Arquivos isolamento social - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/isolamento-social/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Mon, 30 Jan 2023 13:25:02 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Saiba o que é a hidradenite supurativa e quais os fatores de risco https://canalmynews.com.br/saude/saiba-o-que-e-a-hidradenite-supurativa-e-quais-os-fatores-de-risco/ Mon, 30 Jan 2023 13:25:02 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35668 Dermatologista destaca importância do diagnóstico precoce da doença

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Doença de pele pouco conhecida, a hidradenite supurativa é uma doença negligenciada que pode levar à depressão, ansiedade e, inclusive, ao isolamento social e a dificuldades profissionais. Em entrevista à Agência Brasil, o dermatologista Wagner Galvão, especialista na doença, enumerou entre os fatores de risco para a hidradenite supurativa a obesidade, o tabagismo e atrito nas áreas de dobras.

A hidradenite supurativa é uma doença inflamatória de pele, dolorosa e crônica, caracterizada por nódulos e caroços que aparecem com frequência em regiões de grandes dobras no corpo, como as axilas, sob as mamas, nádegas e entre as regiões genitais. Eventualmente, pode surgir também no couro cabeludo, nuca e face. Esses caroços, que podem ser do tamanho de uma ervilha até o de uma bola de gude, tendem a soltar pus. Apesar de a doença estar ligada à predisposição genética, a obesidade e o tabagismo podem ser gatilhos para agravar o quadro inflamatório.

Galvão, que é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) regional São Paulo, onde participa do Grupo de Doenças Autoimunes, destacou a importância do diagnóstico precoce. “Para intervir precocemente, para que a pessoa não venha, com a progressão da doença, ter as complicações e problemas que são o grande fardo da hidradenite supurativa”.

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Como se trata de uma doença que evolui em crise, as lesões que aparecem nas axilas, virilha, nádegas ficam vermelhas, dolorosas, muitas vezes soltando pus. A história normal do paciente é procurar ajuda em pronto-socorro. Wagner Galvão afirmou porém que, muitas vezes, os médicos de pronto-socorro têm dificuldade de fazer diagnóstico. “Tipicamente, o atraso do diagnóstico entre o surgimento das lesões e o paciente chegar ao diagnóstico da hidradenite supurativa leva 12 anos e ele passa, em média, por 14 médicos, até conseguir o diagnóstico”, revelou o especialista.

O conceito de prevenção se equipara à prevenção secundária. Ou seja, identificar antes para não evoluir. “Para fazer o diagnóstico, eu preciso da lesão típica no lugar típico de uma decorrência de crise. Sem a lesão, eu não consigo falar nada. Para eu conseguir intervir, a pessoa já tem o problema”. Galvão destacou que, quando o dermatologista intervém precocemente, consegue evitar grandes complicações. Significa que, desse modo, as lesões, ou caroços, não evoluem a tal ponto de prejudicar a pessoa e fazê-la entrar em depressão. “A gente minimiza muito os impactos da doença, que podem ser tenebrosos. Quando a gente diagnostica precocemente é a janela de oportunidade para impedir a evolução da doença”, reforçou.

Prevalência
Estudos de prevalência mostram que a hidradenite supurativa atinge 0,4% da população no Brasil. “Muitas vezes, essa prevalência é subestimada, por atraso de diagnóstico. No mundo, a proporção de casos graves é, em geral, em torno de 5%”. No Brasil, os casos graves representam quase 40%, informou Wagner Galvão. Segundo ele, os casos são mais comuns em afrodescendentes e em mulheres. “Cerca de 60% a 70% dos casos são em mulheres”, informou.

Existe uma razão para isso. É que, normalmente, a doença está associada a uma fase hormonal mais bem definida na mulher do que no homem. “Eu tenho mais casos em mulheres. Mas, quando olho somente os casos mais graves, não tenho uma diferença tão grande entre homens e mulheres”. Nos homens, há menos casos mas, proporcionalmente, há mais casos graves.

Por faixa etária, a doença começa, tipicamente, na puberdade ou na fase pré-púbere, por volta dos 10 anos, 12 anos, 14 anos, podendo surgir mais tarde. Ela é menos comum na fase infantil, quando está associada a síndromes de algumas doenças autoinflamatórias.

