoas, deixou a Faixa de Gaza após mais de um mês de tensão e angústia.
Ao todo, a operação transportou 1.477 pessoas e 53 animais domésticos. Do total, foram 1.462 brasileiros, 11 palestinos, três bolivianas e uma jordaniana.
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]]>Durante o telefonema com Herzog, Lula agradeceu o apoio israelense para a repatriação de 32 cidadãos brasileiros da Faixa de Gaza. Ele ainda informou que está em preparação uma nova lista com nomes de brasileiros e seus parentes palestinos na região, a mais afetada neste conflito. Gaza é controlada pelo grupo islâmico Hamas e, por isso, tem sido alvo constante da invasão e de bombardeios das forças militares de Israel.
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Desde a eclosão deste novo conflito entre Israel e Hamas, o Brasil resgatou 1.477 pessoas e 53 animais domésticos. Os primeiros resgatados desembarcaram no Brasil em 11 de outubro. Do total, foram 1.462 brasileiros, 11 palestinos, três bolivianas e uma jordaniana. O último grupo a chegar, na última segunda-feira (13), foi o único que estava em Gaza.
Em Israel, o sistema de governo é parlamentarista. O presidente é o chefe de Estado, eleito pelo Parlamento do país. O Poder Executivo é exercido pelo primeiro-ministro, o chefe de governo, escolhido entre o partido ou coalizão que obtém a maioria das cadeiras no Legislativo. Atualmente, esse cargo é ocupado por Benjamin Netanyahu. Desde o início da guerra atual, entre Israel e o grupo Hamas, Lula ainda não conversou diretamente com Netanyahu.
Sequestrados
De acordo com o Planalto, Herzog falou a Lula de sua preocupação com os reféns sequestrados pelo Hamas, entre eles diversos latino-americanos, e pediu que o presidente Lula reforçasse o apelo pela sua libertação, em articulação com outros países da América Latina.
“Além de se comprometer com o pedido, o presidente Lula recordou que já fez apelos pela libertação de todos os reféns em contatos mantidos com vários líderes do Oriente Médio (Irã, Emirados Árabes, Turquia, Catar, Egito, Autoridade Palestina), além de França, Rússia e Índia. Informou ter realizado videoconferência com familiares israelenses dos reféns”, diz a nota.
Crise humanitária
Na ligação, informou o governo brasileiro, o presidente Lula “manifestou grande preocupação com a gravíssima crise humanitária em Gaza e consternação com a perda de vidas, em particular de crianças”.
O presidente brasileiro reafirmou a Herzog sobre a tradição pacífica do Brasil, em que judeus e árabes convivem em paz, repudiou atos de antissemitismo em meio ao agravamento do conflito e prometeu coibi-los.
Dois Estados
Ainda de acordo com a nota, Lula relembrou, durante o telefonema, que o Brasil esteve envolvido com a criação do Estado de Israel e continua convencido da importância da solução de dois Estados, com Israel e Palestina vivendo lado a lado, com fronteiras seguras e mutuamente aceitas. Lula também falou sobre a defesa do Brasil por mudanças nas instâncias multilaterais de governança, como forma de torná-la mais eficiente na prevenção e resolução de conflitos.
O tema está tratado no Café do MyNews do último dia 14. Assista:
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]]>“A gente vai tentar fazer todo o esforço que estiver ao alcance da diplomacia brasileira para tentar trazer todos os brasileiros que lá estão e que queiram vir para o Brasil. Inclusive, alguns companheiros que tinham parentes não brasileiros eu pedi para trazer e a gente trataria de legalizar as pessoas aqui no Brasil”, disse o presidente.
“Tem mais gente na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Enquanto tiver lista e possibilidade da gente tirar uma pessoa, mesmo que seja uma só, a gente estará à disposição para mandar buscar as pessoas. Não vamos deixar nenhum brasileiro ficar lá por falta de cuidado do governo”, acrescentou Lula.
Junto com o presidente, na pista, aguardando os repatriados, estavam a primeira-dama Janja da Silva, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Paulo Pimenta, o assessor especial da Presidência Celso Amorim e os comandantes das Forças Armadas.
Lula recebeu os resgatados na pista, cumprimentou um a um no pé da escada do avião. O primeiro a descer foi Hasan Habee, que ficou conhecido pelos vários vídeos que fazia e encaminhava para a imprensa, com depoimentos frequentes da angústia que passava na Faixa de Gaza, em meio a ataques de Israel.
“Boa noite. Queria agradecer ao presidente, governo federal, Força Aérea e Itamaraty. A gente ficou lá 37 dias, muito sofrimento. Às vezes passamos fome e sede”, disse Habee. “O que está acontecendo lá é um massacre. Minhas filhas ficaram muito chocadas lá. Na primeira e segunda semana a gente mentia [para elas]. A gente falava que essas bombas [jogadas por Israel na Faixa de Gaza] eram de festas de aniversário, mas a gente não conseguiu segurar por muito tempo”, acrescentou ele.
Habee falou que as filhas fechavam a janela para se sentirem seguras sempre que um avião do exército israelense passava. Em seguida, pediu para Lula providenciar também a vinda dos seus parentes, que estariam aguardando a liberação de uma segunda lista de brasileiros ou parentes de brasileiros.
Na manhã de segunda-feira (13) Lula já havia confirmado que estaria na Base Aérea de Brasília, para cumprimentar o grupo de repatriados. O gesto, de caráter simbólico, encerra um longo processo de negociação entre a diplomacia brasileira e os encarregados de Israel e Egito pela liberação de pessoas pela passagem de Rafah, na fronteira entre Gaza e Egito.
