Arquivos Corrida presidencial - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/corrida-presidencial/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Thu, 28 Jul 2022 23:45:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 É como na corrida de São Silvestre https://canalmynews.com.br/paulo-totti/e-como-na-corrida-de-sao-silvestre/ Wed, 19 Jan 2022 17:28:19 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23063 Como os números da disputa presidencial podem direcionar as posturas e estratégias para tocar primeiro na linha de chegada

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Enquanto a pandemia avança implacável, inabalável, o governo já bate dois dígitos de inflação em 12 meses (10,06%), e a Petrobrás anuncia novos preços da gasolina, do diesel e do gás natural, a campanha presidencial faz uma pausa à espera da volta da atividade parlamentar em fevereiro. Mas a situação eleitoral não mudou e bolsonaristas começam a temer que nada ou muito pouco mudará até 2 de outubro. Só foi generosa com o PT a pré-estréia da campanha em dezembro, quando todos os principais partidos, à exceção da fusão Dem-PSL, tornaram públicos os que pensam ser seus mais expressivos nomes. Lula saiu na frente em todas as regiões do país e em todas as categorias de renda e parcelas etárias.

É como na Corrida de São Silvestre, Um atleta que largou junto dos outros na Avenida Paulista, esquina com Ministro Rocha, já chegou a Higienópolis; seu escudeiro anda pelo Museu do Futebol e o imensurável pelotão de retardatários – todos os demais – apenas atingiu o Instituto do Coração. A velocidade que o líder desenvolve parece a do etíope Belay Bezabh, vencedor de ponta a ponta na última corrida, e não a do conhecido “Coelho”, que costuma sair na liderança em desabalada carreira, mas logo cansa e abandona a disputa, satisfeito por ter recebido um punhado de aplausos.

Até agora, o favorito Lula da Silva tem 48% das apostas no último Datafolha Os demais, aí incluído o próprio Jair Bolsonaro (22%), mais Sergio Moro (9%), Ciro Gomes (7%), João Dória (4%), Simone Tebet (1%) e Rodrigo Pacheco (1%) somam apenas 44%. Não pontuam Alessandro Vieira, Aldo Rebelo e Felipe D’Ávila. Noves fora os brancos e nulos, se o ritmo futuro for o mesmo de agora, Lula chegará sozinho, rápido e folgadamente, à frente do prédio da Fundação Casper Líbero, na volta à Avenida Paulista.

É a maioria absoluta, obtida na primeira volta da corrida, como se não existisse outra. Pesquisa mais recente, da mineira Quaest, confirma o levantamento do Data Folha: Lula, 45%; Bolsonaro, 23%; Moro, 9%; Ciro,5%; Dória, 3% ;Tebet, 1%. Os demais não pontuaram]

É claro que uma corrida de marmanjos pelo centro de São Paulo não tem a mesma importância e nem a mesma seriedade de uma sucessão presidencial, mas para quem conhece São Paulo é fácil entender a magnanimidade das diferenças desenhadas no mapa da cidade. Quem não conhece entenderá os números.

Antes de permitir que estas constatações, apenas retóricas e metafóricas, se transformem em dura realidade nos próximos nove meses, ilustres líderes do Centrão – excluídos os descerebrados do “cercadinho” – passam a pensar em mudar o tom das manifestações presidenciais, a admitir – por enquanto reservadamente – que comportamentos recentes como o da sabotagem à vacinação infantil ou o da caluniosa insinuação de que a Anvisa serve a interesses inconfessáveis, mais prejudicam do que contribuem à conquista de votos para manter Bolsonaro na presidência até 2026.

O recesso parlamentar faz com que sugestões de mudança de rumos sejam apenas murmuradas, mas a partir de fevereiro poderão ficar mais explícitas. E terá chegado o momento de o próprio Centrão oficializar seu desconforto. Este é um agrupamento político que se mantém fiel ao aliado mas se recusa a acompanhá-lo até o inferno.

A partir de resultados nas pesquisas que reprisem o observado hoje, outros setores do bolsonarismo poderão defender a mesma posição, entre eles estamentos militares mais civilizados (a gente não comprova que existam, mas certamente existirão, em nome de Jesus). Se os setores mais serenos do bolsonarismo (que também existirão, benditos sejam) mudarem a campanha, mostrarem que querem resolver as disputas na supremacia do voto, embora sua vitória seja uma ilusão no estágio atual da composição de forças, nossa frágil democracia estará salva.

Se nada mudar, é por que Bolsonaro já desistiu de ganhar a eleição. E é no golpe que pensa e se prepara.

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Pista escorregadia até as eleições de 2022 https://canalmynews.com.br/creomar-de-souza/pista-escorregadia-ate-eleicoes-2022/ Thu, 25 Nov 2021 18:47:59 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pista-escorregadia-ate-eleicoes-2022/ Corridas eleitorais são disputadas, normalmente, em terrenos bastante desafiadores. No caso específico das eleições no Brasil em 2022, o cenário é uma pista sinuosa e muito escorregadia para aqueles que sonham em morar no Palácio do Planalto

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Candidatos competitivos são enormes vidraças de cristal. E como tal, seus concorrentes e desafetos estão sempre aptos a arremessarem tijolos em suas direções. Se vivêssemos em tempos normais, tais eventos seriam vistos como uma atividade a ser administrada dentro das quatro linhas do marketing político. Contudo, tendo em vista que os anos vinte do século XXI são muitas coisas, menos tempos normais, torna-se importante compreender quais são os riscos que os principais proponentes ao Palácio do Planalto irão enfrentar do ponto de vista narrativo e imagético.

