Arquivos joão bosco rabello - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/joao-bosco-rabello/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 24 May 2024 14:43:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Um crime coletivo, liderado pelo Presidente https://canalmynews.com.br/politica/politica-com-bosco/um-crime-coletivo-liderado-pelo-presidente/ Wed, 14 Feb 2024 03:32:42 +0000 https://localhost:8000/?p=42341 A diferença entre a realidade do golpe e a ficção da célebre escritora inglesa é que em nosso enredo, a vítima é atingida, mas não morre. A democracia sobreviveu, mas como nos gêneros policiais, tentativas de homicídios por ódio ou vingança, tendem a se repetir.

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O Golpe de estado frustrado do governo bolsonarista é muito mais que a minuta que estes usam para terceirizar a trama a um redator anônimo. Em vão: a minuta isolada não tem assinatura, mas a mesma operação que a apreendeu, trouxe o vídeo dos que a produziram.

À época do escândalo das joias, o jornalista Luiz Carlos Azedo, do Correio Braziliense, lembrou um dos contos da escritora inglesa Agatha Christie, uma lenda do romance policial, em que um assassinato é elucidado a partir de quatro relógios encontrados na residência da vítima.

Pois o vídeo da reunião ministerial em que o então presidente Bolsonaro lidera a discussão do golpe de Estado, remete a outro conto de Agatha Christie: a Morte no Expresso Oriente, em que todos os 12 passageiros de um trem tiveram participação no assassinato de um dos passageiros.

Assim é o enredo do golpe, uma trama coletiva do governo Bolsonaro, onde os que menos participaram foram omissos. Caso, por exemplo, do ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, testemunha muda do vídeo da reunião ministerial em que, um a um, seus integrantes confessam o crime.

Mais que isso, cada um relata o que já fez e o que fará dentro de suas funções no governo. A de Paulo Guedes, manter silêncio. Como numa chamada escolar, onde cada citado diz “presente”, os ministros contaram o andamento da operação e o estágio da parte que lhes cabia.

Como em todo o trabalho de grupo, aquele que, por preguiça ou cautela, foi negligente, mas recebe a mesma nota dos que participaram, têm sua assinatura no conjunto da obra.

Naquela sala da reunião, há uma banca examinadora: Bolsonaro e seu candidato a vice, o então ministro do Gabinete Civil, general Braga Neto. Líder da trama, o presidente era o mais exaltado a cobrar resultados ante a perspectiva da derrota. Tinha seu diagnóstico e a pressentira.

A diferença entre a realidade do golpe e a ficção da célebre escritora inglesa é que em nosso enredo, a vítima é atingida, mas não morre. A democracia sobreviveu, mas como nos gêneros policiais, tentativas de homicídios por ódio ou vingança, tendem a se repetir.

Por isso, é indispensável que se feche não só o cerco aos envolvidos, mas também as brechas que permitiram a ousadia do golpe: o corte absoluto à participação militar na política, incluindo a inelegibilidade de membros das Forças Armadas, como também a limitação de participação em governos aos cargos restritos à função militar.

Por ora, até que o Legislativo decida enfrentar uma reforma que revise o papel constitucional das Forças Armadas.

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Cid Gomes volta ao PSB após racha com o irmão Ciro Gomes e PDT https://canalmynews.com.br/politica/cid-gomes-volta-ao-psb-apos-racha-com-o-irmao-ciro-gomes-e-pdt/ Tue, 06 Feb 2024 03:51:29 +0000 https://localhost:8000/?p=42273 O senador Cid Gomes se filiou ao PSB neste domingo (4), após rompimento com o irmão Ciro Gomes e o PDT, partido que abrigava os dois

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Neste domingo o senador Cid Gomes deixou o PDT e retornou ao PSB, depois de mais de 10 anos fora da legenda. Não só levou consigo mais de 30 prefeitos e a ex-governadora Izolda Cela, mas também o irmão mais novo, prefeito de Sobral, Ivo Gomes.

O movimento foi avaliado pela imprensa e pelo meio político como um arremate da briga familiar com o irmão e ex-ministro Ciro Gomes e do atrito com o PDT, legenda que abrigava ambos. Um racha que teve seu início em 2022, publicamente, após o fim da aliança de anos entre PT e PDT no Ceará.

