Arquivos Anielle Franco - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/anielle-franco/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 19 Feb 2025 12:16:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Quaquá x Anielle: Vice presidente do PT denuncia ministra de Lula https://canalmynews.com.br/noticias/quaqua-x-anielle-vice-presidente-do-pt-denuncia-ministra-de-lula/ Mon, 17 Feb 2025 18:53:46 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=51981 Em mais um episódio da confusão entre eles, o prefeito de Maricá denuncia a ministra Anielle por funcionário fantasma

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O atual vice-presidente do PT e prefeito de Maricá, Washington Quaquá, pretende denunciar a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, ao Conselho de Ética do Partido dos Trabalhadores. O site Metrópoles publicou a informação nesta segunda-feira (17).

Quaquá afirma ter encontrado indícios de que um suposto funcionário fantasma da prefeitura, indicado por Anielle na gestão passada, exerceu o cargo de maneira irregular. A ministra nega e alega ser alvo de “perseguição e violência política”.

“Recebi um recado de que ela havia pedido a contratação de um funcionário fantasma. Independentemente disso, mandei abrir um inquérito. Verifiquei se esse caso de Maricá era verdadeiro e descobri que, além de tudo, o cara atuava como ‘consultor’ dela enquanto ainda estava em Maricá. Infelizmente, tanto na esquerda quanto na direita, muitas pessoas agem como santos de bordel. Por isso, o povo anda tão descrente da política”, afirmou Quaquá.

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Anielle se defende

Ele ainda completou: “Vou solicitar a Comissão de Ética para ela na reunião do Diretório Nacional desta segunda-feira. Ela fez o mesmo comigo por eu defender que o Brazão é inocente e não teve o devido processo legal no caso Marielle”, concluiu.

Por fim, Quaquá citou Alex da Mata Barros como o funcionário envolvido. Ele atuou na autarquia Serviços de Obras de Maricá (Somar), assumiu o cargo de assessor especial em 1º/6/2021 e deixou a função em 1º/1/2025.

Anielle Franco, por sua vez, negou todas as acusações e declarou que os consultores do projeto receberam pagamento diretamente do Banco de Desenvolvimento da América Latina (Banco CAF), com apoio do ministério.

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‘Era a dor guardada no peito e no coração’, diz Anielle Franco após julgamento https://canalmynews.com.br/noticias/era-a-dor-guardada-no-peito-e-no-coracao-diz-anielle-franco/ Fri, 01 Nov 2024 18:14:40 +0000 https://localhost:8000/?p=48158 Ministra da igualdade Racial desabafou após a condenação dos assassinos da irmã, Marielle, morta a tiros por ex-policiais em 14 de março de 2018

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Durante seis anos e sete meses, familiares e amigos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes têm chorado em luto. Hoje, 31 de outubro, o choro pela primeira vez foi de alívio quando eles ouviram a sentença no 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram condenados pelos assassinatos cometidos no dia 14 de março de 2018.

Assassinos confessos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados nesta quinta-feira (31), pelo 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Ronnie Lessa a 78 anos, 9 meses e 30 dias. Élcio, a 59 anos, 8 meses e 10 dias.

Irmã de Marielle, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, resumiu o que representou o longo período de luta para que os assassinos fossem identificados e punidos.

“A gente não vai parar aqui. Em 2018, eu disse que honraria o sangue e a memória da minha irmã. E isso aqui hoje foi um grito que estava guardado na nossa garganta. Uma dor guardada no peito e no coração de cada homem e mulher que estão aqui. A gente vai lutar, não só pela Marielle e pelo Anderson, mas por um projeto que a gente acredita”, disse a ministra.

“Maior legado da Marielle para esse país é a prova de que mulheres, pessoas negras, faveladas, quando chegam aos seus postos merecem permanecer vivas. Quando assassinaram a minha irmã com quatro tiros na cabeça eles não imaginavam a força com que esse país se levantaria” acrescentou.

Depoimentos arrependidos

A viúva de Anderson, Ághata Arnaus, agradeceu a todos que lutaram pela condenação dos assassinos e disse que não se sensibiliza com os depoimentos arrependidos de Ronnie e Élcio.

“Eu ouvi um pedido de perdão de alguém que claramente não tem qualquer arrependimento. E ainda diz que é para aliviar a consciência. Eu digo que quem tem que perdoar é Deus ou qualquer coisa que ele acredite. Eu não perdoo. Nunca. Eu tenho paz na minha vida. Mas não preciso perdoar”, disse Ághata. “Cinquenta, setenta anos, [isso] é pouco. Que eles fiquem lá para sempre. Anderson e Marielle morreram. É para sempre também”, acrescentou.

