Arquivos conservadorismo - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/conservadorismo/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 04 Oct 2022 20:29:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Narciso acha feio o que não é espelho https://canalmynews.com.br/maria-aparecida-de-aquino/narciso-acha-feio-o-que-nao-e-espelho/ Tue, 04 Oct 2022 20:24:41 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34081 Como lidar com essa onda de conservadorismo que tem varrido este país desde 2013?

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O título desta coluna possui uma dupla referência. De um lado remete ao mito grego de Narciso e, de outro, à canção, por muitos considerada como o Hino de São Paulo, de Caetano Veloso: Sampa.

Narciso, filho do deus Cefiso e da ninfa Liríope, representa a vaidade. O oráculo Tirésias preconizou sua extrema beleza e sua vida longa. Porém, advertiu – como é comum nos mitos gregos – que se ele admirasse seu rosto, isso poderia amaldiçoar sua vida. Narciso, muito autocentrado, flerta com a sua própria imagem ao vê-la refletida. Sua arrogância teve um preço e, sobre ele, foi lançado um feitiço que acaba por levá-lo à morte, condenado a definhar até perecer.

Em 1978, Caetano Veloso compôs de encomenda a um programa de TV, na comemoração do aniversário de São Paulo, uma de suas mais belas músicas: Sampa. Ele disse que se inspirou na magnífica canção Ronda de autoria de Paulo Vanzolini: biólogo, professor universitário e brilhante compositor. Assim, surgiram os versos, hoje consagrados:

“Quando eu te encarei frente a frente e não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho…”

O último verso é, também, o título desta coluna e remete ao mito de Narciso ao qual a música de Caetano faz referência.

Esta longa introdução serve para pensar o momento presente vivido por nós brasileiros. Passada a ressaca do resultado que nos conduziu a um segundo turno eleitoral, muitas análises foram feitas buscando interpretar as razões do que ocorreu no dia 02/10/2022 e, particularmente, refletir sobre o porquê de termos “errado” tanto nas previsões, juntamente com as pesquisas eleitorais que, até o fechamento das urnas, apontavam um resultado diverso.

As mais variadas interpretações têm sido apresentadas. Desde o primeiro resultado comecei a especular sobre as razões de tamanho engano nas previsões.

Apenas a título de reflexão inicial. Há muitos anos, eu estava na cabeleireira e comentava com ela sobre o governo Lula fazendo elogios ao programa Minha Casa, Minha Vida. Enquanto eu falava a manicure reagiu indignada, observando que o referido programa só servia para dar casas a favelados que não trabalhavam! Essa é a voz do povo. Precisamos pensar seriamente sobre essas palavras.

O que me parece mais coerente leva a uma análise que pode servir também para os institutos de pesquisas – ressalvadas suas metodologias científicas: erramos redondamente na presunção do conhecimento do povo brasileiro.

Parafraseando Caetano: Narciso acha feio o que não é espelho. Assim, construímos uma fotografia do povo brasileiro que acreditávamos ser real, mas era apenas “à nossa imagem e semelhança”. Como Narciso, acreditamos que aquela imagem projetada correspondia à realidade, ou seja, representava definitivamente o “povo brasileiro”.

As urnas demonstraram que estávamos errados e, mais grave, que não sabíamos fazer uma leitura, mesmo que aproximada, dos anseios de nossa população. E elas nos retiraram a escada.

Não considero o resultado totalmente negativo. Apenas, como a maioria dos que esperavam outra resposta das urnas, fiquei, num primeiro momento aturdida, indagando: como explicar derrotas de candidatos nos Estados, bem como vitórias de Senadores e Deputados que representaram, ao longo dos últimos anos, o que de mais reacionário e, por vezes, desprezível, poderia ser produzido pelo exercício governamental atual?

Como confio plenamente no pensamento popular de que o pessimismo é reacionário e o otimismo revolucionário, sou otimista para o momento presente e creio numa vitória no segundo turno das forças progressistas. Lula virá e, para tanto, conseguirá alianças que ampliarão sua frente eleitoral. Uma vez no poder poderá ter maiores dificuldades de governabilidade, tendo em vista o Congresso com uma composição muito mais conservadora. Nada que o impeça de negociar e ele tem reiteradamente provado por sua biografia pregressa, uma imensa capacidade de composição de alianças.

