Arquivos gás natural - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/gas-natural/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Mon, 17 Apr 2023 14:07:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Petrobras reduz preço do gás natural em 8,1% https://canalmynews.com.br/economia/petrobras-reduz-preco-do-gas-natural-em-81/ Mon, 17 Apr 2023 14:07:54 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37097 Novo valor passa a vigorar a partir de maio

O post Petrobras reduz preço do gás natural em 8,1% apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (17), uma redução média de 8,1% no preço do gás natural, em relação ao trimestre encerrado em abril. Os novos valores serão cobrados a partir de 1º de maio, segundo nota divulgada pela estatal.

De acordo com a empresa, os contratos com as distribuidoras preveem atualizações trimestrais do preço do gás e vinculam os reajustes às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio.

Ainda segundo a empresa, o petróleo recuou 8,7% no período e o real teve uma valorização de 1,1% ante o dólar. Já a parcela referente ao transporte do gás é atualizada anualmente nos meses de maio e, neste ano, sofrerá reajuste de 0,2%, de acordo com a variação do IGP-M.

Com o reajuste anunciado nesta segunda-feira, o gás vendido pela Petrobras às distribuidoras acumula redução de 19% no ano, disse a Petrobras.

“A Petrobras ressalta que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da Companhia, mas também pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens (e, no caso do GNV- Gás Natural Veicular, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais. Além disso, as tarifas ao consumidor são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas”, informa a estatal.

Segundo a Petrobras, a atualização do preço do gás natural anunciada nesta segunda-feira não afeta o gás de cozinha (GLP), envasado em botijões ou vendido a granel.

O post Petrobras reduz preço do gás natural em 8,1% apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Conflito impulsiona vulnerabilidade alimentar e escassez energética https://canalmynews.com.br/economia/conflito-impulsiona-vulnerabilidade-alimentar-e-temor-por-escassez-energetica/ Wed, 16 Mar 2022 01:26:33 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26581 Tendo a interdependência econômica como arma de batalha, guerra no Leste Europeu afeta países dependentes de insumos alimentícios e fontes de energia provenientes da Rússia e Ucrânia.

O post Conflito impulsiona vulnerabilidade alimentar e escassez energética apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O encarecimento do petróleo e de insumos, reforçando a inflação ao redor do mundo, já são consequências econômicas do conflito provocado pela invasão russa ao território ucraniano. No entanto, o impacto dessa guerra ameaça de forma mais direta dois grupos de países: os africanos e os europeus, tendo em vista, respectivamente, a vulnerabilidade alimentar e a dependência de fontes de energia provenientes da Rússia.

Há uma outra nuance macro presente na movimentação militar, caracterizada por uma singularidade: pela primeira vez, a interdependência econômica está sendo empregada como arma de combate. A Rússia joga forte com esse cenário, apostando na necessidade existente sobre sua oferta de gás e petróleo para a Europa, nos investimentos que bilionários russos fazem em alguns dos principais centros financeiros mundiais e na relação comercial com os chineses.

Dados financeiros explanam a tática: por exemplo, a Rússia, em oposição a sua extensão territorial, representa apenas 8% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, 3% do PIB global (Ucrânia responde por apenas 0,14%) e não apresenta diversificação de mercado, sendo muito subordinada ao segmento de gás natural e commodities. Dessa maneira, o impacto direto sobre a economia mundial e a cadeia internacional de produção é restrito, mas potente sobre os setores de energia e alimentos.

Usina de carvão e rede de energia russas em terras convertidas para cultivo de grãos.

Usina de carvão e rede de energia russas em terras convertidas para cultivo de grãos. Foto: Peretz Partensky (Flickr)

Crise alimentícia

Russos e ucranianos possuem parcelas relevantes em dois mercados que servem de base, basicamente, para diversas atividades essenciais. A Rússia é o principal exportador e segundo maior produtor mundial de gás natural, além de ser o segundo maior exportador e terceiro maior produtor de petróleo no mundo, com 12% da oferta global. Já a Ucrânia responde por 12% das exportações internacionais de trigo e 15% das de milho – insumos relevantes para a indústria de alimentos e para o sistema de criação de aves e porcos.