“A chegada desse décimo avião aqui no Brasil é o coroamento de um trabalho muito sério que a gente deve a muita gente que trabalha no governo, deve à aeronáutica Brasileira, ao ministro das Relações Exteriores, que fez um trabalho excepcional quando assumiu a presidência do Conselho de Segurança da ONU”, disse o presidente.
Os brasileiros só foram incluídos na sétima lista. O país com mais nacionais retirados de Gaza foram os Estados Unidos. Além dos Estados Unidos, outros oito países tiveram mais de 100 nacionais autorizados a sair da Faixa de Gaza. Mesmo com a demora ao concretizar a saída dos brasileiros, especialistas em relações exteriores consideraram a operação uma “vitória diplomática”.
O grupo que desembarcou na Base Aérea de Brasília ficará hospedado por, pelo menos, dois dias em alojamento da FAB, onde receberá apoio psicológico, cuidados médicos e imunização. Depois desse período, uma parte irá para outras cidades no Brasil, onde ficarão com parentes, e outra será deslocada para um abrigo especializado em acolhimento de refugiados no interior de São Paulo.
Voltando em Paz
Este será o décimo voo da Operação Voltando em Paz, do governo federal, que cumpre mais uma missão de repatriação em áreas de conflito no Oriente Médio. A aeronave VC-2, cedida pela Presidência da República, está há quase um mês no Egito para o resgate dos repatriados oriundos da Faixa de Gaza. Os outros voos partiram de Tel Aviv, em Israel, e de Amã, na Jordânia, com brasileiros que estavam no território palestino da Cisjordânia.
Com os dez voos, a Operação Voltando em Paz terá transportado um total de 1.477 passageiros, além de 53 animais domésticos. Do total, foram 1.462 brasileiros, 11 palestinos, três bolivianas e uma jordaniana.
No dia 7 de outubro, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, lançou um ataque surpresa de mísseis contra Israel e a incursão de combatentes armados por terra, matando civis e militares e fazendo centenas de reféns israelenses e estrangeiros. Em resposta, Israel bombardeou várias infraestruturas do Hamas, em Gaza, e impôs cerco total ao território, com o corte do abastecimento de água, combustível e energia elétrica.
Os ataques já deixaram milhares de mortos, feridos e desabrigados nos dois territórios. A guerra entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos.
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]]>O post Brasileiros que estavam em Gaza chegam ao Brasil nesta segunda apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Eles cruzaram a fronteira com o Egito pelo Portal de Rafah, no início da manhã deste domingo (12). A chegada ao Cairo ocorreu no início da noite. Na capital egípcia, o grupo pega o voo para Brasília. A previsão é que a aeronave decole às 11h50 (horário local) e pouse em Brasília às 23h30 (horário local). Antes disso, haverá três paradas técnicas: em Roma, na Itália; em Las Palmas, na Espanha; e na Base Aérea do Recife, já no Brasil.
Os repatriados receberão apoio psicológico, cuidados médicos e imunização e terão um período de repouso em Brasília, em alojamento da Força Aérea Brasileira (FAB), antes de se deslocarem para outras cidades no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) está sendo mobilizada para oferecer aos repatriados os cuidados em saúde necessários logo no momento de chegada ao Brasil, em Brasília.
“A oferta no momento da recepção envolve cuidados psicológicos e clínicos, incluindo urgências e emergências que possam surgir. A equipe será formada por cinco profissionais da saúde: um médico, um enfermeiro e três psicólogos. Além disso, será disponibilizada uma ambulância do Samu/DF, tipo UTI móvel, com médico e enfermeiro, se houver necessidade de atendimento especializado em unidade da rede de saúde”, explicou a pasta, em resposta à Agência Brasil.
Ao chegarem ao Brasil, também será feita a regularização migratória, pela Polícia Federal, e a emissão de outros documentos que permitam o acesso a serviços públicos e ao emprego.
De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, algumas pessoas têm familiares no Brasil, enquanto outras serão acolhidas em um local no interior de São Paulo, disponibilizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social.
O grupo a caminho do Brasil tem 22 brasileiros de nascimento, sete palestinos naturalizados brasileiros e três palestinos familiares próximos. Dos 32 repatriados, 17 são crianças, nove mulheres e seis homens.
Voltando em Paz
Este será o décimo voo da Operação Voltando em Paz, do governo federal, que cumpre mais uma missão de repatriação em áreas de conflito no Oriente Médio. A aeronave VC-2, cedida pela Presidência da República, está há quase um mês no Egito para o resgate dos repatriados oriundos da Faixa de Gaza. Os outros voos partiram de Tel Aviv, em Israel, e de Amã, na Jordânia, com brasileiros que estavam no território palestino da Cisjordânia.
Com os dez voos, a Operação Voltando em Paz terá transportado um total de 1.477 passageiros, além de 53 animais domésticos. Do total, foram 1.462 brasileiros, 11 palestinos, três bolivianas e uma jordaniana.
No dia 7 de outubro, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, lançou um ataque surpresa de mísseis contra Israel e a incursão de combatentes armados por terra, matando civis e militares e fazendo centenas de reféns israelenses e estrangeiros. Em resposta, Israel bombardeou várias infraestruturas do Hamas, em Gaza, e impôs cerco total ao território, com o corte do abastecimento de água, combustível e energia elétrica.
Os ataques já deixaram milhares de mortos, feridos e desabrigados nos dois territórios. A guerra entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos.
Assista:
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]]>O post América do Sul tenta colocar freio a Israel apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Poucos o seguiram. Algumas semanas depois, em visita à Casa Branca, Petro foi indagado sobre se mandaria ou não armas, tanques e outros aparatos de guerra para a Ucrânia. Petro se esquivou, disse que havia muitas guerras no mundo e que estava concentrado em resolver a questão da violência em seu próprio país.
