Arquivos dengue - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/dengue/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 15 Jan 2025 19:32:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Estado do Rio registra 810 casos de dengue nas primeiras semanas de 2025 https://canalmynews.com.br/noticias/estado-do-rio-registra-810-casos-de-dengue-nas-primeiras-semanas-de-2025/ Wed, 15 Jan 2025 19:32:23 +0000 https://localhost:8000/?p=50129 Segundo dados atualizados diariamente no Monitora RJ, ferramenta da Secretaria de Estado de Saúde, foram 50 internações e não há mortes confirmadas

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O estado do Rio de Janeiro registrou 810 casos prováveis de dengue nas primeiras semanas de 2025. Houve 50 internações e não há mortes confirmadas. As ocorrências correspondem ao período de 29/12/2024 a 14/01/2024. Os dados são inseridos no sistema pelos municípios e atualizados diariamente no Monitora RJ, ferramenta digital da Secretaria de Estado de Saúde.

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Em 2024, ao longo do ano, houve 302.316 casos prováveis, 9.703 internações e 232 óbitos por dengue em todo o estado. Nas três primeiras semanas epidemiológicas de 2024 (31/12/2023 a 20/01/2024) foram registrados 16.011 casos.

“No ano passado vivemos uma grande epidemia de dengue, que já começou no início do ano, portanto, o ano de 2024 foi considerado atípico. Analisando a série histórica, temos 2023, ano sem epidemia e quando registramos 694 casos prováveis nas três primeiras semanas epidemiológicas do ano. Em 2025, já tivemos um aumento de 16,72% de casos em comparação com 2023. Isso nos acende um alerta para a importância da prevenção contra a doença”, disse a secretária estadual de Saúde, Claudia Mello.

Vítima tem 60 anos

Na última quinta-feira (9), a secretaria confirmou o primeiro caso de dengue tipo 3 deste ano. A notificação é do município do Rio de Janeiro e a confirmação foi feita pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ). A doença atingiu uma mulher de 60 anos.

Nos anos de 2023 e 2024, os sorotipos predominantes de dengue no país e no estado do Rio foram os sorotipos 1 e o 2. O sorotipo 3 não circula no estado desde 2007. Porém, no ano passado, houve dois casos isolados, um em Paraty, na região da Costa Verde, e outro em Maricá, na região metropolitana.

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Apesar da notificação do primeiro caso em 2025, o sorotipo 3 não circula de forma predominante no estado desde 2007, ou seja, existe uma grande parcela da população que nunca teve contato com este tipo da doença.

Os sintomas da dengue tipo 3 são os mesmos dos tipos 1, 2 e 4, sendo os principais febre alta (maior que 38°C); dor no corpo e articulações; náuseas e vômitos, dor atrás dos olhos; mal-estar; falta de apetite; dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.

Combate prioritário

Para a Secretaria de Saúde, o combate aos focos do mosquito Aedes aegypti é ação prioritária. Serão mantidos o monitoramento de casos e a campanha “Contra a dengue todo dia”, prevista no Plano de Contingência para Enfrentamento às Arboviroses, em apoio aos 92 municípios com alertas e orientações sobre a doença.

Além disso, a secretaria reforça informações à sociedade sobre prevenção, destacando a importância da vistoria semanal para evitar água parada em latas, garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas e pratos sob vasos de plantas.

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Assista abaixo ao Segunda Chamada de terça-feira (14):

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Instituto Butantan pede registro de vacina contra dengue para Anvisa https://canalmynews.com.br/noticias/instituto-butantan-pede-registro-de-vacina-contra-dengue-para-anvisa/ Mon, 16 Dec 2024 18:32:19 +0000 https://localhost:8000/?p=49398 Caso autorizado, instituto terá condições de produzir 100 milhões de doses para o Ministério da Saúde pelos próximos três anos

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O Instituto Butantan entregou hoje (16) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) os documentos para a aprovação de sua vacina contra dengue, a primeira do mundo em uma única dose. Caso seja dada a autorização, a instituto terá condições de produzir 100 milhões de doses para o Ministério da Saúde pelos próximos três anos.

