Arquivos debate - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/debate/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 24 Sep 2024 21:57:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 O debate acerca dos debates na cidade de São Paulo https://canalmynews.com.br/politica/rodrigo-augusto-prando/o-debate-acerca-dos-debates-na-cidade-de-sao-paulo/ Tue, 24 Sep 2024 21:23:16 +0000 https://localhost:8000/?p=47041 Pablo Marçal deixou claro desde o início que tem pouco apreço pela democracia, pelos partidos políticos, pelas instituições e pelas regras do jogo

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Cidadãos e eleitores foram, neste período eleitoral, expostos à disputa política nos mais de 5 mil municípios do Brasil. Elegeremos, em breve, vereadores e prefeitos, membros do Poder Legislativo e os chefes do Executivo, respectivamente. Na cidade de São Paulo, especialmente, pululam os adjetivos usados para definir os inúmeros debates entre os candidatos e poucos são positivos.

Já há, em curso, um debate que avalia se vale a pena manter debates no período eleitoral ou, ao menos, se esse modelo não se encontra esgotado, superado mesmo. Obviamente, São Paulo tem candidatos comprometidos com o debate político civilizado, com a democracia, com ideias, propostas e com respeito às regras e aos adversários.

No entanto, existe também, Pablo Marçal, que deixou claro desde o ínicio seu pouco apreço pela democracia, pelos partidos políticos, pelas instituições e pelas regras do jogo. Marçal, ressalte-se, é sintoma e não a causa de uma situação que, para muitos, avança na direção de uma anomia e de aprofundamento da crise das democracias liberais representativas.

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Questionamentos sobre o modelo dos debates são válidos. Classicamente, temos perguntas de candidato para candidato, direito a réplica e a tréplica; perguntas dos jornalistas; perguntas do público (telespectadores e internautas) e direito à resposta em caso de ofensa à honra. O fato é que não há modelo que sirva quando surgem figuras carismáticas, populistas, extremistas e avessas às regras. Simplesmente, não se enquadram e isso é parte de seu DNA político.

Não raro, o olhar do populismo extremista é de quem não entende o outro candidato como adversário e sim como inimigo. Mais do que isso, o mundo se divide em dois grandes grupos: os que estão comigo e são amigos (eu e o povo) e os inimigos (todos os demais candidatos, partidos, mídia, intelectuais, instituições, etc.).

A retórica do ódio nos debates, as ofensas, fake news, pós-verdades, distintos negacionismo e teorias da conspiração não são invenções recentes e tampouco de Marçal, pois atores políticos como Donald Trump, Nicolas Maduro, Jair Bolsonaro, entre tantos outros servem-se desse expediente corrosivo à democracia. Um outro aspecto: esses candidatos se colocam, quase sempre, na condição de vítimas, perseguidos pelos sistema, mas consideram-se ungidos e assumem postura messiânica.

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Some-se a esse quadro geral o fato de que vivemos numa sociedade hiperconectada em rede, cuja força das redes sociais e das big techs são evidentes. Temos, ademais, uma lógica inerente aos algoritmos que selecionam e impulsionam conteúdos que mobilizam os sentimentos: medo, raiva, ódio, angústia, frustação, alegria, excitação. Desta forma, na sociedade e nos debates políticos o conteúdo racional, ponderado, explanado com clareza, com propostas concretas e não milagrosas, perdem espaço.

Alguém, então, indaga: não se pode excluir figuras extremistas e corrosivas? A democracia não traz em seu bojo a diversidade? Mas, ao valorizar a diversidade e a pluralidade não estaria a democracia refém daqueles que usam a democracia, a liberdade de expressão e as instituições para justamente solapar essas conquistas civilizacionais? Aqui, o famoso paradoxo da tolerância. Não é simples resolver um problema assaz complexo.

Não bastassem a violência retórica e as fake news – que muitos entendem como mera liberdade de expressão – vivenciamos episódios de violência física. José Luiz Datena, no debate da TV Cultura, atingiu Marçal com uma cadeira; no debate promovido pelo Flow News, Marçal foi expulso por descumprimento das regras acordadas e um de seus assessores agrediu o marketeiro do prefeito Ricardo Nunes com um soco, o deixando ensanguentado. Isso tudo é a pura e evidente negação da política, que busca equacionar e resolver os conflitos por meio do diálogo, dentro das instituições e respeitando as leis.

À guisa de finalização, é importante enfatizar que este artigo não pode – e nem pretende – esgotar o tema em tela. Social e politicamente temos que, com tenacidade democrática, ética e respeito às leis, enfrentar essas e tantas outras questões. Os debates devem retornar à normalidade e a violência, toda ela, deve ser condenada e capturada pelas leis.

O tempo das redes sociais e da sociedade são sempre mais velozes que as instituições e suas legislações, por exemplo. Todavia, temos em nossa sociedade um manancial de  inteligência, vontade, generosidade e desejo de ampliar a liberdade e a busca de melhor convivência social. A realidade reclama que nos posicionemos de forma clara: democracia, civilidade, respeito às regras e valorização da política, isolando a violência e o extremismo, sempre!

Veja momento em que Marçal é expulso de debate e ocorre a agressão nos bastidores do debate do Flow:

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Cadeirada em debate da TV Cultura rende memes; veja https://canalmynews.com.br/noticias/cadeirada-em-debate-da-tv-cultura-rende-memes-veja/ Mon, 16 Sep 2024 19:05:02 +0000 https://localhost:8000/?p=46722 Apresentador José Luiz Datena, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, cedeu a provocações do adversário Pablo Marçal (PRTB) e o atingiu com uma cadeira

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O debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo realizado pela TV Cultura, na noite de quinta-feira (15), foi marcado por poucas propostas, muitos ataques pessoais e uma agressão física, quando o apresentador José Luiz Datena (PSDB) atingiu o adversário Pablo Marçal com uma cadeira. O ataque foi o ponto alto da tensão entre os dois candidatos, que vinha em uma crescente há pelo menos duas semanas.

Imediatamente antes da cadeirada, Marçal afirmou que Datena “não era homem” para bater nele e o chamou de “arregão”. O influenciador fazia rerferência ao último debate, promovido pelo MyNews e pela TV Gazeta, em 1º de setembro, quando o tucano deixou o púlpito e foi em direção ao adversário. A mediadora do debate, Denise Campos de Toledo, chegou a chamar os seguranças, mas não houve confronto físico.

Após a agressão ocorrida no domingo, Datena foi expulso do debate. Marçal deixou o local por vontade própria, alegando mal-estar, e seguiu para um hospital em uma ambulância. Em seu perfil no Instagram, afirmou ter sentido uma “dor ao respirar fundo” e tido uma fratura no sexto arco costal, além de ter recebido uma pancada na mão direita.

Veja abaixo alguns memes que rodaram a internet depois do episódio:

Memes com cadeiras viralizaram nas plataformas, após Marçal ser agredido por Datena

 (Imagem: Reprodução/Redes sociais)

 (Imagem: Reprodução/Redes sociais)

 (Imagem: Reprodução/Redes sociais)

 (Imagem: Reprodução/Redes sociais)

 (Imagem: Reprodução/Redes sociais)

 

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Análise: Confronto entre Datena e Marçal demonstra fracasso da eleição https://canalmynews.com.br/opiniao/analise-confronto-entre-datena-e-marcal-demonstra-fracasso-da-eleicao/ Mon, 16 Sep 2024 17:28:09 +0000 https://localhost:8000/?p=46712 Tucano acertou o adversário com uma cadeira durante debate televisionado; episódio foi o ponto alto da tensão entre os candidatos, que vinha em uma crescente

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O confronto entre o apresentador José Luiz Datena, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, e o adversário Pablo Marçal (PRTB), demonstra o fracasso dessa eleição. Foi o que afirmou a jornalista Cila Schulman, CEO do Ideia Instituto de Pesquisa, que participou do programa de análise do debate da TV Cultura, realizado pelo MyNews na madrugada de domingo (15). Na ocasião, Datena agrediu Marçal com uma cadeira. Seguranças entraram no palco e o mediador Leão Serva chamou o intervalo. A agressão foi o ponto alto da tensão entre os dois candidatos, que vinha em uma crescente há pelo menos duas semanas.

