Arquivos José Eduardo Cardozo - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/jose-eduardo-cardozo/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 08 Mar 2022 15:10:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Moro pode antecipar anúncio de candidatura de olho nas prévias do PSDB https://canalmynews.com.br/politica/moro-pode-antecipar-anuncio-candidatura-de-olho-previas-psdb/ Thu, 07 Oct 2021 08:20:27 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/moro-pode-antecipar-anuncio-candidatura-de-olho-previas-psdb/ Segundo a jornalista Juliana Braga, do Canal MyNews, Moro teria pedido até novembro para avaliar possibilidades, mas poderia antecipar prazo interessado numa aliança com PSDB

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Participando de vários encontros políticos desde a semana passada e tentando viabilizar uma candidatura à Presidência da República, o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro reuniu-se na última semana com políticos de diversos partidos. João Dória (PSDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e também com dirigentes do Podemos. Segundo a jornalista Juliana Braga, do Canal MyNews, Moro teria pedido até novembro para avaliar as possibilidades de se eleger presidente, mas poderia antecipar esse prazo interessado numa aliança com o PSDB e na possibilidade de ter o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, como candidato a vice na chapa.

“A presidente do Podemos tem conversado inclusive com partidos do Centrão, tentando trazer uma chancela de político tradicional para Sérgio Moro – que teve uma postura na Lava Jato que foi amplamente criticada dentro do Congresso como uma antipolítica. […] (a intenção seria) não deixar para novembro, mas trazer para outubro, de olho nas prévias do PSDB. Moro estaria de olho em Eduardo Leite como possibilidade de vice porque o partido tem conversado com outras legendas do Centrão e o Centrão não quer saber de Sérgio Moro. Então, com Eduardo Leite ele viu a possibilidade de ter um partido tradicional ao lado dele”, revelou Juliana Braga, durante o Quarta Chamada desta semana.

Braga revelou que outras fontes do PSDB confirmaram que, apesar de Eduardo Leite já ter dito que não deixará o governo do Rio Grande do Sul para se candidatar, o partido poderia ocupar a vaga de vice de alguns possíveis candidatos, como o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta e a senadora Simone Tebet (MDB-MS), mas que a resposta sobre a possibilidade de ser vice numa chapa com Moro foi dada com um pouco de ironia, com ‘emoji’ de careta e tampando os ouvidos. “Moro está tentando a chancela de político tradicional, mas está com dificuldade de alguém que tope essa empreitada”, analisou a jornalista Juliana Braga.

Atuação de Moro na Lava Jato dificulta alianças partidárias e consolidação da candidatura

Para o ex-ministro da Justiça no governo Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, a possibilidade de Sérgio Moro conseguir apoio político para a sua candidatura é difícil por conta da sua atuação na Operação Lava Jato.

“A Lava Jato tinha no seu horizonte proclamado uma posição virtuosa, que era o combate a corrupção. A corrupção gera desvio de dinheiro público, aumenta a exclusão social. Lembro de uma expressão de Montesquieu que diz ‘todo homem que tem o poder tende a dele abusar’. Essa expressão tem um complemento que é: ‘até a virtude precisa de limites’. Aqueles que se julgam muito virtuosos são aqueles que solapam outras virtudes e se tornam verdadeiros arbitrários. A Lava Jato conseguiu uma façanha de, a pretexto de combater a corrupção, incentivá-la historicamente”, analisou Cardozo, explicando que, ao condenar sem provas e promover o que chamou de “uma inquisição”, atuou contra o estado de direito no Brasil.

José Eduardo Cardozo acredita que a classe política vê o ex-ministro Sérgio Moro como “execrável”. “Os honestos veem ele como execrável, porque correram risco de serem condenados pelo simples fato de serem políticos; e os desonestos veem nisso uma armadura para poderem continuar se protegendo nas práticas que fazem. Então a Lava Jato fez um desserviço histórico ao combate à corrupção, ao contrário do que a gente pensa imediatamente. Ela conseguiu atingir empresas, e é perfeitamente possível combater o corrupto pessoa física sem pegar a pessoa jurídica. É perfeitamente possível fazer um monte de coisas que eles não fizeram na cruzada contra o Estado de Direito que eles fizeram”, completou.

Para Cardozo, Moro terá dificuldade de ter um partido político e de alçar voos na candidatura. “Terceiras vias se criam entre os polos A e B, porque crescem sem serem percebidas. Numa possível campanha, Moro seria alvo pelo que fez a Lula e pelo que Bolsonaro acha que ele fez. Então ele não teria o espaço para crescer desapercebidamente. Posso queimar minha língua, mas não vejo terreno para uma candidatura de Sérgio Moro. Quem embarcar na canoa de Sérgio Moro se afunda”, concluiu José Eduardo Cardozo.

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Câmara aprova convocar Paulo Guedes para explicar offshore em paraíso fiscal https://canalmynews.com.br/economia/camara-aprova-convocar-paulo-guedes-explicar-offshore-paraiso-fiscal/ Thu, 07 Oct 2021 02:15:44 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/camara-aprova-convocar-paulo-guedes-explicar-offshore-paraiso-fiscal/ Paulo Guedes deve prestar esclarecimentos ao plenário da Câmara sobre empresa no exterior com patrimônio de US$ 9,5 milhões, revelada pelo Pandora Papers

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O Plenário da Câmara aprovou na tarde desta quarta (6) a convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes, para esclarecer informações sobre o fato de ser sócio de uma empresa no exterior, com patrimônio de US$ 9,55 milhões (cerca de R$ 51 milhões). Foram 310 votos a favor da convocação e 142, contrários.