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Mônica Benicio, vereadora e viúva de Marielle, falou sobre os significados das sentenças de hoje para a sociedade brasileira.

“Marielle foi assassinada pelo que defendia, pelo que lutava para derrotar, para defender a democracia. Não há justiça possível que possa trazê-los de volta para nós. Mas esse é um marco para que não aconteça mais. E esse é o principal recado. Como a juíza disse, é o recado para os vários Lessas que estão livres não tenham o sentimento da impunidade”, disse Mônica.

Marinete Silva e Luyara Santos, mãe e filha de Marielle, respectivamente, destacaram a luta da família ao longo desses anos para que os responsáveis pelo crime fossem punidos.

“Não só eu como mãe, mas o Brasil, o Rio de Janeiro, a sociedade de uma maneira geral há muito esperava por isso. São seis anos e sete meses e 17 dias que nós estamos lutando e nunca paramos de acreditar. A gente sabia que isso um dia aconteceria. E eles, sim, [os criminosos] têm que pagar”, afirmou Marinete.

“Nossa coragem nos trouxe até aqui. É um dia muito difícil, porque eu tenho certeza de que nenhum de nós queria estar aqui hoje. A Ághata queria o Anderson aqui. Eu queria a minha mãe aqui. Mas o dia de hoje entra para a história e para a democracia desse país. E que a gente dê muitos passos pela frente ainda nesse caso como um todo. Esse é o primeiro passo por eles. A gente vai seguir lutando”, disse Luyara.

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O pai de Marielle, Antônio Francisco, externou que o dia de hoje foi muito aguardado pela família, mas reforçou que ainda espera pela condenação dos mandantes do crime.

“Isso não acaba aqui. Porque há os mandantes. E agora a pergunta é quando serão condenados os mandantes. Porque aquele choro que eles exibem nas suas oitivas, para mim não é um choro sincero. Choro sincero foi o nosso, porque perdemos a nossa filha, a Ághata perdeu o Anderson e a Mônica perdeu a Marielle. Esse choro nosso é sincero. Naqueles eu não acredito e não vou acreditar nunca”.

Próximo passos

Os acusados de serem mandantes dos crimes são os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, respectivamente, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e deputado federal.

O delegado Rivaldo Barbosa, chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro na época do crime, é acusado de ter prejudicado as investigações. Os três estão presos desde 24 de março deste ano.

Por causa do foro, há um processo paralelo no Supremo Tribunal Federal (STF) que julga os irmãos Brazão e o delegado Rivaldo Barbosa. Também são réus no processo o ex-policial militar Robson Calixto, ex-assessor de Domingos Brazão, que teria ajudado a se livrar da arma do crime, e o major Ronald Paulo Alves Pereira, que teria monitorado a rotina de Marielle.

A motivação do assassinato de Marielle Franco, segundo investigadores, envolve questões fundiárias e grupos de milícia. Havia divergência entre Marielle e o grupo político do então vereador Chiquinho Brazão sobre o Projeto de Lei (PL) 174/2016, que buscava formalizar um condomínio na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Assista abaixo ao Segunda Chamada sobre a condenação de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz:

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Ameaça de vingança só atrapalha Silvio Almeida, diz jornalista https://canalmynews.com.br/opiniao/ameaca-de-vinganca-so-atrapalha-silvio-almeida-diz-jornalista/ Mon, 09 Sep 2024 23:11:28 +0000 https://localhost:8000/?p=46544 Para Tânia Fusco, o ex-ministro dos Direitos Humanos deveria se defender pelos meios legais em vez de prometer retaliação

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Prometer vingança frente às denúncias de assédio sexual apenas desvaloriza, desqualifica e prejudica Silvio Almeida, afirmou a jornalista Tânia Fusco durante participação no Segunda Chamada de sexta-feira (6). Para ela, o ex-ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, demitido na sexta, deveria ser discreto e se defender somente por meio dos canais competentes.

Segundo o portal Metrópoles, Almeida ameaçou “cair atirando” e reuniu vídeos e mensagens para tentar rebater as acusações de que teria assediado a ministra da Igualdade Racional, Anielle Franco. O material foi apresentado ao ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Carvalho, e da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, após o ex-titular da pasta de Direito Humanos ser convocado para dar explicações sobre as denúncias divulgadas na quinta-feira (5).