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Foram encaminhados à Anvisa nesta segunda-feira (16) três pacotes de informações sobre o imunizante. Foi a última leva de documentos necessários ao processo de autorização para a fabricação da chamada Butantan-DV.

“É um dos maiores avanços da saúde e da ciência na história do país e uma enorme conquista em nível internacional. Vamos aguardar e respeitar todos os procedimentos da Anvisa, um órgão de altíssima competência. Mas estamos confiantes nos resultados que virão”, afirma Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan.

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O último participante dos ensaios clínicos do imunizante completou o acompanhamento em junho. Foram cinco anos de ensaios e observação. A New England Journal of Medicine publicou recentemente os dados de segurança e eficácia da candidata à vacina. Os números mostraram 79.6% de eficácia geral pra prevenir casos de dengue sintomática.

Já a The Lancet Infectious Diseases publicou os dados da fase três do ensaio clínico, que apontaram uma proteção de 89% contra dengue grave e dengue com sinais de alarme, além de eficácia e segurança prolongadas por até cinco anos.

No caso de aprovação do imunizante pela Anvisa, o Butantan acredita que tem condições de fornecer um milhão de doses no próximo ano. Outras 100 milhões de doses poderão ser entregues nos anos de 2026 e 2027.

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As informações encaminhadas ao Butantan nesta segunda-feira (16) detalham os processos de fabricação da vacina. Ou seja, demonstram como os testes de formulação e envase cumprem os requisitos da agência.

A fábrica da vacina, que fica no Centro Bioindustrial do Butantan, foi inspecionada e teve suas instalações aprovadas pela Anvisa. Em caso de autorização para a fabricação do imunizante, o Butantan deve enviar uma solicitação de autorização de preço à Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos.

Depois disso,a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) vai analisar a incorporação da vacina ao Sistema Único de Saúde. É a etapa na qual se verificam pontos como redução de internações e de absenteísmo ao trabalho, benefícios e riscos no longo prazo e para a população brasileira.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de sexta-feira (13):

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Combate à dengue precisa ter dimensão global, diz ministra da Saúde https://canalmynews.com.br/noticias/combate-a-dengue-precisa-ser-global-diz-ministra-da-saude/ Thu, 12 Dec 2024 19:45:39 +0000 https://localhost:8000/?p=49298 Para Nísia Trindade, a estratégia de enfrentamento ao mosquito precisa reforçar ainda mais a necessidade de colaboração mútua entre autoridades

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As mudanças climáticas ampliaram o raio de alcance da dengue e de outras doenças causadas pelo Aedes aegypti. Frente a essa situação, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse nesta quinta-feira (12), que a estratégia de enfrentamento precisa ter dimensão global, reforçando ainda mais a necessidade de colaboração mútua entre autoridades, tanto para prevenção como para conscientização.

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Em entrevista ao programa Bom Dia Ministra, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação, Nísia disse também que há estoque suficiente de vacinas contra a covid-19 e defendeu pontos do relatório da Reforma Tributária no que se refere à alíquota zero para vários medicamentos do programa Farmácia Popular.

Nísia falou sobre as ações que vêm sendo desenvolvidas pelo ministério para reforçar o papel de estados, municípios e da própria população no enfrentamento da dengue. Ela chamou a atenção para a necessidade de se ampliar as redes colaborativas, uma vez que a doença tem avançado para regiões e países onde, até então, não havia registros.

Dengue

“A dengue hoje é um problema de saúde global, inclusive em áreas subtropicais, como é o caso do Uruguai e do Sul do nosso país, que passaram a ter dengue. É sempre bom lembrar que o aquecimento global é o responsável por essa grande transmissão. Portanto teremos mais países lidando com esse problema”, disse a ministra.

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Dessa forma, a ministra defendeu o desenvolvimento de um plano que também seja global para o enfrentamento desta e de outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como a zika e chikungunya.

Um outro eixo importante citado por Nísia é o de desenvolvimento e uso de tecnologias visando o controle do mosquito transmissor. Ela explica que, apesar de ainda não haver um plano nacional para a utilização em larga escala dessas tecnologias, alguns municípios e estados já o fazem com o apoio do ministério.

“Estamos trabalhando para ampliar essas tecnologias de controle do mosquito”, reiterou ao destacar que, nesse sentido, a pasta tem atuado para reforçar o papel de estados e municípios.

