Arquivos barril de petróleo - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/barril-de-petroleo/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 08 Jun 2022 15:06:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Apesar da crise petrolífera, Petrobras não deve aumentar preços https://canalmynews.com.br/economia/crise-petrolifera-petrobras-nao-deve-aumentar-preco-dos-combustiveis/ Fri, 04 Mar 2022 00:53:47 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=25387 Analistas do mercado compreendem que mesmo com a delicada conjuntura mundial, estatal brasileira acompanha volatilidade internacional e deve optar por evitar perturbações no ambiente político doméstico.

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Crise petrolífera: Após os Estados Unidos imporem restrições às exportações de tecnologia no setor de refino de petróleo russo, o mercado da commodity vivenciou um dia agitado. Na manhã desta quinta-feira (3), o barril tipo Brent (referência para o comércio mundial) renovou sua máxima em mais de uma década, chegando a ser negociado por US$ 119,84 – ao longo do dia, no entanto, o movimento perdeu força, cedeu 2,18%, e passou a ser comercializado a US$ 110,46.

Em meio às incertezas, aversão à riscos e uma crescente aderência à denominada “velha economia”, o banco de investimentos UBS BB divulgou um relatório compreendendo a atual conjuntura petrolífera, com destaque para a companhia brasileira Petrobras.

Plataforma petrolífera da Petrobras

Plataforma petrolífera da Petrobras. Foto: Reprodução (Agência Brasil)

A instituição financeira elencou pontos de atenção para os investidores da estatal, ressaltando o mercado doméstico e a famigerada política de preços da empresa. Para o banco, o investidor deve se atentar a quatro principais pontos:

  • Ajuste de preços: novos reajustes não devem ocorrer de imediato, tendo em vista o ambiente político e a volatilidade dos preços internacionais;
  • Risco de escassez: por ora limitado, uma vez que, em parte, os volumes exportados geralmente são definidos com 30 a 45 dias de antecedência e estão a caminho de março;
  • Paridade: na paridade abaixo dos 20% negativos, espera-se que os players privados aguardem a estratégia da Petrobras antes de tomar decisões (se a estatal importará para abastecer o mercado ou se serão os distribuidores que importarão);
  • Preços domésticos: é preciso manter temporariamente os preços domésticos abaixo da paridade de importação (flutuação internacional), pois seria menos negativo do que uma possível queda de um aumento.

Quanto aos combustíveis, então, o UBS não espera aumentos no mercado nacional, uma vez que novas altas podem desencadear reações negativas do governo e da população, agravando ainda mais a atual conjuntura de incertezas. Além disso, a instituição estima que a gasolina já esteja cerca de 25% abaixo da paridade de importação e o diesel 20%.

Impactos do conflito no Leste Europeu

A forte participação da Rússia no mercado global de energia tem sido pauta para analistas econômicos, que tentam explicar os impactos diretos e indiretos das sanções impostas sobre a nação comandada por Vladimir Putin.

Para Hector Trabucco, CEO LATAM da Dover Fueling Solutions, o cenário agora é de total atenção, para que haja a compreensão acerca das próximas movimentações russas: “Estamos vivendo um momento complexo, com situações que não ocorriam em muitas décadas, e o mundo está em cautela, observando como isso vai evoluir. A questão da guerra na Ucrânia tem um impacto muito grande na energia como um todo, não só nos combustíveis, tendo em vista que a Rússia é um player relevante, detentora de 10% da produção de petróleo”, explica Trabucco.

Quanto à possibilidade de escassez da principal commodity energética, o gestor esclarece que há um o acordo generalizado entre as nações exportadoras e importadoras, que diz respeito ao abastecimento populacional e às necessidades primordiais da cadeia de produção.

Trabucco comenta que “esses contratos globais de fornecimento de petróleo têm um grau de cobertura de várias semanas, e os compromissos têm tido uma tendência histórica de serem cumpridos, mesmo em cenários de bastante dificuldade. A situação agora é nova, o mercado ainda procura compreender os impactos da evolução desse conflito, mas a expectativa é que esses compromissos de fornecimento sejam cumpridos… Particularmente, eu não vejo riscos quanto à falta de produtos; essa volatilidade será mais sentida no preço, na inflação, do que no fornecimento”.

