Arquivos debate flow - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/debate-flow/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 24 Sep 2024 22:04:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 O debate acerca dos debates na cidade de São Paulo https://canalmynews.com.br/politica/rodrigo-augusto-prando/o-debate-acerca-dos-debates-na-cidade-de-sao-paulo/ Tue, 24 Sep 2024 21:23:16 +0000 https://localhost:8000/?p=47041 Pablo Marçal deixou claro desde o início que tem pouco apreço pela democracia, pelos partidos políticos, pelas instituições e pelas regras do jogo

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Cidadãos e eleitores foram, neste período eleitoral, expostos à disputa política nos mais de 5 mil municípios do Brasil. Elegeremos, em breve, vereadores e prefeitos, membros do Poder Legislativo e os chefes do Executivo, respectivamente. Na cidade de São Paulo, especialmente, pululam os adjetivos usados para definir os inúmeros debates entre os candidatos e poucos são positivos.

Já há, em curso, um debate que avalia se vale a pena manter debates no período eleitoral ou, ao menos, se esse modelo não se encontra esgotado, superado mesmo. Obviamente, São Paulo tem candidatos comprometidos com o debate político civilizado, com a democracia, com ideias, propostas e com respeito às regras e aos adversários.

No entanto, existe também, Pablo Marçal, que deixou claro desde o ínicio seu pouco apreço pela democracia, pelos partidos políticos, pelas instituições e pelas regras do jogo. Marçal, ressalte-se, é sintoma e não a causa de uma situação que, para muitos, avança na direção de uma anomia e de aprofundamento da crise das democracias liberais representativas.

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Questionamentos sobre o modelo dos debates são válidos. Classicamente, temos perguntas de candidato para candidato, direito a réplica e a tréplica; perguntas dos jornalistas; perguntas do público (telespectadores e internautas) e direito à resposta em caso de ofensa à honra. O fato é que não há modelo que sirva quando surgem figuras carismáticas, populistas, extremistas e avessas às regras. Simplesmente, não se enquadram e isso é parte de seu DNA político.

Não raro, o olhar do populismo extremista é de quem não entende o outro candidato como adversário e sim como inimigo. Mais do que isso, o mundo se divide em dois grandes grupos: os que estão comigo e são amigos (eu e o povo) e os inimigos (todos os demais candidatos, partidos, mídia, intelectuais, instituições, etc.).

A retórica do ódio nos debates, as ofensas, fake news, pós-verdades, distintos negacionismo e teorias da conspiração não são invenções recentes e tampouco de Marçal, pois atores políticos como Donald Trump, Nicolas Maduro, Jair Bolsonaro, entre tantos outros servem-se desse expediente corrosivo à democracia. Um outro aspecto: esses candidatos se colocam, quase sempre, na condição de vítimas, perseguidos pelos sistema, mas consideram-se ungidos e assumem postura messiânica.

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Some-se a esse quadro geral o fato de que vivemos numa sociedade hiperconectada em rede, cuja força das redes sociais e das big techs são evidentes. Temos, ademais, uma lógica inerente aos algoritmos que selecionam e impulsionam conteúdos que mobilizam os sentimentos: medo, raiva, ódio, angústia, frustação, alegria, excitação. Desta forma, na sociedade e nos debates políticos o conteúdo racional, ponderado, explanado com clareza, com propostas concretas e não milagrosas, perdem espaço.

Alguém, então, indaga: não se pode excluir figuras extremistas e corrosivas? A democracia não traz em seu bojo a diversidade? Mas, ao valorizar a diversidade e a pluralidade não estaria a democracia refém daqueles que usam a democracia, a liberdade de expressão e as instituições para justamente solapar essas conquistas civilizacionais? Aqui, o famoso paradoxo da tolerância. Não é simples resolver um problema assaz complexo.