Já o conflito entre Israel e o Hamas tem sido diferente. E países da região tem se manifestado com maior ênfase, principalmente após o bombardeio de um campo de refugiados em Gaza. O primeiro país a fazê-lo foi a Bolívia, e tomou a atitude mais extrema, rompendo relações com Israel. Não chega a ser uma surpresa. Já no dia seguinte ao ataque do Hamas em território israelense, o ex-presidente Evo Morales lançou um tuíte dizendo que apoiava as ações do grupo terrorista.
Depois, com a escalada da retaliação, Morales postou um pedido para que Israel fosse classificado como um “Estado terrorista”, e que Benjamin Netanyahu fosse denunciado à corte penal internacional por genocídio e crimes de guerra.
O rompimento foi anunciado pela ministra María Nela Prada, em representação do atual presidente, Luis Arce. “Nós exigimos que os ataques à Faixa de Gaza acabem, pois eles estão acabando com a vida de milhares de civis e causando um deslocamento forçado de palestinos”, afirmou, em uma coletiva de imprensa em La Paz. Tampouco se trata da primeira vez que a esquerda boliviana demonstra suas antipatias contra Israel. Durante a gestão de Evo Morales, em 2009, também houve um rompimento das relações com o país ante um ataque deste à Faixa de Gaza.
As relações só foram reatadas pela presidente interina Jeanine Áñez, que assumiu depois da renúncia de Evo Morales, após um período de caos político que o levou a deixar o país.
Outros países estão demonstrando preocupação. O Chile, com uma comunidade de 500 mil palestinos existe mesmo um clube de futebol no país com esse nome, chamou seu embaixador em Israel para consultas.
O presidente Gabriel Boric afirmou que havia tomado essa decisão por conta das “violações à lei humanitária internacional que Israel estava cometendo em Gaza, e que são inaceitáveis”. Boric ainda afirmou que as mais de 8 mil mortes de civis causadas pela ofensiva israelense em Gaza demonstram que se trata de “uma punição coletiva contra a população civil em Gaza”. Também o posicionamento a favor dos palestinos tem a ver com a política interna do país. Há na base de apoio do governo, integrantes de origem palestina, como Daniel Jadue, que já foi presidenciável.
O mesmo ocorreu com a Colômbia. O presidente Gustavo Petro convocou também seu embaixador para consultas. Petro é um defensor da causa palestina e vem atacando fortemente a retaliação israelense aos ataques de 7 de outubro. Primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, Petro disse durante a semana que tomava essa atitude por conta do “massacre do povo palestino”.
O mandatário colombiano ainda fez uma comparação entre as atitudes de Israel com as de Adolf Hitler. Israel respondeu por meio de seu ministro das relações internacionais, Eli Cohen, que acusou Petro de colocar vidas de judeus em risco, encorajando “os horríveis atos dos terroristas do Hamas por meio de declarações hostis e antisemitas”. A posição de Petro acabou criando uma fricção interna na política colombiana, justamente num contexto em que o governo saiu derrotado das eleições regionais ocorridas no último dia 29.
Um dos que saíram ao ataque de Petro foi seu sucessor, Iván Duque, que o acusou de não mencionar o ataque terrorista do Hamas em seus comentários sobre o conflito.
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]]>O post 1947: ESTADO PALESTINO E ESTADO ISRAELENSE apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Os eventos que se desencadearam a partir de 07/10/2023, surpreendendo o mundo, têm provocado inúmeras discussões, principalmente nos meios de comunicação e, também, nos meios acadêmicos.
Temos sido bombardeados por uma avalanche de informações das mais variadas que apontam para um inédito despertar da chamada “opinião pública”, nem sempre interessada em assuntos áridos e complexos. Ao lado disso, desenvolve-se a possibilidade de, com o passar do tempo, o tema cair no desinteresse e cansaço como está acontecendo com outro grave problema mundial contemporâneo: a invasão da Ucrânia pela Rússia e a guerra dali decorrente.
Acompanhamos uma quantidade enorme de análises dos meios de comunicação que, desde o primeiro instante, caracterizaram o Hamas como grupo terrorista. O governo brasileiro tem sido muito criticado por não utilizar o termo (“terrorista”) para o Hamas e, de nada adiantou observar que, nesse quesito o Brasil seguia as orientações da Organização das Nações Unidas (ONU) que não colocava o grupo como organização terrorista. Ao mesmo tempo, os meios de comunicação que se desdobraram em analisar os eventos, não se preocuparam em definir terrorismo e ação terrorista o que é importante que façamos.
Segundo Norberto Bobbio (BOBBIO, Norberto et alii. Dicionário de Política. Brasília, Ed. Universidade de Brasília, 2010. p. 1242-1244) terrorismo pode ser entendido “como a prática política de quem recorre sistematicamente à violência contra as pessoas ou às coisas provocando o terror”. No plano internacional, o terrorismo se revela “a única forma de ação possível quando os grupos terroristas não possam ser reconduzidos a nenhuma unidade territorial, ou melhor, a nenhum Estado.” Este é o caso do Hamas e do Hezbollah que não tem um Estado para chamar de seu.
É importante que nos debrucemos sobre aspectos-chave para que possamos expressar uma concepção abalizada a respeito desse tema que, tal como a Guerra Rússia/Ucrânia, veio para ficar e, com o qual, conviveremos durante bastante tempo.
É necessário que se reflita sobre o porquê desse ataque do Hamas ao Estado de Israel 2 que, em tese, pegou a todos, especialmente, os israelenses de surpresa.