Para Cila, é triste ver que os candidatos à Prefeitura de São Paulo, “uma cidade com tantos desafios” e “problemas a serem resolvidos” não conseguem responder às perguntas de forma séria e só se agridem. Ela acrescenta que a agressão foi completamente atípica para um debate eleitoral.

“A gente conversa muito aqui quando comenta sobre as baixarias nos debates, mas a violência física realmente não é comum”, disse. “Eu não me lembro de ter visto uma cena nem parecida. Extrapolou qualquer imaginação.”

Imediatamente antes da cadeirada, Marçal afirmou que Datena “não era homem” para bater nele e o chamou de “arregão”. No último debate, promovido pelo MyNews e pela TV Gazeta, em 1º de setembro, o tucano deixou o púlpito e foi em direção ao adversário. A mediadora do debate, Denise Campos de Toledo, chegou a chamar os seguranças, mas não houve confronto físico. O apresentador retornou ao local onde estava posicionado e foi advertido na sequência.

O episódio ocorreu no quarto bloco, mas a tensão entre Datena e Marçal começou antes, no segundo bloco, quando o influenciador acusou o adversário de assédio sexual e afirmou que ele deveria pedir perdão às mulheres. O tucano se disse inocente, falou que o caso foi arquivado e acrescentou que a pessoa que o acusou de assédio se retratou publicamente em cartório e pediu desculpas.

No quarto bloco, Marçal voltou a provocar Datena ao perguntar quando o adversário iria deixar a disputa eleitoral. O apresentador usou seu tempo de resposta para voltar a se defender da acusação de assédio. Disse que não havia provas da denúncia e que o assunto chegou a provocar a morte da sogra, que sofreu três AVCs. Em seguida, lembrou que o influenciador foi condenado pela Justiça.

Quando a palavra voltou para Marçal, ele afirmou que Datena “não era homem” para enfrentá-lo. A isso se seguiu a cadeirada. No intervalo, o influenciador pediu para se retirar do debate e seguiu para um hospital. Em seu perfil no Instagram, disse ter sentido uma “dor ao respirar fundo” e tido uma fratura no sexto arco costal, além de ter recebido uma pancada na mão direita.

Assista abaixo ao pós-debate do MyNews:

*Sob supervisão de Sofia Pilagallo

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O debate da TV Cultura e o Baile da Gabriela https://canalmynews.com.br/voce-colunista/o-debate-da-tv-cultura-e-o-baile-da-gabriela/ Mon, 16 Sep 2024 15:35:05 +0000 https://localhost:8000/?p=46698 Agressão física que marcou a noite de domingo (15) nos estúdios da emissora não foi motivo de risada e só fez o público sentir vergonha

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Como cientista político, é meu papel observar os debates eleitorais e tentar extrair dali algum conteúdo relevante para a discussão pública. No entanto, o que vimos na noite de domingo (15), na TV Cultura, me trouxe lembranças que vão além da política: me fez lembrar do Baile da Gabriela, uma música que meu pai, sempre animado, costumava cantar em casa. A diferença é que, enquanto a música da banda gaúcha Garotos de Ouro foi criada para divertir, o episódio de domingo foi qualquer coisa, menos engraçado.

Tudo parecia transcorrer dentro do esperado até que Pablo Marçal (PRTB) decidiu provocar José Luiz Datena (PSDB) com a frase “você não é homem”. Em resposta, Datena demonstrou que, para ele, as palavras não bastavam: pegou uma cadeira e a arremessou contra Marçal. Isso mesmo, uma verdadeira cena de filme — ou melhor, de baile. Nesse ponto, o apresentador, Leão Serva, ficou sem reação e chamou o intervalo. Na sequência, os espectadores foram brindados com uma orquestra que tocava calmamente, como se nada estivesse acontecendo nos bastidores.

Leia mais: Datena, Marçal e a cadeirada

Quando o debate voltou ao ar, Datena já havia sido expulso e Marçal já havia deixado o debate por vontade própria, alegando mal-estar. O que deveria ser um espaço para o eleitor conhecer as propostas dos candidatos terminou como o Baile da Gabriela, só que em vez de chinelada, tivemos uma cadeirada ao vivo.

Essa situação me trouxe uma comparação inevitável. Na música, a banda descreve um baile animado que termina em confusão, com chinelas voando e o evento acabando na bagunça. Ontem, o debate também seguiu esse ritmo: começou com provocações, mas terminou de maneira vergonhosa, sem que nenhuma proposta relevante para a cidade de São Paulo fosse discutida.

Leia mais: Marçal já teve ganho ao se tornar uma alternativa a Bolsonaro, diz cientista político

Enquanto o Baile da Gabriela era motivo de risadas e diversão, o “baile” da TV Cultura só nos fez sentir vergonha. Não estamos mais discutindo as soluções necessárias para os problemas da cidade, como transporte, saúde, moradia ou educação. Em vez disso, testemunhamos o espetáculo de egos inflados e uma completa falta de respeito ao eleitor.

É triste perceber que, assim como o baile da música, o debate de ontem acabou mal. Se antes a confusão terminava em chineladas, agora termina com cadeiradas. O que deveria ser uma oportunidade para os candidatos apresentarem suas ideias se transformou em mais um momento lamentável da política brasileira. Embora o texto tenha um tom de humor, a realidade é bem mais triste do que qualquer piada. São Paulo merece mais, e nós, eleitores, também.

Marçal recebe alta do hospital: saiba qual foi a nota oficial sobre cadeirada e a fala de Datena:

***Elias Tavares é cientista político e membro do Canal MyNews***

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MyNews e TV Gazeta promovem debate entre candidatos à Prefeitura de SP em 1º de setembro https://canalmynews.com.br/politica/mynews-e-tv-gazeta-promovem-debate-entre-candidatos-a-prefeitura-de-sp-em-1o-de-setembro/ Thu, 15 Aug 2024 17:12:23 +0000 https://localhost:8000/?p=45880 Evento será realizado no Auditório Gazeta, na Avenida Paulista, e será transmitido ao vivo pela TV e pelas redes sociais

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O MyNews e a TV Gazeta irão promover, juntos, um debate entre os principais candidatos à Prefeitura de São Paulo, a ser realizado em 1º de setembro, a partir das 18h, no Auditório Gazeta, na Avenida Paulista. O evento, com mediação da jornalista Denise Campos de Toledo, será transmitido ao vivo pelo Canal MyNews, no YouTube, pela TV Gazeta e pelas demais redes sociais dos dois veículos.

Estarão presentes no debate MyNews/TV Gazeta os candidatos Ricardo Nunes (MDB), Guilherme Boulos (PSOL), Tabata Amaral (PSB), Pablo Marçal (PRTB) e José Luiz Datena (PSDB). Ao todo, serão cinco blocos e quatro intervalos.

Leia mais: Análise: Dizer às pessoas que ser rico depende de mudança de mindset é chamá-las de idiota

No primeiro bloco, os candidatos devem responder a perguntas feitas por seus adversários. Em seguida, quem pergunta são os jornalistas Denise Campos de Toledo (TV Gazeta/MyNews), Fábio Zambelli (MyNews) e Josias de Souza (TV Gazeta). Por fim, os participantes devem responder a perguntas feitas por internautas do MyNews, previamente escolhidas pela produção, e terão dois minutos para fazer suas considerações finais.

Este é o segundo evento que o MyNews organiza no ano para promover o debate de ideias com os candidatos à Prefeitura de São Paulo. Em junho, quando a campanha ainda não havia começado oficialmente, o MyNews realizou sabatinas individuais com os principais pré-candidatos, que tiveram a oportunidade de mostrar aos eleitores suas propostas para administrar a maior cidade da América. Se houver segundo turno, um segundo debate está previsto para acontecer em 13 de outubro, também às 18h.

Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada em 8 de agosto, Nunes e Boulos seguem empatados na disputa, com 23% e 22% das intenções de voto, respectivamente. O cenário é de estabilidade em relação à rodada anterior, há um mês, quando o atual prefeito e o deputado federal haviam marcado 24% e 23%, respectivamente. Na sequência, aparecem Datena e Marçal, ambos com 14%, e Tabata, com 7%.