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“Lançamos em setembro deste ano um plano de enfrentamento à dengue. Esse plano prevê a prevenção e a conscientização da população, que é também um ator muito importante, assim como as prefeituras, por causa do acúmulo de lixo urbano e dos focos de água em que o mosquito pode se proliferar. Isso está ligado à gestão das cidades”, justificou.

Dia D

Nísia Trindade reiterou também a relevância do Dia D de Mobilização contra a Dengue, previsto para sábado (14) – no sentido de difundir mais largamente campanhas de conscientização e engajamento da população em todo o país para prevenir os focos do Aedes aegypti.

“Todo governo estará envolvido, com a participação de governadores e ministros. Nossos secretários do ministério se distribuirão Brasil afora. Vai ser um dia muito importante. Quero convidar a todos para se somarem esses esforços”, disse a ministra.

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Segundo ela, os locais onde as atividades vão se concentrar ainda serão divulgados. “Mas cada um de nós pode fazer o Dia D na sua comunidade, buscando sempre o reforço dos nossos profissionais”, disse, ao lembrar que agentes comunitários e agentes de endemias participarão em apoio à iniciativa.

Reforma Tributária

Perguntada sobre como via o texto apresentado pelo relator da reforma tributária, Eduardo Braga, aprovado ontem, prevendo, entre diversos pontos, alíquota zero para medicamentos da Farmácia Popular, Nísia destacou que essa alíquota valerá também para medicamentos relacionados às linhas de cuidado adotadas no Sistema Único de Saúde.

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“Isso é muito positivo e importante. No programa Farmácia Popular, tão querido pela população, a alíquota zero é para todos os produtos. Mas, além disso, a reforma tributária traz o que eu gosto de chamar de tributo pela saúde, em vez de imposto do pecado. É realmente um tributo pela saúde com [a taxação de] todos aqueles produtos que podem trazer problemas de saúde, agravamento de quadros de saúde, como é o caso do tabaco, dos cigarros, dos refrigerantes, das bebidas açucaradas.”

Assista abaixo ao Segunda Chamada de quarta-feira (11):

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Vacinação contra a gripe: por que imunizar toda a família? https://canalmynews.com.br/noticias/vacinacao-contra-a-gripe-por-que-imunizar-toda-a-familia/ Fri, 24 May 2024 08:30:11 +0000 https://localhost:8000/?p=43424 Desde o início de maio, o Ministério da Saúde ampliou a campanha de vacinação contra a gripe para todas as pessoas acima dos 6 meses de idade

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Desde o início de maio, o Ministério da Saúde ampliou a campanha nacional de vacinação contra a gripe para todas as pessoas acima dos 6 meses de idade. Dessa forma, a família toda pode se proteger contra os vírus da influenza que estão em circulação no país nesta época do ano. O diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, explica que a decisão da pasta aconteceu por conta da disponibilidade de doses da vacina e pelo momento epidemiológico.

“Se há disponibilidade de vacina no programa e o vírus da influenza, o vírus da gripe está circulando, nós devemos ampliar o acesso das pessoas para que elas se vacinem e diminua o risco de adoecimento de formas graves da doença — e também diminua a circulação do vírus na comunidade.”

Eder Gatti destaca a importância de levar a família toda para vacinar. “A vacina é importante porque diminui o risco de infecção. Apesar de não ter uma eficácia de 100% para proteger contra a infecção, ela diminui o risco de se infectar. A vacina também diminui significativamente o risco de formas graves da doença e de hospitalização. Então por isso ela é importante, ela acaba resultando na diminuição do número de mortes pela doença.”

Segundo o doutor André Prudente, diretor-geral do Hospital Giselda Trigueiro — unidade pública referência no tratamento de doenças infectocontagiosas de Natal (RN) —, mais de 80% das pessoas vacinadas contra a gripe não vão adoecer; e mesmo os que adoecerem terão um quadro leve da doença.

