Arquivos ia - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/ia/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 24 May 2024 14:36:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Fake news, notícias enguiçadas e robôs da “IA generativa”: a luta entre a verdade e a mentira https://canalmynews.com.br/balaio-do-kotscho/fake-news-noticias-enguicadas-e-robos-do-ia-generativa-a-luta-entre-a-verdade-e-a-mentira/ Fri, 17 Nov 2023 16:47:40 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=41279 O que vemos no noticiário é um festival de velhas novidades, as mesmas de ontem e da semana passada

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Calor batendo recordes diários, as guerras sem fim, a eleição do fim do mundo na Argentina, o vai e vem da nova meta fiscal, as novelas de Lula para indicar nomes para o STF e a PGR, o dinizismo na seleção: a lista é grande, mas o que vemos no noticiário é um festival de velhas novidades, as mesmas de ontem e da semana passada, em que fica cada vez mais difícil distinguir o que é verdade e o que é mentira.

O quadro fica ainda mais sombrio e nebuloso com o advento da Inteligência Artificial, mais conhecida por IA (ia para onde, para onde vai?).
O sempre antenado coleguinha Ruy Castro me chamou a atenção para este dilema em sua coluna desta sexta-feira na Folha. Com o título “Samba do algoritmo doido”, ele fala dos novos perigos para a comunicação humana.

“Os robôs do IA generativa inventam respostas para perguntas que não sabem responder _ “respostas” que podem levar à perda de milhões em dinheiro, de projetos inteiros e até de vidas. E não sou eu que o digo, mas os técnicos da startup Vectara, formada por ex-funcionários do Google. Segundo eles, a margem de erro das respostas destes robôs pode chegar a 27%. Você confiaria sua vesícula biliar a um gastroenterologista que errasse 27% dos diagnosticos?”

Esse problema, pelo menos eu não tenho. Já tirei a vesícula faz tampo e, até agora, não me fez a menor falta. Nem pesquisas eleitorais e previsões do tempo trabalham com uma margem de erro deste tamanho.

Que se passa com a IA? Ruy conta que, segundo os técnicos, as IA generativas não foram feitas para serem “factuais”, ou seja, exatas, ao contrário do grande jornalista Mino Carta, que sempre perseguiu a “verdade factual” no seu jornalismo independente.

Eu não sabia, mas fico sabendo também que os robôs são estimulados a exercer “uma pitada de criatividade para humanizar a interação”, mais ou menos como fazem os fabricantes de fake news da milícia digital bolsonarista.

Antes das fake news e das IAas, tudo isso era chamado simplesmente de mentira ou boato, não merecia credibilidade.
O que significa isso? “Significa que, sem saber direito uma resposta, o robô produz outra por analogia, para não decepcionar o cliente. Exemplo: pergunta-se sobre medicação via oral e ele, numa pitada de criatividade, responderá sobre sexo oral”.

Imagine-se a confusão que isso pode dar. Para não correr esse risco, abri o programa de estreia do “Pergunte ao Kotscho”, nesta quarta-feira, aqui no MyNews, prometendo aos internautas que, se não souber uma resposta sobre qualquer assunto, direi isso com toda franqueza, sem querer inventar nada. Posso pesquisar depois e responder aqui na coluna do co-irmão mais velho, o Balaio do Kotscho.

Com tantas notícias enguiçadas na vitrine, comentaristas da TV, sempre ao vivo, recorrem muitas vezes ao puro e bom chute para tentar explicar o que aconteceu. O cliente que se vire para saber se foi enganado.

Para fugir da pauta e do pensamento único do mainstream da grande imprensa, pedi aos internautas que me enviem perguntas sobre temas passados, presentes ou futuros que possam ser de interesse geral, com base na minha trajetória de quase 60 anos de jornalismo em que já testemunhei e ouvi de quase tudo, dando muitas voltas pelo Brasil em busca de boas e inéditas histórias (centenas delas podem ser encontradas no Google).

Para participar, vocês podem enviar perguntas nos canais aqui do MyNews e nos meus pessoais no Twitter (X) e no Instagram.
O programa será gravado sempre às terças-feiras e irá ao ar às quartas, às 16h30, nos canais do My News e no Youtube.

Apareçam lá!

Vida que segue.