O que deixamos para uma reflexão mais aprofundada é a análise que se faz cada vez mais necessária. Como lidar com essa onda de conservadorismo que tem varrido este país desde 2013? Como atuar para efetivamente entender esta população em seus anseios e caminhar, a médio e a longo prazo, para modificá-la, no sentido em que ela perceba seus reais interesses e lute para alcançá-los?

Esta é a pergunta de um milhão de dólares!

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De olho no eleitorado bolsonarista, Moro busca alianças com evangélicos https://canalmynews.com.br/politica/de-olho-no-eleitorado-bolsonarista-moro-busca-aliancas-com-evangelicos/ Fri, 14 Jan 2022 14:58:34 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=22973 Ex-juiz se apresenta como “conservador moderado”, e segundo aliados, o que o diferencia de Bolsonaro é o respeito à democracia

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Em busca do eleitorado bolsonarista: Desde que lançou sua pré-candidatura à presidência da República, em novembro do ano passado, o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) vem sinalizando sua proximidade com a pauta de costumes, e tem investido em agendas juntos aos evangélicos.

 

Segundo o jornal O Globo, Moro se reuniu com mais de 50 lideranças evangélicas nas últimas semanas, e tem se posicionado como um nome “conservador moderado e democrático”. E segundo ele mesmo, é o nome mais forte para derrotar o ex-presidente Lula (PT) em um segundo turno.

 

Para o advogado Uziel Santana, que é fundador e ex-presidente da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (Anajure), a diferença entre Moro e o presidente Jair Bolsonaro (PL) é que o ex-ministro é democrático. Uziel tem sido o porta-voz de Moro para o público evangélico, e ressalta que como um conservador, o ex-juiz é contra qualquer mudança na lei do aborto e contra a chamada ideologia de gênero.

 

Sergio Moro já esteve com o pastor RR Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, e nas próximas semanas quer se reunir com alguns dos pastores mais próximos ao presidente Bolsonaro, como Silas Malafaia e o deputado Marco Feliciano (PL-SP).

 

Sergio Moro é contra mudanças na lei do aborto e contra a chamada ideologia de gênero. Foto: Isac Nóbrega/PR

 

Segundo Uziel declarou ao Globo, a ala evangélica tem consciência que Bolsonaro está enfraquecido, e não deve apostar todas as suas fichas nele. E é aí que Moro encontra portas abertas, pois é o candidato que mais se aproxima do perfil desse grupo.

 

A menos de um ano da eleição, Moro aparece com apenas 7% das intenções de voto entre os evangélicos, de acordo com a pesquisa Ipec mais recente. Seus adversários na disputa, o ex-presidente Lula e Jair Bolsonaro, têm 34% e 33%, respectivamente.

 

Assista a íntegra do programa Café do MyNews desta sexta-feira (14).

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Como a aliança entre neoliberalismo e conservadorismo se dá no governo Bolsonaro https://canalmynews.com.br/mais/como-alianca-entre-neoliberalismo-conservadorismo-se-da-overno-bolsonaro/ Sat, 04 Sep 2021 19:26:47 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/como-alianca-entre-neoliberalismo-conservadorismo-se-da-overno-bolsonaro/ Ataques aos direitos das mulheres vêm de diversos ministérios, da presidência e do Congresso Nacional

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“Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã. Combater a ideologia de gênero, conservando nossos valores”, foi uma das primeiras falas do presidente Jair Bolsonaro, ao assumir a presidência, em seu discurso de posse. Dois anos e meio depois, as práticas adotadas pelo governo, em todas suas esferas, mostram que ele falava sério sobre a valorização da família e o conservadorismo de valores: foram ao menos 19 ações do executivo, entre portarias, cartilhas, leis, decretos e outros; 63 propostas do Congresso que partiram da sua base de apoio; e milhões de reais não usados no orçamento que caminharam neste sentido – o de valorizar e também responsabilizar a família por direitos básicos que são obrigação do Estado.

A Revista AzMina levantou toda a ação do governo relacionada a temas de valorização da família, gênero, direitos sexuais e reprodutivos, temas LGBTQIA+ e educação domiciliar. Foram analisados decretos, portarias, medidas provisórias, cartilhas e campanhas governamentais, direcionamento orçamentário, execução orçamentária e propostas legislativas. As pautas aparecem em ações da Presidência, do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, do Ministério da Saúde, Ministério da Educação, Ministério de Relações Exteriores e do Congresso.