Para tanto é necessário um recuo à Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1947, que decidiu pela criação de dois Estados independentes: o Estado Palestino e o Estado de Israel na região da Palestina, ou seja, no território localizado na região do conhecido Oriente Médio ou Oriente Próximo. Seu nome se origina de Filistina ou Terra dos Filisteus. Além disso, como Jerusalém é uma cidade considerada sagrada para judeus, muçulmanos e cristãos, a ONU decidiu que seu território deveria ser livre e administrado internacionalmente. Essa sessão da Assembleia Geral da ONU foi presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha que defendeu a questão da partilha e da criação do Estado de Israel, a famosa Resolução 181. Porém, por que foi realizada essa Conferência para decidir essa temática?
Desde o final do século XIX, judeus entusiasmados pelo pensamento de Theodor Herzl (1860-1904), começaram a se dirigir em direção ao território da Palestina. Theodor Herzl foi um jornalista judeu austro-húngaro que havia sofrido pessoalmente perseguições por ser judeu. Posteriormente, influenciado pelo famoso Caso Dreyfus (1894-1906) 3 , escreveu um livro O Estado Judeu onde defendia a criação de um Estado para os judeus.
No início do século XX, amplia-se a migração de judeus em direção à Terra que consideram como sua: a Palestina, cuja antiga denominação é Canaã. Começaram a comprar terras na região que se encontrava ocupada por árabes que lá se instalaram a partir do século VII d.C. O clima de tensão no território já é claro, pois, os árabes não aceitam partilhar sua terra com esse povo que chega comprando territórios com ambições de domínio.
Há um mito religioso, segundo o qual, Deus teria prometido essa terra aos judeus que seriam o seu “povo escolhido”. Deus teria dito a Abraão, um dos patriarcas hebraicos 4 que deveria sair de sua terra e se dirigir ao território que ele iria lhe mostrar e essa terra seria sua e de seus descendentes.
Segundo a tradição bíblica, os hebreus, por volta de 1.700 a.C., levados por uma fase de escassez de alimentos, migraram para o Egito, buscando se estabelecer em suas terras férteis. Inicialmente aceitos, com o passar do tempo, teriam sido escravizados, o que se manteve até aproximadamente 1.300 a.C. Aí, segundo, novamente, a tradição bíblica, teriam sido libertos por Moisés que os conduziu de volta à sua terra prometida por Deus: Canaã. Canaã, em termos atuais, corresponde aos territórios de: Israel, Faixa de Gaza, Cisjordânia, parte da Jordânia, Líbano e parte da Síria.
Porém, como era de se esperar, essa terra não estava à sua espera. Estava ocupada por cananeus e filisteus. Para se estabelecerem precisaram conquistar militarmente essa terra contra os povos que ali viviam. Segue-se um período de prosperidade em que todos conhecemos os importantes reis hebreus: Saul, Davi e Salomão, momento em que foi construído o Templo de Jerusalém, templo este que foi destruído durante o domínio romano.
Ou seja, após essa fase de prosperidade veio a decadência. Com a morte de Salomão, seu filho Roboão passou a governar. Mas seu reinado desagradou à população. Isto acabou levando à divisão do território em dois reinos: Israel Setentrional, o reino das 10 tribos e Israel Meridional, com capital em Jerusalém.
Nesse momento de fragilidade foram alvo de diversas conquistas até o domínio romano em 63 a.C. Foi sob este domínio que se deu sua diáspora (dispersão). Após uma rebelião foram expulsos pelos romanos (70 d.C.) e condenados a se espalhar por diversas regiões, excetuando-se o território do Império Romano. Assim permaneceram até voltar a se agrupar, a partir do início do século XX embalados pelas crenças de Theodore Herzl e do sionismo 5 .
As barbaridades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial e, particularmente, o terror do Holocausto com a morte de, aproximadamente, 6 milhões de judeus criaram um sentimento generalizado de culpa. Afinal, como a Europa poderia não saber dos horrores dos campos de concentração e do genocídio de povos? Boa parte dos países agiram como se o tivessem descoberto somente com a libertação dos campos de concentração, ao término do conflito.
Em meio à hipocrisia do pretenso desconhecimento, os vencedores da guerra se viram obrigados a criar uma solução para a região da Palestina, mesmo porque a pressão judaica populacional na região era explosiva. Essa região estivera sob o domínio do Império Otomano que, entretanto, com a Primeira Guerra Mundial (1914- 1918) foi destroçado. Mesmo antes do término da guerra, um documento conhecido como a Declaração Balfour (1917) se referia ao desejo do governo britânico de facilitar o estabelecimento do Lar Nacional Judeu na Palestina, se os ingleses conseguissem derrotar o Império Otomano. Após o fim do Império Otomano, a região da Palestina ficou sob o
controle de um Mandato Britânico (1920-1948).
Deve-se observar que, após a Conferência da ONU de 1947, não foram tomadas medidas concretas para a criação dos Estados. Assim, os judeus apressaram-se, em 1948, a criar unilateralmente o seu Estado. O mesmo não ocorreu com a Palestina e seu Estado ainda por se realizar.
Novamente se vivenciava o drama da chegada dos judeus a um território que consideram a sua “terra prometida por Deus” que não estava à sua espera, estava ocupada por uma população beligerante em relação ao novo Estado. Entre a sua crença religiosa como “povo escolhido por Deus” e a realidade vivenciada a distância foi abissal. Para os habitantes da região, os Palestinos, nada significava ser o “povo escolhido por Deus”. Que Deus? Eles acreditam em outras divindades. Esse povo foi visto por eles simplesmente como invasor, usurpador.
É preciso explicar que, quando da partilha, os judeus detinham apenas 7% do território e passaram a possuir 55%, enquanto os palestinos, em maioria, ficaram com 45%. Outra questão importante: na concepção de um Estado Palestino, os territórios destinados a eles foram divididos e distanciados: uma parte na estreita e diminuta Faixa de Gaza e outra parte na Cisjordânia. O tratamento desigual dado para a questão é, portanto, gritante!