“E é importante dizer que a gripe é provocada por um vírus chamado influenza, que é uma doença completamente diferente dos resfriados. Então, a vacina não protege contra o resfriado. O resfriado comum é quando a pessoa está espirrando, o nariz está obstruído, às vezes tem uma coriza, mas fora isso não traz grandes repercussões. Já a gripe pode dar bastante febre, muita dor no corpo e acomete o pulmão — inclusive podendo levar a agravamento e até a óbito. Então, por isso, é importantíssimo que todo mundo se vacine contra a gripe”.

O infectologista também ressalta a importância de pessoas que não fazem parte do grupo prioritário tomarem a vacina contra a gripe durante a campanha de imunização.

“Um jovem de 20 anos pode não ter nenhuma doença associada, mas ele pode ter contato com avô, com um tio, até mesmo o pai idoso, que tem problemas no coração, e essa pessoa se agravar. Sem contar que os jovens fazem parte da força de trabalho e as pessoas com gripe, gripe mais intensa, não conseguem trabalhar, se ausentam do trabalho e isso traz impacto também para a economia”.

Vacinação contra a gripe: antecipação da campanha

Este ano, o Ministério da Saúde decidiu antecipar a campanha de vacinação contra a gripe nas Regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, devido ao aumento da circulação de vírus respiratórios no país. Até o dia 11 de maio (Semana Epidemiológica 19), a pasta registrou 23.551 casos de hospitalização por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 19% associados ao vírus da influenza.

As doses começaram a ser aplicadas no dia 25 de março. Na Região Norte, a campanha aconteceu ainda mais cedo, entre novembro de 2023 e fevereiro de 2024. A meta do Ministério da Saúde é vacinar, pelo menos, 90% de cada um dos grupos prioritários:

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
  • Crianças indígenas de 6 meses a menores de 9 anos;
  • Trabalhadores da Saúde;
  • Gestantes;
  • Puérperas;
  • Professores dos ensinos básico e superior;
  • Povos indígenas;
  • Idosos com 60 anos ou mais;
  • Pessoas em situação de rua;
  • Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
  • Profissionais das Forças Armadas;
  • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
  • Trabalhadores portuários;
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade;
  • População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).

Até 22 de maio, do total de 75,8 milhões de pessoas do grupo prioritário, apenas 27,1 milhões se imunizaram contra a gripe, segundo o painel de imunizações do Ministério da Saúde, ou seja, 34,6% do público-alvo.

O programador Maciel Júnior, de 28 anos, mora no Gama, cidade da região administrativa do Distrito Federal — e faz parte do grupo prioritário. Ele tomou a vacina há cerca de um mês e relata a importância de se proteger neste momento.

“Sou imunodeprimido, então faço parte de um grupo de risco, o que torna o acesso à vacina até mais fácil, porque nós dos grupos prioritários temos preferência para tomar a vacina. E também acredito que, para mim, tomar a vacina seja ainda mais crucial. Eu acredito que é muito importante a gente se imunizar, tanto para proteger a gente de doenças graves, como é o caso da gripe, quanto para ajudar a reduzir a propagação do vírus e auxiliar na imunidade coletiva”.

Cleiton Ferreira, de 44 anos, é professor do Ensino Básico na cidade de Uberlândia (MG). Por fazer parte do grupo prioritário, ele já se imunizou, mas não deixou de levar a esposa e os três filhos — um bebê de 1 ano, uma menina de 5 e outra de 7 — para tomarem as doses contra a gripe.

“A conscientização da população nesse sentido é muito importante, de saber que se trata não só da proteção da nossa família, mas de toda a sociedade, do bairro, da cidade, do país inteiro como um todo. É uma questão de esclarecimento da população de que a vacinação, como estratégia coletiva, salva muitas vidas. Aqui na minha cidade, a campanha de vacinação é bastante eficaz. Tem um aplicativo que a gente acessa e fica sabendo sobre as campanhas; eles enviam mensagem. No caso que a gente tem um bebê, eles acompanham a vacinação do bebê”.

Vacinação contra a gripe: vacina trivalente

O diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, explica que a vacina contra a gripe muda de composição anualmente de acordo com os tipos de vírus influenza que são mais frequentemente observados pela vigilância em saúde. “É uma mudança organizada pela Organização Mundial de Saúde e acontece obedecendo a dados de vigilância, ou seja, obedecendo os vírus que mais circulam no momento”.

