Arquivos crise - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/crise/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 24 May 2024 14:55:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Malandragem argentina como arte https://canalmynews.com.br/coluna-da-sylvia/malandragem-argentina-como-arte/ Thu, 29 Feb 2024 19:12:39 +0000 https://localhost:8000/?p=42542 "Nove Rainhas", que projetou o novo cinema argentino em 2000, ganha versão remasterizada e comemorativa, revelando muito da Argentina contemporânea

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Em primeiro lugar, é preciso dizer que “Nove Rainhas”, filme argentino de 2000 que inaugurou a chamada nova onda do cinema argentino, continua tão divertido como naquela época. A história de dois trambiqueiros que vivem de golpe em golpe nas ruas de Buenos Aires continua revelando muito da cultura, do idioma e dos costumes portenhos. A obra reestreou na Argentina agora, 24 anos depois, remasterizada e visualmente mais atraente, ainda que a trama ainda seja o melhor de tudo. 

“Nove Rainhas” foi dirigida por Fabián Bielinsky, então promissor nome entre os novos cineastas argentinos, que morreu de um infarto num hotel de São Paulo, em 2006. 

É estrelada por Ricardo Darín (Marcos) e Gastón Pauls (Juan). Antes que alguém diga “mas outra com o Darín?”, vale o aviso, este é o primeiro filme que o catapultou para o êxito retumbante que o ator possui ainda hoje.

A trama gira em torno de uma espécie de disputa entre Marcos e Juan para ver qual dos dois tem mais habilidade em truques para enganar vendedoras de quiosques, idosas que vivem sozinhas e garçons de cafés. 

A coisa se complica quando ambos se propõem a um salto maior, tentar vender a um espanhol milionário uma versão falsificada de uma coleção de selos raríssima.

Vários personagens se metem na história desde a bela Valéria (Letícia Brédice), irmã de Marcos, a falsificadores, colecionadores e vários tipos de vigaristas. 

O que ninguém espera, e que não seria um spoiler para um filme de mais de 20 anos, é que há um plot twist e se revela, ao final, um grande golpe de um dos trambiqueiros contra o outro. 

Mas, o que mais podemos interpretar a partir do filme? Uma das leituras possíveis é de que os argentinos estão acostumados a qualquer tipo de ginástica ou de truque para viver em uma crise financeira e também que estas sempre estão presentes na história recente do país. 

Outra, que Buenos Aires é uma cidade tão viva que se torna um palco por si só para diversas histórias. Mais de 90% da película ocorre na rua. 

Em terceiro lugar, que o inesperado sempre pode piorar algo que vai mal. Por exemplo, quando Marcos vai ao banco com um cheque na mão para sacar uma pequena fortuna vinda de um golpe, já começam a se fazer visíveis o que seria a crise de 2001. 

Dezenas de clientes impedidos de entrar, os bancos já fechavam suas portas, a paridade 1 dólar para 1 peso diluiu-se rapidamente rapidamente, decisão de políticos frágeis, como Fernando De La Rúa. Todos querem, e não podem, tirar dólares de suas contas, por conta do “corralito”, enquanto os bancos e suas portas de vidro eram ameaçados por hordas inconformadas em não ter acesso à moeda estrangeira em suas contas-corrente. Moeda esta que, desde há muito, reina na Argentina e leva a alguns políticos, até hoje, a enfeitiçar os argentinos com a ideia de que a dolarização é a única solução para a crise argentina.

Por fim, a inevitável visão de que, por aqui, tudo parece ser cíclico. As preocupações, os problemas, as angústias dos argentinos nas vésperas do “estallido” do ano 2001 não se diferenciam muito das de hoje. 

Neste sentido, “Nove Rainhas”, além de entretenimento, é também educativo sobre o país vizinho ao Brasil. 

Não há previsão da estréia remasterizada fora daqui, mas a versão tradicional, disponível em plataformas de “streaming” no Brasil, serve perfeitamente para esta leitura distanciada no tempo e muito mais esclarecedora hoje do que era no ano 2000.  

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“Existe um massacre acontecendo”, diz Padilha no programa Roda Viva https://canalmynews.com.br/politica/existe-um-massacre-acontecendo-diz-padilha-no-programa-roda-viva/ Tue, 20 Feb 2024 15:49:36 +0000 https://localhost:8000/?p=42462 Nesta segunda-feira (19), o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, falou sobre a declaração do presidente Lula a respeito do conflito na Faixa de Gaza - que se tornou uma crise diplomática

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No domingo 18 de fevereiro de 2024, numa coletiva de imprensa na Etiópia, o presidente Lula comparou as ações de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto, extermínio judeu feito pela Alemanha Nazista de Adolf Hitler. Ao responder à pergunta de jornalista sobre o governo brasileiro ser doador para a Agência da ONU de repasses para garantias de direitos humanitários após suspensão de outros países, disse que “o que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existiu em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu. Quando Hitler resolveu matar os judeus

A repercussão da fala foi imediata e rodou as manchetes do Brasil e do mundo de forma polêmica e, em geral, negativa. O governo de Israel tratou classificou Lula como “persona non grata”, uma repreensão grave no mundo da diplomacia e a conversa ocorre, tradicionalmente, a portas fechadas. O embaixador brasileiro em Israel e o Itamaraty foram surpreendidos, porém, com o aviso de que o encontro se daria com a presença da imprensa e no Museu do Holocausto.

Se instalou uma crise diplomática entre Brasil e Israel desde a fala do presidente Lula e a proporção que tomou o caso. A primeira dama e socióloga, Janja Lula, se pronunciou em sua rede social em defesa do presidente “a fala se referiu ao governo genocida e não ao povo judeu. Sejamos honestos nas análises”


O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também se pronunciou sobre a declaração no programa Roda Viva, da TV Cultura, que foi ao ar nesta segunda. Padilha comentou todo o caso e também o pedido de impeachment contra Lula, protocolado por 90 parlamentares – sobre este afirmou que “não vai progredir”.

Ao fazer referência a Benjamin Netanyahu, afirmou que é ele o isolado em suas posições e que não se preocupa que a repercussão atrapalhe o lugar do Brasil na política internacional, pois “Netanyahu é passageiro” e as relações de solidariedade entre os países ultrapassam o primeiro-ministro. Reafirma também para os jornalistas da bancada o posicionamento do presidente Lula:

“Existe um massacre acontecendo e tem que acabar o mais rápido possível. Eu torço para que a posição nova dos Estados Unidos mobilize e acabe com qualquer tipo de obstáculo dentro da ONU para que a gente migre para o cessar-fogo o mais rápido possível”

O MyNews debateu o assunto no programa Segunda Chamada e abaixo você pode acessar o trecho já disponível – não deixe de comentar:

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Netanyahu reage a fala de Lula sobre holocausto e convoca embaixador https://canalmynews.com.br/noticias/netanyahu-reage-a-fala-de-lula-sobre-holocausto-e-convoca-embaixador/ Tue, 20 Feb 2024 03:15:18 +0000 https://localhost:8000/?p=42448 Presidente brasileiro classificou as mortes em Gaza como genocídio

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Em entrevista coletiva durante viagem oficial à Etiópia, o presidente brasileiro classificou as mortes de civis em Gaza como genocídio, criticou países desenvolvidos por reduzirem ou cortarem a ajuda humanitária na região e disse que “o que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existiu em nenhum momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”.

