Arquivos kamala - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/kamala/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 05 Nov 2024 22:06:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Resultado das eleições definirá política externa dos Estados Unidos https://canalmynews.com.br/noticias/resultado-das-eleicoes-definira-politica-externa-dos-estados-unidos/ Tue, 05 Nov 2024 12:45:47 +0000 https://localhost:8000/?p=48227 Influência dos EUA não se restringe às atuais áreas de conflito na Europa e no Oriente Médio; Brasil, América Latina e China também aguardam pelo desfecho da disputa

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Os reflexos da eleição que definirá, nesta terça-feira (5), quem será o futuro presidente dos Estados Unidos (EUA) vão muito além das fronteiras norte-americanas, tamanha influência que a maior potência militar do mundo tem no cenário externo.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que tal influência não se restringe às atuais áreas de conflito na Europa e no Oriente Médio. Brasil, América Latina e China também aguardam ansiosamente o desfecho da disputa entre a democrata Kamala Harris, atual vice-presidente dos EUA, e o republicano Donald Trump, que presidiu o de 2017 a 2021, para traçar, de forma mais precisa, seus planos estratégicos na relação com o próximo governante norte-americano.

O pesquisador do Instituto Nacional de Estudos sobre os EUA (Ineu) e professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Roberto Goulart Menezes, explica que, para o Brasil, efeitos mais significativos poderão ocorrer caso o vencedor das eleições seja o republicano.

Risco Trump

“Trump, se eleito, será um presidente de extrema direita que tenderá a reforçar laços e vínculos com a extrema direita de países latino-americanos. Algo preocupante, pois não ocorre há uns 15 anos, é o risco de ele promover, na região, candidaturas contrárias à democracia, tanto na América da Sul como na América Latina em geral”, disse à Agência Brasil o pesquisador, que tem doutorado em ciência política pela Universidade de São Paulo (USP).

Professor do Departamento de História da UnB, Virgílio Caixeta Arraes avalia que, independentemente de quem vencer a eleição, a relação com o Brasil será a mesma: “teremos importância secundária para os EUA”, disse Arraes. “Com exceção de poucos países da América Latina e Caribe, como México, Venezuela, Colômbia ou Cuba, por motivos diferentes, a atenção de Washington para a região é menor que a de outras localidades do planeta, como o Oriente Médio ou o sudeste asiático.”

China

Para Goulart Menezes, do Instituto Nacional de Estudos sobre os EUA, é possível que os Estados Unidos façam maior pressão nos países portuários da América do Sul, a fim de dificultar a entrada de produtos chineses e, consequentemente, a ampliação da influência política chinesa na região.

A tendência é que, independentemente de quem for o vencedor, seja mantida a política de pressão sobre a China, disse o professor.

Nesse sentido, diante dos avanços da China na América Latina e, e especial, na América do Sul, os EUA têm considerado arriscada a presença daquela potência na região. Portanto tenderá a fazer pressão em países portuários como Brasil e Peru, na tentativa de afastar os chineses comercial e politicamente”, disse o pesquisador.

Retórica da segurança

Segundo Goulart Menezes, todas essas questões – econômica, comercial, política e até mesmo ambiental – resumem-se à mesma tese argumentativa, por parte dos norte-americanos: riscos à própria segurança.

“O tema que mais mobiliza os EUA ainda é o da segurança. Até porque eles costumam pegar temas que nada têm a ver com segurança e tratam de criar uma associação. É o caso, por exemplo, da migração e das drogas. Ao abordarem os temas dessa forma, os EUA sempre responsabilizam outros governos e, de alguma forma, dizem que implicam riscos à segurança do país”, argumentou Menezes.

“No caso da relação com o Brasil, que tem como tema chave de suas políticas a questão ambiental, esta também vira uma questão de segurança. Se o Trump vencer, retomará a retórica negacionista, associando a pauta ambiental à economia. Portanto, de segurança para os EUA. Veja bem: ele [Trump] não trata o tema ambiental como uma questão de sobrevivência ou de crise climática, mas como meio para aumentar o potencial econômico dos EUA”, acrescentou.

