Arquivos CAMPOS NETO - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/campos-neto/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 08 Jan 2025 23:24:43 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 O PIX no olho do furacão: quem arrisca ser o algoz? https://canalmynews.com.br/mara-luquet/o-pix-no-olho-do-furacao/ Wed, 08 Jan 2025 23:23:33 +0000 https://localhost:8000/?p=49939 Na semana em que o governo anuncia um novo secretário de comunicação, uma decisão da Receita Federal coloca o PIX no olho do furacão sem muitas explicações. O PIX, embora não tenha sido criado por Roberto Campos Neto, tornou-se uma de suas marcas mais populares. Foi em sua gestão no Banco Central que foi implementado […]

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Na semana em que o governo anuncia um novo secretário de comunicação, uma decisão da Receita Federal coloca o PIX no olho do furacão sem muitas explicações. O PIX, embora não tenha sido criado por Roberto Campos Neto, tornou-se uma de suas marcas mais populares. Foi em sua gestão no Banco Central que foi implementado e lhe rendeu o título de “pai do Pix”.

Essa ferramenta revolucionária, que beneficiou brutalmente principalmente os menos favorecidos e promoveu uma inclusão financeira trazendo ganhos concretos para milhões de brasileiros de baixa renda, tornou-se um símbolo de modernidade e eficiência. Mas o que está acontecendo agora?

De um lado, Roberto Campos Neto, um liberal que vê no PIX um legado não apenas de inclusão, mas de digitalização econômica, consolidando-se como uma figura histórica pela sua implementação. Do outro, o governo Lula, eleito sob a bandeira de proteger os menos favorecidos, surpreende ao implementar uma medida que ameaça a viabilidade dessa ferramenta.

O pix atrapalhou os ganhos das operadoras de cartão de débito e ajudou muito, por exemplo, micro e pequenos empreendedores, por exemplo. 

Numa conversa com a repoórter Ester Cauany, da redação do MyNews, o ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, diz que as medidas anunciadas pela Receita só trazem uma novidade: o pix. No mais as informações das movimentações já eram feitas. 

A Receita esclareceu que não cobrará imposto sobre o Pix. Mas todos os recursos que passarem por sua conta serão considerados renda? E os trabalhadores informais passarão a ser tributados? São várias as perguntas que a falta de resposta pode dar margem para muita especulação e nessa guerra de desinformações na internet pode afastar quem mais precisa do pix.

O PIX não é apenas um meio de pagamento; ele trouxe autonomia para pequenos empreendedores, eliminou barreiras para milhões de trabalhadores informais e ajudou famílias a economizar recursos antes engolidos por tarifas bancárias.

Se o Banco Central de Campos Neto será lembrado como o “pai” do PIX, corremos o risco de o governo Lula carregar a pecha de “algoz”, caso a medida reduza sua eficácia ou afaste os mais pobres desse recurso. 

Mas, voltando à comunicação: uma medida que impacta a tantos deveria ser precedida de uma estratégia de comunicação, não? 

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‘Mercado deveria estar mais preocupado’, diz economista sobre troca do presidente do BC https://canalmynews.com.br/economia/mercado-deveria-estar-mais-preocupado-diz-economista-sobre-troca-do-presidente-do-bc/ Fri, 12 Jul 2024 22:09:25 +0000 https://localhost:8000/?p=44697 Atualmente, a escolha do presidente da instituição, bem como dos diretores da autarquia, acontece por indicação do Presidente da República

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O mercado financeiro deveria estar mais preocupado com a troca do presidente do Banco Central (BC), que ocorrerá em 31 de dezembro deste ano, quando Roberto Campos Neto deixar o cargo. Foi o que afirmou nesta sexta-feira (12) o economista Luís Eduardo Assis, ex-diretor de Política Monetária da instituição, ao Além das Manchetes, programa do Canal MyNews. Atualmente, a escolha do presidente do BC, bem como dos diretores da autarquia, acontece por indicação do Presidente da República.

Leia mais: Lula é populista e ‘faz discurso de rico contra pobre’, diz empresário ao MyNews

“Acho que o mercado deveria estar mais preocupado do que está hoje”, avaliou Assis, acrescentando não saber dizer quem assumirá o cargo a partir do próximo ano. Questionado pela jornalista Mara Luquet se o economista Gabriel Galípolo, atual diretor de política monetária do BC, é dado como certo para assumir a vaga, titubeou: “Acredito que não.”

