Arquivos FMI - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/fmi/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 11 Oct 2023 11:25:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 FMI eleva para 3,1% previsão de crescimento para Brasil em 2023 https://canalmynews.com.br/economia/fmi-eleva-para-31-previsao-de-crescimento-para-brasil-em-2023/ Wed, 11 Oct 2023 09:58:33 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40496 Economia global desacelera e crescerá 3% neste ano

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Num cenário de desaceleração da economia global, o Brasil crescerá mais que a média do planeta. Segundo o relatório Panorama Econômico Mundial, divulgado nesta terça-feira (10) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) brasileiro crescerá 3,1% em 2023, alta de 1 ponto percentual em relação à estimativa anterior, apresentada em julho.

Em contrapartida, a estimativa de expansão para a economia global caiu de 3,5% para 3% neste ano. Para 2024, o FMI melhorou a previsão de crescimento para o Brasil, de 1,2% para 1,5%, e reduziu levemente a projeção de crescimento global de 3% para 2,9%. O documento foi apresentado na reunião do FMI e do Banco Mundial, que ocorre nesta semana em Marrakech, no Marrocos.

O FMI citou três fatores principais para a melhoria das estimativas econômicas para o Brasil. Segundo o relatório, a “agricultura dinâmica” e os “serviços resilientes” no primeiro semestre, acompanhado da manutenção do consumo forte por causa de estímulos fiscais, contribuíram para melhorar o desempenho da economia brasileira em relação às estimativas iniciais.

Apesar de melhorar as projeções para o Brasil, o FMI citou riscos para o país. Segundo o órgão, a inflação persistente e o endividamento das famílias continuam a preocupar. O relatório também mencionou a falta de espaço fiscal para gastos prioritários e riscos decorrentes das mudanças climáticas.

As previsões do FMI estão mais em linha com as estimativas do governo brasileiro. A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda prevê expansão de 3,2% da economia brasileira em 2023 e de 2,3% em 2024. No último Relatório de Inflação, o Banco Central projeta alta de 2,9% no PIB em 2023 e de 1,8% em 2024.

Pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, o boletim Focus projeta crescimento de 2,92% no PIB neste ano. Para 2024, os analistas de mercado estimam expansão de 1,5%.

América Latina
De acordo com o FMI, o Brasil e o Chile estão entre as economias latino-americanas que mais têm flexibilizado a política monetária, após o aperto de juros ocorrido nos últimos dois anos. Para a América Latina e o Caribe, o Fundo Monetário elevou a previsão de crescimento de 1,9% para 2,3%, apoiado principalmente pela recuperação do preço das commodities (bens primários com cotação internacional), após a queda em relação ao ano passado.

Em relação ao cenário global, o FMI informou que a economia do planeta se recupera da pandemia de covid-19 e da guerra na Ucrânia, mas destacou que o crescimento continua menor que o padrão histórico. As projeções foram elaboradas antes do estouro do conflito entre Israel e o Hamás, que pode provocar novas instabilidades no cenário internacional caso os ataques se prolonguem.

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Economias vão prosperar se políticas públicas ajudarem mulheres a conciliar carreira e família https://canalmynews.com.br/economia/mudancas-nos-dados-de-fertilidade-e-riqueza/ Sat, 30 Jul 2022 16:35:57 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32294 Novos dados mostram que relação negativa entre renda e fertilidade desapareceu em alguns países mais ricos.

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Houve uma transformação econômica fundamental nos dados sobre fertilidade e riqueza. O padrão anterior de uma mulher que entra no mercado de trabalho, mas abandona a atividade após o casamento e os filhos é agora a exceção e não a norma. Em muitos países de alta renda, as mulheres agora participam da força de trabalho durante grande parte de suas vidas. A maioria das mulheres hoje quer a opção de uma carreira gratificante e também uma família. “De uma perspectiva histórica, podemos interpretar essa mudança como uma convergência dos planos gerais de vida de mulheres e homens após um longo período de papéis de gênero fortemente divididos”, diz uma pesquisa apresentada pelo FMI.

No estudo “A economia da fertilidade”, publicado na série de análises do FMI e assinado por Matthias Doepke, Anne Hannusch, Fabian Kindermann e Michèle Tertilt, é abordado um tema comum da ampla discussão acadêmica do comportamento de fecundidade em países de alta renda: a compatibilidade das carreiras e família das mulheres. Mas agora com novos dados.

Embora a mudança nos planos de carreira das mulheres seja compartilhada em países de alta renda, ainda há uma variação substancial na compatibilidade das carreiras e famílias das mulheres. Quatro fatores explicam a variação na compatibilidade carreira-família entre os países: políticas familiares, pais cooperativos, normas sociais favoráveis ​​e mercados de trabalho flexíveis.

Um determinante-chave da compatibilidade carreira-família é o acesso das mulheres a alternativas acessíveis ao tempo dedicado aos cuidados com os filhos, tempo historicamente fornecido exclusivamente pelas mães.

“Apesar de uma relação renda-fertilidade negativa continuada em países de baixa renda (em particular na África Subsaariana), ela desapareceu em grande parte tanto dentro como entre os países de alta renda. O mesmo vale para a relação entre fecundidade e participação feminina na força de trabalho. Em uma pesquisa recente (Doepke e outros 2022) e em uma coluna VoxEU (11 de junho de 2022), descrevemos essas novas regularidades empíricas e discutimos os principais fatores que explicam os resultados da fecundidade nas últimas décadas”, dizem os autores dos estudos.

Por muito tempo, a alta renda per capita em um país indicava com segurança baixa fecundidade. Em 1980, a fecundidade ainda estava bem acima de dois filhos por mulher em países mais pobres, como Portugal e Espanha, mas apenas 20 anos depois, a fecundidade no mesmo conjunto de países havia mudado substancialmente. De fato, em 2000 os Estados Unidos, o segundo país mais rico da amostra, apresentavam a maior taxa de fecundidade.

O padrão de fecundidade entre as famílias em países de alta renda (como França, Alemanha e Estados Unidos) também mudou. Historicamente, a relação entre educação feminina e fecundidade é claramente negativa, consistente com salários mais altos aumentando o custo de oportunidade de criar filhos. No entanto, essa relação negativa é mais fraca para mulheres norte-americanas de coortes de nascimentos recentes. Embora as mulheres altamente educadas com mais de 16 anos de escolaridade tivessem a menor taxa de fecundidade em 1980, isso não era mais verdade em 2019 (ver também Hazan e Zoabi 2015).

Os dados do estudo sugerem que políticas públicas voltadas ao amparo a pais e mães que desejem ter filhos é uma ferramenta que pode ajudar a melhorar e enriquecer países.

 

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