Arquivos alta dos juros - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/alta-dos-juros/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 08 Jun 2022 17:15:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Inflação tem alta de 1,62% em março, maior alta para o mês em 28 anos https://canalmynews.com.br/economia/inflacao-tem-alta-de-162-em-marco-maior-alta-para-o-mes-em-28-anos/ Fri, 08 Apr 2022 21:49:12 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27456 Transporte e Alimentação são os segmentos que mais puxam o aumento – diesel subiu 13,65% e cenoura 31,47%. No acumulado dos últimos 12 meses, índice atinge 11,30%.

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Considerado o medidor oficial da inflação no Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) anotou um aumento de 1,62% em março, após alta de 1,01% em fevereiro, conforme divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa é a maior para um mês de março em 28 anos. Ou seja, é a mais alta desde 1994, antes da implementação do Plano Real. Verifica-se também que é a maior inflação mensal desde janeiro de 2003 (2,25%).

De acordo com o IBGE, “no ano, o indicador acumula alta de 3,20% e, nos últimos 12 meses, de 11,30%, acima dos 10,54% observados nos 12 meses imediatamente anteriores”.

Já no acumulado de 12 meses, o índice é apontado como o desde outubro de 2003 (quando a alta generalizada dos preços era de 13,98%). Com o resultado de março, a inflação fica sete meses consecutivos acima dos dois dígitos.

Inflação acumulada nos últimos 12 meses (comparação mensal).

Inflação acumulada nos últimos 12 meses (comparação mensal). Foto: Reprodução (MyNews)

Aumento generalizado

A pesquisa mostra que dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito apresentaram altas em março. Os principais impactos, como esperado, vieram dos Transportes (3,02%) e de Alimentação e bebidas (2,42%) – dois segmentos de maior peso no IPCA. Juntos, a dupla representa 43% da inflação do mês.

Constatou-se ainda que o aumento dos preços foi mais disseminado no terceiro mês de 2022: o índice de difusão passou de 75% em fevereiro para 76% em março, número que demonstra o espalhamento da inflação entre os setores analisados pelo IBGE.

Já a inflação de serviços ficou em 0,45% em março ante 1,36 em fevereiro.

Oito dos nove grupos pesquisados apresentaram alta.

Oito dos nove grupos pesquisados apresentaram alta. Foto: Reprodução (MyNews)

Vilões

O grupo Transportes foi o grande responsável por puxar o aumento deste mês. A razão continua sendo o acréscimo do preço dos combustíveis mediante à alta do petróleo no mercado internacional, inflado pela com a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Dentro dos Transportes, verificaram-se as seguintes altas: Óleo diesel (13,65%); Transporte por aplicativo (7,98%); Gasolina (6,95%); Gás veicular (5,29%); Etanol (3,02%); e Passagem do ônibus urbano (1,27%).

Já no segmento de alimentação, que anotou a maior alta desde novembro de 2020, os principais vilões foram: Cenoura (31,47%); Tomate (27,22%); Leite (9,34%); Óleo de soja (8,99%); Frutas (6,39%); e Pão francês (2,97%).

Também houve aumento forte no gás de botijão (6,57%).

 

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No MyNews Investe desta sexta, a alta da inflação, seus impactos no mercado, análise da conjuntura macro e a possibilidade de estagflação foram pauta. Confira:

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EUA planeja redução do balanço patrimonial e considera acelerar alta dos juros https://canalmynews.com.br/economia/eua-planeja-reducao-do-balanco-patrimonial-e-considera-acelerar-alta-dos-juros/ Wed, 06 Apr 2022 22:53:46 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27321 Movimentações para mitigar os efeitos da inflação foram divulgadas nesta quarta-feira pelo Banco Central estadunidense. Alta generalizada dos preços é a maior dos últimos 40 anos no país.

