Arquivos Agenda 2030 - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/agenda-2030/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Mon, 06 Jun 2022 12:20:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Mudanças climáticas colocarão mundo em cenário de pobreza e fome https://canalmynews.com.br/meio-ambiente/mudancas-climaticas-colocarao-mundo-em-cenario-pobreza-fome/ Tue, 09 Nov 2021 01:00:03 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mudancas-climaticas-colocarao-mundo-em-cenario-pobreza-fome/ Análises apontam para aumento da pobreza extrema e da fome. Mudanças climáticas também devem provocar queda do PIB, da produtividade agrícola, instabilidade política e social

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A Conferência do Clima da ONU (COP26) chegou nesta segunda (8) a um impasse sobre se os países conseguirão firmar um acordo para diminuir as emissões de gases de efeito estufa e assumir compromissos com metas firmes e factíveis até a próxima sexta (12) – quando o evento será encerrado. Uma posição inusitada adotada em conjunto por Brasil, China e Índia deu um recado aos países ricos: se não transferirem recursos financeiros aos países com economias emergentes, não haverá acordo firmado na conferência de Glasglow.

É o que destaca o jornalista Jamil Chade – que realiza uma cobertura especial do evento, diretamente da Escócia. Chade teve acesso a um rascunho confidencial do relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) – que será lançado apenas em fevereiro de 2022. O cenário mostrado pelo documento aponta para o aumento da pobreza, da fome e para a queda do Produto Interno Bruto (PIB) em diversos países.

Marcha para o Clima (Glasglow Green) na COP26/Foto: Fotos Públicas/The Left in the European Parliament

“A crise na negociação é profunda e a COP26 entra na sua fase final numa situação delicada. Não existe nesse momento uma perspectiva de que esse acordo chegue até sexta. O relatório do IPCC vai apontar justamente o impacto social das mudanças climáticas. Os números são assustadores”, alerta Jamil Chade.

As análises dos especialistas apontam para o aumento da pobreza extrema para mais 132 milhões de pessoas até 2030 e o aumento da fome para mais 80 milhões de pessoas. Também devem ocorrer a queda do PIB e da produtividade agrícola em várias regiões do mundo, num cenário que aponta para instabilidade política e social.

COP26 - protesto contra mudanças climáticas
Pessoas protestam por medidas para conter as mudanças climáticas durante a COP26, em Glasglow, na Escócia/Foto: Fotos Públicas/The Left in the European Parliament

As mudanças climáticas terão impacto direto noutra agenda firmada por 192 países: a Agenda 2030 do desenvolvimento sustentável. Se os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) – negociados a partir da Rio+20 já pareciam distantes de serem alcançados no prazo, o aquecimento global pode distanciar o mundo ainda mais de compromissos como a erradicação da pobreza e da fome, saúde e bem-estar, educação de qualidade, igualdade de gênero, universalização do acesso a água limpa e saneamento, energia acessível e limpa, consumo e produção responsáveis, crescimento econômico sustentável, entre outras metas.

No caso do Brasil, desde 2016 o país vem se distanciando do alcance desses objetivos, especialmente com a adoção do teto de gastos, com o desmonte das políticas ambientais e das políticas públicas com foco na redução das desigualdades sociais. Os dados sobre desmatamentos e queimadas, violência contra povos originários, quilombolas e agricultores familiares e o aumento da pobreza, do desemprego e da fome no país apontam para uma imagem deteriorada que não vai se recuperar com promessas vazias.

* A cobertura da COP26 do Canal MyNews é realizada em parceria com a Vale

 

Acompanhe a cobertura da COP26 do Canal MyNews, com o jornalista Jamil Chade, diretamente de Glasglow, na Escócia

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Vai ficar mais fácil e barato enviar dinheiro para o exterior https://canalmynews.com.br/mynews-investe/vai-ficar-mais-facil-e-barato-enviar-dinheiro-para-exterior/ Fri, 10 Sep 2021 18:04:45 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/vai-ficar-mais-facil-e-barato-enviar-dinheiro-para-exterior/ Mudanças na regulamentação cambial também valem para quem vive no exterior e quer enviar dinheiro para o Brasil. Alterações foram publicadas pelo Banco Central

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central (BC) fizeram uma revisão e aperfeiçoaram a regulamentação cambial e de capitais internacionais. As novas regras vêm com uma série de novidades, desde mudanças na forma de transferir dinheiro para o exterior, até a entrada de novos players no mercado de câmbio.