Em pronunciamento publicado nas redes sociais, Almeida repudiou com veemência o que chamou de “mentiras e falsidades”. O ex-ministro também afirmou que as denúncias e as matérias publicadas eram “ilações absurdas” que têm como objetivo prejudicá-lo e acusou integrantes do governo de estarem por trás das acusações. “Eu quero dizer que é um grupo, certamente, querendo diminuir minha existência, querendo imputar-me condutas, que são condutas que eles praticam.”

Na visão de Tânia, esta reação Almeida, além de “péssima”, prejudica somente ele mesmo, e não o governo. “Eu só lamento as posições que ele [Silvio Almeida] tem assumido desde o revelado. Lamento porque realmente, para mim, é uma perda […] desde a revelação, toda a atitude só fez ele descer uma escadinha. Acho que, politicamente, a reação é péssima, deveria ficar quieto”, opinou, “mas para Lula não [é prejudicial] porque o Lula já fez o que deveria ter feito: demitiu”.

Veja a análise completa:

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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Análise: Denunciar assédio é mais complicado quando o agressor é um colega de trabalho https://canalmynews.com.br/opiniao/analise-denunciar-assedio-e-mais-complicado-quando-o-agressor-e-um-colega-de-trabalho/ Mon, 09 Sep 2024 18:16:02 +0000 https://localhost:8000/?p=46498 Dezenas de mulheres, entre elas Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, relataram ter sido abusadas por Silvio Almeida, que foi exonerado da pasta dos Direitos Humanos

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Denunciar assédio sexual é mais complicado quando o agressor é um colega de trabalho. Foi o que afirmou a jornalista Kátia Belisário, pesquisadora em comunicação em gênero da Universidade de Brasília (UnB), durante participação no Segunda Chamada de sexta-feira (6).

A declaração veio em meio ao debate sobre a exoneração do ministro Silvio Almeida, até então responsável pela pasta de Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil. Dezenas de mulheres, entre elas Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, relataram ter sido abusadas por Almeida. As denúncias foram feitas coletivamente à ONG Me Too.

Leia mais: Polícia Federal vai investigar denúncias contra Silvio Almeida

“Eu gostaria de falar sobre a dificuldade que é para uma mulher denunciar. Existem canais, mas o silenciamento das mulheres é uma questão que precisa ser pensada. No caso específico da Anielle, é muito complicado”, disse Kátia, acrescentando que a situação de assédio é agravada quando o abusador é um colega de trabalho.

A pesquisadora relembra o caso do economista Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa Econômica Federal. Em junho de 2022, ele deixou o cargo em meio a acusações de assédio sexual e moral feitas por funcionárias do banco. “Quantas mulheres tiveram que denunciar até que a denúncia fosse considerada?”, questionou. “Se uma mulher fala, é difícil a denúncia ser considerada. Precisa ter 20, 80, e mesmo assim, há o descrédito.”

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Silvio Almeida negou as acusações e pediu à Me Too que explicasse as denúncias de assédio feitas contra ele. Em nota, afirmou repudiar “com absoluta veemência” as “mentiras” que estão sendo disseminadas e disse haver uma “campanha” para afetar a imagem dele “enquanto homem negro em posição de destaque no Poder Público”. Ainda na nota, citou o “amor e respeito” que tem pela família e pediu que as acusações, guardadas sob sigilo, se tornem públicas para que sejam investigadas “com todo o rigor da lei”.

A pesquisadora Kátia Belisário ressaltou que não estava colocando em pauta a veracidade das denúncias e reitera que Almeida terá todas as formas de provar a inocência, embora acredite que será “difícil” desacreditar tantas mulheres. Para ela, o agora ex-ministro é uma “grande autoridade em racismo estrutural” e alguém com competência acadêmica indiscutível, o que torna o caso ainda mais “triste” e “lamentável”. Conhecido defensor dos direitos humanos e da causa racial, Almeida é advogado, filósofo e professor universitário.

Entenda a demissão de Silvio Almeida por Lula e as denúncias de assédio:

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‘Alguém que pratica assédio não vai ficar no governo’, diz Lula https://canalmynews.com.br/noticias/alguem-que-pratica-assedio-nao-vai-ficar-no-governo-diz-lula/ Fri, 06 Sep 2024 17:45:01 +0000 https://localhost:8000/?p=46456 Polícia Federal e Comissão de Ética Pública afirmam que vão investigar os casos e cobrar esclarecimentos de Silvio Almeida

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta sexta-feira (6), que o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, tem direito a se defender sobre as acusações de assédio sexual supostamente cometido por ele. Lula vai conversar com Almeida nesta tarde e afirmou que “alguém que pratica assédio não vai ficar no governo”.