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Os membros do Federal Reserve, Banco Central dos Estados Unidos, concordaram em diminuir em US$ 60 bilhões a participação da autoridade monetária em Treasuries (títulos públicos), além de retirar US$ 35 bilhões em títulos lastreados em hipotecas (MBS). O planejamento inicial de redução do balanço patrimonial é para um período de três meses “ou ligeiramente maior”, de acordo com a ata da reunião do Comitê de Mercado Aberto do Banco Central americano (Fomc) de 15 a 16 de março divulgada nesta quarta-feira (6) – os participantes também “concordaram no geral” que, estando a redução “bem encaminhada”, será apropriado considerar as vendas diretas de MBS.

A decisão acontece para evitar o encolhimento passivo, que ocorreria apenas quando os pagamentos das hipotecas fossem feitos, fator que levaria ao declínio mensal no estoque desses títulos “sob o teto mensal proposto”, permanecendo como “uma parcela considerável dos ativos do Federal Reserve por muitos anos”.

Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA.

Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA. Foto: AgnosticPreachersKid (Commons)

O Fed instaurou um programa de compra de títulos em 2020, visando mitigar o impacto econômico decorrente da pandemia, fenômeno que aumentou seu balanço. Atualmente, o Banco Central detém cerca de US$ 8,5 trilhões em Treasuries e MBS.

Fora essa operação, nenhuma decisão final foi tomada. No entanto, as autoridades relataram que fizeram “progressos substanciais” e poderiam “começar o processo de redução do tamanho do balanço patrimonial logo após a conclusão da reunião de política de 3 a 4 de maio”.

Alta dos juros

A ata indicou que grande parte dos dirigentes consideram uma possível alta de 0,5 ponto percentual nos juros já nas próximas reuniões, “principalmente se as pressões inflacionárias permanecerem elevadas ou intensificadas”.

Após a alta de 0,25 ponto na reunião de março, uma eventual aceleração da taxa básica vem ganhando força no mercado em meio à persistência da inflação (a maior dos últimos 40 anos).

“Muitos participantes observaram que – com a inflação bem acima do objetivo do Comitê, riscos inflacionários para cima e a taxa básica bem abaixo das estimativas de seu nível de longo prazo – eles teriam preferido um aumento de 50 pontos base (ou 0,5 ponto) no intervalo da meta”, informou o texto.

“Todos os participantes indicaram seu forte compromisso e determinação em tomar as medidas necessárias para restaurar a estabilidade de preços. […] Os integrantes do comitê julgaram que seria apropriado mudar rapidamente a postura da política monetária para uma postura neutra. Eles também observaram que, dependendo dos desenvolvimentos econômicos e financeiros, uma mudança para uma postura mais rígida poderia ser justificada”, complementou.

Além disso, os integrantes do Fed reconhecem que o conflito no Leste Europeu está causando dificuldades humanas e financeiras, e apontam que as implicações da guerra para a economia dos EUA ainda são muito incertas. Assim, no curto prazo, a melhor decisão é esperar os desdobramentos e compreender que o evento criou uma pressão adicional sobre a inflação.

Na última terça-feira (5), Lael Brainard, indicada pelo presidente dos EUA Joe Biden para ocupar a vice-presidência do Banco Central, disse em entrevista que “é fundamental baixar a inflação”, e que o Fed vai apertar “metodicamente” a política monetária.

“[A inflação] é tão prejudicial para as pessoas quanto estarem desempregadas. Aumentar os juros é necessário para garantir que as pessoas possam ir dormir à noite sem temerem que os preços estejam muito mais altos quando acordarem no dia seguinte”, finalizou Brainard.

 

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As operações adotadas pelo Fed e seus impactos no mercado brasileiro foram pautas do MyNews Investe desta quarta-feira. Confira:

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BC eleva projeção da inflação para 7,1%. Crescimento do PIB é mantido em 1% https://canalmynews.com.br/economia/bc-eleva-projecao-da-inflacao-para-71-crescimento-do-pib-e-mantido-em-1/ Thu, 24 Mar 2022 22:29:10 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26906 Autoridade monetária divulgou os resultados do Relatório Trimestral da Inflação. Guerra entre Rússia e Ucrânia e alta das commodities são os principais fatores para a alta generalizada dos preços no país

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O Banco Central elevou de 4,7% para 7,1% a projeção de inflação para este ano – o cálculo tem como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Nesse cenário, em 2022, a meta inflacionária deve ser rompida pelo segundo ano consecutivo.

Definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o objetivo é manter a inflação na ordem dos 3,5%, sendo considerado formalmente cumprido caso oscile entre 2% e 5%. No entanto, a probabilidade de “estouro” da meta, de acordo com o BC, é de 88% a 97%.

No Relatório Trimestral da Inflação, divulgado nesta quinta-feira (24), o Bacen justificou que o cenário de alta “decorre dos preços de combustíveis, refletindo a recente elevação do preço de petróleo. Os reajustes dos preços de produtos farmacêuticos, que sofrem grande influência da inflação passada, também devem ter importante contribuição”.

Destaques do primeiro Relatório Trimestral da Inflação de 2022.

Destaques do primeiro Relatório Trimestral da Inflação de 2022. Foto: Reprodução (MyNews)

Segundo a autoridade monetária, os preços das commodities também interferem nessa conjuntura, uma vez que voltaram a subir com força neste ano devido à guerra entre Rússia e Ucrânia – o conflito deve gerar ainda uma “alta importante” no valor dos alimentos, acrescida pela continuidade dos efeitos do clima extremo.

Sobre o aumento contínuo do petróleo, os impactos no ciclo produtivo global devem ser sentidos com mais intensidade nos próximos meses, quando a alta será amplamente refletiva nos produtos.

“Espera-se que os preços de bens industrializados continuem apresentado alta relevante, apesar da redução das alíquotas de IPI, considerando a persistência das pressões sobre as cadeias de suprimentos e os preços de commodities, que foram inclusive agravadas pelo conflito”, afirma parte do relatório.

Quanto ao Produto Interno Bruto (PIB), a previsão de crescimento para esse ano ficou estável, sendo mantida em 1% de crescimento: acima da projeção de 0,5% do mercado financeiro, mas abaixo da estimativa oficial de 1,5% do governo.

O BC afirma que “com a melhora rápida da pandemia desde então [janeiro], espera-se que a queda seja revertida em fevereiro e março e que o nível de atividade no primeiro trimestre se situe acima do que era esperado [em dezembro de 2021]. O risco fiscal elevado e o processo de aperto monetário em curso continuam impactando as condições financeiras atuais e, consequentemente, a atividade econômica corrente e futura”.

 

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A análise completa do relatório você confere no MyNews Investe destra quinta-feira (24):

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Em queda, dólar é cotado em R$ 4,84, menor valor em quase dois anos https://canalmynews.com.br/economia/em-tendencia-de-queda-dolar-e-cotado-em-r-484-menor-valor-em-quase-dois-anos/ Wed, 23 Mar 2022 20:56:09 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26853 Dólar registrou recuo de 1,45% nesta quarta-feira (23). Aumento do fluxo estrangeiro no mercado doméstico e altas na taxa de juros e commodities são as principais razões para o fenômeno.

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Seguido a tendência de queda, o dólar abriu e fechou o pregão desta quarta-feira (23) em baixa. A moeda estadunidense anotou um recuo de 1,45%, sendo cotada a R$ 4,84, menor valor desde abril de 2020.

A principal razão para esse cenário continua sendo a entrada de fluxo estrangeiro no mercado brasileiro, tendo em vista o aumento no valor das commodities, as ações domésticas mais baratas e o aumento da taxa básica de juros.

A dimensão desse fluxo é tradicionalmente divulgada às quartas-feiras. No entanto, devido ao movimento de reivindicação de reajuste salarial e reestruturação de carreira feito pelos funcionários do Banco Central, esse número deve ser divulgado somente na sexta-feira (25).

Outro fator que contribuiu para a queda do dólar foi o anúncio do presidente russo Vladimir Putin sobre sua pretensão de não aceitar as moedas norte-americana e europeia como forma de pagamento para o gás produzido em território russo.

Dólar fecha em R$ 4,84 nesta terça-feira, 23.