O infectologista André Prudente explica o motivo da dose ser trivalente. “A vacina atual tem três subtipos, que são os que estão circulando no mundo atualmente: o subtipo A H1N1, o A H3N2 e o influenza B. Então o fato dela ser trivalente significa que protege contra esses três tipos”.

Segundo ele, não há problema em tomar a vacina trivalente da gripe  junto com outros imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação, como o da Covid-19, por exemplo. “Inclusive, a recomendação é fazer junto [a imunização], justamente para não perder a oportunidade, porque é tão difícil a pessoa ir ao serviço de saúde e tomar a vacina. Então, podem ser feitas as duas vacinas concomitantemente, ao mesmo tempo, sem grandes problemas”.

Para os que ficam preocupados com os efeitos colaterais, o doutor André Prudente afirma que a vacina da gripe é uma das mais seguras possíveis. “Ela não é de vírus vivo, então não vai dar gripe por causa da vacina. Ela pode dar uma dor local, pode ter um pouquinho de febre, mas normalmente não mais do que isso”.

Para se vacinar, procure um posto de vacinação mais próximo de sua residência. Saiba mais em www.gov.br/saude/gripe.

VSR: Fiocruz alerta para o aumento nas internações por infecções respiratórias

Casos de SRAG registram aumento contínuo no Brasil; alerta Fiocruz

Brasil registra sinalização de queda no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave

 

Fonte: Brasil 61

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Brasil ultrapassa 5 milhões de casos prováveis de dengue https://canalmynews.com.br/noticias/brasil-ultrapassa-5-milhoes-de-casos-provaveis-de-dengue/ Tue, 21 May 2024 14:38:08 +0000 https://localhost:8000/?p=43211 Minas Gerais lidera com o maior número de registros

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O Brasil já contabiliza 5.100.766 casos prováveis de dengue em 2024. O número representa mais que o triplo de casos prováveis da doença identificados ao longo de todo o ano passado, quando foram anotados 1.649.144 casos.

Dados do painel de monitoramento de arbovirose mostram que o país registra ainda 2.827 mortes por dengue e 2.712 óbitos em investigação. O coeficiente da doença, neste momento, é 2.511 casos para cada grupo de 100 mil pessoas. A letalidade em casos prováveis é 0,06 e a letalidade em casos de dengue grave é 4,83.

A maioria dos casos prováveis permanece concentrada na faixa de pessoas com idade dos 20 aos 29 anos, seguida pelas faixas dos 30 aos 39 anos, dos 40 aos 49 anos e dos 50 aos 59 anos. Já a faixa etária menos atingida é a de crianças menores de 1 ano, seguida por pessoas com 80 anos ou mais e por crianças de 1 a 4 anos.

Minas Gerais ainda responde pelo maior número de casos prováveis de dengue (1.431.174). Em seguida, estão São Paulo (1.397.796), Paraná (535.433) e Santa Catarina (288.212). Já os estados com menor número de casos prováveis são Roraima (286), Sergipe (2.868), Rondônia (4.789) e Amapá (5.557).

Quando se considera o coeficiente de incidência da doença, o Distrito Federal aparece em primeiro lugar, com 9.037 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Em seguida estão Minas Gerais (6.968), Paraná (4.679) e Santa Catarina (3.787). Já as unidades federativas com menor coeficiente são Roraima (45), Ceará (126), Sergipe (129) e Maranhão (159).

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Fiocruz alerta para ressurgimento do sorotipo 3 da dengue https://canalmynews.com.br/saude/fiocruz-alerta-para-ressurgimento-do-sorotipo-3-da-dengue/ Fri, 12 May 2023 11:52:26 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37657 Há mais de 15 anos vírus não causa epidemias no país

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Estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), coordenado pela Fiocruz Amazônia e pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), mostra o ressurgimento recente do sorotipo 3 do vírus da dengue no Brasil, que há mais de 15 anos não causa epidemias no país, o que faz acender o sinal de alerta quanto ao risco de uma nova epidemia da doença causada por esse sorotipo viral.

A pesquisa apresenta a caracterização genética dos vírus referentes a quatro casos da infecção registrados este ano, três em Roraima, na Região Norte, e um no Paraná, no Sul do país. Segundo a Fiocruz, a circulação de um sorotipo há tanto tempo ausente preocupa especialistas.

