“Tem uma elite religiosa que não quer garantir direitos” diz Pastor Henrique Vieira sobre polêmica Foto: Congresso federal ECONOMIA

“Tem uma elite religiosa que não quer garantir direitos” diz Pastor Henrique Vieira sobre polêmica

Deputado federal fala sobre a medida suspensa pela Receita Federeal que garantia aos pastores o status de contribuinte individual e, na prática, dava às igrejas argumentos para contestar a cobrança de dívidas previdenciárias sobre as prebendas

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  • Pastor Henrique Vieira foi entrevistado pelo Canal MyNews, com o jornalista João Bosco Rabello, sobre a medida da gestão Bolsonaro suspensa pela Receita Federal em 17.
  • A medida concedia aos pastores status de contribuinte individual, permitindo às igrejas contestar dívidas previdenciárias sobre as prebendas.
  • A suspensão gerou reação da Bancada Evangélica e, dois dias depois, o ministro Fernando Haddad anunciou a criação de um grupo de trabalho para discutir isenção tributária e denunciou “politização indevida”.
  • Em sua fala, o deputado Henrique Vieira acusou uma elite religiosa de não garantir direitos trabalhistas aos funcionários das igrejas, apontando exploração e divisão de classes.

Em entrevista ao Canal MyNews, o Pastor Henrique Vieira fala com o jornalista político João Bosco Rabello sobre a medida da gestão de Jair Bolsonaro que foi suspensa pela Receita Federal na quarta-feira, 17. A medida garantia aos pastores o status de contribuinte individual e, na prática, dava às igrejas argumentos para contestar a cobrança de dívidas previdenciárias sobre as prebendas. A decisão gerou fortes reações da Bancada Evangélica do Congresso.

Dois dias depois, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo criou um grupo de trabalho para discutir a isenção tributária sobre a remuneração de pastores e declarou que houve uma “politização indevida” do tema. 

Nesta entrevista, o deputado federal Pastor Henrique Viera comenta o caso, fala sobre comunidades voluntárias e,  principalmente, sobre pessoas que estabelecem uma relação de emprego no trabalho para as igrejas e que não têm o reconhecimento através de garantia dos direitos, mas que são exploradas para reduzir custos: “é o capitalismo e a divisão de classes dentro das igrejas, com uma elite religiosa não querendo reconhecer”

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