Arquivos Hamas - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/hamas/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 17 Jan 2025 17:37:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Israel aprova cessar-fogo em Gaza; conselho de ministros ainda precisa avaliar https://canalmynews.com.br/noticias/israel-cessar-fogo-faixa-de-gaza-conselho-ministros/ Fri, 17 Jan 2025 17:36:04 +0000 https://localhost:8000/?p=50205 Apesar do acordo não estar totalmente aprovado, autoridades pediram que famílias se preparem para receber reféns que estão sob o poder do Hamas

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O gabinete de segurança do governo de Israel aprovou, nesta sexta-feira (17), o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza. No entanto, é necessário que o conselho de ministros, composto por todos os membros do governo, analise a proposta, o que deve acontecer ainda hoje.

“Após uma avaliação de todos os aspectos diplomáticos, de segurança e humanitários, e embora entendendo que o acordo proposto apoia a consecução dos objetivos da guerra, o Gabinete de Segurança recomendou que o Governo aprove a estrutura proposta. O Governo se reunirá mais tarde hoje”, diz o comunicado do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

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O gabinete de segurança é uma estrutura mais enxuta, que reúne alguns ministros do governo de Israel ligados à área de segurança. Apesar do acordo não estar totalmente aprovado por Tel Aviv, as autoridades pediram que as famílias dos reféns se preparem para receber os prisioneiros que hoje estão sob o poder do Hamas.

O acordo avança apesar da oposição de parte do gabinete de Netanyahu. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Bem-Gvir, que tem defendido a imigração de palestinos de Gaza, pediu que o acordo seja rejeitado pelo conselho de ministros.

“Apelo aos meus amigos do Likud e do Sionismo Religioso, não é tarde demais, estamos perante uma reunião governamental, este acordo pode ser interrompido, junte-se a mim, pode ser interrompido”, informou em uma rede social.

O acordo

O acordo determina uma fase inicial de seis semanas de trégua com a retirada gradual das forças israelenses de Gaza e a libertação de 33 reféns mantidos pelo Hamas em troca de palestinos presos por Israel.

A última fase do acordo prevê a discussão de um governo alternativo em Gaza e planos para reconstruir a região.

Após o anúncio do cessar-fogo por autoridades do Catar e dos Estados Unidos (EUA), que mediaram as negociações, Israel manteve os bombardeios contra Gaza e as autoridades locais estimam que mais de 100 pessoas morreram desde o anúncio da trégua.

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As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que, em 24 horas, realizaram ataques a 50 alvos na Faixa de Gaza ligados ao Hamas e à Jihad Islâmicas.

Desde o início dessa fase do conflito na Palestina, iniciado no dia 7 de outubro de 2023, mais de 46 mil moradores de Gaza foram assassinados, cerca de 70% deles de mulheres e crianças. Do lado israelense, ao menos 1,2 mil pessoas morreram no ataque do Hamas do dia 7 de outubro e outras 220 tornaram-se reféns.

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Assista abaixo ao Segunda Chamada de quinta-feira (16):

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Israel ataca local com refém na Faixa de Gaza após cessar-fogo, diz Hamas https://canalmynews.com.br/noticias/israel-ataca-local-com-refem-na-faixa-de-gaza-apos-cessar-fogo-diz-hamas/ Thu, 16 Jan 2025 16:53:01 +0000 https://localhost:8000/?p=50160 Trégua foi intensamente comemorada pela população de Gaza e por manifestantes em Israel, mas acordo foi abalado por supostas exigências de última hora

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As brigadas Al-Qassam informaram, nesta quinta-feira (16), que, após o anúncio de cessar-fogo, os bombardeiros de Israel atingiram um dos locais onde se encontra uma das reféns que devem ser libertadas na primeira fase do acordo. Segundo autoridades locais, pelo menos 71 palestinos foram assassinados e outros 200 ficaram feridos por causa do ataque.

“Após anunciar o acordo, o exército inimigo atacou o local onde estava uma das prisioneiras da primeira etapa do acordo esperado. Qualquer agressão e bombardeio nesta fase pelo inimigo pode transformar a liberdade de um prisioneiro em uma tragédia”, informou Abu Ubeida, porta-voz da organização militar.

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Enquanto isso, o Hamas negou comunicado de Israel e reafirmou, nesta quinta-feira (16), que o grupo está comprometido com o acordo de cessar-fogo anunciado pelos mediadores, segundo Izzat al-Rishq, representante político da organização palestina.

O acordo do cessar-fogo foi colocado em xeque ontem pelo gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que alegou que o Hamas teria feito exigências de última hora. De acordo com a agência Associated Press, a votação do acordo prevista para hoje pelo governo de Israel teria sido suspensa por “crise de última hora” provocada pelo Hamas, segundo informou o gabinete de Netanyahu.

O anúncio do cessar-fogo pelas autoridades do Catar, país que participou como mediador ao lado do Egito e dos Estados Unidos, foi intensamente comemorado pela população de Gaza e por manifestante em Israel, que esperam ver de volta os reféns ainda mantidos em cativeiro.

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O acordo determina uma fase inicial de seis semanas de trégua com a retirada gradual das forças israelenses de Gaza e a libertação de 33 reféns mantidos pelo Hamas em troca de palestinos presos por Israel. A última fase do acordo prevê a discussão de um governo alternativo em Gaza e planos para reconstruir a região sem a participação do Hamas.

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Assista abaixo ao Segunda Chamada de quarta-feira (15):

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Líder geral do Hamas é morto pelas forças israelenses https://canalmynews.com.br/noticias/lider-geral-do-hamas-e-morto-pelas-forcas-israelenses/ Wed, 31 Jul 2024 13:52:46 +0000 https://localhost:8000/?p=45459 Segundo a mídia iraniana, Ismail Haniyeh estava hospedado em um prédio para veteranos de guerra, em Teerã, capital do Irã, quando o ataque ocorreu

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O grupo palestino Hamas anunciou que as forças israelenses mataram o líder geral do grupo, Ismail Haniyeh, de 62 anos, em ataque em Teerã, capital do Irã. Segundo a mídia iraniana, ele estava hospedado em um prédio para veteranos de guerra quando o ataque ocorreu, na madrugada desta quarta-feira (31).

Segundo o Hamas, Hanyieh estava em Teerã para participar da cerimônia de posse do novo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que tomou posse na terça-feira (30). O líder do Hamas viveu exilado no Catar, incluindo os meses que se seguiram ao ataque de 7 de outubro, que desencadeou uma guerra na Faixa de Gaza. Até a manhã desta quarta-feira, a Al Jazeera, principal canal de comunicação do mundo árabe, registrava 39.445 mortos no enclave palestino, incluindo mais de 15.000 crianças.