“Não é uma guerra entre soldados e soldados. É uma guerra entre um Exército altamente preparado e mulheres e crianças”, disse Lula.

Reação

Israel reagiu duramente às declarações de Lula. No domingo (18), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a fala do presidente brasileiro equivale a “cruzar uma linha vermelha”.

“As palavras do presidente do Brasil são vergonhosas e graves. Trata-se de banalizar o holocausto e de tentar prejudicar o povo judeu e o direito de Israel se defender.”

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, pelas redes sociais, declarou Lula persona non grata em seu país.

“Nós não perdoaremos e não esqueceremos – em meu nome e em nome dos cidadãos de Israel, informei ao presidente Lula que ele é persona non grata em Israel até que se desculpe e se retrate por suas palavras.”

 

Alckmin diz que posição do presidente Lula é pela paz na Palestina

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (19) que a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é pela paz na Palestina. “O que ele defende é a paz. O que ele quer é a paz, que haja aí um cessar-fogo no sentido da busca pela paz”, enfatizou após participar de encontro na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Alckmin comentou as declarações de Lula, que lembrou as mortes dos judeus na Segunda Guerra Mundial ao comentar sobre às mortes de palestinos, sobretudo mulheres e crianças, vítimas de ataques israelenses na Faixa de Gaza. “O que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existiu em nenhum momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”, afirmou o presidente no último fim de semana.

O vice-presidente enfatizou ainda que, por diversas vezes, Lula condenou os ataques do Hamas contra a população civil de Israel em outubro do ano passado.

Em relação à colocação do presidente Lula, eu acho que é clara a sua posição. De um lado, deixou claro que a ação do Hamas foi uma ação terrorista, isso eu ouvi dele em vários pronunciamentos.

 

Governo chama embaixador do Brasil em Israel para consultas

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, chamou para consultas o embaixador brasileiro em Tel Aviv, Frederico Meyer, que embarca para o Brasil nesta terça-feira (20). Também foi convocado o embaixador israelense Daniel Zonshine para que compareça ainda nesta segunda-feira (19) ao Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro. 

Segundo nota divulgada pelo Itamaraty, as medidas foram tomadas “diante da gravidade das declarações desta manhã do governo de Israel”. Mauro Vieira está no Rio de Janeiro para a reunião do G20.

Na manhã desta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suas declarações sobre operações israelenses na Faixa de Gaza e declarou Lula persona non grata no país.

A declaração de “persona non grata” é um instrumento jurídico reconhecido e utilizado nas relações internacionais. É uma prerrogativa que os estados têm para indicar que um representante oficial estrangeiro não é mais bem-vindo como tal em seu território.

Em entrevista coletiva durante viagem oficial à Etiópia, o presidente brasileiro classificou as mortes de civis em Gaza como genocídio e criticou países desenvolvidos por reduzirem ou cortarem a ajuda humanitária na região. “O que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”, disse Lula.


No Segunda Chamada desta segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024, Afonso Marangoni e o comentarista político João Bosco Rabello recebem o mestre em relações internacionais Marcos Magalhães e o filósofo Joel Pinheiro para debater a repercussão do assunto. Confira:

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“O país não está à venda” foi o lema da paralisação na Argentina https://canalmynews.com.br/politica/o-pais-nao-esta-a-venda-foi-o-lema-da-paralisacao-na-argentina/ Thu, 25 Jan 2024 02:30:05 +0000 https://localhost:8000/?p=42143 Em primeira paralisação geral desde que Javier Milei assumiu a presidência, a maior central sindical do país convocou as pessoas para irem às ruas contra o "decretaço"

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Protesto convocado pela maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), gera a primeira paralisação geral desde que Javier Milei assumiu a presidência. Com objetivo de manifestar contra a medida provisória que modifica leis trabalhistas e economia, o “Decretaço”, milhares de argentinos de classes sociais diversas, foram às ruas nesta quarta-feira (24/01).

Com início a partir do meio-dia e duração de 12 horas, a greve chegou a afetar transportes, serviços públicos e bancos – além de centenas de voos cancelados. Muitos comércios, porém, chegaram a funcionar normalmente. Os manifestantes marcharam em direção ao Congresso com o lema “o país não está à venda” na tentativa de pressionar paralmentares a não aprovarem as leis. O ato recebeu críticas de autoridades, como da ministra Patricia Bullrich quando afirmou em sua rede social que o país não para, são “as máfias que param”:

A crítica do governo Milei às manifestações foi feita através do porta-voz, Manuel Adorni, sobre a CGT estar do lado da história e que falta liberdade aos trabalhadores. Quanto às medidas sob protesto dos manifestantes, o governo argumenta que é para equilíbrio das contas públicas e redução da inflação, com meta de estabilizar a economia do país – que vive uma das suas piores crises da história recente.

Os detalhes sobre a notícia e o cenário político na Argentina, foram abordados no programa Segunda Chamada, que contou com a condução de Afonso Marangoni e participações dos jornalistas João Bosco Rabello, Marcos Magalhães e Sylvia Colombo, com o professor de enconomia do Ibmec, Renan Silva e com análises do ex-embaixador da Argentina no Brasil, Juan Pablo Lohlé.

Confira:

 

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Problemas de fluxo de caixa na crise: como a sua empresa pode resolvê-los? https://canalmynews.com.br/economia/problemas-de-fluxo-de-caixa-na-crise-como-a-sua-empresa-pode-resolve-los/ Wed, 21 Sep 2022 12:40:05 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33867 Veja quais são os erros mais comuns em fluxos de caixa e as possibilidades para solucioná-los.

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O fluxo de caixa é um recurso imprescindível para que as empresas tenham controle sobre suas movimentações financeiras. Englobando entradas e saídas, ele serve para monitorar despesas básicas, pagamentos de salários e receita das vendas.

Por isso, o fluxo de caixa é imprescindível para a boa saúde financeira do negócio. Afinal, ele ajuda a tomar atitudes para aplicações, prevenção ou recuperação 一 principalmente em situações de crise, onde é necessário ter análises ainda mais precisas a fim de se adaptar à adversidade.

