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]]>Já há, em curso, um debate que avalia se vale a pena manter debates no período eleitoral ou, ao menos, se esse modelo não se encontra esgotado, superado mesmo. Obviamente, São Paulo tem candidatos comprometidos com o debate político civilizado, com a democracia, com ideias, propostas e com respeito às regras e aos adversários.
No entanto, existe também, Pablo Marçal, que deixou claro desde o ínicio seu pouco apreço pela democracia, pelos partidos políticos, pelas instituições e pelas regras do jogo. Marçal, ressalte-se, é sintoma e não a causa de uma situação que, para muitos, avança na direção de uma anomia e de aprofundamento da crise das democracias liberais representativas.
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Questionamentos sobre o modelo dos debates são válidos. Classicamente, temos perguntas de candidato para candidato, direito a réplica e a tréplica; perguntas dos jornalistas; perguntas do público (telespectadores e internautas) e direito à resposta em caso de ofensa à honra. O fato é que não há modelo que sirva quando surgem figuras carismáticas, populistas, extremistas e avessas às regras. Simplesmente, não se enquadram e isso é parte de seu DNA político.
Não raro, o olhar do populismo extremista é de quem não entende o outro candidato como adversário e sim como inimigo. Mais do que isso, o mundo se divide em dois grandes grupos: os que estão comigo e são amigos (eu e o povo) e os inimigos (todos os demais candidatos, partidos, mídia, intelectuais, instituições, etc.).
A retórica do ódio nos debates, as ofensas, fake news, pós-verdades, distintos negacionismo e teorias da conspiração não são invenções recentes e tampouco de Marçal, pois atores políticos como Donald Trump, Nicolas Maduro, Jair Bolsonaro, entre tantos outros servem-se desse expediente corrosivo à democracia. Um outro aspecto: esses candidatos se colocam, quase sempre, na condição de vítimas, perseguidos pelos sistema, mas consideram-se ungidos e assumem postura messiânica.
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Some-se a esse quadro geral o fato de que vivemos numa sociedade hiperconectada em rede, cuja força das redes sociais e das big techs são evidentes. Temos, ademais, uma lógica inerente aos algoritmos que selecionam e impulsionam conteúdos que mobilizam os sentimentos: medo, raiva, ódio, angústia, frustação, alegria, excitação. Desta forma, na sociedade e nos debates políticos o conteúdo racional, ponderado, explanado com clareza, com propostas concretas e não milagrosas, perdem espaço.
Alguém, então, indaga: não se pode excluir figuras extremistas e corrosivas? A democracia não traz em seu bojo a diversidade? Mas, ao valorizar a diversidade e a pluralidade não estaria a democracia refém daqueles que usam a democracia, a liberdade de expressão e as instituições para justamente solapar essas conquistas civilizacionais? Aqui, o famoso paradoxo da tolerância. Não é simples resolver um problema assaz complexo.
Não bastassem a violência retórica e as fake news – que muitos entendem como mera liberdade de expressão – vivenciamos episódios de violência física. José Luiz Datena, no debate da TV Cultura, atingiu Marçal com uma cadeira; no debate promovido pelo Flow News, Marçal foi expulso por descumprimento das regras acordadas e um de seus assessores agrediu o marketeiro do prefeito Ricardo Nunes com um soco, o deixando ensanguentado. Isso tudo é a pura e evidente negação da política, que busca equacionar e resolver os conflitos por meio do diálogo, dentro das instituições e respeitando as leis.
À guisa de finalização, é importante enfatizar que este artigo não pode – e nem pretende – esgotar o tema em tela. Social e politicamente temos que, com tenacidade democrática, ética e respeito às leis, enfrentar essas e tantas outras questões. Os debates devem retornar à normalidade e a violência, toda ela, deve ser condenada e capturada pelas leis.
O tempo das redes sociais e da sociedade são sempre mais velozes que as instituições e suas legislações, por exemplo. Todavia, temos em nossa sociedade um manancial de inteligência, vontade, generosidade e desejo de ampliar a liberdade e a busca de melhor convivência social. A realidade reclama que nos posicionemos de forma clara: democracia, civilidade, respeito às regras e valorização da política, isolando a violência e o extremismo, sempre!
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]]>Imediatamente antes da cadeirada, Marçal afirmou que Datena “não era homem” para bater nele e o chamou de “arregão”. O influenciador fazia rerferência ao último debate, promovido pelo MyNews e pela TV Gazeta, em 1º de setembro, quando o tucano deixou o púlpito e foi em direção ao adversário. A mediadora do debate, Denise Campos de Toledo, chegou a chamar os seguranças, mas não houve confronto físico.
Após a agressão ocorrida no domingo, Datena foi expulso do debate. Marçal deixou o local por vontade própria, alegando mal-estar, e seguiu para um hospital em uma ambulância. Em seu perfil no Instagram, afirmou ter sentido uma “dor ao respirar fundo” e tido uma fratura no sexto arco costal, além de ter recebido uma pancada na mão direita.
Veja abaixo alguns memes que rodaram a internet depois do episódio:
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]]>O post Análise: Confronto entre Datena e Marçal demonstra fracasso da eleição apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Para Cila, é triste ver que os candidatos à Prefeitura de São Paulo, “uma cidade com tantos desafios” e “problemas a serem resolvidos” não conseguem responder às perguntas de forma séria e só se agridem. Ela acrescenta que a agressão foi completamente atípica para um debate eleitoral.
“A gente conversa muito aqui quando comenta sobre as baixarias nos debates, mas a violência física realmente não é comum”, disse. “Eu não me lembro de ter visto uma cena nem parecida. Extrapolou qualquer imaginação.”