Inicialmente, é importante compreender que as ilações aqui construídas vão levar em consideração os quatro principais proponentes à Presidência até o presente momento. Comecemos, então, pelo atual presidente da República, que muito provavelmente será um candidato com discurso de questionamento ao processo eleitoral como um todo. Este simples elemento dá à eleição uma diferença em relação a arranjos precedentes pelo fato de que o principal ator político do jogo será ao mesmo tempo alvo de críticas e franco-atirador.

Esta dinâmica tende a empurrar o pleito para uma direção tendencialmente perigosa, em que a ideia de tumulto pode ser vista como uma estratégia de ação. Neste aspecto, os principais concorrentes do presidente Bolsonaro possuem diante de si uma série de escolhas muito difíceis. A primeira delas diz respeito à calibragem dos discursos e da transformação de agendas em mensagens que efetivamente possam dar ao eleitor a garantia de que escolher quaisquer um deles em detrimento ao atual mandatário é uma boa escolha.

Tal reflexão resguarda alguns dilemas. Sobremaneira quando se pensa em cada um dos três principais concorrentes de Bolsonaro e em como suas imagens possuem fragilidades que certamente serão exploradas dentro da lógica do tumulto e dissenso que será parte importante do pleito. Lula, Moro e Ciro, cada um a seu turno, serão continuamente fustigados e testados em seus compromissos, coerência e percepções da realidade. E neste aspecto, tendo em vista que uma parcela cada vez maior da sociedade não espera encontrar tais atributos no candidato à reeleição, paradoxalmente, os principais concorrentes serão muito mais cobrados nisto.

Em termos práticos, Lula certamente será alvo de questionamentos frequentes sobre o não ‘mea culpa’ do PT e eventuais declarações de apoio a ditadores de esquerda ao redor do globo. Ciro, de outro lado, será castigado pelos apoiadores de Lula por não ter apoiado Haddad em 2018, ao passo que a pecha de destemperado deve retornar ao centro das reflexões sobre ele. Moro, o candidato em ascensão no presente momento, por sua vez, tende a ser alvo preferencial de lulistas e bolsonaristas. Em uma lógica – ressalvadas as diferenças – que se assemelha ao esmagamento de Marina por Dilma e Aécio em 2014.

O fato é que diante de um cenário em que potencialmente estas e outras fragilidades estão em processo de mapeamento pelas campanhas citadas, abre-se espaço para uma reflexão acessória, que é a necessidade de construir falas em ambientes controlados. No contexto em que deep fakes e outros subterfúgios serão usados de maneira consistente na campanha eleitoral, caberá às estruturas de campanha entender que é virtualmente impossível impedir o espalhamento de percepções negativas sobre o candidato.

De qualquer maneira, será importantíssimo construir estratégias de contenção de danos que permitam a sobrevivência em uma conjuntura marcada por incerteza e tumulto. A percepção que se matura a cada dia é a de que o próximo ciclo de eleição presidencial se assemelhará e muito a uma corrida de Fórmula 1 com pista chuvosa, e o vencedor será aquele que conseguir manifestar ao longo das voltas a maior capacidade de se manter no trilho seco com o menor número de infortúnios.


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Bolsonaro sinaliza que está fora das eleições de 2022 https://canalmynews.com.br/politica/bolsonaro-sinaliza-que-esta-fora-das-eleicoes-de-2022/ Tue, 20 Jul 2021 18:22:09 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bolsonaro-sinaliza-que-esta-fora-das-eleicoes-de-2022/ Nesta segunda-feira, após admitir que a PEC do voto impresso não deve ser aprovada pelo Congresso, o presidente disse que pode desistir da reeleição

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta segunda-feira (19), em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, que pode desistir de concorrer a um segundo mandato. Isso porque ele discorda do atual sistema eleitoral, com urnas eletrônicas, e não acredita que o voto impresso será aprovado pelo Congresso.

Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro admite pela primeira vez que pode declinar das eleições de 2022. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Foi a primeira vez que Bolsonaro admitiu que pode declinar de participar das eleições de 2022 como candidato. Na manhã desta terça-feira (20), em entrevista à rádio Itatiaia, o presidente também afirmou que “não existe terceira via, está polarizado”, em relação ao próximo pleito. Segundo ele, os candidatos que tentam se apresentar como alternativa a ele e ao ex-presidente Lula não vão conseguir “atrair a simpatia da população”.

Uma pesquisa do Datafolha divulgada há 10 dias mostra Lula na liderança da disputa, com 46% das intenções de voto, contra 25% de Bolsonaro. Os pré-candidatos que tentam se apresentar como “terceira via” não chegam a dois dígitos: Ciro Gomes (PDT) tem 8%, enquanto o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), chega a 5% e o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM) tem 4%.

Íntegra do programa ‘Café do MyNews‘ desta terça-feira (20), que abordou o posicionamento de Bolsonaro acerca das eleições de 2022.

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