Naquele ano, Cid Gomes e Ciro Gomes, então candidato a presidente, entraram em dissenso quanto à candidatura de Izolda Cela para reeleição. Por decisão de Ciro, a então governadora não concorreu e decidiu deixar o partido para apoiar Elmano de Freitas, nome do PT na disputa. Elmano acabou eleito em 1° turno, com 54% dos votos e Ciro agoniou uma derrota nacional, com 3% dos votos.

Na ocasião, em entrevista como presidenciável na Record TV, Ciro disse que não fez campanha no Ceará por se sentir traído e afirmou que a “facada nas costas” ainda “dói”, mas sem dar nomes.

Em 2023 a briga chegou a um novo patamar por conta das possíveis alianças com o PT nas eleições municipais deste ano e, dois dias antes de Cid Gomes oficializar sua filiação ao PSB, o irmão Ciro Gomes afirmou que no Ceará há um grupo político de “Judas Iscariotes” e criticou o governo de Elmano de Freitas (PT).

O evento de filiação na capital cearense contou com a presença de inúmeras figuras do cenário político estadual e nacional. A solenidade foi aberta por Eudoro Santana, pai de Camilo Santana e presidente do PSB Ceará e entre os presentes estavam a vice-governadora do Ceará, Jade Romero (PT); o ministro do Empreendedorismo, o paulista Márcio França (PSB); o senador por Goiás, Jorge Kajuru (PSB); a senadora cearense Augusta Brito (PT); e o líder do governo federal na Câmara dos Deputados, o deputado José Guimarães (PT).

Quem também compareceu ao evento foi o vice-presidente Geraldo Alckmin que declarou estar feliz com os números de quase 30% em municípios do Estado do Ceará no PSB e reafirmou que o presidente Lula salvou a democracia brasileira.

No programa Segunda Chamada de 6 de fevereiro, segunda-feira, Afonso Marangoni e o comentarista político João Bosco Rabello recebem os jornalistas Genésio Araújo, do Portal Política Real, e João Paulo Biage, do jornal O Povo, para avaliar os significados simbólicos desse novo contexto na política nacional. Confira:

 

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Partido Miliciano, o sujeito oculto da política nacional https://canalmynews.com.br/politica/politica-com-bosco/partido-miliciano-o-sujeito-oculto-da-politica-nacional/ Mon, 29 Jan 2024 23:49:52 +0000 https://localhost:8000/?p=42221 Ao permitir a fusão de interesses distintos com uma pauta de valores comum apenas na aparência, a direita corre o risco de associar sua imagem – e suas biografias individuais – a temas que são caros apenas aos milicianos. E comprometer-se com uma associação criminosa infiltrada no parlamento

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Apenas 12 dos 28 partidos e federações que disputaram as eleições de 2022 conseguiram alcançar a cláusula de desempenho fixada pela Emenda Constitucional 97, de 2017. De lá para cá, somente essas 12 legendas têm acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita de rádio e televisão.

As novas regras em vigência desde 2018 impuseram às 16 legendas que não alcançaram o critério de desempenho três alternativas de sobrevivência – a fusão, incorporação ou federação com aquelas que obtiveram melhor desempenho nas urnas.

Bom para a política, esse enxugamento deu mais nitidez ideológica ao sistema partidário, com prevalência da corrente conservadora. Porém, nessa contabilidade partidária o sujeito oculto é o Partido Miliciano, infiltrado na direita como um cavalo de Tróia.

Camuflado em legendas majoritárias, serve-se do dinheiro público destinado ao desenvolvimento das atividades partidárias para alavancar sua estratégia de ampliação territorial. Como fez no Rio, a partir da Assembleia Legislativa.

Essa turma abraça as pautas conservadoras, embora pouco ou nada lhe importem os valores religiosos e morais da direita tradicional. O faz pela conveniência de atrair essa direita para temas próprios que aparentam similaridade ideológica.