Entenda por que fazer comparativos na política pode ser um erro estratégico em eleições:

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Análise: Dizer às pessoas que ser rico depende de mudança de mindset é chamá-las de idiota https://canalmynews.com.br/opiniao/analise-dizer-as-pessoas-que-ser-rico-depende-de-mudanca-de-mindset-e-chama-las-de-idiota/ Fri, 09 Aug 2024 20:35:28 +0000 https://localhost:8000/?p=45800 Candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PRTB, Pablo Marçal defende essa ideia e tem até um livro publicado sobre o assunto

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Dizer às pessoas que ser rico depende de mudança de mindset é chama-las de idiota, afirmou a jornalista Mara Luquet ao comentar o primeiro debate televisionado entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, exibido na noite de quinta-feira (9) pela TV Bandeirantes. Ao fazer essa declaração, Mara se referia ao candidato Pablo Marçal (PRTB), que defende essa ideia e tem até um livro publicado sobre o assunto, intitulado Os códigos do mindset da prosperidade. Para ela, São Paulo precisa ser liderada por alguém comprometido, e não por populistas com ideias vazias.

“Os problemas reais da sociedade exigem soluções complexas e precisam passar por pessoas com competência em políticas públicas. Se você é de direita, escolhe um caminho. Se é de esquerda, opta por outro. O que não dá é esse populismo do Pablo Marçal”, diz Mara.

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“Uma pessoa me dizer que eu não sou milionária porque eu não quero, porque eu simplesmente só preciso mudar o meu mindset, é me chamar de idiota. Eu me sinto ofendida. E o pior é que isso reverbera”, acrescenta.

Para Mara, o despreparo de Marçal ficou evidente nos momentos em que ele fugiu de perguntas sobre suas propostas de governo, a que respondia com ataques pessoais. Apesar de ter proferido ofensas generalizadas, ficou particularmente desorientado com dois questionamentos levantados pela adversária Tabata Amaral (PSB). Em um primeiro momento, ela perguntou se ele era contra ou a favor da Operação Água Branca, projeto urbano voltado para as regiões oeste e norte de São Paulo que ele desconhecia. Depois, o questionou se usaria a “experiência” pessoal dele no mundo do crime para a elaboração de políticas públicas para a capital paulista.

A jornalista ressalta que, ao contrário de Tabata, que estudou na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e virou ativista pela educação brasileira, Marçal parece não levar a pauta muito à sério. Ela relembra que, durante a participação do candidato na sabatina do MyNews, em 6 de junho deste ano, ele disse que “deve ter lido” em algum momento da vida os livros do autor Machado de Assis, considerado um dos maiores autores da literatura brasileira.

Veja a análise do debate entre Nunes, Boulos, Datena, Tabata e Marçal:

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‘Tabata desestabilizou Pablo Marçal’, diz Mara Luquet ao comentar debate https://canalmynews.com.br/opiniao/tabata-desestabilizou-pablo-marcal-diz-mara-luquet-ao-comentar-debate/ Fri, 09 Aug 2024 18:01:32 +0000 https://localhost:8000/?p=45792 Candidato tentou fugir de perguntas sobre suas propostas de governo, que vieram de todos os lados, mas ficou particularmente desorientado com dois questionamentos feitos pela adversária

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Tabata Amaral (PSB) desestabilizou o adversário Pablo Marçal (PRTB) no primeiro debate televisionado entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, exibido na noite de quinta-feira (9) pela TV Bandeirantes. Foi o que afirmou a jornalista Mara Luquet durante a análise do MyNews do debate, transmitida logo depois do encerramento do evento.

Ao longo do debate, Marçal tentou fugir de perguntas direcionadas a ele sobre suas propostas de governo, que vieram de todos os lados, mas ficou particularmente desorientado com dois questionamentos levantados por Tabata. Em um primeiro momento, ela perguntou se ele era contra ou a favor da Operação Água Branca, projeto urbano voltado para as regiões oeste e norte de São Paulo. Depois, o questionou se usaria a “experiência” pessoal dele no mundo do crime para a elaboração de políticas públicas para a capital paulista.

Leia mais: Como foi o primeiro debate dos candidatos à Prefeitura de São Paulo?

“A Tabata desconstruiu o Marçal ali na primeira pergunta”, avalia Mara. “Ela fez a mesma coisa com aquele ministro da Educação, que, depois, até deixou o cargo, e o pessoal brincou dizendo que foi ela quem o demitiu”, acrescentou ela, se referindo a Ricardo Vélez Rodríguez, que ficou sem resposta durante uma reunião da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, em 2019, após Tabata sugerir que ele deveria desocupar o posto pela falta de propostas.

Mara ressalta que, ao contrário de Tabata, que estudou na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e virou ativista pela educação brasileira, Marçal parece não levar a pauta muito à sério. Ela relembra que, durante a participação do candidato na sabatina do MyNews, em 6 de junho deste ano, ele disse que “deve ter lido” em algum momento da vida os livros do autor Machado de Assis, considerado um dos maiores autores da literatura brasileira. Para Mara, o influenciador digital “não tem proposta e sequer conhece São Paulo”.

“Educação para ele é o seguinte: todo mundo vai prosperar, e as pessoas não prosperam porque não querem”, ironizou a jornalista. “Na nossa sabatina, ele disse que o primeiro decreto dele seria permitir que as pessoas prosperem. Ou seja, somos idiotas. Não prosperamos até agora porque não há um decreto que nos permita fazer isso.”

Veja a análise do debate entre Nunes, Boulos, Datena, Tabata e Marçal:

 

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Como foi o primeiro debate dos candidatos à Prefeitura de São Paulo? https://canalmynews.com.br/politica/debate-prefeitura-de-sao-paulo-2024/ Fri, 09 Aug 2024 16:21:32 +0000 https://localhost:8000/?p=45782 Em um hipotético ranking de desempenho, Ricardo Nunes (MDB) e Tabata Amaral (PSB) estariam empatados em primeiro lugar

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O primeiro debate televisivo com os candidatos à Prefeitura de São Paulo ocorreu na noite de quinta-feira (9). Participaram o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB); Guilherme Boulos (PSOL), José Luiz Datena (PSDB), Tabata Amaral (PSB) e Pablo Marçal (PRTB).

Numa avaliação de um debate eleitoral pode-se usar inúmeros ferramentais analíticos. Lança-se mão da análise da relação entre conteúdo e forma, ou seja, há um conteúdo – valores, ideias, propostas e domínio dos dados acerca da realidade, por exemplo; e há a forma – como o candidato expressa suas ideias, sua forma de falar, clareza, dicção, postura corporal, empatia, respeito ou agressividade, só para se fixar em alguns dos aspectos mais relevantes. Por isso, indicar quem venceu um debate traz à tona um conjunto de dimensões e estas, obviamente, não agradaram nem cidadãos, cientistas políticos e, tampouco, a militância.

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Política não é ciência exata. Ainda assim, vamos às questões que merecem maior atenção. Em um hipotético palanque, em primeiro lugar, estariam Nunes e Tabata, empatados; na segunda posição, Guilherme Boulos. Em terceiro, levemente acima, estaria José Luiz Datena. E, na última posição, Pablo Marçal. Tal classificação indica que Nunes é o melhor e Marçal o pior? Jamais. Aqui, como dito, são avaliados forma e conteúdo e o desempenho no debate.

Como era esperado, Nunes foi o alvo dos ataques, já que busca a reeleição. Foi afrontado por todos, indistintamente, e, ponto positivo para ele, não perdeu a calma, não foi agressivo. Não interessa se suas respostas eram corretas naquele momento, pois no calor, na emoção, números e dados dão sensação de segurança e domínio, e não podem ser verificados com tanta rapidez.

Leia mais: Quem é Tabata Amaral, candidata a prefeitura de São Paulo

Tabata, por sua vez, teve o papel principal de desconstruir Marçal que, após a pergunta da candidata, foi desrespeitoso e atacou não apenas ela, mas os demais adversários. A candidata do PSB foi segura, apresentou propostas e mandou um petardo na direção do prefeito, que respondeu acerca de uma suposta agressão à sua esposa e um boletim de ocorrência sobre o episódio.

Boulos é o polarizador com Nunes, este apoiado por Bolsonaro e aquele por Lula. Boulos também apresentou propostas, como o “Poupa Tempo da Saúde”, mas não respondeu sobre Venezuela e outras provocações ideológicas.