Feminismo e direitos humanos sem intermediários

Enquanto no executivo predominam as pautas de proteção à vida desde a concepção e valorização da família, com cinco ações cada; no legislativo os temas mais abordados são em relação a criminalização total do aborto (29 projetos de Lei) e redução de direitos LGBTQIA+ (12).

As ações deixam claro que a valorização da família e o ataque aos direitos das mulheres são elementos centrais do fazer político desse governo, e o perfil das ações indicam uma conexão direta com a política econômica neoliberal, que prega a menor participação possível do Estado na economia. “Esta pauta conservadora é fundamental para que as mulheres façam um trabalho gratuito que é estruturante para a economia capitalista”, explica a cientista política Clarisse Goulart Paradis, professora do Instituto de Humanidades e Letras da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB/Bahia).

Não à toa, a antiga Secretaria de Políticas para Mulheres perdeu seu status ministerial e foi criado o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, vinculando diretamente os temas relacionados aos direitos da mulher à família. Nos programas orçamentários, deixou de existir o Programa 2016, chamado “Políticas para as Mulheres: Promoção da Igualdade e Enfrentamento a Violência” e em seu lugar veio o “Programa 5034 – Proteção à vida, fortalecimento da família, promoção e defesa dos direitos humanos para todos”. Além disso, o governo deixou de usar um terço do orçamento autorizado para políticas voltadas para mulheres, tanto na área de combate à violência, quanto em políticas de saúde. Ao mesmo tempo em que no Congresso todo um vocabulário conservador tem se tornado frequente em tentativas de reduzir os direitos das mulheres.

O que é o neoconservadorismo e o que ele tem a ver com o liberalismo econômico

O levantamento mostra que o governo está colocando em ação aquilo que já deixava claro no seu discurso, em uma forma de governar que tem sido definida por especialistas de diversas formas, e um dos termos usados é o neoconservadorismo – uma aliança entre o conservadorismo e o neoliberalismo. Na prática, a ideia é reforçar o lugar da família (e principalmente da mulher) como entidade responsável por obrigações que antes seriam de responsabilidade do governo, como o cuidado das crianças e idosos. Quer um exemplo? Se antes o governo era o responsável por garantir a educação das crianças, com serviços de creche e escolas, agora o objetivo é liberar a educação domiciliar, assim isso passa a ser responsabilidade da família e um gasto e preocupação a menos para ele.

No livro “Gênero, neoconservadorismo e democracia: disputas e retrocessos na América Latina”, Flávia Biroli, Maria das Dores Campos e Juan Marco Vaggione explicam que o termo é “utilizado para lançar luz sobre os tipos de coalizões políticas estabelecidas entre diferentes atores – religiosos e não religiosos – visando manter a ordem patriarcal e o sistema capitalista”. Eles partem de uma lógica de que a liberdade sexual e a emancipação da mulher teriam levado a um cenário de irresponsabilidade masculina  e vulnerabilidade feminina, levando ao discurso da defesa da família. Não à toa o governo vem falando tanto de “paternidade responsável”: a ideia é voltar a enxergar o homem como chefe e provedor de família, responsável pelas decisões da casa, inclusive a de ter ou não filhos.

“Pensar a pauta conservadora separada das questões materiais é um erro. Nós não podemos pensar uma pauta só dos costumes se tivesse desatrelada das disputas materiais. Classe, raça e gênero cortam nossas condições de vida”, defende Clarisse Goulart Paradis. É neste cenário que se torna importante analisar as pautas morais no atual governo sob a luz de sua política econômica.

Clarisse explica que nesse contexto neoconservador, as pessoas são muito mais responsáveis pelos riscos e pela reprodução da vida, ou seja, pelos trabalhos invisíveis e não remunerados de gerar e criar novas pessoas. “É essencial para o governo colar a mulher à família, à maternidade, para aproveitar do trabalho gratuito que é fundamental e chamado de amor”.

Como dissemos, um exemplo prático disso no atual governo é como a lógica de privatização e ausência do Estado reflete na questão da educação das crianças. Enquanto o Congresso tenta passar a legislação para a educação domiciliar, o Ministério da Educação não usou nada dos recursos disponíveis para estruturar as escolas para a volta da educação presencial, conforme revelou o jornal O Globo, mas publicou uma cartilha para orientar a educação domiciliar. Para o governo, é essencial que as famílias – e majoritariamente as mulheres – passem a se responsabilizar por essa atividade. Em textos de projetos de lei, parlamentares defendem que “a educação dada pelos pais é um direito natural garantido aos genitores”, e que a “Lei Natural” antecede os direitos humanos. Em outra ação, ao divulgar o programa Auxílio Brasil, o governo passa a incluir um auxílio-creche – que pode ser pago a instituições particulares – ao mesmo tempo em que retira recursos destinados às prefeituras para educação das crianças, como mostrou a Folha de S. Paulo.

