Arquivos colapso - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/colapso/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 23 Apr 2021 18:00:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Mundo registra novo recorde de infectados pela covid-19 em 24 horas https://canalmynews.com.br/mais/mundo-registra-novo-recorde-de-infectados-pela-covid-19-em-24-horas/ Fri, 23 Apr 2021 18:00:52 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mundo-registra-novo-recorde-de-infectados-pela-covid-19-em-24-horas/ Número expressivo é puxado pela Índia, que, em meio a uma nova onda, enfrenta um colapso nos sistemas de saúde nacional

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Com 899 mil novos casos em um único dia, o mundo registrou um novo recorde de infectados pela covid-19. Segundo levantamento do projeto ‘Our World in Data‘ (publicação digital desenvolvida pela Universidade de Oxford), foram aferidos 899 mil novos casos ao redor do globo nas últimas 24 horas, período referente à quinta-feira (22) – a alta é consequência, principalmente, da segunda onda que atinge a Índia.

O número superou o recorde de 889 mil infectados verificados na quarta-feira (21) e os 880 mil registrados em 7 de janeiro, mês no qual os Estados Unidos passavam pelo pior momento da crise sanitária.

Paciente de covid-19 sendo transferida para centro ambulatório indiano.
Paciente de covid-19 sendo transferida para centro ambulatório indiano. Foto: Amit Dave (Redes Sociais).

Com cerca de 1,37 bilhões de habitantes, a Índia confirmou 332 mil casos, fato que torna o país responsável por 37% de todos os infectados, em escala mundial, nas últimas 24 horas. A nação sul-asiática também superou, pelo segundo dia consecutivo, a máxima universal de casos, que até então pertencia aos EUA, além de registrar o seu maior número de mortes desde o início da pandemia (2.263).

Sistema de saúde indiano em colapso

Com a falta de leitos e a carência de remédios e tanques de oxigênio nos hospitais, o sistema de saúde indiano entrou em colapso. Na capital Nova Délhi, foi necessário implementar uma estratégia de cremações em massa para dar conta do número de mortes.

Em comunicados oficiais à população, o governo do país atribui a segunda onda ao desprezo popular pela adoção de procedimentos preventivos, como o uso de máscaras, cuidados higiênicos e o distanciamento social – em Ahmedabad, por exemplo, indianos aguardavam em ambulâncias e até em carros particulares por vagas em um centro ambulatório; em Nashik, mais de 20 pacientes morreram em um hospital após interrupções no fornecimento de oxigênio na quarta-feira (21).

Já especialistas apontam como causas também, para além das condições citadas, uma nova variante encontrada na região e a falha do próprio governo, que comemorou a “fase final” da pandemia em março e se recusa a adotar um lockdown nacional.

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Fiocruz alerta para colapso da saúde e recomenda medidas rígidas e imediatas https://canalmynews.com.br/mais/fiocruz-alerta-para-colapso-da-saude-e-recomenda-medidas-rigidas-e-imediatas/ Wed, 24 Mar 2021 21:58:37 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/fiocruz-alerta-para-colapso-da-saude-e-recomenda-medidas-rigidas-e-imediatas/ Lockdown nacional de 14 dias, uso de máscara por 80% da população e toque de recolher nacional são algumas das recomendações

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Restrição das atividades não essenciais por cerca de 14 dias, uso obrigatório de máscaras por pelo menos 80% da população, toque de recolher nacional, entre outras medidas urgentes para conter a pandemia do novo coronavírus no Brasil. Essas foram algumas das orientações divulgadas nesta terça-feira (23) pelo boletim extraordinário produzido pelo Observatório covid-19 da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

O Coordenador do Observatório covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Carlos Machado, afirmou ao MyNews que este é o pior momento da pandemia no país, e as aglomerações nos transportes coletivos geram grande preocupação para os pesquisadores. “No cenário atual, o que mais nos preocupa é o transporte coletivo. Os ônibus estão lotados, nem sempre com todos de máscara, nem sempre com as máscaras adequadas, como por exemplo as máscaras com três camadas, que seriam as recomendáveis”, alerta o coordenador.

Paciente é reanimado dentro da UTI para covid-19 do Hospital Jayme Santos Neves, no ES.
Paciente é reanimado dentro da UTI para covid-19 do Hospital Jayme Santos Neves, no ES. Foto: Reprodução (TV Gazeta).

Machado revela ainda que o aumento dos casos está diretamente ligado ao fato da insistência das pessoas em se reunirem socialmente, seja em eventos grandes ou em pequenos grupos privados. “Centenas ou milhares de pequenas reuniões, encontros de amigos e familiares sem o uso de máscaras, este é um cenário que contribui muito para a transmissão do vírus. Sem contar tantos exemplos de aglomerações como shows, bailes e outras festas que fazem o vírus se espalhar rapidamente”.

Ainda sobre a utilização das máscaras o pesquisador alerta: “Não adianta só usar máscara se não mantivermos medidas de distanciamento físico e social.” O documento divulgado pelo observatório coordenado por ele tem seis páginas, traz dados e mapas de evolução da doença no país e da superlotação no sistema de saúde nacional.