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Datena, em suas falas, demonstrou que apresentar um programa televisivo é diferente de debater na televisão, já que teve breves lapsos na fala e perdeu-se na gestão do seu tempo. Além disso, o tucano não conseguiu apresentar propostas concretas, mas quis posicionar-se como “terceira via” – entre Nunes e Boulos – e como candidato independente.

Retomando Marçal e suas intervenções, o que ficou evidente é seu estilo agressivo, buscando a posição de outsider, num discurso de ataque à política e ao sistema. Suas propostas, segundo muitos, são fantasiosas e irrealizáveis. Também pareceu conjugar uma retórica de coach com a teologia da prosperidade, querendo mudar o mindset dos cidadãos para que possam enriquecer.

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Em síntese, Nunes é a continuidade. Quer mostrar que contribuiu a São Paulo com grandes feitos e que conhece a capital paulista; Tabata apresenta-se como oriunda da periferia da cidade, deputada federal atuante e defensora inexorável da educação; Boulos pautou-se na sua trajetória no bojo dos movimentos sociais, propostas para saúde e parceria com Lula; Datena quer a imagem de independente e capaz de romper as bolhas da polarização e conhecedor dos temas atinentes à segurança pública; por fim, Marçal é extremamente hábil nas redes sociais, em que tem milhões de seguidores engajados. Ele mostra querer ser o único candidato da direita, já que, para ele, Nunes não é a verdadeira direita, e os demais seriam de outro espectro ideológico.

Vamos, doravante, acompanhar a construção e a comunicação da imagem política dos candidatos!

Veja a análise do debate entre Nunes, Boulos, Datena, Tabata e Marçal:

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Quem é Tabata Amaral, candidata a prefeitura de São Paulo https://canalmynews.com.br/noticias/quem-e-tabata-amaral/ Fri, 09 Aug 2024 03:36:07 +0000 https://localhost:8000/?p=45752 Buscas pelo nome da candidata ganham força durante debate tenso e mostram interesse da população

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O primeiro debate dos candidatos à Prefeitura de São Paulo, organizado pela Band, que teve seu início nesta quinta-feira, 8, às 22h30 contou com a participação dos cinco candidatos melhor posicionados nas pesquisas eleitorais: Ricardo Nunes (MDB), Guilherme Boulos (PSOL), José Luiz Datena (PSDB), Pablo Marçal (PRTB) e Tábata Amaral (PSB). 

O tom do debate foi delineado por ataques políticos e pessoais, contando com momentos de desrespeito e baixo-nível por parte de alguns candidatos presentes. Apesar de alguns planos de gestão serem apresentados, não faltaram momentos fora da curva, de falta de ar, com acusações, uma plateia que precisou ser contida na sua torcida, e claro, algumas surpresas. Uma dessas surpresas, foi o aumento nas buscas do Google pelo nome da candidata Tábata Amaral, alçando o primeiro lugar nas pesquisas – mostrando um pico de interesse da população pela já deputada federal.

Crescida na periferia de São Paulo, Tabata Amaral foi criada pelo pai cobrador de ônibus e a mãe, vendedora. Hoje, aos 24 anos, ela é formada em Astrofísica e Ciências Sociais – e tem como sua maior bandeira a luta pela educação no Brasil. Confira trecho de sua participação na Sabatina do MyNews:

Saiba mais sobre Tabata Amaral:

 

Veja Mais:

“Pessoas usavam a morte do meu pai para me atacar”, diz Tábata Amaral

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Eleição de Trump seria péssima para o Brasil e para o mundo, analisa jornalista https://canalmynews.com.br/opiniao/eleicao-de-trump-seria-pessima-para-o-brasil-e-para-o-mundo-analisa-jornalista/ Mon, 01 Jul 2024 15:52:10 +0000 https://localhost:8000/?p=44302 Tânia Fusco enxerga a expansão da extrema direita no mundo como um 'sinal grave' para a política internacional e para as democracias contemporâneas

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A eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos seria péssima para o Brasil e para o mundo, afirmou ao Segunda Chamada de sexta-feira (28) a jornalista Tânia Fusco, que enxerga a expansão da extrema direita no mundo como um “sinal grave” para a política internacional e para as democracias contemporâneas. Para ela, em um cenário de vitória de Trump, o diálogo entre o candidato republicano e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria “praticamente impossível”. Tânia acredita que a relação entre os dois líderes seria nula, assim como a que se tem hoje entre o petista e o presidente da Argentina Javier Milei.

“Acho [a eleição de Trump] péssima para o mundo, péssima para nós, péssima para tudo. A sensação que eu tenho ao imaginar essa possibilidade é a de que a gente nadou, nadou, nadou para morrer na praia. Fico muito desanimada com essa questão da expansão da direita”, afirma.

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A possibilidade de vitória de Trump na eleição americana, que ocorre em 5 de novembro deste ano, passou a ser considerada com mais atenção por analistas políticos depois da repercussão do debate presidencial, na quinta-feira (27). Na ocasião, o democrata Joe Biden foi duramente criticado pela voz rouca e performance letárgica, enquanto Trump atacou com agressividade.

Na visão do estrategista de comunicação internacional Ewandro Magalhães, que também participou do programa, Trump claramente se consagrou como o vencedor do debate, mas essa conquista não foi obtida por mérito dele. Para ele, o debate foi fraco do ponto de vista propositivo e marcado por pontos negativos de ambas as partes.

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“Houve um candidato vencedor, mas não por mérito próprio. Ele venceu por W.O, por assim dizer, porque o outro praticamente não compareceu”, diz.

“Nem Biden nem Trump parecem ter a capacidade de desempenhar sob pressão e fazer um discurso coerente. Enquanto um por vezes se atropela e esquece o que vai dizer, o outro se baseia em mentiras. A diferença é que, do ponto de vista da comunicação, um ainda é muito mais eficiente do que o outro”, acrescenta.

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A primeira pesquisa realizada depois de quinta-feira, feita pela empresa YouGov, refletiu o mau desempenho de Biden no debate. Segundo o levantamento, para 72% dos americanos, incluindo 46% dos democratas, o presidente deveria abandonar a candidatura. O cientista político Rafael Cortez, que também participou da conversa, avalia que a demanda pela substituição do democrata é maior do a viabilidade política disso. Para ele, o custo político dessa troca seria muito alto para o Partido Democrata.

“Fazer uma substituição nos 45 minutos do segundo tempo iria depor contra a própria administração de Biden. Essa insatisfação iria consequentemente respingar em Kamala Harris [vice-presidente dos EUA], que vem sendo cotada para assumir a candidatura caso Biden desista”, declara. “Nomes mais fortes, como Michelle Obama, também me parecem difíceis de surgir como uma alternativa. Então não é um desafio trivial.”

Assista abaixo ao Segunda Chamada de sexta-feira (28):

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Após embate entre Elon Musk e Alexandre de Moraes, Arthur Lira decide que PL das Fake News não será mais votado https://canalmynews.com.br/politica/apos-embate-entre-elon-musk-e-alexandre-de-moraes-arthur-lira-decide-que-pl-das-fake-news-nao-sera-mais-votado/ Thu, 11 Apr 2024 06:31:39 +0000 https://localhost:8000/?p=42897 Presidente da Câmara dos Deputados anuncia criação de grupo de trabalho para debater novo projeto de regulação das redes sociais “O PL 2630/20 está fadado a ir a lugar nenhum”

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A regulação das redes sociais voltou a ganhar destaque diante do embate entre Elon Musk, dono da rede social X (antigo twitter), e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

No último final de semana, Musk publicou que suspenderia as restrições impostas pela Justiça brasileira a diversos perfis na rede, acusou Moraes de censurar a plataforma e disse que o STF praticava “censura agressiva” no país. Declarou, logo depois, que iria publicar tudo o que foi exigido por Moraes, mas que o ministro “deveria renunciar ou sofrer impeachment”. Foram diversas mensagens com críticas ao magistrado e ameaça de fechar o escritório do X no Brasil.