“Nesse estudo, fizemos a caracterização genética dos casos de infecção pelo sorotipo 3 do vírus dengue. É um indicativo de que poderemos voltar a ter, talvez não agora, mas nos próximos meses ou anos, epidemias causadas por esse sorotipo”, alerta, em nota, o virologista Felipe Naveca, chefe do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes e Negligenciados da Fiocruz Amazônia e pesquisador do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do IOC/Fiocruz, que atua como referência regional para dengue, febre amarela, chikungunya, Zika e vírus do Nilo ocidental.

O vírus da dengue tem quatro sorotipos. Segundo a Fiocruz, a infecção por um deles gera imunidade contra o mesmo sorotipo, mas é possível contrair dengue novamente se houver contato com um sorotipo diferente. O risco de uma epidemia com o retorno do sorotipo 3 ocorre por causa da baixa imunidade da população, uma vez que poucas pessoas contraíram esse vírus desde as últimas epidemias registradas no começo dos anos 2000. Existe ainda o perigo da dengue grave, que ocorre com mais frequência em pessoas que já tiveram a doença e são infectadas novamente por outro sorotipo.

Para compartilhar rapidamente as informações, os resultados da análise foram divulgados em artigo preprint na plataforma medRxiv, sem o processo de revisão por pares. O trabalho foi submetido para publicação em periódico científico. A pesquisa contou com a parceria dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) de Roraima e do Paraná, além da participação de especialistas de diversas instituições de pesquisa.

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Segundo o virologista Felipe Naveca, as análises indicam que a linhagem detectada foi introduzida nas Américas a partir da Ásia, no período entre 2018 e 2020, provavelmente no Caribe. “A linhagem que detectamos do sorotipo 3 não é a mesma que já circulou nas Américas e causou epidemias no Brasil no começo dos anos 2000. Nossos resultados mostraram que houve uma nova introdução do genótipo III do sorotipo 3 do vírus da dengue nas Américas, proveniente da Ásia. Essa linhagem está circulando na América Central e recentemente também infectou pessoas nos Estados Unidos. Agora, identificamos que chegou ao Brasil”.

Dos quatro casos analisados, três são referentes a casos autóctones de Roraima, ou seja, correspondem a pacientes que se infectaram no estado e não tinham histórico de viagem. Já o caso no Paraná foi importado, diagnosticado em uma pessoa vinda do Suriname.

Os casos foram inicialmente identificados pelos Lacens de Roraima e Paraná, respectivamente. Segundo o pesquisador, foram as equipes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos de Porto Rico e do Departamento de Saúde da Flórida, que identificaram os casos vindos de Cuba e nos EUA. “Assim, esse é um alerta válido não só para o Brasil, mas para toda a região das Américas. Tendo em vista estarmos vivendo um grande número de casos de arboviroses esse ano no Brasil, a detecção de um novo sorotipo do vírus da dengue não é uma boa notícia”, disse.

A pesquisa contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam); da Rede Genômica de Vigilância em Saúde do Amazonas; da Rede Genômica Fiocruz; do Inova Fiocruz (Inovação Amazônia); do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) do Ministério da Saúde do Brasil; do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

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Exames de laboratórios privados indicam aumento de casos de dengue https://canalmynews.com.br/brasil/exames-de-laboratorios-privados-indicam-aumento-de-casos-de-dengue/ Fri, 14 Apr 2023 22:05:42 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37076 Dados da Abramed apontam crescimento de 221%

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O número de exames com resultado positivo para dengue, realizados em laboratórios privados entre os dias 17 e 23 de março, cresceu 221%, em relação à primeira semana epidemiológica de 2023 (30/12/2022 a 5/1/2023). Os dados são da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) e mostram evolução de 26,51% para 33,74% na positividade dos resultados nesse período. O volume de exames feitos em tais estabelecimentos no período aumentou 152%.

Por consenso internacional, os infectologistas agrupam em períodos denominados semanas epidemiológicas (SE) dados como ocorrências de doenças e surtos, internações e mortes. O tempo é contado de domingo a sábado.