Dólar fecha em R$ 4,84 nesta terça-feira, 23. Foto: Reprodução

Dólar e aumento na Selic

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, durante participação em um seminário sobre regras fiscais organizado pelo TCU e pela Fiesp, afirmou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medidor oficial da inflação no Brasil, atingirá seu pico no acumulado de 12 meses em abril, e disse ainda que espera um aumento generalizado dos preços mais forte do que o inicialmente previsto.

Apesar da conjuntura adversa, Campos Neto ressaltou que o país tem se diferenciado de outros Banco Centrais ao realizar um aperto monetário mais agressivo.

 

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FED aumenta juros para combater inflação mais alta dos últimos 40 anos https://canalmynews.com.br/economia/fed-aumenta-juros-para-combater-inflacao-mais-alta-dos-ultimos-40-anos/ Thu, 17 Mar 2022 23:39:46 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26689 Autoridade monetária aumenta juros em 0,25 ponto percentual. Economia norte-americana está fortalecida e opera em patamares pré-pandemia.

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O Federal Reserve, Banco Central dos Estados Unidos, decidiu elevar os juros nacionais em 0,25 ponto percentual, para um intervalo entre 0,25% e 0,50% ao ano, finalizando a política monetária de enfrentamento à desaceleração econômica ocasionada pela pandemia.

A autoridade compreende, agora, as incertezas ocasionadas pelo conflito no Leste Europeu, fator de “pressão ascendente adicional sobre a inflação”, e se volta à necessidade de apertar o acesso ao crédito, visando o combate à alta generalizada dos preços (a mais alta dos últimos 40 anos).

O Fed projetou que, até o final do ano, a taxa básica deva se estabelecer no intervalo entre 1,75% e 2,00%, encarecendo os custos de empréstimos no país.

Histórico da oscilação dos juros nos EUA com indicadores de recessão.

Histórico da oscilação dos juros nos EUA com indicadores de recessão. Foto: Reprodução (MyNews)

O mercado financeiro reagiu positivamente à alta, avaliando que o Comitê Monetário mantém a cautela de evitar movimentações inesperados durante o processo de retirada dos estímulos financeiros (empregados a fim de reduzir os impactos causados pela crise sanitária).

Apesar da pressão, os EUA mostraram ter confiança em sua economia domésticas, apesar da conjuntura de incertezas. Jerome Powell, presidente do Banco Central norte-americano, afirmou não ver um risco elevado do país entrará em recessão “com a previsão de aumento da taxa de juros apresentada”. “A economia norte-americana é forte o suficiente para suportar esse aperto”, complementou.

Segundo o dirigente, três fenômenos aferidos na economia ianque garantem esse parecer: mercado de trabalho sólido; nível de poupança elevado; e um Banco Central com balanço forte.

Quanto à guerra entre Rússia e Ucrânia, Powell explicou que “deve haver algum efeito disso no PIB [Produto Interno Bruto] e também na inflação, que já está muito alta nos Estados Unidos, mas nada capaz de frear nosso plano de aumentar a taxa de juros neste ano”.

Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA.

Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA. Foto: AgnosticPreachersKid (Commons)

Luciano Costa, economista-chefe da Kilima Asset, explica que o Banco Central estadunidense acertou em mexer nos juros, tendo em vista que a esfera econômica doméstica está bem-organizada: “O Fed está inserido em cenário muito claro de uma economia que já atingiu o pleno emprego – a taxa de desemprego está abaixo dos 4%. Todos os indicadores sinalizam o quão aquecido está o mercado de trabalho, os próprios salários estão subindo em um ritmo de 5% a 6% ao ano, que vão virar os aumentos de custo. […] Fica muito claro que o Fed não precisa mais estimular a economia, que já retornou a patamares pré-pandemia”.