A partir daí, seguiu-se um embate com ofensas, respostas de Moraes e do STF e muito debate sobre liberdade de expressão e soberania. Moraes então o incluiu no inquérito das milícias digitais, que investiga a atuação de grupos supostamente antidemocráticos nas redes, além de fixar uma multa diária de R$ 100 mil por perfil, caso a plataforma desobedeça qualquer decisão do tribunal, inclusive a reativação de perfis cujo bloqueio foi determinado pelo Supremo.

Elon Musk voltou a atacar o ministro na madrugada desta terça-feira (9). Em uma das publicações, o bilionário chamou Moraes de “ditador brutal”, disse que o ministro tem o presidente Lula “na coleira” e o acusou de interferir na última eleição presidencial brasileira.

O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, afirmou em nota oficial que “o Supremo Tribunal Federal atuou e continuará a atuar na proteção das instituições, sendo certo que toda e qualquer empresa que opere no Brasil está sujeita à Constituição Federal, às leis e às decisões das autoridades brasileiras”. O decano do STF, Gilmar Mendes, também criticou os ataques de Musk, destacando a necessidade de um profundo debate no país sobre a regulação das redes sociais.

Nesta quarta (10), Alexandre de Moraes abriu a sessão da Corte, diferenciando “liberdade de expressão” de “liberdade de agressão”.

“Tenho absoluta convicção de que o Supremo Tribunal Federal, a população brasileira e as pessoas de bem sabem que liberdade de expressão não é liberdade de agressão. Sabem que liberdade de expressão não é liberdade para a proliferação do ódio, do racismo, da misoginia, da homofobia. Sabem que liberdade de expressão não é liberdade de defesa da tirania. Talvez alguns alienígenas não saibam, mas passaram a aprender e tiveram conhecimento da coragem e da seriedade do Poder Judiciário brasileiro”, afirmou Moraes.

A sessão ocorreu após o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, anunciar a criação de um grupo de trabalho para debater um novo projeto de regulação das redes, retirando de votação o PL atual (2630/20), apresentado pelo relator Orlando Silva, com o argumento de que o texto foi alvo de narrativas de propor censura e violação da liberdade de expressão, prejudicando sua análise, e que “está fadado a ir a lugar nenhum” por não haver consenso entre os parlamentares para ser levado à votação.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, defende a regulamentação das redes sociais e afirma que é fundamental a aprovação de um projeto de lei “Não é censura, não é limitação à liberdade de expressão. São regras para o uso dessas plataformas digitais para que não haja captura de mentes de forma indiscriminada, que possa manipular informações, disseminar ódio, violência, ataques às instituições”, disse.

O novo texto referente à regulamentação das redes sociais deverá ser apresentado, segundo Lira, nos próximos 30 a 40 dias – ainda sem informações sobre relatoria e membros do novo grupo de trabalho.

No Segunda Chamada, Mara Luquet debate o tema com João Bosco Rabello, Paulo Motoryn e a advogada Ester Aranha, com atuação em Regulação e Tecnologia, Privacidade e Proteção de Dados:

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“Nossa linha de prioridade foi simplesmente vetada” diz deputado Danilo Forte https://canalmynews.com.br/politica/nossa-linha-de-prioridade-foi-simplesmente-vetada-diz-deputado-danilo-forte/ Tue, 06 Feb 2024 22:53:58 +0000 https://localhost:8000/?p=42282 Em cerimônia de abertura do ano legislativo de 2024, o relator da LDO Danilo Forte fala sobre vetos do presidente ao cronograma de execução de emendas

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O Congresso Nacional realizou a cerimônia de abertura dos trabalhos de 2024 nesta segunda-feira (5), e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou em discurso que a Casa não ficará inerte este ano em razão de supostas disputas políticas entre os poderes e eleições. Lira cobrou ainda que o governo federal cumpra os acordos firmados com os deputados em contrapartida à aprovação de pautas consideradas prioritárias “E a boa política, como sabemos, apoia-se num pilar essencial: o respeito aos acordos firmados e o cumprimento à palavra empenhada”, declarou.

Em meio à tensão entre o Palácio do Planalto e a presidência da Câmara, Lira destacou um suposto não cumprimento de acordos negociados com o Executivo para a aprovação de algumas matérias, como liberação das emendas parlamentares. O presidente Lula sancionou o Orçamento de 2024, com veto de mais de cinco bilhões para pagamento das emendas. Já as individuais obrigatórias (R$ 25 bilhões) e as emendas de bancadas (R$ 11,3 bilhões), não sofreram modificação de valores. Diante de veto, Lira marcou posição ao dizer que os parlamentares não serão apenas “carimbadores” do Orçamento proposto pelo Executivo.

O vetos de Lula ainda serão analisados pelo Congresso Nacional, que pode manter ou derrubar a decisão. Contudo, o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), deputado Danilo Forte (UNIÃO-CE), declarou em entrevista à imprensa que não tem dúvidas de que serão, sim, derrubados. Disse ainda que prejudica a relação entre os Poderes Executivo e Legislativo a atitude de vetar de forma aleatória e que vê isso como uma interrupção de um diálogo que vinha sendo construído positivamente:

“O que ainda está muito claro e que o plenário se manifestou, foi que a gente construiu uma lei consensuando o máximo possível com o governo, dos 35 vetos da LDO, 32 foram acordados com o governo. Ou seja, não tinha nenhuma interrupção de diálogo com relação a isso”, explicou o relator.

Em dezembro de 2023, em sessão conjunta no Congresso, o relator e deputado Danilo Forte atendeu a um pedido do governo para que não fosse estabelecido um cronograma de empenho das emendas de comissão. Nesta segunda (6), o senador líder do governo Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que o único veto proposto pelo presidente da República é o de R$ 5,6 bilhões sobre o orçamento das emendas parlamentares de comissão e destacou que irão “negociar ao máximo para que não seja derrubado”

Hoje o deputado Danilo Forte participa ao vivo do programa Segunda Chamada, aqui no Canal MyNews, para comentar isso e muito mais. Com Afonso Marangoni, o comentarista político João Bosco Rabello e o jornalista Leandro Demori. Confira:

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“Tem uma elite religiosa que não quer garantir direitos” diz Pastor Henrique Vieira sobre polêmica https://canalmynews.com.br/economia/tem-uma-elite-religiosa-que-nao-quer-garantir-direitos-diz-pastor-henrique-vieira-sobre-polemica/ Sun, 21 Jan 2024 00:28:05 +0000 https://localhost:8000/?p=42078 Deputado federal fala sobre a medida suspensa pela Receita Federeal que garantia aos pastores o status de contribuinte individual e, na prática, dava às igrejas argumentos para contestar a cobrança de dívidas previdenciárias sobre as prebendas

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Em entrevista ao Canal MyNews, o Pastor Henrique Vieira fala com o jornalista político João Bosco Rabello sobre a medida da gestão de Jair Bolsonaro que foi suspensa pela Receita Federal na quarta-feira, 17. A medida garantia aos pastores o status de contribuinte individual e, na prática, dava às igrejas argumentos para contestar a cobrança de dívidas previdenciárias sobre as prebendas. A decisão gerou fortes reações da Bancada Evangélica do Congresso.

Dois dias depois, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo criou um grupo de trabalho para discutir a isenção tributária sobre a remuneração de pastores e declarou que houve uma “politização indevida” do tema. 

Nesta entrevista, o deputado federal Pastor Henrique Viera comenta o caso, fala sobre comunidades voluntárias e,  principalmente, sobre pessoas que estabelecem uma relação de emprego no trabalho para as igrejas e que não têm o reconhecimento através de garantia dos direitos, mas que são exploradas para reduzir custos: “é o capitalismo e a divisão de classes dentro das igrejas, com uma elite religiosa não querendo reconhecer”

Confira: 

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Tony Garcia diz que foi chantageado e que “Moro forjou provas contra Lula e criou barbaridades” https://canalmynews.com.br/politica/tony-garcia-diz-que-foi-chantageado-e-que-moro-forjou-provas-contra-lula-e-criou-barbaridades/ Tue, 16 Jan 2024 02:19:37 +0000 https://localhost:8000/?p=41960 Supremo Tribunal Federal abre inquérito contra Moro sobre suposta fraude em delação

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A pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou abertura de inquérito para investigar o senador Sergio Moro (União-PR) e procuradores do Paraná por supostas irregularidades em uma delação premiada fechada pela Justiça Federal quando o parlamentar era juiz, conforme revelado pelo blog da jornalista Daniela Lima, do Portal G1.