Na avaliação do historiador Caixeta Arraes, a China é uma pedra no sapato dos EUA. A forma de lidar com a situação, tanto da candidata democrata Kamala quanto do republicano Trump, é uma questão de intensidade a ser aplicada em cada situação a ser enfrentada.

“Com a China, apesar de os dois países vivenciarem meio século de aproximação, o quadro não é animador porque o avanço de Pequim no mercado internacional e na geopolítica regional incomodam Washington, haja vista aliados como Tóquio, ou Seul, ou Taipé, por exemplo”, disse o historiador.

“Contudo, nenhum dos dois partidos tem de fato política efetiva de contenção ao crescimento da China. Ora apela-se a direitos humanos, ora à questão ambiental, ou ainda a regras comerciais internacionais, ou então à tensão militar. A diferença entre os dois partidos é na calibragem dos componentes do poderio à disposição”, disse o historiador.

Guerras

Dois conflitos chamam de forma mais intensa a atenção na política externa estadunidense: o de Israel, parceiro estratégico dos EUA, contra a Palestina e contra o Líbano; e aquele entre Rússia e Ucrânia.

“No Oriente Médio, a política dos EUA é uma política de Estado. Não de governo. Portanto, não se alterará nenhuma linha geral, a despeito do partido político vencedor”, destacou Caixeta Arraes.

Opinião semelhante sobre o conflito no Oriente Médio tem Goulart Menezes. Segundo o pesquisador, com relação a esse conflito não há nenhuma diferença entre Republicanos e Democratas. “O apoio norte-americano a Israel é incondicional”, enfatizou.

“Em maio de 1948, Israel se declara Estado. Os Estados Unidos, de imediato, reconhecem. Desde então, os palestinos foram perdendo territórios. Não falo isso de um ponto de vista ideológico. Basta comparar os mapas da época e o de agora”, disse o professor.

Ele explicou que, atualmente, o que há de diferente é o fato de Israel viver um momento em que sua margem de autonomia em relação aos EUA está maior. “Israel sempre foi dependente de fornecimento de armas vindas dos EUA. Ao dar esse apoio, os EUA conseguiam direcionar certas ações de Israel. Atualmente, eles ainda têm alguma rédea, mas em parte, ela não tem mais efeito”, disse Menezes.

O pesquisador acrescentou que essa perda, ainda que sutil, de influência sobre as ações militares de seu parceiro estratégico é percebida, inclusive, em meio às ameaças dos EUA de suspender a ajuda em caso de ataque de Israel a civis palestinos e libaneses. “Vemos que, mesmo assim, as tropas israelenses continuam fazendo seus ataques, e que o apoio dos EUA no Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas] se mantém”.

Menezes citou como exemplo o veto norte-americano à proposta de paz apresentada pelo Brasil para o conflito. “Foi uma proposta muito boa que, inclusive, recebeu sinal de apoio da Inglaterra e da França, ainda que na forma de abstenção. “O que vemos é os EUA continuando a enviar armas e dinheiro para apoio militar a Israel. Apoio este que se deve à relação histórica entre os dois países, bem como ao lobby israelense na política e nas eleições norte-americanas. Vale lembrar que é bem forte presença de judeus de diversas nacionalidades no sistema financeiro”, explicou Menezes.

Há, portanto, “certa pressão por meio do poder econômico”, acrescentou o professor, ao lembrar que, por outro lado, há também muitos judeus, tanto nos EUA como em outros países, com posicionamento crítico em relação à postura de Israel neste e em outros conflitos. “Essa pressão está cada vez maior nos EUA”.

Rússia x Ucrânia

Quanto à guerra entre Rússia e Ucrânia, as expectativas são diferentes entre republicanos e democratas. “Caso Trump retorne à Casa Branca, a política externa poderá mudar no Leste da Europa. O aspirante republicano disse que, caso vença, vai reduzir de maneira gradativa o socorro financeiro e militar e, por conseguinte, a inclinação política. Em caso de vitória da democrata, o apoio à Ucrânia mantém-se no mesmo patamar”, afirmou Caixeta Arraes.