Quais os principais problemas com o fluxo de caixa

Nos últimos anos, a economia brasileira sofreu dificuldades devido à pandemia de Covid-19. Com as medidas restritivas para conter a crise sanitária, empresas dos mais diversos segmentos tiveram dificuldade.

Além disso, fatores como o aumento da inflação, alta do dólar e desvalorização do real, somados a fatores externos como a guerra na Ucrânia, oferecem desafios econômicos que respingam no fluxo de caixa de empresas de todos os tamanhos, colocando anos de trabalho e investimento em risco. A crise se manifesta em diversos problemas, mas alguns são mais comuns do que os outros.

Ineficiência de gestão

Mesmo sem a interferência de fatores externos, a ineficiência de gestão é um problema recorrente. Ou seja, a falta de organização e estratégias efetivas para administrar um negócio.

Ainda existem muitas pessoas que fazem atividades financeiras manualmente, o que leva mais tempo e tem mais chances de erro. A rotina agitada de um empreendedor pode facilmente confundir a execução dos processos. Ao longo do tempo, isso vai se tornando uma bola de neve até chegar em estágios bastante críticos.

A solução para isso é automatizar as ações. Felizmente, hoje em dia é possível contar com a tecnologia para otimizar inúmeros aspectos do trabalho. O ideal é recorrer a um sistema de gestão financeira.

Essas ferramentas fazem pagamentos de contas, cálculos comparativos, relatórios de resultados, armazenamento de dados, personalização de funções e muito mais. Ou seja, todo o necessário para manter o fluxo de caixa sempre funcionando da melhor maneira.

Atraso de pagamentos

A desorganização ou a falta de capital pode fazer com que pagamentos sejam feitos depois do prazo 一 de despesas básicas a pagamentos para funcionários e fornecedores. Para evitar desconfortos entre os envolvidos, deve-se evitar que atrasos se tornem uma rotina. Isso pode ser resolvido com o já citado sistema de gestão financeira, que torna os pagamentos automáticos. Basta programá-los para a data certa e pronto.

Se necessário, outra saída é negociar um novo prazo com quem deve receber o dinheiro. Em certos casos, determinar outra data limite já resolve o problema.

Falta de capital de giro

O fluxo de caixa está diretamente ligado ao capital de giro 一 categorizado com a diferença entre os recursos disponíveis e a soma das despesas e contas a serem pagas. Isso significa que este é um conceito fundamental para que as empresas continuem funcionando.

O descontrole do fluxo de caixa pode resultar na escassez de capital de giro, provocando uma série de problemas para o negócio. Dependendo do caso, o empreendedor não consegue suprir os itens mais básicos para manter as atividades em curso.

Resolver esse problema não é muito simples, mas existem algumas soluções que podem funcionar, com ainda mais chances de sucesso se forem integradas umas às outras:

  • Corte de gastos: analise suas despesas e reduza ou elimine o que for possível.

  • Não use o capital de giro para cobrir despesas: evite ao máximo usar o capital de giro para cobrir contas básicas. Só o faça se for absolutamente necessário e reponha o valor assim que entrar dinheiro no caixa.

  • Negocie: às vezes, uma boa conversa pode ajudar. Renegocie prazos, descontos e condições especiais de pagamento com fornecedores, parceiros, sócios e clientes.

  • Faça a antecipação de recebíveis: algumas instituições financeiras têm serviços que antecipam o dinheiro que as empresas só teriam no futuro. A dica é prestar atenção nos juros e requisitos gerais.

  • Faça um empréstimo: o empréstimo não é desejado, mas, em algumas situações, é necessário. Antes de concordar com qualquer termo, planeje-se bem e certifique-se que existe a garantia de que a dívida será quitada.

Fusão do dinheiro pessoal e da empresa

Não separar o caixa da empresa da conta bancária do empreendedor é um problema que afeta vários negócios de menor porte. Se o proprietário pegar dinheiro da companhia a cada vez que as coisas apertarem na vida pessoal, nunca haverá crescimento de verdade.

A solução é manter as duas frentes bem separadas. Problemas da empresa se resolvem na empresa, enquanto problemas de casa se resolvem em casa.

Projeções irreais

Projeções que pouco condizem com a realidade podem ser muito prejudiciais para o fluxo de caixa, seja em relação aos lucros, orçamento, execução de projetos, entre outros. Erros acontecem e muitos deles não podem ser exatamente controlados 一 mas se acontecerem de maneira regular, significa que algo vai mal.

A melhor maneira de consertar ou prevenir esse problema é com análises minuciosas. Externamente, observe a movimentação da economia, o comportamento do mercado e outros possíveis fatores que podem, de alguma forma, interferir nos negócios. Internamente, estude os números da empresa com atenção e um olhar realista.

Com essas informações em mente, fica mais fácil estabelecer projeções que de fato possam se cumprir, evitando surpresas desagradáveis e o declínio da situação financeira.

Neste sentido, acontece exatamente o oposto: com uma visão analítica ao estabelecer metas, as chances de crescimento ficam significativamente maiores.

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Conflito impulsiona vulnerabilidade alimentar e escassez energética https://canalmynews.com.br/economia/conflito-impulsiona-vulnerabilidade-alimentar-e-temor-por-escassez-energetica/ Wed, 16 Mar 2022 01:26:33 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26581 Tendo a interdependência econômica como arma de batalha, guerra no Leste Europeu afeta países dependentes de insumos alimentícios e fontes de energia provenientes da Rússia e Ucrânia.

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O encarecimento do petróleo e de insumos, reforçando a inflação ao redor do mundo, já são consequências econômicas do conflito provocado pela invasão russa ao território ucraniano. No entanto, o impacto dessa guerra ameaça de forma mais direta dois grupos de países: os africanos e os europeus, tendo em vista, respectivamente, a vulnerabilidade alimentar e a dependência de fontes de energia provenientes da Rússia.

Há uma outra nuance macro presente na movimentação militar, caracterizada por uma singularidade: pela primeira vez, a interdependência econômica está sendo empregada como arma de combate. A Rússia joga forte com esse cenário, apostando na necessidade existente sobre sua oferta de gás e petróleo para a Europa, nos investimentos que bilionários russos fazem em alguns dos principais centros financeiros mundiais e na relação comercial com os chineses.

Dados financeiros explanam a tática: por exemplo, a Rússia, em oposição a sua extensão territorial, representa apenas 8% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, 3% do PIB global (Ucrânia responde por apenas 0,14%) e não apresenta diversificação de mercado, sendo muito subordinada ao segmento de gás natural e commodities. Dessa maneira, o impacto direto sobre a economia mundial e a cadeia internacional de produção é restrito, mas potente sobre os setores de energia e alimentos.

Usina de carvão e rede de energia russas em terras convertidas para cultivo de grãos.