Quanto à possibilidade de os juros norte-americanos tirarem a liquidez do mercado de ações brasileiro e elevar as taxas de câmbio, Leo Kalim, Co-fundador e CFO da plataforma de gestão de investimentos Gorila, elucida que “quando olhamos para fluxos de moedas, o diferencial de juros é um fator muito importante. Hoje em dia o Brasil está tão descolado, com um spread de juros tão importante, que essas altas que vão acontecer nos EUA não vão ser muito relevantes para que esse diferencial de juros seja muito comprimido – ainda mais quando o Fed deixa tudo muito bem-sinalizado. Assim, acredito que essa movimentação não tende a ser uma detratora muito grande para o fluxo de investimento no Brasil”.

 

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A alta dos juros nos EUA e os impactos nos mercados financeiros foi pauta do programa MyNews Investe desta quinta-feira (17):

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Brasil é o país com maior taxa de juros reais no mundo https://canalmynews.com.br/economia/brasil-e-o-pais-com-maior-taxa-mundial-de-juros-reais/ Fri, 04 Feb 2022 00:14:13 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23534 Banco Central sinaliza que a última elevação da Selic foi a mais agressiva. No ranking de juros nominais, Brasil tem o terceiro maior índice do mundo

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Após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevar a taxa Selic para 10,75% ao ano, o Brasil passou a ser, novamente, o país com a maior taxa de juros reais no mundo, segundo ranking compilado pela plataforma MoneYou.

Com o aumento de 1,5 ponto percentual na taxa básica, os juros reais (descontada a inflação) atingiram 6,41% ao ano. A taxa real é calculada com abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses, sendo considerada uma medida melhor para comparação com outros países.

Ranking dos juros reais

Ranking dos juros reais. Foto: Reprodução (MyNews)

No entanto, ao considerar os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira firmou-se na terceira posição. A classificação mundial para a categoria está atualmente composta por:

  1. Argentina – 40,00%
  2. Turquia – 14,00%
  3. Brasil – 10,50%
  4. Rússia – 8,50%
  5. México – 5,50%
  6. Chile – 5,50%
  7. Índia – 5,40%
  8. China – 4,35%
  9. África do Sul – 4,00%
  10. Colômbia – 4,00%

Redução do ritmo

Apesar do Banco Central ter consolidado a oitava alta consecutiva na Selic – aumentos considerados mais agressivos –, a instituição sinalizou uma redução no ritmo dos ajustes já na próxima reunião, que será realizada em março.

Em relatório divulgado na noite desta quarta-feira (3), o banco europeu Credit Suisse afirmou que tanto a elevação de 1,50 ponto da taxa básica quanto a indicação de aperto de menor magnitude em março vieram em linha com suas projeções. Segundo o documento, a expectativa agora é de que a Selic seja elevada em 1 ponto percentual em março e 0,50 ponto em maio, chegando então a 12,25% ao ano.

O nova-iorquino Goldman Sachs também publicou um relatório condizente com o atual cenário, e que, a partir do próximo mês, espera elevações mais brandas.

“[Altas mais leves] dependem da evolução da inflação e dos respectivos balanços de risco, [fatores que] podem proclamar o fim do ciclo de alta de juros. […] [A desaceleração é justificada por] um perfil de crescimento real do PIB abaixo da tendência, pano de fundo incerto da covid, efeitos defasados do aperto monetário recente e uma taxa de câmbio mais bem ancorada”, afirmou Alberto Ramos, diretor de pesquisas econômicas para a América Latina da instituição norte-americana.

 

Impacto nos investimentos

O mercado acionário já havia precificado a mais recente alta na Selic, e vinha operando, desde o início do ano, sob a projeção desse cenário. O reflexo disso pode ser compreendido após o pregão desta quinta-feira (3): o Ibovespa se apoiou na boa recepção do mercado local à decisão do Banco Central e operou com certa estabilidade, apesar da queda de 0,18%.

Depois de o Copom confirmar quais serão suas próximas movimentações, a curva de juros passou por um forte ajuste de queda, principalmente na ponta mais curta, o que ajudou o principal índice da Bolsa brasileira a tentar seguir na contramão da aversão ao risco global.