“Eu estou numa briga danada contra a violência contra as mulheres. O meu governo tem uma prioridade em fazer com que as mulheres se transformem definitivamente numa parte importante da política nacional. Eu não posso permitir que tenha assédio. Então é o seguinte, nós vamos ter que apurar corretamente. Mas eu acho que não é possível a continuidade no governo, porque o governo não vai fazer jus ao seu discurso, a defesa das mulheres, a defesa, inclusive, dos direitos humanos com alguém que esteja sendo acusado de assédio”, disse Lula.

“Eu só tenho que ter o bom senso, é preciso que a gente permita o direito à defesa, a presunção de inocência, ele tem direito de se defender. Nós vamos colocar Polícia Federal, o Ministério Público, a Comissão de Ética da Presidência da República para investigar”, acrescentou o presidente em entrevista à Rádio Difusora, em Goiânia.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, estaria entre as vítimas do ministro dos Direitos Humanos. Ao tomar ciência das denúncias, Lula determinou que Silvio Almeida também prestasse esclarecimentos aos ministros da Controladoria-Geral da União (CGU), Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

“Primeiro, vou conversar com meus três ministros (CGU, AGU e MJSP), vou conversar com mais duas mulheres que estão no governo, que são ministras, e depois eu vou conversar tanto com o Silvio, quanto com a Anielle e vou tomar a decisão [sobre a permanência de Silvio Almeida no governo]”, disse.

Lula cumpre agenda em Goiânia e a previsão é que desembarque em Brasília às 14h20 para as reuniões com os ministros.

“O governo precisa de tranquilidade, o país está indo bem, as coisas estão funcionando bem, a economia está crescendo […]. Eu não vou permitir que um erro pessoal de alguém ou um equívoco de alguém vá prejudicar o governo. Nós queremos paz e tranquilidade e assédio não pode coexistir com a democracia, com respeito aos direitos humanos e sobretudo com respeito aos subordinados”, reafirmou o presidente.

No final da manhã de hoje, a Comissão de Ética Pública (CEP) divulgou nota afirmando que, em reunião extraordinária, decidiu, por unanimidade, pela abertura de procedimento preliminar, para solicitar esclarecimentos ao ministro.

A Polícia Federal também confirmou que vai investigar as denúncias de suposto assédio sexual.

Entenda

Uma reportagem do site Metrópoles, publicada na tarde desta quinta-feira (5), afirma que Silvio Almeida foi denunciado à organização Me Too Brasil por supostos episódios de assédio sexual contra mulheres. Em nota, a Me Too Brasil confirmou a informação.

“A organização de defesa das mulheres vítimas de violência sexual, Me Too Brasil, confirma, com o consentimento das vítimas, que recebeu denúncias de assédio sexual contra o ministro Silvio Almeida, dos Direitos Humanos. Elas foram atendidas por meio dos canais de atendimento da organização e receberam acolhimento psicológico e jurídico”, diz o comunicado.

“Como ocorre frequentemente em casos de violência sexual envolvendo agressores em posições de poder, essas vítimas enfrentaram dificuldades em obter apoio institucional para a validação de suas denúncias. Diante disso, autorizaram a confirmação do caso para a imprensa”.

A ministra Anielle Franco ainda não se manifestou sobre o caso. Em seu perfil no Bluesky (plataforma semelhante ao X, ex-Twitter) e na rede social Instagram, a primeira-dama Janja Lula da Silva postou uma foto em que aparece beijando Anielle na testa. A imagem, entretanto, não acompanha nenhum tipo de legenda.

Lula comentou a publicação da primeira-dama. “O motivo de uma foto da Janja com a Anielle é a demonstração inequívoca que as mulheres estão com as mulheres. E é o normal. Não tem uma mulher que fique favorável a alguém que seja denunciado de assédio”, disse durante a entrevista.

Em nota divulgada à imprensa também na noite desta quinta-feira, Silvio Almeida diz repudiar “com absoluta veemência” as acusações, às quais ele se referiu como “mentiras” e “ilações absurdas” com o objetivo de prejudicá-lo. Ele confirmou que encaminhou ofícios à CGU, ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à PGR “para que façam uma apuração cuidadosa do caso”.