Entre 1948 e 1949 os exércitos da Liga Árabe (Egito, Jordânia, Síria, Líbano, Iraque e a população árabe palestina), invadem Israel tentando evitar a consolidação do novo Estado. Mas, apesar de mais numerosos, em 1949, a Liga Árabe foi derrotada. Durante o conflito, os judeus aproveitaram para expulsar mais da metade da população palestina da região. Os palestinos consideram essa a sua diáspora: Al Nakba (a catástrofe). Popularmente é narrado que a maior parte dos palestinos expulsos guardaram as chaves de suas casas que conservam até hoje, preparando o seu retorno.
Durante essa diáspora, entretanto, os territórios destinados ao futuro Estado Palestino, foram dominados por outros povos: o Egito ocupou a Faixa de Gaza e a Cisjordânia passou a ser controlada pela Jordânia. Aos palestinos restou se espalharem pela Jordânia e pelo Líbano.
Os hebreus são os antepassados dos atuais judeus. Segundo narrativas bíblicas Abraão é considerado o pai do povo hebreu. Ele
teria sido escolhido por Deus para chefiar uma nação. Sion é o nome de uma das colinas da “Terra Santa” que, durante o reinado de Davi, se tornou sinônimo de Jerusalém.
Em 1956, uma grave crise expõe novamente a brutalidade da questão. Em 29/10/1956, forças armadas israelitas avançaram em direção ao Egito e ao Canal de Suez 6 cuja passagem controlava 2/3 do petróleo utilizado pela Europa.
Isso se deveu ao fato de que o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser nacionalizou o Canal. Nasser desejava que as taxas cobradas por franceses e ingleses passassem aos egípcios e ajudassem a financiar a represa de Assuã que almejava construir. Na investida israelense houve o apoio da França e da Inglaterra na invasão que se desencadeou.
A URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) apoiava Nasser auxiliando-o na construção da barragem de Assuã. Além disso, o líder soviético Nikita Khrushchev ameaçou com uma guerra nuclear caso a tríplice aliança (Israel, França e Inglaterra) não se retirasse. Os EUA resolvem intervir ameaçando com sanções econômicas.
Resultado: França e Inglaterra se retiraram e Israel acabou cedendo ao devolver o canal ao Egito. Este evento é excepcional pois, de um lado, revela um momento em que os EUA não apoiam Israel e, de outro, mostra uma derrota dos judeus. Em 1964, uma importante alteração no quadro: todos os grupos que lutavam pelos direitos dos palestinos se unificaram, criando a Organização pela Libertação da Palestina (OLP). Yasser Arafat, o criador do maior desses grupos, o Fatah, assume a presidência da OLP.
Porém, a situação iria se alterar brutalmente em 1967. Pretextando uma ameaça de invasão árabe, Israel conduz um ataque surpresa contra Egito, Jordânia e Síria, a breve e conhecida Guerra dos Seis Dias que terminou com a ocupação de novos territórios por Israel – provavelmente seu objetivo real. Conquistas e ocupação de áreas da Península do Sinai, da Faixa de Gaza, as Colinas de Golã, a Cisjordânia e toda a cidade de Jerusalém.
Com a guerra, a OLP precisou se exilar na Jordânia. Mas, em 1970, tentam derrubar o rei da Jordânia para assumir o controle do país. Entretanto, fracassam e são expulsos da Jordânia e obrigados a ir para o sul do Líbano onde permanecem.
Em 1972, temos a tentativa do grupo da OLP, chamado Setembro Negro, nas Olimpíadas de Munique, de sequestrar 11 atletas israelenses. No conflito, sequestradores e atletas são mortos. Em 1973, numa data sagrada para os judeus, o Yom Kippur, o “Dia do Perdão”, Egito e Síria atacam Israel.
Durante o confronto os israelitas perdem o controle da Península do Sinai e das Colinas de Golã. A intervenção dos EUA
promove a reconquista desses territórios para Israel. Como consequência desse conflito a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) resolve elevar de forma inédita os preços do produto do qual boa parte do mundo dependia. É a conhecida “Crise do Petróleo” que
afetou a economia de muitos países.
Em 1974, a Liga Árabe reconhece a OLP como a representante legítima do povo palestino e a Assembleia Geral da ONU admite a OLP como a entidade para representar (como membro observador) a Palestina em qualquer assunto que a ela dissesse respeito.
Entre 1987 e 1993 tivemos a Primeira Intifada que é o levante palestino contra a ocupação de Israel. Nessa ocasião o levante se caracterizou pelo ataque com paus e pedras pelos palestinos – sua forma de resistência – contra o todo poderoso Estado de Israel. O pretexto para o início do conflito foi a morte de trabalhadores palestinos quando duas vans israelenses colidiram com o seu transporte para o trabalho. A revolta palestina chegou até a Cisjordânia. O número de mortos, presos e desaparecidos foi avassalador.
Em 1988, a Liga Árabe reconhece a OLP e Yasser Arafat como representante dos palestinos. Na mesma data, a OLP declara a independência da Palestina o que é reconhecido pela maioria dos países. Entretanto, os territórios ocupados por Israel continuam sob seu jugo. Em 1993, Yasser Arafat do grupo Fatah, numa carta ao primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, reconheceu o Estado de Israel. Israel aceitou a OLP como representante legítima do povo palestino.
Claramente houve um distensionamento na região. É o momento para, talvez, o mais ousado e alvissareiro acordo de paz entre Palestinos e Israelenses. São os Acordos de Oslo (1993). Gostaria de dizer que, naquele momento, fui chamada diversas vezes pelos meios de comunicação para analisar esse conflito.