Veja a primeira edição do “Pergunte ao Kotscho”:

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Guerra na Era da IA: O Que Você Precisa Saber https://canalmynews.com.br/tecnologia/guerra-na-era-da-ia-o-que-voce-precisa-saber/ Mon, 23 Oct 2023 13:45:11 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40782 Explore as implicações éticas e tecnológicas da inteligência artificial (IA) e da robótica na guerra marítima moderna, com foco em iniciativas como a Task Force 59 da Marinha dos Estados Unidos.

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Robótica e inteligência artificial (IA) não são mais elementos de ficção científica, mas sim componentes ativos na estratégia de guerra moderna, conforme os últimos noticiários que temos escutado diariamente. A Marinha dos Estados Unidos tem uma iniciativa chamada Task Force 59, que está usando robôs e IA para redefinir as regras do jogo no campo de batalha marítimo.

Não é só sobre vigilância e coleta de dados. Esses robôs têm o potencial de serem armados e entrar em ação, o que levanta questões éticas importantes. Quem seria responsável se um desses robôs autônomos cometesse um erro que resultasse em danos ou perda de vidas?

E não são apenas os Estados Unidos que estão nesse jogo. Países como a China também estão investindo pesado em tecnologia militar autônoma, tornando essa uma corrida global com implicações sérias para o futuro.

Imagine um cenário onde barcos e drones, totalmente sem tripulação humana, navegam pelos vastos oceanos do mundo. Isso já é realidade, e uma das iniciativas à frente dessa inovação é uma unidade especial da Marinha dos Estados Unidos.

Guerra IA

Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

Essas embarcações e drones estão equipados com câmeras de alta resolução, radares sofisticados e até sensores subaquáticos que funcionam como “ouvidos”. A missão deles é clara: monitorar tudo e todos que estejam nas águas internacionais.

Segundo um artigo desse ano, a unidade alcançou sua capacidade operacional total e está trabalhando para criar um “oceano digital” de ativos conectados. Isso significa que cada parceiro e cada sensor coletam novos dados, adicionando-os a uma síntese inteligente de informações que funciona 24/7, desde o leito do mar até o espaço.

Guerra IA

Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

Como sempre destaco nos meus textos sobre IA, não podemos falar de tecnologia avançada sem tocar na questão ética. Esses robôs, inofensivos enquanto coletam dados, têm um potencial bem mais sério: eles podem também ser programados para atacar. Estamos falando de máquinas que podem decidir sobre vida e morte.

A pergunta que sempre surge é: quem fica com a responsabilidade se algo sair dos trilhos? Como no caso do acidente envolvendo o carro da Tesla, se um desses robôs cometer um erro que custe vidas humanas, a culpa é de quem? Do programador? Do governo que deu o sinal verde? São questões que precisam ser debatidas agora, não quando for tarde demais.

Estamos entrando em uma nova era cheia de perguntas. Robôs e IA têm o poder de mudar a guerra como a conhecemos. Mas será que estamos prontos para as consequências? É uma pergunta que não tem resposta fácil, e talvez seja essa a questão. O que você acha? Estamos prontos para esse futuro, ou é um caminho que devemos pisar com mais cautela? Vamos abrir o debate.

Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

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Inteligência Artificial em Investimentos: Impactos, Desafios e Oportunidades que Você Precisa Conhecer https://canalmynews.com.br/tecnologia/inteligencia-artificial-no-mercado-financeiro/ Thu, 05 Oct 2023 20:24:00 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40343 Descubra como a Inteligência Artificial está revolucionando o mercado financeiro. De grandes players como Bloomberg e JPMorgan a aplicações práticas em robo-advisors e chatbots, explore os desafios e oportunidades que a IA traz para o setor financeiro.

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A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser um conceito de ficção científica para se tornar uma realidade palpável que afeta múltiplos setores da economia. Tomemos como exemplo a Bloomberg, um colosso em tecnologia e finanças, que esse ano introduziu o BloombergGPT, um modelo de IA voltado para o mundo financeiro. Não se trata apenas de um mero avanço tecnológico composto por algoritmos e programação. Estamos diante de uma transformação significativa que abrange desde a interpretação de dados até as escolhas de investimento que faço.

Mas a Bloomberg não está sozinha nessa corrida tecnológica. Grandes instituições como o JPMorgan também estão alocando bilhões em IA e aprendizado de máquina. O JPMorgan, por exemplo, está engajado em mais de 300 casos de uso de IA e já desembolsou mais de $2 bilhões na construção de infraestruturas de nuvem.