Imediatamente antes da cadeirada, Marçal afirmou que Datena “não era homem” para bater nele e o chamou de “arregão”. No último debate, promovido pelo MyNews e pela TV Gazeta, em 1º de setembro, o tucano deixou o púlpito e foi em direção ao adversário. A mediadora do debate, Denise Campos de Toledo, chegou a chamar os seguranças, mas não houve confronto físico. O apresentador retornou ao local onde estava posicionado e foi advertido na sequência.
O episódio ocorreu no quarto bloco, mas a tensão entre Datena e Marçal começou antes, no segundo bloco, quando o influenciador acusou o adversário de assédio sexual e afirmou que ele deveria pedir perdão às mulheres. O tucano se disse inocente, falou que o caso foi arquivado e acrescentou que a pessoa que o acusou de assédio se retratou publicamente em cartório e pediu desculpas.
No quarto bloco, Marçal voltou a provocar Datena ao perguntar quando o adversário iria deixar a disputa eleitoral. O apresentador usou seu tempo de resposta para voltar a se defender da acusação de assédio. Disse que não havia provas da denúncia e que o assunto chegou a provocar a morte da sogra, que sofreu três AVCs. Em seguida, lembrou que o influenciador foi condenado pela Justiça.
Quando a palavra voltou para Marçal, ele afirmou que Datena “não era homem” para enfrentá-lo. A isso se seguiu a cadeirada. No intervalo, o influenciador pediu para se retirar do debate e seguiu para um hospital. Em seu perfil no Instagram, disse ter sentido uma “dor ao respirar fundo” e tido uma fratura no sexto arco costal, além de ter recebido uma pancada na mão direita.
*Sob supervisão de Sofia Pilagallo
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]]>O post O debate da TV Cultura e o Baile da Gabriela apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Tudo parecia transcorrer dentro do esperado até que Pablo Marçal (PRTB) decidiu provocar José Luiz Datena (PSDB) com a frase “você não é homem”. Em resposta, Datena demonstrou que, para ele, as palavras não bastavam: pegou uma cadeira e a arremessou contra Marçal. Isso mesmo, uma verdadeira cena de filme — ou melhor, de baile. Nesse ponto, o apresentador, Leão Serva, ficou sem reação e chamou o intervalo. Na sequência, os espectadores foram brindados com uma orquestra que tocava calmamente, como se nada estivesse acontecendo nos bastidores.
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Quando o debate voltou ao ar, Datena já havia sido expulso e Marçal já havia deixado o debate por vontade própria, alegando mal-estar. O que deveria ser um espaço para o eleitor conhecer as propostas dos candidatos terminou como o Baile da Gabriela, só que em vez de chinelada, tivemos uma cadeirada ao vivo.
Essa situação me trouxe uma comparação inevitável. Na música, a banda descreve um baile animado que termina em confusão, com chinelas voando e o evento acabando na bagunça. Ontem, o debate também seguiu esse ritmo: começou com provocações, mas terminou de maneira vergonhosa, sem que nenhuma proposta relevante para a cidade de São Paulo fosse discutida.
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Enquanto o Baile da Gabriela era motivo de risadas e diversão, o “baile” da TV Cultura só nos fez sentir vergonha. Não estamos mais discutindo as soluções necessárias para os problemas da cidade, como transporte, saúde, moradia ou educação. Em vez disso, testemunhamos o espetáculo de egos inflados e uma completa falta de respeito ao eleitor.
É triste perceber que, assim como o baile da música, o debate de ontem acabou mal. Se antes a confusão terminava em chineladas, agora termina com cadeiradas. O que deveria ser uma oportunidade para os candidatos apresentarem suas ideias se transformou em mais um momento lamentável da política brasileira. Embora o texto tenha um tom de humor, a realidade é bem mais triste do que qualquer piada. São Paulo merece mais, e nós, eleitores, também.
***Elias Tavares é cientista político e membro do Canal MyNews***
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]]>O post MyNews e TV Gazeta promovem debate entre candidatos à Prefeitura de SP em 1º de setembro apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Estarão presentes no debate MyNews/TV Gazeta os candidatos Ricardo Nunes (MDB), Guilherme Boulos (PSOL), Tabata Amaral (PSB), Pablo Marçal (PRTB) e José Luiz Datena (PSDB). Ao todo, serão cinco blocos e quatro intervalos.
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No primeiro bloco, os candidatos devem responder a perguntas feitas por seus adversários. Em seguida, quem pergunta são os jornalistas Denise Campos de Toledo (TV Gazeta/MyNews), Fábio Zambelli (MyNews) e Josias de Souza (TV Gazeta). Por fim, os participantes devem responder a perguntas feitas por internautas do MyNews, previamente escolhidas pela produção, e terão dois minutos para fazer suas considerações finais.
Este é o segundo evento que o MyNews organiza no ano para promover o debate de ideias com os candidatos à Prefeitura de São Paulo. Em junho, quando a campanha ainda não havia começado oficialmente, o MyNews realizou sabatinas individuais com os principais pré-candidatos, que tiveram a oportunidade de mostrar aos eleitores suas propostas para administrar a maior cidade da América. Se houver segundo turno, um segundo debate está previsto para acontecer em 13 de outubro, também às 18h.
Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada em 8 de agosto, Nunes e Boulos seguem empatados na disputa, com 23% e 22% das intenções de voto, respectivamente. O cenário é de estabilidade em relação à rodada anterior, há um mês, quando o atual prefeito e o deputado federal haviam marcado 24% e 23%, respectivamente. Na sequência, aparecem Datena e Marçal, ambos com 14%, e Tabata, com 7%.
Entenda por que fazer comparativos na política pode ser um erro estratégico em eleições:
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]]>O post Análise: Dizer às pessoas que ser rico depende de mudança de mindset é chamá-las de idiota apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>“Os problemas reais da sociedade exigem soluções complexas e precisam passar por pessoas com competência em políticas públicas. Se você é de direita, escolhe um caminho. Se é de esquerda, opta por outro. O que não dá é esse populismo do Pablo Marçal”, diz Mara.