Leia mais:

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Lula: medidas de igualdade racial são pagamento de dívida histórica https://canalmynews.com.br/brasil/lula-medidas-de-igualdade-racial-sao-pagamento-de-divida-historica/ Mon, 20 Nov 2023 16:54:12 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=41312 Queremos apenas recompor aquilo que é a realidade de uma sociedade democrática”, disse o presidente da República

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Ao anunciar um novo pacote de medidas de igualdade racial nesta segunda-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se referiu às ações como o pagamento de uma dívida histórica. “O que nós fizemos aqui hoje é o pagamento de uma dívida histórica que a supremacia branca construiu nesse país desde que ele foi descoberto. Queremos apenas recompor aquilo que é a realidade de uma sociedade democrática”, disse.

O conjunto de 13 ações, apresentado pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, em parceria com mais dez pastas e órgãos federais, inclui programas nacionais, titulações de territórios quilombola, bolsas de intercâmbio, acordos de cooperação, grupos de trabalho interministeriais e outras iniciativas que garantem ou ampliam o direito à vida, à inclusão, à memória, à terra e à reparação.

“Tudo isso que nós assinamos agora é como se a gente estivesse plantando uma árvore. Essa árvore, para dar certo, tem que ser semeada. Tem que colocar água. Tem que ter sol. Precisa ter adubo. E são vocês o adubo para uma política pública funcionar”, destacou. “Essas coisas que assinamos aqui, pra elas andarem, vocês não podem deixar de cobrar o funcionamento.”

“Nós não somos diferentes pela pele, pelo cabelo, pela roupa. Porque somos irmãos. Viemos do mesmo pai, moramos o mesmo planeta e temos o sangue da mesma cor. Então, tudo que a gente está fazendo é tentativa de recompor coisas que foram construir e recolocar no lugar coisas que foram tiradas”, concluiu Lula.

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Governo vai criar a coordenação de saúde da população negra, diz ministra https://canalmynews.com.br/brasil/governo-vai-criar-a-coordenacao-de-saude-da-populacao-negra-diz-ministra/ Fri, 17 Mar 2023 13:23:15 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36428 Anúncio foi feito pela ministra Anielle Franco

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A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, adiantou nesta quinta-feira (16) que o governo anunciará novas medidas de combate à desigualdade racial no próximo dia 21 de março, quando a criação da Secretaria de Políticas de Promoção para a Igualdade Racial (Seppir) completará 20 anos. A secretaria foi criada no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula Silva, em 2003, após demanda histórica do movimento negro.

Anielle Franco ministrou aula inaugural do semestre letivo na Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz), na tarde desta quinta-feira, no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro.

Segundo a ministra, no próximo dia 21 haverá uma comemoração no Palácio do Planalto em que serão anunciadas medidas para aumentar a presença de mulheres negras no serviço público federal; será instituída uma coordenação de saúde da população negra junto ao Ministério da Saúde e também serão tituladas seis terras de povos quilombolas que aguardam a regularização há mais de 20 anos.

“É um processo muito longo a titulação das terras quilombolas. É um processo que vai e volta, e as famílias estão se perdendo. A ancestralidade está lá, mas as terras estão indo embora. A memória dessas mulheres negras e desse povo está indo embora, porque não titula”, disse a ministra.

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Anielle Franco é eleita uma das 12 mulheres do ano pela revista Time

Além de titulações e indenizações, a ministra prometeu ações de educação e cultura ainda junto a comunidades quilombolas nos primeiros 100 dias do governo, e lembrou que esse é um pedido do presidente Lula.

O ministério também anunciará, em parceria com as pastas do Esporte e da Justiça, a criação de um Grupo de Trabalho de Combate ao Racismo nos Esportes. “É inadmissível o que o Vini Jr. está passando na Espanha, mas o que todo mundo passa aqui também, e a gente sabe como é”.

Marielle
Em discurso a alunos, professores e servidores da ENSP/Fiocruz, a ministra Anielle Franco relembrou os primeiros momentos após o assassinato de sua irmã, a vereadora Marielle Franco, que completou 5 anos na terça-feira (14).

“A gente não pode esquecer que a Mari foi vítima de um feminicídio político”, disse a ministra. “Eu jamais vou perdoar. Nunca vou perdoar terem olhado para aquela mulher discursando e não terem nunca pensado em ter uma segurança pra ela. Nunca na minha vida eu vou aceitar isso”.

