Arquivos Alzheimer - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/alzheimer/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Thu, 16 Jun 2022 13:04:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Canabinóides podem ter papel essencial no tratamento de doenças neurológicas https://canalmynews.com.br/tecnologia/canabinoides-podem-ter-papel-essencial-no-tratamento-de-doencas-neurologicas/ Thu, 16 Jun 2022 13:04:10 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=30035 Estudo indica que canabinóides podem ativar ou desativar vias de sinalização em células do cérebro. Descobertas podem ser importantes para a criação de novas terapias contra doenças como Alzheimer, esclerose múltipla, depressão e esquizofrenia.

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Um estudo realizado no Laboratório de Neuroproteômica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) sugere que os canabinóides podem auxiliar no tratamento de doenças como Alzheimer, esclerose múltipla, depressão e esquizofrenia. Os resultados foram publicados na revista “European Archives of Psychiatry and Clinical Neurosciences” na sexta (27) e indicam que essas substâncias podem estimular ou bloquear processos importantes para o funcionamento dos neurônios e de outras partes do sistema nervoso. Isso demonstra um potencial terapêutico dos compostos analisados para abordar quadros neurológicos e psiquiátricos.

O termo canabinóide se refere a diversos componentes que podem ser produzidos no organismo, obtidos sinteticamente ou de plantas do gênero Cannabis. A pesquisa observou o efeito de grupos distintos dessas substâncias em células do sistema nervoso central que participam do suporte aos neurônios, os oligodendrócitos. “Os oligodendrócitos são responsáveis pela formação da bainha de mielina, que serve como um isolante para a transmissão das correntes elétricas nos neurônios”, explica Valéria de Almeida, uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo. “A mielina também é importante para fornecer energia para o neurônio e mantê-lo saudável. Quando há defeitos nos oligodendrócitos, vários problemas podem ocorrer no funcionamento dos neurônios e consequentemente do cérebro”, complementa.

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Almeida conta que a ideia do estudo era verificar como esses canabinóides afetam as proteínas dos oligodendrócitos, que funcionam como guias para ativar ou desativar funções importantes no ciclo de vida dessas células. Para isso, os pesquisadores dividiram as células em grupos e expuseram cada amostra a um tipo diferente de canabinóide. O segundo passo foi analisar individualmente cada um dos grupos e comparar os resultados com células que não foram tratadas.

As diferenças no tipo e na quantidade de proteínas produzidas revelam que o tratamento com canabinóides pode alterar mecanismos fundamentais para a produção de energia celular, a formação de novas células, a migração desses componentes para outros locais do cérebro e até mesmo a morte dos mesmos.

O artigo destaca que essas descobertas abrem uma janela de possibilidades para abordar as doenças neurológicas e psiquiátricas. “Modificar a proliferação celular, o ciclo celular e a morte celular pode ser essencial para conferir neuroproteção; modular as vias de migração e diferenciação celular pode influenciar o desenvolvimento de um perfil mais saudável nas células neuronais. Além disso, mudanças no metabolismo energético podem ser investigadas pelo seu potencial de melhorar desregulações vistas em muitas desordens neurodesenvolvimentais e neurológicas”, diz o estudo publicado em inglês.

Valéria de Almeida salienta que, embora ainda seja necessário explorar esses resultados em outros modelos para desenvolver a aplicabilidade terapêutica dos canabinóides, esses dados são um avanço importante para a compreensão de mecanismos alternativos para o tratamento de doenças que afetam o sistema nervoso. “Nossos resultados poderão ser utilizados por outros pesquisadores como direcionamento para procura de novos tratamentos para doenças que apresentam problemas na função de oligodendrócitos ou na mielina”, explica a pesquisadora.