Usina de carvão e rede de energia russas em terras convertidas para cultivo de grãos. Foto: Peretz Partensky (Flickr)

Crise alimentícia

Russos e ucranianos possuem parcelas relevantes em dois mercados que servem de base, basicamente, para diversas atividades essenciais. A Rússia é o principal exportador e segundo maior produtor mundial de gás natural, além de ser o segundo maior exportador e terceiro maior produtor de petróleo no mundo, com 12% da oferta global. Já a Ucrânia responde por 12% das exportações internacionais de trigo e 15% das de milho – insumos relevantes para a indústria de alimentos e para o sistema de criação de aves e porcos.

Juntas, Rússia e Ucrânia detêm 30% de todo o comércio mundial de trigo, 17% da oferta de milho, 32% do mercado da cevada e 50% do segmento de óleo, sementes e farelo de girassol.

Assim, a ameaça de escassez e, principalmente, de fome preocupa países que dependem dos envolvidos no conflito para alimentar a própria população, tendo em vista que algumas das nações que mais compram insumos alimentícios da Ucrânia e da Rússia não têm e não terão poder financeiro para acompanhar o encarecimento generalizado dos produtos.

Ao analisar a lista das cinco economias mais impactadas pela guerra no quesito exportação de trigo é possível ter noção da crise humanitária que esse cenário pode ocasionar (fonte: ONU):

  1. Líbano: De US$ 148,49 milhões importados, 80% vêm da Ucrânia e 15% da Rússia.
  2. Palestina: De US$ 11 milhões importados, 51% vêm de Israel (que compra da Ucrânia e da Rússia) e 33% diretamente da Rússia
  3. Egito: De US$ 3 bilhões importados, metade vem da Rússia e 26% da Ucrânia.
  4. Etiópia: De US$ 458,4 milhões importados, 30% vêm da Ucrânia e 14% da Rússia.
  5. Iêmen: De US$ 549,9 milhões importados, 26% vêm da Rússia e 15% da Ucrânia.

Dependência energética

Quando a pauta é dependência de fontes energéticas, os países europeus que importam gás natural são, sem dúvidas, os primeiros a sentirem o choque.

Primeiramente, é preciso compreender que algumas dessas nações que são dependentes da importação de gás russo investiram amplamente em infraestrutura, a fim de receber e comportar a commodity – outra parte relevante dos parques industriais dessas economias depende diretamente dessa fonte de energia. Dessa maneira, a redução ou mesmo o encarecimento do produto já vão atingir o PIB desses países.

Gasodutos ao sul da Rússia

Gasodutos ao sul da Rússia. Foto: Reprodução (Redes)

Estados como Macedônia do Norte, Bósnia Herzegovina e Moldávia possuem um consumo de gás natural 100% dependente da Rússia – Letônia e Finlândia mais de 90%; na Alemanha, por exemplo, o consumo interno do gás russo é de 49%.

Vendo a participação do gás proveniente da Rússia na matriz energética de cada país fica compreensível o temor europeu frente às sanções impostas à economia russa (fonte: Eurostat):

  1. Itália: 38,6%
  2. Holanda: 36,7%
  3. Alemanha: 24,4%
  4. Letônia: 22,3%
  5. Polônia: 15,3%
  6. França: 14,8%
  7. Polônia: 15,3%
  8. Bulgária: 12,9%
  9. Finlândia: 6%

Quanto ao petróleo, incluindo cru e derivados, a Rússia fornece 30% das importações da Alemanha, 35% das compras da Estônia, 40% das transações húngaras e 60% das importações polonesas, chegando a 75% das compras da Eslováquia e 85% das importações da Lituânia.

Momento decisivo

Após 20 dias de conflito no Leste Europeu, Rússia e Ucrânia ainda divergem sobre a possibilidade efetiva de encerrar a guerra. Oleksy Arestovich, assessor do chefe de gabinete do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, estimou que o embate se encerre em maio, enquanto o governo russo prefere não fazer quaisquer previsões.

De acordo a agência de notícias Reuters, em um vídeo veiculado por diversos meios de comunicação ucranianos, Arestovich afirmou que a conjuntura necessária para o fim dependeria de quantos recursos os russos estão dispostos a empreender na movimentação militar.

“Estamos em uma bifurcação na estrada agora: ou haverá um acordo de paz muito rapidamente, dentro de uma ou duas semanas, com retirada de tropas e tudo, ou haverá uma tentativa de juntar alguns, digamos, sírios para uma segunda rodada e, quando os triturarmos também, um acordo em meados de abril ou final de abril”, declarou o assessor.

Entre os ucranianos há também a hipótese de que a Rússia pode enviar novos recrutas do serviço militar apenas após um mês de treinamento, e que, mesmo após um acordo de paz, pequenos confrontos podem acontecer ao longo do ano.

Explosão em prédio ucraniano ocasionado por um tanque de guerra russo.

Explosão em prédio ucraniano ocasionado por um tanque de guerra russo. Foto: Manhhai (Flickr)

Em contrapartida, o governo russo ressalta que as negociações são um trabalho difícil e que ainda é muito cedo para fazer projeções. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, elucidou esse posicionamento em uma coletiva nesta terça-feira (15): “O trabalho é difícil e, na situação atual, o próprio fato de que eles estão continuando [a negociar] é provavelmente positivo. Não queremos fazer previsões. Aguardamos resultados”.

Ainda nesta terça, o presidente da Ucrânia sinalizou que seu país deve realmente ficar de fora da Otan, uma vez que o momento não possibilita dar continuidade ao acordo de admissão – é importante frisar que a renuncia à Organização é uma das condições centrais de Moscou para encerrar os ataques

Em pronunciamento, Zelensky disse que “a Ucrânia não é um membro da Otan. Entendemos isso. Durante anos, escutamos que as portas estavam abertas, mas também escutamos que não podíamos nos unir. Esta é a verdade e temos de reconhecê-la”.

 

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Os programas MyNews Investe de segunda-feira (14) e terça-feira (15) são complementares e explicam os impactos e consequências macroeconômicos do conflito no Leste Europeu. Confira:

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Invasão russa à Ucrânia provoca queda nos mercados globais https://canalmynews.com.br/economia/invasao-russa-a-ucrania-provoca-queda-nos-mercados-globais/ Thu, 24 Feb 2022 16:14:49 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24595 Bolsas mundo afora operaram em baixa na manhã desta quinta (24), refletindo as apreensões frente ao conflito no Leste Europeu. Produção e fornecimento de gás natural e petróleo também foram afetadas.

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Horas após o início da invasão russa ao território ucraniano na madrugada desta quinta-feira (24), os mercados globais já refletem a apreensão proveniente do conflito armado. Quedas expressivas nas Bolsas de Valores, alta generalizada do dólar e escassez de produtos capitais como petróleo e grãos são alguns dos efeitos primários.