Anielle Franco afirmou que somente após um crime cruel como esse houve a noção de que mulheres negras na política também deveriam ter segurança. Ela reforçou que essas mulheres são vítimas de violência política há anos, e que estudos conduzidos pelo Instituto Marielle Franco em 2020 e 2021 mostraram que esses casos são recorrentes.

“A Marielle precisou morrer, ser assassinada do jeito que foi, cruelmente, para que outras pessoas ganhassem segurança privada, carro blindado e tivessem a noção de que as políticas mulheres negras precisam de segurança também, além dos homens brancos”.

A ministra também lembrou o momento em que foi convidada pelo presidente Lula para estar à frente da pasta da Igualdade Racial e disse que conversou com outras mulheres negras que são referência em sua vida, como a deputada Benedita da Silva e as ativistas Lúcia Xavier e Jurema Werneck, assim que recebeu a proposta.

“Eu não quero entregar só simbologia. Eu tenho orgulho de ser irmã dela. Mas eu tenho que entregar trabalho”, disse.

No dia a dia em Brasília, a ministra disse que ainda é atacada, especialmente no Congresso Nacional, onde outras políticas negras também sofrem ofensas.

“Nenhuma Câmara, nem em Brasília nem em nenhum lugar, é historicamente desenhada para mulheres. A Talíria [Petroni, deputada federal] foi lá com filho no colo e não tinha um lugar para trocar a fralda do menino. Não é desenhado pra gente. A Erika Hilton [travesti, deputada federal] estava lá, lindíssima, mas o tempo inteiro que ela passa e as pessoas afrontam chamando ela de coisas horrorosas. Se eu entro, porque o Executivo tem que construir com o Legislativo e vice-versa, eu sou atacada. Não vai ser fácil a gente reconstruir”, disse.

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Anielle Franco é eleita uma das 12 mulheres do ano pela revista Time https://canalmynews.com.br/internacional/anielle-franco-e-eleita-uma-das-12-mulheres-do-ano-pela-revista-time/ Fri, 03 Mar 2023 17:09:53 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36224 Ministra é a primeira brasileira a aparecer na lista

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A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, foi eleita pela revista Time, uma das mais prestigiadas do mundo, como uma das 12 mulheres do ano em 2023. Irmã de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada brutalmente em 2018, Anielle se tornou diretora do instituto que leva o nome da irmã, e que luta por direitos humanos e na defesa da memória de Marielle, e desde então se envolveu no ativismo político pelas causas da população negra e LGBTQIA+.

Aos 38 anos de idade, ela é formada jornalismo pela Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e em inglês e literatura pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

“Sua trágica história familiar, personalidade calorosa e uso hábil das mídias sociais transformaram a outrora reservada Franco em uma líder improvável no movimento pelos direitos dos negros no Brasil”, diz um trecho do perfil que a revista Time publicou sobre a ministra.

A lista das 12 mulheres mais influentes do ano traz nomes consagrados da cultura e do esporte, como a atriz Cate Blanchet, a cantora Phoebe Bridges, a jogadora de futebol Megan Rapinoe e a roteirista Quinta Brunson. Outras ativistas pelos direitos das mulheres, como a mexicana Véronica Cruz Sánchez, a ucraniana Olena Shevchenko e a iraniana Masih Alinejad também estão na lista.

Em suas redes sociais, Aniele se manifestou sobre o reconhecimento internacional. “Muito orgulhosa e emocionada em ter sido a primeira e única brasileira indicada como ‘Mulher do Ano’ entre as doze escolhidas pela revista norte-americana Time. Estou muito feliz e não chego sozinha, esse reconhecimento não é só meu, é de todas as mulheres negras do Brasil”.

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‘Brasil do futuro precisa responder dívidas do passado’, diz ministra Anielle Franco https://canalmynews.com.br/politica/brasil-do-futuro-precisa-responder-dividas-do-passado-diz-ministra-anielle-franco/ Thu, 12 Jan 2023 12:44:04 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35375 Anielle Franco assumiu nesta quarta o Ministério da Igualdade Racial

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A jornalista e ativista Anielle Franco assumiu o cargo de ministra da Igualdade Racial nesta quarta-feira (11), no Palácio do Planalto, em Brasília, em uma solenidade que também marcou a chegada de Sônia Guajajara à frente do Ministério dos Povos Indígenas.

Em um longo discurso, no qual fez um balanço crítico das marcas do racismo na sociedade brasileira, Anielle Franco chamou a atenção para a necessidade de fortalecer políticas de reparação da dívida histórica do país com o povo negro.