Quanto a alta no preço dos combustíveis, o CEO coloca em contraponto lucro e necessidade, exemplificando a política de defasagem empregada atualmente pela Petrobras: “A última vez que a Petrobras operou com uma defasagem tão grande foi no período de 2011 a 2013, em que a diferença também estava na faixa dos 20% – essa foi uma época em que a Petrobras teve prejuízos financeiros muito grandes. Agora, a companhia está agindo com muita cautela, até porque ninguém sabe quanto tempo essa situação pode demorar… Caso seja resolvida rapidamente, a flutuação pode ser absorvida pelas empresas de uma maneira relativamente tranquila. Mas caso a situação demore para ser resolvida e o preço do petróleo se mantenha no médio/longo prazo, a Petrobras terá grandes dificuldades para manter essa política de absorção do gap”.

No fim, entende-se que a perspectiva econômica ainda busca compreender o grande objetivo dos russos, tentando ao máximo precificar as ações do conflito. No entanto, em confluência com governantes e civis, o mercado ainda vê a guerra no Leste Europeu com cautela e cercada de interrogações.

 

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A entrevista completa com Hector Trabucco e mais impactos macroeconômicos e na carteira de investimentos, você confere no MyNews Investe desta quinta-feira:

 

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Crises energética e hídrica ameaçam economia e podem frear recuperação https://canalmynews.com.br/mynews-investe/crises-energetica-e-hidrica-ameacam-economia-podem-frear-recuperacao/ Fri, 15 Oct 2021 01:18:04 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/crises-energetica-e-hidrica-ameacam-economia-podem-frear-recuperacao/ Incertezas provocada pelas crises energética e hídrica também devem fazer o investidor apertar o cinto, pensar em diversificação da carteira e olhar para alternativas da renda fixa

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Os preços do petróleo não param de subir. O barril fechou a quinta-feira (14) negociado a US$ 84, podendo chegar a US$ 90 até o fim de dezembro, segundo os analistas. Já é a maior cotação dos últimos três anos. E o que dizer do aumento do gás natural, que na Europa já chega a 1.000% só em 2021. É a crise energética batendo à porta do mundo. E do Brasil também, claro, que ainda tem uma crise hídrica pra chamar de sua.

A alta nos preços do petróleo e do gás deve impulsionar a inflação, reduzir a produção das indústrias e desacelerar a recuperação mundial pós-pandemia de Covid-19. O mais recente alerta foi dado nesta quinta pela Agência Internacional de Energia (IEA). Para falar sobre o impacto das crises do momento na economia e nos investimentos, o MyNews Investe recebeu na edição das 18h Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, e Guilherme Assis, CEO da Gorila.

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Sérgio Valle e Guilherme Assis participaram do MyNews Investe desta quarta (14) e analisaram os impactos das crises energética e hídrica para a economia/Imagem: Reprodução/Canal MyNews

Assis reforçou que o investidor não tem refresco e, no Brasil, menos refresco ainda. Em abril do ano passado, o barril do petróleo estava sendo negociado a US$ 20. “Hoje está com esse preço alto. Temos a crise hídrica aqui, incerteza política, inflação, que puxa os juros. Isso acaba impactando toda a carteira dos investidores.” Para o CEO da Gorila, quem investe precisa apertar um pouco o cinto e pensar em diversificação da carteira, não investir só no Brasil e olhar para alternativas da renda fixa.

Sérgio Vale chamou atenção para o “cenário bastante complicado” que se avista no horizonte para 2022, com pressão na taxa de câmbio, mais aumento da taxa de juros, mais inflação e, consequentemente, menos crescimento. Ele também destacou um outro aspecto: o período eleitoral, marcado por incertezas. “A gente não sabe o que vai sair da eleição. Há riscos muito concretos do que a gente pode ter de política econômica de 2023 para frente.”.

Segundo o economista-chefe da MB Associados, o mercado antecipa todos os riscos e olha o que está acontecendo no momento. E o que vê é um Banco Central muito isolado e sozinho na condução da política monetária, uma inflação muito alta, acima dos 10%, uma política fiscal que vai na contramão. Somem-se a isso reformas que deveriam acontecer, mas não vão, um Centrão dominante na política e um presidente enfraquecido. É quase uma tempestade perfeita.

Na busca por uma “boa notícia”, sobram os desempenhos das commodities agrícolas – sempre elas – e o mercado do petróleo. “Tem o efeito positivo de preço, tende a ter uma repercussão positiva para a Petrobras como um todo na arrecadação. Mas é suficiente para cobrir as dificuldades pelas quais estamos passando agora?”, questionou Sérgio Vale. Aparentemente, não.