O inquérito é baseado em depoimentos e denúncias feitas pelo empresário paranaense Antônio Celso Garcia, conhecido como Tony Garcia. Na época, anos 2000, o empresário fechou uma delação premiada com Moro e em entrevista ao jornalista João Bosco Rabello no Canal MyNews, declara que cometeu crimes a mando do senador e ex-juiz Sergio Moro. O acordo previa que Tony grampeasse integrantes do Tribunal de Contas do Estado, do Poder Judiciário e autoridades com foro, que não eram da alçada da Justiça Federal.

O acordo, que ficou quase 20 anos em sigilo na 13° vara de Curitiba, está documentado nos autos que foram entregues ao STF após o juiz Eduardo Appio ter tido conhecimento do conteúdo. Tanto a PF quanto a PGR pediram a inclusão de procuradores que atuaram no acordo com Tony e na Lava Jato, do senador Sergio Moro e de sua mulher, a deputada Rosângela Moro, como investigados.

O empresário fez a denúncia e prestou depoimentos para a Polícia Federal em 2023 e dada a autorização do ministro Toffoli, Moro e os que foram citados poderão se defender das acusações. Em nota divulgada pela assessoria, Moro diz que sua defesa não teve acesso aos autos e nega os fatos afirmados “no fantasioso relato do criminoso Tony Garcia”.

No programa Segunda Chamada do Canal MyNews desta segunda-feira, 15 de janeiro de 2024, Afonso Marangoni recebe o Mestre em Direito e Ex-Secretário de Estado no Paraná, Daniel Godoy, e os jornalistas João Bosco Rabello, Igor Gadelha e André Gustavo Stumpf para comentar a decisão do ministro Dias Toffoli e a entrevista exclusiva de Tony Godoy. Confira:

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O que dizem os toques de Bolsonaro em Lula durante o debate da Band https://canalmynews.com.br/politica/o-que-dizem-os-toques-de-bolsonaro-em-lula-durante-o-debate-da-band/ Tue, 18 Oct 2022 13:33:10 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34332 Presidente chegou a fazer contato físico com o candidato petista, tocando-o no ombro

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No Almoço do MyNews (17/10), a psicanalista e membro do Departamento Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, Andrea Hafez, explicou o significado dos gestos do presidente Jair Bolsonaro em cima do candidato e ex-presidente Lula, durante conversa com a jornalista Mara Luquet.

Durante o debate do segundo turno para presidência, em 16/10, na emissora de TV Bandeirantes, o presidente Jair Bolsonaro colocou a mão no ombro do candidato e ex-presidente Lula algumas vezes.

“Esse tipo de comunicação, por gestos, pode dizer muito sobre os candidatos se estivermos dispostos a observá-los”, disse a psicanalista Andréa Hafez para a jornalista Mara Luquet.

Veja mais no Almoço do MyNews: 

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A interferência dos debates nos eleitores indecisos https://canalmynews.com.br/politica/a-interferencia-dos-debates-nos-eleitores-indecisos/ Tue, 18 Oct 2022 13:26:27 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34328 Cientista político fala sobre os impactos que os debates entre Lula e Bolsonaro devem ter sobre os indecisos

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Nesta segunda (17/10), o Café do MyNews recebeu o cientista político, Rafael Cortez, que falou sobre a probabilidade de debates e propagandas eleitorais terem algum efeito nos eleitores indecisos neste segundo turno de eleição presidencial. No domingo (16/10), ocorreu o debate do segundo turno, entre o presidente Jair Bolsonaro e candidato e ex-presidente Lula, na emissora de TV Bandeirantes.

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“Historicamente, a abstenção no segundo turno é mais alta. O debate busca justamente trazer esse eleitor indeciso às urnas”, afirma Rafael Cortez para a jornalista Denise Campos.

Veja a análise completa no Café do MyNews:

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O último debate presidencial: faltam propostas e sobram memes https://canalmynews.com.br/politica/o-ultimo-debate-presidencial-faltam-propostas-e-sobram-memes/ https://canalmynews.com.br/politica/o-ultimo-debate-presidencial-faltam-propostas-e-sobram-memes/#respond Fri, 30 Sep 2022 21:14:28 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34026 Foram avolumados ataques que apequenam as eleições e a democracia. E personagem postiço que opera no nível da pós-verdade e das fake news

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Último debate antes do primeiro turno encerrado, há pouco. De um lado, os que consideraram um show de horrores, degradando a nossa democracia; doutro lado, os que avaliam como positivo, pois sempre é importante ver e ouvir, ainda que minimamente, as propostas dos candidatos. Estiveram presentes: Luís Inácio Lula da Silva, Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, Simone Tebet, Luiz Felipe D’Ávila, Soraya Thronicke e Padre Kelmon.

Na dianteira das pesquisa, com chances matemáticas de vencer no primeiro turno, Lula seria, como não poderia deixar de ser, alvo de todos ali presentes, especialmente, de Bolsonaro. Já no primeiro bloco, confronto direto de Ciro e Lula e o petista ao tratar de economia faz, novamente, referências ao passado, aos seus governos, aos resultados que considera importantes voltarem à tona e à memória do eleitor. Ciro assaz incomodado com a campanha pelo voto útil desencadeado pelo PT quer, ao mesmo tempo, antagonizar com Lula e Bolsonaro. Lula, debatendo com Ciro, questiona: “você parece nervoso”. De fato, o pedetista naquele momento chegou a gaguejar levemente. Na sequência, a dobradinha da noite: Bolsonaro e Padre Kelmon.

Ao tratar do Auxílio Brasil, Kelmon teceu elogios a Bolsonaro e este abriu sua caixa de ferramentas e deu o tom do que teríamos: ataques à esquerda e a Lula, valorização da família, contra a ideologia de gênero, contra a liberação das drogas, armamentista e com críticas à Rede Globo e à mídia. Ali, também, começou a saga dos direitos de resposta. Lula foi chamado de chefe de quadrilha ao tratarem da corrupção em seu governo. Bolsonaro e Lula, usando o direito de resposta, se atacam e protagonizam o momento mais tenso naquele bloco Ciro continuou a centrar suas críticas em Lula ao responder a D’Ávila. Bolsonaro questiona Tebet acerca do assassinato de Celso Daniel e indica que foi Lula o mentor intelectual do crime. Tebet afirma que o presidente é covarde e que esta pergunta poderia ser feita diretamente a Lula que estava presente. Tebet, assim, preferiu tratar da fome e faz críticas a Bolsonaro, aliás, como foi neste e nos demais debates.

Bolsonaro tinha a intenção de confrontar Lula de forma direta e quando teve a oportunidade preferiu chamar outros adversários, terceirizando seus ataques. Neste quesito, Padre Kelmon foi, como dito por Thronicke, um grande cabo eleitoral de Bolsonaro. Aliás, Thronicke foi quem confrontou Kelmon com mais intensidade até gerando momentos cômicos que, certamente, renderão centenas de memes. Lula, preparado para responder a Bolsonaro, acabou escorregando e perdeu a calma com Kelmon que, como dito, estava, claramente, a serviço de Bolsonaro. Ambos – Kelmon e Lula – foram responsáveis por outro momento de tensão e partiram para um bate-boca e tiveram os microfones cortados. Bonner, o mediador do debate, perdeu a paciência em vários momentos e, mais ainda, com Kelmon. D’Ávila, por sua vez, dada sua agenda liberal, acabou servindo de escada para Bolsonaro e foi instado a criticar a esquerda e, consequentemente, Lula.

Foi, no geral, um debate de poucas propostas e avolumados ataques que apequenam as eleições e a democracia. Um debate gerador de memes com muita lacração para as campanhas. Tebet, novamente, destaca-se buscando elevar o nível do debate; Ciro, ainda que nervoso, buscou deslindar seu projeto nacional; D’Ávila e Thronicke têm dificuldades de avançar num campo polarizado; Bolsonaro segue seu caminho já conhecido de conjugar pautas conversadoras, um certo liberalismo, as liberdades individuais e os ataques à esquerda no geral e a Lula em particular; por fim, Padre Kelmon personagem postiço presta desserviço ao debate, opera no nível da pós-verdade e das fake news e avilta o processo democrático.