Entre o discurso e a ação: gênero e família

Na análise das ações do governo também é perceptível que há muito discurso para embasar a construção da prática. Não se trata apenas das falas dos representantes do Estado, mas também de medidas como a mudança de pastas e programas orçamentários, e a inclusão ou retirada de termos em projetos de lei. Há ainda a Estratégia Federal de Desenvolvimento para o Brasil no período de 2020 a 2031, que diz que o governo vai “promover o direito à vida, desde a concepção até a morte natural, observando os direitos do nascituro, por meio de políticas de paternidade responsável, planejamento familiar e atenção às gestantes”. Além das recém-anunciadas criações dos dias do nascituro e da paternidade responsável.

No Congresso, são muitos os projetos de lei que tratam de vedar o reconhecimento de identidade de gênero de pessoas trans ou de proibir o uso de termos como gênero ou orientação sexual em escolas.

Ao mesmo tempo em que se reforça a ideia de família como núcleo central da sociedade, há um trabalho de terror sobre os riscos, principalmente para crianças, em relação à pedofilia e às questões de gênero, numa narrativa de crise centralizada na família – a criança em casa, com a família, tem menos chance de ser exposta a esses “riscos”.

“Esse discurso da ideologia de gênero se torna uma pauta fundamental justamente para deixar mais palatável para a sociedade as pautas neoliberais tão impopulares, que no fundo são retiradas de direitos. Se pegar a agenda nua e crua do neoliberalismo, quem vai apoiar isso?”, explica Clarisse.

Também é notável uma mudança de foco das questões da mulher para a família. Assim como no orçamento as políticas para mulheres viraram Proteção à vida, fortalecimento da família, promoção e defesa dos direitos humanos para todos, no combate à violência doméstica o foco saiu do fator de gênero da violência e foi para a questão familiar, como pode ser visto nesta campanha do Ministério. A vítima da violência não é mais a mulher, mas a família, a criança, o idoso, e a agressão, portanto, deixa de ter como motivador o machismo estrutural.

Aborto para todos os lados

O tema do aborto e saúde sexual e reprodutiva está diretamente atrelado às pautas neoconservadoras e por isso aparece em ações do Congresso, do Ministério da Saúde, do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, do Ministério das Relações Exteriores e da Presidência. Em todos os casos, o foco é restringir o direito à interrupção da gestação até nos casos em que ela é permitida no Brasil (estupro, risco à vida da mulher ou anencefalia do feto).

O Congresso lidera o volume, com 29 PLs sobre o assunto, mas sem conseguir a aprovação de nenhum. E vem seguido do Ministério da Saúde, que publicou duas portarias em 2020 dificultando o acesso ao aborto legal, divulgou uma nota contrária à realização do aborto legal por telemedicina e revogou resolução do Conselho Nacional de Saúde que garantia o direito ao aborto legal.

Do presidente, vêm a tentativa de criação do Dia Nacional do Nascituro e também a estratégia federal, que defende o direito à vida desde a concepção. Por fim, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, junto ao Ministério das Relações Exteriores, assinou a Declaração de Consenso de Genebra, um acordo internacional de posicionamento contra o aborto.

Apesar dos retrocessos concretos e riscos, é importante ter em mente também os avanços. No livro “Gênero, neoconservadorismo e democracia: disputas e retrocessos na América Latina”, Flávia Biroli, Maria das Dores Campos e Juan Marco Vaggione explicam que o conservadorismo é uma resposta a mudanças provocadas por grupos considerados minoritários – uma tentativo de conservar os modos anteriores.

E para Clarisse Goulart Paradis, não podemos esquecer como o movimento de mulheres tem se mantido como uma das principais resistências aos retrocessos: “Não quer dizer que o imaginário feminista esteja acuado, muito pelo contrário. As mulheres têm sido fundamentais pra que esse governo tenha rejeição. O feminismo está num momento de muito engajamento e luta política. E quando esse governo sair, vamos estar preparadas para pensar políticas que sejam mais avançadas do que o que já tivemos”.


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