Importa-lhes não aprimorar a política antidrogas e materializar um braço parlamentar do crime, blindando-se no bolsonarismo para impedir a ação dos poderes constituídos e consolidar-se como um poderoso grupo paramilitar a serviço de um estado paralelo, cujo comando divide com o tráfico.

Ao permitir a fusão de interesses distintos com uma pauta de valores comum apenas na aparência, a direita corre o risco de associar sua imagem – e suas biografias individuais – a temas que são caros apenas aos milicianos. E comprometer-se com uma associação criminosa infiltrada no parlamento.

É quando, por exemplo, a bancada do agronegócio defende a política bolsonarista de armar cada morador de Copacabana, quando o que lhe importa é garantir o direito de defender suas propriedades no campo.

Nesse contexto se inserem as recentes operações de busca e apreensão nos gabinetes parlamentares dos deputados Alexandre Ramagem e Carlos Jordy, cada um, a seu modo, flagrado em crimes contra o Estado.

Ambos são os únicos beneficiados , nesse momento, pela mobilização da direita contra o STF em decorrência do episódio. A soberania do Legislativo, nesse caso, é mero pretexto para acobertamento de ambos.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, e o do Senado, Rodrigo Pacheco, parecem já entender esses riscos. Evitaram dar repercussão às operações da PF contra Ramagem e Jordy. Mas se tornaram alvo indiscriminado da direita, novamente contaminada pelos interesses milicianos.

A carga sobre ambos para que comprem a briga contra o STF aumentou e levou Pacheco a abdicar de seu estilo mineiro e polido para desancar o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, que o chamara publicamente de “frouxo” por não agir contra Alexandre de Moraes.

O que mobiliza a direita contra o STF não é a mesma causa que mobiliza a milícia. Esta pretende neutralizar o STF para escapar da prisão; aquela pretende limitá-lo à interpretação da Constituição e impedi-lo de ultrapassar a fronteira entre o intérprete da Constituição e o legislador.

Tem-se que o agronegócio não precisa dos milicianos para enfrentar sua batalha com o STF, como estes precisam da direita para materializar a guerra contra o Judiciário, em nome da liberdade para delinquir. A direita pode resolver suas contendas pela via política; as milícias, não.

O experiente advogado de muitos políticos, de diferentes matizes ideológicas, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, calcula em duas dezenas os parlamentares já alcançados pelas investigações que culminaram com o 8 de janeiro e que estão no mesmo roteiro de Jordy e Ramagem.

A ex-deputada Joice Hasselmann que, bem ou mal, transitou pela intimidade do bolsonarismo, concorda com esse cálculo, desde que ele se refira apenas aos ex-integrantes do PSL. “No macro, é bem mais”, diz ela. A tirar por ambos, vem mais encrenca aí no roteiro de operações judiciais contra parlamentares.

O STF dobrou a aposta e realizou uma operação de busca e apreensão contra o vereador Carlos Bolsonaro na extensão das investigações sobre a Abin paralela – a rede de espionagem política ilegal comandada por agentes de inteligência a serviço do governo Bolsonaro. Não daria esse bote se não estivesse já respaldado por informações seguras e ainda sigilosas.

Até 2019, a milícia era um fenômeno de alcance e ação estaduais. O ciclo Bolsonaro lhe deu escala nacional e se a direita conservadora, mas democrática, continuar a trata-la como igual, estará se associando à ideologia do crime e contribuindo decisivamente para que o Congresso Nacional se torne, em pouco tempo, uma Alerj federal.

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Aposta em Dino indica que o PT não sabe se terá Lula em 2026 https://canalmynews.com.br/politica/politica-com-bosco/aposta-em-dino-indica-que-o-pt-nao-sabe-se-tera-lula-em-2026/ Thu, 21 Sep 2023 18:11:54 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39907 Partido faz movimento preventivo para garantir prioridade na hipótese de Lula não concorrer em 2026

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A entrelinha que chama a atenção no empenho do PT em isolar potenciais candidatos á sucessão de Lula é a de que o partido não aposta todas as fichas na sua candidatura à reeleição em 2026.

Lula é candidato vitalício do PT à presidência da República. Portanto, a única forma de isso mudar é por espontânea renúncia a essa condição (não há redundância na frase, porque na política não é rara a figura do renunciado).