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A morte de Haniyeh ocorreu poucas horas depois de Israel afirmar ter matado o principal comandante militar do grupo libanês Hezbollah, também apoiado pelo Irã. Israel disse ter matado Fuad Shukr em um ataque aéreo, em retaliação a um ataque com foguetes nas Colinas do Golã ocupadas por Israel no fim de semana.

Desde outubro até o momento, Haniyeh já perdeu vários parentes, entre eles cinco de seus filhos, que foram mortos pelas forças israelenses. Em 11 de abril, três dos filhos do líder do Hamas e dois de seus netos foram executados.

Na época, o líder do Hamas afirmou à Al Jazeera que recebeu a notícia enquanto visitava palestinos feridos que haviam sido transferidos para a capital do Catar para tratamento. Ele garantiu que isso não afetaria o posicionamento do Hamas nas negociações do grupo com Israel sobre um cessar-fogo em Gaza. “O sangue dos meus filhos não é mais valioso do que o sangue do nosso povo”, acrescentou.

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Exército de Israel recupera corpo de brasileiro sequestrado pelo Hamas https://canalmynews.com.br/noticias/exercito-de-israel-recupera-corpo-de-brasileiro-sequestrado-pelo-hamas/ Fri, 24 May 2024 11:54:17 +0000 https://localhost:8000/?p=43434 Michel Nisembaum, de 59 anos, tinha cidadania brasileira e israelense

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O Exército israelense anunciou nesta sexta-feira (24) que recuperou os corpos de três reféns sequestrados em outubro de 2023 pelo grupo palestino Hamas. Entre eles está o brasileiro Michel Nisembaum, de 59 anos.

Os corpos foram recuperados durante a madrugada, numa operação conjunta do Exército e dos serviços secretos de Israel em Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza. Os outros dois reféns foram identificados por autoridades israelenses como Orión Hernández Radoux, de 30 anos, Hanan Yablonka, de 42 anos.

Nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte do brasileiro e disse que o governo segue engajado nos esforços para que todos os reféns mantidos pelo Hamas sejam libertados.

“Soube, com imensa tristeza, da morte de Michel Nisembaum, brasileiro mantido refém pelo Hamas. Conheci sua irmã e filha, e sei do amor imenso que sua família tinha por ele. Minha solidariedade aos familiares e amigos de Michel”, postou.

“O Brasil continuará lutando e seguiremos engajados nos esforços para que todos os reféns sejam libertados, para que tenhamos um cessar-fogo e a paz para os povos de Israel e da Palestina”, completou.

Nisembaum, que tinha cidadania brasileira e israelense, era residente em Israel e considerado desaparecido desde o dia 7 de outubro do ano passado. Na ocasião, ele participava de um festival de música alvo de ataque do Hamas.

O conflito

Em outubro passado, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, lançou um ataque surpresa de mísseis contra Israel, com incursão de combatentes armados por terra, no sul do país. De acordo com autoridades israelenses, cerca de 1,2 mil pessoas foram mortas e duas centenas de israelenses e estrangeiros foram feitos reféns.

Em resposta, Israel vem bombardeando as infraestruturas em Gaza e impôs cerco total ao território, que dificulta, inclusive, a entrada de ajuda humanitária aos palestinos. Além dos mais de 35 mil mortos, a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza já deixou cerca de 80 mil feridos em sete meses, segundo dados do Ministério da Saúde do enclave.

A guerra entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos.

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Mais um grupo de repatriados de Gaza chega ao Brasil https://canalmynews.com.br/brasil/mais-um-grupo-de-repatriados-de-gaza-chega-ao-brasil/ Mon, 11 Dec 2023 10:10:35 +0000 https://localhost:8000/?p=41723 Grupo soma 48 pessoas, sendo 11 com dupla cidadania (Brasil-Palestina) e 37 palestinos, parentes de cidadãos brasileiros

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Mais um grupo de brasileiros repatriados da Faixa de Gaza chegou ao Brasil na madrugada desta segunda-feira (11). A aeronave KC-30, da Força Aérea Brasileira (FAB), decolou do Cairo, capital do Egito, às 19h03 (hora local) de domingo (10) e pousou às 3h47 na Base Aérea de Brasília, onde o grupo foi recebido por autoridades brasileiras. Foram cerca de 15 horas de voo.

O grupo é formado por 48 pessoas, sendo 11 com dupla cidadania (Brasil-Palestina) e 37 palestinos, parentes de cidadãos brasileiros. São 27 crianças e adolescentes, 17 mulheres, incluindo duas idosas, e quatro homens adultos. Uma jovem de 22 anos que já estava no Egito se juntou aos resgatados de Gaza e embarcou neste mesmo voo. Ela é filha de uma das integrantes do grupo de repatriados em Gaza.

No último sábado (9), eles receberam autorização para cruzar a fronteira de Rafah, no sul de Gaza, em direção ao Egito, de onde seguiram de ônibus até o Cairo. Na capital egípcia, foram recebidos por diplomatas brasileiros na capital do país e embarcaram para o Brasil.

Segundo o Itamaraty, da lista de 102 pessoas enviada pelo Brasil às autoridades israelenses, 24 não tiveram autorização para cruzar a fronteira, incluindo sete plaestino-brasileiros. A maioria dos barrados é de homens. O governo brasileiro não soube informar o motivo de eles terem sido impedidos, por Israel, de atravessar a fronteira. No momento, segundo o Palácio do Planalto, não há previsão de novo voo de repatriação.

“Em um primeiro momento, eles ficarão de dois a três dias em Brasília. A primeira etapa é do apoio psicológico, de imunização, de estabelecer contato com familiares e parentes e a questão da documentação. Alguns vão para as casas de familiares e amigos. Os que estiverem sem referência serão abrigados no Sistema de Assistência Social em instituições em que tenham todo o apoio de acolhimento e alimentação. Um suporte para reconstituírem a trajetória, já que vêm de situação bastante complexa”, afirmou o secretário nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), André Quintão.

Uma das repatriadas que desembarcou em Brasília é Yasmeen Rabee, irmã de Hasan Rabee, que veio antes com a esposa e os filhos em outro voo que trouxe brasileiros de Gaza.

“Bombardearam nossa casa, ficamos sem comida e sem um lugar fixo para morar”, disse Yasmenn, que veio agora com a mãe. Perguntada sobre a situação em Gaza, a principal zona de ataques, ela se emocionou. “A situação é terrível, você dorme sem saber se vai acordar. Perdi muitos amigos, minha tia e os filhos dela”, relatou.