Leia mais: ‘Governo e Faria Lima não se entendem’, diz Mendonça de Barros, ex-BNDES, ao MyNews

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não indicou o nome do novo presidente do BC, e não se sabe ao certo quando deve fazê-lo. Segundo o colunista Lauro Jardim, d’O Globo, Campos Neto sugeriu que o anúncio do sucessor ao cargo aconteça em agosto, meses antes do fim de seu mandato, para facilitar a transição de poder. Mas, de acordo com apuração do colunista Igor Gadelha, do site Metrópoles, a designação deve acontecer apenas depois das eleições municipais deste ano, apesar do apelo de aliados para que seja feita já em agosto, para “esvaziar” o poder do atual presidente da instituição.

Lula vem fazendo recorrentes críticas a Campos Neto, o que vem gerando rumores, nos bastidores da política e do mercado financeiro, de que ele estaria cotado para ser o candidato da direita em 2026. No início do mês, em entrevista à Rádio Sociedade, o presidente afirmou que o economista tem “viés político” e que uma pessoa com esse perfil não deveria dirigir a autarquia. Conforme afirmou a jornalista Mara Luquet, durante participação no Segunda Chamada de 3 de julho, é difícil saber se esses boatos são verdadeiros, mas é fato que a atitude de Lula vem dando munição a especuladores.

“O presidente não deveria atacar tanto o presidente do Banco Central porque só o que ele faz é dar munição a especulador. Especulador adora esse tipo de coisa porque é com isso que ele opera. Esses ataques não me parecem muito sensatos”, disse.

Assista à entrevista do economista Luís Eduardo Assis ao MyNews:

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Estimativas do mercado para inflação e PIB permanecem estáveis https://canalmynews.com.br/brasil/estimativas-do-mercado-para-inflacao-e-pib-permanecem-estaveis/ Mon, 06 Nov 2023 16:23:03 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=41047 Para este ano, expectativa para crescimento da economia permaneceu em 2,89%. Já para 2024, PIB deve ficar em 1,5%

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As previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos em 2023 ficaram estáveis, de acordo com a edição do Boletim Focus desta segunda-feira (6). A pesquisa – realizada com economistas – é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC).

Para este ano, a expectativa para o crescimento da economia permaneceu em 2,89%. Já para 2024, o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país – deve ficar em 1,5%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.

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Superando as projeções, no segundo trimestre do ano a economia brasileira cresceu 0,9%, na comparação com os primeiros três meses de 2023, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao segundo trimestre do ano passado, a economia brasileira avançou 3,4%.

O PIB acumula alta de 3,2% no período de 12 meses. No primeiro semestre, a alta acumulada foi de 3,7%.

Inflação
A previsão para este ano do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – permaneceu em 4,63% nesta edição do Focus. Para 2024, a estimativa de inflação subiu de 3,9% para 3,91%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

A estimativa para 2023 está acima do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.

Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de o índice oficial superar o teto da meta em 2023 é de 67%. A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda situa-se dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em setembro, o aumento de preços da gasolina pressionou o resultado da inflação. O IPCA ficou em 0,26%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual foi acima da taxa de agosto, que teve alta de 0,23%.

A inflação acumulada este ano atingiu 3,50%. Nos últimos 12 meses, o índice está em 5,19%, ficando acima dos 4,61% dos 12 meses imediatamente anteriores.

Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 12,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O comportamento dos preços já fez o BC cortar os juros pela terceira vez no semestre, em um ciclo que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões. Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada por economistas.

Ainda assim, em comunicado divulgado na semana passada, o Copom indicou que poderá mudar o tempo do período de cortes, caso as condições tornem mais difícil reduzir juros.

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2023 em 11,75% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é que a taxa básica caia para 9,25% ao ano. Para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 8,75% ao ano e 8,5% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Por fim, a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 5 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5,05.

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Incerteza nos mercados e expectativa de inflação em alta preocupam BC https://canalmynews.com.br/economia/incerteza-nos-mercados-e-expectativa-de-inflacao-em-alta-preocupam-bc/ Tue, 26 Sep 2023 15:47:21 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40029 Desafio de equilibrar contas públicas impacta expectativas

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) mostrou preocupação com as incertezas nos mercados e as expectativas de inflação acima da meta. São fatores que impactam a decisão do BC sobre a taxa básica de juros, a Selic.

