Arquivos Jô Soares - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/jo-soares/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 12 Aug 2022 01:17:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 “Jô Soares era um homem de muita fé”, diz camareira que trabalhou com o apresentador https://canalmynews.com.br/mais/jo-soares-era-um-homem-de-muita-fe/ Wed, 10 Aug 2022 02:59:55 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32699 Camareira do humorista por 28 anos, Maria do Céu conta que o humorista tinha uma alma leve e forte conexão com Deus

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“Jô Soares era um homem de muita fé”. Quem conta é Maria do Céu, que trabalhou como sua camareira por dezoito anos. Ela esteve no programa Almoço do MyNews que homenageou o artista.

“Uma vez falei para ele: quando uma pessoa tem uma alma muito leve, com conexão com Deus você consegue rezar um terço rápido para esta pessoa e quando ela é difícil você se atrapalha muito”. Maria rezava o terço para Jô Soares quando ele estava gravando o programa e diz que rezar para ele era muito fácil e rápido. “Ele tinha a alma leve”, diz.

Maria contou sua rotina de trabalho com o humorista e disse que era muito gratificante trabalhar com ele. “Não tem palavras para descrever, era muito respeitador, no extremo”.

Dentre as histórias que contou, ela relembrou o episódio em  que o humorista pediu a ela uma “Veja”. “Corri para buscar o desinfetante”, conta. Mas o que ele queria mesmo era a revista. Esta e outras histórias, inclusive sua devoção por Santa Rita, você pode conferir no vídeo com a íntegra da conversa.

 

 

 

 

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“Jô era muito presente na minha infância inteira”, diz Gregório Duvivier https://canalmynews.com.br/mais/jo-era-muito-presente/ Wed, 10 Aug 2022 02:02:00 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32689 Para ele, a marca principal do Jô era a liberdade que tinha em seu programa até mesmo na TV Globo. "Ele falava o que pensava e os convidados também"

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O humorista Gregório Duvivier diz que lembra muito dos pais morrendo de rir ao ver o programa Veja o Gordo no SBT. “Eu não entendia maioria das piadas, mas lembro que eles usavam muito as expressões do Jô”, conta.  “Sabe quantos vale? Zero”, esta era uma das expressões mais usadas por seus pais. Mas não só eles. “Minha avó era louca pelo Jô”, diz.

Duvivier participou do Almoço do MyNews em homenagem a jô Soares (veja vídeo) e lembrou de quando, ainda criança, começou a ver o Jô Onze e Meia no SBT  na casa da avó. “Era tarde eu só podia ver na casa da minha avó, longe dos meus pais”.

A marca principal de Jô Soares, para Duvivier, era a liberdade que ele tinha inclusive quando foi para a TV Globo com o Programa do Jô. “Ele levou para a Globo uma liberdade plena, ele fazia o que queria, isso era muito bom e por isso era tão importante”, diz.  “Ele falava o que pensava e os convidados também podiam falar o que pensavam”, acrescenta.

ele conta que ficava tão nervoso quando era convidado para ir no Jô que não conseguia sequer dormir na noite anterior por causa da expectativa e depois porque achava que tinha se saído mal na conversa. “Era difícil ser entrevistado por ele, em parte porque ele não facilitava não”, diz. “Ele não deixava você falar decoradinho e falar aquilo que você tinha pensado em casa”.  Jô gostava do improviso porque deixa o programa mais vivo.

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Minha participação no Programa do Jô https://canalmynews.com.br/maria-aparecida-de-aquino/minha-participacao-no-programa-do-jo/ Mon, 08 Aug 2022 14:41:15 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32623 Dias mais tarde, novo telefonema da produção do Jô me convidando para fazer parte de um grupo que ele chamava carinhosamente de “As meninas do Jô”.

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No ano de 2006 recebi um telefonema de Anne Porlan (produtora do Programa do Jô) para participar de uma entrevista com Jô Soares. O Programa do Jô foi ao ar na TV Globo de 2000 a 2016. A simpática e extremamente competente Anne Porlan me fez muitas perguntas que serviriam para nortear a entrevista. Durante a nossa conversa falei sobre minha mãe que havia, quando solteira, trabalhado na Fábrica de Brinquedos Estrela e, nos levara, a mim e a minha irmã, ainda crianças, para conhecer seus antigos amigos. Na ocasião nos comprou uma “Boneca Amiguinha” que era assim chamada por possuir o tamanho de uma criança e, portanto, talhada para ser sua companheira. Observei que, em uma de minhas mudanças, acabara perdendo a boneca o que muito me entristecera.

Disse, também, de minha grande paixão por meu avô que nos acompanhava à missa todos os domingos e, na volta, quando passávamos por uma “bombonière”, fazia questão de parar e comprar barras de chocolate para nós. Quando chegava em casa, para brincar, dizia à minha avó: “Veja Ermelinda, eu não queria parar, mas as meninas insistiram”! Essa foi uma das razões de me ter transformado em incontrolável “chocólatra”.

Quando fui entrevistada, Jô conduziu uma conversa agradabilíssima, fazendo ainda referências a meu esposo que me acompanhara e a uma aluna querida que nos fizera companhia. No meio da entrevista fui brindada com uma “Boneca Amiguinha” que a produção havia procurado e conseguido num Hospital de Bonecas antigas e com chocolates que estavam ali à nossa disposição. Os chocolates foram consumidos rapidamente, mas, a “Amiguinha” se encontra até hoje, em minha sala, na cadeira especial em que só eu tenho assento.