De acordo com o estudo, o colapso do sistema de saúde em praticamente todo o país torna o coronavírus ainda mais mortal. Por isso a instituição pede aos estados medidas imediatas de lockdown.

O relatório aponta 73 mil casos de covid-19 e cerca de duas mil mortes por dia na última semana epidemiológica analisada (14 a 20 de março). O número de casos cresce diariamente a uma taxa de 0,3%, e o número de mortes, em 3,2% ao dia. Já a mortalidade passou dos 2% no fim do ano passado para 3,1% em março de 2021.

Recomendações

De acordo com o relatório do Observatório, para que a situação atual seja reduzida em cerca de 40% é urgente a necessidade de restrição das atividades não essenciais por cerca de 14 dias, além do uso obrigatório de máscaras por pelo menos 80% da população.

O documento destaca o agravamento do cenário nacional, que apresenta valores extremamente altos de casos e óbitos diários por covid-19, a preocupante permanência da tendência de aceleração da transmissão do Sars-CoV-2 e o quadro muito crítico das taxas de ocupação de leitos de UTI covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil. 

Os pesquisadores analisam a evolução do colapso no sistema de saúde nacional e detalham a ocupação dos leitos nos hospitais. Um conjunto de mapas mostra o estado crítico do país nos últimos meses.

Taxa de ocupação (%) de leitos de UTI covid-19 para adultos.
Taxa de ocupação (%) de leitos de UTI covid-19 para adultos. Foto: Reprodução (MyNews).

“Desde o início do mês de março, o país assiste a um quadro que denota o colapso do sistema de saúde no Brasil para o atendimento de pacientes que requerem cuidados complexos para a covid-19”, afirmam os pesquisadores do Observatório. “Este colapso não foi produzido em março de 2021, mas ao longo de vários meses, refletindo os modos de organização para o enfrentamento da pandemia no país, nos estados e nos municípios”.

Confira as orientações do relatório:

  • Medidas de Bloqueio ou lockdown, com restrição das atividades não essenciais por cerca de 14 dias, tempo mínimo necessário para redução significativa das taxas de transmissão e número de casos e redução das pressões sobre o sistema de saúde;
  • A proibição de eventos presenciais como shows, congressos, atividades religiosas, esportivas e correlatas em todo território nacional;
  • A suspensão das atividades presenciais de todos os níveis da educação do país;
  • O toque de recolher nacional a partir das 20h até as 6h da manhã e durante os finais de semana;
  • O fechamento das praias e bares;
  • A adoção de trabalho remoto sempre que possível, tanto no setor público, quanto no privado;
  • A instituição de barreiras sanitárias nacionais e internacionais, considerando o fechamento dos aeroportos e do transporte interestadual;
  • A adoção de medidas para redução da superlotação nos transportes coletivos urbanos;
  • A ampliação da testagem e acompanhamento dos testados, com isolamento dos casos suspeitos e monitoramento dos contatos.

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“Todos os sistemas de saúde colapsaram”, diz representante dos secretários de saúde https://canalmynews.com.br/mais/todos-os-sistemas-de-saude-colapsaram-diz-representante-dos-secretarios-de-saude/ Wed, 17 Mar 2021 14:40:29 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/todos-os-sistemas-de-saude-colapsaram-diz-representante-dos-secretarios-de-saude/ Segundo Carlos Lula, o país viverá ainda cinco ou seis semanas de ‘muita dificuldade’ e baterá os 3 mil mortos por dia

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Pressionados pelo coronavírus, 25 estados já estão com mais de 80% dos leitos ocupados. A informação é do presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula. Em entrevista ao Café do MyNews, Carlos Lula prevê ainda cinco ou seis semanas de muita dificuldade, com o país caminhando para bater a marca de três mil mortes diárias. Nas últimas 24 horas, foram 2.841 mortes por covid-19, segundo o consórcio da imprensa.

Paciente de covid-19 sendo transferido para o Hospital de Campanha de Santarém devido à falta de leitos.
Paciente de covid-19 sendo transferido para o Hospital de Campanha de Santarém devido à falta de leitos. Foto: Pedro Guerreiro (Ag. Pará).

De acordo com Carlos Lula, que é secretário de Saúde do Maranhão, todos os sistemas de saúde já colapsaram. Muitos estados já estão com filas de espera por leitos e não há mais para onde mandar os pacientes. Até São Paulo, que tem uma estrutura mais robusta, está perto do limite.

Com isso, explica, o número de mortos aumentará em função daqueles que sequer conseguirão tratamento. “Com esse cenário, além das pessoas que estão internadas, que uma parte vai falecer, a gente não tem como recuperar todo mundo, a gente vai ter as pessoas que vão começar a falecer agora por não ter um leito”, projeta.