Assista ao MyNews Investe, no Canal MyNews, com apresentação de Thais Skodowski. De segunda a sexta.

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Petrobras reajusta em 7,2% preço do gás de cozinha e da gasolina https://canalmynews.com.br/economia/petrobras-reajusta-gas-de-cozinha-gasolina/ Sat, 09 Oct 2021 00:19:16 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/petrobras-reajusta-gas-de-cozinha-gasolina/ Segundo o IBGE, a gasolina aumentou 39,6% e o gás de cozinha foi reajustado em 34,6% nos últimos 12 meses

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A partir deste sábado (9), o gás de cozinha e a gasolina serão reajustados em 7,2%, nas refinarias da Petrobras. O anúncio foi feito nesta sexta-feira. O quilo do gás de cozinha passará de R$ 3,60 para R$ 3,86; enquanto o litro da gasolina vendida nas refinarias da Petrobras sairá de R$ 2,78 para R$ 2,98. A Petrobras já havia anunciado um reajuste de 8,88% no valor do óleo diesel no final de setembro.

Segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a gasolina foi reajustada 39,6% e o gás de cozinha teve reajuste de 34,67% em 12 meses – até o mês de setembro.

Em fevereiro de 2021, gasolina é vendida pelo preço médio de R$ 4,833.
Gasolina e gás de cozinha serão reajustados em 7,2% a partir deste sábado / Foto: Tomaz Silva (Agência Brasil).

Entre as explicações para os reajustes estão o preço do barril de petróleo no mercado internacional e a cotação do dólar. O barril do petróleo está sendo vendido a US$ 82,48 nesta sexta (9), enquanto o dólar alcançou a cotação de R$ 5,51.

O preço dos combustíveis é um dos fatores que tem contribuído para a alta da inflação, que no mês de setembro teve alta de 1,16% – o maior resultado para o mês desde 1994. Nos últimos 12 meses, o Brasil acumula uma inflação de 10,25%.

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Petróleo deve atingir níveis pré-Covid somente em 2022 https://canalmynews.com.br/economia/petroleo-deve-atingir-niveis-pre-covid-em-2022/ Tue, 28 Sep 2021 23:05:22 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/petroleo-deve-atingir-niveis-pre-covid-em-2022/ Restrições na oferta e aumento da demanda com a retomada econômica pressionam o preço do barril do petróleo

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Nesta terça-feira (28), o preço do petróleo bateu novas máximas em três anos pelo segundo dia consecutivo. O barril do tipo Brent, referência global, chegou a US$ 80. Já o do tipo WTI, referência no mercado americano, atingiu US$ 75.

O aumento da demanda por conta da atual retomada econômica global, além da chegada do inverno no Hemisfério Norte, são os principais motivos para a valorização do combustível fóssil.

“A pandemia causou um desequilíbrio muito grande no caso de consumo e oferta de energia. Nós reduzimos o consumo por causa da pandemia, mas com as vacinas e a retomada econômica, a demanda voltou. Só que no mercado de energia não tem um botão que faz desligar ou ligar a produção a qualquer momento; então, ainda não voltamos ao equilíbrio de oferta e demanda”, explica Frederico Nobre, analista sênior de investimentos Warren.

Ainda segundo Nobre, o preço não deve aumentar ainda mais. “Eu não acredito que até o final do ano a gente supere esse patamar de US$ 80”, comenta. O especialista também afirma que até meados de 2022, os preços dos barris de petróleo devem voltar ao patamar pré-Covid.

Aumento do valor do petróleo deve se refletir na Petrobras ou na PetroRio

Com o aumento do valor do petróleo também se espera a alta das ações de empresas relacionadas ao combustível fóssil. É claro que o aumento do petróleo tem relação com a subida das ações. O mercado precifica isso positivamente e no curto prazo a volatilidade é esperada, principalmente a Petrobras”, conta Nobre.

No entanto, o analista diz para quem for investir ter atenção a outra empresa do setor, diferente da Petrobras. “A nossa preferida é a PetroRio. Em primeiro plano, porque não há interferência política e, segundo, por ser focada apenas em exploração, produção e comercialização de petróleo. Ela tem custo mais baixo de exploração de petróleo e consegue vender a preços competitivos”, enfatiza.

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