O modelo GPT financeiro já se destaca em tarefas de Processamento de Linguagem Natural (NLP) no setor financeiro, superando outros modelos de tamanho similar. Isso me faz considerar seu potencial para aprimorar tarefas já existentes, como análise de sentimento e classificação de notícias, o que pode indiretamente influenciar a maneira como invisto. Embora o texto fonte da bloomberg.com não mencione especificamente a administração de riscos ou otimização de carteiras, ele destaca que o modelo vai desbloquear novas oportunidades no domínio financeiro. Isso sugere que a próxima onda de tecnologias financeiras, potencialmente impulsionada por modelos como este, poderá ser ainda mais eficiente e eficaz.

A IA não está apenas aperfeiçoando os sistemas atuais; ela está criando novas oportunidades. Visualize um mundo onde chatbots financeiros não apenas respondem a questões simples, mas também fornecem orientações de investimento personalizadas. Ou um ambiente onde robo-advisors não apenas ajustam ativos, mas também fazem prognósticos de mercado em tempo real. Estamos no limiar de uma revolução financeira alimentada pela IA, onde os serviços serão não apenas mais ágeis, mas também mais customizados e acessíveis.

Para mim, uma das maiores vantagens da tecnologia de aprendizado de máquina é a capacidade de descomplicar tarefas que antes eram complexas. Imagine poder avaliar o balanço patrimonial de uma empresa sem ter que passar dias imerso em planilhas de Excel, algo que já tive o desprazer de fazer. Ou ainda, sem a necessidade de contratar um especialista para isso. Com essa tecnologia avançada, isso não é apenas viável, mas também eficaz. Em poucos minutos, consigo obter uma visão clara da saúde financeira de uma empresa, permitindo-me tomar decisões de investimento mais fundamentadas e seguras e rapidas.

O futuro é promissor, mas vem com sua cota de desafios. Estamos falando de questões como conformidade com leis de proteção ao consumidor e a delicada tarefa de manter a confiança do cliente. Se navegarmos com cautela, essa onda tecnológica no mundo financeiro tem o potencial de beneficiar a todos, de titãs corporativos a investidores de quintal como eu. Estamos à beira de uma mudança radical financeira alimentada pela IA, que promete não só eficiência, mas também inclusão e inovação. Então, enquanto a IA redefine o que é possível, a pergunta que fica é: O nosso mercado nacional esta se preparando para mudança? Só o futuro dirá.

Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

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ChatGPT: A Inteligência Artificial que Vê, Ouve e Fala — Um Passo em Direção à Ficção Científica https://canalmynews.com.br/tecnologia/chatgpt-a-inteligencia-artificial-que-ve-ouve-e-fala/ Mon, 02 Oct 2023 20:04:59 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40186 O futuro da IA está mais próximo do que imaginamos! ChatGPT agora vê imagens e interage por voz, redefinindo a tecnologia.

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Chat GPT

Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

Se você já se perdeu em pensamentos sobre o futuro da inteligência artificial enquanto assistia a filmes como “Her” ou “2001: Uma Odisseia no Espaço”, prepare-se para uma novidade: esse futuro pode estar mais próximo do que imaginamos. A OpenAI acaba de elevar o patamar com novas funcionalidades para o ChatGPT, permitindo que ele não apenas entenda texto, mas também veja imagens e interaja conosco através da voz. Sim, agora podemos conversar com uma IA que pode nos ver e ouvir, aproximando-se da complexidade que até então só víamos na tela grande. Então, acomode-se e vamos explorar juntos essas inovações que estão redefinindo os limites da tecnologia.

 

Se você já se encantou com a fluidez da conversa entre Theodore e Samantha no filme “Her”, vai achar fascinante o que o ChatGPT agora é capaz de fazer. Diferentemente dos assistentes virtuais que apenas recebem comandos de voz e respondem com informações pré-programadas, o ChatGPT oferece uma experiência de conversa ao vivo. Isso é útil para situações em que você está em movimento e não pode digitar. Imagine que você está dirigindo e quer saber a previsão do tempo para o fim de semana. Em vez de parar o carro para digitar sua pergunta, você pode simplesmente iniciar uma conversa por voz com o ChatGPT e obter a informação de forma rápida e segura. O modelo de texto para fala que alimenta essa funcionalidade é capaz de gerar áudio extremamente realista, elevando o nível de interação com o assistente.