Não bastassem a violência retórica e as fake news – que muitos entendem como mera liberdade de expressão – vivenciamos episódios de violência física. José Luiz Datena, no debate da TV Cultura, atingiu Marçal com uma cadeira; no debate promovido pelo Flow News, Marçal foi expulso por descumprimento das regras acordadas e um de seus assessores agrediu o marketeiro do prefeito Ricardo Nunes com um soco, o deixando ensanguentado. Isso tudo é a pura e evidente negação da política, que busca equacionar e resolver os conflitos por meio do diálogo, dentro das instituições e respeitando as leis.

À guisa de finalização, é importante enfatizar que este artigo não pode – e nem pretende – esgotar o tema em tela. Social e politicamente temos que, com tenacidade democrática, ética e respeito às leis, enfrentar essas e tantas outras questões. Os debates devem retornar à normalidade e a violência, toda ela, deve ser condenada e capturada pelas leis.

O tempo das redes sociais e da sociedade são sempre mais velozes que as instituições e suas legislações, por exemplo. Todavia, temos em nossa sociedade um manancial de  inteligência, vontade, generosidade e desejo de ampliar a liberdade e a busca de melhor convivência social. A realidade reclama que nos posicionemos de forma clara: democracia, civilidade, respeito às regras e valorização da política, isolando a violência e o extremismo, sempre!

Veja momento em que Marçal é expulso de debate e ocorre a agressão nos bastidores do debate do Flow:

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Marketeiro de Nunes leva soco no rosto nos instantes finais do debate do Flow News https://canalmynews.com.br/noticias/marketeiro-de-nunes-leva-soco-no-nos-instantes-finais-do-debate-do-flow-news/ Tue, 24 Sep 2024 03:09:23 +0000 https://localhost:8000/?p=46974 A vítima, Duda Lima, sofreu um corte no supercílio e foi encaminhada ao hospital, onde levou seis pontos; o agressor, Nahuel Medina, um assessor de Marçal, foi conduzido à delegacia

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O debate promovido Flow News entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, realizado nesta segunda-feira (23), no Esporte Clube Sírio, terminou em violência física. Nahuel Medina, um asessor de Pablo Marçal (PRTB), desferiu um soco no rosto de Duda Lima, marketeiro de Ricardo Nunes. Lima sofreu um corte no supercílio e ficou bastante ferido, com sangue à mostra. Na sequência, foi encaminhado para o Hospital Albert Einstein e levou seis pontos, segundo a assessoria de Nunes.

Em declaração à imprensa após deixar o debate, Marçal afirmou que Lima foi quem começou a provocação. De acordo com ele, o marketeiro do prefeito “avançou” e “agrediu um integrante da” equipe dele. “Na reação, ele acabou desferindo um soco contra ele”, acrescentou o influenciador, ressaltando que seu assessor “perdeu a inteligência emocional”.

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Medina recebeu voz de prisão ainda no local de debate e foi conduzido ao 16º Distrito Policial, na zona sul de São Paulo, onde prestou depoimento e abriu um boletim de ocorrência contra Lima. À imprensa, ele confirmou a versão de Marçal dos fatos e disse que a agressão partiu do marketeiro, que teria começado a xingar o influenciador e tentado passar “código” a Nunes. Medina conta que começou a filmar a cena e Lima o agarrou pela camisa. A isso se seguiu o soco.

Antes da confusão, Marçal chamou Nunes de “bananinha” em suas considerações finais e foi advertido pelo apresentador Carlos Tramontina, que o lembrou que as regras do debate proibiam insultos aos adversários. Quando deveria voltar a falar, o influenciador ficou em silêncio por alguns segundos. Depois, afirmou que o prefeito será preso por suposto envolvimento em esquema para desviar dinheiro de creches. Tramontina, então, expulsou Marçal do debate.