“Não podemos mais ignorar ou subestimar o fato de que a raça e a etnia são determinantes para a desigualdade de oportunidades no Brasil em todos os âmbitos da vida. Pessoas negras estão sub-representadas nos espaços de poder e, em contrapartida, somos as que mais estamos nos espaços de estigmatização e vulnerabilidade”, afirmou.

Apesar de a maioria da população brasileira se autodeclarar negra, Anielle Franco disse que “é possível observar que os brancos ocupam a maior parte dos cargos gerenciais, dos empregos formais e dos cargos eletivos”, acrescentando que, por outro lado, a população negra está no topo dos índices de desemprego, subemprego e de ocupações informais, além de receber os menores salários.

A nova ministra cobrou o envolvimento dos não negros na superação das desigualdades. “O Brasil do futuro precisa responder às dívidas do passado. E é por isso que em um governo de reconstrução nós gostaríamos também de falar com os não negros. O enfrentamento ao racismo e a promoção da igualdade racial é um dever de todos nós”, disse.

Propostas
A nova ministra da Igualdade Racial disse que, nos próximos 4 anos, vai trabalhar para fortalecer a Lei de Cotas e ampliar a presença de jovens negros e pobres nas universidades públicas.

Também disse que buscará aumentar a visibilidade e a presença de servidores negros e negras em cargos de tomada de decisão da administração pública. Ela adiantou que a pasta ainda deve relançar o plano Juventude Negra Viva, que promoverá ações que visem a redução da letalidade contra a juventude negra brasileira e a ampliação de oportunidades para jovens brasileiros.

Anielle Franco também mencionou o fortalecimento da política nacional de saúde integral da população negra, e a necessidade garantir direitos de comunidades quilombolas e ciganas.

As cerimônias assunção de cargos de Anielle Franco e Sônia Guajajara, que seriam realizadas separadamente, tiveram que ser remarcadas em uma só solenidade após os atos golpistas do domingo (8), que destruíram os prédios da República, incluindo a depredação do Palácio do Planalto.

Desta vez, a assunção ministerial contou com a presença do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não acompanhou as de outros auxiliares a longo da semana passada. Ele estava acompanhado da esposa, Janja da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e ministros.

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Lula sanciona lei que equipara crime de injúria racial ao racismo https://canalmynews.com.br/sem-categoria/lula-sanciona-lei-que-equipara-crime-de-injuria-racial-ao-racismo/ Thu, 12 Jan 2023 12:02:32 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35367 Penas de reclusão são ampliadas para até 5 anos

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (11) uma lei aprovada pelo Congresso Nacional que equipara o crime de injúria racial ao de racismo e amplia as penas. A solenidade de sanção ocorreu durante a cerimônia de posse, no Palácio do Planalto, das ministras Sônia Guajajara (Ministério dos Povos Indígenas) e Anielle Franco (Ministério da Igualdade Racial).

Agora, a injúria racial pode ser punida com reclusão de 2 a 5 anos. Antes, a pena era de 1 a 3 anos. A pena será dobrada se o crime for cometido por duas ou mais pessoas. Também haverá aumento da pena se o crime de injúria racial for praticado em eventos esportivos ou culturais e para finalidade humorística.

A nova legislação se alinha ao entendimento do Supremo Tribunal Federal que, em outubro do ano passado, equiparou a injúria racial ao racismo e, por isso, tornou a injúria, assim como o racismo, um crime inafiançável e imprescritível.

A injúria racial é a ofensa a alguém, um indivíduo, em razão da raça, cor, etnia ou origem. E o racismo é quando uma discriminação atinge toda uma coletividade ao, por exemplo, impedir que uma pessoa negra assuma uma função, emprego ou entre em um estabelecimento por causa da cor da pele.

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Sociedade “acha que pode descartar corpos como o da Marielle”, diz Anielle Franco https://canalmynews.com.br/politica/tres-anos-sem-marielle-uma-luta-de-ativismo-justica-e-combate-as-milicias/ Fri, 12 Mar 2021 18:46:04 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/tres-anos-sem-marielle-uma-luta-de-ativismo-justica-e-combate-as-milicias/ Anielle Franco mantém viva a resistência política da irmã e segue na busca por verdade e justiça

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Três anos após o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, os órgãos responsáveis pela investigação do crime ainda não apresentaram um veredito sobre os possíveis mandantes do atentado e suas reais motivações.

Manifestantes fazem passeata no centro do Rio de Janeiro para lembrar assassinato da Vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes.
Manifestantes fazem passeata no centro do Rio de Janeiro para lembrar assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes. Foto: Fernando Frazão (Agencia Brasil).