Para os membros do colegiado, em reunião na semana passada, entre as razões estaria a preocupação de agentes financeiros com a política fiscal de equilíbrio das contas públicas do país.

“As expectativas de inflação, após apresentarem reancoragem parcial, seguem sendo um fator de preocupação”, diz a ata da reunião, divulgada nesta terça-feira (26) pelo BC, em Brasília.

“Entre as possibilidades que justificariam observarmos expectativas de inflação acima da meta estariam as preocupações no âmbito fiscal, receios com a desinflação global e a possível percepção, por parte de analistas, de que o Copom, ao longo do tempo, poderia se tornar mais leniente no combate à inflação”, explica o documento.

Para o BC, a redução das expectativas virá por meio de “uma atuação firme, em consonância com o objetivo de fortalecer a credibilidade e a reputação tanto das instituições como dos arcabouços econômicos”.

O Copom avalia que, parte da incerteza observada nos mercados, com reflexo nas expectativas de inflação, estava anteriormente mais em torno do desenho final do arcabouço fiscal e atualmente se refere mais à execução das medidas de receita e despesas compatíveis com o arcabouço e o atingimento das metas fiscais.

No projeto do Orçamento de 2024, o governo federal prevê zerar o déficit primário nas contas públicas, conforme estabelece o novo arcabouço fiscal. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já manifestou que o cumprimento dessa meta é um desafio, que depende do aumento da arrecadação.

“Tendo em conta a importância da execução das metas fiscais já estabelecidas para a ancoragem das expectativas de inflação e, consequentemente, para a condução da política monetária, o Comitê reforça a importância da firme persecução dessas metas”, reforçou o colegiado do Banco Central, em ata.

Inflação
Na semana passada, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic, de 13,25% ao ano para 12,75% ao ano. O comportamento dos preços fez o BC cortar os juros pela segunda vez no semestre, em um ciclo que deve seguir com cortes de 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões. Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada por economistas.

A taxa Selic é o principal instrumento de BC para alcançar a meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

“A inflação ao consumidor segue com uma dinâmica corrente mais benigna, exibindo desaceleração tanto na inflação de serviços, quanto nos núcleos de inflação. Os indicadores que agregam os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, que possuem maior inércia inflacionária, apresentaram menor inflação, mas mantêm-se acima da meta”, informou o BC.

Dessa forma, o Copom reforçou a necessidade de se manter uma política monetária ainda contracionista para que se consolide a convergência da inflação para a meta em 2024 e 2025 e a ancoragem das expectativas. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional para os próximos dois anos é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.

Na ocasião do Copom, as expectativas de inflação para 2023, 2024 e 2025 estavam em torno de 4,9%, 3,9% e 3,5%, respectivamente. Os dados são do boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a projeção de analistas do mercado para os principais indicadores econômicos.

Para 2023, já é previsto o estouro da meta, que é de 3,25%, com o mesmo intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em agosto – influenciado pelo aumento do custo da energia elétrica – o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – foi de 0,23%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice é superior ao registrado em agosto do ano passado, quando houve deflação (queda de preços) de 0,36%. O IPCA acumula taxa de 3,23% no ano. Em 12 meses, a inflação acumulada é de 4,61%.

Juros neutros
Em sua ata, o Comitê de Política Monetária do BC também apontou preocupação com a possibilidade de elevação da taxa de juros neutra.

“O esmorecimento no esforço de reformas estruturais, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade”, afirmou.

A taxa neutra é aquela que nem estimula, nem desestimula a economia, ou seja, é a taxa de juros real consistente para manter o nível de atividade econômica, com o fomento ao pleno emprego e a inflação na meta.

Quando o BC quer conter a demanda aquecida e frear a inflação, ele aumenta a taxa básica de juros para uma posição acima do juro neutro. Já para incentivar a produção e o consumo, o Copom diminui a Selic. Em caso de economia estável, com a inflação no centro da meta, a Selic tende a ficar próxima da taxa neutra. Então, quanto maior for o juro neutro, maior será a Selic.

De acordo com o último Relatório de Inflação do BC, a média da taxa de juros real neutra está em 4,8%, com intervalo entre 4,5% e 5%.