Reputo que esses acordos foram a mais importante tentativa de estabelecimento de paz na região. Observo ainda que, em visita ao Egito e a Israel, em 1995, pude constatar que se podia atravessar territórios que, anteriormente, seriam fechados. Tive então a possibilidade de uma ampla visita à região.
Foram um conjunto de acordos estabelecidos na cidade de Oslo na Noruega: o governo israelense foi representado pela figura de Yitzhak Rabin e a OLP representada por Yasser Arafat. A mediação coube ao então presidente dos EUA Bill Clinton. O plano deveria ter a duração de 6 anos (1993-1999) e compreendia a retirada de Israel da Faixa de Gaza e de regiões da Cisjordânia, com a transferência de poderes à OLP.
Previa também a transferência de outras aldeias da 6 Inaugurado em 1869 idealizado por Ferdinand de Lesseps e administrado em conjunto pela França e Inglaterra que angariava as taxas cobradas pelo transporte de navios pelo Canal. Cisjordânia, realização de eleições em breve, com a permissão da movimentação entre os territórios transferidos.
O mais importante: a discussão sobre os assentamentos judeus nos territórios palestinos e em Jerusalém. Apesar de, num primeiro momento, as resoluções terem sido levadas adiante, logo as desconfianças de ambas as partes predominaram e o plano fracassou. Importante assinalar que, em 1995, Yitzhak Rabin foi assassinado por um seu compatriota judeu
fanático que não aceitava os acordos de Oslo.
Uma consequência positiva desses acordos foi a criação da Autoridade Nacional Palestina (ANP), em 1994. A ANP passou a controlar os territórios de Gaza e Cisjordânia e Yasser Arafat foi seu primeiro presidente, exercendo o
cargo até sua morte em 2004.
Um pequeno parêntese, em minha viagem de 1995 à região, nosso guia falava de forma muito satisfatória que Binyamin Netanyahu, a quem chamava carinhosamente de “Bibi”, estava de volta, colocando-o como a solução para todos os conflitos. Dito e feito! Em 1996, “Bibi” é eleito pelo Partido Likud, extremamente conservador. Interrompe o processo de desocupação dos territórios palestinos e amplia os assentamentos de colonos judeus em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.
Porém, em 1999, Ehud Barak, é eleito Primeiro-Ministro de Israel. Barak pertencia ao Partido Trabalhista (o mesmo de Yitzhak Rabin), de tendência social-democrata. Sob sua administração, Israel retira-se do sul do Líbano. Porém, sofrendo muitas represálias dos israelenses, Barak acaba renunciando. Novas eleições são convocadas com a vitória do general Ariel Sharon, do Likud, declarado inimigo dos palestinos.
Apesar de admoestado Sharon, contrariando os palestinos faz uma visita à Esplanada das Mesquitas em Jerusalém. O local é considerado sagrado pelos israelenses, mas também o é para os palestinos que o reivindicam como capital de seu futuro Estado. Entendendo a atitude de Sharon como provocação, tem início nova Intifada.
Em 2004, Yasser Arafat morreu e, em 2005, terminou a segunda Intifada. Os israelenses deixaram a Faixa de Gaza que, pela primeira vez, viveu um processo de eleições. Entretanto, a vitória pertenceu ao Hamas que não é um
consenso entre os palestinos e estabeleceu um governo na região. O Fatah de Yasser Arafat tem muitas divergências com o Hamas. Só para ficarmos em uma delas, o objetivo do Hamas é destruir o Estado de Israel que não aceita. O Fatah, desde 1988 reconhece o Estado de Israel.
Ao se retirar de Gaza, Israel impôs um bloqueio à região e lançou vários ataques militares: 2008, 2012, 2014, 2021. É importante frisar que Netanyahu que governou Israel no final do século XX, ao longo do século XXI, esteve no poder entre 2009 e 2021 e, após um pequeno interregno, voltou ao poder em 2022 apoiado por uma coalizão de
extrema-direita.
Peço desculpas pelo longo histórico perseguido por este artigo. Entretanto, se não tivermos conhecimento dos fatos, seremos apenas repetidores das notícias que nos bombardeiam e que nos levam a crer numa imparcialidade. Não há imparcialidade! Quando nos expressamos estamos exprimindo nosso ponto de vista, do lugar social de onde falamos. Como diz Gilberto Gil: “que a paz invada nossos corações!”
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]]>“Pedi que nos apoiasse, nos ajudasse a facilitar a passagem de ônibus com passageiros brasileiros que se encontram na Faixa de Gaza”, informou Vieira, em vídeo. Segundo o ministro, a intenção inicial das autoridades brasileiras é transportar os brasileiros e, em alguns casos, seus parentes próximos, até Rafah, na fronteira entre Gaza e Egito.
“Creio que esta será a saída para evacuar os brasileiros que se encontram correndo riscos nesta região conflagrada”, acrescentou o chanceler brasileiro, afirmando contar com o apoio egípcio na liberação da passagem dos brasileiros pelo posto de fronteira, fechado devido à escalada da violência na região em função do atual confronto militar entre Israel e o grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza.
Ônibus
Pouco após a divulgação do vídeo, o Itamaraty realizou uma coletiva de imprensa para fornecer a jornalistas mais informações a respeito da situação dos brasileiros em Israel e na Palestina e sobre a operação de repatriação dos que solicitaram apoio governamental para retornar ao Brasil.
De acordo com o diretor do Departamento Consular do Itamaraty, Aloysio Mares Dia Gomide Filho, servidores do escritório de representação do Itamaraty em Ramala, na Palestina, já estão em contato com os 30 brasileiros e também já contrataram ônibus para transportar o grupo até o Egito tão logo o governo egípcio autorize o ingresso dos brasileiros no país. “Isso já está sendo organizado e, diante do atual cenário, apesar dos riscos, este é o plano principal. Claro que qualquer outra possibilidade mais segura que surgir ao longo do tempo será avaliada”.