Na saída cruzei com a atriz Luana Piovani que, gentilmente, disse haver gostado muito da entrevista e curtido minhas histórias e a quem cumprimentei pela extraordinária beleza.

Dias mais tarde, novo telefonema da produção do Jô me convidando para fazer parte de um grupo que ele chamava carinhosamente de “As meninas do Jô”. Fomos, inicialmente, para um bate-papo informal em que conheci as “meninas”. Na ocasião, se encontrava, deixando o programa, a jornalista Sonia Racy, com quem tive breve conversa. Tive oportunidade de conhecer aquelas que seriam minhas colegas no quadro: Ana Maria Tahan, Cristiana Lôbo e Lucia Hyppolito.

O quadro era gravado ao vivo, todas as quartas-feiras. Um luxo só! Um carro maravilhoso passava para me pegar em casa com um motorista extremamente gentil. Uma vez chegando, cada uma de nós tinha o próprio camarim com seu nome na porta e com todas as guloseimas que se possa imaginar.

Minutos antes de começar o programa, éramos chamadas ao palco e apresentadas ao público. Começava o debate, conduzido brilhantemente pelo Jô, versando sobre política nacional. Era um ano particularmente “quente”, pois iriam, brevemente, ocorrer eleições gerais. Eu acabava fazendo o contraponto no programa, pois, todas as colegas situavam-se mais ao centro enquanto eu era a nota dissonante, mais “à esquerda”. Tenho maravilhosas recordações desses debates, sempre muito bem-humorados e, apesar das divergências, extremamente cordatos. Em determinado momento precisei me ausentar do programa pois fui participar de um Seminário sobre Exílio na Sorbonne onde apresentei minha pesquisa sobre a Ditadura Militar. Como Jô sempre utilizava suspensórios, trouxe da França um suspensório para ele que, gentil como era, utilizou no programa seguinte.

Esta fase maravilhosa foi interrompida quando, devido à proximidade das eleições, ficavam impedidos programas de caráter político nos meios de comunicação.

Duas outras lembranças fantásticas. O grupo das “meninas” resolveu oferecer ao Jô um almoço, no local que ele frequentava, o badalado e incrível Restaurante Gero, pertencente ao grupo Fasano. Foi maravilhoso, desde a comida até à companhia!

Anne Porlan nos ofereceu sua casa para um jantar em que fomos todas e foi adorável. Todos estavam presentes, desde a equipe de direção até os participantes do Programa. Conversei bastante com o diretor Willem van Weerelt que se mostrou extremamente inteligente e agradável.

Desse período fica o contato com Myrian Clark que fazia parte da produção do Programa do Jô e que me convidou para colaborar como colunista do MyNews o que muito me orgulha.

Esta é a minha história: descanse em paz querido amigo!

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“Era um momento tenso, vésperas do impeachement da ex-presidente Dilma Rousseff https://canalmynews.com.br/mais/vesperas-do-impeachment-da-ex-presidente-dilma/ Sun, 07 Aug 2022 04:21:36 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32599 O cientista político Carlos Pereira diz que uma das principais características do Jô era aceitar a diversidade de cultura, política e de costumes

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Foi um momento difícil, era o pré impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a sociedade estava muito polarizada,  e o cientista político Carlos Pereira foi chamado pela primeira vez para o Programa do Jô. “Era um momento tenso e ele soube guiar uma conversa, mesmo difícil de uma forma muito leve e divertida”, relembra Pereira. Ele participou da edição especial do Almoço do MyNews que homenageou o humorista Jô Soares, morto na sexta-feira, 5.  “Quando pessoas como o Jô partem é um buraco imenso que a gente sente, é como se a gente também morresse um pouco”, disse Pereira.

Jô Soares sempre tratou a ex-presidente Dilma com carinho, respeito, cortesia e sempre a defendeu na mídia. Esteve com ela numa entrevista no Palácio do Planalto. Isso traduz uma das principais características do Jô que era a tolerância, diz Pereira. “Ele era um cara muito tolerante, aberto para opiniões diferentes”. acrescentou.

Em seu programa todos que tinham algo a dizer eram ouvidos, fossem da direita ou da esquerda. “E a característica fundamental era o quanto ele era cortês e tolerante com opiniões diferentes”, disse Pereira.  Mesmo que ele não viesse a concordar.

“Existia espaço para o contraditório”, diz Pereira. Esse legado de tolerância, não só na esfera política, mas também nos costumes e na cultura, é um legado importante justamente em um momento tão difícil, tão polar que temos vivido. “Pensar em Jô Soares e a tolerância que ele trazia da leveza, é um frescor importante num momento difícil como esse”.

Jô tinha um pensamento sofisticado e daí a tolerância. “A sofisticação ajuda a não criar escudos de proteção”, disse Pereira. “Quando não tem essa sofisticação você cria escudos para se proteger do digferente”, acrescentou.  “Quando você alcança um grau de sofisticação ganha curiosidade pela diferença”. Isso porque você percebe que pode vir a aprender com essa diferença. “Essa é uma característica de pessoas sofisticadas e ao mesmo tempo simples como ele”.

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