Projeções e riscos
Com relação aos próximos passos da política de juros, os membros do Copom concordaram, por unanimidade, que a expectativa de cortes de 0,50 ponto percentual na Selic nas próximas reuniões é o ritmo apropriado “para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário”. No mesmo sentido, o BC afirmou, na ata, que é pouco provável que haja cortes maiores.

“Avaliou-se, ainda, que não há evidência de que esteja em curso um aperto além do que seria necessário para a convergência da inflação para a meta e que o cenário ainda inspira cautela, reforçando a visão de serenidade e moderação que o Comitê tem expressado. O Comitê julga como pouco provável uma intensificação adicional do ritmo de ajustes, já que isso exigiria surpresas positivas substanciais que elevassem ainda mais a confiança na dinâmica desinflacionária prospectiva”, diz a ata.

“Enfatizou-se que a extensão do ciclo ao longo do tempo dependerá da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular as de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto [capacidade ociosa da economia] e do balanço de riscos [para a inflação futura]”, acrescentou o BC.

As projeções de inflação do Copom são de 5% para 2023, acima do teto da meta, 3,5% para 2024 e 3,1 para 2025. Para fazer essas estimativas, o Banco Central adotou a hipótese de bandeira tarifária “verde” em dezembro desses três anos, além de taxa de câmbio partindo de R$ 4,9 e preço do petróleo seguindo a curva de alta pelos próximos seis meses e aumentando 2% ao ano posteriormente.

Em ata, o Copom ressaltou que, em seus cenários para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se uma maior persistência das pressões inflacionárias globais e uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais apertado.

Entre os riscos de baixa de inflação estão uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada e os impactos do aperto monetário sincronizado sobre a desinflação global se mostrarem mais fortes do que o esperado.

“A conjuntura atual, caracterizada por um estágio do processo desinflacionário que tende a ser mais lento e por expectativas de inflação com reancoragem parcial, demanda serenidade e moderação na condução da política monetária”, informou o BC.

Atividade econômica
O Copom ainda avaliou um conjunto de indicadores recentes que indica “maior resiliência da atividade econômica”. Superando as projeções, no segundo trimestre do ano a economia brasileira cresceu 0,9%, na comparação com os primeiros três meses de 2023, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, a economia brasileira avançou 3,4%.

O Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) acumula alta de 3,2% no período de 12 meses. No semestre, a alta acumulada foi de 3,7%.

Segundo o BC, nos indicadores setoriais, observou-se alguma desaceleração no setor de comércio, moderada reaceleração na indústria e estabilidade do crescimento no setor de serviços, após ritmo mais forte nos trimestres anteriores. “O mercado de trabalho segue resiliente, mas com alguma moderação na margem”, explicou.

Entre os fatores para o crescimento mais resiliente nos últimos trimestres, o Copom citou que a “pujança do setor agropecuário” tenha tido efeitos indiretos sobre outros setores na economia, “o que é corroborado nos dados, mas não justifica toda a magnitude da surpresa”.

“Outra possibilidade é que a elevação de renda disponível, seja em função do dinamismo do mercado de trabalho, da queda de preços de alimentos ou de programas de transferência de renda, também tenha fornecido algum suporte para o consumo. O Comitê se deteve sobre esse tema, identificado como muito relevante, e destacou que a conjectura de um crescimento sustentado pela elevação da renda é corroborada pela resiliência no consumo de serviços das famílias. Ademais, discutiu-se, consequentemente, o possível impacto que poderia ocorrer sobre a dinâmica da inflação de serviços em caso de um crescimento sustentado pela renda e pelo consumo”, explica a ata.

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Copom inicia sexta reunião do ano sob expectativa de corte nos juros https://canalmynews.com.br/economia/copom-inicia-sexta-reuniao-do-ano-sob-expectativa-de-corte-nos-juros/ Tue, 19 Sep 2023 12:28:26 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39795 Taxa Selic, em 13,75% ao ano, deve cair em 0,5 ponto percentual

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) começa nesta terça-feira (19), em Brasília, a sexta reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. Por causa da forte queda da inflação nos últimos meses, o órgão deve reduzir a Selic, atualmente em 13,25% ao ano, para 12,75% ao ano. Esse será o segundo corte desde agosto, quando a autoridade monetária interrompeu o ciclo de aperto monetário.