Galvão participa, nesta semana, do Congresso Europeu de Hidradenite Supurativa. Naquela região, o diagnóstico é melhor, afirmou o médico brasileiro, que vai participar das discussões sobre a doença.

Tratamento
Wagner Galvão explicou que o tratamento para a doença depende do estágio de gravidade. “Houve um grande avanço, nos últimos anos, no tratamento da hidradenite supurativa”, comentou. Em casos leves, são usados cremes e pomadas, além de outras medidas para reduzir crises. Nos casos que vão de intermediários a graves, existe uma medicação imunobiológica denominada Adalimumabe, disponível atualmente no Brasil no Sistema Único de Saúde (SUS) e também coberta pelos planos de saúde. No site do Ministério da Saúde, o SUS publicou o primeiro Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para tratar a doença. O protocolo inclui terapias inovadoras, como, medicamentos biológicos, disponíveis atualmente também em planos de saúde privados.

No verão, por conta das alterações de temperatura, é preciso ter cuidados especiais, como roupas mais folgadas e de tecido leves nos dias mais quentes, que não friccionem a pele, alertam os especialistas. Wagner Galvão é também médico do Hospital Sírio-Libanês e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ambos em São Paulo.

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Sob pressão, Jair Bolsonaro discursa em rede nacional https://canalmynews.com.br/politica/sob-pressao-jair-bolsonaro-discursa-em-rede-nacional/ Thu, 03 Jun 2021 16:42:37 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/sob-pressao-jair-bolsonaro-discursa-em-rede-nacional/ Durante pronunciamento na noite desta quarta-feira (3), presidente exaltou o PIB brasileiro e voltou a criticar o isolamento social

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Foram cinco minutos defendendo as vacinas, destacando o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e justificando que esse avanço aconteceu porque o governo federal estimulou as pessoas a não ficarem em casa. Este é o resumo do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro na noite desta quarta-feira (3), em rede nacional de rádio e TV. O discurso sobre a vacina mudou, mas as críticas ao isolamento social permanecem desde o início da pandemia, em março do ano passado.

Durante os mesmos cinco minutos, ouviu-se protestos em todo o Brasil. Os panelaços soaram forte.

Presidente Jair Bolsonaro discursa em rede nacional de rádio e TV na noite de ontem
Presidente durante o discurso em rede nacional de rádio e TV na noite de ontem

Pressionado pela CPI da Covid-19, pelas manifestações de rua do último fim de semana e pelo calendário divulgado pelo governador de São Paulo, João Dória – seu rival político -, informando de que o Estado irá vacinar toda a população adulta até o dia 31 de outubro, o presidente anunciou o pronunciamento no fim da tarde de ontem.

O tom do discurso, que foi ao ar às 20h30min, não repercutiu bem, sobretudo pela promessa de que toda a população estará vacinada até o fim de 2021. Até agora, passado cerca de um ano e meio do início da pandemia, o ritmo de vacinação é lento no Brasil. Segundo dados do consórcio de veículos de imprensa com informações das secretarias de Saúde, até esta terça-feira (02), 10,6% dos brasileiros (22,6 milhões de pessoas) tinham recebido duas doses de vacina, necessárias para assegurar a imunização.

Após o pronunciamento, os senadores que integram o G7 da CPI da Covid-19, divulgaram uma nota pública. Nela, eles ressaltam que “a inflexão do presidente da República celebrando vacinas contra a Covid-19 vem com um atraso fatal e doloroso.” E complementa: “um atraso de 432 dias e a morte de quase 470 mil brasileiros, desumano e indefensável.” O G7 é formado pelos senadores Omar Aziz (PSD/AM), presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede/AP), vice-presidente, Renan Calheiros (MDB/AL), relator da Comissão, Otto Alencar (PSD/BA), Humberto Costa (PT/PE), Alessandro Vieira (Cidadania/SE) e Rogério Carvalho (PT-SE). Também assinam o documento os senadores Tasso Jereissati (PSDB/CE) e Eduardo Braga (MDB/AM)

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