Como esperado, os mercados globais amanheceram em baixa nesta quinta. Nos Estados Unidos, o índice Nasdaq Composite já cai mais de 20% em relação a seu pico recorde de fechamento de novembro passado – pela manhã o indicador econômico registrava baixa de 104,7 pontos, indo a 12.932,80. O Dow Jones, na abertura, recuou 0,91%, ficando em 32.830,33 pontos, caindo mais de 10% ante pico de fechamento recorde de 4 de janeiro. Já o S&P 500 abriu em baixa de 1,65%, a 4.155,77 pontos.

Bolsas globais operam em queda após ataque russo à Ucrânia.

Resultado entre meio-dia e uma hora (pm) – Bolsas globais operam em queda após ataque russo à Ucrânia. Foto: Reprodução

Na Europa o cenário segue a tendência baixista: na Alemanha, Frankfurt perdeu mais de 5%, seguida por Milão e Paris (-4%) e Madrid e Londres, com perda de mais de 3%. O mercado de ações de Moscou caiu mais de 25%, e a moeda russa, o rublo, atingiu seu mínimo histórico em relação à moeda estadunidense (89,98 por dólar), antes da intervenção do Banco Central russo.

A movimentação russa também mexeu com os ânimos do mercado brasileiro, que amarga queda de cerca de 2% – meio-dia, o Ibovespa marcava 109.943 pontos, com perda de mais de 2.000.

Gás e Petróleo

Na Europa, a guerra também influencia diretamente o preço do gás natural. O produto com entrega marcada para março, no início desta manhã de quinta-feira, chegou a 113 euros por MWh, o que representa um aumento de 29,14% em relação à cotação do dia anterior. Desde o dia 7 de janeiro o preço não passava de 100 euros, mas a cotação chegou a 180 euros no fim do ano passado com o aumento da demanda chinesa e seguiu com o início da tensão na Ucrânia.

Isso acontece porque a Rússia é a principal fornecedora de gás natural para a Europa e, segundo a gigante francesa do setor, TotalEnergias, não existe alternativa para importação. “Se o gás russo não chegar à Europa, temos um problema real com os preços do gás na Europa”, disse o presidente do grupo, Patrick Pouyannée, em Paris. Ele participou nesta quinta do fórum da Federação Nacional de Obras Públicas (FNTP) e ressaltou que o gás russo representa 40% do mercado europeu.

Os preços do petróleo, que já vinham de altas mediante a escalada de tensões no Leste Europeu, também dispararam. O brent, referência comercial para o mundo, subiu acima de US$ 105 o barril pela primeira vez desde 2014.

A Rússia é o terceiro maior produtor da commodity energética e o segundo maior exportador. Devido aos baixos estoques e à diminuição da capacidade ociosa, o mercado de petróleo não pode arcar com grandes interrupções no fornecimento.

Giovanni Staunovo, analista do UBS, afirma que “as preocupações com a oferta também podem estimular a atividade de estocagem de petróleo, o que sustenta os preços.”

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Dependências nefastas https://canalmynews.com.br/voce-colunista/dependencias-nefastas/ Thu, 24 Feb 2022 10:05:56 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24514 Dentro da crise instalada entre a Rússia e a Ucrânia, uma questão que chama atenção é o embate sobre o ainda uso de energias não renováveis.

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Quando pensamos na evolução tecnológica ocorrida no mundo a partir da revolução industrial em meados do século XVIII até os dias de hoje, percebemos o quanto houve de avanço em várias áreas. Não precisamos nem ir tão longe, se voltarmos à década de 80, quando não existiam celulares e a máquina de escrever elétrica com tecla que apagava os erros cometidos na datilografia era algo inovador, notamos que em quarenta anos demos um salto tecnológico imenso.

Mas, quando colocamos a lâmpada inventada por Thomas Edson em 1879, o rádio e a máquina de escrever elétrica ao lado de objetos de última geração dos dias atuais, como celulares, notebooks e carros elétricos, percebemos que todos têm um ponto em comum. Todos precisam em algum momento estar plugados à uma tomada elétrica para o funcionamento ou o abastecimento de suas baterias.

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Pensando nesse ponto em comum entre os atuais produtos e os antigos, noto que nesse quesito não evoluímos muito. Claro que foram descobertas inúmeras fontes de energia para abastecer uma demanda crescente em progressão geométrica, mas a maioria dessas fontes geradoras de eletricidade vieram de combustíveis fósseis e não renováveis. O consumo indiscriminado por décadas à fio dessas fontes, foi o principal responsável pelos altos índices de poluição do ar e desmatamentos ocorridos em nosso planeta.

Diante dessa nossa dependência pelas tomadas, é que venho pensando na crise que está acontecendo entre Rússia e Ucrânia. Crise essa em que o poderoso império americano resolveu meter o bedelho apoiando a pequena Ucrânia e que logo foi confrontado pela nova potência mundial, a China, que disse estar com os russos para o que der e vier.

Não que a briga seja exatamente pelo petróleo e pelo gás, mas a dependência em que a Europa se encontra em relação ao fornecimento de gás dos russos, principalmente a Alemanha e o Reino Unido, faz com que esse tabuleiro de xadrez fique mais complicado justamente pelo poder que essa dependência confere ao país do strogonoff. E convenhamos que depender em qualquer coisa dos russos, especialmente do ex-agente da KGB e presidente da Rússia, Vladimir Putin, é pior do que dever para a sogra.

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Presidente da Rússia Vladimir Putin. Foto: Dimitro Sevastopol (Pixabay)

Como disse acima, há pelo menos 150 anos dependemos das tomadas e para abastecer as tomadas a humanidade depende em grande parte dos combustíveis fósseis, que em algum momento vão acabar. A previsão é que o gás da Rússia abasteça a Europa e a Ásia por mais 50 anos e depois acabou. Pensando nisso, por que iniciativas como a energia eólica ou a energia solar não são fortemente estimuladas no mundo? Não apenas pelos governos, mas pelos gênios que desenvolvem aparelhos de celular cada vez menores mais potentes e carros elétricos, para fugir da dependência do petróleo e vendidos como se fossem usuários de uma “energia limpa”. A não ser que você tenha geração de energia vinda de uma fonte renovável, essa energia será limpa, caso contrário não adianta o carro ser elétrico, concorda? Ele vai apenas emitir menos poluentes na atmosfera.

Enfim, a humanidade precisa criar meios de não depender da energia fóssil e não renovável. Conseguindo essa liberdade, a Europa, por exemplo, conseguirá se livrar da Rússia.