Leia mais: Pablo Marçal foi condenado? Veja sentença
“Uma pessoa me dizer que eu não sou milionária porque eu não quero, porque eu simplesmente só preciso mudar o meu mindset, é me chamar de idiota. Eu me sinto ofendida. E o pior é que isso reverbera”, acrescenta.
Para Mara, o despreparo de Marçal ficou evidente nos momentos em que ele fugiu de perguntas sobre suas propostas de governo, a que respondia com ataques pessoais. Apesar de ter proferido ofensas generalizadas, ficou particularmente desorientado com dois questionamentos levantados pela adversária Tabata Amaral (PSB). Em um primeiro momento, ela perguntou se ele era contra ou a favor da Operação Água Branca, projeto urbano voltado para as regiões oeste e norte de São Paulo que ele desconhecia. Depois, o questionou se usaria a “experiência” pessoal dele no mundo do crime para a elaboração de políticas públicas para a capital paulista.
A jornalista ressalta que, ao contrário de Tabata, que estudou na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e virou ativista pela educação brasileira, Marçal parece não levar a pauta muito à sério. Ela relembra que, durante a participação do candidato na sabatina do MyNews, em 6 de junho deste ano, ele disse que “deve ter lido” em algum momento da vida os livros do autor Machado de Assis, considerado um dos maiores autores da literatura brasileira.
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]]>O post ‘Tabata desestabilizou Pablo Marçal’, diz Mara Luquet ao comentar debate apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Ao longo do debate, Marçal tentou fugir de perguntas direcionadas a ele sobre suas propostas de governo, que vieram de todos os lados, mas ficou particularmente desorientado com dois questionamentos levantados por Tabata. Em um primeiro momento, ela perguntou se ele era contra ou a favor da Operação Água Branca, projeto urbano voltado para as regiões oeste e norte de São Paulo. Depois, o questionou se usaria a “experiência” pessoal dele no mundo do crime para a elaboração de políticas públicas para a capital paulista.
Leia mais: Como foi o primeiro debate dos candidatos à Prefeitura de São Paulo?
“A Tabata desconstruiu o Marçal ali na primeira pergunta”, avalia Mara. “Ela fez a mesma coisa com aquele ministro da Educação, que, depois, até deixou o cargo, e o pessoal brincou dizendo que foi ela quem o demitiu”, acrescentou ela, se referindo a Ricardo Vélez Rodríguez, que ficou sem resposta durante uma reunião da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, em 2019, após Tabata sugerir que ele deveria desocupar o posto pela falta de propostas.
Mara ressalta que, ao contrário de Tabata, que estudou na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e virou ativista pela educação brasileira, Marçal parece não levar a pauta muito à sério. Ela relembra que, durante a participação do candidato na sabatina do MyNews, em 6 de junho deste ano, ele disse que “deve ter lido” em algum momento da vida os livros do autor Machado de Assis, considerado um dos maiores autores da literatura brasileira. Para Mara, o influenciador digital “não tem proposta e sequer conhece São Paulo”.
“Educação para ele é o seguinte: todo mundo vai prosperar, e as pessoas não prosperam porque não querem”, ironizou a jornalista. “Na nossa sabatina, ele disse que o primeiro decreto dele seria permitir que as pessoas prosperem. Ou seja, somos idiotas. Não prosperamos até agora porque não há um decreto que nos permita fazer isso.”
Veja a análise do debate entre Nunes, Boulos, Datena, Tabata e Marçal:
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]]>Numa avaliação de um debate eleitoral pode-se usar inúmeros ferramentais analíticos. Lança-se mão da análise da relação entre conteúdo e forma, ou seja, há um conteúdo – valores, ideias, propostas e domínio dos dados acerca da realidade, por exemplo; e há a forma – como o candidato expressa suas ideias, sua forma de falar, clareza, dicção, postura corporal, empatia, respeito ou agressividade, só para se fixar em alguns dos aspectos mais relevantes. Por isso, indicar quem venceu um debate traz à tona um conjunto de dimensões e estas, obviamente, não agradaram nem cidadãos, cientistas políticos e, tampouco, a militância.
Leia mais: Pablo Marçal foi condenado? Veja sentença
Política não é ciência exata. Ainda assim, vamos às questões que merecem maior atenção. Em um hipotético palanque, em primeiro lugar, estariam Nunes e Tabata, empatados; na segunda posição, Guilherme Boulos. Em terceiro, levemente acima, estaria José Luiz Datena. E, na última posição, Pablo Marçal. Tal classificação indica que Nunes é o melhor e Marçal o pior? Jamais. Aqui, como dito, são avaliados forma e conteúdo e o desempenho no debate.
Como era esperado, Nunes foi o alvo dos ataques, já que busca a reeleição. Foi afrontado por todos, indistintamente, e, ponto positivo para ele, não perdeu a calma, não foi agressivo. Não interessa se suas respostas eram corretas naquele momento, pois no calor, na emoção, números e dados dão sensação de segurança e domínio, e não podem ser verificados com tanta rapidez.
Leia mais: Quem é Tabata Amaral, candidata a prefeitura de São Paulo
Tabata, por sua vez, teve o papel principal de desconstruir Marçal que, após a pergunta da candidata, foi desrespeitoso e atacou não apenas ela, mas os demais adversários. A candidata do PSB foi segura, apresentou propostas e mandou um petardo na direção do prefeito, que respondeu acerca de uma suposta agressão à sua esposa e um boletim de ocorrência sobre o episódio.
Boulos é o polarizador com Nunes, este apoiado por Bolsonaro e aquele por Lula. Boulos também apresentou propostas, como o “Poupa Tempo da Saúde”, mas não respondeu sobre Venezuela e outras provocações ideológicas.