No comunicado da última reunião, no início de agosto, o Copom informou que os diretores do BC e o presidente do órgão, Roberto Campos Neto, tinham previsto, por unanimidade, cortes de 0,5 ponto percentual nos próximos encontros.

Segundo a edição mais recente do Boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica realmente cairá 0,5 ponto percentual, embora algumas instituições projetem corte de até 0,75 ponto. A expectativa do mercado financeiro é que a Selic encerre o ano em 11,75% ao ano. Nesta quarta-feira (20), ao fim do dia, o Copom anunciará a decisão.

Inflação
Na ata da última reunião, o órgão também informou que a evolução do cenário econômico e a forte queda da inflação permitiram “acumular a confiança necessária para iniciar um ciclo gradual de flexibilização monetária”. Após uma série de comunicados duros no início do ano, em que não descartava a possibilidade de elevar a Taxa Selic, o Copom mudou de tom por causa do comportamento dos preços.

Apesar do recuo da inflação, o Copom informou que alguns preços ainda estão subindo ou caindo menos que o previsto. De acordo com o órgão, a autoridade monetária reduzirá os juros de forma conservadora.

“Qualquer que fosse a decisão [corte de 0,25 ponto ou corte de 0,5 ponto na reunião passada], era consensual que um cenário com expectativas de inflação com reancoragem apenas parcial, núcleos de inflação ainda acima da meta, inflação de serviços acima do patamar compatível com a meta para a inflação e atividade econômica resiliente requer uma postura mais conservadora ao longo do ciclo de flexibilização da política monetária”, informou a ata da reunião de agosto.

Com a forte desaceleração dos índices de preços nos últimos meses, as expectativas de inflação têm caído. Segundo o último Boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras, feita pelo BC, a estimativa de inflação para este ano passou de 4,93% para 4,86%.

Em agosto, puxada por habitação e saúde, o IPCA ficou em 0,23%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de acelerar em relação a julho, o indicador ficou abaixo das previsões por causa da queda do preço dos alimentos. Com o resultado, o indicador acumulou alta de 3,23% no ano e de 4,61% nos últimos 12 meses.

Taxa Selic
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Meta
Para este ano, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior é 4,75%. Para 2024 e 2025, as metas são de 3% para os dois anos, com o mesmo intervalo de tolerância. A meta para 2026 será definida neste mês.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária reconhece a possibilidade de leve estouro da meta de inflação neste ano. No documento, a estimativa é que o IPCA atingirá 5% este ano. O próximo relatório será divulgado no fim de setembro.

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Mercado eleva para 2,64% projeção do crescimento da economia em 2023 https://canalmynews.com.br/economia/mercado-eleva-para-264-projecao-do-crescimento-da-economia-em-2023/ Mon, 11 Sep 2023 12:28:10 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39504 Estimativa da inflação sobe para 4,93%

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Pela terceira semana seguida, a previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano subiu, passando de 2,56% para 2,64%. A estimativa está no boletim Focus de hoje (11), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,47%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Superando as projeções, no segundo trimestre do ano a economia brasileira cresceu 0,9%, na comparação com os primeiros três meses de 2023, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, a economia brasileira avançou 3,4%.

O PIB acumula alta de 3,2% no período de 12 meses. E no semestre, a alta acumulada foi de 3,7%.

Inflação
Já a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – teve elevação de 4,92% para 4,93%. Para 2024, a estimativa de inflação ficou em 3,89%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.

Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de a inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 61%.

A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em julho, influenciado pelo aumento da gasolina, o IPCA foi de 0,12%, segundo o IBGE. A taxa ficou acima das observadas no mês anterior (-0,08%) e em julho de 2022 (-0,68%). Com o resultado, a inflação oficial acumula 2,99% no ano. Em 12 meses, a inflação é de 3,99%, acima dos 3,16% acumulados até junho.

Os dados da inflação de agosto serão divulgados amanhã pelo IBGE.

Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Diante da forte queda da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, iniciou, no mês passado, um ciclo de redução da Selic.

A última vez em que o Banco Central tinha diminuído a Selic foi em agosto de 2020, quando a taxa caiu de 2,25% para 2% ao ano, em meio à contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Depois disso, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em março de 2021, em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis, e, a partir de agosto do ano passado, manteve a taxa em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2023 em 11,75% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é que a taxa básica caia para 9% ao ano. Já para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 8,5% ao ano para os dois anos.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Por fim, a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 5 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,02.

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