No início de março (4), o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Luciano Oliveira Mattos de Souza, anunciou a criação de uma força-tarefa no Ministério Público do Rio (MP-RJ) com o objetivo de concluir a apuração e exame das provas. A promotora Simone Sibilio, coordenadora do caso no Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), chefiará a operação, tendo Letícia Emile, promotora que também participou da investigação, como integrante da equipe.

Em entrevista ao Café do MyNews desta sexta-feira (12), a irmã da vereadora e atual diretora do Instituto Marielle Franco, Anielle Franco, relatou como vem conciliando trabalho, ativismo e justiça nesses últimos anos, demonstrando a necessidade explícita de mudanças sociais e políticas no Brasil.

“É difícil definir em poucas palavras o que foram esses três anos na nossa vida. A Mari faz muita falta, e faz muita falta em várias áreas, em vários setores da família – ela era mãe, líder, madrinha da minha filha… São três anos de muita luta e de muita saudade”, afirmou Anielle.

A atual diretora do Instituto Marielle Franco destaca que encara de maneira positiva a não federalização das investigações e que foi elaborado um dossiê com uma linha do tempo e perguntas sobre o duplo assassinato. O documento será entregue ao MP carioca.

Avenida Paulista – Ato “Basta! Quem mandou matar Marielle e Anderson?.
Avenida Paulista – Ato “Basta! Quem mandou matar Marielle e Anderson?. Foto: Elineudo Meira (Fotos Públicas).

“Esse é o retrato da sociedade em que vivemos: extremamente racista, machista, misógina… Que acha que pode descartar corpos como o da Marielle a qualquer momento. É muito cansativo, frustrante, ter que estar sempre defendendo a memória da Mari por conta de fake news. Até hoje recebemos muitas notícias falsas pelas redes sociais, quando não vem a entrada do racismo nos chamando de macacas e outras coisas. Fake News é o mal do século, elegemos um genocida assim, e a Mari ainda é muito vítima disso – não só ela como a família toda”, complementou Anielle.

Um crime contra a democracia

De acordo com o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), a implementação de uma força-tarefa pode ser um importante passo para a resolução do caso.

Participando do Café do MyNews ao lado de Anielle, Freixo disse que “qualquer assassinato” que fique três anos sem ser resolvido deve ser considerado “um absurdo’. Entretanto, a ocorrência em questão apresenta um diferencial: “O crime contra a vida de Marielle foi um crime contra a democracia. A morte da Marielle é o atestado de óbito da cidade do Rio de Janeiro, porque ela foi morta por razões políticas. Não foi bala perdida, não foi assalto, não foi crime passional, e isso precisa ser dito. Não interessa quem gostava ou não da Marielle, do que ela dizia ou do que ela representava politicamente, não é isso que está em jogo.”

“Existe um grupo político no Rio capaz de matar e isso atinge a todos, quem gostava ou não gostava, quem conhecia ou não conhecia. Três anos é um tempo demasiado e inaceitável, foram muitos erros, muitas coisas complicadas no início da investigação, mas que bom que se fez uma força-tarefa, que bom que o delegado hoje é uma pessoa muito aplicada, que procura sempre dialogar com a gente. Enfim, a gente tem confiança e esperança de que o caso possa ser resolvido mesmo com esse tempo absurdo”, disse o congressista.

Entrevista com Anielle Franco e Marcelo Freixo no programa Café do MyNews - 13/03.
Entrevista com Anielle Franco e Marcelo Freixo no programa Café do MyNews – 13/03. Foto: Reprodução (MyNews).

Para o deputado, a questão sobre a mesa envolve, para além de posicionamentos públicos, o crime organizado. O político afirma existir “uma linha muito forte na delegacia de homicídios, uma linha que leva à gente muito poderosa aqui no Rio de Janeiro, a poderes políticos estabelecidos. Não temos a menor dúvida do envolvimento de milícias na morte da Marielle, do envolvimento de razões políticas e de gente poderosa, só que temos que chegar em quem mandou matar o mais rápido possível. É muito grave achar que a política pode conviver com a violência letal”.

Freixo ressalta que não entender a motivação política que levou ao assassinato de Marielle, e também quem é o mandante do crime, significa que crimes políticos podem continuar acontecendo.

Íntegra da entrevista com Anielle Franco e Marcelo Freixo (PSOL-RJ) no Café do MyNews – 12/03.

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