Juntas, Rússia e Ucrânia detêm 30% de todo o comércio mundial de trigo, 17% da oferta de milho, 32% do mercado da cevada e 50% do segmento de óleo, sementes e farelo de girassol.

Assim, a ameaça de escassez e, principalmente, de fome preocupa países que dependem dos envolvidos no conflito para alimentar a própria população, tendo em vista que algumas das nações que mais compram insumos alimentícios da Ucrânia e da Rússia não têm e não terão poder financeiro para acompanhar o encarecimento generalizado dos produtos.

Ao analisar a lista das cinco economias mais impactadas pela guerra no quesito exportação de trigo é possível ter noção da crise humanitária que esse cenário pode ocasionar (fonte: ONU):

  1. Líbano: De US$ 148,49 milhões importados, 80% vêm da Ucrânia e 15% da Rússia.
  2. Palestina: De US$ 11 milhões importados, 51% vêm de Israel (que compra da Ucrânia e da Rússia) e 33% diretamente da Rússia
  3. Egito: De US$ 3 bilhões importados, metade vem da Rússia e 26% da Ucrânia.
  4. Etiópia: De US$ 458,4 milhões importados, 30% vêm da Ucrânia e 14% da Rússia.
  5. Iêmen: De US$ 549,9 milhões importados, 26% vêm da Rússia e 15% da Ucrânia.

Dependência energética

Quando a pauta é dependência de fontes energéticas, os países europeus que importam gás natural são, sem dúvidas, os primeiros a sentirem o choque.

Primeiramente, é preciso compreender que algumas dessas nações que são dependentes da importação de gás russo investiram amplamente em infraestrutura, a fim de receber e comportar a commodity – outra parte relevante dos parques industriais dessas economias depende diretamente dessa fonte de energia. Dessa maneira, a redução ou mesmo o encarecimento do produto já vão atingir o PIB desses países.

Gasodutos ao sul da Rússia

Gasodutos ao sul da Rússia. Foto: Reprodução (Redes)

Estados como Macedônia do Norte, Bósnia Herzegovina e Moldávia possuem um consumo de gás natural 100% dependente da Rússia – Letônia e Finlândia mais de 90%; na Alemanha, por exemplo, o consumo interno do gás russo é de 49%.

Vendo a participação do gás proveniente da Rússia na matriz energética de cada país fica compreensível o temor europeu frente às sanções impostas à economia russa (fonte: Eurostat):

  1. Itália: 38,6%
  2. Holanda: 36,7%
  3. Alemanha: 24,4%
  4. Letônia: 22,3%
  5. Polônia: 15,3%
  6. França: 14,8%
  7. Polônia: 15,3%
  8. Bulgária: 12,9%
  9. Finlândia: 6%

Quanto ao petróleo, incluindo cru e derivados, a Rússia fornece 30% das importações da Alemanha, 35% das compras da Estônia, 40% das transações húngaras e 60% das importações polonesas, chegando a 75% das compras da Eslováquia e 85% das importações da Lituânia.

Momento decisivo

Após 20 dias de conflito no Leste Europeu, Rússia e Ucrânia ainda divergem sobre a possibilidade efetiva de encerrar a guerra. Oleksy Arestovich, assessor do chefe de gabinete do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, estimou que o embate se encerre em maio, enquanto o governo russo prefere não fazer quaisquer previsões.

De acordo a agência de notícias Reuters, em um vídeo veiculado por diversos meios de comunicação ucranianos, Arestovich afirmou que a conjuntura necessária para o fim dependeria de quantos recursos os russos estão dispostos a empreender na movimentação militar.