O Brasil tem potencial para ter várias matrizes energéticas sustentáveis. Um dos países com a maior insolação do planeta e, devido à nossa extensão territorial, temos a possibilidade de energia eólica em vários pontos do litoral do nordeste, basta lembrarmos de construir as linhas de transmissão, além de recursos hídricos para construção de usinas hidrelétricas. Nós não precisamos das termoelétricas, nem das nucleares e felizmente podemos viver sem a dependência do pessoal da perestroika e da vodka. Precisamos apenas deixar de acreditar em qualquer um e exigir planejamento e honestidade dos nossos governantes.

*As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews.


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Inflação e corrida eleitoral https://canalmynews.com.br/economia/inflacao-e-corrida-eleitoral/ Tue, 25 Jan 2022 18:36:58 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=23201 Mau desempenho está relacionado à alta no preço das commodities, o aumento no preço da energia, a alta do dólar e o aumento no custo de produção das cadeias globais de suprimentos

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Corrida eleitoral: desde 2015, a taxa de inflação não registrava um número tão alto. Em 2021, a taxa foi de 10,06%, o quarto pior resultado desde a implantação do Plano Real, em 1994. Analisar as causas desse mau resultado ajuda a evitar a repetição de eventuais enganos cometidos na direção da política econômica, o que pode melhorar a sua gestão.

O mau desempenho está relacionado basicamente à ocorrência de quatro fatores: a alta no preço das commodities, o aumento no preço da energia, a disparada no custo da importação (leia-se, alta do dólar) e, por último, o aumento no custo de produção das cadeias globais de suprimentos.

As seguintes causas explicam o surgimento daqueles fatores: a recuperação meteórica da economia mundial, a falta de chuvas que afetou a geração de energia hidrelétrica no Brasil, a hesitante política fiscal do governo Bolsonaro e a pausa na produção das principais cadeias produtivas globais, respectivamente.

O destaque é a errática política de gastos do governo, que, ao mirar o atendimento de demandas de curto prazo, exerceu decisiva pressão sobre o câmbio.  O dólar caro afetou os preços por dois lados: aumentou o custo dos produtos e insumos importados, de um lado; e, do outro, elevou os preços internos das commodities que o país exporta.

Inflação deve ser afetada com a corrida eleitora . Imagem: Pixabay

Apesar desse cenário nebuloso, o Relatório Focus, termômetro das expectativas econômicas do mercado, revela que bancos e consultorias esperam uma inflação muito menos severa em 2022. Vejamos, então, os motivos.

O encarecimento do crédito é o primeiro. Ainda em trajetória ascendente, a taxa Selic, que beira os 10%, explica isso. A retração no consumo das famílias, registrada no PIB do terceiro trimestre de 2021, é resultado de uma indesejável combinação de taxa de juros elevada e de inflação alta. Apesar de prejudicar o crescimento da atividade econômica, a redução no consumo deve contribuir na batalha contra a inflação.

O segundo motivo é a relativa estabilidade cambial que o mercado tem exibido. Neste início de ano, o dólar se encontra no mesmo nível que em meados de 2020! Se a cotação da moeda americana se mantiver no atual patamar, importações e tradables jogarão a favor da estabilidade de preços. O risco aqui é o viés expansivo da política fiscal.

O fim do ciclo de alta das commodities também pode ajudar. O Dow Jones Commodity, o termômetro de preços das principais matérias-primas negociadas na Bolsa de Mercadorias de Chicago, não subiu no último trimestre de 2021. Foi a primeira vez em quatro trimestres. Se isso sinalizar um movimento mais permanente, o cenário inflacionário ganhará um importante aliado.

Como visto, as previsões do mercado para a inflação de 2022 são um tanto otimistas. Contudo, o cenário ainda é incerto. Há receio de que a política fiscal possa estar “contaminada” com o vírus da campanha eleitoral. E o mercado teme que um gasto público exacerbado possa ser o deflagrador de uma nova corrida de preços.  Segundo essa interpretação, uma política fiscal excessivamente perdulária produziria dois efeitos: o primeiro seria um nível de consumo acima do esperado. O segundo seria uma nova disparada do dólar.

No primeiro caso, a adoção de uma política fiscal expansionista representaria um forte incentivo ao consumo, o que poderia inflar a demanda agregada. Uma demanda inflada, por sua vez, impactaria os preços. No segundo, o gasto público exagerado, com a correspondente elevação da dívida pública, insuflaria a aversão ao risco dos investidores, o que pressionaria o câmbio. A consequência disso também seria uma alta da inflação.

Governos tendem a gastar mais em época de eleições. É o que revela a nossa história. Em período de campanha, a adoção de políticas públicas muito generosas tem sido frequente. A PEC dos precatórios e um possível (provável?) aumento de salários para o funcionalismo público são iniciativas que se enquadrariam nesse figurino. Com a corrida por votos, veremos se a política fiscal não irá ignorar, mais uma vez, os preceitos básicos de responsabilidade fiscal.


Quem é Mauro Rochin ?

Doutor em Economia (UFRJ) e professor da Fundação Getulio Vargas.

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Pandemia aumentou carga emocional e de responsabilidades para mães da periferia https://canalmynews.com.br/mais/pandemia-aumentou-carga-emocional-e-de-responsabilidades-para-maes/ Tue, 31 Aug 2021 20:52:59 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pandemia-aumentou-carga-emocional-e-de-responsabilidades-para-maes/ Geovana Borges explica que a crise econômica continua agravando situação nas favelas, enquanto ajuda para esses territórios diminui. Mulheres são as mais impactadas pela pandemia

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Enquanto a crise econômica se agrava, o volume de doações perde fôlego e os efeitos da pandemia recaem com mais peso para as mães que vivem na periferia . Esse é o diagnóstico que traça Geovana Borges, diretora executiva da CUFA (Central Única das Favelas) sobre a situação das favelas brasileiras em um momento em que as consequências sociais da pandemia continuam.

“O que a gente vê é que muitas pessoas perderam seus empregos. Muitos comércios vêm fechando, muitas mães estão perdendo seus trabalhos. O número de pessoas se cadastrando e pedindo doações aumentou muito, muito mesmo”, diz ela, em relação aos cadastros da CUFA para auxílio das famílias na pandemia.

A organização, que atua em 5 mil favelas de todo o país, tem se mobilizado desde o início da pandemia para enfrentar as consequências da crise sanitária e econômica nesses territórios. Em 2020, só com o projeto Mães da Favela, com foco em auxílio a mulheres chefes de famílias, a organização atendeu 1,3 milhão de lares e 5,5 milhões de pessoas com a entrega de alimentos. O projeto foi reeditado em 2021. “A pandemia continua e a CUFA continua no front do combate à fome”, afirma Geovana,  que é também uma das coordenadores do Mães da Favela no estado de São Paulo.