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Datena, em suas falas, demonstrou que apresentar um programa televisivo é diferente de debater na televisão, já que teve breves lapsos na fala e perdeu-se na gestão do seu tempo. Além disso, o tucano não conseguiu apresentar propostas concretas, mas quis posicionar-se como “terceira via” – entre Nunes e Boulos – e como candidato independente.
Retomando Marçal e suas intervenções, o que ficou evidente é seu estilo agressivo, buscando a posição de outsider, num discurso de ataque à política e ao sistema. Suas propostas, segundo muitos, são fantasiosas e irrealizáveis. Também pareceu conjugar uma retórica de coach com a teologia da prosperidade, querendo mudar o mindset dos cidadãos para que possam enriquecer.
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Em síntese, Nunes é a continuidade. Quer mostrar que contribuiu a São Paulo com grandes feitos e que conhece a capital paulista; Tabata apresenta-se como oriunda da periferia da cidade, deputada federal atuante e defensora inexorável da educação; Boulos pautou-se na sua trajetória no bojo dos movimentos sociais, propostas para saúde e parceria com Lula; Datena quer a imagem de independente e capaz de romper as bolhas da polarização e conhecedor dos temas atinentes à segurança pública; por fim, Marçal é extremamente hábil nas redes sociais, em que tem milhões de seguidores engajados. Ele mostra querer ser o único candidato da direita, já que, para ele, Nunes não é a verdadeira direita, e os demais seriam de outro espectro ideológico.
Vamos, doravante, acompanhar a construção e a comunicação da imagem política dos candidatos!
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]]>O tom do debate foi delineado por ataques políticos e pessoais, contando com momentos de desrespeito e baixo-nível por parte de alguns candidatos presentes. Apesar de alguns planos de gestão serem apresentados, não faltaram momentos fora da curva, de falta de ar, com acusações, uma plateia que precisou ser contida na sua torcida, e claro, algumas surpresas. Uma dessas surpresas, foi o aumento nas buscas do Google pelo nome da candidata Tábata Amaral, alçando o primeiro lugar nas pesquisas – mostrando um pico de interesse da população pela já deputada federal.
Crescida na periferia de São Paulo, Tabata Amaral foi criada pelo pai cobrador de ônibus e a mãe, vendedora. Hoje, aos 24 anos, ela é formada em Astrofísica e Ciências Sociais – e tem como sua maior bandeira a luta pela educação no Brasil. Confira trecho de sua participação na Sabatina do MyNews:
“Pessoas usavam a morte do meu pai para me atacar”, diz Tábata Amaral
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]]>O post Eleição de Trump seria péssima para o Brasil e para o mundo, analisa jornalista apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>“Acho [a eleição de Trump] péssima para o mundo, péssima para nós, péssima para tudo. A sensação que eu tenho ao imaginar essa possibilidade é a de que a gente nadou, nadou, nadou para morrer na praia. Fico muito desanimada com essa questão da expansão da direita”, afirma.
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A possibilidade de vitória de Trump na eleição americana, que ocorre em 5 de novembro deste ano, passou a ser considerada com mais atenção por analistas políticos depois da repercussão do debate presidencial, na quinta-feira (27). Na ocasião, o democrata Joe Biden foi duramente criticado pela voz rouca e performance letárgica, enquanto Trump atacou com agressividade.
Na visão do estrategista de comunicação internacional Ewandro Magalhães, que também participou do programa, Trump claramente se consagrou como o vencedor do debate, mas essa conquista não foi obtida por mérito dele. Para ele, o debate foi fraco do ponto de vista propositivo e marcado por pontos negativos de ambas as partes.
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“Houve um candidato vencedor, mas não por mérito próprio. Ele venceu por W.O, por assim dizer, porque o outro praticamente não compareceu”, diz.
“Nem Biden nem Trump parecem ter a capacidade de desempenhar sob pressão e fazer um discurso coerente. Enquanto um por vezes se atropela e esquece o que vai dizer, o outro se baseia em mentiras. A diferença é que, do ponto de vista da comunicação, um ainda é muito mais eficiente do que o outro”, acrescenta.
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A primeira pesquisa realizada depois de quinta-feira, feita pela empresa YouGov, refletiu o mau desempenho de Biden no debate. Segundo o levantamento, para 72% dos americanos, incluindo 46% dos democratas, o presidente deveria abandonar a candidatura. O cientista político Rafael Cortez, que também participou da conversa, avalia que a demanda pela substituição do democrata é maior do a viabilidade política disso. Para ele, o custo político dessa troca seria muito alto para o Partido Democrata.
“Fazer uma substituição nos 45 minutos do segundo tempo iria depor contra a própria administração de Biden. Essa insatisfação iria consequentemente respingar em Kamala Harris [vice-presidente dos EUA], que vem sendo cotada para assumir a candidatura caso Biden desista”, declara. “Nomes mais fortes, como Michelle Obama, também me parecem difíceis de surgir como uma alternativa. Então não é um desafio trivial.”
Assista abaixo ao Segunda Chamada de sexta-feira (28):
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]]>O post Após embate entre Elon Musk e Alexandre de Moraes, Arthur Lira decide que PL das Fake News não será mais votado apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>No último final de semana, Musk publicou que suspenderia as restrições impostas pela Justiça brasileira a diversos perfis na rede, acusou Moraes de censurar a plataforma e disse que o STF praticava “censura agressiva” no país. Declarou, logo depois, que iria publicar tudo o que foi exigido por Moraes, mas que o ministro “deveria renunciar ou sofrer impeachment”. Foram diversas mensagens com críticas ao magistrado e ameaça de fechar o escritório do X no Brasil.
A partir daí, seguiu-se um embate com ofensas, respostas de Moraes e do STF e muito debate sobre liberdade de expressão e soberania. Moraes então o incluiu no inquérito das milícias digitais, que investiga a atuação de grupos supostamente antidemocráticos nas redes, além de fixar uma multa diária de R$ 100 mil por perfil, caso a plataforma desobedeça qualquer decisão do tribunal, inclusive a reativação de perfis cujo bloqueio foi determinado pelo Supremo.