“Estamos em uma bifurcação na estrada agora: ou haverá um acordo de paz muito rapidamente, dentro de uma ou duas semanas, com retirada de tropas e tudo, ou haverá uma tentativa de juntar alguns, digamos, sírios para uma segunda rodada e, quando os triturarmos também, um acordo em meados de abril ou final de abril”, declarou o assessor.

Entre os ucranianos há também a hipótese de que a Rússia pode enviar novos recrutas do serviço militar apenas após um mês de treinamento, e que, mesmo após um acordo de paz, pequenos confrontos podem acontecer ao longo do ano.

Explosão em prédio ucraniano ocasionado por um tanque de guerra russo.

Explosão em prédio ucraniano ocasionado por um tanque de guerra russo. Foto: Manhhai (Flickr)

Em contrapartida, o governo russo ressalta que as negociações são um trabalho difícil e que ainda é muito cedo para fazer projeções. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, elucidou esse posicionamento em uma coletiva nesta terça-feira (15): “O trabalho é difícil e, na situação atual, o próprio fato de que eles estão continuando [a negociar] é provavelmente positivo. Não queremos fazer previsões. Aguardamos resultados”.

Ainda nesta terça, o presidente da Ucrânia sinalizou que seu país deve realmente ficar de fora da Otan, uma vez que o momento não possibilita dar continuidade ao acordo de admissão – é importante frisar que a renuncia à Organização é uma das condições centrais de Moscou para encerrar os ataques

Em pronunciamento, Zelensky disse que “a Ucrânia não é um membro da Otan. Entendemos isso. Durante anos, escutamos que as portas estavam abertas, mas também escutamos que não podíamos nos unir. Esta é a verdade e temos de reconhecê-la”.

 

___

 

Os programas MyNews Investe de segunda-feira (14) e terça-feira (15) são complementares e explicam os impactos e consequências macroeconômicos do conflito no Leste Europeu. Confira:

***

O post Conflito impulsiona vulnerabilidade alimentar e escassez energética apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Invasão russa à Ucrânia provoca queda nos mercados globais https://canalmynews.com.br/economia/invasao-russa-a-ucrania-provoca-queda-nos-mercados-globais/ Thu, 24 Feb 2022 16:14:49 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24595 Bolsas mundo afora operaram em baixa na manhã desta quinta (24), refletindo as apreensões frente ao conflito no Leste Europeu. Produção e fornecimento de gás natural e petróleo também foram afetadas.

O post Invasão russa à Ucrânia provoca queda nos mercados globais apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Horas após o início da invasão russa ao território ucraniano na madrugada desta quinta-feira (24), os mercados globais já refletem a apreensão proveniente do conflito armado. Quedas expressivas nas Bolsas de Valores, alta generalizada do dólar e escassez de produtos capitais como petróleo e grãos são alguns dos efeitos primários.

Como esperado, os mercados globais amanheceram em baixa nesta quinta. Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq Composite já cai mais de 20% em relação a seu pico recorde de fechamento de novembro passado – pela manhã o indicador econômico registrava baixa de 104,7 pontos, indo a 12.932,80. O Dow Jones, na abertura, recuou 0,91%, ficando em 32.830,33 pontos, caindo mais de 10% ante pico de fechamento recorde de 4 de janeiro. Já o S&P 500 abriu em baixa de 1,65%, a 4.155,77 pontos.

Bolsas globais operam em queda após ataque russo à Ucrânia.

Resultado entre meio-dia e uma hora (pm) – Bolsas globais operam em queda após ataque russo à Ucrânia. Foto: Reprodução

Na Europa o cenário segue a tendência baixista: na Alemanha, Frankfurt perdeu mais de 5%, seguida por Milão e Paris (-4%) e Madrid e Londres, com perda de mais de 3%. O mercado de ações de Moscou caiu mais de 25%, e a moeda russa, o rublo, atingiu seu mínimo histórico em relação à moeda estadunidense (89,98 por dólar), antes da intervenção do Banco Central russo.