E segundo ele, o Brasil só deve conseguir vacinar 70% da população no final de 2021. “Esse primeiro me parece que vai ser um semestre de extrema frustração”, avalia. Ele acredita na aceleração da vacinação só a partir de junho, quando os Estados Unidos devem concluir a imunização da sua população e, assim, haverá mais doses disponíveis no mercado mundial.

O secretário lamenta a demora em procurar os laboratórios. O consórcio dos governadores está em negociação com o Fundo Soberano Russo para adquirir a Sputnik V, vacina que ainda não tem pedido de registro na Anvisa. Segundo Carlos Lula, foi a única que afirmou ter doses disponíveis. “Hoje quando a gente vai tentar comprar, a gente está lá atrás na fila”.

Ele critica também a condução do presidente Jair Bolsonaro. De acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha, 56% dos brasileiros avaliam como ruim ou péssima a gestão de Bolsonaro no combate ao coronavírus. Para Carlos, a postura negacionista do presidente dificulta a adoção de medidas restritivas nos estados. “Eu tenho um problema social e aí eu ganho um problema político. Só dá para fazer isolamento, que é difícil, eu diria até impopular porque mexe com a vida das pessoas, se eu tiver toda a classe política unida em um sentido só. E eu tive o país dividido até agora.”

Mas ele tem boas expectativas com a mudança no Ministério da Saúde, com a saída de Eduardo Pazuello para a entrada de Marcelo Queiroga. De acordo com Carlos, Queiroga é uma pessoa dócil, que tenta chegar a um meio termo, mas que terá um desafio em função da postura de Bolsonaro. Segundo ele, a defesa da ciência, de Marcelo Queiroga, deve se encontrar “logo ali” com a política.

Íntegra da entrevista com Carlos Lula no ‘Café do MyNews’ desta quarta-feira – 17/03.

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‘Tem fila de paciente esperando para ser internado’, diz prefeito de Porto Velho https://canalmynews.com.br/mais/tem-fila-de-paciente-esperando-para-ser-internado-diz-prefeito-de-porto-velho/ Sun, 24 Jan 2021 22:07:53 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/tem-fila-de-paciente-esperando-para-ser-internado-diz-prefeito-de-porto-velho/ Hildon Chaves (PSDB) diz que cidade está em colapso e espera por transferência de pacientes

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A crise sanitária que levou Manaus a um colapso já afeta também outras cidades brasileiras. O caso mais recente é o de Porto Velho (RO), onde o próprio prefeito, Hildon Chaves (PSDB), assim classifica a situação local.

A capital de Rondônia registra atualmente 100% da ocupação em leitos de UTI e se vê tomando um caminho semelhante ao de Manaus: a necessidade de transferência de pacientes de Covid-19 que estejam em estado moderado para serem tratados em outras cidades brasileiras.

Ao MyNews Entrevista, Chaves disse, no entanto, que até o momento não foram transferidos pacientes de Porto Velho para outras localidades. Há uma expectativa de que ao menos 40 sejam levados nos próximos dias.

“Tem fila de paciente esperando para ser internado”, resume o prefeito de Porto Velho.

Transferência de pacientes

O governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSL), por sua vez, disse neste domingo (24) estar em tratativas com o governo federal para transferir de pacientes para outras regiões do país na tentativa de abrir vagas em UTIs para casos mais graves de Covid-19. Tal medida tem sido adotada em relação ao Amazonas, que enviou pacientes internados com gravidade moderada para serem atendidos em outros estados.

Para que a situação dramática de Manaus não se repita em Porto Velho, o prefeito aposta na contratação de novos leitos hospitalares e de médicos, além da transferência dos pacientes menos graves de Covid-19 e de novas medidas de distanciamento social.

“Como esses leitos do estado estão lotados, estamos com uma dificuldade muito grande de dar vazão no fluxo. O estado não nos abre vagas, ficamos com o paciente mais do que as 24 horas recomendadas em unidades de pronto atendimento. E ficamos muito próximos de não conseguir receber o paciente para atendimento inicial por conta dessa situação”.

Hildon Chaves, prefeito de Porto Velho

Perda de ‘timing’

Segundo Chaves, a piora nos casos de Covid-19 em cidades no interior de Rondônia tem levado a essa sobrecarga no sistema de saúde da capital. E vê problemas na gestão estadual da pandemia.

“Acho que o governo [de Rondônia] perdeu o timing, isso deveria ter sido feito no começo de dezembro”, aponta Chaves.

O prefeito afirmou ainda que há um entendimento com os municípios deixou a cargo da gestão estadual a edição de decretos de restrição de mobilidade e distanciamento social. Embora tenham sido estabelecidas medidas duras há poucos dias pelo governo, o prefeito nota que há resistência da população em cumpri-las.

“O fato é que depois das festas de fim de ano estava tudo aberto, inclusive boates, e a conta está chegando agora”, completa Chaves.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde de Rondônia (SESAU), o estado já registrou 116.133 casos de Covid-19, com 2.097 mortes.

Pacientes de Manaus são transferidos para Brasília em aviões da FAB
Pacientes de Manaus são transferidos para Brasília em aviões da FAB.
(Foto: Divulgação/FAB)

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