Ela explica que os efeitos maiores da crise nas comunidades têm recaído sobre as mães. “A carga para as mães da favela é mais pesada porque é a mãe que está ali no dia a dia, pensando como colocar a comida na mesa, como manter a sua casa, como manter em dia as suas contas, que é o grande desafio agora”, afirma a diretora executiva da CUFA.

De acordo com o Data Favela, pesquisa publicada pelo Instituto Locomotiva com a Central Única das Favelas, 72% das mães das favelas são chefes de família e 82% das mulheres desses territórios são responsáveis pela compra dos alimentos da casa. O levantamento do Instituto, divulgado em maio, mostrava que, dessas, 84% declararam que a família perdeu grande parte da renda com a pandemia do novo coronavírus.

Em maio deste ano, o IBGE mostrou que a taxa de desemprego entre as mulheres atingiu o recorde de 17,9%, enquanto o desemprego entre os homens era 12,2%. “Essas mães da favela que são atendidas pela CUFA continuam suas questões de como elas alimentam os seus filhos, como elas se mantêm. O auxílio emergencial tem um valor muito baixo para essa mãe que tem várias questões dentro de casa – entre aluguel, luz e alimentos”, afirma ela. 

Depois da interrupção do pagamento do auxílio emergencial no início de 2021, o benefício voltou a ser pago pelo governo federal em abril, com valor mais baixo que o de 2020, entre R$ 150 e R$ 375. A previsão é que o auxílio continue até o mês de outubro. “As empresas e pessoas precisam continuar doando, mesmo com o avanço da vacinação. Essas pessoas vão precisar muito ainda”, acrescenta.

Documentário Geração Covid-19 mostra efeitos da pandemia na sociedade brasileira

O documentário “Geração Covid – Impacto da pandemia na primeira infância”, obra dirigida pela jornalista Juliana Causin, está disponível no Canal MyNews. Em formato de reportagem especial, expõe os impactos da crise sanitária sobre a estrutura social brasileira, evidenciando as principais adversidades que influenciam no desenvolvimento das crianças. Com apoio do Dart Center for Journalism and Trauma, centro de estudos para jornalistas da Columbia University, Juliana Causin traçou um roteiro que demonstra como, em pouco mais de um ano, a pandemia afetou a primeira infância, investigando ainda as possíveis consequências socioeconômicas desse crítico cenário nacional.

Assista ao documentário Geração Covid – O impacto da pandemia na primeira infância, no Canal MyNews

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AGU se alia a Rodrigo Pacheco em resistência a impeachment de ministros https://canalmynews.com.br/politica/agu-alia-a-pacheco-impeachment-de-ministros/ Thu, 19 Aug 2021 13:31:58 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/agu-alia-a-pacheco-impeachment-de-ministros/ Segundo integrantes da pasta, o pedido de afastamento dos ministros não caberia à AGU tanto do ponto de vista técnico quanto do jurídico

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ainda não encaminhou ao Senado Federal o pedido de impeachment contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, conforme anunciou em suas redes sociais no sábado (14). Mas não foi por falta de vontade. Segundo integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU) ouvidos pelo canal CNN, há uma resistência interna da pasta em elaborar o pedido.

No Planalto, há uma indecisão sobre quem deve preparar a peça: se a própria AGU, a Subchefia para Assuntos Jurídicos (SAJ) da Presidência da República ou um senador da base governista, que deve apresentá-la ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Fachada AGU
O pedido de impeachment dos ministros pode ser preparado pela Advocacia-Geral da União, pela Subchefia para Assuntos Jurídicos da Presidência da República ou por um senador governista. Foto: Reprodução (AGU)

Nesta quarta-feira (18), a CNN informou que a tendência é de que a SAJ elabore o pedido, que ainda não teve um formato definido pelo presidente Jair Bolsonaro.

Para os integrantes da AGU, a solicitação de afastamento dos ministros por parte do advogado-geral da União não caberia tanto do ponto de vista técnico quanto do ponto de vista jurídico.

Eles lembram que o artigo da Constituição Federal que estabelece as funções da pasta define que lhe cabe as atividades de “consultoria e assessoramento jurídico do poder Executivo”, e que ela representa a União, o que inclui outros entes federais, como representantes do poder Judiciário.

Rodrigo Pacheco já afirmou que não pretende levar adiante os pedidos de impeachment, e que eles não podem ser banalizados. Nesta quarta-feira (18), em encontro com o presidente do STF, Luiz Fux, o senador pediu que o ministro considere remarcar a reunião dos três Poderes, e restabelecer o diálogo com Bolsonaro. O mesmo pedido foi feito pelo ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), que também se reuniu com Fux.

Aliados do presidente tem tentado convencê-lo a desistir dos pedidos de impeachment dos ministros, num gesto de recuo do embate com o judiciário, e também para evitar desgaste com o Senado.

Íntegra do programa ‘Café do MyNews‘ desta quinta-feira (19), que abordou a resistência da AGU sobre o impeachment dos ministros do STF.

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Serasa: 30% da população está inadimplente https://canalmynews.com.br/economia/serasa-30-da-populacao-esta-endividada/ Mon, 05 Jul 2021 23:16:37 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/serasa-30-da-populacao-esta-endividada/ País tem mais de 62 milhões de pessoas inadimplentes. Tendência passou a ser de alta em 2021

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O Brasil tem 62,56 milhões de pessoas inadimplentes, o equivalente a 30% da população. O valor médio das dívidas é de R$ 3,9 mil por pessoas. Os dados são referentes ao mês de maio e foram divulgados hoje pela Serasa no “Mapa da Inadimplência do Brasil”.

As maiores dívidas estão no cartão de crédito, que representa 29,7% dos mais de 211 milhões de débitos. Depois aparecem contas básicas como luz, água e gás.

Em maio de 2020, o número de inadimplentes chegou ao maior patamar, de 65 milhões de inadimplentes. O número caiu até dezembro chegando a 61 milhões, mas essa tendência de queda passou a mudar em 2021.

O gerente da Serasa, Matheus Moura, explica como a pandemia influenciou nos resultados.

“Logo no início da pandemia, esse número cresce bastante e tivemos várias medidas que ajudaram esse número a diminuir. O auxílio emergencial ajudou algumas famílias a colocar as contas em dia, algumas leis determinaram a não inclusão do brasileiro no cadastro negativo. E aos poucos, tivemos aberturas e reaberturas da economia. Afetando a economia, vai afetar o número de inadimplentes. É um cobertor curto, tira daqui para colocar ali.”