No dia 13 de novembro, após dias de tensão e negociação, os primeiros 32 brasileiros resgatados de Gaza desembarcaram no país, ocasião em que foram recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília.

Voltando em paz
Desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em outubro, o governo brasileiro já retirou 1.524 brasileiros e palestino-brasileiros da Faixa de Gaza e de cidades israelenses, incluindo 53 animais domésticos. No total, a FAB já realizou 11 voos de repatriação por meio da Operação Voltando em Paz.

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Voo para resgatar mais brasileiros em Gaza decola na quinta https://canalmynews.com.br/brasil/voo-para-resgatar-mais-brasileiros-em-gaza-decola-na-quinta/ Thu, 07 Dec 2023 09:39:31 +0000 https://localhost:8000/?p=41679 Destino da aeronave será o Aeroporto Internacional do Cairo, capital do Egito, em voo direto com previsão de duração de 15 horas

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Um novo voo para o resgate de brasileiros que estão na Faixa de Gaza deixará o Rio de Janeiro às 9h desta quinta-feira (7) em direção ao Egito, informou nesta quarta-feira (6) a Força Aérea Brasileira (FAB). Será o 11º voo de repatriação de brasileiros em áreas de conflito no Oriente Médio na Operação Voltando em Paz, do Governo Federal.

A aeronave KC-30 (Airbus A330 200) vai decolar da Base Aérea do Galeão (BAGL). A bordo, estará um carregamento de cerca de 11 toneladas de alimentos não perecíveis, fornecidos pelo Brasil para assistência humanitária.

O destino da aeronave será o Aeroporto Internacional do Cairo, capital do Egito, em voo direto com previsão de duração de 15 horas.

Mais de 100 brasileiros
O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Escritório de Representação em Ramalá, lista 102 brasileiros e familiares próximos de brasileiros interessados em repatriação a partir da Faixa de Gaza.

A solicitação para saída deste novo grupo da Faixa de Gaza pelo Portal de Rafah em direção ao Egito foi apresentada em novembro, e o governo brasileiro aguarda autorização dos países responsáveis pela organização da saída de estrangeiros de Gaza para dar início ao processo de repatriação.

Coordenado com a Embaixada em Tel Aviv, o escritório brasileiro em Ramalá transportou vários integrantes do grupo de outros pontos do enclave até Rafah, onde estão mais de 80 brasileiros e familiares próximos, a maior parte deles em casas alugadas pelo Itamaraty para abrigá-los.

O ministério informa ainda que permanece em contato constante com o grupo e oferece gêneros de primeira necessidade, abrigo, transporte e atendimento psicológico remoto.

Primeiro grupo
A primeira leva de brasileiros que veio de Gaza chegou ao país no último dia 13 de novembro, também em voo que saiu do Cairo em direção ao Brasil.

O voo trouxe 22 brasileiros de nascimento, sete palestinos naturalizados brasileiros e três palestinos familiares próximos. Dos 32 repatriados, 17 são crianças, nove mulheres e seis homens.

Conflito
No dia 7 de outubro, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, lançou um ataque surpresa de mísseis contra Israel e a incursão de combatentes armados por terra, matando civis e militares e fazendo centenas de reféns israelenses e estrangeiros. Em resposta, Israel bombardeou várias infraestruturas do Hamas, em Gaza, e impôs cerco total ao território, com o corte do abastecimento de água, combustível e energia elétrica.

Os ataques já deixaram milhares de mortos, feridos e desabrigados nos dois territórios. A guerra entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos.

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Brasil envia para Israel e Egito lista para saída de Gaza com 86 nomes https://canalmynews.com.br/brasil/brasil-envia-para-israel-e-egito-lista-para-saida-de-gaza-com-86-nomes/ Wed, 22 Nov 2023 15:00:50 +0000 https://localhost:8000/?p=41368 Itamaraty destacou que não há prazo para que essas pessoas saiam de Gaza porque ainda existem outras listas

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O governo brasileiro elaborou nova lista com 86 pessoas, entre brasileiros e parentes de brasileiros, que estão na Faixa de Gaza e que desejam sair da zona de conflito no Oriente Médio com destino ao Brasil. A informação foi confirmada nesta terça-feira (21) pelo Itamaraty. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a lista já foi enviada ao Egito e Israel para autorizem a saída dessas pessoas do enclave palestino.

Quando o Brasil conseguiu trazer os 32 brasileiros que estavam em Gaza, no dia 14 de novembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que o governo trabalharia para trazer todos os nacionais e seus parentes que desejassem sair do local. “A gente vai tentar fazer todo o esforço que estiver ao alcance da diplomacia brasileira”, disse na ocasiaão.

O Itamaraty, por meio da assessoria de imprensa, destacou que não há prazo para que essas pessoas saiam de Gaza porque ainda existem outras listas de nacionais de outros países que ainda não obtiveram autorização para sair do local e que estariam na frente dessa fila.

A saída de estrangeiros tem sido feita aos poucos, com cerca de 600 autorizações por dia. Isso quando não há interrupções na fronteira de Rafah, que liga Gaza ao Egito.

Segundo o embaixador do Brasil no Egito, Paulino Franco de Carvalho Neto, só é autorizada a saída de pessoas da Faixa de Gaza após uma análise dos serviços de segurança dos países envolvidos nessas negociações, que além de Egito e Israel, reúne as autoridades de Gaza, que é controlada pelo Hamas, e de países como Estados Unidos e Catar, que atuam como intermediários do conflito.

Família desiste
A família do brasileiro resgatado de Gaza Hasan Rabbe, comerciante de 32 anos de idade que vive em São Paulo, desejava sair da zona de conflito, porém, depois de ter recebido ameaças vindas de pessoas no Brasil, a família desistiu de deixar o local. Hasan tem sido vítima de ameaças desde que chegou ao Brasil, chegando a pedir proteção ao governo.

Ele disse à Agência Brasil que sua família, em Gaza, também tem recebido ameaças e, por isso, desistiram de vir. “Infelizmente, a minha família não vai chegar aqui. Eles estão recebendo muitas ameaças em Gaza. Por enquanto, eles desistiram [de vir]. Eu não estou sentindo segurança em mandarmos as meninas para a escola”.

Voos
A Operação Voltando em Paz, do governo federal, organizou dez voos da região do conflito para repatriar brasileiros e familiares. A maioria saiu de Tel-Aviv, em Israel, um grupo saiu de Amã, na Jordânia, sendo repatriados do território palestino da Cisjordânia ocupada. O último grupo, com 32 pessoas, deixou a Faixa de Gaza após mais de um mês de tensão e angústia.

