Arquivos Bolívia - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/bolivia/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 28 Jun 2024 18:07:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Chico Alencar: ‘Tentativa de golpe na Bolívia foi mal planejada, diferente da que houve no Brasil’ https://canalmynews.com.br/opiniao/chico-alencar-tentativa-de-golpe-na-bolivia-foi-mal-articulada-diferente-da-que-houve-no-brasil/ Fri, 28 Jun 2024 15:10:21 +0000 https://localhost:8000/?p=44249 Para deputado, esquema pensado para impedir a posse de Lula foi bem articulado, ainda que não tenha tido as características de um plano tradicional de tomada de poder, com tanques na rua

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A tentativa de golpe de Estado na Bolívia, contida em algumas horas, foi mal planejada, diferente da que houve no Brasil, afirmou ao Segunda Chamada de quinta-feira (27) o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ). Na tarde de quarta-feira (26), tropas e tanques se posicionaram em frente à sede do governo, em La Paz, e chegaram a derrubar a porta do palácio presidencial. A princípio, acreditava-se que a investida poderia prosperar. Mas tão rapidamente quanto foi articulada, se desmantelou.

“Foi uma tentativa completamente improvisada. Eles saíram com um pequeno batalhão, entraram em um carro de combate e tentaram roubar o palácio errado. Depois, o povo foi chegando e os militares, os soldadinhos, foram saindo, assim, em passo de ganso, meio cordel, e aos poucos saíram correndo”, afirma Alencar. “Não teve nenhuma característica de tentativa de golpe bem dada. Um golpe nunca é bom, mas pode ser mais ou menos bem articulado.”

O comandante Robinson Farinazzo, do canal Arte da Guerra, que também participou do Segunda Chamada, concorda. Para ele, a palavra que define a tentativa de golpe na Bolívia é “amadora”. Ele explica que, historicamente, golpes de Estado são constituídos em várias etapas. É comum tomar medidas como se apropriar dos meios de comunicação, ocupar ao menos um hospital, para socorrer eventuais feridos, fechar vias de trânsito, entre outras. Mas, aparentemente, nada disso foi feito.

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Alencar avalia que, no Brasil, a tentativa de golpe foi mais articulada, ainda que não tenha tido as características de um plano tradicional de tomada de poder, com tanques na rua. Ela ocorreu a partir de 2018, com o impedimento da participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição. Ele foi preso em abril daquele ano.

O ápice dessa articulação golpista se deu em 8 de janeiro de 2023, quando autonomeados patriotas invadiram e vandalizaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF), em uma tentativa fracassada de impedir que Lula, recém-empossado, exercesse o mandato. Em maio deste ano, um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que a investigação sobre a tentativa de golpe com o objetivo de manter Jair Bolsonaro (PL) no poder está “em vias de conclusão”, o que surge como esperança aos defensores da democracia.

“Creio que até meados de julho devem surgir indiciamentos de réus, e gente graúda, espero, vá para cadeia, fazer companhia — com todas as distâncias territoriais — a Zuñiga [Juan José Zuñiga, general que liderou a tentativa de golpe na Bolívia] e outros golpistas”, disse Alencar. “Chega, golpe nunca mais, de qualquer tipo, sejam esses golpes modernos, como se articulou no Brasil, ou à moda antiga, como esse da Bolívia.”

Assista abaixo ao Segunda Chamada de quinta-feira (27):

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Evo quer voltar, mais uma derrota da democracia? https://canalmynews.com.br/coluna-da-sylvia/evo-quer-voltar-mais-uma-derrota-da-democracia/ Thu, 28 Sep 2023 12:37:38 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40081 Evo Morales anunciou nesta semana que vai se apresentar novamente para disputar as eleições de 2025

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Evo Morales anunciou nesta semana que vai se apresentar novamente para disputar as eleições de 2025. Seria a sétima vez que concorre ao cargo de presidente. O espanto não vem tanto pelo número, mas sim porque tal intenção vai diretamente contra a Constituição que ele mesmo promulgou e assinou. Nela, a Bolívia só permite uma reeleição. Mas Morales já governou por três mandatos e teve sua quarta vitória anulada.

Para quem não está muito familiarizado com a história recente da Bolívia, vale lembrar que Evo começou sua carreira política como líder sindical dos plantadores de coca na província do Chapare, ainda nos anos 1990.

Na época, o país vivia tempos turbulentos, crise econômica, greves, e tensão social. Evo se lançou candidato em 2002, e perdeu.
Depois de um longo trabalho com marqueteiros estrangeiros e sindicalistas bolivianos, saiu vencedor em 2006, numa época em que a América Latina vivia seu “boom das commodities”. O período de bonança serviu a Evo para dar um grande impulso à luta contra a pobreza, um problema crítico do país.

Em 2006, quando assumiu, Evo recebeu o país com PIB de US$ 9 bilhões. Hoje, esse índice é de US$ 37 bilhões. Há 13 anos, os pobres representavam 60% da população. Hoje, são 35%. Nos últimos anos, ainda que interrompido pela pandemia, a Bolívia se tornou o país sul-americano que mais cresce _mais até que Brasil e Argentina.

O que Evo realizou na Bolívia é revolucionário, criou uma nova classe média, realizou obras de infraestrutura, modernizou estradas e até construiu povoados novos de construções de concreto ao lado de onde antes as pessoas viviam em casas de barro e madeira, expostas a animais perigosos e incêndios.