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O risco da terceirização de responsabilidades https://canalmynews.com.br/creomar-de-souza/o-risco-da-terceirizacao-de-responsabilidades/ Thu, 15 Apr 2021 13:49:40 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-risco-da-terceirizacao-de-responsabilidades/ Em detrimento da postura socrática de responsabilidade, atual gestão brasileira de crise prefere terceirizar a culpa e fugir das consequências

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Sócrates, talvez o filósofo clássico mais citado pelo senso comum, não deixou nada escrito. Suas reflexões, métodos e observações chegaram até os dias atuais pelo trabalho abnegado de seus seguidores. De sua obra, por assim dizer, destacam-se a maiêutica e ironia, como pilares fundamentais de um método filosófico que revolucionou a forma de pensar no Ocidente, mas que valeu a Sócrates a acusação de negar os “deuses do Estado e corromper os jovens”.

Ao repelir as acusações, segundo Xenofonte, o pai da filosofia teria dito: Cidadãos! (…) estou certo que tanto quanto o passado, me renderá o porvir o testemunho de que nunca fiz mal a ninguém, jamais tornei ninguém mais vicioso, mas servia os que comigo privavam ensinando-lhes sem retribuição tudo o que podia de bem”. Diante da impassividade do júri aos seus argumentos, Sócrates viu-se condenado à morte, sem, contudo, renunciar as suas convicções e responsabilidades.

 'A Morte de Socrates', obra de Jacques-Louis David, 1787.
‘A Morte de Sócrates’, obra de Jacques-Louis David, 1787. Foto: Reprodução (Wikicommons).

Agora, imagine se Sócrates, diante da situação em que se encontrava, decidisse de súbito aceitar as acusações postas, renunciar àquilo que pregava e medir-se pelos olhares daqueles que se ofendiam com suas convicções? Fazendo um exercício contrafactual não causaria surpresa dizer que provavelmente seu exemplo e suas lições causariam menos comoção e engajamento e que, possivelmente, nenhum dos seus discípulos se daria ao trabalho de eternizá-lo como um exemplo de crença e responsabilização.

E aqui reside um elemento bastante contrastante entre o exemplo de Sócrates e o atual quadro político e social que vivemos. O ambiente sociopolítico parece povoado de um enorme esforço dos atores, individual e coletivamente, de se furtarem a assumir suas responsabilidades, tanto em âmbito moral, quanto civilizatório. A recusa de compreender a gravidade da situação em que os mais vulneráveis se encontram, o esforço em normalizar a fome, a violência e a falência da governança pública, tem como efeito prático a criação de um horizonte aterrador.

A marcha fúnebre rumo ao meio milhão de brasileiros mortos pela covid-19 não dá sinais de arrefecimento. E mesmo assim, vemos todos os dias uma avalanche de atos que, se já não surpreendem, continuam a chocar pela insensibilidade ou irresponsabilidade de líderes e certos grupos. Da política externa à administração municipal, grassam exemplos que colocam em xeque a nossa própria convicção de que estamos imersos em uma sociedade do século 21.

Ao contrário, ações como o furto de vacinas, opções por tratamentos comprovadamente ineficazes ou soluções xamânicas buscadas no Oriente Médio mostram não apenas um vazio em termos de tecnologia de governo. Demonstram também um enorme esforço de atores importantes, com e sem mandato político, de se furtarem a suas responsabilidades em um momento tão crítico.

O exemplo de Sócrates inspirou Platão, Xenofonte, Aristófanes e tantos outros no caminho da iluminação e busca da verdade intelectualizada. O exemplo atual de quem abre mão de sua responsabilidade, em nome de ganhos pessoais e de seu fervor cego a ideologias exóticas, também tem efeito cascata, mas no sentido contrário ao exemplo socrático. Em vez de irradiar o conhecimento que ilumina, impõe as trevas por meio da terceirização de responsabilidades ou a omissão diante da dor e do sofrimento de milhões de brasileiros espremidos entre a insegurança alimentar e a falta de leitos hospitalares, num efeito cascata devastador sobre uma série de agentes públicos distribuídos ao redor do país.

É fundamental uma reflexão coletiva para pactuar prioridades mínimas para a superação da crise. O mais urgente é uma ação concreta de combate à fome, diante do impacto da pandemia sobre as populações economicamente vulneráveis, a ser implementada com medidas de distanciamento social, apoio contínuo aos pequenos empresários e acesso a vacinas. A lógica de confusão e confronto precisa ser abandonada, sob pena de entrarmos em um espaço irreversível de degradação da própria lógica civilizacional. O risco não está em um inimigo externo ou numa coalizão ideológica inventada nos porões da internet, ele está na incapacidade das esferas decisórias superiores de reconhecerem as prioridades da nação e atacá-las de maneira minimamente eficaz.

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Empresas familiares são mais resilientes à crise? https://canalmynews.com.br/economia/empresas-familiares-sao-mais-resilientes-a-crise/ Thu, 04 Feb 2021 18:41:30 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/empresas-familiares-sao-mais-resilientes-a-crise/ Segundo Credit Suisse, empresas familiares lucraram mais durante pandemia. Livro da Harvard Business Review aponta que modelo é a tendência do século XXI

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Foto: Pixbay

O estudo Family 1000, do Credit Suisse, mostra que empresas familiares apresentaram melhores resultados durante a pandemia em relação ao desempenho financeiro e ao lucro. 

Segundo o banco, negócios que mantêm o comando da família fundadora na gestão costumam ter estratégia de investimento mais de longo prazo que as demais. O resultado, segundo o estudo divulgado em setembro, é que essas companhias acabam por proporcionar mais estabilidade e lucratividade.  

Outra característica foi a maior manutenção de empregos na crise. “Curiosamente, notamos que empresas familiares têm recorrido menos a demissões de seus funcionários de que as outras”, afirma o banco em relatório. 

Em entrevista ao Dinheiro Na Conta, Aline Porto, sócia da BanyanGlobal, lembra que um estudo similar do banco, feito durante a crise financeira global de 2008, mostrou que empresas de controle familiar tiveram resultados mais positivos que empresas de controle pulverizado. 

“As empresas de controle familiar têm o que a gente chama de ‘capital paciente’. Ele está lá para o longo prazo e toma decisões pensando para além da crise”, explica a Aline. “Até porque a família já viveu, até por mais de uma geração, outras crises na sua história”. 

Com a Harvard Business Review, a BanyanGlobal, que oferece consultoria a donos de empresas familiares no mundo, lançou em janeiro um livro que traz orientações sobre esse modelo de negócio. No mundo, os negócios familiares representam 85% das empresas. 

Os autores do  “The Harvard Business Review – Family Business Handbook”  defendem que o século XXI pertence às empresas familiares. Segundo Porto, preocupações que têm sido mais caras ao meio econômico – como a de negócios mais responsáveis de ambiental e socialmente –  fazem parte, em geral, dos valores das empresas familiares. 

“Essa série de fatores nos fazem crer, e esse estudo do Credit no fundo é uma comprovação disso, de que o século XXI é super talhado para ampliar uma empresa familiar”, defende. 

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