Na sequência, seguranças invadiram o palco e o debate foi cortado. Quando voltou ao ar, Tramontina explicou a confusão. Disse que Marçal “reiteradamente desrespeitava as regras, e na saída dele houve uma confusão”. “Um assessor o prefeito Ricardo Nunes foi agredido, levou um soco no rosto está sangrando bastante”, acrescentou.

Veja vídeo do mediador Tramontina após agressão em debate do Flow e entenda o que aconteceu:

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‘Marçal fala em impunidade, mas não cumpriu pena por roubo’, diz Datena https://canalmynews.com.br/politica/marcal-fala-em-impunidade/ Tue, 24 Sep 2024 01:59:21 +0000 https://localhost:8000/?p=46968 Influenciador foi condenado por furto por participação em uma quadrilha de fraude bancária e preso durante operação que expediu mais de cem mandados de prisão

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O candidato à Prefeitura de São Paulo José Luiz Datena (PSDB) afirmou que o adversário Pablo Marçal (PRTB) “fala em impunidade“, mas não cumpriu pena por roubo. A declaração foi dada durante o debate promovido pelo Flow News, na noite desta segunda-feira (23), enquanto ele respondia à pergunta de uma eleitora sobre as propostas dos candidatos para incentivar o empreendedorismo na capital paulista.

“Fui agredido de forma subliminar por um bandido condenado, pioneiro em crimes virtuais de assalto a banco a velhinhos. Mais uma vez, ele me condena de forma brutal por um caso investigado pela polícia e arquivado pela Justiça”, afirmou Datena, em referência a uma denúncia de assédio sexual contra ele aberta em 2019 por uma ex-repórter da TV Bandeirantes.

“Ele [Marçal] fala em impunidade, mas ele não cumpriu pena pelo roubo. Ele era o assistente desse roubo, ele dedurou seus colegas, cresceu com o dinheiro, segundo a polícia lá do Goiás. É pioneiro, desde 2005, num roubo que é um dos principais roubos do PCC, que é o roubo virtual hoje em dia, o estelionato”, acrescentou.

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Uma reportagem publicada pela Folha de S.Paulo em agosto mostrou que Marçal foi condenado por furto por participação em uma quadrilha de fraude bancária. Ele foi preso em 2005 durante a Pegasus, noticiada na época como uma operação contra a maior quadrilha especializada em invadir contas bancárias pela internet, com mais de cem mandados de prisão expedidos em vários estados.

Em nova reportagem publicada no mesmo mês, o jornal divulgou que o influenciador foi solto depois de delatar comparsas do esquema. Cinco anos depois, em 2010, Marçal foi condenado a quatro anos e cinco meses de prisão em regime semiaberto pela Justiça Federal em Goiás, mas recorreu da sentença por oito anos, até que o caso prescreveu, em 2018.

A tensão entre Datena e Marçal chegou ao ápice no último dia 15, durante o debate promovido pela TV Cultura, quando o tucano agrediu o adversário com uma cadeira. Imediatamente antes da cadeirada, Marçal afirmou que Datena “não era homem” para bater nele e o chamou de “arregão”. No debate promovido pelo MyNews e pela TV Gazeta, em 1º de setembro, o tucano deixou o púlpito e foi em direção ao adversário. A mediadora do debate, Denise Campos de Toledo, chegou a chamar os seguranças, mas não houve confronto físico. O apresentador retornou ao local onde estava posicionado e foi advertido na sequência.

Leia mais: Marçal chama gestão de Nunes de ‘estepe’ e diz que só se pode chamar de prefeito quem foi eleito

O episódio ocorreu no quarto bloco, mas a tensão entre Datena e Marçal começou antes, no segundo bloco, quando o influenciador trouxe à tona a denúncia de assédio sexual envolvendo o adversário e afirmou que ele deveria pedir perdão às mulheres. O tucano se disse inocente, falou que o caso foi arquivado e acrescentou que a repórter que o acusou de assédio se retratou publicamente em cartório e pediu desculpas.