Elon Musk voltou a atacar o ministro na madrugada desta terça-feira (9). Em uma das publicações, o bilionário chamou Moraes de “ditador brutal”, disse que o ministro tem o presidente Lula “na coleira” e o acusou de interferir na última eleição presidencial brasileira.
O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, afirmou em nota oficial que “o Supremo Tribunal Federal atuou e continuará a atuar na proteção das instituições, sendo certo que toda e qualquer empresa que opere no Brasil está sujeita à Constituição Federal, às leis e às decisões das autoridades brasileiras”. O decano do STF, Gilmar Mendes, também criticou os ataques de Musk, destacando a necessidade de um profundo debate no país sobre a regulação das redes sociais.
Nesta quarta (10), Alexandre de Moraes abriu a sessão da Corte, diferenciando “liberdade de expressão” de “liberdade de agressão”.
“Tenho absoluta convicção de que o Supremo Tribunal Federal, a população brasileira e as pessoas de bem sabem que liberdade de expressão não é liberdade de agressão. Sabem que liberdade de expressão não é liberdade para a proliferação do ódio, do racismo, da misoginia, da homofobia. Sabem que liberdade de expressão não é liberdade de defesa da tirania. Talvez alguns alienígenas não saibam, mas passaram a aprender e tiveram conhecimento da coragem e da seriedade do Poder Judiciário brasileiro”, afirmou Moraes.
A sessão ocorreu após o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, anunciar a criação de um grupo de trabalho para debater um novo projeto de regulação das redes, retirando de votação o PL atual (2630/20), apresentado pelo relator Orlando Silva, com o argumento de que o texto foi alvo de narrativas de propor censura e violação da liberdade de expressão, prejudicando sua análise, e que “está fadado a ir a lugar nenhum” por não haver consenso entre os parlamentares para ser levado à votação.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, defende a regulamentação das redes sociais e afirma que é fundamental a aprovação de um projeto de lei “Não é censura, não é limitação à liberdade de expressão. São regras para o uso dessas plataformas digitais para que não haja captura de mentes de forma indiscriminada, que possa manipular informações, disseminar ódio, violência, ataques às instituições”, disse.
O novo texto referente à regulamentação das redes sociais deverá ser apresentado, segundo Lira, nos próximos 30 a 40 dias – ainda sem informações sobre relatoria e membros do novo grupo de trabalho.
No Segunda Chamada, Mara Luquet debate o tema com João Bosco Rabello, Paulo Motoryn e a advogada Ester Aranha, com atuação em Regulação e Tecnologia, Privacidade e Proteção de Dados:
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]]>O post “Nossa linha de prioridade foi simplesmente vetada” diz deputado Danilo Forte apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Em meio à tensão entre o Palácio do Planalto e a presidência da Câmara, Lira destacou um suposto não cumprimento de acordos negociados com o Executivo para a aprovação de algumas matérias, como liberação das emendas parlamentares. O presidente Lula sancionou o Orçamento de 2024, com veto de mais de cinco bilhões para pagamento das emendas. Já as individuais obrigatórias (R$ 25 bilhões) e as emendas de bancadas (R$ 11,3 bilhões), não sofreram modificação de valores. Diante de veto, Lira marcou posição ao dizer que os parlamentares não serão apenas “carimbadores” do Orçamento proposto pelo Executivo.
O vetos de Lula ainda serão analisados pelo Congresso Nacional, que pode manter ou derrubar a decisão. Contudo, o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), deputado Danilo Forte (UNIÃO-CE), declarou em entrevista à imprensa que não tem dúvidas de que serão, sim, derrubados. Disse ainda que prejudica a relação entre os Poderes Executivo e Legislativo a atitude de vetar de forma aleatória e que vê isso como uma interrupção de um diálogo que vinha sendo construído positivamente:
“O que ainda está muito claro e que o plenário se manifestou, foi que a gente construiu uma lei consensuando o máximo possível com o governo, dos 35 vetos da LDO, 32 foram acordados com o governo. Ou seja, não tinha nenhuma interrupção de diálogo com relação a isso”, explicou o relator.
Em dezembro de 2023, em sessão conjunta no Congresso, o relator e deputado Danilo Forte atendeu a um pedido do governo para que não fosse estabelecido um cronograma de empenho das emendas de comissão. Nesta segunda (6), o senador líder do governo Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que o único veto proposto pelo presidente da República é o de R$ 5,6 bilhões sobre o orçamento das emendas parlamentares de comissão e destacou que irão “negociar ao máximo para que não seja derrubado”
Hoje o deputado Danilo Forte participa ao vivo do programa Segunda Chamada, aqui no Canal MyNews, para comentar isso e muito mais. Com Afonso Marangoni, o comentarista político João Bosco Rabello e o jornalista Leandro Demori. Confira:
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]]>O post “Tem uma elite religiosa que não quer garantir direitos” diz Pastor Henrique Vieira sobre polêmica apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>Dois dias depois, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo criou um grupo de trabalho para discutir a isenção tributária sobre a remuneração de pastores e declarou que houve uma “politização indevida” do tema.