 

Série Her do Netflix

Se você se recorda do icônico HAL 9000, sabe que essa inteligência artificial tinha a habilidade de interpretar o ambiente através de câmeras. Agora, o ChatGPT traz algo similar, mas adaptado para o nosso cotidiano. Imagine estar em uma viagem e se deparar com um monumento desconhecido. Com a nova funcionalidade do ChatGPT, basta tirar uma foto para iniciar uma conversa em tempo real com o assistente e descobrir detalhes como história, significado e curiosidades do local. O assistente pode interpretar uma variedade de imagens, desde fotografias até capturas de tela e documentos mistos com texto e imagens, abrindo um universo de possibilidades para aplicações mais complexas.

Com acesso inicial restrito a usuários Plus e Enterprise. A interação por voz é compatível com sistemas operacionais iOS e Android, ampliando assim as opções de acesso. Já o recurso de compreensão de imagens está disponível em todas as plataformas, o que sugere uma aplicação mais universal. É importante notar que, como em qualquer desenvolvimento tecnológico significativo, há considerações de segurança inerentes que precisam ser gerenciadas.

À medida que nos aproximamos de um futuro que parece saído de um filme de ficção científica, não podemos evitar de nos perguntar sobre as implicações mais profundas disso tudo. A divisão entre o que é humano e o que é máquina está ficando cada vez mais dificil de disrtinguir. Isso nos faz questionar a definição do que significa ser humano quando as máquinas começam a fazer coisas que antes só nós pessoas como eu e você faziamos. Então, enquanto nos divertimos com essas novidades tecnológicas, é bom pensar um pouco. Não é só sobre o que a IA pode fazer por nós, mas sobre o que nós, cidadãos podemos fazer em relação a ética, empatia e consciência, vamos fazer com essa tecnologia toda. É hora de pensar, não só no que a IA pode fazer, mas também em quais limites nós, como humanos, devemos colocar nessa tecnologia.

Autor

Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

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Chatbots Jurídicos: A Nova era do Direito Brasileiro https://canalmynews.com.br/tecnologia/chatbots-juridicos-a-nova-era-do-direito-brasileiro/ Mon, 25 Sep 2023 14:22:13 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39984 A inteligência artificial democratiza o acesso ao conhecimento jurídico no Brasil. O CodexJurisIA, um chatbot especializado, torna o direito mais acessível.

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Em um país com um cenário jurídico tão complexo quanto o Brasil, a busca por informações claras e confiáveis sobre temas como “Reforma Tributária,” “Arcabouço Fiscal,” “LDO” e “CARF” pode ser uma tarefa árdua. A linguagem técnica e os jargões legais frequentemente criam obstáculos para o cidadão comum. Contudo, o surgimento da inteligência artificial (IA) está começando a modificar essa realidade, democratizando o acesso ao conhecimento jurídico.

Recentemente, durante minhas leituras e pesquisas na internet sobre as mudanças legais no Brasil, descobri uma plataforma chamada CodexJuris IA. Esse chatbot em fase experimental, semelhante ao ChatGPT, emprega tecnologia de IA para oferecer esclarecimentos. O que o torna único é sua especialização em questões legais, como Constituição, tributos, Código Civil e Código Penal. Por meio de interações diretas, ele me forneceu explicações detalhadas sobre os temas que eu estava explorando. Mesmo estando em desenvolvimento, é crucial destacar sua utilidade como um recurso informativo especializado. Não existe nada mais gratificante do que transformar um contexto jurídico em algo acessível para o cidadão comum.

Estamos em um momento interessante na evolução das tecnologias de aprendizado de máquina e processamento de linguagem natural. Isso permite que plataformas como o CodexJuris entendam e respondam a perguntas complexas com crescente precisão. Isso tem implicações significativas para a formação jurídica e a disseminação de informações. No futuro, é provável que essas tecnologias dominem esse campo, tornando-se um repositório de informações acessível para temas tradicionalmente difíceis de compreender.

A universalização do acesso ao conhecimento jurídico por meio dessas tecnologias tem o potencial de empoderar a população e diminuir as desigualdades sociais. Com informações mais ao alcance, as pessoas podem tomar decisões mais fundamentadas e participar de forma mais ativa nos processos democráticos.