Até o momento, 2.733 brasileiros já responderam ao formulário que a embaixada brasileira em Tel Aviv, em Israel, disponibilizou na internet. Segundo Gomide Filho, nem todos, no entanto, manifestaram intenção de deixar a região neste primeiro momento.
“O formulário foi disponibilizado para os brasileiros que estão na região preencher não apenas por interesse na repatriação, mas também para a embaixada saber onde eles estão e qual sua situação, para poder oferecer algum outro tipo de apoios além da repatriação. Vários não querem partir”, explicou Gomides Filho, acrescentando que, entre os 2.733 formulários entregues à embaixada, há cadastros repetidos.
“Verificamos o fenômeno de duplo, até triplo registro. Algumas pessoas estão se inscrevendo mais de duas vezes, em alguns casos. Estamos revendo esta lista, fazendo um pente-fino”, afirmou Gomides Filho, frisando que, entre os 2.733 formulários, estão os entregues pelos primeiros 211 brasileiros que desembarcaram.
Turistas
A maioria dos brasileiros em Israel é composta por turistas que visitavam Tel Aviv e Jerusalém quando, no último sábado (7), o Hamas deflagrou um ataque coordenado, por ar e terra, contra o território israelense, atingindo civis e militares, indistintamente. Seguiu-se, então, uma forte reação militar de Israel, que passou a bombardear a Faixa de Gaza – um estreito pedaço de terra de cerca de 41quilômetros de comprimento por 10 quilômetros de largura, banhada pelo Mar Mediterrâneo, onde vivem cerca de 2,2 milhões de palestinos e que é controlado pelo Hamas, grupo islâmico de resistência ao avanço israelense sobre o território palestino.
O governo brasileiro já mobilizou outros cinco aviões para a operação de resgate dos brasileiros. A segunda aeronave, um KC-30, com capacidade para transportar até 230 passageiros, chegou a Tel Aviv no início da manhã desta quarta-feira, levando a bordo, além da tripulação, dois médicos, dois enfermeiros e uma psicóloga da Aeronáutica. A previsão é de que o voo chegue ao Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, esta noite.
“Estamos priorizando os brasileiros que não residem [na região] e, por estarem em hotéis, aguardando por um voo de volta, tem menos condições que os residentes. Além disso, naturalmente, há todos os grupos vulneráveis: idosos, mulheres grávidas, crianças. Estes [grupos] têm prioridade e, logicamente, a lista é grande”, disse Gomides Filho.
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]]>Glazer estava na festa rave Universo Paralello, que ocorria em Israel, próximo à Faixa de Gaza, no último sábado (7). Mais de 260 corpos foram encontrados Após os ataques no local onde ocorria a festa, foram encontrados
“O Governo brasileiro tomou conhecimento, com profundo pesar, do falecimento do cidadão brasileiro Ranani Nidejelski Glazer, natural do Rio Grande do Sul, vítima dos atentados ocorridos no último dia 7 de outubro, em Israel.”
A nota, que foi compartilhada na íntegra pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também reafirma o repúdio do governo à violência na região: “ao solidarizar-se com a família, amigas e amigos de Ranani, o Governo brasileiro reitera seu absoluto repúdio a todos os atos de violência, sobretudo contra civis”.
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]]>“Estamos coordenando as listas com o Ministério das Relações Exteriores”, disse o comandante em entrevista nesta segunda-feira (9).
De acordo com o Itamaraty, a prioridade é a repatriação de quem mora no Brasil ou não tem passagem aérea de volta. Até o momento, 1,7 mil brasileiros manifestaram interesse em retornar ao Brasil, em razão do conflito entre Israel e o grupo Hamas iniciado no fim de semana. A maioria é de turista que está em Israel. Três brasileiros continuam desaparecidos.
“Face à incerteza quanto ao momento em que poderão ocorrer os voos de repatriação, o Ministério das Relações Exteriores reitera recomendação de que todos os nacionais que possuam passagens aéreas, ou que tenham condições de adquiri-las, embarquem em voos comerciais do aeroporto Ben-Gurion, que continua a operar”, diz nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores.
Foram reservadas seis aeronaves para a retirada dos brasileiros. O segundo avião da Força Aérea Brasileira (FAB) deixou a Base Aérea de Brasília nesta segunda-feira. O KC-30 decolou às 16h20 rumo à cidade de Roma, na Itália. De lá, ele seguirá para Tel Aviv, em Israel.
O primeiro, um Airbus A330-200 convertido em um KC-30 com capacidade para 230 passageiros, saiu do Brasil na tarde do domingo (8) e já está na capital italiana, devendo decolar em direção a Tel Aviv até esta terça-feira (10).
Faixa de Gaza
Em relação aos brasileiros que estão na Faixa de Gaza, região mais afetada pelo conflito, o governo prepara um plano de evacuação, coordenado pela Embaixada do Brasil no Cairo (Egito).
“O Escritório de Representação em Ramala segue em contato com os brasileiros na Faixa de Gaza e, tendo em conta a deterioração das condições securitárias na área, está implementando plano de evacuação desses nacionais da região, em coordenação com a Embaixada do Brasil no Cairo”, diz nota do ministério.
O Itamaraty estima que ao menos 30 brasileiros vivem na Faixa de Gaza e outros 60 em Ascalão e em localidades na zona de conflito. Já em Israel, a embaixada brasileira já tinha reunido, até este domingo, informações de cerca de 1 mil brasileiros hospedados em Tel Aviv e em Jerusalém interessados em voltar ao Brasil.