Segundo o presidente do Conselho de Administração da Abramed, Wilson Shcolnik, o aumento da procura por exames para diagnosticar a dengue e a crescente positividade nos resultados se explicam pelo fato de o país viver uma temporada de chuvas, apesar de já estar no outono. “O acúmulo de água é muito propício para a reprodução do agente transmissor da dengue, o mosquito Aedes aegypti”, afirmou Shcolnik.

Nesta quarta-feira (12), em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia, o infectologista e pesquisador do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) André Siqueira destacou que o mosquito tem se adaptado bem às cidades, expandindo-se e resistindo aos inseticidas. Siqueira associa o aumento dos casos às mudanças climáticas. “Há indícios de que tudo esteja relacionado às mudanças climáticas, ao aquecimento global e mudanças nos padrões de chuva.”

O infectologista disse que, atualmente, o tema preocupa inclusive países que estão fora de áreas tropicais, mais propensas à doença. “Antes, a dengue era restrita a regiões tropicais, mas tem se expandido para regiões temperadas, como os Estados Unidos. E tem virado um problema até mesmo na Europa e em países mais ao sul, como Argentina, Paraguai e Uruguai.”

Dados oficiais
A alta de casos de dengue também é verificada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde divulgou, no último dia 6, o Informe Semanal do Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coe-Arboviroses), relativo à 13ª Semana Epidemiológica de 2023.

De acordo com o informe, o número de casos prováveis de dengue e chikungunya notificados no Brasil, neste ano (SE de 1 a 13), ultrapassaram o limite máximo esperado pelas autoridades, considerando a série histórica. De acordo com o relatório semanal, a tendência é de aumento de transmissão e casos nas próximas semanas. “No Plano de Contingência para Resposta às Emergências em Saúde Pública por Dengue, Chikungunya e Zika”, o Brasil está classificado no Nível 3 para dengue e Chikungunya, por causa do aumento da incidência e dos óbitos confirmados.

Somente na 13ª Semana Epidemiológica de 2023, foram notificados quase 600 mil (592.453) casos prováveis de dengue, em 4.230 municípios, o que representa alta de 43% em relação ao mesmo período do ano passado. Desse total, 5.773 são ocorrências consideradas graves (arte, página 03). O Ministério da Saúde confirma 183 óbitos, e há 231 mortes em investigação.

Ações da Saúde
Em resposta à Agência Brasil, o Ministério da Saúde informou que, diante do alerta de avanço da dengue no país, instalou o Centro de Operações de Emergências (Coe-Arboviroses) para atuar no controle e redução de casos graves da doença. A pasta diz que “acompanha atentamente a situação epidemiológica das arboviroses [doenças causadas por vírus transmitidos, principalmente, por mosquitos e mais comuns em ambientes urbanos] no país e que tem investido em ações de combate à doença junto aos estados e municípios.

Entre as ações de prevenção e controle do mosquito transmissor, o ministério citou os mais de 95 mil kits de detecção da dengue enviados a secretarias estaduais de Saúde e garantiu que todos os estados estão abastecidos com três tipos diferentes de inseticidas para o controle do Aedes aegypti.

Além disso, em março, houve capacitação de profissionais em locais com aumento de casos, como os estados do Paraná, de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, do Espírito Santo e de Minas Gerais, para preparar médicos e enfermeiros e para o manejo clínico e vigilância de arboviroses.

Cuidados preventivos e sintomas
O Ministério da Saúde defendeu o desenvolvimento de atividades integradas para evitar a proliferação do mosquito, tais como a eliminação de possíveis criadouros (água parada) e tratamento com larvicidas naqueles que não possam ser eliminados e apoio aos estados e municípios para orientações à população sobre cuidados preventivos relativos às arboviroses.

André Siqueira alertou para os cuidados necessários: reduzir os criadouros, denunciar ao poder público a existência de lugares abandonados, onde há “coleções de água” que podem servir de criadouro dos mosquitos, proteger-se usando repelentes ou roupas compridas, o que pode reduzir o risco de picadas do mosquito, principalmente nas épocas de maior transmissão da doença.