No quarto bloco, Marçal voltou a provocar Datena ao perguntar quando o adversário iria deixar a disputa eleitoral. O apresentador usou seu tempo de resposta para voltar a se defender da acusação de assédio. Disse que não havia provas da denúncia e que o assunto chegou a provocar a morte da sogra, que sofreu três AVCs. Em seguida, lembrou que o influenciador foi condenado pela Justiça.

Quando a palavra voltou para Marçal, ele afirmou que Datena “não era homem” para enfrentá-lo. A isso se seguiu a cadeirada. No intervalo, o influenciador pediu para se retirar do debate e seguiu para um hospital. Em seu perfil no Instagram, disse ter sentido uma “dor ao respirar fundo” e tido uma fratura no sexto arco costal, além de ter recebido uma pancada na mão direita.

Veja mais:

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Marçal chama gestão de Nunes de ‘estepe’ e diz que só é prefeito quem foi eleito https://canalmynews.com.br/noticias/marcal-chama-gestao-de-nunes-de-estepe/ Tue, 24 Sep 2024 00:49:35 +0000 https://localhost:8000/?p=46963 Na ocasião, candidato pelo PRTB comentava a situação de monumentos históricos em São Paulo que, apesar de terem sido tombados, estão em estado de deterioração

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O candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (PRTB) chamou a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) de “estepe” e afirmou que só se pode chamar de prefeito quem foi eleito durante o debate promovido pelo Flow News, nesta segunda-feira (23). Na ocasião, ele comentava a situação de monumentos históricos em São Paulo que, apesar de terem sido tombados, estão em estado de deterioração.

“É nítido que a atual gestão não conseguiu fazer o que precisava ser feito. Uma gestão que é estepe, uma gestão que o estepe que foi colocado está furado. A gente só pode chamar de prefeito quem foi eleito prefeito. Quem foi eleito vice-prefeito continua sendo eternamente vice-prefeito”, afirmou Marçal, ressaltando que a questão da deterioração dos monumentos históricos é apenas uma questão que São Paulo enfrenta.

Leia mais: Marçal: Certeza de impunidade faz pessoas arremessarem cadeiras em candidatos

“[A cidade tem] o maior esgoto a céu aberto do mundo, a maior quantidade de mendigos no hemisfério sul em uma única cidade, segurança pública inaceitável, caos no trânsito. O que a gente tem de bom é o povo, que está cansado, que não quer se curvar mais para esses politiqueiros”, acrescentou.

A tensão entre Nunes e Marçal teve início instantes antes do debate, quando os dois bateram boca, e terminou em uma agressão física entre integrantes das duas campanhas. Por volta das 20h, antes do embate propriamente dito, o influenciador aguardava para entrar no estúdio onde foram feitas as entrevistas pré-debate pela equipe do podcast, quando o prefeito deixava a sala. Nesse momento, iniciou-se uma discussão.

Leia mais: ‘Marçal fala em impunidade, mas não cumpriu pena por roubo’, diz Datena

Marçal xingou o adversário de “tchutchuca do PCC” e “vagabundo” e afirmou que o colocaria na cadeia por “roubar merenda”. Nunes retrucou as ofensas e o chamou de “condenadinho”. Logo após a confusão, o prefeito disse à imprensa que o oponente é “uma pessoa totalmente desqualificada”.

Faltando apenas alguns instantes para o final do debate, o assessor Nahuel Medina, da equipe de Marçal, desferiu um soco no rosto do marketeiro Duda Lima, que integra a campanha de Nunes. Lima sofreu um corte no supercílio e ficou bastante ferido, com sangue à mostra. Na sequência, foi encaminhado para o Hospital Albert Einstein e levou seis pontos, segundo a assessoria de Nunes.