Nesta entrevista, o deputado federal Pastor Henrique Viera comenta o caso, fala sobre comunidades voluntárias e, principalmente, sobre pessoas que estabelecem uma relação de emprego no trabalho para as igrejas e que não têm o reconhecimento através de garantia dos direitos, mas que são exploradas para reduzir custos: “é o capitalismo e a divisão de classes dentro das igrejas, com uma elite religiosa não querendo reconhecer”
Confira:
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]]>O post Tony Garcia diz que foi chantageado e que “Moro forjou provas contra Lula e criou barbaridades” apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>O inquérito é baseado em depoimentos e denúncias feitas pelo empresário paranaense Antônio Celso Garcia, conhecido como Tony Garcia. Na época, anos 2000, o empresário fechou uma delação premiada com Moro e em entrevista ao jornalista João Bosco Rabello no Canal MyNews, declara que cometeu crimes a mando do senador e ex-juiz Sergio Moro. O acordo previa que Tony grampeasse integrantes do Tribunal de Contas do Estado, do Poder Judiciário e autoridades com foro, que não eram da alçada da Justiça Federal.
O acordo, que ficou quase 20 anos em sigilo na 13° vara de Curitiba, está documentado nos autos que foram entregues ao STF após o juiz Eduardo Appio ter tido conhecimento do conteúdo. Tanto a PF quanto a PGR pediram a inclusão de procuradores que atuaram no acordo com Tony e na Lava Jato, do senador Sergio Moro e de sua mulher, a deputada Rosângela Moro, como investigados.
O empresário fez a denúncia e prestou depoimentos para a Polícia Federal em 2023 e dada a autorização do ministro Toffoli, Moro e os que foram citados poderão se defender das acusações. Em nota divulgada pela assessoria, Moro diz que sua defesa não teve acesso aos autos e nega os fatos afirmados “no fantasioso relato do criminoso Tony Garcia”.
No programa Segunda Chamada do Canal MyNews desta segunda-feira, 15 de janeiro de 2024, Afonso Marangoni recebe o Mestre em Direito e Ex-Secretário de Estado no Paraná, Daniel Godoy, e os jornalistas João Bosco Rabello, Igor Gadelha e André Gustavo Stumpf para comentar a decisão do ministro Dias Toffoli e a entrevista exclusiva de Tony Godoy. Confira:
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]]>Durante o debate do segundo turno para presidência, em 16/10, na emissora de TV Bandeirantes, o presidente Jair Bolsonaro colocou a mão no ombro do candidato e ex-presidente Lula algumas vezes.
“Esse tipo de comunicação, por gestos, pode dizer muito sobre os candidatos se estivermos dispostos a observá-los”, disse a psicanalista Andréa Hafez para a jornalista Mara Luquet.
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“Historicamente, a abstenção no segundo turno é mais alta. O debate busca justamente trazer esse eleitor indeciso às urnas”, afirma Rafael Cortez para a jornalista Denise Campos.
Veja a análise completa no Café do MyNews:
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]]>Na dianteira das pesquisa, com chances matemáticas de vencer no primeiro turno, Lula seria, como não poderia deixar de ser, alvo de todos ali presentes, especialmente, de Bolsonaro. Já no primeiro bloco, confronto direto de Ciro e Lula e o petista ao tratar de economia faz, novamente, referências ao passado, aos seus governos, aos resultados que considera importantes voltarem à tona e à memória do eleitor. Ciro assaz incomodado com a campanha pelo voto útil desencadeado pelo PT quer, ao mesmo tempo, antagonizar com Lula e Bolsonaro. Lula, debatendo com Ciro, questiona: “você parece nervoso”. De fato, o pedetista naquele momento chegou a gaguejar levemente. Na sequência, a dobradinha da noite: Bolsonaro e Padre Kelmon.
Ao tratar do Auxílio Brasil, Kelmon teceu elogios a Bolsonaro e este abriu sua caixa de ferramentas e deu o tom do que teríamos: ataques à esquerda e a Lula, valorização da família, contra a ideologia de gênero, contra a liberação das drogas, armamentista e com críticas à Rede Globo e à mídia. Ali, também, começou a saga dos direitos de resposta. Lula foi chamado de chefe de quadrilha ao tratarem da corrupção em seu governo. Bolsonaro e Lula, usando o direito de resposta, se atacam e protagonizam o momento mais tenso naquele bloco Ciro continuou a centrar suas críticas em Lula ao responder a D’Ávila. Bolsonaro questiona Tebet acerca do assassinato de Celso Daniel e indica que foi Lula o mentor intelectual do crime. Tebet afirma que o presidente é covarde e que esta pergunta poderia ser feita diretamente a Lula que estava presente. Tebet, assim, preferiu tratar da fome e faz críticas a Bolsonaro, aliás, como foi neste e nos demais debates.
Bolsonaro tinha a intenção de confrontar Lula de forma direta e quando teve a oportunidade preferiu chamar outros adversários, terceirizando seus ataques. Neste quesito, Padre Kelmon foi, como dito por Thronicke, um grande cabo eleitoral de Bolsonaro. Aliás, Thronicke foi quem confrontou Kelmon com mais intensidade até gerando momentos cômicos que, certamente, renderão centenas de memes. Lula, preparado para responder a Bolsonaro, acabou escorregando e perdeu a calma com Kelmon que, como dito, estava, claramente, a serviço de Bolsonaro. Ambos – Kelmon e Lula – foram responsáveis por outro momento de tensão e partiram para um bate-boca e tiveram os microfones cortados. Bonner, o mediador do debate, perdeu a paciência em vários momentos e, mais ainda, com Kelmon. D’Ávila, por sua vez, dada sua agenda liberal, acabou servindo de escada para Bolsonaro e foi instado a criticar a esquerda e, consequentemente, Lula.
Foi, no geral, um debate de poucas propostas e avolumados ataques que apequenam as eleições e a democracia. Um debate gerador de memes com muita lacração para as campanhas. Tebet, novamente, destaca-se buscando elevar o nível do debate; Ciro, ainda que nervoso, buscou deslindar seu projeto nacional; D’Ávila e Thronicke têm dificuldades de avançar num campo polarizado; Bolsonaro segue seu caminho já conhecido de conjugar pautas conversadoras, um certo liberalismo, as liberdades individuais e os ataques à esquerda no geral e a Lula em particular; por fim, Padre Kelmon personagem postiço presta desserviço ao debate, opera no nível da pós-verdade e das fake news e avilta o processo democrático.