Em algum momento na estrada do terceiro mandato, Lula disse que não seria candidato à reeleição, o que gerou um apelo para que voltasse atrás, porque a declaração deflagrou a disputa interna pelo seu substituto.

Lula aquiesceu e deu nova declaração em sentido contrário: seria candidato, sim, em 2026. Mas a que prevalece real no plano interno é a primeira. No xadrez político não sobrevive o dito pelo não dito. A disputa pelo seu lugar prossegue, ainda que em caráter preventivo.

A primeira preocupação manifesta foi a do veterano Rui Falcão, presidente da Comissão de Constituição e Justiça e quadro histórico do partido. Sem rodeios, ele acusou o problema e não escondeu que a preocupação imediata era com o vice-presidente Geraldo Alckmin.

De centro-direita, capturado pelo presidente para um novo ciclo político aliado aos adversários de ontem, Alckmin era o perfil ideal para garantir a veracidade da frente ampla, decisiva para a vitória eleitoral, e para um governo compartilhado, abrindo as portas a uma aliança que isolasse a extrema-direita no parlamento.

Falcão não economizou elogios a Alckmin, inclusive quanto à sua honestidade de propósitos, mas ainda assim não seria justo que herdasse o lugar, mesmo de forma involuntária, dada a frustração no partido com tal cenário. Falta-lhe o DNA petista.

Com a eleição e a composição miscigenada do governo, outros nomes passaram a ser potenciais candidatos, como Simone Tebet, Fernando Haddad e, pelo seu desempenho essencial no combate ao golpe, o ministro da Justiça Flávio Dino. E Dino logo passou à condição de favorito de Lula à vaga de Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal.

Um movimento de aparente louvor ao miistro é, no entanto, uma forma de afastá-lo do páreo sucessório emprestando ao mérito inegável de sua atuação no governo, um lugar de honra no Olimpo do Judiciário – ele que conjuga em seu currículo a vivência múltipla de juiz federal, governador e, agora, senador.

Salvo engano, porém, Dino é o favorito do PT, sem qualquer indicação que o seja de Lula. Entre muitos outros, dois nomes permanecem na bolsa de apostas para além das fronteiras do partido: o presidente do Tribunal de
Contas da União, Bruno Dantas, e o Advogado-geral da União, Jorge Messias.

Como Dino, ainda no enredo especulativo, tem também as preferências dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, pode ser que o esforço do PT acabe gerando o fato que hoje é ainda versão.

É de Nelson Rodrigues a máxima de que se uns pudessem ler o pensamento dos outros, ninguém se cumprimentava. Conhecedor do que de mundano vai na alma humana, o dramaturgo sabia que o pensamento é indevassável e o único e verdadeiro nicho de liberdade individual.

E Lula ainda não revelou o que pensa.

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João Bosco Rabello estreia hoje sua coluna no Mynews https://canalmynews.com.br/politica/joao-bosco-rabello-estreia-hoje-sua-coluna-no-mynews/ Tue, 09 May 2023 01:01:16 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37519 Coluna traz insights valiosos e análises aprofundadas para os leitores do nosso site

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Estamos muito animados em anunciar que João Bosco Rabello, um dos mais influentes colunistas de política do país, acaba de se juntar ao time do MyNews. Bosco traz uma bagagem acumulada em mais de 45 anos de profissão, em grandes veículos nacionais como O Globo e O Estado de S.Paulo.

Sua chegada é uma grande conquista para nós e estamos empolgados em poder contar com a sua memória e expertise na tradução da política pelo fio da história.

Como testemunha do fim do regime militar e da transição para a democracia até os dias de hoje, sempre presente nos acontecimentos políticos mais importantes e decisivos, Bosco é capaz de trazer insights valiosos e análises aprofundadas para os nossos leitores.

Estamos muito felizes em tê-lo como parte do time MyNews, e com a perspectiva de compartilhar com vocês sua coluna semanal, que estreou hoje, dia 08 de maio. Fiquem ligados no nosso site para não perder nada!

Confira aqui o primeiro texto da Coluna do Bosco no nosso canal.

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