Medina recebeu voz de prisão ainda no local de debate e foi conduzido ao 16º Distrito Policial, na zona sul de São Paulo, onde prestou depoimento e abriu um boletim de ocorrência contra Lima. À imprensa, afirmou que a agressão partiu do marketeiro, que começou a xingar Marçal durante o debate e tentou passar “código” a Nunes. De acordo com a versão de Medina dos fatos, ele começou a filmar a cena e Lima o agarrou pela camisa. A isso se seguiu o soco.

Ao vivo: acompanhe o react do debate do Flow com Boulos, Nunes, Marçal, Tabata, Datena e Marina:

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Marçal: Certeza de impunidade faz pessoas arremessarem cadeiras em candidatos https://canalmynews.com.br/noticias/certeza-de-impunidade-faz-com-que-pessoas-arremessem-cadeiras-em-candidatos-diz-marcal/ Tue, 24 Sep 2024 00:20:20 +0000 https://localhost:8000/?p=46956 Declaração foi dada durante debate do Flow News, na noite desta segunda-feira (23), enquanto o candidato respondia a uma pergunta sobre violência no trânsito

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O candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (PRTB) afirmou que “a certeza de impunidade” faz com que “as pessoas briguem no trânsito” e “peguem cadeiras e arremessem em candidatos”. A declaração foi dada durante o debate promovido pelo Flow News, na noite desta segunda-feira (23). Na ocasião, Marçal respondia às propostas que ele defendia para combater a violência no trânsito em São Paulo.

Em sua resposta, Marçal disse que a solução para o problema passava pelo tratamento não só do efeito, como também da causa, que é a educação, na visão dele. Segundo o candidato, nos Estados Unidos, por exemplo, os cidadãos respeitam as leis de trânsito, o que não acontece no Brasil.

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“Nos EUA, todo mundo para no ‘pare’. A gente precisa reciclar as pessoas aqui com treinamento, no ensino público e privado”, declarou Marçal, sem entrar em detalhes sobre o que seria “reciclar”, nesse sentido.

“Violência no trânsito é decorrência do não cumprimento de planos de governo. Alguém falou que ia fazer 44km de corredor de ônibus e deve ter feito pouco mais de 7km. Isso gera um estresse no trânsito”, acrescentou ele, em provocação a Nunes.

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Na sequência, Marçal voltou os ataques a Datena, afirmando que “a certeza de impunidade faz com que as pessoas briguem no trânsito” e “peguem cadeiras e arremessem em candidatos”. “A certeza de estar numa cidade, num país, completamente impune, faz com que pessoas quebrem retrovisores e achem que está por isso mesmo”, ressaltou.

Em sua fala, Marçal fazia referência ao episódio da cadeirada, ocorrido no último dia 15, durante debate promovido pela TV Cultura. Na ocasião, o apresentador José Luiz Datena, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, o agrediu com uma cadeira. Seguranças entraram no palco e o mediador Leão Serva chamou o intervalo. A agressão foi o ponto alto da tensão entre os dois candidatos, que vinha em uma crescente havia pelo menos duas semanas.

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Imediatamente antes da cadeirada, Marçal afirmou que Datena “não era homem” para bater nele e o chamou de “arregão”. No debate promovido pelo MyNews e pela TV Gazeta, em 1º de setembro, o tucano deixou o púlpito e foi em direção ao adversário. A mediadora do debate, Denise Campos de Toledo, chegou a chamar os seguranças, mas não houve confronto físico. O apresentador retornou ao local onde estava posicionado e foi advertido na sequência.

O episódio ocorreu no quarto bloco, mas a tensão entre Datena e Marçal começou antes, no segundo bloco, quando o influenciador acusou o adversário de assédio sexual e afirmou que ele deveria pedir perdão às mulheres. O tucano se disse inocente, falou que o caso foi arquivado e acrescentou que a pessoa que o acusou de assédio se retratou publicamente em cartório e pediu desculpas.