Conflito
No terceiro dia de conflito, Israel convocou 300 mil reservistas, realizou mais de 2 mil bombardeios à Faixa de Gaza e impôs um bloqueio à região, impedindo a entrada de comida, água e combustível, em reação aos ataques armados do Hamas, movimento islâmico que controla Gaza.
Já o Hamas disse que irá executar reféns israelenses para cada bomba disparada por Israel que atingir civis. Segundo o grupo, são mais de 100 prisioneiros.
Desde sábado (7), quando o Hamas iniciou os ataques, foram identificados mais de 1.500 mortos, sendo 900 em Israel e 600 em Gaza. Os feridos somam 5 mil.
Os secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu ajuda humanitária internacional aos civis palestinos na Faixa de Gaza e o fim dos ataques a Israel e aos territórios palestinos ocupados.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, solicitou a intervenção das Nações Unidas para impedir “agressão israelita em curso”. Segundo ele, é preciso prevenir uma situação de catástrofe humanitária, sobretudo na Faixa de Gaza.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, propôs um governo de união nacional, com a participação de líderes de oposição. Ele destacou que as ações são apenas o início da retaliação ao Hamas.
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]]>Na segunda-feira (10), em meio a tensões iminentes, foguetes foram disparados de Gaza para Jerusalém, provocando a evacuação do parlamento israelense mediante o caótico som de sirenes de emergência. Em resposta ao ataque, ainda na segunda, Israel bombardeou 130 alvos em Gaza – autoridades israelenses afirmam que 15 integrantes do grupo palestino Hamas, responsável pelo controle da Faixa de Gaza, foram mortos.
O conflitou seguiu durante a terça-feira (11), quando ainda era possível ouvir o som de foguetes sendo lançados na região. Um integrante do Hamas confirmou o lançamento de mais de 300 mísseis contra Israel em menos de 12 horas.
Nas ruas, os embates entre movimentos humanitários e protestantes palestinos com forças de choque israelenses já deixam, até o momento, 300 palestinos feridos, os quais 228 foram levados ao hospital para tratamento e sete deles estão em estado crítico. Do lado de Israel, 21 policiais ficaram feridos, três dos quais necessitaram de tratamento clínico.
Contrariando o discurso da comunidade internacional, que solicita o cessar fogo de ambos os lados, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu defendeu a ação de seu país ao afirmar que o grupo Hamas “atravessou uma linha vermelha” e que Israel respondeu “com grande força”.
Para Daniel Douek, cientista social e diretor do Instituto Brasil – Israel, a hostilidade vista nesta semana começou “em meados de abril, quando se iniciou o mês mais sagrado do calendário islâmico, que é o mês de Ramadã, uma época na qual fiéis muçulmanos se fazem mais presentes na sociedade israelense, nas mesquitas, nas ruas após o entardecer”.
Douek explica que uma das maneiras de celebrar literalmente a ocasião é “se posicionando contra aquilo que se entende como infiéis”. Nesse meio tempo, “viralizou, principalmente pelo TikTok, uma série de vídeos nos quais judeus, em especial ultra ortodoxos, eram ‘atacados’ nas ruas, as vezes em uma espécie de bullying… Essa divulgação nas redes sociais instigou novas ações do tipo, que foram respondidas por grupos judeus de extrema direita, o que elevou um pouco o nível de tensão já presente”.
O estopim, no entanto, ocorreu após o decreto de despejo das famílias árabes que ocupam bairro Sheikh Jarrah, na parte oriental de Jerusalém – o local, desde 1950, é compreendido como combustível para a eclosão de protestos na cidade sagrada.
“O despejo de algumas famílias de suas casas no bairro Sheikh Jarrah também contribuiu para que manifestações de grupos palestinos, incluindo grupos não religiosos ou não muçulmanos. Esse bairro é composto pela elite palestina e chama bastante atenção pelo seu histórico”, elucidou o cientista social.
“Não é que a situação estava em paz e de repente ele estourou, isso é um engano: há uma situação de violência estrutural, há uma ocupação de territórios palestinos por Israel que vem de décadas, há uma situação de desigualdade entre israelenses judeus e israelenses não judeus dentro do Estado de Israel, e é uma situação que, em geral, é controlada ou administrada. Alguns episódios acabam contribuindo para aquilo que está mais ou menos sufocado, de tempos em tempos, venha à tona, e é isso que a gente está vendo acontecer neste momento”, completou.
Abordando o eficiente combate à pandemia em Israel, Douek enfatiza que “ao longo do último ano, deixamos de ouvir notícias sobre a violência entre israelenses e palestinos. A notícia era principalmente de pandemia, e uma esperança começou a surgir quando, já em dezembro de 2020, Israel recebeu as vacinas e iniciou a campanha de vacinação, com o primeiro-ministro sendo o primeiro a se vacinar, incentivando os cidadãos; aí começou uma mobilização na sociedade israelense envolvendo judeus, muçulmanos e cristãos no enfrentamento da pandemia”.
Com 832 mil casos confirmados no país e 6.378 mortes, Israel já vacinou cerca de 63% de sua população total, número próximo para efetivar o processo denominado ‘imunização de rebanho’.
“É altíssima a representação de árabes nos centros médicos e hospitalares de Israel, e foi esse trabalho conjunto que permitiu a superação da pandemia. Se durante a pandemia as manifestações públicas estavam suspensas e os encontros religiosos inviabilizados, quando a pandemia terminou – hoje em Israel há menos de mil casos de contaminados e quase não há mais mortes –, as pessoas voltaram às ruas, e junto delas os conflitos. Todo aquele sopro de esperança foi se dissipando. Essa é a grande tragédia. O desafio é saber se esse pragmatismo das relações normalizadas entre israelenses e palestinos, que foi capaz de vencer a covid-19, vai ser capaz de derrotar, também, essa onda de violência”, finalizou.
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