Essas tecnologias estão se tornando ferramentas cruciais para a educação e a disseminação de informações jurídicas. Minha experiência com o chat da CodexJuris mostrou o que estar por vir. Ainda existem desafios a serem enfrentados, como a necessidade de tornar essas plataformas mais abrangentes e atualizadas, mas o futuro é promissor nessa área. Estamos diante de uma mudança significativa na forma como acessamos e entendemos as complexidades do direito, e essas tecnologias são o motor dessas mudanças.

Para quem tem curiosidade sobre questões jurídicas, o endereco do site https://www.codexjuris.com/

Autor

Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

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A Era do Ceticismo:A Desinformação Política e Notícias Falsas na Era Digital https://canalmynews.com.br/tecnologia/a-era-do-ceticismoa-desinformacao-politica-e-noticias-falsas-na-era-digital/ Mon, 18 Sep 2023 16:12:20 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39769 A desinformação na era digital é um desafio crescente, com notícias falsas e deepfakes difundindo-se rapidamente. Para combater isso, a verificação de fatos e o pensamento crítico são fundamentais.

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Em uma era onde um simples clique pode inundar sua tela com informações, o desafio de discernir a verdade da falsidade nunca foi tão urgente. A internet, uma ferramenta projetada para democratizar a informação, ironicamente se tornou um terreno fértil para desinformação e notícias falsas. Este artigo tem como objetivo dissecar os fatores que alimentam essa epidemia digital e oferecer conselhos práticos para navegar nessa nesse cenário complexo.

A Ascensão da Desinformação

A desinformação é um fenômeno que existe há séculos, mas a internet ampliou significativamente seu alcance e velocidade. Agora, rumores que antes levavam semanas para se espalhar podem alcançar milhões de pessoas em segundos. Nesse contexto, a internet, potencializada pelas plataformas de redes sociais, torna-se um terreno fértil para a disseminação tanto de notícias fidedignas quanto de informações ilegítimas, alterando a forma como consumimos informações.

A velocidade da internet é uma faca corta para os dois lados nesse cenário. Embora permita o compartilhamento rápido de informações, muitas vezes essa rapidez compromete a precisão dos dados.

Para combater esse cenário, plataformas como Twitter e Facebook introduziram recursos para denunciar notícias falsas. No entanto, a responsabilidade não recai apenas sobre as plataformas; os usuários também têm um papel crucial. Vigilância, verificação de fatos e compartilhamento responsável de informações são etapas necessárias para mitigar o impacto da desinformação na sociedade.

Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

O Perigo da Desinformação e as Ferramentas que auxiliam na Verificação de Fatos

Notícias falsas são histórias inteiramente fabricadas ou narrativas parcialmente falsas projetadas para enganar o público. Exemplos comuns incluem artigos que atribuem falsamente declarações a políticos ou usam imagens manipuladas para apoiar narrativas falsas.

A desinformação não se limita apenas a notícias falsas. Deepfakes, por exemplo, utilizam aprendizado de máquina para criar vídeos ou áudios hiper-realistas que são completamente deturpados da realidade. Isso faz com que pareça que indivíduos estão dizendo ou fazendo coisas que nunca fizeram, como um vídeo deepfake de um político fazendo declarações controversas ou um áudio manipulado imitando a voz de um líder.

Além de notícias falsas e deepfakes, a desinformação também pode ser tendenciosa ou enviesada, servindo muitas vezes a uma agenda específica. Isso pode ser observado em meios de comunicação que favorecem um determinado partido político ou que divulgam algum fato com a intenção de desvirtuá-lo da realidade. Para avaliar o nível de viés em diversos meios de comunicação, o site Media Bias/Fact Check pode ser uma ferramenta útil.

Para combater isso, existem recursos confiáveis que ajudam a identificar a veracidade dos conteúdos e canais de comunicação, como Snopes, FactCheck.org, PolitiFact, Deepware Scanner e o próprio site Media Bias/Fact Check.

A Psicologia por Trás da Crença em Notícias Falsas

Um estudo da Universidade do Sul da Califórnia, por exemplo, revela que as pessoas são mais propensas a compartilhar informações que se alinham com suas crenças, independentemente de serem verdadeiras ou não. Esse comportamento dificulta a análise imparcial que nos permite discernir entre o fato e a ficção, reforçando apenas as informações e contextos que corroboram a nossa própria visão e crença sobre o tema, independentemente da sua veracidade.