Ao todo, a operação transportou 1.477 pessoas e 53 animais domésticos. Do total, foram 1.462 brasileiros, 11 palestinos, três bolivianas e uma jordaniana.

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Lula: é preciso evitar que conflito entre Israel e Hamas se alastre https://canalmynews.com.br/brasil/lula-e-preciso-evitar-que-conflito-entre-israel-e-hamas-se-alastre/ Tue, 21 Nov 2023 15:01:07 +0000 https://localhost:8000/?p=41335 À Cúpula Virtual Extraordinária do Brics, ele afirmou que é preciso acompanhar com atenção a situação na Cisjordânia ocupada

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (21) que é preciso evitar que o conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas se alastre para os países vizinhos. Ao participar da Cúpula Virtual Extraordinária do Brics, ele afirmou que é preciso acompanhar com atenção a situação na Cisjordânia ocupada.

“Devemos atuar para evitar que a guerra se alastre para os países vizinhos. É valiosa e imprescindível a contribuição do Brics, em sua nova configuração, junto a todos os atores em favor da autocontenção e da desescalada”, disse.

“Temos longa experiência nacional que reforça nossa fé na paz criada por justa negociação diplomática. Em segundo lugar, não podemos esquecer que a guerra atual também decorre de décadas de frustração e injustiça, representada pela ausência de um lar seguro para o povo palestino”, acrescentou.

Para o presidente, os assentamentos ilegais israelenses na Cisjordânia continuam a ameaçar a viabilidade de um Estado palestino. “O reconhecimento de um Estado palestino viável, vivendo lado a lado com Israel, com fronteiras seguras e mutuamente reconhecidas, é a única solução possível. Precisamos retomar com a maior brevidade possível o processo de paz entre Israel e a Palestina”.

Em agosto deste ano, na Cúpula do Brics, o bloco aprovou a entrada de seis novos países-membros: Argentina, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes, alguns deles diretamente envolvidos no conflito no Oriente Médio. A nova configuração passa a valer a partir de janeiro de 2024.

Resolução da ONU
Para Lula, neste momento o desafio é fazer com que a trégua humanitária determinada por uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) seja implementado imediatamente. No último dia 15, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a primeira resolução relativa à atual crise humanitária na Faixa de Gaza. O texto foi apoiado pelo Brasil.

“Em várias ocasiões, reiteramos o chamado pela liberação imediata e incondicional de todos os reféns. No entanto, tais atos bárbaros não justificam o uso de força indiscriminada e desproporcional contra civis. Estamos diante de uma catástrofe humanitária. Os inocentes pagam o preço pela insanidade da guerra, sobretudo mulheres, crianças e idosos”, disse Lula, manifestando grande consternação diante do elevado número de mortos.

Após pouco mais de um mês de conflito, mais de 12 mil pessoas morreram, sendo 5 mil crianças. Há ainda 29 mil feridos e 3.750 desaparecidos. “Como bem disse o secretário-geral da ONU, Gaza está se tornando um cemitério de crianças”, acrescentou o presidente.

A resolução, com foco na proteção de crianças, foi proposta por Malta e aprovada com 12 votos a favor. Estados Unidos, Reino Unido e Rússia optaram pela abstenção. O texto pede a implementação de pausas e corredores humanitários urgentes e prolongados em toda a Faixa de Gaza por um número suficiente de dias, para que ajuda humanitária de emergência possa ser prestada à população civil por agências especializadas da ONU, pela Cruz Vermelha Internacional e por outras instituições humanitárias imparciais.

O conflito
No dia 7 de outubro, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, lançou um ataque surpresa de mísseis contra Israel, com incursão de combatentes armados por terra, matando civis e militares e fazendo centenas de reféns israelenses e estrangeiros. Em resposta, Israel bombardeou várias infraestruturas do Hamas, em Gaza, e impôs cerco total ao território, com o corte do abastecimento de água, combustível e energia elétrica.

A guerra entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos.

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Atos pró-Palestina em São Paulo e Brasília pedem cessar-fogo em Gaza https://canalmynews.com.br/brasil/atos-pro-palestina-em-sao-paulo-e-brasilia-pedem-cessar-fogo-em-gaza/ Mon, 13 Nov 2023 11:45:52 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=41203 Ato em São Paulo foi organizado pela Frente em Defesa da Luta do Povo Palestino e contou com a participação de partidos políticos e movimentos sociais

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As cidades de São Paulo e de Brasília tiveram, neste domingo (12), atos pró-Palestina e pelo cessar-fogo na Faixa de Gaza. Em São Paulo, o ato na Avenida Paulista começou às 11h em frente à Praça Oswaldo Cruz e seguiu até o Museu de Arte de São Paulo (Masp), finalizando por volta das 14h. Em Brasília, o ato ocorreu no Eixo Norte, no Plano Piloto, a partir das 10h.

O ato em São Paulo foi organizado pela Frente em Defesa da Luta do Povo Palestino e contou com a participação de partidos políticos e movimentos sociais. Um dos gritos entoados pelos manifestantes era: “Estado de Israel, Estado assassino! Viva a luta do povo palestino!”

Um dos organizadores, Mohamad El Kadri foi presidente do Fórum Latino Palestino e contou que esse já é o quinto ato a favor da Palestina em São Paulo, desde o início das hostilidades mais recentes, que começaram em 7 de outubro. Para ele, os atos servem para informar à sociedade sobre a causa do povo palestino.

“As mobilizações levam para as pessoas conhecimento sobre a causa palestina. Aqui no Brasil as pessoas não conhecem bem o motivo da causa palestina. Inclusive o trabalho da mídia é muito parcial, eles não entrevistam representantes da comunidade palestina e da sociedade árabe. Uma senhora na manifestação falou que nem imaginava que Israel ocupa a Palestina por 75 anos”, destacou.

Para Mohamad os atos também servem de alento aos palestinos em Gaza: “tudo que a gente faz no Brasil a gente manda para os palestinos em Gaza e na Cisjordânia. Isso para eles é muito importante, eles veem que não estão sozinhos”.

Uma performance de mulheres simulando carregar crianças mortas em panos manchados de vermelho chamou atenção do público. A ideia é denunciar o elevado número de óbitos de crianças pelos bombardeios de Israel.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, o número de crianças mortas desde o dia 7 de outubro chegou a 4.506 neste domingo. Com isso, uma criança morre a cada 10 minutos no enclave palestino.