*Rodrigo Augusto Prando é professor e pesquisador da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Graduado em Ciências Sociais, Mestre e Doutor em Sociologia, pela Unesp.
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]]>Mas, focando na realidade nacional, vivemos um momento particularmente especial para a nossa conjuntura política. Depois de muito tempo não se assistia a debates presidenciais televisivos tão acalorados entre os concorrentes ao cargo. E, ao mesmo tempo, que despertassem tanto interesse na população.
Entende-se: o Brasil vive uma crise social, política e econômica raras vezes sentida, de forma tão aguda, em nossa História republicana. A miséria atinge largas parcelas da população que não consegue sequer fazer as refeições diárias minimamente indispensáveis à sobrevivência.
Constantemente, dirijo por uma região privilegiada da cidade de São Paulo: a zona Oeste. Passo, quase sempre, pelo alto da Avenida Sumaré. É uma bela avenida arborizada que conduz, se prosseguirmos, à região próxima à Cidade Universitária, onde se localiza o campus da mais importante Universidade da América Latina, a USP. Pois bem, não me lembro, até em tempos bem recentes, de ter visto pessoas sem teto ali estacionadas. Agora isto é visível e as barracas dos menos favorecidos estão espalhadas no alto da Avenida.
Nada mais esperado, portanto, que a classe média que por ali circula, sentindo apertar-se o cerco, demonstrasse um interesse que não teria, em outros tempos, pelos debates presidenciais. Senta-se, durante três horas, em sua poltrona e assiste ao espetáculo dos questionamentos entre candidatos conduzidos pelos jornalistas.
E, como era, também, esperado, o primeiro debate presidencial, de 28/08/2022, transmitido pela Rede Bandeirantes de TV, não decepcionou, com direito até a contendas entre apoiadores nos bastidores. O Presidente da República, fiel ao seu “estilo”, ofendeu uma jornalista porque esta fez uma pergunta que envolvia o comportamento do seu governo durante a pandemia da Covid. Foi o que bastou para que o senhor Presidente dissesse que a jornalista era uma “vergonha para o jornalismo brasileiro”. Um ponto alto residiu em uma resposta do ex-presidente Lula quando questionado por uma das candidatas sobre as realizações de seu governo, afirmou: A senhora diz que não viu o País que eu falei acontecer. O seu motorista viu, o seu jardineiro viu, a sua empregada doméstica viu. A sua empregada doméstica viu este País melhorar.
Nosso passado condena. Debates presidenciais televisivos são sempre icônicos e podem revelar a complexidade de momentos históricos de um país. Para ficarmos apenas em um exemplo, relembremos nossos debates presidenciais de 1989, os primeiros debates eleitorais televisivos do Brasil e, também, os que inauguraram o retorno às eleições diretas presidenciais desde 1960.
Houve dois grandes embates (a melhor palavra é essa) naquela ocasião. No primeiro turno, a Band promoveu um debate mediado por Marília Gabriela que contou com a presença de 9 (nove) dos 11 (onze) convidados dentre os 22 (vinte e dois) concorrentes ao pleito. Não compareceram Fernando Collor de Mello que venceria as eleições e Ulysses Guimarães, o “senhor Diretas” e arquiteto da Constituição de 1988, a “Constituição cidadã”, que rege o país. O candidato Leonel Brizola estava particularmente afiado e, quase adentrando a madrugada, dirigindo-se à população, proferiu uma frase lapidar: Tire este não rotundo que tu tens dentro do peito, referindo-se a Paulo Maluf, candidato da Ditadura Militar que, segundo ele, não deveria ser votado.
No segundo turno de 1989, foram realizados dois debates entre os contendores: Collor e Lula. Um, nos estúdios da extinta TV Manchete e outro na TV Bandeirantes. Este último debate teve direito a uma apresentação dos “melhores momentos” realizada pela TV Globo, no Jornal Nacional. Porém, esses “momentos” acabaram privilegiando Fernando Collor de Mello que teve reproduzidos seus “melhores momentos” realmente, com direito a um minuto e meio a mais. Já Luiz Inácio Lula da Silva teria sido agraciado com seus “piores momentos”. O PT moveu uma ação contra a emissora. Artistas da própria TV, além de intelectuais, protestaram nas suas portas contra a criminosa edição. Mas, o mal já estava feito. Como resultado da edição da TV Globo ou não a vitória de Collor foi garantida com as consequências que todos conhecemos. Dois anos mais tarde, em um rumoroso processo, o primeiro mandatário chancelado por eleições diretas foi afastado do poder.
Aquilo deu nisso, parafraseando o dito popular! O presente nos reserva, certamente, uma realidade mais profícua com a necessária reconstrução deste país, depois de tanto descalabro!
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]]>A ausência de consensos, muito bem alimentada por aqueles que confundem propositalmente liberdade de expressão com estímulo ao dissenso e rancor, gera o risco claro de tornar o processo eleitoral futuro em uma arena de gladiadores. Nesse cenário, um elemento importante que reforça o argumento é o fato de que um número crescente de representantes deseja a erosão de consensos. Afinal, quando não há consenso, o debate público pode ter seu foco facilmente alterado.
E esta parece ser a principal característica da política nacional no biênio 2020-2021. Na mesma proporção que a tempestade perfeita foi se agravando no horizonte, maior foi se tornando a disposição de mandatários em diversos níveis em estimular o diversionismo. Ao mesmo passo que o foco é jogado para o lado, com o apoio velado ou explícito de uma série de atores políticos importantes, temas importantes para o presente e para o futuro do país são colocados de lado ou tratados como mera casualidade eleitoral.