De acordo com o BC, essas mudanças vão “aumentar a competição, a inclusão financeira e a inovação no setor”. As medidas também atendem à prioridade conferida pelo G20 para a melhora dos pagamentos internacionais no que se refere a custos, tempo, transparência e acesso. Também se inserem na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) para que seus países membros proponham iniciativas para diminuir os custos das transferências pessoais.   

Todas as alterações foram publicadas na Resolução CMN nº 4.942 e pela Resolução BCB nº 137.

A primeira mudança diz respeito às remessas de dinheiro para outros países. A partir do dia 1 de outubro, será permitida, por meio da sistemática de eFX fornecida por instituição autorizada pelo Banco Central, a realização de transferências pessoais e de transferências de recursos entre contas de um mesmo titular de até US$ 10 mil. Além disso, transferências de valores menores vão poder ser feitas pelo cartão de crédito.

A lógica é a mesma de qualquer compra internacional feita pelo cartão. Se o banco oferecer o serviço, o cliente pode transferir o dinheiro pelo cartão de crédito, pagando o câmbio do dia. O valor creditado na conta de destino vai ser cobrado na fatura mensal do cartão. Com isso, o banco não precisa fazer uma operação de câmbio para cada remessa concluída.

O caminho contrário também é possível. Um brasileiro que esteja no exterior pode enviar dinheiro ao Brasil, desde que tenha uma conta vinculada ao cartão para que o dinheiro seja creditado.

Maior concorrência no mercado de câmbio

Essa não é a única novidade no mercado de câmbio. Outra nova regra diz que instituições de pagamento podem entrar nesse mercado a partir de setembro de 2022. Para isso, precisam pedir uma autorização no BC. No entanto, as IPs só poderão atuar em meios eletrônicos, para transações digitais; não podem operar com dinheiro em papel.

As instituições de pagamento também se juntam a outras modalidades que já tinham autorização para operar com câmbio e que agora vão poder realizar pagamentos e transferências internacionais usando contas no exterior de titularidade própria. Essa possibilidade era restrita a bancos, agora vale para corretoras de títulos e valores mobiliários, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, corretoras de câmbio e IPs.

Para o sócio da Monte Bravo, Rodrigo Franchini, essas mudanças democratizam o acesso ao mercado financeiro e podem reduzir os custos das transferências internacionais, já que aumentam a competitividade. “Quanto mais opções, melhor. Esse movimento financeiro de globalização de mercados vai ser cada vez mais constante, uma evolução inevitável, e ao mesmo tempo isso traz maior facilidades, mais entrantes no mercado e, consequentemente, menor custo para quem opera e para quem utiliza esse serviço”.

Facilidade para exportadores brasileiros

As novas regras também criam uma facilidade para o produtor brasileiro que exporta sua produção. Vai ser possível receber receitas de exportação, pagamentos, em conta mantida em seu nome em instituição financeira no exterior.  

Outra novidade beneficia estrangeiros e empresas não residentes. Foi criada a possibilidade de ter contas de pagamento pré-pagas em reais para efetuar pagamentos e recebimentos no Brasil, desde que a conta seja mantida em instituições autorizadas a operar em câmbio. O limite é de R$ 10 mil por transação.

Remessas de brasileiros no exterior batem recorde

O Banco Central divulgou números que mostram que no primeiro semestre de 2021, os brasileiros que vivem no exterior bateram o recorde de envio de dinheiro para o Brasil. O total de remessas chegou a US$ 1,89 bilhão.

Esse dinheiro veio principalmente dos Estados Unidos, do Reino Unido e de Portugal. São pessoas que se beneficiaram do real mais fraco para comprar imóveis ou fazer outro tipo de investimento aqui.