Brasília
Em Brasília, o ato foi organizado pelo Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino, que reúne partidos políticos e movimentos sociais. O presidente do Instituto Brasil Palestina, Ahmad Shehada, foi um dos organizadores deste que foi o sexto ato de rua em Brasília a favor da causa palestina.

“A causa palestina é de toda a humanidade, é uma causa justa. O povo está sensibilizado contra esses ataques contra as crianças, contra os hospitais”.

A professora Eliene Bento Luiz, de 58 anos, foi ao ato em Brasília por acreditar que é importante mostrar para o governo que a sociedade brasileira está atenta ao que acontece em Gaza. “Isso não quer dizer que somos antissemitas, pois sabemos o quanto o povo judeu sofreu ao longo da história. Queremos, sim, que o povo palestino seja respeitado. Se deve haver punição, que seja ao grupo Hamas, não com morte e sangue de inocentes e crianças”, destacou.

Mundo
Manifestações pró-Palestina também ocorreram em diversas cidades pelo mundo neste final de semana. Em Londres, na Inglaterra, um ato reuniu mais de 300 mil pessoas nesse sábado (11).

Também foram registradas manifestações pró-Palestina e pelo cessar fogo em Bruxelas (Bélgica), Berlim (Alemanha), Genebra (Suíça), Barcelona (Espanha) e Austrália.

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Brasileiros estarão na lista para deixar Gaza nesta sexta-feira https://canalmynews.com.br/brasil/brasileiros-estarao-na-lista-para-deixar-gaza-nesta-sexta-feira/ Fri, 10 Nov 2023 10:04:22 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=41160 Informação foi dada pelo Ministério das Relações Exteriores, após conversa do ministro Mauro Vieira com o ministro das Relações Exteriores de Israel

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Os 34 brasileiros que aguardam para deixar a Faixa de Gaza estarão na lista de estrangeiros autorizados a cruzar a fronteira nesta sexta-feira (10). A informação foi dada pelo Ministério das Relações Exteriores, após conversa do ministro Mauro Vieira com o ministro das Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen.

Segundo o Itamaraty, Cohen afirmou não ter sido possível cumprir a garantia dada por ele de que os brasileiros sairiam na quarta-feira (8), por fechamentos inesperados na fronteira.

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A lista com estrangeiros autorizados a deixar a Faixa de Gaza é elaborada por autoridades egípcias e israelenses. Até o momento, mais de 3.400 estrangeiros foram autorizados a deixar Gaza, sendo 36% com passaporte dos Estados Unidos.

Os 34 brasileiros estão abrigados nas cidades de Khan Younes e Rafah, próximas à fronteira com o Egito. A fronteira de Rafah, que liga o Egito à Faixa de Gaza, é o único local para entrada e saída de pessoas ou mercadorias no enclave palestino.

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Brasileiros ficam fora da 5ª lista de autorizados a deixar Gaza https://canalmynews.com.br/brasil/brasileiros-ficam-fora-da-5a-lista-de-autorizados-a-deixar-gaza/ Tue, 07 Nov 2023 17:15:42 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=41091 Expectativa do Itamaraty é que os 34 brasileiros que aguardam autorização para deixar a Faixa de Gaza sejam incluídos na lista nesta quarta-feira (8)

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A 5ª lista com estrangeiros autorizados a deixar a Faixa de Gaza divulgada nesta terça-feira (7) não contemplou os brasileiros. A lista tem o nome de 605 estrangeiros e é formada por uma maioria de alemães (159), seguidos por nacionais da Romênia (104), da Ucrânia (102), do Canadá (80), da França (61), da Moldávia (51), das Filipinas (46), e do Reino Unido (2).

A expectativa do Itamaraty é que os 34 brasileiros que aguardam autorização para deixar a Faixa de Gaza sejam incluídos na lista nesta quarta-feira (8), segundo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira. O chanceler brasileiro disse que o ministro das Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen, deu garantias a ele que os brasileiros deixariam a zona de conflito até amanhã.

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A fronteira de Rafah, que liga o Egito à Faixa de Gaza, é o único local para entrada e saída de pessoas ou mercadorias no enclave palestino. Estrangeiros e palestinos feridos estão sendo autorizados a deixar Gaza desde a última quarta-feira (1º). Porém, a fronteira foi fechada no último sábado (4) depois que Israel bombardeou um comboio de ambulâncias com feridos que haviam sido autorizados a deixar o país. A fronteira só foi reaberta nessa segunda-feira (6).

Segundo o Itamaraty, a lista com estrangeiros autorizados a deixar a Faixa de Gaza é elaborada por autoridades egípcias e israelenses.

Os 34 brasileiros que aguardam autorização para deixar a Faixa de gaza estão abrigados nas cidades de Khan Younes e Rafah, próximas à fronteira com o Egito. Segundo o Itamaraty, o esquema de resgate prevê auxílio desde a saída da Faixa de Gaza – com equipes e ônibus de prontidão, medicamentos e alimentação – até o embarque no Aeroporto do Cairo, onde um aeroporto da Força Aérea Brasileira (FAB) os aguarda.

Devido ao cerco imposto por Israel à Faixa de Gaza, os brasileiros e as agências de ajuda humanitária têm relatado falta de água potável, eletricidade, alimentos e remédios no enclave palestino. Segundo a ONU, a ajuda humanitária autorizada a entrar é insuficiente para cobrir as necessidades de cerca de 2,2 milhões de pessoas.

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Um mês de guerra: mundo vê escalada de violência no Oriente Médio https://canalmynews.com.br/internacional/um-mes-de-guerra-mundo-ve-escalada-de-violencia-no-oriente-medio/ Tue, 07 Nov 2023 14:13:02 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=41083 Mundo acompanha a escalada da violência na guerra no Oriente Médio e mobiliza-se para um cessar-fogo, sem sucesso até o momento

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Sem perspectiva de fim, a guerra entre Israel e o Hamas chega a um mês nesta terça-feira (7). São mais de 10 mil palestinos mortos, incluindo 4.104 crianças, na Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Do lado israelense, cerca de 1,4 mil pessoas morreram, a maior parte civis, e 240 são mantidas reféns, segundo o governo de Israel.

Este já é o conflito mais grave em 75 anos de história e desde que Israel e o Hamas se enfrentaram por dez dias em 2021.

O mundo acompanha a escalada da violência na guerra no Oriente Médio e mobiliza-se para um cessar-fogo, sem sucesso até o momento.

Ataque do Hamas
No dia 7 de outubro, o Hamas deu início ao mais grave ataque já promovido contra os israelenses.