Nos últimos dias, as negociações para a resolução dos dilemas do Governo Federal para o ano de 2022 levam a uma constatação bastante alarmante: não importando quem seja o Presidente da República em janeiro de 2023, a herança recebida será digna dos trabalhos de Hércules. A explosão do teto de gastos, a liquidação de uma política pública bastante eficaz em termos de combate à pobreza e o retorno da inflação são mais que fantasmas no horizonte, apresentam-se como ameaças e riscos potenciais ao legado civilizacional construído pela democracia a partir da Constituição de 1988.
Se há pouca resistência em termos político-institucionais ao processo de erosão de políticas públicas em curso, é ainda mais preocupante a naturalização da militância política do estado de coisas presentes. A normalidade com que os fãs dos políticos encaram o preço dos combustíveis ou do botijão de gás, ou a forma como alguns extratos ditos mais esclarecidos caem em cantos da sereia de promessas infundadas – tais como a eterna promessa de privatizações – só leva a crer que mais do que apoio, há um exercício de fé quase messiânico que torna a reflexão crítica e a percepção de que políticos devem oferecer soluções para problemas concretos.
A observação de que o debate público empobrece a cada dia, alimenta a hipótese de que o debate eleitoral também será bastante pobre. Com o desenho atual, a conjuntura eleitoral futura certamente trará, entre outros elementos, uma substituição do debate pelo insulto. E o fato é que uma vez que haja mais interesse pela ofensa do que pela proposição, o prognóstico não tem como ser otimista.
A encruzilhada que se coloca para o país, portanto, não é a mera revisão do legado da Constituição de 1988, mas, sobretudo, as escolhas que marcam o futuro. Não há desenvolvimento que se sustente sem políticas públicas baseadas em evidências, e não há liberdade econômica sem liberdade política. E, certamente, não há crescimento econômico sem previsibilidade decisória. Aos militantes, portanto, fica o alerta de que o seu apego a lideranças ditas iluminadas afasta seus compromissos para com a realidade – e, como consequência, afasta a todos de soluções reais para problemas concretos.
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]]>O post “Governo mantém o sinal verde para reforma administrativa”, garante Darci de Matos (PSD-SC) apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.
]]>“O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, querem a reforma. O governo mantém o sinal verde para reforma administrativa porque sabe que a reforma administrativa, junto com a previdenciária e com a tributária são as três reformas estruturantes fundamentais para retomada da economia”, afirma o parlamentar da base governista.
Relator da reforma administrativa na CCJ, o deputado afirma que “a única exigência [para aprovação do texto], é que nós não vamos mexer em nenhuma vírgula dos direitos adquiridos dos atuais servidores”.
Segundo Darci de Matos (PSD-SC), um acordo entre o governo, a base e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) inclui ainda modificações na PEC. “Eu já fiz algumas. Fiz três na CCJ no que diz respeito à constitucionalidade”, diz ele. “Ela vai ficar mais leve, mas não será desidratada”, defende o deputado.
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]]>“A reforma apresentada pelo governo já foi completamente modificada pelo relator, da base do governo”, afirma o deputado sobre o relatório aprovado na semana passada na CCJ, a Comissão de Constituição e Justiça. Relator da PEC na Comissão, o deputado Darci de Matos (PSD-SC) exclui, no texto final, três pontos da proposta do governo.
“Bolsonaro é contra a proposta de reforma administrativa. Se você observar o deputado Vitor Hugo (PSL-GO), que foi líder do governo, ele disse: ‘Olha, tem que ver direito, essa reforma mexe com categorias importantes, da segurança pública’”, avalia Orlando Silva. “Ele deu a senha de que esse texto não vai andar. O Bolsonaro não vai se indispor com sua base política-eleitoral”, diz.
O parlamentar questiona, ainda, a efetividade do texto em trazer mais eficiência para a carreira pública, como defende a equipe econômica. “A proposta de emenda à constituição apresentada pelo governo é um arremedo de reforma. Não tem nenhuma medida que na prática vai impactar efetivamente para alterar a eficiência do serviço público, pelo contrário”, defende.
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]]>O texto inicial de Hildo Rocha previa o desconto integral dos valores gastos para a aquisição dos imunizantes. A autora do substitutivo, deputado Celina Leão (PP-DF), retirou esse trecho, mas manteve a possibilidade de se fazer o abatimento de um percentual como gasto de saúde da empresa.
Em debate no Café do MyNews desta quinta-feira (8), Padilha classificou a proposta como um “absurdo completo”. “De uma certa forma, toda a sociedade vai pagar por esse camarote da vacina”, pontua.
Já Hildo Rocha defende a isenção, uma vez que outros gastos com saúde já são passíveis de desconto. “É melhor ter o cidadão com saúde do que gastar com ele na UTI, ou então até gastar com o caixão do defunto e comprar uma cova pra ele, que é o que empresa vai ter que fazer”.
O parlamentar maranhense também refuta a crítica de que o projeto permite que empresários furem a fila. Segundo ele, a proposta esvazia a fila, já quem além de tirar das costas do SUS o funcionário da empresa, também garante uma dose a mais para o sistema público.
Outro ponto de divergência entre os parlamentares foi a permissão de importação de imunizantes sem aval da Anvisa. Padilha explicou que o texto já aprovado permitia a compra desde que houvesse aprovação de uma das dez agências com certificação de nível quatro na Organização Mundial da Saúde (OMS). Do jeito que ficou, detalhou, qualquer agência, mesmo as que não tenham reconhecimento da OMS para aprovação de vacinas, passam a ter respaldo no Brasil.
Para Hildo Rocha, a mudança garante celeridade na aquisição dos produtos. “[Caso não seja aprovado] Daqui alguns anos todos vão dizer que nós éramos exigentes ao extremo e por causa dessa exigência morreram várias pessoas”, sustentou o parlamentar. Padilha acredita, por outro lado, que a alteração vai favorecer a entrada de vacinas sem qualidade.
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