 

*Rodrigo Augusto Prando é professor e pesquisador da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Graduado em Ciências Sociais, Mestre e Doutor em Sociologia, pela Unesp.

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Debates: o passado condena https://canalmynews.com.br/maria-aparecida-de-aquino/debates-o-passado-condena/ Tue, 06 Sep 2022 20:17:39 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=33564 Momentos presidenciais televisivos são sempre icônicos e podem revelar a complexidade de períodos históricos de um país

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O título deste texto remete ao filme de 1971, dirigido pelo cineasta Alan J. Pakula: Klute – O passado condena, com Jane Fonda e Donald Sutherland nos papeis centrais. Donald Sutherland é o Private Investigator (P.I. – detetive particular), John Klute, contratado pela família de um empresário desaparecido, da pequena cidade de Tuscarora, na Pensilvânia. Sua única pista era uma carta que ele havia escrito para uma prostituta novaiorquina, Bree Daniels, protagonizada por Jane Fonda. O filme é reconhecido pelo duelo de grandes atores e por apresentar um retrato cruel e pujante dos anos de 1970.

Mas, focando na realidade nacional, vivemos um momento particularmente especial para a nossa conjuntura política. Depois de muito tempo não se assistia a debates presidenciais televisivos tão acalorados entre os concorrentes ao cargo. E, ao mesmo tempo, que despertassem tanto interesse na população.

Entende-se: o Brasil vive uma crise social, política e econômica raras vezes sentida, de forma tão aguda, em nossa História republicana. A miséria atinge largas parcelas da população que não consegue sequer fazer as refeições diárias minimamente indispensáveis à sobrevivência.

Constantemente, dirijo por uma região privilegiada da cidade de São Paulo: a zona Oeste. Passo, quase sempre, pelo alto da Avenida Sumaré. É uma bela avenida arborizada que conduz, se prosseguirmos, à região próxima à Cidade Universitária, onde se localiza o campus da mais importante Universidade da América Latina, a USP. Pois bem, não me lembro, até em tempos bem recentes, de ter visto pessoas sem teto ali estacionadas. Agora isto é visível e as barracas dos menos favorecidos estão espalhadas no alto da Avenida.

Nada mais esperado, portanto, que a classe média que por ali circula, sentindo apertar-se o cerco, demonstrasse um interesse que não teria, em outros tempos, pelos debates presidenciais. Senta-se, durante três horas, em sua poltrona e assiste ao espetáculo dos questionamentos entre candidatos conduzidos pelos jornalistas.

E, como era, também, esperado, o primeiro debate presidencial, de 28/08/2022, transmitido pela Rede Bandeirantes de TV, não decepcionou, com direito até a contendas entre apoiadores nos bastidores. O Presidente da República, fiel ao seu “estilo”, ofendeu uma jornalista porque esta fez uma pergunta que envolvia o comportamento do seu governo durante a pandemia da Covid. Foi o que bastou para que o senhor Presidente dissesse que a jornalista era uma “vergonha para o jornalismo brasileiro”. Um ponto alto residiu em uma resposta do ex-presidente Lula quando questionado por uma das candidatas sobre as realizações de seu governo, afirmou: A senhora diz que não viu o País que eu falei acontecer. O seu motorista viu, o seu jardineiro viu, a sua empregada doméstica viu. A sua empregada doméstica viu este País melhorar.

Nosso passado condena. Debates presidenciais televisivos são sempre icônicos e podem revelar a complexidade de momentos históricos de um país. Para ficarmos apenas em um exemplo, relembremos nossos debates presidenciais de 1989, os primeiros debates eleitorais televisivos do Brasil e, também, os que inauguraram o retorno às eleições diretas presidenciais desde 1960.

Houve dois grandes embates (a melhor palavra é essa) naquela ocasião. No primeiro turno, a Band promoveu um debate mediado por Marília Gabriela que contou com a presença de 9 (nove) dos 11 (onze) convidados dentre os 22 (vinte e dois) concorrentes ao pleito. Não compareceram Fernando Collor de Mello que venceria as eleições e Ulysses Guimarães, o “senhor Diretas” e arquiteto da Constituição de 1988, a “Constituição cidadã”, que rege o país. O candidato Leonel Brizola estava particularmente afiado e, quase adentrando a madrugada, dirigindo-se à população, proferiu uma frase lapidar: Tire este não rotundo que tu tens dentro do peito, referindo-se a Paulo Maluf, candidato da Ditadura Militar que, segundo ele, não deveria ser votado.

No segundo turno de 1989, foram realizados dois debates entre os contendores: Collor e Lula. Um, nos estúdios da extinta TV Manchete e outro na TV Bandeirantes. Este último debate teve direito a uma apresentação dos “melhores momentos” realizada pela TV Globo, no Jornal Nacional. Porém, esses “momentos” acabaram privilegiando Fernando Collor de Mello que teve reproduzidos seus “melhores momentos” realmente, com direito a um minuto e meio a mais. Já Luiz Inácio Lula da Silva teria sido agraciado com seus “piores momentos”. O PT moveu uma ação contra a emissora. Artistas da própria TV, além de intelectuais, protestaram nas suas portas contra a criminosa edição. Mas, o mal já estava feito. Como resultado da edição da TV Globo ou não a vitória de Collor foi garantida com as consequências que todos conhecemos. Dois anos mais tarde, em um rumoroso processo, o primeiro mandatário chancelado por eleições diretas foi afastado do poder.

Aquilo deu nisso, parafraseando o dito popular! O presente nos reserva, certamente, uma realidade mais profícua com a necessária reconstrução deste país, depois de tanto descalabro!

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A militância e suas paixões https://canalmynews.com.br/creomar-de-souza/a-militancia-e-suas-paixoes/ Thu, 28 Oct 2021 14:56:06 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/a-militancia-e-suas-paixoes/ A República Federativa do Brasil não se encerrará em dezembro de 2022 e dito isto, é de fundamental importância alertar aqueles que trocam a avaliação racional do voto pelo mero exercício de paixões de ocasião acerca do risco que se cria para o dia seguinte do processo eleitoral

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A antecipação do debate eleitoral é uma realidade. A partir dessa premissa, bem iniciada no primeiro dia da administração Bolsonaro, é importante ter em mente o impacto disto sobre a qualidade do debate público. Em primeiro plano, é possível afirmar com alguma clareza que o estímulo de paixões desenfreadas e a transformação de representantes políticos em ídolos de bronze, gerou como resultado um enorme empobrecimento da capacidade da sociedade de estabelecer consensos e debates qualificados.

A ausência de consensos, muito bem alimentada por aqueles que confundem propositalmente liberdade de expressão com estímulo ao dissenso e rancor, gera o risco claro de tornar o processo eleitoral futuro em uma arena de gladiadores. Nesse cenário, um elemento importante que reforça o argumento é o fato de que um número crescente de representantes deseja a erosão de consensos. Afinal, quando não há consenso, o debate público pode ter seu foco facilmente alterado.

E esta parece ser a principal característica da política nacional no biênio 2020-2021. Na mesma proporção que a tempestade perfeita foi se agravando no horizonte, maior foi se tornando a disposição de mandatários em diversos níveis em estimular o diversionismo. Ao mesmo passo que o foco é jogado para o lado, com o apoio velado ou explícito de uma série de atores políticos importantes, temas importantes para o presente e para o futuro do país são colocados de lado ou tratados como mera casualidade eleitoral.

Militantes bolsonaristas protestam contra ato adverso ao governo do presidente.
Militantes bolsonaristas protestam contra ato adverso ao governo do presidente. Foto: Reprodução (Redes Sociais)

Nos últimos dias, as negociações para a resolução dos dilemas do Governo Federal para o ano de 2022 levam a uma constatação bastante alarmante: não importando quem seja o Presidente da República em janeiro de 2023, a herança recebida será digna dos trabalhos de Hércules.  A explosão do teto de gastos, a liquidação de uma política pública bastante eficaz em termos de combate à pobreza e o retorno da inflação são mais que fantasmas no horizonte, apresentam-se como ameaças e riscos potenciais ao legado civilizacional construído pela democracia a partir da Constituição de 1988.