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No MyNews Investe desta quinta, a economista da XP Tatiana Nogueira, a jornalista Mara Luquet, o co-founder e CFO da plataforma Gorila Leo Kalim e o jornalista Vitor Hugo Gonçalves falaram sobre a projeção de alta da Selic e os impactos do aumento da taxa básica de juros sobre o mercado de ações. Confira:

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Ações de empresas de tecnologia sofrem com quedas na Bolsa de Valores https://canalmynews.com.br/mynews-investe/acoes-empresas-tecnologia-sofrem-quedas-bolsa-de-valores/ Thu, 30 Sep 2021 18:02:03 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/acoes-empresas-tecnologia-sofrem-quedas-bolsa-de-valores/ Ações de empresas de tecnologia tiveram baixas entre 23% e 65%, influenciadas, entre outros fatores pela desaceleração econômica e pelo aumento da taxa de juros

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As ações de empresas de tecnologia estão em queda na Bolsa de Valores de São Paulo. Das dez empresas do setor que abriram capital em 2021, seis tiveram baixas significativas. Alguns papéis chegaram a cair mais de 60%, com um desempenho bem pior que o Ibovespa.

Um levantamento feito pelo jornal Valor Econômico mostra que os IPOs (ofertas públicas iniciais) de empresas de tecnologia captaram R$ 8,8 bilhões desde o começo do ano. Porém, enquanto o Ibovespa sofreu uma queda de 5,5% e 8,8%, seis empresas tiveram baixas entre 23% e 65%.

As maiores diferenças estão nas ações da Enjoei, plataforma de vendas on-line, e da Mobly, site de móveis e decoração.

As fraudes na tecnologia formam uma indústria bilionária que demanda atenção e atualização constantes
Desaceleração da economia e juros altos interferem no valor das ações das empresas de tecnologia/Foto: Unsplash

De acordo com uma análise feita pela Genial Investimentos, a desvalorização das ações de tecnologia está relacionada com vários fatores, sobretudo o aumento das taxas de juros. Isso porque, para estimar o valor justo de uma empresa hoje, desconta-se os fluxos de caixa futuros a uma taxa até o dia de hoje. Se há um aumento da taxa de juros, há um aumento da taxa de desconto dos fluxos. Com uma taxa de desconto maior, o valor justo da empresa fica menor.

Além disso, a alta de juros também impulsiona o investidor para a renda fixa, ou seja, as ações deixam de ser tão atraentes, afinal, o risco de perder dinheiro é maior.  

Desaceleração econômica interfere na valorização das ações das empresas

Outro ponto levantado pela Genial é que estamos em um cenário de desaceleração econômica, que interfere negativamente no resultado das empresas e gera uma expectativa de menor crescimento, que é precificada nos ativos.

Já o CIO (Chief Information Officer) da Indossuez, Fábio Passos, aponta outros dois motivos para a queda das ações de empresas de tecnologia. Um deles é que o setor teve um boom de demanda no ano passado, mas que não se garantiu no segundo semestre desse ano.

“É razoável imaginar que se você tem um momento tão positivo, você tem uma demanda mais alta e é mais fácil levantar dinheiro para essas empresas, por isso tanta empresa foi ao mercado. Mas algumas empresas que foram ao mercado não estavam tão estruturadas, com modelos de negócios tão sustentáveis a longo prazo. No primeiro momento, quando você tem um mood mais positivo está ok, mas em um cenário mais difícil, quando se tem um Ibovespa mais instável ou retomada da renda fixa, esses questionamentos ficam mais fortes”, disse.

Passos ainda destaca a baixa liquidez dos papéis dessas empresas. “Muitos investidores Pessoa Física entraram nesses IPOs, mas também teve muitos investidores institucionais que ancoraram essas emissões. Então, esses papéis não têm liquidez tão grande e essas empresas têm o seu passivo ou fluxo de caixa concentrado em poucos investidores. Em algum momento, se algum deles começa a sair, acaba pesando no preço”, complementa.

Veja a íntegra do MyNews Investe desta quinta (30) e fique por dentro das principais informações sobre investimentos e economia. No Canal MyNews

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