Arquivos cientistas - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/cientistas/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 03 Feb 2023 12:35:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Lula entregará a cientistas medalha retirada por Bolsonaro https://canalmynews.com.br/politica/lula-entregara-a-cientistas-medalha-retirada-por-bolsonaro/ Fri, 03 Feb 2023 12:35:42 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35753 Premiação havia sido concedida e depois foi retirada por decreto

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O infectologista Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda e a sanitarista Adele Benzaken serão condecorados pelo governo federal com a Ordem Nacional do Mérito Científico. Em novembro de 2021, os dois chegaram a ser agraciados com a honraria em decreto assinado pelo então presidente Jair Bolsonaro. No entanto, dois dias depois, ele editou um novo decreto cancelando a condecoração. Em protesto contra a medida, outros 21 cientistas agraciados assinaram uma carta renunciando coletivamente à honraria.

“Lula devolverá a medalha a esses dois cientistas. E todos aqueles que recusaram a condecoração no governo anterior também irão receber a medalha”, anunciou a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, em discurso na quinta (2) no Rio de Janeiro, durante a 13º Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE).

A Ordem Nacional do Mérito Científico foi criada em 1993 para reconhecer contribuições científicas e técnicas de personalidades brasileiras e estrangeiras. A indicação dos agraciados é realizada por uma comissão formada por nove membros, designados de forma paritária pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Academia Brasileira de Ciências e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A lista de nomes deve ser elaborada levando em conta os serviços relevantes à ciência, tecnologia e inovação e o destaque dentre por suas qualidades intelectuais, acadêmicas e morais entre os pares.

Ao cancelar a condecoração de Marcus Lacerda e Adele Benzaken, Bolsonaro não apresentou nenhuma justificativa. Após o episódio, a renúncia coletiva de outros 21 agraciados não foi a única reação da comunidade científica. Mais de 270 pesquisadores condecorados em anos anteriores também publicaram uma carta. Eles acusaram o governo de censurar e perseguir cientistas e manifestaram preocupação com o uso da honraria com interesses políticos e ideológicos.

Adele Benzaken havia sido diretora do Departamento de HIV/Aids do Ministério da Saúde entre 2016 e 2019, quando foi demitida do cargo pelo governo federal após a publicação de uma cartilha voltada para homens trans. Já Marcus Lacerda liderou um estudo no qual concluiu em 2020 que a cloroquina era ineficaz para o tratamento de covid-19. Seu artigo foi publicado na Journal of the American Medical Association, uma revista científica de referência internacional.

Bolsonaro defendia o uso da cloroquina para enfrentar a pandemia de covid-19, embora não tivesse respaldo científico. Após publicar os resultados de sua pesquisa, Marcus Lacerda chegou a ser atacado nas redes sociais por apoiadores do então presidente, incluindo seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro.

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Ascensão do Talibã coloca em risco pesquisas e cientistas no Afeganistão https://canalmynews.com.br/mais/ascensao-taliba-coloca-em-risco-pesquisas-cientistas-afeganistao/ Fri, 24 Sep 2021 23:57:22 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ascensao-taliba-coloca-em-risco-pesquisas-cientistas-afeganistao/ Pesquisas devem ser interrompidas por falta de recursos e cientistas mulheres estão ameaçadas no Afeganistão. Unicamp entregou abaixo-assinado ao governo federal para acolhimento de professoras refugiadas

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A retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão e a tomada de poder por parte do grupo Talibã coloca sob ameaça no país diversos direitos humanos e fundamentais, como os direitos das mulheres e a liberdade de expressão, e também significa uma ameaça à pesquisa científica desenvolvida no país. Segundo uma pesquisa divulgada pela revista Nature, o número de pessoas nas universidades afegãs passou de 8 mil, em 2002, para 170 mil, em 2021.

Com a situação atual, a tendência é que as pesquisas sejam interrompidas, seja por falta de recursos financeiros – pois as universidades do Afeganistão recebiam muito investimento internacional; seja porque as pessoas mais escolarizadas devem deixar o país.