Veja a íntegra do MyNews Investe desta sexta-feira (10), com apresentação de Gabriela Lisbôa, no Canal MyNews

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ESG e ODS: o ideal é que práticas e objetivos de sustentabilidade andem juntos https://canalmynews.com.br/mynews-investe/esg-e-ods-ideal-praticas-objetivos-sustentabilidade-andem-juntos/ Wed, 18 Aug 2021 22:43:22 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/esg-e-ods-ideal-praticas-objetivos-sustentabilidade-andem-juntos/ Haroldo Rodrigues explica como práticas socioambientais e de governança e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) se complementam

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As práticas ESG têm se mostrado cada vez mais presentes no dia a dia das empresas que querem se mostrar mais responsáveis. Muitas vezes, essas práticas são confundidas com os ODS, sigla para Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). Eles não são sinônimos, mas são complementares. Em entrevista ao MyNews Investe, Haroldo Rodrigues, sócio-fundador da in3 New B Capital S.A, fala sobre como ESG e ODS podem e devem andar juntos.

Os ODS fazem parte da agenda 2030 da ONU, são 17 objetivos que refletem de forma equilibrada, as três dimensões do desenvolvimento sustentável: social, econômica e ambiental. Dentre os objetivos estão a erradicação da fome e da pobreza, a redução das desigualdades sociais e o aumento do uso de energia limpa. “É óbvio que há uma conexão e uma integração entre essas boas práticas socioambientais e de governança dos negócios e de investimentos com o atingimento das metas ODS”, avalia Rodrigues.

Para o sócio-fundador da in3 New B Capital, as empresas que já incorporaram as práticas ESG – Meio Ambiente (Environment), Social e Governança (Governance), na tradução livre para do inglês para o português – em suas diretrizes, terão mais facilidade em incorporar as práticas ODS e vice-versa.

“O ideal é que haja uma complementaridade. É muito mais fácil uma empresa que já tem o seu DNA o ESG, buscar metas de ODS, do que as empresas que não têm as metas de ESG como objetivos incorporados. A empresa vai ter que passar por uma repaginação, uma repactuação da cultura ética, para alcançar esses objetivos”, analisa Rodrigues.

O executivo cita ainda duas empresas que podem ser vistas como modelo quando o assunto são as práticas ambientais, sustentáveis e de governança e objetivos de desenvolvimento social: a Natura e a multinacional Danone.

“Vou falar de uma nacional de capital aberto. A Natura tem um impacto social e de investimentos ambientais de relevo para o Brasil; Tem um compromisso, um DNA ESG e ODS na veia e é um grande orgulho. A Danone é uma empresa de saudabilidade que se reposicionou completamente e hoje é a maior empresa do mundo de capital aberto que tem uma certificação sistema B – que são empresas líderes com o compromisso de gerar benefícios socioambientais e econômicos positivos a partir do ESG. A Danone coloca, se não me parece, 14 ou 15 dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável que ela tem investido em tecnologia e usa know how para atingimento”.

No caso dessas duas empresas, rentabilidade e responsabilidade andam juntas. Em cinco anos, enquanto o Ibovespa subiu 98%, as ações da Natura subiram 220%. No caso da Danone, que tem seu capital aberto na bolsa do Continente Europeu, a Euro Stoxx 50, o acumulado do índice para 2021 é de 17% e das ações da empresa é de 18%.

Veja lista com os 17 ODS da ONU, da Agenda 2030:

1 – Erradicação da pobreza
2 – Fome zero e agricultura sustentável
3 – Saúde e bem-estar
4 – Educação de qualidade
5 – Igualdade de gênero
6 – Água potável e saneamento
7 – Energia limpa e acessível
8 – Trabalho decente e crescimento econômico
9 – Indústria, inovação e infraestrutura
10 – Redução das desigualdades
11 – Cidades e comunidades sustentáveis
12 – Consumo e produção responsáveis
13 – Ação contra a mudança global do clima
14 – Vida na água
15 – Vida terrestre
16 – Paz, justiça, e instituições eficazes
17 – Parcerias e meios de implementação


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