A movimentação russa também mexeu com os ânimos do mercado brasileiro, que amarga queda de cerca de 2% – meio-dia, o Ibovespa marcava 109.943 pontos, com perda de mais de 2.000.

Gás e Petróleo

Na Europa, a guerra também influencia diretamente o preço do gás natural. O produto com entrega marcada para março, no início desta manhã de quinta-feira, chegou a 113 euros por MWh, o que representa um aumento de 29,14% em relação à cotação do dia anterior. Desde o dia 7 de janeiro o preço não passava de 100 euros, mas a cotação chegou a 180 euros no fim do ano passado com o aumento da demanda chinesa e seguiu com o início da tensão na Ucrânia.

Isso acontece porque a Rússia é a principal fornecedora de gás natural para a Europa e, segundo a gigante francesa do setor, TotalEnergias, não existe alternativa para importação. “Se o gás russo não chegar à Europa, temos um problema real com os preços do gás na Europa”, disse o presidente do grupo, Patrick Pouyannée, em Paris. Ele participou nesta quinta do fórum da Federação Nacional de Obras Públicas (FNTP) e ressaltou que o gás russo representa 40% do mercado europeu.

Os preços do petróleo, que já vinham de altas mediante a escalada de tensões no Leste Europeu, também dispararam. O brent, referência comercial para o mundo, subiu acima de US$ 105 o barril pela primeira vez desde 2014.

A Rússia é o terceiro maior produtor da commodity energética e o segundo maior exportador. Devido aos baixos estoques e à diminuição da capacidade ociosa, o mercado de petróleo não pode arcar com grandes interrupções no fornecimento.

Giovanni Staunovo, analista do UBS, afirma que “as preocupações com a oferta também podem estimular a atividade de estocagem de petróleo, o que sustenta os preços.”

O post Invasão russa à Ucrânia provoca queda nos mercados globais apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Conflito entre Rússia e Ucrânia pode impactar cadeia produtiva mundial https://canalmynews.com.br/economia/conflito-no-leste-europeu-pode-impactar-cadeia-produtiva-mundial/ Tue, 25 Jan 2022 22:21:59 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23211 A escalada de tensão no Leste Europeu projeta uma conjuntura de impacto direto na economia europeia, com futuros reflexos até mesmo no setor agro brasileiro

O post Conflito entre Rússia e Ucrânia pode impactar cadeia produtiva mundial apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O Exército russo está se preparando um conflito no Leste Europeu? Essa é a pergunta que está mexendo com o ânimo dos mercados internacionais nos últimos dias. Caso o embate venha à tona, a Europa seria a primeira a ser fortemente impactada, uma vez que é do território russo, e passando pelo ucraniano, que sai uma das principais fontes de abastecimento de gás do continente – vale ressaltar que esse cenário está se desenrolando em pleno inverno europeu, quando a demanda pelo gás é muito maior.

Como a Rússia é um dos maiores produtores de petróleo e gás do mundo, pode-se esperar uma disparada generalizada dos combustíveis. O barril do petróleo, hoje negociado próximo a US$ 90, deve ultrapassar US$ 100 na medida em que as tensões vão subindo. Por consequência, o frete, os alimentos e praticamente todos os produtos – industrializados ou não – serão afetados. Além da inflação, a já desorganizada cadeia de suprimentos também será impactada.

Últimas atualizações das movimentações no Leste Europeu.

Últimas atualizações das movimentações no Leste Europeu. Foto: Reprodução (MyNews)

Quanto ao Brasil, o reflexo de uma provável disparada dos preços não seria motivo de tanta preocupação caso o real não estivesse tão depreciado frente à moeda estadunidense. Como a inflação ultrapassa os dois dígitos e os juros estão em trajetória de alta, há pouca margem de manobra para amortecer o aumento repentino dos preços.