As ações, sem precedentes na história, foram realizadas por mar, ar e terra, envolvendo ataques a um festival de música, invasão de kibutzim, sequestro de reféns, deixando centenas de civis israelenses mortos e feridos.

Eram 6h30 (horário local), um sábado, quando o Hamas disparou 5 mil foguetes, a partir da Faixa de Gaza, para atingir cidades israelenses, conforme notícias de agências internacionais. Lideranças do grupo afirmaram que a operação tem o propósito de “acabar com a última ocupação na Terra” e é uma resposta ao bloqueio imposto por Israel aos palestinos de Gaza, que já dura mais de uma década.

Por terra, homens armados se infiltraram no território israelense rompendo a cerca de arame farpado que separa Gaza e Israel.

Ofensiva israelense
Diante do ataque surpresa, Israel acionou as forças de segurança e declarou guerra, dando início à Operação Espadas de Ferro, com bombardeios intensos à Faixa de Gaza, onde ficam as bases do Hamas.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o grupo “pagará preço sem precedentes” e prometeu exterminar o Hamas.

Desde então, Israel tem disparado ataques aéreos diários à Gaza, estabeleceu bloqueio total – sem permissão para entrada de água, comida e combustível -, determinou que a população local, majoritariamente palestina, deixe o norte da região e se desloque para o sul; e convocou mais de 300 mil reservistas.

Neste momento, as forças de segurança afirmam ter cercado a cidade de Gaza e intensificam as ações terrestres.

Hamas reagiu, ameaçando executar um refém civil israelense a cada novo bombardeio em Gaza. O grupo permanece com contra-ataques a partir de túneis subterrâneos.

Crise humanitária
A escalada de violência do conflito passou a atingir hospitais, escolas e abrigos de refugiados em Gaza, ferindo e matando os civis mais vulneráveis, entre mulheres e crianças.

A região, onde vivem 2,3 milhões de pessoas – a maioria palestina – enfrenta grave crise humanitária. Organizações humanitárias internacionais e quem está no meio do conflito relatam a falta de água, alimentos, remédios, energia, internet e combustível.

Israel passou a autorizar a entrada de ajuda humanitária, em caminhões procedentes do Egito, em Gaza, porém especialistas argumentam que o volume é insuficiente.

Cessar-fogo
Desde o dia 7 de outubro, a comunidade internacional apela a um cessar-fogo imediato entre Israel e o Hamas para que os civis possam receber socorro e serem retirados da região do conflito. Observadores acusam Israel e o Hamas de crimes de guerra.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas – formado pelos Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido – reuniu-se diversas vezes para definir qual ação tomar diante do conflito, mas não chegou a um consenso. Durante os 31 dias em que ficou à frente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), o Brasil liderou tentativas de acordo entre os países-membros, mas as quatro propostas de resolução sobre o conflito foram rejeitadas.

Apesar da pressão internacional, Israel nega a possibilidade de encerrar os bombardeios na Faixa de Gaza e condiciona um cessar-fogo à libertação de todos os reféns pelo Hamas.

*Com informações das agências Reuters, Lusa e RTP.

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América do Sul tenta colocar freio a Israel https://canalmynews.com.br/coluna-da-sylvia/america-do-sul-tenta-colocar-freio-a-israel/ Thu, 02 Nov 2023 16:52:21 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=41013 Países da região estão reagindo à morte de civis palestinos no conflito

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Assim que teve início a ocupação da Ucrânia por parte da Rússia, os países sul-americanos foram os que mais tardaram em tomar um partido, e poucos o fizeram de fato. Me lembro de estar em Santiago, no Palácio de La Moneda, esperando um pronunciamento do recém-eleito mandatário chileno, Gabriel Boric, e ele não titubeou em condenar o ataque a Ucrânia.

Poucos o seguiram. Algumas semanas depois, em visita à Casa Branca, Petro foi indagado sobre se mandaria ou não armas, tanques e outros aparatos de guerra para a Ucrânia. Petro se esquivou, disse que havia muitas guerras no mundo e que estava concentrado em resolver a questão da violência em seu próprio país.

Já o conflito entre Israel e o Hamas tem sido diferente. E países da região tem se manifestado com maior ênfase, principalmente após o bombardeio de um campo de refugiados em Gaza. O primeiro país a fazê-lo foi a Bolívia, e tomou a atitude mais extrema, rompendo relações com Israel. Não chega a ser uma surpresa. Já no dia seguinte ao ataque do Hamas em território israelense, o ex-presidente Evo Morales lançou um tuíte dizendo que apoiava as ações do grupo terrorista.

Depois, com a escalada da retaliação, Morales postou um pedido para que Israel fosse classificado como um “Estado terrorista”, e que Benjamin Netanyahu fosse denunciado à corte penal internacional por genocídio e crimes de guerra.

O rompimento foi anunciado pela ministra María Nela Prada, em representação do atual presidente, Luis Arce. “Nós exigimos que os ataques à Faixa de Gaza acabem, pois eles estão acabando com a vida de milhares de civis e causando um deslocamento forçado de palestinos”, afirmou, em uma coletiva de imprensa em La Paz. Tampouco se trata da primeira vez que a esquerda boliviana demonstra suas antipatias contra Israel. Durante a gestão de Evo Morales, em 2009, também houve um rompimento das relações com o país ante um ataque deste à Faixa de Gaza.

As relações só foram reatadas pela presidente interina Jeanine Áñez, que assumiu depois da renúncia de Evo Morales, após um período de caos político que o levou a deixar o país.

Outros países estão demonstrando preocupação. O Chile, com uma comunidade de 500 mil palestinos existe mesmo um clube de futebol no país com esse nome, chamou seu embaixador em Israel para consultas.

O presidente Gabriel Boric afirmou que havia tomado essa decisão por conta das “violações à lei humanitária internacional que Israel estava cometendo em Gaza, e que são inaceitáveis”. Boric ainda afirmou que as mais de 8 mil mortes de civis causadas pela ofensiva israelense em Gaza demonstram que se trata de “uma punição coletiva contra a população civil em Gaza”. Também o posicionamento a favor dos palestinos tem a ver com a política interna do país. Há na base de apoio do governo, integrantes de origem palestina, como Daniel Jadue, que já foi presidenciável.

O mesmo ocorreu com a Colômbia. O presidente Gustavo Petro convocou também seu embaixador para consultas. Petro é um defensor da causa palestina e vem atacando fortemente a retaliação israelense aos ataques de 7 de outubro. Primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, Petro disse durante a semana que tomava essa atitude por conta do “massacre do povo palestino”.