Na avaliação de Menezes, caso Trump vença a disputa, a postura do republicano nesse conflito será oposta à dos democratas. “Ele já acenou com a retirada de apoio à Ucrânia. Não sabemos se ela será gradual ou abrupta, mas sabemos que, com isso, a guerra tomará outro curso.”

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Eleições nos EUA: às vezes, quem ganha não leva https://canalmynews.com.br/politica/eleicoes-nos-eua-as-vezes-quem-ganha-nao-leva/ Fri, 01 Nov 2024 15:03:12 +0000 https://localhost:8000/?p=48152 Sistema eleitoral do país, que funciona por votação indireta, permitiu a vitória de Donald Trump em 2016, embora Hillary Clinton tenha 'vencido' o voto popular

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O sistema eleitoral estadunidense funciona por votação indireta. Sem pormenorizar, cada unidade federativa tem um número de delegados fixado por lei antiga que compõem um colégio eleitoral. O candidato que conquistar a maioria do voto popular, dentro do Estado, leva o conjunto dos votos dos delegados. Contudo, o número de delegados não está em relação de proporcionalidade direta com a demografia contemporânea de cada Estado, sendo possível que um território muito populoso esteja, proporcionalmente, sub-representado no número de delegados.

Este sistema de eleição em duas fases não é exclusividade ianque, nem era incomum na época em que foi criado, há 235 anos, quando da promulgação da Constituição da jovem nação, ex-colônia britânica. O sistema foi pensado pelos “intocáveis” pais-fundadores para prevenir que o povo comum, vulnerável e pouco instruído, fosse levado a eleger demagogos e populistas à Presidência da República.

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O tiro saiu pela culatra e esse mesmo sistema permitiu que Donald Trump, um demagogo populista, para dizer o mínimo publicável, ocupasse o posto mais alto do executivo federal. Sua adversária em 2016, Hillary Clinton, apesar de ter “vencido” o voto popular, com a maioria indiscutível de células depositadas em seu nome, não “levou” a Presidência dos 50 Estados, justamente pelo desequilíbrio entre o número de votos individuais e eleitores colegiados.

Hoje, em 2024, Trump, megaempresário, ex-presidente não reeleito para segundo turno consecutivo e condenado pela Justiça estadunidense, segue elegível e disputa o Salão Oval pelo Partido Republicano. Sua adversária, pelo Partido Democrata, é Kamala Harris, atual vice-presidente do país, promotora de Justiça, que herdou o bastão do veteraníssimo Joe Biden.

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Enquanto esse último ainda estava concorrendo à reeleição, Trump sofreu um atentado e foi alvejado na orelha. A cena dele com punho fechado para o alto, conclamando a multidão: “Lutem! Lutem!”, levou muitos a darem por vencido o embate. O frágil Biden, dando sinais de senilidade, contra o mártir bilionário, quase um “Davi e Golias” invertido.

A renúncia de Biden à corrida presidencial e a comoção gerada pela confirmação de Harris como candidata mudaram o cenário da disputa. A democrata conseguiu, de imediato, aglutinar setores relutantes do partido dela e entre os independentes. Afinou o discurso para se comunicar com as maiorias de trabalhadores, abandonando a malfadada “pescaria em aquário”, ou “pregação aos convertidos”, pecado mortal do campo progressista lá (e cá).

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A desenvoltura dela nos debates conseguiu enfrentar a estratégia circense do republicano, que vinha se dando bem na veia da chacota, do moralismo e teorias conspiratórias. J. D. Vance, candidato a vice na chapa de Trump, também não tem agregado muito; ele foi escanteado pela campanha, já comparou, no passado, Trump a Hitler. “Casaca virada” nem sempre cai bem. Contudo, o certame está longe de resolvido. Será preciso “vender” aos Estados “neutros” a ideia de uma mulher negra como comandante-em-chefe. Tarefa dificílima.