Em geral, os sintomas dos infectados pelo vírus da dengue são dores intensas pelo corpo, mal-estar, dor de cabeça e febre. Siqueira pede atenção aos sinais e diz que, ao surgirem os sintomas, a pessoa deve procurar a uma unidade básica de saúde (UBS), principal forma de acesso ao serviço público. “Para ser atendida adequadamente, passar por avaliação médica e receber orientações adequadas sobre hidratação e analgésicos.”

É preciso atentar igualmente para os sinais de agravamento do quadro: dor abdominal intensa, vômitos recorrentes, sensação de desmaio, sangramentos, sonolência ou irritabilidade.

Sobre as vacinas contra a dengue, o infectologista lembra que existem duas. “A primeira foi lançada há alguns anos, mas é restrita a pessoas que sabem que já tiveram dengue, que já fizeram o exame de sangue”. E, em março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da nova vacina, a Qdenga, produzida pela empresa Takeda Pharma. “Teve resultados bons, mas não está disponível. Ainda estão sendo discutidas tanto a incorporação pelo SUS quanto a oferta em clínicas de vacinas privadas”, acrescentou Siqueira.

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Anvisa aprova nova vacina contra a dengue https://canalmynews.com.br/saude/anvisa-aprova-nova-vacina-contra-a-dengue/ Sat, 04 Mar 2023 12:03:30 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36233 Imunizante Qdenga é indicado para uso entre 4 e 60 anos

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de uma nova vacina contra a dengue. O imunizante Qdenga, produzido pela empresa Takeda Pharma, é indicado para população entre 4 e 60 anos. A aplicação é por via subcutânea em esquema de duas doses, em intervalo de três meses entre as aplicações.

Segundo a Anvisa, a nova vacina é composta por quatro diferentes sorotipos do vírus causador da doença, o que garante uma ampla proteção contra ela. No ano passado, o Brasil registrou mais de mil mortes por complicações da dengue no país.

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Uma outra vacina contra a dengue já aprovada no país, a Dengvaxia, só pode ser aplicada por quem já teve a doença. A vacina Qdenga também foi avaliada pela agência sanitária europeia (EMA), de quem também recebeu aprovação. A concessão do registro pela Anvisa permite a comercialização do produto no país, desde que mantidas as condições aprovadas. A vacina, no entanto, seguirá sujeita ao monitoramento de eventos adversos por meio de ações de farmacovigilância sob a responsabilidade da própria empresa.

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“Pior das ocorrências que a gente já teve nos últimos tempos”, diz Defesa Civil do Acre https://canalmynews.com.br/mais/pior-das-ocorrencias-que-a-gente-ja-teve-nos-ultimos-tempos-diz-defesa-civil-do-acre/ Mon, 22 Feb 2021 20:21:01 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/pior-das-ocorrencias-que-a-gente-ja-teve-nos-ultimos-tempos-diz-defesa-civil-do-acre/ Além de enchentes, Acre sofre com aumento do número de casos de covid-19, surto de dengue e crise migratória

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Mais de 110 mil pessoas já foram afetadas pelas enchentes no Acre, segundo a Defesa Civil estadual. Os rios Acre, Jurupa, Purus, Envira e Iaco transbordaram afetando dez municípios. “Essa é a pior das ocorrências que a gente já teve nos últimos tempos”, afirmou o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Eudemir Gomes Bezerra.

O coronel explica que é a pior ocorrência não em relação à quantidade de água, mas por causa de outros problemas que agravam ainda mais a situação no estado. O sistema de saúde do Acre está sobrecarregado por causa do aumento do número de casos de covid-19 e surtos de dengue. Há ainda uma crise migratória na fronteira com o Peru.

A rodovia que liga Rio Branco a Cruzeiro do Sul está interrompida na altura do quilômetro 146. Há ainda registro de deslizamentos em mais de 15 pontos dela, o que limita o tráfego de veículos. “É o acesso único que tem para a maioria dos municípios do estado. A gente tem preocupação com abastecimento de oxigênio, ali são caminhões pesados que andam nessa estrada”, disse.

O Ministério Público do Acre lançou a campanha “SOS Acre” em parceria com o Tribunal de Justiça para arrecadar doações para as famílias atingidas pelas enchentes. As informações sobre a campanha estão no site do Ministério Público.

Rio Envira. Foto: Ascom/CBMAC

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