Arquivos crise política - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/crise-politica/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 24 May 2024 14:55:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Milei deixa o mundo boquiaberto em Davos https://canalmynews.com.br/coluna-da-sylvia/milei-deixa-o-mundo-boquiaberto-em-davos/ Fri, 19 Jan 2024 01:16:28 +0000 https://localhost:8000/?p=42006 Discurso do presidente argentino choca liberais e moderados

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Javier Milei deixou seus espectadores de queixo caído em Davos, na última quarta-feira (17). Sim, estamos falando de Davos, o ponto de encontro do capitalismo internacional, que sempre abrigou conversas de alto nível do campo liberal e capitalista. Ou seja, a princípio, o campo de Milei.

Alto nível foi a primeira coisa que faltou, com a frase de abertura infantil do discurso. Aliás, a infantilidade na criação de um inimigo comum lembrou tempos da Guerra Fria, já longe no tempo: “Hoje estou aqui para dizer que o Ocidente está em perigo.” E explicou: “Está em perigo porque aqueles que supostamente deveriam defender os valores do Ocidente estão sendo cooptados por uma visão de mundo que inexoravelmente conduz ao socialismo e, consequentemente, à pobreza.”

Isso mesmo, Milei crê que surgiu para iluminar e avisar o poder econômico mundial que este vive o perigo do avanço do “socialismo” .

Para Milei, nas últimas décadas, “motivados por um desejo bem intencionado de querer ajudar os demais e por uma vontade de querer pertencer a uma ‘casta’ privilegiada, os principais líderes do mundo ocidental abandonaram o modelo da liberdade em troca de distintas versões do que nós chamamos de coletivismo”.

A repercussão dos principais diários do mundo foi variada, embora não pudessem esconder o espanto generalizado.

O El País, da Espanha, depois de conversar com vários líderes, afirmou que seu discurso “irritou” os mandatários e seus representantes:

“Cada vez mais apocalíptico, Milei expôs sua visão fundamentalista do mercado que nem mesmo é assumida em Davos, onde todas as empresas presentes estão acostumadas a colaborações público-privadas que são reivindicadas por outros presidentes, como o espanhol Pedro Sánchez, que falou logo depois no mesmo fórum. Milei defendia que os únicos que realmente fazem as coisas corretamente são os empresários.”

O El País segue: O discurso dele foi tão contundente que ele mesmo admitiu que “pode parecer ridículo dizer que o Ocidente se inclinou para o socialismo, mas essa é a tendência”

A agência EFE sinalizou que Milei atacou as agendas internacionais do feminismo e do meio ambiente, considerando-as parte da influência que o socialismo está exercendo sobre as políticas econômicas do Ocidente.

O jornal britânico The Guardian afirmou que Milei não apresentou razões firmes para criticar o feminismo. “Não explicou, no entanto, como essa visão libertária leva as mulheres no Reino Unido a trabalharem efetivamente dois meses sem remuneração devido à disparidade salarial de gênero, por exemplo.”

Já o Financial Times, aparentemente, gostou. Disse que a fala de Milei foi de “alto perfil”, e a “a primeira oportunidade dele apresentar sua visão ultraliberal à elite mundial após sua surpreendente vitória nas eleições”, escreveu em editorial.

Em geral, Milei irritou ao apontar a infantilidade dos próprios líderes por terem “deixado” o socialismo avançar em seus países.

Também disse que o mundo vive seu melhor momento.

“Não houve em toda a história da humanidade um momento de maior prosperidade do que o que vivemos hoje. O mundo de hoje é mais livre, mais pacífico e mais próspero… O capitalismo de livre empresa e a liberdade econômica têm sido ferramentas extraordinárias para acabar com a pobreza no mundo, e nos encontramos hoje no melhor momento da história”.

Apesar dos pedidos e perguntas, Milei não destrinchou nem expôs as polêmicas leis de ajuste, reforma trabalhista, cortes de subsídios e aposentadorias que nestes dias estão sendo votados em sessões extraordinárias do Congresso.” Tampouco deu respostas objetivas a seus planos para reduzir os 211% de inflação anual, os 55% de desvalorização da moeda e a pobreza dos argentinos, de mais de 40%.
Milei pôs o foco no país que, “no início do século 20, era o mais rico do mundo, hoje tem cerca de 50% da população abaixo da linha da pobreza e 10% de indigentes, sendo que a Argentina é um país que produz alimentos para 400 milhões. Para onde vai toda essa comida? A resposta é que o Estado fica com 70% dela.”