O mandatário colombiano ainda fez uma comparação entre as atitudes de Israel com as de Adolf Hitler. Israel respondeu por meio de seu ministro das relações internacionais, Eli Cohen, que acusou Petro de colocar vidas de judeus em risco, encorajando “os horríveis atos dos terroristas do Hamas por meio de declarações hostis e antisemitas”. A posição de Petro acabou criando uma fricção interna na política colombiana, justamente num contexto em que o governo saiu derrotado das eleições regionais ocorridas no último dia 29.

Um dos que saíram ao ataque de Petro foi seu sucessor, Iván Duque, que o acusou de não mencionar o ataque terrorista do Hamas em seus comentários sobre o conflito.

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Chega ao Brasil 8º voo de repatriação de brasileiros vindos de Israel https://canalmynews.com.br/brasil/chega-ao-brasil-8o-voo-de-repatriacao-de-brasileiros-vindos-de-israel/ Mon, 23 Oct 2023 12:58:03 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40785 Desde 10 de outubro, 1.410 brasileiros, três bolivianas e mais de 50 animais domésticos foram transportados do território israelense para o Brasil

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O oitavo voo de repatriação de brasileiros procedentes de Israel chegou ao Brasil na madrugada desta segunda-feira (23). A aeronave KC-30 (Airbus A330 200), da Força Aérea Brasileira (FAB), pousou às 4h no Rio de Janeiro). Ao todo, 209 brasileiros que estavam em áreas de conflito, além de nove animais de estimação, deixaram Tel Aviv, capital de Israel.

De acordo com o último balanço do governo federal, desde 10 de outubro, 1.410 brasileiros, três bolivianas e mais de 50 animais domésticos foram transportados do território israelense para o Brasil. Outra aeronave, um VC-2 (Embraer 190) da Presidência da República, está no Cairo, capital do Egito, aguardando autorização para resgatar brasileiros.

No último domingo (22), o Ministério das Relações Exteriores informou, em nota, que, tendo em conta as condições locais atuais e a operação regular do aeroporto de Ben Gurion, em Tel Aviv, não estão previstos voos adicionais para brasileiros em Israel.

Ainda segundo o Itamaraty, há um grupo de 30 brasileiros e familiares diretos que aguardam retirada da Faixa de Gaza, abrigado nas localidades de Khan Younis e Rafah, nas proximidades da fronteira com o Egito. “O governo brasileiro, por meio do Escritório de Representação do Brasil em Ramala, mantém permanente contato com eles”.

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ONU abre investigação sobre conflito entre Israel e Hamas https://canalmynews.com.br/mais/onu-abre-investigacao-sobre-conflito-entre-israel-e-hamas/ Fri, 28 May 2021 17:32:15 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/onu-abre-investigacao-sobre-conflito-entre-israel-e-hamas/ Brasil se absteve na votação do Conselho de Direitos Humanos que provou apuração sobre o conflito que deixou ao menos 244 mortos

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A ONU abriu uma investigação para apurar abusos de direitos humanos em Israel e em territórios palestinos depois do conflito entre os dias 10 e 21 de maio.

Palestinos vão às ruas para comemorar o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas.
Palestinos vão às ruas para comemorar o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas. Foto: Reprodução (Redes Sociais).

A investigação tentará reunir provas que poderão ser usadas em processos judiciais e, dependendo do que for apurado, identificar os culpados que poderão ser julgados.

Depois de 11 dias de ataques, Hamas e Israel concordaram com um cessar-fogo que está em vigor. O acordo foi aprovado após uma mediação do Egito. O episódio deixou ao menos 244 mortos, sendo 232 palestinos e 12 israelenses.

É a primeira vez que uma investigação é estabelecida com tempo indefinido. Outras comissões de investigação têm um prazo que precisa ser renovado. Existe, por exemplo, uma apuração sobre a guerra civil na Síria que precisa ser renovada a cada ano para continuar.

Na sessão, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, declarou que os bombardeios israelenses sobre a Faixa de Gaza poderiam ser considerados crimes de guerra. Ela também declarou que os foguetes lançados pelo Hamas contra o território israelense desrespeitaram o direito internacional.

Israel já declarou que não vai cooperar com a investigação. O governo israelense disse que é uma tentativa de limpar os crimes cometidos pelo Hamas, que são terroristas. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, chamou a decisão da ONU de vergonhosa.

Já o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, declarou que agiu em “resistência legítima” e pediu uma punição internacional a Israel.

Brasil

A resolução foi aprovada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU. Dos 47 países membros, 24 países votaram a favor, 9 contra e 14 se abstiveram. O Brasil está entre os que preferiram a abstenção.

O Brasil foi representado pela embaixadora Maria Luisa Escorel. Na fala dela, a embaixadora disse que apoia o diálogo e que o Brasil apoia um acordo de longo prazo. Mas, sobre os ataques, ela teve um claro posicionamento a favor de Israel.

A embaixadora disse que “o Brasil condena nos termos mais fortes os lançamentos de foguetes de Gaza contra a população israelense pelo Hamas e por outros grupos militantes”.

Quanto aos bombardeios de Israel, ela disse que as mortes de civis e danos do lado palestino preocupam, e pediu para que Israel tenha “cautela máxima enquanto exercem seu direito de autodefesa”.

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Cessar-fogo entre Israel e Hamas entra em vigor https://canalmynews.com.br/mais/cessar-fogo-entre-israel-e-hamas-entra-em-vigor/ Fri, 21 May 2021 12:45:22 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/cessar-fogo-entre-israel-e-hamas-entra-em-vigor/ Em 11 dias, conflito deixou ao menos 244 mortos, sendo 232 palestinos e 12 israelenses

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O cessar-fogo entre Israel e Hamas entrou em vigor nesta sexta-feira (21). O acordo foi mediado pelo Egito após 11 dias de conflito.

Palestinos vão às ruas para comemorar o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas.
Palestinos vão às ruas para comemorar o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas. Foto: Reprodução (Redes Sociais).

A interrupção dos ataques entrou em vigor às 2h da manhã no horário local – no horário de Brasília, 20h de quinta-feira.

O Hamas já havia aceitado o cessar-fogo, mas o governo de Israel resistia enquanto os bombardeios continuavam.

Na noite de quinta-feira (20), o governo de Israel divulgou um comunicado anunciando que aceitava o cessar-fogo, mas fala que a paz pode ser temporária.

“A ala política enfatiza que a realidade concreta determinará a continuação da campanha”, afirma o comunicado.