Leia mais: ‘Marçal fala em impunidade, mas não cumpriu pena por roubo’, diz Datena

No quarto bloco, Marçal voltou a provocar Datena ao perguntar quando o adversário iria deixar a disputa eleitoral. O apresentador usou seu tempo de resposta para voltar a se defender da acusação de assédio. Disse que não havia provas da denúncia e que o assunto chegou a provocar a morte da sogra, que sofreu três AVCs. Em seguida, lembrou que o influenciador foi condenado pela Justiça.

Quando a palavra voltou para Marçal, ele afirmou que Datena “não era homem” para enfrentá-lo. A isso se seguiu a cadeirada. No intervalo, o influenciador pediu para se retirar do debate e seguiu para um hospital. Em seu perfil no Instagram, disse ter sentido uma “dor ao respirar fundo” e tido uma fratura no sexto arco costal, além de ter recebido uma pancada na mão direita.

Ao vivo: acompanhe o react do debate do Flow com Boulos, Nunes, Marçal, Tabata, Datena e Marina:

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Vídeo: Nunes e Marçal batem boca instantes antes do debate do Flow News https://canalmynews.com.br/noticias/nunes-e-marcal-batem-boca/ Mon, 23 Sep 2024 23:10:26 +0000 https://localhost:8000/?p=46945 Influenciador xingou o adversário de 'tchutchuca do PCC' e afirmou que o colocaria na cadeia por 'roubar merenda'; prefeito o chamou de 'condenadinho'

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Os candidatos à Prefeitura de São Paulo Ricardo Nunes (MDB) e Pablo Marçal (PRTB) bateram boca instantes antes do debate promovido pelo Flow News, na noite desta segunda-feira (23), no Esporte Clube Sírio. Marçal aguardava para entrar no estúdio onde foram feitas as entrevistas pré-debate pela equipe do podcast, quando Nunes deixava a sala.

Na ocasião, Marçal xingou o adversário de “tchutchuca do PCC” e “vagabundo” e afirmou que o colocaria na cadeia por “roubar merenda”. Nunes retrucou as ofensas e o chamou de “condenadinho”. Logo após a confusão, o prefeito disse à imprensa que o oponente é “uma pessoa totalmente desqualificada”.

Leia mais: Marçal chama gestão de Nunes de ‘estepe’ e diz que só se pode chamar de prefeito quem foi eleito

Nunes e Marçal já haviam discutido em debate na semana passada. No embate da Rede TV/UOL, na última terça-feira (17), os dois trocaram gritos ao vivo, e a mediadora, Amanda Klein, ameaçou suspendê-los. O motivo da discussão foi o mesmo que deu início ao bate-boca desta segunda-feira: o influenciador acusou o prefeito de roubar dinheiro da merenda escolar e afirmou que ele seria preso pelo suposto crime. Em resposta, Nunes disse que o adversário usa “a forma da malandragem de cadeia” e que não cairia nas provocações dele.

A tensão entre Nunes e Marçal terminou com uma agressão física entre os integrantes das duas campanhas. Faltando apenas alguns instantes para o final do debate, o assessor Nahuel Medina, da equipe de Marçal, desferiu um soco no rosto do marketeiro Duda Lima, que integra o time de Nunes. Lima sofreu um corte no supercílio e ficou bastante ferido, com sangue à mostra. Na sequência, foi encaminhado para o Hospital Albert Einstein e levou seis pontos, segundo a assessoria de Nunes.

Medina recebeu voz de prisão ainda no local de debate e foi conduzido ao 16º Distrito Policial, na zona sul de São Paulo, onde prestou depoimento e abriu um boletim de ocorrência contra Lima. À imprensa, afirmou que a agressão partiu do marketeiro, que começou a xingar o influenciador durante o debate e tentou passar “código” a Nunes. Medina conta que começou a filmar a cena e Lima o agarrou pela camisa. A isso se seguiu o soco.

Assista abaixo ao momento em que Nunes e Marçal batem boca no Esporte Clube Sírio:

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