Esse fenômeno é ainda mais complicado pelo efeito Dunning-Kruger, um viés cognitivo que faz com que pessoas com conhecimento limitado ou superficial sobre um determinado tema superestimem sua própria competência. Esse excesso de confiança pode levar à disseminação de desinformação, pois esses indivíduos não apenas acreditam em notícias falsas, mas também as compartilham, pensando que estão bem informados.

Assim, essas tendências psicológicas trabalham em conjunto para criar um ambiente propício ao rápido compartilhamento de desinformação.

Nosso Papel no Combate a Desinformação

Navegar pelo campo minado da desinformação na era digital é uma tarefa complexa que exige um conjunto diversificado de habilidades e conhecimentos. A primeira linha de defesa nessa batalha é, sem dúvida, a verificação de fatos. Mas é importante entender que essa prática vai além de simplesmente checar se uma afirmação é verdadeira ou falsa. Ela demanda uma investigação meticulosa que leva em conta as nossas próprias crenças e valores, os quais podem distorcer nossa percepção da realidade e nos tornar suscetíveis a acreditar em informações inverídicas e nada fidedignas.

Além disso, a alfabetização midiática se torna crucial. Não basta apenas consumir informações; é preciso entender de onde elas vêm, quem as produz e com que intenção. Afinal, cada veículo de notícias tem sua própria abordagem para reportar eventos, e essa abordagem pode influenciar significativamente como interpretamos essas informações.

Mas a habilidade mais importante de todas é, talvez, o pensamento crítico. Em um mundo inundado de informações e desinformações, a capacidade de questionar é mais valiosa do que nunca. Isso envolve analisar a fonte da informação, entender sua intenção e avaliar seu conteúdo de forma crítica antes de formar uma opinião ou compartilhá-la. O pensamento crítico nos permite separar o joio do trigo e nos protege contra a manipulação e a exploração.

Em resumo, a era digital nos colocou em uma posição única: somos simultaneamente consumidores e potenciais disseminadores de desinformação. Portanto, estar ciente dos perigos, ser crítico em nossa abordagem e proativo em nossa busca pela verdade são passos fundamentais para não sermos apenas parte do problema, mas sim da solução. A responsabilidade é coletiva, e cada um de nós tem um papel a desempenhar para garantir que a verdade prevaleça. Portanto, a questão que permanece é: como vamos adaptar nossas estratégias para continuar eficazes na busca pela verdade? A resposta a essa pergunta não é apenas crucial para o indivíduo, mas para a sociedade como um todo. Tudo é falso até que se prove o contrário; a jornada pela verdade não tem ponto final.

Autor

Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

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A Inteligência Artificial no Setor Jurídico: Uma Mudança Inevitável https://canalmynews.com.br/tecnologia/a-inteligencia-artificial-no-setor-juridico-uma-mudanca-inevitavel/ Sun, 10 Sep 2023 14:22:59 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39471 A inteligência artificial está transformando o setor jurídico, trazendo eficiência, desafios éticos e redefinindo o papel dos advogados. Saiba como a IA está moldando o futuro do direito.

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Inteligência artificial (IA) está rapidamente se infiltrando no setor jurídico. Ela traz tanto promessas quanto desafios. Ferramentas como o ChatGPT oferecem novas possibilidades para eficiência e automação. No entanto, elas também levantam questões críticas. Essas questões incluem aspectos éticos e técnicos, como precisão e o futuro do trabalho para advogados. Adaptar-se a essa nova realidade é inevitável. Mais do que isso, é crucial para a evolução do campo jurídico.

O ChatGPT e outras ferramentas de IA estão se tornando mais sofisticadas. No entanto, elas ainda têm limitações, especialmente no setor jurídico. Um exemplo disso são casos documentados onde o ChatGPT gerou petições legais erradas. Essas petições incluíam citações de casos judiciais que não existem. Esse fenômeno é conhecido como ‘alucinações’ na IA. Ele se refere à criação de informações que são incorretas ou inexistentes. Além dessas limitações técnicas, há também preocupações éticas. Questões como viés, discriminação e falta de transparência ainda não foram totalmente resolvidas

Essas limitações são especialmente problemáticas para pessoas sem especialização em Direito. Elas podem não estar cientes dos riscos envolvidos ou não saber quais perguntas fazer para obter informações mais precisas. A IA tem potencial para automatizar tarefas e aumentar a eficiência no setor jurídico. No entanto, ela ainda precisa de supervisão e compreensão humana significativas. Isso é crucial para seu uso eficaz e ético na área jurídica..