Fomentando essa crítica conjuntura, há também o fato de que a Rússia é uma das principais fabricantes mundiais de fertilizantes fosfatados, produtos amplamente utilizados pelos setores agrícolas brasileiros. Para se ter uma ideia, as importações de produtos e insumos russos totalizaram, em 2021, US$ 5,7 bilhões, dos quais a compra de adubos ou fertilizantes químicos representaram 62% das importações, segundo dados do Ministério da Economia.

Por outro lado, no acumulado do ano passado, as vendas de produtos brasileiros à Rússia totalizaram US$ 1,6 bilhão (dos quais a soja brasileira representa 22% do valor exportado).

Certamente, um conflito armado no Leste Europeu provocará uma enorme perturbação nas cadeias produtivas mundiais, fazendo com que a recuperação econômica no pós-pandemia seja ainda mais complexa.

 

___

 

O post Conflito entre Rússia e Ucrânia pode impactar cadeia produtiva mundial apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Apenas 2 empresas se interessam por leilão de blocos de petróleo e gás natural https://canalmynews.com.br/mynews-investe/duas-empresas-se-interessam-leilao-blocos-de-petroleo-e-gas/ Fri, 08 Oct 2021 20:27:31 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/duas-empresas-se-interessam-leilao-blocos-de-petroleo-e-gas/ Cinco dos 92 blocos ofertados para a exploração de petróleo e gás foram arrematados nesta quinta

O post Apenas 2 empresas se interessam por leilão de blocos de petróleo e gás natural apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Somente cinco blocos, dos 92 ofertados para exploração de petróleo e gás natural, foram arrematados na 17ª Rodada licitações de blocos exploratórios da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Bicombustíveis (ANP). Foi a pior rodada em relação a número de participantes e área arrematadas desde 1999, quando ocorreu a primeira.

Shell e Ecopetrol foram as únicas empresas que apresentaram ofertas, apesar de mais de nove estarem inscritas. Durante o leilão, foram arrematados dois blocos do setor SS-AP4 e três blocos do setor SS-AUP4, na Bacia de Santos. Os blocos das bacias Potiguar, Pelotas e Campos não atraíram investidores.

O leilão trouxe aos cofres públicas R$ 37 milhões em bônus de assinatura, com a previsão de investimentos em R$ 136 milhões.

De acordo com a ANP, os blocos que não receberam ofertas serão incluídos na Oferta Permanente.

Operação da Petrobras no Rio de Janeiro. Foto: Petrobras/ Agencia Brasil
Operação da Petrobras no Rio de Janeiro. Foto: Petrobras/ Agencia Brasil

Questões ambientais não podem ser mais ignoradas na exploração de petróleo e gás natural

O pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Henrique Jäger, considerou um fracasso o resultado do leilão. De acordo com Jäger, três fatores contribuíram o resultado: “a aceleração do calendário de leilões, que desconsidera as mudanças na conjuntura da indústria, e estágio de desenvolvimento da indústria; os riscos ambientais envolvidos em algumas regiões, mais especificamente em Pelotas e Potiguar; e o fato de alguns setores oferecidos no leilão terem blocos que já foram leiloados anteriormente, o que exigiria acordos de unitização que aumentam o risco para potenciais interessados”.

Para o pesquisador do Ineep “a ANP e o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) terão de repensar suas estratégias com relação aos futuros leilões de blocos”. “Questões ambientais não podem mais ser desconsideradas ou tratadas de forma displicente como foi observado na 17°rodada”, avaliou.

