Arquivos al-qaeda - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/al-qaeda/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 03 Aug 2022 18:50:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Visita de Pelosi a Taiwan e morte do líder da Al Qaeda são destaques no noticiário internacional https://canalmynews.com.br/internacional/nancy-pelosi-a-taiwan-e-a-morte-do-lider-da-al-qaeda/ Wed, 03 Aug 2022 18:50:37 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32459 Alexandre Uehara, professor de Relações Internacionais, comenta no Almoço do MyNews os prinicipais fatos geopolíticos desta primeira semana de agosto

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Dois fatos importantes marcaram a geopolítica nesta primeira semana de agosto: a visita de Nancy Pelosi a Taiwan e a morte do líder da Al Qaeda. O professor de Relações Internacionais Alexandre Uehara esteve no Almoço do MyNews e conversou com a jornalista Myriam Clark sobre esses dois episódios.

A morte do líder da AlQaeda, ele diz, mostra que o tema do terrorismo e da segurança norte-americana ainda é importante, apesar de ter ficado em segundo plano no noticiário devido à Pandemia. “O atentado de 11 de setembro de 2001 marcou de fato não só os Estados Unidos, mas as relações internacionais como um todo”, diz o professor. E essa perseguição à Al Qaeda e seus líderes mostra o temor que ainda existe em relação ao terrorismo, segundo ele.

Sobre a visita de Nancy Pelosi a Taiwan, Uehara, diz que tem algumas questões importantes a ser considerada. “Ela é do partido Democrata e tem uma postura contra a China por tudo o que o país representa”, diz ele. A falta de democracia na China é uma constante no discurso político de Pelosi. Outra questão, diz o professor , é que Taiwan tem sofrido ameaças há algum tempo em relação à China de uma anexação. “Na verdade a China já considera que Taiwan é território chinês então para a China não há nenhuma discussão em relação a isso”, diz ele. Do lado norte-americano existe a percepção de que há um governo com autonomia em Taiwan, apesar de não ser reconhecido diplomaticamente. “A Nancy Pelosi então está buscando dar este suporte, registrar que os EUA continua aliado a Taiwan e que vai defender Taiwan, a democracia e a autonomia de Taiwan”, explica.

Uehara explica que a relação da China, Taiwan e EUA é uma relação bastante complexa. Logo depois do final da Segunda Guerra Mundial a China passou por um conflito interno, uma guerra civil entre comunistas e capitalistas. Nesse conflito, Mao Tsé-Tung acabou saindo vitorioso e Chiang Kai-Shek, que era o presidente do governo Nacional da República da China, fugiu da China continental e se exilou em Taiwan, juntamente com o governo.

Durante algum tempo até a década de 70, Taiwan era reconhecido, inclusive com assento na ONU, como o país que representava a China. Porém, os EUA já no período de Guerra Fria achou por bem se aproximar da China para tentar fragmentar o bloco comunista. Ao trazer a China para sua linha de influência, os EUA passaram a reconhecer Pequim como representante internacionalmente da China.  “Os EUA continuaram comprometidos com Taiwan em defesa da sua autonomia, mas reconhecendo Pequim como governo chinês”, explica Uehara.

 

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11 de setembro, vinte anos depois https://canalmynews.com.br/herminio-bernardo/11-de-setembro-vinte-anos-depois/ Fri, 10 Sep 2021 23:29:51 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/11-de-setembro-vinte-anos-depois/ Você com certeza se lembra daquele dia. Com quem estava, onde estava e como recebeu a notícia do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos

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Lembro que saí da escola perto do meio-dia e, voltando para casa no carro com meus irmãos, minha mãe disse: “um avião bateu num prédio lá nos Estados Unidos”. Na minha cabeça de criança, fiquei me perguntando o que levaria um avião a bater no prédio. Passei o restante daquele dia 11 de setembro de 2001 zapeando os canais e vendo aquelas imagens da coluna de fumaça que tomaram o céu de Nova York.

Você com certeza se lembra daquele dia. Com quem estava, onde estava e como recebeu a notícia. Um dia que entrou para a história e marco o fim e o começo de uma nova ordem e etapa das relações mundiais.

Nuvem de fumaça após a queda das torres gêmeas em Nova York, em 11 de setembro de 2001. Foto: U.S. Air Force

O ataque matou quase três mil pessoas e envolveu quatro aviões e 19 terroristas. Os alvos foram as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York; o Pentágono que é a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que fica no Estado da Virgínia; e a quarta aeronave caiu em um campo no Estado da Pensilvânia. A investigação aponta que a tripulação reagiu e os terroristas não conseguiram atacar o alvo, que seria a capital Washington.

Equipes de resgate trabalhando no Pentágono. Foto: Cedric H. Rudisill/ DOD

O ataque foi organizado e executado pela Al-Qaeda, grupo terrorista liderado por Osama bin Laden. O saudita conseguiu reunir um grupo e cometer o maior ataque terrorista da era moderna.

No livro “O Vulto das Torres”, Lawrence Wright mostra como o governo americano poderia ter evitado o ataque. Se houvesse uma cooperação maior entre CIA e FBI, tudo poderia ter sido diferente. Além de bin Laden, a obra conta como foi a ação do egípcio Al-Zawahiri, que era o número 2 da Al-Qaeda.

“Um atendia à necessidade do outro. Zawahiri precisava de dinheiro e contatos, coisas que bin Laden dispunha em abundância. Bin Laden, um idealista dedicado a causas, buscava um rumo, que Zawahiri, um propagandista tarimbado, forneceu. Não eram amigos, mas aliados. Cada um acreditava poder usar o outro, e cada um foi impelido numa direção que nunca pretendeu tomar”.


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