Em matéria de política externa, num mundo tensionado por conflitos “quentes” e “frios”, Harris assume a postura beligerante dos seus predecessores democratas. A propaganda republicana, que pinta os progressistas como fracos, globalistas, entreguistas e moralmente degenerados, acirra muito a escalada nacionalista e militarista em administrações democratas. Kamala Harris também aposta numa fórmula cinematográfica “CIA versus KGB”, em busca de aprovação popular e demonstração de força. Têm muito a perder as soluções diplomáticas. Dado o histórico, a contagem de corpos, presumidos efeitos colaterais, só tende a aumentar.

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Estamos a pouquíssimos dias de 5 de novembro, data das eleições nos EUA. Manter a empolgação do público e romper a bolha progressista tem sido, até aqui, o grande desafio de Kamala Harris rumo à Casa Branca. Donald Trump, para além do voto conservador, já foi capaz de capturar, uma vez, o voto dos trabalhadores e de setores da sociedade que votavam nos Democratas há décadas. Basta repetir a dose.

O caminho de Trump, que parecia desobstruído com Biden, trocando Zelensky por Putin, foi embaralhado com a “frente-ampla” que cerca a Vice-Presidente. Frente reforçada pelo colega de chapa, o governador, soldado e coach (nesse caso, esportivo e, não, de empreendedorismo), Tim Walz, que é a imagem quintessencial do americano-médio, campeã de audiência. Todavia, como já se passou na história recente do Grande Irmão, que segue empunhando seu porrete, o Colégio Eleitoral poderá contradizer o voto popular. As democracias continuam na corda-bamba.

***Daniel é professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie. É graduado, mestre e doutorando em História pela USP***

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Trump teria vencido a eleição ‘por W.O.’ caso Biden não tivesse desistido, diz Kotscho https://canalmynews.com.br/internacional/trump-teria-vencido-a-eleicao-por-w-o-caso-biden-nao-tivesse-desistido-diz-kotscho/ Mon, 22 Jul 2024 20:50:55 +0000 https://localhost:8000/?p=45124 Para o jornalista, democrata 'fez um bom governo', mas já não tem 'condições físicas nem mentais' para seguir na campanha, muito menos ser presidente por mais um mandato

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O ex-presidente e candidato republicano Donald Trump teria vencido a eleição “por W.O.” caso o presidente Joe Biden não tivesse tomado a decisão de desistir da corrida presidencial, afirmou o jornalista Ricardo Kotscho no programa Pergunte ao Kotscho, exibido pelo Canal MyNews nesta segunda-feira (22). Para ele, Biden “fez um bom governo”, mas já não tem “condições físicas nem mentais” para seguir na campanha, muito menos ser presidente por mais um mandato.

“Se agora ele já está assim, imagine daqui a quatro anos”, disse Kotscho, acrescentando que “a melhor coisa que poderia ter acontecido” foi a indicação de Joe Biden, que escolheu a vice-presidente Kamala Harris para substituí-lo na disputa. “Com uma trajetória fantástica, ela surge como um raio de esperança no cenário da eleição americana.”

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Kamala se define como progressista e é a principal voz do atual governo em defesa do aborto e dos direitos reprodutivos. Apesar disso, já adotou políticas criticadas pela esquerda. Para alguns, ela, advogada com longa carreira no judiciário do país, não agiu de forma suficientemente assertiva como procuradora em casos que contribuíram para prisões injustas de réus negros e pobres. Também é mal avaliada pelo campo progressista em relação a seus posicionamentos sobre maconha, pena de morte e a imigração.

Segundo o professor de relações internacionais Carlos Gustavo Poggio, que conversou com o MyNews no domingo (21), o fato de Kamala Harris ser mulher e negra talvez não seja o suficiente para derrotar Trump. Embora a questão simbólica inerente à campanha de Kamala seja um elemento importante para o Partido Democrata, é preciso pensar em outras estratégias para conquistar o eleitorado. Para ele, há o risco de os democratas baterem muito nessa tecla da questão simbólica e errarem a mão. Ele lembra que o eleitor não vota só pela questão simbólica, mas também, e principalmente, pela questão substantiva, em particular a questão econômica.

Assista abaixo ao Pergunte ao Kotscho desta segunda-feira (22):

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