* Com informações do Ineep

Entenda como foi a 17ª rodada de blocos exploratórios da ANP no MyNews Investe, no Canal MyNews

O post Apenas 2 empresas se interessam por leilão de blocos de petróleo e gás natural apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Petrobras anuncia reajuste de 39% no gás natural https://canalmynews.com.br/mais/petrobras-anuncia-reajuste-de-39-no-gas-natural/ Mon, 05 Apr 2021 17:40:06 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/petrobras-anuncia-reajuste-de-39-no-gas-natural/ Novos valores estão ligados à cotação internacional do petróleo e à taxa de câmbio. Abegás critica alteração e diz entender “o desconforto dos consumidores”

O post Petrobras anuncia reajuste de 39% no gás natural apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (5) que, a partir de 1º de maio, irá aumentar o preço de venda do gás natural para as distribuidoras, responsáveis por comercializar o produto para os consumidores na ponta. Em relação ao último trimestre, o reajuste será de 39% em R$ por metro cúbico – aferido em US$/MMBtu, a alta será de 32%.

Em nota oficial, a estatal explicou que a “variação decorre da aplicação das fórmulas dos contratos de fornecimento, que vinculam o preço à cotação do petróleo e à taxa de câmbio. As atualizações dos preços dos contratos são trimestrais. Para os meses de maio, junho e julho, a referência são os preços dos meses de janeiro, fevereiro e março. Durante esse período, o petróleo teve alta de 38%, seguindo a tendência de alta das commodities globais. Além disso, os preços domésticos das commodities tiveram alta devido à desvalorização do real.”

Gasoduto Urucu-Coari-Manaus, gasoduto brasileiro que liga o Pólo Arara, localizado na região petrolífera de Urucu, à Refinaria Isaac Sabbá, em Manaus.
Gasoduto Urucu-Coari-Manaus, gasoduto brasileiro que liga o Pólo Arara, localizado na região petrolífera de Urucu, à Refinaria Isaac Sabbá, em Manaus. Foto; Divulgação (Petrobras).

O gás é considerado um insumo fundamental para indústrias e termoelétricas, além de servir como matéria-prima, por exemplo, para produção de fertilizantes – em residências e comércios, é utilizado para o aquecimento ambiental e de água; nos automóveis, pode substituir os combustíveis gasolina, álcool e diesel.

O repasse ao usuário final varia de acordo com a legislação de cada estado, que é estabelecido por reajuste automático ou por revisões tarifárias aprovadas pelas agências reguladoras locais. De qualquer modo, o gás canalizado deve ser fortemente impactado pela taxa inflacionária de maio. Somente em 2021, a Petrobras já reajustou a gasolina em 46,2%, o diesel em 41,6% e o gás liquefeito de petróleo (GLP, utilizado nos botijões comerciais) em 17%.

Críticas da Abegás

A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) divulgou uma nota, também nesta segunda, afirmando que o reajuste de preços ao consumidor não ocasionará “qualquer ganho” para as companhias, uma vez que o repasse será tabelado de acordo com a nova porcentagem, sem que haja margens para lucros.

“Os aumentos no preço do gás natural não trazem benefícios para as distribuidoras, ao contrário, acabam tirando competitividade do gás natural em relação a outras fontes de energia como a gasolina, óleo combustível, GLP e eletricidade”, explica a entidade em um trecho do informe, que complementa dizendo compreender “o desconforto dos consumidores com aumentos significativos como o que vai ocorrer em maio”.

A associação esclarece que, em média, 17% do preço pago pelo consumidor retornam às distribuidoras, percentual correspondente aos investimentos instaurados em expansão de rede e remuneração pela prestação dos serviços. O peso maior é o da molécula do gás vendida pela Petrobras, que, acrescido pelo transporte, representa 59% do total pago pelo consumidor na conta de gás canalizado – os 24% restantes são tributos federais e estaduais.

O comunicado diz ainda que “os aumentos no preço do gás natural não trazem benefícios para as distribuidoras, ao contrário, acabam tirando competitividade do gás natural em relação a outras fontes de energia como a gasolina, óleo combustível, GLP e eletricidade”, e que “para combater esse tipo de situação defende uma maior concorrência na oferta de gás e maiores investimentos no segmento de transporte e em toda a infraestrutura do gás”.

O post Petrobras anuncia reajuste de 39% no gás natural apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>