Pressão internacional

Havia pressão da comunidade internacional por esse cessar-fogo. Além do Egito, a União Europeia também pedia o acordo. A França chegou a divulgar uma resolução da ONU em que cobrava uma pressão maior dos Estados Unidos nas negociações. O governo francês apoiou o acordo proposto pelo Egito, que também teve a participação da Jordânia.

Os Estados Unidos são aliados de longa data de Israel. Segundo a Casa Branca, o presidente Joe Biden teve várias conversas com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enquanto o governo do Egito mantinha contato com o Hamas.

Em 11 dias, pelo menos 244 pessoas morreram, sendo 232 na Faixa de Gaza e 12 em Israel.

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Escalada de conflitos em Israel é “situação de violência estrutural”, afirma cientista social https://canalmynews.com.br/mais/escalada-de-conflitos-em-israel-e-uma-situacao-de-violencia-estrutural-afirma-cientista-social/ Wed, 12 May 2021 20:36:06 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/escalada-de-conflitos-em-israel-e-uma-situacao-de-violencia-estrutural-afirma-cientista-social/ Região é palco de intensos embates, que já ocasionaram dezenas de mortes e deixaram centenas de feridos

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A cidade de Jerusalém, sagrada para três principais religiões abraâmicas (judaísmo, cristianismo e islamismo), tem sido palco de uma escalada de violência nos últimos dias, que já deixou pelo menos 22 mortos e mais de 300 feridos.

Faixa de Gaza amanhece (12) sob ataques de foguetes.
Faixa de Gaza amanhece (12) sob ataques de foguetes. Foto: Reprodução (Redes Sociais).

Na segunda-feira (10), em meio a tensões iminentes, foguetes foram disparados de Gaza para Jerusalém, provocando a evacuação do parlamento israelense mediante o caótico som de sirenes de emergência. Em resposta ao ataque, ainda na segunda, Israel bombardeou 130 alvos em Gaza – autoridades israelenses afirmam que 15 integrantes do grupo palestino Hamas, responsável pelo controle da Faixa de Gaza, foram mortos.

O conflitou seguiu durante a terça-feira (11), quando ainda era possível ouvir o som de foguetes sendo lançados na região. Um integrante do Hamas confirmou o lançamento de mais de 300 mísseis contra Israel em menos de 12 horas.

Nas ruas, os embates entre movimentos humanitários e protestantes palestinos com forças de choque israelenses já deixam, até o momento, 300 palestinos feridos, os quais 228 foram levados ao hospital para tratamento e sete deles estão em estado crítico. Do lado de Israel, 21 policiais ficaram feridos, três dos quais necessitaram de tratamento clínico.

Contrariando o discurso da comunidade internacional, que solicita o cessar fogo de ambos os lados, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu defendeu a ação de seu país ao afirmar que o grupo Hamas “atravessou uma linha vermelha” e que Israel respondeu “com grande força”.

Para Daniel Douek, cientista social e diretor do Instituto Brasil – Israel, a hostilidade vista nesta semana começou “em meados de abril, quando se iniciou o mês mais sagrado do calendário islâmico, que é o mês de Ramadã, uma época na qual fiéis muçulmanos se fazem mais presentes na sociedade israelense, nas mesquitas, nas ruas após o entardecer”.

Douek explica que uma das maneiras de celebrar literalmente a ocasião é “se posicionando contra aquilo que se entende como infiéis”. Nesse meio tempo, “viralizou, principalmente pelo TikTok, uma série de vídeos nos quais judeus, em especial ultra ortodoxos, eram ‘atacados’ nas ruas, as vezes em uma espécie de bullying… Essa divulgação nas redes sociais instigou novas ações do tipo, que foram respondidas por grupos judeus de extrema direita, o que elevou um pouco o nível de tensão já presente”.

O estopim, no entanto, ocorreu após o decreto de despejo das famílias árabes que ocupam bairro Sheikh Jarrah, na parte oriental de Jerusalém – o local, desde 1950, é compreendido como combustível para a eclosão de protestos na cidade sagrada.

Sistema de defesa israelense 'Iron Dome' agindo contra foguetes do Hamas.
Sistema de defesa israelense ‘Iron Dome’ agindo contra foguetes do Hamas. Foto: Reprodução (Redes Sociais).

“O despejo de algumas famílias de suas casas no bairro Sheikh Jarrah também contribuiu para que manifestações de grupos palestinos, incluindo grupos não religiosos ou não muçulmanos. Esse bairro é composto pela elite palestina e chama bastante atenção pelo seu histórico”, elucidou o cientista social.

“Não é que a situação estava em paz e de repente ele estourou, isso é um engano: há uma situação de violência estrutural, há uma ocupação de territórios palestinos por Israel que vem de décadas, há uma situação de desigualdade entre israelenses judeus e israelenses não judeus dentro do Estado de Israel, e é uma situação que, em geral, é controlada ou administrada. Alguns episódios acabam contribuindo para aquilo que está mais ou menos sufocado, de tempos em tempos, venha à tona, e é isso que a gente está vendo acontecer neste momento”, completou.

Pandemia em Israel

Abordando o eficiente combate à pandemia em Israel, Douek enfatiza que “ao longo do último ano, deixamos de ouvir notícias sobre a violência entre israelenses e palestinos. A notícia era principalmente de pandemia, e uma esperança começou a surgir quando, já em dezembro de 2020, Israel recebeu as vacinas e iniciou a campanha de vacinação, com o primeiro-ministro sendo o primeiro a se vacinar, incentivando os cidadãos; aí começou uma mobilização na sociedade israelense envolvendo judeus, muçulmanos e cristãos no enfrentamento da pandemia”.

Com 832 mil casos confirmados no país e 6.378 mortes, Israel já vacinou cerca de 63% de sua população total, número próximo para efetivar o processo denominado ‘imunização de rebanho’.

“É altíssima a representação de árabes nos centros médicos e hospitalares de Israel, e foi esse trabalho conjunto que permitiu a superação da pandemia. Se durante a pandemia as manifestações públicas estavam suspensas e os encontros religiosos inviabilizados, quando a pandemia terminou – hoje em Israel há menos de mil casos de contaminados e quase não há mais mortes –, as pessoas voltaram às ruas, e junto delas os conflitos. Todo aquele sopro de esperança foi se dissipando. Essa é a grande tragédia. O desafio é saber se esse pragmatismo das relações normalizadas entre israelenses e palestinos, que foi capaz de vencer a covid-19, vai ser capaz de derrotar, também, essa onda de violência”, finalizou.

Íntegra do programa ‘Almoço do MyNews‘ desta quarta-feira (12), que abordou os conflitos recentes entre Israel e Palestina.

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