A expectativa de que as limitações atuais sejam temporárias continua válida, mas com nuances importantes. Empresas como a OpenAI estão, de fato, investindo fortemente em pesquisa e desenvolvimento. No entanto, além das melhorias em eficácia e precisão, há também um foco crescente em abordar questões éticas e de responsabilidade, como viés, discriminação e confidencialidade de dados.

Estudos recentes, como um de 2023 realizado pela Goldman Sachs, estimam que até 44% das tarefas no campo jurídico poderiam ser automatizadas pela IA. Isso sugere que o futuro próximo não apenas trará IA mais eficiente, mas também uma mudança significativa nos papéis e competências exigidas dos profissionais jurídicos. A adaptação a essas novas ferramentas e a uma ética de IA responsável será crucial para a competitividade no mercado.

Portanto, enquanto é provável que vejamos versões mais eficazes e precisas dessas ferramentas, também é imperativo que a indústria jurídica se prepare para uma transformação mais abrangente que vai além da mera automação de tarefas.

A inteligência artificial trará uma mudança significativa para o setor jurídico no futuro próximo. Imagine uma “caneta mágica” que não só automatiza a redação de contratos como também realiza verificações de conformidade em tempo real. Ferramentas poderão vasculhar milhares de documentos legais em segundos para encontrar precedentes relevantes, algo que levaria horas ou dias para um advogado humano. Essas inovações economizarão tempo e minimizarão o risco de erros, como omissões ou interpretações erradas da lei.

Além disso, algoritmos serão usados para prever resultados de casos com base em variáveis como jurisprudência anterior e detalhes do caso atual. Isso permitirá que advogados foquem mais em estratégias e decisões bem fundamentadas, em vez de se atolarem em papelada e pesquisa manual. Portanto, a tecnologia não será apenas uma ferramenta de automação; ela atuará como um assistente jurídico avançado, contribuindo para melhores resultados para os clientes e transformando o setor de forma abrangente.

Universidades proeminentes como a Faculdade de Direito da Universidade Estadual do Arizona já estão incorporando a inteligência artificial em seus currículos e processos de admissão. O setor jurídico está vivenciando uma transformação tecnológica que não pode ser ignorada. Eventos acadêmicos e artigos, como os destacados pela Reuters, evidenciam que a inteligência artificial já é um tópico de discussão ativo no mundo jurídico.

A tendência é clara: cursos focados na aplicação ética e eficiente da IA serão fundamentais nos programas acadêmicos em breve. A inteligência artificial vai além de ser uma mera ferramenta; ela está redefinindo a prática e o ensino do Direito. Faculdades de Direito agora enfrentam o desafio de atualizar seus currículos para equipar os estudantes com as habilidades necessárias em um ambiente cada vez mais digitalizado. Isso pode envolver aulas práticas com tecnologias de inteligência artificial , análise de estudos de caso sobre dilemas éticos tecnológicos e colaborações com departamentos de ciência da computação para uma educação mais holística.

Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

A inteligência artificial (IA) vai transformar, e não eliminar, o papel dos advogados no setor jurídico. Os profissionais que se adaptarem rapidamente a essas novas ferramentas estarão se posicionando para um sucesso significativo. A IA vai se tornar uma ferramenta indispensável para aumentar a eficiência e a precisão, tornando a adaptação a ela crucial para quem quer se manter competitivo no mercado. Os advogados que investirem em aprender sobre essa nova tecnologia e em atualizar suas habilidades estarão mais preparados e terão melhores perspectivas na era da automação e da análise de dados avançada.

O uso crescente da inteligência artificial (IA) no setor jurídico não apenas oferece oportunidades para aumentar a eficiência e a produtividade, mas também apresenta desafios éticos e regulatórios significativos. Por exemplo, a IA pode ser programada para analisar grandes volumes de dados judiciais, mas o que acontece se esses dados contiverem viés racial ou social? Isso poderia levar a decisões legais injustas. Além disso, a confidencialidade dos dados do cliente é outra preocupação ética; como garantimos que a IA está em conformidade com as leis de privacidade? A necessidade de usar a IA de forma responsável é imperativa para evitar a obsolescência profissional. Garantir que essas ferramentas sejam usadas de forma justa e não discriminatória torna-se ainda mais crítico à medida que a tecnologia evolui. O risco de substituição de profissionais que não se adaptam às novas tecnologias ressalta a urgência de abordar essas questões éticas de forma proativa.