Se há pouca resistência em termos político-institucionais ao processo de erosão de políticas públicas em curso, é ainda mais preocupante a naturalização da militância política do estado de coisas presentes. A normalidade com que os fãs dos políticos encaram o preço dos combustíveis ou do botijão de gás, ou a forma como alguns extratos ditos mais esclarecidos caem em cantos da sereia de promessas infundadas – tais como a eterna promessa de privatizações – só leva a crer que mais do que apoio, há um exercício de fé quase messiânico que torna a reflexão crítica e a percepção de que políticos devem oferecer soluções para problemas concretos.

A observação de que o debate público empobrece a cada dia, alimenta a hipótese de que o debate eleitoral também será bastante pobre. Com o desenho atual, a conjuntura eleitoral futura certamente trará, entre outros elementos, uma substituição do debate pelo insulto. E o fato é que uma vez que haja mais interesse pela ofensa do que pela proposição, o prognóstico não tem como ser otimista.

A encruzilhada que se coloca para o país, portanto, não é a mera revisão do legado da Constituição de 1988, mas, sobretudo, as escolhas que marcam o futuro. Não há desenvolvimento que se sustente sem políticas públicas baseadas em evidências, e não há liberdade econômica sem liberdade política. E, certamente, não há crescimento econômico sem previsibilidade decisória. Aos militantes, portanto, fica o alerta de que o seu apego a lideranças ditas iluminadas afasta seus compromissos para com a realidade – e, como consequência, afasta a todos de soluções reais para problemas concretos.

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“Governo mantém o sinal verde para reforma administrativa”, garante Darci de Matos (PSD-SC) https://canalmynews.com.br/economia/governo-mantem-o-sinal-verde-para-reforma-administrativa-garante-darci-de-matos-psd-sc/ Tue, 01 Jun 2021 17:41:24 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/governo-mantem-o-sinal-verde-para-reforma-administrativa-garante-darci-de-matos-psd-sc/ Segundo deputado governista, reformas estruturantes são importantes para retomada econômica e contam com apoio de Bolsonaro

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A única exigência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para aprovação da reforma administrativa é que ela não incida sobre os atuais servidores, diz o deputado Darci de Matos (PSD-SC), em entrevista ao Dinheiro Na Conta. 

“O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, querem a reforma. O governo mantém o sinal verde para reforma administrativa porque sabe que a reforma administrativa, junto com a previdenciária e com a tributária são as três reformas estruturantes fundamentais para retomada  da economia”, afirma o parlamentar da base governista.

Relator da reforma administrativa na CCJ, o deputado afirma que “a única exigência [para aprovação do texto], é que nós não vamos mexer em nenhuma vírgula dos direitos adquiridos dos atuais servidores”. 

Segundo Darci de Matos (PSD-SC), um acordo entre o governo, a base e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) inclui ainda modificações na PEC. “Eu já fiz algumas. Fiz três na CCJ no que diz respeito à constitucionalidade”, diz ele. “Ela vai ficar mais leve, mas não será desidratada”, defende o deputado.

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“Bolsonaro não vai se indispor com sua base”, diz Orlando Silva sobre reforma administrativa https://canalmynews.com.br/economia/bolsonaro-nao-vai-se-indispor-com-sua-base-diz-orlando-silva-sobre-reforma-administrativa/ Tue, 01 Jun 2021 17:24:34 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bolsonaro-nao-vai-se-indispor-com-sua-base-diz-orlando-silva-sobre-reforma-administrativa/ Para deputado do PCdoB, proposta do governo para mudanças na carreira dos servidores não traz eficiência

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A reforma administrativa não tem apoio do presidente Jair Bolsonaro, que quer evitar indisposição com servidores da segurança pública que seria afetados pelas mudanças. Essa é a avaliação do deputado Orlando Silva (PCdoB/SP), em entrevista do Dinheiro na Conta, sobre a proposta que está em tramitação na Câmara dos Deputados. 

“A reforma apresentada pelo governo já foi completamente modificada pelo relator, da base do governo”, afirma o deputado sobre o relatório aprovado na semana passada na CCJ, a Comissão de Constituição e Justiça. Relator da PEC na Comissão, o deputado Darci de Matos (PSD-SC) exclui, no texto final, três pontos da proposta do governo.

“Bolsonaro é contra a proposta de reforma administrativa. Se você observar o deputado Vitor Hugo (PSL-GO), que foi líder do governo, ele disse: ‘Olha, tem que ver direito, essa reforma mexe com categorias importantes, da segurança pública’”, avalia Orlando Silva. “Ele deu a senha de que esse texto não vai andar. O Bolsonaro não vai se indispor com sua base política-eleitoral”, diz.

O parlamentar questiona, ainda, a efetividade do texto em trazer mais eficiência para a carreira pública, como defende a equipe econômica. “A proposta de emenda à constituição apresentada pelo governo é um arremedo de reforma. Não tem nenhuma medida que na prática vai impactar  efetivamente para alterar a eficiência do serviço público, pelo contrário”, defende.

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‘A sociedade vai pagar por esse camarote da vacina’, diz deputado https://canalmynews.com.br/politica/a-sociedade-vai-pagar-por-esse-camarote-da-vacina-diz-deputado/ Thu, 08 Apr 2021 15:11:52 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/a-sociedade-vai-pagar-por-esse-camarote-da-vacina-diz-deputado/ Para Padilha, projeto que facilita compra de vacinas pela iniciativa privada atrapalha estratégia de imunização; para Hildo, é melhor gastar com vacina do que com UTI

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O projeto de lei que facilita a compra de vacinas pela iniciativa privada permite que o adquirente desconte um percentual do imposto de renda como gasto com saúde. Para o deputado Alexandre Padilha (PT-SP), médico e ex-ministro da Saúde, a brecha vai permitir que empresários furem a fila de vacinação com a sociedade pagando pelo benefício. Já Hildo Rocha (MDB-MA), autor do projeto que deu origem à proposta, defende a legitimidade da isenção. “Melhor gastar com vacina do que com UTI”, diz. 

O texto inicial de Hildo Rocha previa o desconto integral dos valores gastos para a aquisição dos imunizantes. A autora do substitutivo, deputado Celina Leão (PP-DF), retirou esse trecho, mas manteve a possibilidade de se fazer o abatimento de um percentual como gasto de saúde da empresa.

Programa Café do MyNews com os deputados federais Alexandre Padilha (PT-SP) e Hildo Rocha (MDB-MA).
Programa Café do MyNews com os deputados federais Alexandre Padilha (PT-SP) e Hildo Rocha (MDB-MA). Foto: Reprodução (MyNews).

Em debate no Café do MyNews desta quinta-feira (8), Padilha classificou a proposta como um “absurdo completo”. “De uma certa forma, toda a sociedade vai pagar por esse camarote da vacina”, pontua. 

Já Hildo Rocha defende a isenção, uma vez que outros gastos com saúde já são passíveis de desconto. “É melhor ter o cidadão com saúde do que gastar com ele na UTI, ou então até gastar com o caixão do defunto e comprar uma cova pra ele, que é o que empresa vai ter que fazer”.  

O parlamentar maranhense também refuta a crítica de que o projeto permite que empresários furem a fila. Segundo ele, a proposta esvazia a fila, já quem além de tirar das costas do SUS o funcionário da empresa, também garante uma dose a mais para o sistema público.

Outro ponto de divergência entre os parlamentares foi a permissão de importação de imunizantes sem aval da Anvisa. Padilha explicou que o texto já aprovado permitia a compra desde que houvesse aprovação de uma das dez agências com certificação de nível quatro na Organização Mundial da Saúde (OMS). Do jeito que ficou, detalhou, qualquer agência, mesmo as que não tenham reconhecimento da OMS para aprovação de vacinas, passam a ter respaldo no Brasil. 

Para Hildo Rocha, a mudança garante celeridade na aquisição dos produtos. “[Caso não seja aprovado] Daqui alguns anos todos vão dizer que nós éramos exigentes ao extremo e por causa dessa exigência morreram várias pessoas”, sustentou o parlamentar. Padilha acredita, por outro lado, que a alteração vai favorecer a entrada de vacinas sem qualidade.

Íntegra do programa ‘Café do MyNews’ desta quarta-feira (8), com a presença dos deputados Alexandre Padilha e Hildo Rocha.

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