Em participação no programa Quinta Chamada Ciência, a historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz apontou que o panorama para a ciência no Afeganistão atualmente é como ter uma “morte anunciada”.

Quinta Chamada Ciência de 24/09
O Quinta Chamada Ciência abordou a situação das cientistas afegãs/Imagem: Reprodução da Internet/Canal MyNews

“Tenho colegas cientistas que moram no Afeganistão, colegas mulheres, e a perspectiva de futuro é péssima. Governos autoritários costumam atacar algumas áreas, como o jornalismo, a academia e a ciência. Porque são governos que não se pautam na boa informação. Se pautam na informação como uma forma de coerção e pressão política. É um cenário péssimo. O Afeganistão tem uma universidade muito importante, ela vai ser censurada, as verbas vão ser cortadas. Esse é um cenário que conhecemos não só no Oriente, mas aqui também no Brasil, onde esta situação vai se repetindo”, analisou Schwarcz.

Um dos aspectos preocupantes lembrados pela jornalista Cecília Oliveira é a negação das vacinas promovidas pelo Talibã. Segundo Oliveira, há 20 anos – quando o grupo ainda detinha o poder na região, proibiu a vacinação contra a poliomielite, o que impediu a erradicação da doença no território afegão. Agora, com uma população de 40 milhões de pessoas e apenas 2 milhões vacinadas contra o Covid-19, o que está em risco é o controle global da pandemia do novo coronavírus e a possibilidade de surgirem novas variantes do vírus.

O médico e advogado sanitarista Daniel Dourado explicou que qualquer país que não adote a vacinação em massa de sua população pode estragar a estratégia mundial de controle da pandemia, sendo um lugar para multiplicação de variantes do Covid-19. “É uma das preocupações da Organização Mundial de Saúde desde o começo da pandemia. Chamar atenção para o fato de que nós estamos diante de um agente viral e quanto mais ele circular, mais possibilidade de surgirem mutações e essas mutações podem vencer, como aconteceu com a variante Delta – que mudou completamente o cenário da pandemia”, defendeu.

Unicamp entregou abaixo-assinado ao governo federal pedindo asilo para cientistas do Afeganistão

Professores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) entregaram ao governo federal e à Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), na última segunda (20), uma petição com mais de 30 mil assinaturas pedindo apoio ao acolhimento de professoras refugiadas afegãs em um programa acadêmico na instituição. A entrega do documento foi feita ao Ministério das Relações Exteriores, ao Ministério da Defesa e ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Segundo informações divulgadas pela assessoria de comunicação da Unicamp, houve uma sinalização para montar um grupo de trabalho com representantes da universidade, do Judiciário e dos ministérios da Defesa e dos Direitos Humanos “para atender as demandas emergenciais que implicam a vinda e o acolhimento dos afegãos”.

Foi discutida a possibilidade de enviar um avião para um país vizinho ao Afeganistão para resgatar as cientistas e também as juízas que tentam sair do país. O acolhimento na Unicamp será através da Cátedra Sérgio Vieira de Mello – iniciativa da Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados (ACNUR), que promove em parceria com centros universitários brasileiros educação, pesquisa e extensão acadêmica à população em situação de refúgio.

Pelo acordo com a Capes as professoras afegãs receberão bolsas para realização de mestrado, doutorado e pós-doutorado, de acordo com vagas disponibilizadas em processo de seleção da Unicamp. A intenção também é aceitar pesquisadores homens, mas a prioridade será para as mulheres. Segundo a Unicamp, atualmente 15 alunos refugiados estudam na instituição – 14 em cursos de graduação e um no mestrado. Há estudante de Angola, Congo, Egito, Gana, Irã, Palestina, República Democrática do Congo, Serra Leoa e Síria.

Assista à íntegra do Quinta Chamada Ciência, com apresentação da jornalista Cecília Oliveira, no Canal MyNews

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