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Covid-19 provoca efeitos neurológicos e psiquiátricos, apontam pesquisas https://canalmynews.com.br/mais/covid-19-provoca-efeitos-neurologicos-psiquiatricos/ Sat, 18 Sep 2021 02:01:11 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/covid-19-provoca-efeitos-neurologicos-psiquiatricos/ Neurocientista Steven Rehen destaca que efeitos são causados pela capacidade do Covid-19 alterar genes que fazem corpo responder a neuroinflamações e por provocar lesões microvasculares no cérebro

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Uma pesquisa da University College of London mostrou que além dos sintomas neurológicos mais comuns da Covid-19 – como perda de olfato e paladar, fadiga dor muscular e dor de cabeça, pelo menos 23% das pessoas que tiveram Covid-19 desenvolveram depressão e 16% tiveram quadros de ansiedade. Outra pesquisa feita numa parceria entre o Imperial College e o Kings College mostraram que pacientes recuperados apresentaram problemas cognitivos que prejudicaram a memória e o raciocínio. Essas pesquisas apontam para efeitos da doença que permanecem mesmo depois que a pessoa é considerada “recuperada” da doença, refletindo em traumas e numa necessidade de focar na reabilitação dessas pessoas.

O neurocientista Steven Rehen destaca que esses efeitos são causados pela capacidade do novo coronavírus de alterar genes que fazem o corpo responder a neuroinflamações e também por provocar lesões microvasculares no cérebro. Para o pesquisador, é interessante abordar esses aspectos num momento em que o Ministério da Saúde tem divulgado informações comemorando 20 milhões de pessoas recuperadas da doença.

“Quando a gente sabe que tem sequelas graves em boa parte dessa população. Essas alterações podem ter impacto no médio e no longo prazo. Há casos de Parkinson que foram gerados por conta do Covid-19 e há também uma expectativa ruim de aumento dos casos de demência e Alzheimer também por conta da infecção”, explicou o neurocientista, em entrevista ao Quinta Chamada Ciência.

Além dessas sequelas, a Covid-19 também pode provocar situações como pensamento sem clareza, perda de atenção e de memória provocados pela falta de oxigenação, já que a doença afeta especialmente os pulmões, ou pela inflamação no cérebro. “Infelizmente há uma série de sequelas possíveis que são causadas pela infecção direta sobre o cérebro, ou pela infecção sistêmica. São consequências preocupantes”, avaliou Steven Rehen.

Pandemia do Covid-19 também provocou problemas psicológicos, como aumento da ansiedade

Outro reflexo da pandemia do novo coronavírus evidenciado através de uma pesquisa realizada pelo Datafolha são os efeitos emocionais e psicológicos da pandemia na população. No levantamento, 44% das pessoas entrevistadas relataram problemas psicológicos durante a pandemia, especialmente mulheres, jovens, pessoas com alta escolaridade e pessoas sem filhos.

Para a bióloga Ana Bottalo, esse percentual pode até ser maior do que o apontado pela pesquisa Datafolha, pois existe uma estigmatização das doenças mentais que pode fazer as pessoas terem receio de revelarem o que estão enfrentando.

“Ainda é um tabu dizer que você está sofrendo de ansiedade ou depressão. Que você não está conseguindo manter um ritmo que seria esperado. É preciso falar sobre isso, num momento que todo mundo ficou parado nas suas casas. É normal você falar que não está aguentando, que a pressão está muito forte, que dentro de casa há uma sobrecarga de trabalho, que você é pago para fazer (home office), aliado às tarefas domésticas e aos cuidados dos filhos. Ao mesmo tempo que foi uma forma de estar mais presente, a gente está mais ausente também, pois está o tempo todo conectado, com a necessidade de fazer mil tarefas ao mesmo tempo. É possível ter havido uma subnotificação porque as doenças são autodeclaradas”, ponderou a bióloga.

O jornalista Salvador Nogueira lembrou que a ansiedade e o stress afetaram também as pessoas que precisaram sair para trabalhar, que também enfrentaram situações dramáticas de ter que se proteger e do medo de infectarem pessoas próximas.

Steven Rehen citou que após a gripe espanhola, no início do Século XX, uma pesquisa na Noruega mostrou aumento de até sete vezes nos casos de depressão, ansiedade e distúrbios do sono – no que se pode chamar de uma epidemia de tristeza – e que uma situação de pandemia pode ser comparada a situações de guerra e desastres naturais.

Quinta Chamada Ciência abordou a saúde mental na pandemia, o medo da Matemática e um estudo que pretende reviver os mamutes – extintos há 4 mil anos. Assista ao programa no Canal MyNews.

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