Milei disse que os líderes mundiais deveriam ser os comandantes, os heróis nessa luta contra o comunismo.

“O Ocidente está em perigo porque aqueles que supostamente deveriam defender os valores do Ocidente estão sendo cooptados por uma visão de mundo que inexoravelmente conduz ao socialismo e, consequentemente, à pobreza”, alertou, e em uma mensagem à seleta audiência enfatizou:

“Não se deixem intimidar nem pela casta nem pelos parasitas que vivem do Estado”

Por fim, como se faltasse alguém a quem desagradar, avançou contra o feminismo, a mudança climática e a “agenda globalista”.

Vozes internas e inclusive do espaço político de Mauricio Macri, como o ex-ministro da Cultura, Pablo Avelluto, também questionaram o discurso de Milei, segundo Avelluto, “baseado em falácias”.

“Ouvi o discurso do presidente em Davos. Uma mensagem reacionária baseada em falácias e atos de fé próprios da década de ’30. Posso ser coletivista, socialista, comunista, esquerdista ou o que parecer. Mas o liberalismo está muito longe de ser esse delírio fanático”, escreveu Avelluto em suas redes.

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Aumento da taxa Selic é tentativa de conter a inflação no país https://canalmynews.com.br/mynews-investe/aumento-selic-tentativa-conter-inflacao/ Thu, 23 Sep 2021 22:44:42 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/aumento-selic-tentativa-conter-inflacao/ Reajuste da Selic não tem sido eficaz, pois a inflação no Brasil não é decorrente do aumento no consumo das famílias, mas de fatores internacionais, agravados pelo cenário de instabilidade política

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Em entrevista ao MyNews Investe, a economista e professora do Insper Juliana Inhasz avaliou como o aumento da taxa básica de juros (Selic) impacta na economia e como as expectativas em relação a esse reajuste não estão sendo alcançadas. O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) anunciou nesta quinta (23) o reajuste de um ponto percentual na taxa Selic, que passou de 5,25% para 6,25 ao ano. Este é o quinto aumento consecutivo e o maior patamar da Selic desde julho de 2019.

A decisão do Copom, que foi unânime, já era esperada pelo mercado, e dá sequência a uma tentativa de conter a inflação no país, que já está na casa dos dois dígitos. Para a professora Juliana Inhasz, a medida pretende a redução do consumo, a partir do aumento dos preços dos produtos. Entretanto, como a inflação no Brasil não é decorrente do aumento do consumo interno, mas de uma recuperação mais rápida da economia de outros países, num cenário pós-pandemia, o reajuste da taxa básica de juros não tem sido suficiente para conter a inflação.

Além de questões referentes à economia internacional, um cenário de aumento da cotação do dólar e desvalorização do real, torna os produtos brasileiros mais baratos no mercado internacional – estimulando as operações de exportação, especialmente de commodities, reduzindo a oferta de produtos dentro do país – ocasionando o reajuste de preços. Outro efeito deste cenário é a valorização dos importados – produtos prontos e matérias-primas – o que encarece também as cadeias produtivas que dependem de importação de insumos do exterior.

Juliana Inhasz pondera que aumentar a taxa de juros não é a única forma de baixar o câmbio. “O risco político no país está alto e isso influencia diretamente. Então o ideal seria baixar o risco político também, para ajudar a baixar o câmbio”, pontua.

Pelo menos por enquanto, a indicação do Copom é de manter a mesma estratégia. Em nota divulgada no anúncio da nova taxa Selic, o Comitê informou que “antevê outro ajuste da mesma magnitude”, ou seja, na reunião de outubro podemos esperar mais um aumento na taxa básica de juros do Brasil. A expectativa de investidores e analistas financeiros é que a Selic chegue ao final de 2021 em 8,5%.

MyNews Investe, de segunda a sexta, a partir do meio-dia, no Canal MyNews

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