Os benefícios que o povo boliviano recebeu na época são inegáveis. Porém, como passa a tantos, Evo caiu na tentação do autoritarismo. Interpretou que o carinho das pessoas lhe daria legitimidade a uma estada no poder sem limites. E foi aí que deu seu passo em falso.
Reelegeu-se em 2009, com a nova Constituição que dizia que apenas seriam permitidos dois mandatos.

Às vésperas da eleição de 2014, pediu à Suprema Corte, da qual constavam juízes em maioria postos alí por ele, que aceitassem que, na verdade, seu primeiro mandato não valeria na conta, afinal, a nova Constituição é que marcaria seu primeiro mandato. A Corte aceitou.

Naqueles dias, em uma entrevista que lhe fiz no Palacio Quemado (sede do poder em La Paz), perguntei se ele, na próxima vez, ia concorrer também a um quarto mandato. Ele disse: “vou respeitar a lei”.

O que não me contou a mim e tampouco aos bolivianos é que tinha poder, e iria, mudar as leis. Como a crise econômica já dava suas mostras depois do “boom das commodities” e boa parte da oposição se juntou para pedir que não tentasse mais uma eleição, Evo relutou.

Ainda assim, aceitou lançar um plebiscito, se a população dissesse “sim”, ele mudaria a Constituição e concorreria de novo, se dissesse “não”, ele “iria voltar a sua casa no campo, no Chapare”. Pois a população disse “não”, em sua maioria, a derrota foi de 51,3% contra 48,7% para o sim.

A princípio, Evo disse que respeitaria a decisão do povo. Meses depois, porém, sua cúpula e ele mesmo passaram a dizer que esse plebiscito estava “manchado pelas fake news”. Durante a campanha, havia surgido um rumor de que Evo teria tido um filho e abandonado-o. Depois se descobriu que não era verdade, que a criança não existia. Mas para ele, isso teria influenciado no plebiscito, que ele então passou a considerar ilegítimo.

Para voltar ao páreo, ele e sua equipe se armaram de outro argumento. O de que, segundo a Declaração Universal de Direitos Humanos, qualquer cidadão deve ter possibilidades de ser presidente de seu país e, com isso, se não deixassem que Evo participasse, lhe estariam tirando um “direito humano”.

Evo concorreu, em 2019, numas eleições confusas, interrompidas, com um papel no mínimo atrapalhado da OEA ao não reconhecer o resultado. Evo afirmava que tinha ganho, enquanto o país mergulhou no caos.

Manifestantes, opositores, a própria polícia saiu às ruas em desconhecimento do resultado. Evo foi pressionado pelas Forças Armadas a renunciar, algo que fez contra sua vontade, e deixou o país, primeiro para o México, depois para a Argentina.

Eu estava em La Paz nos dias em que esta se colocou em polvorosa, com o país acéfalo. Afinal, Evo havia mandado a todos os que estavam na linha de sucessão a também renunciar. A oposição se apressou, e colocou a primeira representante depois dos que haviam renunciado, no poder, a segunda vice-presidente do Senado, no poder. Seu nome é Jeanine Áñez, e até hoje está numa prisão respondendo a uma condenação que nunca veio.

Evo, sem poder voltar ao país a tempo, escolheu um sucessor para a eleição seguinte, seu apadrinhado Luis Arce. Como acontece em tantas partes, como com Juan Manuel Santos e Uribe, Rafael Correa e Lenin Moreno, o criador acabou voltando-se contra a criatura.
Hoje, Evo e seu sucessor, Luis Arce, mal podem falar entre si, tamanha é a animosidade, e ameaçam rachar o MAS (Movimento ao Socialismo), partido fundado por Evo, composto por sindicalistas e gente “de abajo”.

Agora, Evo lança seu desafio ao grupo de Arce, justamente quando este voltou de dar um excelente discurso nas Nações Unidas, em Nova York. A rusga entre ambos pode durar meses agora. O tema é que a Bolívia, país pobre e com muitas carências, carece mais de um consenso para seu próximo governo do que uma disputa palaciana e que auto-fagocite seu partido mais popular em muitos anos.

Evo tem muito apreço pelo poder, mas não entende que sua onipresença e tramóias para concorrer à Presidência quando já esgotaram suas possibilidades são atos muito prejudiciais para a Bolívia.

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Bolívia, Colômbia e Cuba recebem vacinas do Butantan pela primeira vez https://canalmynews.com.br/internacional/bolivia-colombia-e-cuba-recebem-vacinas-do-butantan-pela-primeira-vez/ Tue, 11 Apr 2023 13:14:42 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36947 Venda representa 484% das exportações do ano passado

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O Instituto Butantan exportou, pela primeira vez, doses da vacina trivalente contra Influenza para a Bolívia, Colômbia e Cuba. A venda de quase 5,4 milhões de doses ocorreu por meio de edital da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). O número representa um aumento de 484% em relação às exportações do ano passado, informou a instituição do governo paulista.

Para a Bolívia serão feitos dois envios, sendo que o primeiro ocorreu nesta segunda-feira (10). Os imunizantes para a Colômbia serão enviados ainda essa semana. As entregas internacionais tiveram início no fim de março. Nicarágua e Uruguai também foram contemplados neste edital.

Em 2021, a vacina contra a gripe do Butantan entrou para a lista de pré-qualificadas da Organização Mundial da Saúde (OMS). A entrada nesse rol valida as boas práticas do instituto brasileiro em relação aos processos de farmacologia, estudos clínicos, regulação, produção e qualidade envolvidos na fabricação da vacina contra influenza.

Segundo o Butantan, a atual vacina é composta por dois vírus influenza tipo A (H1N1 do subtipo Sidney e H2N3 do subtipo Darwin) e uma cepa do tipo B, da linhagem Victoria.

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