Em resumo, a chegada da inteligência artificial no setor jurídico é uma realidade cheia de potencial e também de obstáculos. A IA pode tornar o trabalho jurídico mais eficiente e criar novas formas de atuação. Mas não da para ignorar as questões éticas e práticas que surgem com essa tecnologia. O desafio é equilibrar os avanços tecnológicos com a ética, para que a advocacia continue focada em justiça, igualdade e respeito à dignidade dos cidadãos.

Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

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Uso de inteligência artificial pelo poder público será sujeito a regulamentação https://canalmynews.com.br/politica/uso-de-inteligencia-artificial-pelo-poder-publico-sera-sujeito-a-regulamentacao-compartilhe-este-conteudo-no-whatsapp-fonte-agencia-senado/ Sun, 14 May 2023 20:27:06 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37675 O projeto de lei (PL) 2.338/2023 proíbe o poder público de usar sistemas de inteligência artificial para avaliar e classificar os cidadãos com base no seu comportamento social

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Começa a tramitar pelas comissões permanentes do Senado o projeto que regulamenta os sistemas de inteligência artificial e estabelece uma série de regras para a utilização dessas tecnologias pelo poder público, incumbnido o Executivo de indicar o órgão responsável pela regulação e fiscalização do setor.

O PL 2.338/2023, a ser apreciado agora pelas comissões, foi elaborado pela comissão especial de juristas presidida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Ricardo Villas Bôas Cueva e apresentado pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado.

Câmeras e comportamento social
De acordo com o projeto, o poder público não poderá usar sistemas de inteligência artificial para avaliar e classificar os cidadãos com base no seu comportamento social ou sua personalidade para controlar o acesso a bens e serviços públicas.

Já o uso de câmeras para identificar pessoas em espaços públicos só será permitido se houver lei federal específica para isso, além de autorização judicial para busca de vítimas de crimes ou pessoas desaparecidas, para localizar suspeitos de crimes cuja pena máxima de reclusão seja superior a dois anos ou em situações de crime em flagrante.

Além disso, o projeto já classifica como sendo de alto risco — e, portanto, sujeitos a regras mais rígidas — os sistemas de inteligência artificial que vierem a ser utilizados em determinadas atividades tipicamente governamentais, ou que podem ser realizadas, conforme o caso, tanto pelo poder público como pela iniciativa privada, como controle de trânsito; gestão de abastecimento de água e eletricidade; acesso à educação e avaliação de estudantes; acesso a serviços públicos; administração da justiça; gestão de serviços de emergência, como bombeiros e assistência médica; investigação criminal e segurança pública; e controle de fronteiras; e avaliação individual de risco de cometimento de crimes e de traços de personalidade e de comportamento criminal.

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Consultas públicas
O PL 2.338/2023 estabelece normas específicas para a contratação de sistemas de inteligência artificial pelo poder público, além das regras gerais aplicadas a todos os sistemas, como a garantia de correção de erros e vieses e de não discriminação.

Antes de contratar, será obrigatório promover audiências e consultas públicas sobre o uso pretendido e sobre os dados a serem utilizados. Também será obrigatório registrar quem usou o sistema e como, e garantir que os dados provenham de fontes seguras. Conforme o projeto, caso o sistema venha a ser considerado de alto risco e não seja possível eliminar ou mitigar esses riscos, seu uso pelo poder público não será permitido.

Fiscalização
A fiscalização e a regulação dos sistemas de inteligência artificial será responsabilidade de uma autoridade competente a ser indicada pelo Poder Executivo, de acordo com o PL 2.338/2023. Caberá a essa autoridade criar as normas de regulamentação da lei; zelar pela proteção aos direitos fundamentais; estimular a adoção de boas práticas no setor; e aplicar sanções administrativas no caso de descumprimento da lei.

A autoridade competente prevista no texto também poderá autorizar o funcionamento da sandbox regulatória, isto é, o ambiente regulatório experimental, em que os sistemas de inteligência artificial poderão funcionar temporariamente sem ter que cumprir todos as regras legais, com intuito de teste.

 

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