As informações sobre a offshore foram divulgadas em reportagem da revista Piauí, que integra o projeto Pandora Papers, do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ). Além de Paulo Guedes, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também possui uma empresa no exterior. Apesar de não ser ilegal ter empresa no exterior – se o patrimônio for declarado à Receita Federal – para servidores públicos as regras são diferentes, pois as decisões tomadas no exercício das funções podem configurar conflito de interesses.

O assunto foi um dos temas do Quarta Chamada desta semana, que contou com a participação das jornalistas Mara Luquet e Juliana Braga, do Canal MyNews, do ex-ministro da Justiça no governo Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, e do jornalista da Folha de S. Paulo, Ítalo Nogueira.

Para Mara Luquet, o ministro tem obrigação de prestar esclarecimentos sobre a sociedade na offshore – algo que deveria ter acontecido antes de entrar no governo. “Paulo Guedes e Roberto Campos Neto já eram muito ricos antes de entrar no governo. Um patrimônio adquirido com trabalho no mercado financeiro. A ambição dos dois não acredito que seja de dinheiro, mas de poder. Paulo Guedes sempre foi ressentido de não ter participado de nenhum governo. Era a oportunidade dele. Ele era visto como o ‘posto Ipiranga’, como o cara que ia fazer, ia dar um choque liberal, a economia ia crescer, ia atrair investimentos. E não fez nada disso. Não conseguiu fazer, o presidente não é um liberal, o presidente foi contra a reforma da previdência, atrapalhou o quanto pode. E a economia só desandou com ele”, avaliou Mara Luquet.

Para a jornalista, isso não significa que o ministro não precise prestar contas. “Ele precisa se explicar, como legalmente deveria ter feito isso. Tinha obrigação de prestar esse esclarecimento e deveria ter feito isso antes de entrar no governo. Precisa jogar luz e dar transparência ao fato. Ele não fez isso e está errado. O país com 14 milhões de desempregados, uma economia que não tem jeito, vem ainda a pandemia, é muita tristeza, desemprego por muito tempo, e vem essa notícia”, pontuou.

Convocação de Paulo Guedes pode desestabilizar situação do ministro no cargo

O ex-ministro da Justiça José Roberto Cardozo defendeu que é preciso apurar o que está acontecendo e que não é possível condenar, nem isentar o ministro Paulo Guedes a priori. “Não é ilícito ter uma offshore, desde que se faça de acordo com a lei, que tudo que é revertido para essa offshore seja comprovado, pagando todos os impostos e com as exigências atendidas. O ministro tem o dever de prestar contas. Não dá para condená-lo a priori, nem isentá-lo a priori. […] O que acho é que às vezes as pessoas são imprudentes. Quando você está na vida pública, não basta você ser honesto, você tem que parecer honesto”, analisou Cardozo, lembrando que o ex-ministro da Justiça do Governo Lula, Márcio Thomaz Bastos, antes de assumir o cargo “assinou um contrato com uma instituição bancária em que ele perdia o direito a toda a gestão dos investimentos e bens e que o banco não poderia seguir as suas orientações em absolutamente nada”.

“Ele autorizou isso de tal forma que ele se blindou. Ele foi prudente. Porque em qualquer situação que o homem público está envolvido, ele tem que dar explicações muito bem dadas. Alguém que tem fortuna, tem dinheiro, tem que tomar essas cautelas, sim. Para um ministro que mexe com questões econômicas, como o ministro Paulo Guedes, ele foi imprudente. E o imprudente deve explicar muito bem as coisas que fez, ou deixou de fazer”, concluiu o ex-ministro José Eduardo Cardozo.

Na avaliação da jornalista Juliana Braga, do Canal MyNews, o fato de a convocação de Paulo Guedes ter sido aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados é uma sinalização de uma possível desestabilização do ministro, por ser considerada uma convocação mais “severa” e que não pode deixar de ser atendida. Braga lembrou que Cid Gomes, ministro da Educação no governo Dilma Rousseff, foi desligado do cargo após reiterar na Câmara dos Deputados declarações de que os parlamentares eram “achacadores”. Para Juliana Braga, o ministro será questionado de forma dura e dependendo de como reagir, pode prejudicar sua imagem diante da Casa Legislativa.

Já o jornalista Ítalo Nogueira argumentou que o enfraquecimento de Paulo Guedes pode ser interessante para o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), pois Guedes assinou há quatro meses a nomeação do novo corregedor da Receita Federal – tradicionalmente indicado pelo antecessor; neste caso, o ex-corregedor Barros Neto. Entretanto, esta nomeação ainda não foi efetivada e vem sendo disputada por uma indicação de Flávio Bolsonaro – que teria interesse na indicação do cargo, pois a corregedoria poderia anular as investigações sobre o esquema da “rachadinha”.

Veja a íntegra do Quarta Chamada, com a participação do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo

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